Governo proíbe o abate de animais na primeira cidade vegetariana no mundo

Com uma população de cerca de 175 mil habitantes, e uma área de 700 km2, a cidade de Palitana, em Gujarat, na Índia, vêm sendo chamada de “a primeira cidade vegetariana” do mundo após seu governo ter proibido o abate de animais em 2014.

A proibição se deu em consequência dos protestos de cerca de 200 monges jainistas – todos em greve de fome para mostrar que prefeririam a morte [deles] em vez de permitir o massacre e consumo contínuo de animais na área.

Religião

Há relatos de que cerca de quatro a cinco milhões de pessoas na Índia que seguem a religião jainista e se opõem diretamente à crueldade contra os animais.

O jainismo, tradicionalmente conhecido como Jain Dharma, acredita que animais e plantas, assim como seres humanos, contêm almas vivas. Portanto, os jainistas seguem uma dieta estritamente vegetariana.

“Cada uma dessas almas é considerada de igual valor e deve ser tratada com respeito e compaixão. A essência do jainismo é a preocupação pelo bem-estar de todos os seres do universo e pela saúde do próprio universo”, de acordo com informação da BBC.

O direito à vida

De acordo com a ONG Mercy For Animals, Virat Sagar Maharaj, um praticante monge jainista, disse: “Todos neste mundo – sejam animais ou seres humanos ou uma criatura muito pequena – receberam o direito de viver de Deus”.

A cidade não é, contudo, vegana, pois o consumo de leite de vaca ainda é legal.

Campanha incentiva as pessoas a não comprar coelhos na Páscoa

De iniciativa da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e Turismo do Paraná, a campanha “Páscoa Alternativa” foi lançada na última terça-feira (9). O objetivo é incentivar as pessoas a buscar alternativas à compra de coelhos nesta época do ano.

Foto: Divulgação / SEDEST

Por serem associados à Pascoa, é comum que coelhos sejam comprados com a aproximação dessa data. Muitos deles são tratados como objetos adquiridos para presentear as pessoas, especialmente as crianças. No entanto, passada a euforia da época, o animal frequentemente é deixado de lado e, em muitos casos, devido aos gastos e trabalho que dão, os coelhos são abandonados.

Todos os anos, após a Páscoa, muitos desses animais são encontrados na rua em situação de completo abandono. Frágeis e indefesos, eles morrem atropelados, de frio, de fome ou até após serem mordidos por cachorros, que agem seguindo um instinto de defesa. As informações são da Agência de Notícias do Paraná.

A Secretaria reforça que abandonar animais é crime e recomenda que as pessoas optem por alternativas ao comércio de coelhos e comprem, por exemplo, chocolate ou até mesmo coelhos de pelúcia, que trazem consigo a representatividade da Páscoa, mas evitam abandono e maus-tratos.

Abril Laranja

Neste mês é comemorado o Abril Laranja, instituído pela Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra os Animais. A data é dedicada à prevenção aos maus-tratos a animais e tem o objetivo de fazer as pessoas refletirem sobre o tema.

A crueldade cometida contra os animais, que o Abril Laranja tem o intuito de combater, não se restringe, porém, à violência física. Também configuram maus-tratos ações de negligência e omissão que resultem em sofrimento, inclusive psicológico, ao animal, como abandonar ou manter o animal permanentemente preso a correntes, deixá-lo sem abrigo para proteção da chuva e do sol, não fornecer alimentação adequada e cuidados veterinários, privá-lo da ventilação ou luz solar, mantê-lo em locais pequenos e sem higiene, entre outros.

Denúncias de maus-tratos contra animais podem ser feitas, em Curitiba, através do número 156, da prefeitura. Nas demais localidades, a população deve se informar sobre o canal de denúncia de cada município, que geralmente são as secretarias de Meio Ambiente ou a própria prefeitura.

