Filhote de baleia é cortado do ventre da mãe na caçada anual das Ilhas Faroe

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Uma baleia grávida morta na caça anual das ilhas Faroe teve o filhote cortado fora de seu útero, uma cena forte e comovente, registrada por ativistas. A temporada de caça é comumente referida pelos locais como uma “rotina” da região.

A caça, que pode ser descrita como um verdadeiro mar de sangue, dada a cor que ficam águas após a morte dos animais, levou a morte de 23 baleias, assassinadas friamente por sua carne e gordura. Mas o governo das ilhas Faroe afirmam que a atividade é “sustentável” e “regulada por lei”.

A organização ambientalista Sea Shepherd compareceu ao local da matança na baía de Hvalvik para documentar o massacre descrito pela entidade como “bárbaro”.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Uma visão angustiante

“Como de costume, o processo descrito como “humanitário” pelos caçadores, para matar as baleias-piloto estava longe disso, com várias tentativas frustradas de paralisar os animais com a lança sendo observadas em vários grupos”, disse um porta-voz da entidade.

“Tendo observado anteriormente outras baleias pilotos, nossa tripulação notou que este grupo de baleias estava claramente desgastado ou resignado ao seu destino tanto que muito pouco ou nenhum grito foi ouvido das baleias.

“Enquanto as famílias se deitava nas docas, imagens ternas e ao mesmo tempo perturbadoras de crianças saltando e brincando com os animais mortos podiam ser vistas. À medida que o processo continuava, a tripulação testemunhou uma baleia jovem sendo perseguida até a morte e a angustiante visão de um filhote não nascido sendo cortado do ventre de sua mãe”.

‘Semanas antes de nascer’

A Sea Shepherd afirma que o filhote parecia estar a “meros dias ou semanas apenas de nascer” – e, portanto, seria “despejado sem a menor cerimônia” de volta ao mar.

“As Ilhas Faroe costumam falar da tradição por trás da rotina de morte e, especificamente, do respeito mostrado às baleias-piloto”, acrescentou a instituição.

“Vídeos e fotografias mostram claramente que isso não é o caso, com imagens de pessoas e turistas tirando selfies com as baleias assassinadas.

Foto: Environmental Investigation Agency

Foto: Environmental Investigation Agency

“As crianças brincavam com barbatanas, chutavam e socavam os corpos, andando sobre elas e, despreocupadamente, podiam ser vistas correndo pelo cais carregando as facas tradicionais que são usadas como parte da matança”.

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Gata desliga despertador do celular da tutora e o caso viraliza na internet

Uma gata foi flagrada pelas tutoras desligando o despertador do celular delas. A situação foi registrada em um vídeo (confira abaixo) que, após ser divulgado, viralizou na internet. O casal Juliane Cristiane da Silva, de 28 anos, e Daniela Cristina Marinello, de 34, perdeu hora algumas vezes até descobrir o que estava acontecendo.

Joaquim desliga despertador do celular da tutora (Foto: Arquivo Pessoal)

Daniela deixou de escutar o despertador em algumas manhãs, segundo o relato da companheira Juliane. Ao acordar, ela encontrava o celular no chão e a gata em cima do criado mudo.

Desconfiado, o casal decidiu aproveitar as férias para fazer um teste. “Acordamos pela manhã, programamos o celular para despertar e comecei a gravar. Achei a situação bem engraçada”, disse Juliane ao G1.

O vídeo foi publicado por um amigo de Juliane em um grupo em rede social e viralizou. A repercussão surpreendeu a tutora da gata.

O animal, no entanto, já começou a perceber quando está sendo gravado pelo casal. “Ela sempre levanta, se não vai desligar o alarme, ela chama a atenção da gente, se esfrega no nosso rosto para desligarmos”, disse Juliana, que afirmou ainda que a gata fica brava quando não consegue desligar o despertador. “Acho que ela percebeu que a gente levanta e vai embora quando o despertador toca e ela, na verdade, quer que a gente fique lá. Ela é muito carinhosa e gosta de ficar dormindo com a gente”, explicou.

