Cão segue ambulância por mais de 2 km após tutor ser levado para hospital

Um cachorro percorreu cerca de 2,5 quilômetros ao perseguir uma ambulância na qual estava seu tutor, um homem em situação de rua que foi socorrido e levado ao hospital após ser atropelado na noite de domingo (21). O caso aconteceu em Paranavaí, no Paraná.

Foto: Arquivo pessoal

O homem de 44 anos foi atropelado na avenida Heitor Alencar Furtado. Paulo César Ferreira da Silva, conhecido como Fifo, foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o levou para a Santa Casa de Paranavaí, onde o homem foi internado em estado grave.

Ao perceber que seu tutor estava sendo levado pela ambulância, o cachorro pegou uma peça de roupa de Fifo e correu atrás do veículo até o hospital. As informações são do G1.

Funcionários do hospital afirmaram que o cão foi levado por parentes de Fifo durante a madrugada de segunda-feira (22). Os familiares do homem, no entanto, afirmaram que não têm informações sobre o paradeiro do cachorro.

Foto: Arquivo pessoal


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Focas e leões marinhos ganham uma segunda chance na vida em hospital de mamíferos marinhos

Foto: jervisbaywild

Foto: jervisbaywild

Na cidade litorânea de San Pedro, no estado de Los Angeles (EUA) existe um porto seguro para dezenas de focas e leões marinhos no Marine Mammal Care Center.

Desde 1992, o hospital de resgate e reabilitação vem tratando mamíferos marinhos doentes e feridos que acabam ficando presos no litoral de 70 milhas (mais de 100 km) do condado de Los Angeles.

O hospital sem fins lucrativos trata principalmente elefantes marinhos, leões marinhos e focas.

“As vezes eles estão desnutridos, outras eles apresentam mordidas de tubarão ou uma lesão causada por linhas de pesca ou ainda podem estar presos em redes de pesca”, disse Jeff Cozad, diretor-executivo do Marine Mammal Care Center de Los Angeles.

Os mamíferos marinhos ficam, em média, cerca de três meses de reabilitação na instalação antes de serem devolvidos à natureza.

“A liberação de um animal saudável é o ápice do nosso trabalho. É o destaque”, disse Cozad. “Isso acontece quando o animal está livre de problemas médicos, tem o peso corporal adequado e se exercita o suficiente”.

O MMCCLA libera focas e leões marinhos saudáveis no White Point Royal Palms Beach, em San Pedro. Com a ajuda de 150 voluntários, o hospital trata cerca de 300 mamíferos marinhos todos os anos.

As pessoas são encorajadas a visitar o hospital e ver as focas e leões marinhos. Para mais informações, visite o site do hospital.

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Cabra abandonada em clínica com a perna quebrada ganha uma família de cachorros e humanos

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

Quando Piper Wood viu a pequena e frágil cabra de apenas quatro meses sozinha dentro do minúsculo canil de concreto, seu coração ficou apertado e ela soube que precisava ajudá-la.

“Ela estava tão triste ali no canil, era notável”, disse Wood ao fundador da Hand in Paw, uma organização de resgate em Los Angeles (EUA). “Ela ficou lá por dois dias e chorava o tempo todo.”

Wood soube pela primeira vez sobre a cabra, a quem chamou Clementine, pelo gerente do Duarte Azusa Animal Hospital. Alguns dias atrás, alguém havia trazido Clementine para a clínica após ela ter quebrado a perna.

“Ela [ex-tutora] queria uma cabra, mas morava em um apartamento minúsculo”, disse Wood. “Eu acho que o namorado dela deu uma cabra para ela, mas eles não tinham onde mantê-la”.

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

O namorado da antiga tutora trabalhava em uma oficina de automóveis, de acordo com Wood, então o casal decidiu manter a cabra lá.

Mas Clementine acabou quebrando a perna na oficina.

“Ela estava pulando, como é normal para cabras filhotes e ficou com uma perna presa em alguma coisa e o que causou uma fratura grave em sua perna de trás”, disse Wood. “Sua perna traseira se partiu completamente”.

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

“Havia peças de carros e metal em todos os lugares”, disse Wood. “Não havia grama. A oficina era, definitivamente, um lugar realmente horrível para uma cabra”.

Os antigos tutores também haviam “deschifrado” a cabra filhote, de acordo com Wood, um processo doloroso que envolve colocar um ferro quente nos pontos sensíveis onde nasceriam os chifres das cabras e cabritos para impedir o crescimento deles.