Retrocessos ambientais marcam 100 primeiros dias do governo Bolsonaro

Os 100 primeiros dias do governo Bolsonaro foram marcados por retrocessos ambientais. Antes de ser eleito, Jair Bolsonaro havia prometido acabar com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) ao submetê-lo à pasta da Agricultura. Após ser eleito, ele voltou atrás na proposta devido à forte pressão que sofreu. Ele não desistiu, entretanto, de destruir o MMA. Isso porque nomeou como ministro Ricardo Salles, condenado em primeira instância por fraude, em favor de empresas mineradores, na elaboração de plano de manejo em uma Área de Proteção Ambiental.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

A partir de então, medidas e decretos começaram a ser colocados em prática para minar o ministério, diminuindo a capacidade de atuação da pasta, desfazendo conquistas importantes e impondo uma lei da mordaça aos servidores de alguns órgãos. As informações são do portal do Greenpeace.

Bolsonaro também adotou medidas e fez promessas que colocam a Amazônia em risco. Recentemente, ele anunciou que quer explorar a floresta amazônica em parceria com os Estados Unidos. Um ataque sem precedentes aos índios também foi iniciado com a transferência para o Ministério da Agricultura da responsabilidade pela demarcação de terras indígenas. O presidente disse ainda que irá rever todas as demarcações que puder e abrir terras indígenas para exploração agropecuária e mineração. Tais sinalizações já foram suficientes para estimular mais invasões e violência no campo, segundo dados da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).

A decisão de Bolsonaro de explorar a Amazônia junto dos Estados Unidos é ilegal e afronta a soberania nacional, já que as áreas protegidas e as terras indígenas, que pertencem à União, podem ser entregues a empresas estrangeiras.

Outro ataque à agenda ambiental é o aumento da liberação de agrotóxicos. Em apenas três meses, 121 pesticidas foram liberados – um recorde se comparado aos últimos dez anos, considerando o mesmo período. Desses agrotóxicos autorizados, 41% são altamente ou extremamente tóxicos e aos menos quatro são tão nocivos à saúde humana que foram completamente banidos em vários países. Outros 241 novos pedidos de registro acatados podem levar à liberação de mais veneno para a alimentação da população e a contaminação do solo.

“Nestes primeiros 100 dias, o atual governo empenhou-se apenas numa agenda antiambiental. Não há, por exemplo, nenhuma nova medida de combate ao desmatamento da Amazônia. Os criminosos que destroem a floresta e roubam nossas riquezas, os vendedores de agrotóxicos que contaminam nossa comida e os que querem tomar as terras das populações indígenas são os únicos que têm algo a comemorar”, diz Marcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace.

As decisões de Bolsonaro, que tendem a continuar no mesmo rumo, podem fazer o Brasil perder décadas de esforço no combate ao desmatamento, colocar em risco a saúde da população e causar um prejuízo econômico e de imagem incalculável ao país, já que, cada vez mais, consumidores do mundo inteiro buscam por produtos sustentáveis e rejeitam aqueles que causam destruição ambiental. O governo francês, por exemplo, anunciou recentemente que não irá mais importar produtos agropecuários e florestais que contribuam o desmatamento da floresta amazônica.

“Bolsonaro não ganhou um cheque em branco da sociedade brasileira para destruir nossas riquezas naturais. Ele deve governar para o bem de toda a população, e não apenas de acordo com seus interesses ou grupos aliados. Iremos cobrá-lo 24 horas por dia da necessidade de proteger as florestas, assegurar a saúde da população e agir para barrar as mudanças climáticas. Continuaremos lutando contra todo retrocesso socioambiental, de forma independente, como tem sido ao longo dos nossos 27 anos de história no Brasil, não importando quem encontra-se na cadeira da Presidência da República”, afirma Astrini.

Confira aqui os atos e promessas de Bolsonaro que prejudicam a área socioambiental e aqui a lista de agrotóxicos liberados pelo governo.