Daniela (à esquerda) e Juliane (à direita) com a gata Joaquim (Foto: Arquivo Pessoal)

A gata, de 7 anos, se chamava Maria Joaquina, mas teve seu nome mudado para Joaquim. Segundo Juliane, a mudança foi feita porque Joaquim é um nome mais fácil de pronunciar quando é preciso dar uma bronca na gata por alguma travessura dela.

O casal tutela outros cinco gatos, no entanto, a única que tem um comportamento inusitado é Joaquim. De acordo com Juliane, a gata é dominante e se considera dona do território.

“Ela é esperta, muito expressiva, impõe a personalidade. A gente sabe quando ela quer comer, dormir, quando quer que a gente fique quieta, é muito impositiva. Sempre foi assim”, disse Juliane.


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Leoa morre em santuário devido à onda de calor que atingiu a região

Foto: Carolina Tiger Rescue

Foto: Carolina Tiger Rescue

Uma leoa morreu em um santuário de animais da Carolina do Norte (EUA) devido ao superaquecimento das temperaturas durante a onda de calor do último fim de semana, conforme anunciado.

Sheba, a leoa, sofreu danos no fígado e rins quando a temperatura subiu até quase 30°C, de acordo com o Carolina Tiger Rescue, em Pittsboro.

Os membros da equipe reagiram rapidamente e lutaram por mais de 24 horas para salvar a vida do animal que tinha 17 anos.

Foto: Carolina Tiger Rescue

Foto: Carolina Tiger Rescue

Eles lhe forneceram fluidos intravenosos e outras terapias suplementares, mas não adiantou.

O santuário sem fins lucrativos diz em seu site que trabalha para proteger grandes felinos na natureza e em cativeiro, levando em conta animais que foram resgatados, abandonados ou precisam de um novo lar.

Sheba chegou ao santuário vido do Texas. Um post no Facebook anterior do grupo diz que ela já havia sido exlorada em uma prática conhecida como “manuseio de filhotes”, em que filhotes são levados logo ao nascer para serem manipulados por humanos com o objetivo de ganho monetário.

Depois de sua morte, o santuário disse em um comunicado: “Sheba será para sempre lembrada como a matriarca do grupo de três leões que vieram do Texas para nossos cuidados. Ela sempre manteve Sebastian e Tarzan na linha e foi o primeira a descobrir novas maneiras de interação.

Foto: Carolina Tiger Rescue

Foto: Carolina Tiger Rescue

Sebastian e Tarzan são os outros leões que vivem no santuário.

A declaração continuou, “suas características de confiança e liderança natas foram vistas no momento em que ela entrou em quarentena em seu primeiro dia. Em vez de se preocupar com as novas pessoas, ela sentiu a necessidade de andar por aí e conferir tudo sobre seu novo espaço”.

“Ela caminhou pelo perímetro, ficou de pé e olhou para o telhado, cheirando cada canto”.

“Sheba também se destaca para mim como o epítome do que significa ser um leão – forte, confiante e inteligente. Sua presença fará muita falta no santuário, mas mais especialmente em Oak Hill”.

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Vídeo flagra grupo de mais de 100 golfinhos nadando junto a barco

Um grupo imenso de golfinhos foi filmado nadando em conjunto ao longo da costa da Califórnia no domingo, emocionando os espectadores que tiveram a sorte de testemunhar a rara visão, com suas acrobacias e mergulhos.

Chuck Patterson e seus amigos pegaram o barco para sair para uma sessão de hydrofoil surf quando os golfinhos apareceram nas águas perto de Laguna Beach. O grupo começou a seguir o barco e cercou a embarcação. Os golfinhos nadaram ao lado do barco e saltavam para fora da água enquanto corriam ao lado do barco.

“Absolutamente incrível testemunhar este enorme grupo de jovens golfinhos nadando pela costa de Laguna Beach hoje”, escreveu Patterson no Facebook. “As maravilhas surpreendentes da Mãe Natureza nunca decepcionam.”

