China desenvolve aplicativo de reconhecimento facial para preservar pandas

A China desenvolveu um aplicativo de reconhecimento facial de pandas gigantes. O programa foi criado, segundo especialistas, para monitorar a vida desses animais e promover a preservação da espécie.

(Foto: Pixabay)

De acordo com entrevista concedida à agência chinesa Xinhua News pelo pesquisador do Centro de Pesquisa e Conservação da China para Pandas Gigantes, Chen Peng, “o aplicativo e o banco de dados nos ajudarão a coletar informações mais precisas e completas sobre a população, distribuição, idade, proporção de gênero, nascimento e pandas selvagens, que vivem em montanhas profundas e são difíceis de rastrear”.

Um censo realizado em 2014 pelo governo chinês concluiu que menos de 2 mil pandas gigantes vivem na natureza na China. Eles habitam três províncias localizadas no oeste do país. As informações são da revista Galileu.

Assim como outros programas de reconhecimento facial, o aplicativo voltado aos pandas foi criado com base em um enorme banco de dados de fotos desses animais. Para configurar o algoritmo, cerca de 120 mil fotos e 10 mil vídeos foram utilizados. Vários elementos-chave, como a forma da boca, o tamanho das orelhas e as marcas ao redor dos olhos são analisados pelo algoritmo para a identificação dos pandas.

(FOTO: XINHUA NEWS)

“Você não precisa mais se preocupar em deixar os pandas irritados chamando-os pelo nome errado”, brincou a Base de Pesquisa de Reprodução do Panda Gigante de Chengdu, em publicação feita na rede social chinesa Weibo.

O uso do reconhecimento facial como forma de identificar animais não é, no entanto, algo novo. A tecnologia também tem sido utilizada para preservar ursos e lêmures, além de monitorar animais em fazendas.


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rótulo em garrafa de leite

Apresentador Chris Packham pede que produtos de origem animal sejam devidamente identificados

O apresentador de TV e especialista em vida selvagem, Chris Packham, pede às empresas alimentícias por uma ‘embalagem honesta’ em produtos não-veganos, para informar corretamente os consumidores sobre as origens de sua comida.

rótulo em garrafa de leite

Foto: GMB

O programa de TV, Good Morning Britain, promoveu um debate sobre se os produtos derivados de animais devem ou não vir com etiquetas de advertência, semelhante à forma como os cigarros são vendidos agora.

O embaixador do Veganuary, Chris Packham, que acredita que esta mudança deve acontecer, disse: “Estou apenas encorajando as pessoas a pensar sobre sua dieta. Sabemos que comer carne é ruim para nós, e sabemos que é extraordinariamente prejudicial, ecologicamente falando.”

Packham também explicou que, enquanto o Reino Unido tem regulamentos sobre as condições de bem-estar animal, os supermercados vendem carne importada de outros países, e não há como ter certeza de onde vem a carne que as pessoas compram.

Ele comentou: “Acho que se mostrássemos a verdade sobre os produtos, as pessoas pensariam duas vezes antes de comprar”.

Em São Paulo

Recentemente, o governador do estado de São Paulo, João Doria, vetou um projeto de lei que obrigaria aos mercados e demais estabelecimentos que identificassem adequadamente os produtos de origem animal. O projeto era do deputado estadual Feliciano Filho (PRP), e prometia facilitar a vida dos mais de 5 milhões de veganos que moram no estado.