Dezenas de baleias são encontradas mortas na Islândia

Por Rafaela Damasceno

Mais de 60 baleias-piloto foram encontradas mortas e encalhadas nas praias de Longufjorur, no oeste da Islândia. Elas foram fotografadas pelo comandante do helicóptero, David Schwarzhans, em uma região deserta e praticamente inacessível, pouco visitada pelas pessoas.

Várias baleias encalhadas e praticamente enterradas na areia

Foto: David Schwarzhans

Não se sabe ao certo o porquê de tantos mamíferos terem encalhado, nem quando aconteceu exatamente.

“Estávamos voando para o norte sobre a praia quando vimos. Nós não tínhamos certeza se eram baleias, focas ou golfinhos. Contamos cerca de 60, mas deviam ter mais porque havia barbatanas saindo da areia”, contou à BBC. “Foi trágico e chocante. Eram muitas”.

Algumas baleias acabaram enterradas, provavelmente por causa do vento forte, que deve ter empurrado a areia até cobrí-las.

Edda Elisabeth Magnusdottir, bióloga marinha especialista em baleias, disse à Iceland Monitor que as baleias-piloto tendem a ficar desorientadas quando entram em águas mais rasas. Ela também explicou que essa espécie normalmente nada em grupos compactos, e por isso muitas acabam encalhando de uma vez só.

Casos semelhantes aconteceram anteriormente. Em novembro de 2018, cerca de 145 baleias-piloto encalharam em uma ilha na Nova Zelândia. Foi impossível salvá-las e todas morreram.

Cão preso a 200 metros de altura é salvo por helicóptero

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Um cão ficou preso em um precipício na borda de uma montanha, a 200m de altura no meio de uma tempestade de neve, por mais de 48 horas, na Escócia.

O animal foi resgatado com a ajuda da tripulação de um helicóptero da guarda costeira que estava em treinamento, quando avistou o animal desaparecido equilibrando-se precariamente na cordilheira de Cairngorms hoje.

A equipe que trabalha na base de Inverness ficou satisfeita com a oportunidade de colocar suas habilidades à prova e ajudar o cão em perigo.

Inicialmente a câmera térmica do helicóptero exibia uma imagem com um único ponto branco na montanha.

Mas à medida que a lente foi se aproximando ficou claro que a fonte de calor era um cão encolhido na borda de um penhasco vertical.

A filmagem então corta para uma cena onde um membro da equipe é guinchado para baixo na direção da montanha coberta de neve, onde ele pega o cachorro nos braços, e é puxado de volta para cima, balançando violentamente em meio a tempestade.

De volta ao escritório da guarda costeira, o cão visivelmente feliz, mas todo sujo, se aquece enquanto sacode a lama acumulada durante os dois dias em que ele passou isolado.

O capitão Simon Hammock, o copiloto Roger Sherriff, o operador do guincho Rob Glendinning e o especialista em salvamento nas alturas Mark Stevens estavam passando por um treinamento de inverno com outra especialista, Kate Willoughby, que veio da base de helicópteros da guarda costeira de Humberside em Stag Rocks, Cairngorms.

“Para testar suas habilidades, os dois especialistas em guinchos foram deixados em uma unidade próxima para realizar treinamento médico essencial na neve”, disse uma porta-voz da Agência Marítima e da Guarda Costeira ao Daily Mail.

A tripulação restante do helicóptero voou para fazer uma simulação de reabastecimento e, enquanto circulavam 1000 pés acima do lago Avon em Cairngorms, algumas nuvens próximas deles se dissiparam e eles viram o cão escolhido tentando se equilibrar de forma precária na borda.

A equipe então anotou a posição, voltou a recolher os dois especialistas no treinamento médico em terra e retornou ao cão em perigo.

Com o afastamento das nuvens, o tempo tinha felizmente, dado a eles a oportunidade ideal para usar o resto do tempo de treinamento resgatando o cachorro.

O animal estava aterrorizado e com frio, por isso foi levado para a base da equipe em Glenmore Lodge, e de lá ao veterinário em Strathspey.

“Desde então, soubemos que o cachorro está bem e já retornou a companhia de seu tutor.”

De helicóptero, agentes matam a tiros animais presos à lama em MG

Um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF) fez voos rasantes ontem, segunda-feira (28), em uma região atingida pela lama, após rompimento de barragem da Vale, no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), para que um agente armado com um fuzil pudesse atirar em animais e matá-los. Os policiais buscavam animais ilhados, presos na lama ou feridos.

Foto: Telmo Ferreira/Framephoto/Estadão Conteúdo

Foram mais de 20 disparos. Os animais mortos estavam em uma área próxima ao local em que mais de 20 brigadistas tentavam abrir um ônibus, com vítimas dentro, que estava coberto pela lama.

Muitos animais foram afetados pelo crime ambiental. Ao longo de todo trecho da cidade de Brumadinho, é possível encontrar bois ilhados ou com os corpos atolados à lama.

A decisão de matar os animais foi confirmada pelo chefe da Defesa Civil de Minas Gerais, o coronel Evandro Geraldo Borges. “O que vamos fazer? Deixar o animal sofrendo? Estamos sim, com equipe em campo executando esse trabalho, mas essa decisão só é tomada nos casos em que não há outra opção”, disse. “Não tem jeito. Tem animal preso, outro com perna quebrada. Temos de fazer escolhas, de retirar as pessoas, ir atrás de sobreviventes. Tudo que está sendo feito foi pensado. É isso”, completou.

Em nota, a Polícia Rodoviária Federal afirmou que os tiros foram dados seguindo protocolos de segurança, “a pedido e sob a coordenação de uma veterinária, integrante do Conselho de Veterinária de Minas Gerais e supervisionado pelo comando das operações de resgate”.

O coronel lembrou que há outra parte da equipe empenhada em socorrer animais “em condições de serem retirados” da lama. Um deles é o boi Resistente. O animal recebeu esse nome, dado pelos agentes, por lutar pela vida apesar das circunstâncias. O boi recebeu feno e água. Nesta terça-feira (29), ele deve ser sedado para que seja retirado, com vida, do local.

Para a Dra. Vânia Fátima de Plaza Nunes, médica veterinária do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, a opção de atirar nos animais se deve à impossibilidade de sacrificá-los de outra forma. “Pra você fazer uma injeção letal, você tem que ter acesso a um vaso. Em geral, a gente faz a administração da medicação na carótida e aí tem diferentes protocolos para fazer o sacrifício. Numa situação de risco, com o animal sofrendo, o tiro feito no local certo e da forma correta vai fazer com que o animal morra imediatamente. É por isso que existem estudos, em diferentes locais, para trabalhar esse tipo de questão. Os protocolos internacionais para sacrifício de animais em situações emergenciais e de risco oferecem essa possibilidade sim. Isso não é uma prática que começou agora e nem é uma irresponsabilidade”, afirmou.

 

Nota da Redação: a decisão da Vale e das autoridades públicas de sacrificar animais atirando contra eles, de dentro de um helicóptero, ao alegar não haver condições de salvá-los, evidencia a forma como a vida animal está sendo desvalorizada em Brumadinho. A atitude da empresa descumpre decisões do Ministério Público e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que, em atendimento a um pedido do deputado Noraldino Júniro (PSC), determinaram que os animais fossem resgatados e não mortos. A explicação, dada por médicos veterinários, de que sacrificar animais através de tiros de armas de fogo faz parte de um protocolo para situações emergenciais não minimiza a crueldade desse ato. Diante disso, a ANDA registra um posicionamento abolicionista favorável à vida e, portanto, espera que a Vale aja de forma ética, resgatando os demais animais.