Governo mineiro cria campanha de devolução voluntária de animais silvestres

O tráfico de animais silvestres acarreta graves consequências em todo o mundo (Foto: Sisema/Divulgação)

O governo de Minas Gerais, por meio do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), criou uma campanha de devolução voluntária de animais silvestres sem risco de penalização.

Por isso, esta semana equipes do Sisema estão em pontos estratégicos de municípios da Zona da Mata mineira para receber animais silvestres, sejam eles criados irregularmente ou aqueles que o tutor não tem mais interesse em manter em sua residência. A ação que visa coibir a prática de criação irregular de animais silvestres em cativeiro teve início ontem em Visconde do Rio Branco.

Hoje (10), a caravana do Sisema se desloca para Astolfo Dutra e amanhã (11) chega em Tocantins. Os animais silvestres serão recebidos das 9h às 16h. A entrega também pode ser realizada no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Ubá, para onde serão encaminhados os animais recolhidos durante a ação voluntária. Lá, eles receberão cuidados e, posteriormente, serão reintroduzidos à natureza.

Na ação, a população também é orientada com relação ao crime ambiental referente à criação de animal silvestre em cativeiro. De acordo com a Lei Federal 9.605, de 1998, é crime ambiental “matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida”.

O tráfico de animais silvestres acarreta graves consequências em todo o mundo. A retirada desses animais da natureza causa danos ambientais que comprometem as funções ecológicas exercidas pelas espécies. Além do trauma da captura, os animais são transportados de forma precária, sendo expostos a diversos tipos de maus-tratos.

A Zona da Mata é a segunda região de Minas Gerais com o maior número de criadores amadores cadastrados no SisPass. A região também possui histórico de alto índice de irregularidades encontradas nas últimas fiscalizações de fauna realizadas na região. Devido à localização e riqueza de espécimes do bioma de Mata Atlântica, a região é também rota de tráfico de animais silvestres para o Rio de

Marcha histórica: governo cubano autoriza manifestação pelos direitos animais

O governo de Cuba permitiu que uma manifestação em prol dos direitos animais fosse realizada em Havana no domingo (7). Mais de 400 pessoas marcharam pacificamente por mais de 1,5 quilômetro. Os manifestantes gritaram palavras de ordem pedindo o fim da crueldade animal em Cuba.

Grettel Montes de Oca Valdés, bailarina profissional e fundadora do grupo Cubanos em Defesa dos Animais, posa com quatro gatinhos que recebeu em sua casa em Havana — Foto: AP/Ramon Espinosa

O ato representa um marco na história de Cuba. Manifestantes e historiadores consideraram inusitada a autorização para ser organizada uma manifestação não associada ao Estado e acreditam que esse seja um movimento talvez sem precedentes desde os primeiros anos da revolução cubana.

“Eu acho muito inteligente que eles aprovaram a manifestação, ou melhor, marcha”, disse o cantor Silvio Rodriguez. “Isso faz a gente se sentir otimista. Agora temos que ver se a mesma coisa acontecerá com outras causas”, completou.

Em Cuba, não é aceito discurso político contrário, por isso, um ato cobrando ações do governo é um acontecimento notável. As informações são do G1.

“É sem precedentes”, disse Alberto Gonzalez, organizador da marcha e editor da The Ark, uma revista on-line cubana de defensores dos animais. “Isso vai marcar um antes e um depois”, acrescentou.

Agentes de segurança do Estado observaram a marcha, mas não interferiram. De acordo com Gonzalez, as autoridades pediram que o ato fosse mantido longe das ruas principais da cidade, para evitar trânsito.

A marcha, que contou também com a participação de cães, que acompanharam os tutores, terminou no túmulo de Jeannette Ryder, uma mulher norte-americana que lutou pelos direitos animais em Cuba no início do século XX.

Defensora dos direitos dos animais, Grettel Montes de Oca Valdes participou de marcha histórica em Havana — Foto: AP/Ramon Espinosa

Devido a tensões remanescentes entre o plano oficial e o não-oficial em Cuba, voluntários de um grupo de proteção animal que é apoiado pelo governo não participou do ato e anunciou que realizará uma nova manifestação na próxima semana.