Patterson disse à Reuters que provavelmente havia mais de 100 golfinhos que nadaram junto ao barco pela costa oceânica.

“Eles pareciam super felizes, você realmente podia sentir a energia”, Patterson disse ao se referir aos golfinhos.

Embora incomuns, os observadores de baleias relataram alguns avistamentos de mega grupos de golfinhos, informou o Orange County Register.

“O sul da Califórnia tem a maior densidade de golfinhos por milhas quadradas que em qualquer outro lugar da Terra”, de acordo com o grupo de observação de golfinhos e baleias Capt. Dave’s Dolphin and Whale Watching, em Dana Point.

O site da organização diz que a área abriga quase 450 mil golfinhos comuns, com mega grupos que chegam a 10 mil golfinhos cada.

No Brasil

Imagens feitas por pesquisadores do Laboratório de Mamíferos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) na última sexta-feira (12) mostram mais de 500 golfinhos pintados do Atlântico nadando na orla da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

De acordo com o professor José Lailson, essa espécie de golfinho é comum no mar da cidade, mas os pesquisadores nunca tinham visto um grupo tão grande nadando junto.

Foto: Reprodução/ TV Globo

Foto: Reprodução/ TV Globo

Os animais acompanharam o barco dos pesquisadores e, durante o passeio, ainda encontraram uma baleia Jubarte e brincaram com ela em alto mar.

Ainda segundo o professor, a baleia tem cerca de três anos de idade e mede 11 metros. A espécie costuma passar pelo litoral fluminense nessa época do ano rumo ao Nordeste, onde vai se reproduzir. Apenas na sexta, os pesquisadores encontraram dez baleias.

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Macacos de grupo distinto acolhem filhote atropelado

Foto: Mirror UK

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Macacos no Marrocos foram flagrados acolhendo e cuidando de um filhote seriamente ferido, pertencente a um grupo diferente do deles, em um comportamento nunca visto antes.

O incidente ocorreu depois que um macaco-de-gibraltar de três anos chamado Pipo foi atingido por um carro, resultando na separação do macaco de seu grupo.

Dois dias depois, um grupo vizinho de macacos-de-gibraltar encontrou Pipo e, embora os macacos não tivessem nenhuma relação social com Pipo, eles o acolheram e consolaram.

Felizmente, Pipo se recuperou completamente e ficou com o grupo por quatro meses, antes de retornar ao seu próprio grupo.

Pesquisadores da Universidade de Oxford presenciaram o evento no Parque Nacional Ifrane, nas montanhas do Middle Atlas no Marrocos.

Liz Campbell, que liderou o estudo, disse: “Nós pensamos que o acolhimento pode ser apenas uma opção para os macacos bebês, mas o caso de Pipo mostra que até mesmo os mais jovens podem ser aceitos por grupos adotivos selvagens.

“Essa observação fornece informações valiosas para estratégias de reabilitação e liberação, que ajudarão a melhorar o bem-estar dos macacos resgatados, fortalecer as populações selvagens e liberar espaço nos santuários para permitir mais resgates, que são contínuos no combate ao comércio de animais”.

Estudos anteriores indicaram que os macacos-de-gibraltar selvagens não são amigáveis com membros de outros grupos.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

No entanto, as novas descobertas sugerem que os macacos podem exibir formas básicas de empatia, mesmo para indivíduos desconhecidos.

A Sra. Campbell acrescentou: “Os macacos-de-gibraltar são muito sociais, de modo que ao devolvê-los à natureza devem estar com um grupo, não como indivíduos solitários.

“O método convencional para retornar os primatas para a natureza é a reabilitação e liberação de grupos formados em cativeiro, mas devido à atenção e cuidado que os macacos-de-gibraltar, especialmente os machos, dão aos jovens, existe a possibilidade não apenas de liberar grupos reabilitados, mas também para libertar jovens individualmente para ser incorporados por grupos adotivos na natureza.