Um dos funcionários da oficina levou Clementine para a clínica veterinária, onde o pobre animal ferido recebeu tratamento de emergência.

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

“Ela não podia usar a perna”, disse Donna Menzemer, gerente do Duarte Azusa Animal Hospital, ao The Dodo. “Ela tinha que ser sedada para que raios-X pudessem ser tirados e uma tala com gesso fosse colocada. Então ela teve que receber injeções de antibióticos por dias e antibióticos orais também.”

Quando a conta chegou o valor passou de 500 dólares, e os proprietários não queriam pagar – em vez disso, eles simplesmente pediram a cabra de volta, de acordo com Menzemer.

Assim, a clínica veterinária não teve escolha a não ser manter a cabra até que a conta fosse paga. Se os ex-tutores não pagassem a conta e pegassem a cabra dentro de 14 dias, o Departamento de Serviços Animais consideraria a cabra oficialmente abandonada.

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

O problema era que a clínica veterinária não tinha um recinto adequado para uma cabra, então eles tinham que manter Clementine dentro de um canil, e conseguir feno entregue especialmente para que Clementine pudesse comer.

Mas Clementine parecia infeliz dentro de seu canil.

“Ela amava as pessoas, então ela chorava porque nos queria por perto o tempo todo”, disse Menzemer. “Eu me sentia tão mal por ela.”

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

Vendo o quão triste Clementine estava em seu canil, Wood fechou um acordo com a clínica – deixou Clementine ficar no sítio onde ela morava em Pasadena, junto com seus 15 cães resgatados. Se os antigos tutores eventualmente pagassem dentro do prazo de 14 dias, ela devolveria a cabra. Se não o fizessem, Wood adotaria Clementine.

No momento em que Clementine chegou ao sítio de Wood, Wood pôde ver que ela estava muito mais feliz.

“Ela instantaneamente se uniu a todos os meus cachorros”, disse Wood. “Ela adorou a grama e saiu correndo pelos arredores – ela ainda usava curativo, então ela estava mancando um pouco. Ela passou a dormir nas camas dos cachorros e compartilhar as tigelas de comida com eles. Ela acabou se tornando parte da matilha”.

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

“Ela gosta de brincar de lutar com os cachorros”, acrescentou Wood. “Ela gosta particularmente do nosso poodle, Stewart. Eles batem cabeças juntos o tempo todo.”

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

Wood também ficou profundamente ligada à Clementine – tanto assim, que ela estava apavorada caso os antigos tutores encontrassem uma maneira de levá-la de volta.

“Eu ligava para a clínica literalmente 10 vezes por dia perguntando se [os antigos tutores] haviam aparecido, disse Wood.

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

Quando realmente ficou confirmado que os ex-tutores não retornaram ao veterinário para pagar sua conta ou para pegar Clementine, a situação foi considerada um abandono de animal, e Wood pode finalmente adotar oficialmente Clementine.

Wood ficou muito feliz.

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

“Isso é como se todos os desejos de Natal se tornassem realidade”, disse ela. “Eu tenho falado sobre adotar uma cabra toda a minha vida, e no momento em que recebi a ligação, larguei tudo para ir vê-la, e eu sabia que ela era a companheira certa, mas nunca pensei que seria uma realidade”.

No entanto, a perna de Clementine ainda não está totalmente recuperada. Depois de receber os raios-X em sua última visita ao veterinário, o veterinário viu que os ossos não estão se curando muito bem, e que ela pode precisar de placas de aço. Mas o que quer que aconteça, Wood estará ao lado de Clementine.

“Ela é parte da família agora”, disse Wood. “Eu simplesmente a amo”.

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Cachorro acompanha criança até em consulta médica e comove moradores de Platina (SP)

Há cerca de um ano e meio, Solange Aparecida da Silva Bento e seu esposo adotaram o cachorro Thor, que se tornou um grande companheiro do filho do casal, Leonardo Henrique da Silva Ramos. O menino tem apenas três anos de idade e a relação dele com o animal comove os demais moradores de Platina (SP), cidade onde a família vive.

Foto: Divulgação

Solange conta que seu marido estava passando pela rua, quando uma pessoa perguntou se ele não queria o cachorro, que ainda era filhote.

“Como nós gostamos muito de animais, meu marido não pensou duas vezes e trouxe o Thor para casa. Desde que chegou, ele se tornou amigo inseparável do Léo. Quando levo o Léo para a escola, ele vai junto acompanhando o carrinho. Na volta, ele vem sentado dentro carrinho, pois adora passear. Quando eles eram menores, os dois iam juntos sentados no carrinho”, conta.