Em Cuba, não há leis contra maus-tratos a animais. O país, no entanto, tem muitos ativistas e protetores de animais. Praticamente em todos os bairros de Havana há um ou dois voluntários que alimentam, cuidam e castram cachorros e gatos abandonados. Estrangeiros costumam colaborar com doações de suprimentos e dinheiro.

O Aniplant é o único grande grupo de resgate de animais oficialmente reconhecido em Cuba. Outros poucos, pequenos e não-estatais, também trabalham em prol dos cães e gatos em Havana e outras grandes cidades do país. Nos últimos anos, milhares de assinaturas pedindo uma legislação que puna a crueldade contra animais foram coletadas por esses grupos, mas sem sucesso até o momento.

Governo australiano planeja destruir habitat dos coalas para fazer campo de tiro

O governo do estado de Queensland na Austrália está em vias de aprovar a expansão de um campo de tiro que eliminará 5,4 hectares (ou cerca de 52 mil m²) do habitat dos coalas. A população já em queda desses animais, pode não suportar mais esse golpe com a perda de significativa de seu habitat.

Os coalas sofreram uma queda grande na população da espécie nos últimos cem anos e agora são tecnicamente classificados com o status de “vulneráveis” à extinção, embora muitos grupos de bem estar animal estejam lutando para que esse status seja alterado para o mais preciso e perigoso: “criticamente ameaçados”.

Tragicamente, 2 hectares (cerca de 20 mil m²) do território já foram liberados para o projeto. Não é apenas a quantidade de terra que representa um problema, mas também o fato deste local ser um habitat crítico por onde coalas e petauros-do-açúcar circulam livremente. Destruí-lo seria devastador para ambas as espécies.

Mais de 100 avistamentos de coalas foram relatados nessa área. A espécie têm encontrado maior dificuldade para sobreviver desde que passou a comer apenas uma planta: o eucalipto. É por isso que eles não são capazes de mudar de habitat tão facilmente, caso o fizessem, passariam fome. É cruel e irresponsável, por parte do governo, permitir que este projeto continue.

Esses seres sencientes permanecem impotentes perante a destruição de seu único lar. Penso nisso a Care2 Team iniciou uma petição destinada ao governo australiano pedindo a paralisação imediata do projeto. O documento já tem mais de 100 mil assinaturas. Para assinar e ajudar os coalas clique aqui.

Governo da Malásia adota postura rígida contra o tráfico de animais selvagens nas mídias sociais

Traficantes tem usado as redes sociais para comercializar animais selvagens | Foto: Wildlife Trade/Twitter

Traficantes tem usado as redes sociais para comercializar animais selvagens | Foto: Wildlife Trade/Twitter

O governo do Sabá na Malásia têm encarado com seriedade e preocupação o tráfico ilegal da vida selvagem, incluindo a venda de carnes exóticas, que tem ocorrido por meio das mídias sociais.

O ministro assistente do departamento de turismo, cultura e meio ambiente de Sabá, Assaffal P. Alian, disse que para tratar da questão, o departamento da vida selvagem de Sabá adotará uma postura agressiva e vai impor ação direta e penalidades apropriadas para coibir ações desse tipo e indivíduos considerados culpados por estarem envolvidos em tais atividades.

“Fortalecer as leis, impor penalidades duras, são nossas metas para que os criminosos não tenham escolha e acima de tudo fazer com que a lei seja aplicada com firmeza a esses infratores”, disse ele quando foi recebida por repórteres depois de oficializar o Departamento de Estado da Vida Selvagem.

Assaffal estava representando a vice-ministra-chefe do departamento de turismo, cultura e meio ambiente, Datuk Christina Liew.

Segundo Assaffal, o governo ainda não tem como impedir transações on-line relacionadas à vida selvagem, mas admite a necessidade de procurar aconselhamento, leis específicas e regulamentos regionais que devem ser impostos e seguidos.

