Elefante é acorrentado por três meses por ser considerado “agressivo”

Foto: Mathrubhumi

Foto: Mathrubhumi

Um elefante tem sido torturado por três meses na Índia, mantido acorrentado em uma plantação, exposto ao sol e à chuva, mal conseguindo se mover, o animal chora o dia todo, segundo os vizinhos da propriedade onde o abuso acontece.

O elefante, conhecido pelos nomes Kochu Ganeshan e Bharathi Balanarayanan, foi acorrentado em uma plantação de coco em Mundakkara, na cidade de Balussery, na Índia desde abril, segundo relatos do jornal Mathrubhumi.

De acordo com o responsável pelo elefante, Dileep Kumar, ele estaria passando pelo período de “musth” (alta dos níveis de hormônios reprodutivos em elefantes do sexo masculino, que causa agressividade) e por isso teria sido acorrentado e torturado.

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Priya Davidar

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Priya Davidar

Infelizmente na Índia é permitido manter elefantes em cativeiro porém, existem normas para esse tipo de procedimento. De acordo com o regulamento vigente, para se manter um elefante – no período de “musth” – cativo no país, ele deve ser colocado em acampamentos cobertos, protegido e ser alimentado ter acesso a água.

Lembrando que cativeiros, sejam eles em alojamentos cobertos, zoos ou qualquer tipo de privação da liberdade, causam sempre sofrimento a qualquer espécie, além de ser uma crueldade com animais selvagens, acostumados a viver livremente na natureza e em grupos ao invés de cerceados por interesses humanos.

A forma como Kochu Ganeshan vem sendo mantido viola todas as regras relativas aos cuidados com elefantes durante o período do “musth”. Segundo os especialistas nesta fase os níveis hormonais de testosterona se elevem tanto nos animais que cheguem a ficar 60 vezes mais altos que o normal. Para animais que vivem livres, o período é utilizado para reprodução e eles passam por essa fase de forma natural em seus habitats. Já os cativos se tornam agressivos e violentos por não poderem manifestar sua natureza ou seguir seus instintos.

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Estar afastado de seu grupo e de seu ambiente natural é uma agressão anti-natural e cruel para com os elefantes por si só.

Ainda segundo relatos do jornal Mathrubhumi foram identificadas feridas profundas na pele do elefante causadas pelas de correntes que prendem suas pernas.

Vítima da humanidade

O elefante de 25 anos foi acorrentado a um coqueiro. O animal havia sido trazido para a terra de Vadakkedathu Sankaran (fazendeiro) para ficar por 10 dias. Ao final desse tempo, quando ele pediu para que os responsáveis levassem o elefante embora, Dileep Kumar disse que o animal estava em “musth” e não poderia ser transportado por três meses.

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Quando um grupo de homens começou a acampar e se embebedar nas terras do fazendeiro alegando estar ali para cuidar do elefante, o proprietário demoliu o galpão construído no local.

O grupo entrou com uma queixa policial contra o proprietário da terra por destruir o galpão. Com isso, Sivasankaran teve que pedir ajuda da polícia para lidar com a situação.

Segundo relatos de moradores vizinhos da propriedade onde Kochu Ganeshan esta preso, o elefante chora sem parar, dia e noite, “num murmúrio de cortar coração”, devido às feridas profundas nas pernas e ao sofrimento de ficar amarrado o tempo todo.

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Sivasankaran e sua família disseram que apesar de terem feito uma queixa à polícia e ao DFO denunciando que o elefante está sendo torturado, nenhuma ação foi tomada.

Os responsáveis pelo elefante só levaram mahouts (cuidadores de elefante) até o local depois que ele apresentou uma queixa no tribunal de Koyilandi e uma comissão veio para inspecionar o animal e as condições em que ele tem sido mantido.

O tutor do elefante, Dileep Kumar, respondeu que o animal é tratado de acordo com as instruções do “Madangaleela” (livro indiano sobre elefantes que tem mais de 200 anos) e será deslocado do local quando o certificado de aptidão (fim do “musth”) for emitido.

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Vídeo revela como ficam os músculos de frangos obrigados a ingerir hormônios de super crescimento

Foto: CIWF

Foto: CIWF

De acordo com especialistas, o fenômeno origina-se na criação seletiva de aves alimentadas para crescer de forma tão antinaturalmente maciça e tão rapidamente, que mal conseguem suportar o seu próprio peso.