Ela relata que o filho gosta demais do cachorro e, em tudo o que vai fazer, chama o animal para acompanhá-lo.

“O Leonardo sempre lembra do Thor, chama ele para brincar e quando vamos ao mercado ele sempre quer comprar comidinhas para o Thor. Os dois estão sempre juntos, onde um vai, o outro está também. O Thor é o irmão de quatro patas do Leonardo”, lembra.

Solange conta que o cachorro é tão amoroso que já levou até filhotes de gato para casa, dos quais cuidava como se fossem filhos dele.

Foto: Divulgação

“O Thor é muito esperto. Ele vai comigo e com o Leonardo em todo lugar. Quando levo o Léo no médico, por exemplo, falo pra ele que ele não pode entrar. Parece que ele entende, pois fica do lado de fora esperando, sentado no carrinho”, salienta.

Solange acredita que o contato do filho com Thor é muito importante para a sua formação, pois o ensinará a amar os animais e tratá-los com respeito.

Fonte: Assis City


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‘Meu anjo da guarda’, diz tutor sobre cachorro que o acordou de coma

Andy Szasz, de 65 anos, estava em um coma profundo e relata ter acordado graças a seu cachorro. No hospital em que Andy foi internado, a equipe médica permitiu que Teddy, como é chamado o cão, fizesse companhia para o tutor, após um pedido da esposa de Andy. O animal ficava sentado ao lado da cama do paciente, que garante ter voltado do coma graças a Teddy.

Foto: Reprodução/Fatos Desconhecidos

“Eles colocaram Teddy no meu peito e ele me acordou. De certa forma eu acho que é meu anjo da guarda”, afirmou Andy. O caso aconteceu no Reino Unido.

Andy foi colocado em coma induzido pelos médicos devido a um quadro de saúde grave. Ele estava fazendo tratamento para um câncer de intestino e teve, também, pneumonia. As informações são do portal Fatos Desconhecidos.

Diante da situação, a esposa de Andy pediu que os médicos autorizassem a entrada do cão da família no hospital. Teddy, mostrando ser um companheiro fiel, passou a ficar deitado em cima do tutor.

Foto: Reprodução/Fatos Desconhecidos

Após quatro dias recebendo a visita do cachorro, Andy acordou enquanto o cão lambia seu rosto. A situação encantou os profissionais do hospital.

A companhia do cachorro, no entanto, não foi importante apenas durante a internação. Isso porque Teddy continuou a auxiliar o tutor após a alta médica. Ele sempre acompanha Andy em suas caminhadas diárias.

A história da dupla alcançou tamanha repercussão que foi contada no programa Dog Rescuers, um programa de TV britânico que apresenta o trabalho feito pela ONG de proteção animal RPSCA. O episódio em questão tratou da importância da companhia animal na recuperação de pacientes.

Foto: Reprodução/Fatos Desconhecidos

“Eu sempre digo às pessoas que eu resgatei Teddy e que ele me resgatou. Temos um vínculo especial”, disse Andy ao The Times.

Após tirar o tutor do coma, Teddy passou a visitar o Southampton General Hospital, além de casas de repouso, escolas e centros médicos, para levar afeto para pessoas que precisam.


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Lei que obriga hospitais a servir refeições veganas aos pacientes entra em votação no senado

Foto: Livenkdly/Reprodução

Foto: Livenkdly/Reprodução

O Comitê de Saúde do Senado da Assembléia Legislativa de Nova York aprovou uma lei que garantiria aos pacientes de hospitais uma opção saudável baseada em vegetais em todas as refeições. O projeto de lei foi aprovado na Assembléia do estado em março e agora passará para o plenário do senado para ser votada.

O projeto de lei introduzido pelo senador Brad Hoylman e pelo membro da Assembléia Richard Gottfried, exige que os hospitais disponibilizem refeições e lanches à base de vegetais que não contenham produtos de origem animal ou subprodutos, incluindo carne, aves, peixe, laticínios, ovos ou mel.

No texto do projeto de lei também consta a exigência de que os hospitais listem as opções baseadas em vegetais em todos os materiais e menus escritos do estabelecimento.

Em setembro, a Califórnia aprovou uma legislação semelhante, que o Comitê de Médicos co-patrocinou juntamente com a Compaixão Social na Legislação.