“Não matem os sapos-cururus com químicas ou pedaços de madeiras”, pede ONG

Há mais de 70 anos, a espécie venenosa, foi introduzida na Austrália numa tentativa de controlar a população de besouros, mas que acabou depredando várias outras espécies e se espalha pelo continente deixando um rastro de devastação ecológica, segundo artigo publicado na revista científica Nature.

Os comentários foram feitos na submissão da RSPCA ao inquérito do governo federal para controlar a propagação de sapos-cururu em toda a Austrália.

A organização de bem-estar animal diz que a matança de sapos adultos é “problemática em termos de custo-benefício, sustentabilidade e humanidade”.

Técnicas tradicionais de matar, como bater nos anfíbios com tacos de golfe ou cobri-las em agentes químicos como o Dettol, podem resultar em dor e sofrimento indevidos, disse a RSPCA.

Heather Neil, a executiva-chefe da organização, sugeriu que mais pesquisas precisam ser feitas para usar métodos de controle letais no estágio do girino.

O uso de um feromônio de supressão em ovos, prendendo girinos com um atrativo químico e, em seguida, matando-os através de resfriamento e congelamento, ou aumentando a predação de espécies nativas de girinos pode ser uma das opções.

“Do ponto de vista do bem-estar animal, há menos riscos associados à eliminação de estágios pré-adultos”, disse Neil.

Ela também acha que a edição genética da espécie invasora tem méritos, pois envolveria a introdução de sapos não tóxicos geneticamente modificados que poderiam então se espalhar e substituir a variedade tóxica.

“Esta abordagem tem potencial para mitigar os riscos do bem-estar animal“, disse ela.

A líder nacional, Pauline Hanson, também forneceu suas próprias soluções para controlar a praga. No mês passado, ela apresentou um plano para doações a trabalhos de recolhimento e bem-estar dos sapos-cururu. Eles também receberiam uma recompensa de 10 centavos por cada sapo que pegassem.

Os sapos capturados seriam então levados para as zonas de coleta do conselho, onde seriam colocados em um freezer para serem mortos. As informações são do Daily Mail.

Hanson também escreveu para o primeiro-ministro Scott Morrison pedindo-lhe para apoiar o plano, que seria financiado pelo governo federal e, inicialmente, duraria três meses no verão.

“Uma recompensa de 10 centavos pela coleta de cada sapo encorajaria a maioria dos australianos que vivem com a praga a assumir um papel ativo na redução de seus números até que uma medida biológica seja desenvolvida”, disse ela.

 

Governo regulamenta lei sobre cuidados com animais comunitários no RS

Uma lei aprovada em dezembro de 2018, que dispõe sobre cuidados com animais comunitários, foi regulamentada nesta semana pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

(Foto: Pixabay / Imagem Ilustrativa)

A lei, de autoria da deputada estadual Regina Becker, determina que animais comunitários, que estabelecem vínculo de dependência com a comunidade onde vivem, devem receber cuidados nos locais onde se encontram e que qualquer pessoa que crie um vínculo com ele pode ser considerada tutora do animal. As informações são do jornal O Diário.

“A aprovação de uma lei como essa não se dá gratuitamente. É resultado do esforço de pessoas que colocam a vida à disposição para proteger seres que não conseguem falar por si mesmos, e que precisam ser atendidos por seres humanos”, afirmou Leite.

A cerimônia de regulamentação da lei, que foi realizada na segunda-feira (28) no salão Alberto Pasqualini, no Palácio Piratini, contou com a presença do ex-prefeito de Porto Alegre José Fortunati, da secretária interina do Trabalho e Assistência Social, Denise Russo, e do procurador-geral adjunto para Assuntos Jurídicos, Victor Herzer da Silva. Participaram também representantes de ONGs de proteção animal e protetores independentes.