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Filhote de elefante é salvo pela irmã após ficar preso em poça de lama

Foto: Newsflare/Emotions of África

Foto: Newsflare/Emotions of África

Um bebê elefante, desajeitado e brincalhão, precisou de uma pequena ajuda de sua irmã mais velha e sua tromba depois de ficar preso em uma poça de lama.

O filhote tenta se levantar usando as patas dianteiras depois de chafurdar na lama em um enorme poço de lama no Parque Nacional Kruger, na África do Sul, na segunda-feira.

Ele parece receber ajuda de um elefante adulto, mas acaba caindo no funda do poço.

Foto: Newsflare/Emotions of África

Foto: Newsflare/Emotions of África

O bebê afunda, escorrega e se contorce na lama, aparentemente tentando chamar a atenção de outro elefante.

Sua irmã mais velha então, vê que que ele está lutando para se levantar, e embora ela hesite por um momento, caminha lentamente na direção dele para ajudá-lo.

A elefanta mais velha usa sua tromba para dar ao irmão algo estável em que se apoiar enquanto ele sai da poça escorregadia.

Foto: Newsflare/Emotions of África

Foto: Newsflare/Emotions of África

Ele consegue subir em terra firme depois disso e rapidamente alcança a mãe que já está à frente no rebanho.

Edrich Schafer, que captou o momento, disse: “Encontramos uma manada de elefantes ao lado de um bebedouro e decidimos passar algum tempo observando essas incríveis criaturas em um momento de diversão em família”.

Foto: Newsflare/Emotions of África

Foto: Newsflare/Emotions of África

“Um bebê elefante em especial roubou a cena. Percebemos o bebê do sexo masculino deitado na lama, parecendo querer se levantar depois de se lambuzar na lama e cair.

Enquanto sentia pena do pequeno elefante, não pude deixar de achar engraçado ao mesmo tempo.

Foto: Newsflare/Emotions of África

Foto: Newsflare/Emotions of África

A jovem fêmea era uma das muitas irmãs do bebê elefante no rebanho e começou a retroceder lentamente até se posicionar para ajudá-lo a sair da “encrenca” em que o pequeno havia se metido.

“Quando o bebê elefante finalmente saiu da poça de lama, foi adorável vê-lo correndo de volta diretamente para sua mãe, parecendo muito aliviado”, disse Schafer.

Foto: Newsflare/Emotions of África

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Elefantes jovens formam grupos para se proteger de caçadores e fazendeiros

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

Elefantes asiáticos ameaçados de extinção estão formando “gangues” para se proteger de caçadores e fazendeiros quando procuram por comida, dizem especialistas.

Os animais, que em sua maioria são adolescentes, estão formando grupos exclusivamente de elefantes do sexo masculino para entrar em áreas onde o risco de contato com humanos é alto – como em áreas de cultivo de colheitas ou de desmatamento.

Além de se protegerem, o extraordinário desenvolvimento evolucionário também ajuda a garantir sua capacidade reprodutiva, afirmam os pesquisadores.

Os cientistas dizem que os corpos dos elefantes mais jovens são mais atraentes para as elefantas do que para os seus pares mais velhos, e que o agrupamento em grupos os torna mais visíveis.

Foto: FEP/Vinod Kumar

Foto: FEP/Vinod Kumar

O estudo inovador, conduzido pelo Instituto Nacional de Estudos Avançados em Bengaluru, na Índia, foi baseado em uma análise de 1.445 fotografias de 248 indivíduos do sexo masculino.

As imagens – coletadas no sul da Índia durante dois anos – mostram os jovens animais formando grandes grupos de machos ao entrar em áreas não-florestais e fazendas.

Os jovens sexualmente imaturos viviam principalmente em grupos mistos, enquanto os machos adultos eram em sua maioria solitários – de acordo com a reputação dos elefantes machos como solitários e anti-sociais.

O biólogo especialista em elefantes Nishant Srinivasaiah, doutorando no instituto, é o responsável pela da pesquisa.