A página da web Healthy Hospital Food do Physicians Committee fornece receitas vegetarianas e veganas, dicas para implementar refeições à base de vegetais e estudos de caso de hospitais que defendem alimentos saudáveis.

“A aprovação do projeto de lei pelo Comitê de Saúde do Senado envia uma mensagem clara de que os legisladores sabem que fornecer refeições para pacientes em hospitais é um passo crucial para combater epidemias relacionadas à nutrição, incluindo doenças cardíacas, diabetes e obesidade”, disse Susan Levin, diretora de educação nutricional do Comitê de Médicos pela Medicina Responsável, disse em um comunicado.

Quase 1,7 milhão de nova-iorquinos têm diabetes, e as doenças cardíacas são responsáveis por 40% de todas as mortes no estado, de acordo com o departamento de saúde.

Pesquisas mostram que uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos e feijões pode ajudar a combater doenças cardíacas, hipertensão, diabetes e câncer.

Em junho de 2017, a American Medical Association aprovou uma resolução que apela aos hospitais americanos para melhorar a saúde dos pacientes, funcionários e visitantes, fornecendo refeições à base de vegetais.

O American College of Cardiology (ACC) fez a mesma recomendação em Planting a Seed: Heart Healthy Food Recommendations for Hospitals.

A ACC explica que “a hospitalização pode ser um ‘momento de aprendizado’ para pacientes que estão prontos para adotar a nutrição como parte do processo de cura”.

Polícia Militar Ambiental resgata tatu em área de hospital em MS

Agentes da Polícia Militar Ambiental (PMA) resgataram um tatu (Dasypus novemcinctus) em um hospital, em Coxim (MS) a 257 km de Campo Grande (MS), nesta sexta-feira (3).

Foto: PMA/Divulgação

De acordo com a PMA, o animal foi encontrado por um funcionário no pátio do hospital.

A PMA foi ao local e resgatou o tatu e, como ele não apresentava ferimentos, realizou a soltura em uma área de vegetação distante da cidade.

Fonte: G1

Hospital trata elefantes vítimas de abuso e exploração na Índia

O Wildlife SOS Elephant Hospital é uma unidade de saúde inaugurada em novembro de 2018 pela ONG Wildlife SOS para tratar elefantes vítimas de exploração e abuso em Uttar Pradesh, na Índia. A entidade atua na proteção animal desde 1995.

Foto: Reprodução / Wildlife SOS

Desde a inauguração, o hospital já atendeu dezenas de elefantes que apresentaram problemas de saúde devido aos maus-tratos que sofreram. Eles foram resgatados de circos, acampamentos e de tutores que os negligenciavam. Ao chegar no hospital, eles são avaliados por uma equipe composta por mais de vinte especialistas. As informações são do portal GreenMe.

Com aparelhos de alta-tecnologia, a unidade de saúde conta com ultrassom, radiologia digital sem fio, laserterapia, um laboratório de patologia, talha médica para levantar os elefantes, balança digital gigante, piscina de hidroterapia, aparelhos portáteis de raios X, instrumentos para tratar dos pés dos elefantes e câmeras de infravermelho para os veterinários monitorarem os elefantes durante à noite.

No local, esses animais recebem alimentação adequada. À base de frutas, a dieta deles é composta principalmente de banana e mamão papaia, que são os alimentos preferidos dos elefantes.

Foto: Reprodução / Wildlife SOS

Após se recuperarem, os elefantes são levados para os santuários da Wildlife SOS. No Centro de Resgate de Elefantes de Yamunanagar ou no Centro de Conservação e Cuidados com os Elefantes de Mathura, eles passam o resto de suas vidas cercados de amor, respeito e cuidados.

Além de fornecer atendimento veterinário e abrigo aos elefantes, a ONG também realiza campanhas de conscientização para que a população aprenda a proteger e respeitar esses animais, que são considerado sagrados pelo Hinduísmo.

Cão espera por tutor na porta de hospital sem saber que ele morreu

Foto CEN/Twitter

Foto CEN/Twitter

Um cão labrador ficou deitado do lado de fora de um hospital na Argentina por mais de uma semana, esperando que seu tutor voltasse, sem saber que ele havia morrido.

O cão de seis anos de idade, chamado Totó, teria ficado do lado de fora da porta do Hospital Pablo Soria, na cidade de San Salvador de Jujuy, segundo informações do jornal Daily Mail.