Um vídeo realizado por uma ONG que atua em prol do bem-estar animal revelou um fenômeno, na verdade é um distúrbio degenerativo, conhecido como “carne de espaguete”.

Descrita como um ‘fenômeno repugnante’, pela Compassion in World Farming (CIWF), a carne de espaguete é um distúrbio muscular que afeta as fibras do músculo do peito das aves expostas aos hormônios. Os feixes de fibras que compõem o tecido muscular do músculo peitoral se separam e se assemelham ao longo aparência fina e cilíndrica de fios de espaguete.

De acordo com a CIWF, essa questão se origina em função da ingestão compulsória de estimuladores químicos que fazem com que os músculos cresçam além do que as aves conseguem suportar, o que se revela uma fonte de sofrimento imenso para elas.

Bem estar animal

“Esse crescimento perigosamente rápido tem conseqüências desastrosas para o bem-estar dos animais: as galinhas frequentemente lutam para andar e podem sofrer de deformidades nas pernas, problemas respiratórios e ataques cardíacos”, diz o CIWF.

“Pior ainda, eles podem passar a ter dor crônica desde o momento em que têm apenas duas semanas de vida – dor associada a distúrbios musculares degenerativos”.

A carne de espaguete – muito parecida com a sua igualmente desagradável prima: a “estria branca” (depósitos de gordura nos músculos causados por hormônios de crescimento acelerado), é o resultado direto desses distúrbios musculares. E a má notícia para os consumidores de carne é que a carne resultante de frangos que sofrem desses distúrbios está associada a menos proteína e gordura”.

O vídeo da CIWF mostra o que chama de “fenômeno repugnante”

Campanha

A CIWF lançou uma petição condenando as empresas de alimentos por essa prática e afirmando que esses distúrbios musculares degenerativos e o sofrimento que eles causam aos animais – são inaceitáveis.

“Até o momento, as soluções abordaram a nutrição, o manejo da ração, o processamento pós-produção e a incorporação de carne degradada aos produtos processados. Em suma, o foco tem sido tratar os sintomas, em vez de tratar o problema por sua causa”.

Frangos e galinhas são seres sencientes, capazes de sofrer, sentir e compreender conforme já foi atestado cientificamente pela Declaração de Cambridge em 2012, assinada por especialistas de várias áreas do conhecimento científico do mundo todo.

Esses animais são nossos companheiros de planeta e não inferiores aos humanos. Nada justifica o sofrimento dessas aves privadas de sua liberdade, submetidas a condições desumanas, trancadas em gaiolas superlotadas, separadas de seus filhos e morrendo das formas mais hediondas.

Uma alimentação livre de produtos de origem animal além de evitar o sofrimento desses e de tantos outros seres indefesos, ainda ajuda na sobrevivência do planeta, tão ameaçada por nossos atos irresponsáveis e ambiciosos.

Publicidade que afirma que o leite é livre de hormônios é vetada no Canadá

Decisão foi tomada pela Advertisings Standard Canada, órgão que regula a publicidade no Canadá (Fotos: Divulgação)

A Advertising Standards Canada, órgão que regula a publicidade no Canadá, está proibindo os laticínios do país de veicularem publicidade afirmando que seus produtos são livres de hormônios do crescimento. A justificativa é que no leite há o IGF-1, um hormônio produzido pela vaca que faz com que os filhotes dobrem de peso em aproximadamente um mês e meio.

Embora o IGF-1 não seja um hormônio sintético, mas pode ter a sua produção estimulada, o argumento é de que a publicidade pode induzir o consumidor a crer que não há nenhum tipo de hormônio no leite. Atualmente, o uso de hormônios sintéticos na produção leiteira é ilegal no Canadá, embora isso também não torne impossível a utilização, mas sim responsabilize legalmente quem for flagrado usando.

No Canadá, o governo tem recomendado cada vez menos o consumo de laticínios e cada vez mais o consumo de alimentos de origem vegetal. Prova disso é a última atualização do Guia Alimentar do Canadá, que inclusive qualifica uma dieta vegana ou vegetariana estrita como saudável.