Ele disse: “Os elefantes asiáticos machos são conhecidos por adotar uma estratégia de busca por alimento (forrageamento) de alto risco (e alto retorno), aventurando-se em áreas agrícolas e alimentando-se de colheitas com itens nutritivos, a fim de melhorar sua aptidão reprodutiva.

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

“formulamos uma hipótese com os altos riscos para a sobrevivência causados pelo aumento da urbanização e, muitas vezes, as paisagens imprevisivelmente transformadas em campos de produção de alimentos podem exigir o surgimento de estratégias comportamentais que permitam que os elefantes machos persistam em tais lugares”.

Srinivasaiah disse que os maiores grupos de elefantes adolescentes foram encontrados onde havia abundância de culturas e água.

“Esses indivíduos tendem a ter melhor condição corporal em comparação com homens adultos solitários”, disse o biólogo.

“Isso indica que a formação de grupos em jovens do sexo masculino pode ser um comportamento adaptativo para melhorar a aptidão reprodutiva em áreas com ótimos recursos, mas com alto risco de contato humano”.

“Também descobrimos que esses machos, quando não estão em risco, permanecem em grande parte solitários em habitats florestais, o que está de acordo com estudos anteriores sobre elefantes asiáticos”, disse Srinivasaiah.

Na sociedade dos elefantes, ao atingir a adolescência, os machos normalmente deixam a família em busca de fêmeas sem vínculo consanguíneo para se relacionarem sexualmente em áreas ricas em comida e bebida, onde possam se estabelecer.

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

Mas isso está mudando, devido à atividade humana. O estudo foi realizado em uma região próxima das principais cidades e vilas, como Bangalore – apelidada de “Vale do Silício da Índia”.

O local sofreu grandes alterações no uso da terra com o aumento da população, agricultura, construção de estradas e expansão urbana – tudo em detrimento da cobertura florestal e dos habitats naturais de elefantes.

A engrenagem social dos elefantes também foi encontrada em gangues que buscavam por alimento em terras cultivadas. Esta “estratégia” de gerenciamento de risco melhora a chance de sobrevivência.

Compreender a evolução do comportamentos dos animais pode ajudar nos conflitos entre humanos e elefantes – e consequentemente evitar a perda dos animais ameaçados, disseram eles.

Srinivasaiah disse: “Nós mostramos que os elefantes asiáticos exibem um comportamento sensível à socialização, particularmente a formação de grupos masculinos estáveis e de longo prazo, tipicamente em áreas que não possuem presença de florestas ou que sofreram modificação pela ação humana ou são altamente fragmentadas.

“Eles continuam solitários ou associados em grupos mistos, no entanto, dentro de habitats florestais”.

Esses novos e grandes grupos exclusivamente masculinos podem constituir uma estratégia única de história da vida para os elefantes machos nas paisagens de alto risco, mas também de excelentes recursos do sul da Índia.

Isso pode ser especialmente verdadeiro para os adolescentes, que pareciam efetivamente melhorar sua condição corporal ao explorar cada vez mais os recursos disponibilizados pelo homem, quando reunidos em grupos masculinos.

“Essa observação reforça nossa hipótese de que tais comportamentos emergentes provavelmente constituem uma estratégia adaptativa para os elefantes asiáticos machos que podem ser forçados a enfrentar cada vez mais ambientes intrusivos provocados pelo homem”.

O elefante asiático é encontrado em todo o subcontinente indiano e sudeste da Ásia – incluindo Nepal, Sumatra e Bornéu.

Ele foi declarado em perigo pela Lista Vermelha da IUCN desde 1986. A população da espécie diminuiu em pelo menos 50% nas últimas três gerações devido à perda de habitat e à caça.

O elefante asiático é menor do que o seu homólogo africano, que é classificado como vulnerável.

As conclusões completas do estudo foram publicadas na revista científica Scientific Reports.