A mídia local relata que Totó vivia com seu tutor, que pediu que o cão fosse levado ao hospital para que ele pudesse se despedir dele.

Mas os parentes do homem se “esqueceram” de levar Totó embora e ele ficou na porta do hospital esperando por seu amigo.

Fátima Rodriguez, membro de uma ONG local de proteção animal, disse que está procurando um novo lar para Totó e avisou que “a pessoa que o adotar precisa ter uma casa cercada”, segundo ela, há um risco muito alto do cão escapar para voltar ao hospital para esperar por seu tutor”.

Relatos afirmam que o cão foi atendido por um veterinário da região e precisará passar por cirurgia em uma das patas. O cão também será castrado.

A mídia local relata que Totó é um cão gentil e doce e é amigável com todos que acariciam.

Um morador local que está ajudando a cuidar do cão disse que ele “parece acreditar que algum dia seu tutor vai sair por aquela porta levá-lo para casa”.

Não se sabe do que tutor do cachorro morreu.

Cães, assim como os demais animais, são seres sencientes: amam, sofrem, compreendem o mundo ao seu redor e reagem a situações de dor com tristeza e abatimento. Como Totó ao esperar indefinidamente por seu amigo que jamais voltaria.

Capazes de criar laços duradouros e responder com lealdade e coragem quando enfrentam situações adversas que envolvam seus entes amados, não são poucos os casos em que eles dão a vida por seus tutores ou os acompanham na morte, como os cães que se recusam a deixar os túmulos de seus donos em cemitérios.

Casos no Brasil

Apenas para citar alguns exemplos de amor incondicional, temos os casos noticiados pela ANDA sobre cães que fizeram plantão na porta de um hospital São Vicente de Paulo, em Jundiaí (SP), esperando pelo morador de rua, seu tutor; há outro caso, dessa vez ocorrido no Paraná, onde seis cães esperaram em frente a um hospital, até que seu tutor, também morador de rua, retornasse e por fim a história se repete em Santa Catarina: quatro fiéis cãezinhos (foto) permaneceram esperando ansiosos pelo retorno de seu tutor na porta do hospital onde ele precisou de atendimento.

Foto: Ana Cristina Mamfrim / Diário do Cotidiano

Foto: Ana Cristina Mamfrim / Diário do Cotidiano

Seres humanos poderiam aprender muito com os animais, os casos acima são lições de lealdade, fidelidade e amor incondicional.

Cãozinho espera na porta de hospital por tutor que morreu há três dias

Foto: Arquivo Pessoal/Everton Teodoro

A fidelidade e o amor que os animais devotam aos seres humanos não param de surpreender e uma história recente prova isso. Um cãozinho espera desde a última quarta-feira (13) por seu tutor que deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santos, no litoral de São Paulo.

Infelizmente, o homem faleceu. O cãozinho não desiste de esperá-lo e desde o dia da internação, permanece no mesmo local e posição. A história de amor e entrega do cachorro foi compartilhada por Everton Richard, um dos seguranças do local e rapidamente viralizou.

Ele conta que se surpreendeu ao chegar no local e sair e encontrar o cãozinho no mesmo lugar. “Eu cheguei na UPA e vi aquele cachorro deitado na porta do hospital. Quando saí, ele ainda estava lá. Aquilo me chamou a atenção. Perguntei para uma das funcionárias, que disse que o cachorro estava ali desde que o tutor dele chegou na UPA, na quarta-feira. O problema é que o rapaz acabou morrendo, inclusive já foi velado e sepultado, e o animalzinho continua lá”, disse em entrevista ao G1.

Reprodução | Facebook

Everton conta ainda que o cãozinho está apreensivo e deprimido. “Eu tentei dar água e um pedaço de pastel ao cachorro, mas ele recusou, não queria comer, até que a funcionária me alertou sobre outras pessoas que tentaram mexer com ele e o cachorro acabou avançando. Acredito que ele espera que o dono volte e tem medo que alguém o tire dali”, lamentou.

O caso do cachorrinho foi publicado no Facebook e diversos moradores do local estão se mobilizando para encontrar um lar para o animal. Everton explica que o principal motivo da divulgação da história do cãozinho é ajudá-lo a encontrar uma família. “Eu fiz a publicação na esperança de quem alguém pudesse ajudar o cachorrinho, pois eu não tenho espaço disponível em casa. Diferente de tudo de ruim que vem acontecendo nos últimos dias, ver um animal demonstrando tanto amor dá um alívio, faz a gente ter esperança”, concluiu.