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Paralisação do governo dos EUA afeta vida selvagem do país

Em meio à mais extensa paralisação do governo norte-americano da história, estabelecida por Donald Trump, não são só os funcionários do governo que estão em apuros. Animais selvagens estão sofrendo com o descaso das autoridades devido ao acúmulo de lixo em seus habitats. Diversas regulamentações ambientais estão sendo negligenciadas e medidas de auxílio a espécies em extinção foram impedidas pela paralisação.

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Foto: Born Free USA

O Serviço Nacional de Parques emprega milhares de pessoas que são responsáveis ​​por supervisionar a vida selvagem e os regulamentos de proteção ambiental. Desde o início da paralisação, cerca de 30 mil guardas florestais ficaram desempregados, e, no entanto, aproximadamente dois terços dos parques do país permaneceram abertos ao público. Com pouca ou nenhuma equipe no local, o resultado foi um descaso significativo com a manutenção e higiene dos locais.

“As consequências de manter muitos dos nossos Parques Nacionais abertos e ainda sem pessoal são realmente devastadoras”, disse Angela Grimes, CEO interina da Born Free USA, líder global em bem-estar animal e conservação da vida selvagem. “Sem pessoal disponível, não apenas a segurança humana é comprometida – com resultados fatais -, mas também há relatos de atividades ilegais: vandalismo, uso de veículos fora de estrada, acampamentos ilegais e uso de drones voadores. Essas atividades, assim como o acúmulo desenfreado de lixo humano, ameaçam severamente a sobrevivência da nossa vegetação nativa e dos animais que nela habitam.”

No Parque Nacional Joshua Tree, na Califórnia, vários danos foram relatados. Árvores estão sendo derrubadas, rochas estão sendo vandalizadas com tinta spray tóxica, e grandes pilhas de lixo continuam a se acumular no habitat de vários animais selvagens. Danos semelhantes estão ocorrendo em todos os parques nacionais do país.

Como as principais agências federais, como o Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA, o Serviço Geológico dos EUA e o Serviço Nacional de Parques estão suspensos, não há nenhum disponível para sustentar as leis ambientais básicas. As consequências a longo prazo da paralisação dessas agências podem levar ao surto de doenças e à perda de várias espécies ameaçadas.

Estudos de espécies importantes paralisados

Juntamente com seus efeitos prejudiciais nos habitats da vida selvagem, a paralisação está afetando uma série de projetos de pesquisa científica, incluindo o mais longo estudo contínuo sobre a qualidade da água em um parque nacional dos EUA, que monitorou córregos na bacia do Parque Nacional de Shenandoah deste 1979. O estudo de lobos e alces no Parque Nacional Isle Royale que ocorre há seis décadas, também sofreu um hiato de um ano.

“A fim de gerenciar e conservar efetivamente nossos recursos naturais, sempre dependemos de decisões baseadas na ciência, mas essa paralisação interrompeu esse processo, e os efeitos serão sentidos muito depois de sua retomada”, disse Grimes. “Pesquisas e estudos científicos importantes estão estagnados, e dados importantes estão sendo perdidos irrevogavelmente. Esses estudos apoiados pelo governo são vitais para tudo, desde salvar espécies ameaçadas – como o icônico lobo-cinzento – a manter nosso ar e água limpos e gerenciar nossos oceanos de maneira sustentável.”

O Serviço de Parques está perdendo cerca de 400 mil dólares por dia apenas com a receita da taxa de entrada. Mesmo quando esses funcionários federais retornarem ao trabalho, essa perda dramática de fundos continuará a ser uma pressão financeira sobre os serviços do parque, exigindo mais do que apenas a paralisação para restaurar a fiscalização total e retomar estudos cruciais sobre a vida selvagem.

Embora essa paralisação tenha sido uma iniciativa do governo dos Estados Unidos, grande parte da culpa está na população, pelos casos de vandalismo e outros atos de desrespeito à natureza. Deve haver uma conscientização por parte do público para respeitar e conservar a fauna e a flora do país, que não têm culpa nenhuma das decisões tomadas pelo governo.