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Grupo que matou mais de mil onças-pintadas é denunciado à Justiça

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou um grupo de caçadores à Justiça Federal. Segundo investigação da Polícia Federal (PF), o mais antigo e ativo membro do grupo, o dentista Temístocles Barbosa Freire, que pratica caça desde 1987, matou mais de mil onças-pintadas ao longo de mais de 30 anos. O grupo atuava no interior do Acre, na região da Fazenda Cacau, zona rural do município Porto Acre.

Temístocles Barbosa Freire carrega uma onça-pintada após uma caçada em 2016 (Foto: Reprodução / O Eco)

Os outros caçadores denunciados são: o médico Dória Lucena Júnior, o servidor do Poder Judiciário Sinézio Adriano de Oliveira, o agricultor Gilvan Souza Nunes, o agente penitenciário Gisleno José Oliveira de Araújo Sá, o eletricista Manoel Alves de Oliveira, além de Sebastião Júnior de Oliveira Costa, Reginaldo Ribeiro da Silva e Gersildo dos Santos Araújo – que não tiveram as profissões divulgadas.

O grupo matou onças-pintadas – que estão ameaçadas de extinção –, capivaras, catetos ou porcos-do-mato e veados-mateiros. As informações são do portal O Eco.

A Justiça Federal aceitou a denúncia e abriu duas ações penais, uma pelo crime ambiental de caça e outra por uso de arma de fogo sem autorização.

Para apurar o caso, a PF se baseou em escutas telefônicas, monitoramento dos celulares dos envolvidos e recolhimento de fotos e vídeos nos quais os acusados registravam as caças, inclusive exibindo animais sendo mortos.

O monitoramento foi realizado durante três meses. Nesse período, a polícia registrou 11 episódios de caça, com oito onças-pintadas, 13 capivaras, 10 catetos e dois veados-mateiros mortos.

Para atrair as onças, segundo a denúncia, os caçadores tocavam cuíca e usavam carniça. Cachorros eram explorados durante a caçada para acuar os animais silvestres – o que, inclusive, colocava a vida e a integridade física dos cães em risco.

Os acusados podem ser punidos com penas de prisão e multa, que podem variar a depender da participação de cada um deles nos crimes.

Maior felino das Américas, a onça-pintada está classificada como vulnerável e corre risco de ser extinta.


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Grupo formado por 40 ONGs vai criticar retrocessos ambientais do governo em evento da ONU

Um grupo formado por 40 ONGs brasileiras vai fazer críticas ao governo de Jair Bolsonaro (PSL) durante um fórum internacional que será promovido pela ONU, em julho, em Nova York, nos Estados Unidos.

(Foto: AP/Andre Penner)

O grupo monitora a Agenda 2030 – uma plataforma que estabelece medidas transformadoras a serem seguidas pelos países signatários para promoção do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza.

De acordo com as entidades, as políticas públicas promovidas pelo governo de Bolsonaro contrariam as metas definidas pela Agenda 2030. As informações são da coluna do jornalista Lauro Jardim, do O Globo.

O grupo irá denunciar os retrocessos ambientais articulados pelo governo, dentre eles o desmonte do Ministério do Meio Ambiente e a liberação recorde de novos agrotóxicos. Além da questão ambiental, as ONGs vão criticar também os cortes na educação.

Como o governo brasileiro adiantou que não vai entregar o Relatório Nacional Voluntário sobre os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) durante o fórum, as entidades afirmaram que pretendem apresentar também um estudo sobre o assunto.


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Filhote de leão dá um abraço em seu pai em uma cena que lembra o filme “Rei Leão”

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

O adorável filhote de leão trouxe a tona o lado mais suave de seu pai, enquanto os dois se abraçavam em um momento real, belo e comovente que lembrou uma cena da animação produzida pelos estúdios Disney: “O Rei Leão”.

Sabine Bernert, 53 anos, de Paris, estava documentando a vida selvagem no Quênia, quando capturou a sequência de fotos impressionante.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

As imagens da fotógrafa mostram um pai olhando para seu território nas planícies antes de seus filhotes se esgueirarem pela grama alta, fingindo atacá-lo e buscando por carinho.

Sabine capturou o momento nas primeiras horas da manhã enquanto fotografada a vida selvagem na reserva para um livro infantil.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Conheça mais sobre os leões, os animais mais inteligentes entre os grandes felinos

Dotados de altos níveis de percepção e inteligencia cognitiva, os leões podem resolver quebra-cabeças que leopardos e tigres sozinhos não conseguem – evidências científicas apontam que a sociabilidade promove a altos níveis de cognição.

A teoria da inteligência social afirma que ter uma vida comunitária complexa, que envolve desafios como acompanhar quem é amigo e quem é inimigo, levou os animais de grupo a desenvolver a engenharia mental necessária para resolver e lembrar de tarefas mentais. Em outras palavras, a complexidade social leva à complexidade cognitiva.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Pesquisadores há muito exploram essa ideia observando animais como chimpanzés, golfinhos e elefantes, mas a bióloga Natalia Borrego, da Universidade de KwaZulu-Natal, na África do Sul, se concentra em grandes felinos. “Você tem muitas espécies intimamente relacionadas com esses diversos desafios ecológicos e diferentes sistemas sociais”, ela diz.

Dez fatos sobre os leões

1. Os leões são os únicos grandes felinos a viver em grupos, chamados de “orgulho”. Os orgulhos (prides) são grupos familiares próximos. Eles trabalham juntos para defender o território e caçar.

2. As fêmeas do grupo tendem a fazer a maior parte da caça. Elas agem juntas e usam táticas inteligentes de caça para capturar presas que não seriam capazes de capturar sozinhas, pois esses presas são mais rápidas que elas (leoas).

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

3. Os leões gostam de relaxar e descansar no sol. Eles passam entre 16 e 20 horas por dia descansando e dormindo. Eles têm poucas glândulas sudoríparas, então sabiamente eles tendem a conservar sua energia descansando durante o dia e se tornando mais ativos à noite quando está mais frio.

4. As leoas são mães atenciosas que cuidam de um filhote negligenciado, permitindo que ele mame nelas e lhes dando uma chance de sobreviver. Duas ou mais leoas em um grupo tendem a dar à luz na mesma época, e os filhotes são criados juntos. Filhotes são extremamente brincalhões.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

5. Leões rugem para comunicar sua posição a outros membros do grupo. O rugido de um leão é o mais alto de qualquer outro felino de grande porte e pode ser ouvido a até 8 km de distância.

6. Os leões têm uma excelente visão noturna. Eles são 6 vezes mais sensíveis à luz que os humanos. Isto dá-lhes uma vantagem distinta sobre algumas espécies de animais quando caçam à noite.

7. Os leões se comunicam através de uma série de comportamentos e seus movimentos expressivos são altamente desenvolvidos. Eles realizarão ações táticas e pacíficas, como lamber-se e esfregar as cabeças. Cabeça esfregando, ou “nuzzling”, é um comportamento de saudação comum para os leões. Eles também se comunicam através de uma variedade de vocalizações, incluindo ronronados, rosnados, miaus e assobios. Suas vocalizações também variam em intensidade e duração.

Foto: One Kind Planet

Foto: One Kind Planet

8. A juba do leão macho é uma característica distintiva dos leões, como nenhum outro felino tem. Isso faz com que os leões machos pareçam maiores, permitindo que eles sejam mais intimidadores. Também sinaliza maturidade sexual e estado de saúde; as leoas tendem a favorecer (se interessar) por leões com jubas mais densas e mais escuras.

9. Os Leões são símbolos de força e coragem e foram celebrados ao longo da história por essas características. Eles também são símbolos comuns para a realeza e a grandiosidade, daí a expressão “rei da selva”.

10. Os antigos egípcios veneravam os leões como símbolos de guerra devido à sua força, poder e ferocidade. As esfinges famosas são apenas uma das muitas representações míticas do leão na cultura egípcia.

Fonte: onekindplanet.org

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