Cachorro surdo reencontra família após ficar desaparecido por 10 anos

Snoopy voltou para casa após ficar 10 anos desaparecido. Encontrado na rua, surdo, ele foi resgatado e teve a chance de reencontrar sua família uma década depois do dia em que fugiu. O caso aconteceu em Curitiba, no Paraná.

O cão, que ficou conhecida como Fumaça por ser um pouco bravo, foi encontrado pela consultora comercial Karina Bremm. Ele estava deitado dentro de uma poça de água no meio da rua, no bairro Marinoni, em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba.

Foto: Arquivo pessoal/Karina Bremm

“Eu estava passando de carro quando vi o cachorro. Quase atropelei ele, buzinei, fiz de tudo e nada. Parei o carro e tentei chamar para tirá-lo da rua, mas percebi que ele era surdo”, contou ao G1. Karina pegou ração no carro e usou o alimento para atrair o cão e colocá-lo no veículo.

“Chegando em casa não sabia o que fazer e, como tenho gato, ficou complicado. Decidi, então, publicar nas redes sociais que havia encontrado o cão. Ainda na internet, encontrei uma pessoa que me indicou um hotel para abrigá-lo”, explicou Karina.

Após levar o cão para o hotel, ela continuou procurando o tutor do animal por meio das redes sociais. Karina acreditava que não conseguiria encontrar um novo lar para o cachorro porque ele é idoso e bravo.

Na semana passada, quando completou um mês e meio do resgate de Snoopy, um homem enviou uma mensagem para Karina no Facebook afirmando que o cachorro poderia ser o cão que fugiu da casa dele há 10 anos.

“Ele perguntou: ‘É macho?’. Falei que era. Aí ele me perguntou como que eu tinha resgatado, e ele, emocionado, me disse: ‘Nossa, minha família morou nesse bairro há muito tempo. Pelas características que você falou, é ele. É o Snoopy’. E eu senti verdade na fala dele”, relatou Karina.

Karina disse que Snoopy rosnava até quando ofereciam comida para ele, mas que entrou imediatamente dentro do carro do tutor assim que o viu.

“Quando o tutor pegou na corrente, ele já foi andando do lado. Reconheceu mesmo, e aí vimos que era real a história. Eles abriram a porta do carro, e ele já entrou, como quem diz: ‘Achei finalmente a minha família’. Foi tão lindo”, disse.

O tutor de Snoopy, que preferiu não ser identificado, contou que a família acreditava que nunca mais veria o cão.

Foto: Arquivo pessoal/Karina Bremm

“Ele e outro cachorro que tínhamos fugiram há dez anos, quando meu filho tinha poucos meses de vida. Um dos cães voltou, mas o Snoopy, não. Na época, não tinha redes sociais, nem nada, então perdemos ele mesmo”, disse.

O homem disse ainda que só viu a publicação da Karina no Facebook porque um outro cão apareceu na frente de sua casa e ele decidiu divulgar o caso na rede social.

“É engraçado, né? Parece coisa de Deus, era para ter esse reencontro. Eu vi que era ele pelos traços familiares, pelo olhar, mesmo estando com os pelos mais brancos”, explicou. De acordo com o rapaz, a mãe de Snoopy fez parte da família por muito tempo.

Atualmente, a família do cão mora no bairro Sítio Cercado. “O Snoopy morou 11 anos conosco, então agora deve ter 21 anos, é bem velhinho. Talvez tenha voltado para se despedir mesmo. Ele está meio mal, deve ter sofrido muito enquanto estava na rua. Eu duvido que ele tenha morado com outra família justamente por causa da sua personalidade forte”, concluiu o tutor.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Homem vegano há mais de 50 anos fala sobre os benefícios de um estilo de vida saudável e compassivo

Por Rafaela Damasceno

John Machin, de 63 anos, abandonou os produtos de origem animal ainda criança. Vários médicos disseram aos seus pais que, se ele fizesse isso, não passaria dos 10 anos. Entretanto, ele ainda está vivo e saudável.

John com muitos músculos na academia

Foto: Plant Based News

John é um amante dos exercícios físicos: treina cerca de duas horas todos os dias. Ele não levanta pesos, mas usa seu próprio corpo para adquirir força.

“Há uma crença de que os veganos devem ser pálidos, magros e fracos. Espero mostrar que o completo oposto pode ser verdade. Tendo 63 anos, também posso ser um exemplo de que viver uma vida toda comendo apenas produtos de origem vegetal oferece resultados físicos duradouros e maravilhosos”, declarou à Plant Based News.

Ele afirmou que se tornou vegano ainda criança porque não suportava os alimentos de origem animal. Se seus pais ofereciam a ele carne, leite ou produtos do gênero, John se sentia enojado e fisicamente doente. “Aos cinco anos de idade, fui informado pelo nosso médico de que, se não começasse a comer carne, não viveria até os dez. Acho que ele errou um pouco a previsão”, brincou.

John revelou que não era saudável quando criança. Sua dieta consistia basicamente em batatas fritas, feijão e ervilha enlatada. Foi na adolescência que ele tomou consciência da amplitude dos alimentos veganos e se interessou por uma vida saudável – temas que ele agora ensina e passa adiante.

“Os alimentos vegetais são ideais para a saúde e forma física. Agora, me aproximando da minha sétima década, nunca me senti tão saudável. Amo o veganismo e a maneira que ele faz eu me sentir”, disse.

John acredita que nunca foi tão fácil se tornar vegano quanto agora. Tendo aderido ao estilo de vida há mais de 50 anos, ele viu a evolução do veganismo. “Há tantos estudos sobre saúde e meio ambiente, tantos alimentos veganos deliciosos nas prateleiras dos mercados, não há mais razões para não tentar o veganismo. Apenas desculpas”, garantiu.

Atualmente, John apoia uma campanha da Vegetarian for Life, Memory Care Pledge, que é dedicada a apoiar vegetarianos e veganos mais velhos. A campanha visa garantir que, mesmo aqueles que forem para casas de repouso, continuem se alimentando de acordo com suas crenças.

Ele acredita que ignorar a dieta e estilo de vida daqueles que tinham suas crenças antes de sofrerem alguma doença (como aqueles que perdem a memória ou ficam confusos) é imoral e insensível.

Por fim, John também falou um pouco dos benefícios do estilo de vida. “O veganismo é melhor para nossa saúde, para os seres humanos, para o planeta e, principalmente, para nossos maravilhosos animais”, concluiu.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Cães salvam a vida do tutor de 87 anos que ficou preso em poço de lodo

Foto: MCFRS

Foto: MCFRS

Dois cães são definitivamente além dos melhores amigos desse homem, seus salvadores, após corajosamente encontrarem ajuda quando ele afundou e ficou preso no meio do lodo nas margens de um rio.

Um homem de 87 anos de idade, em Montgomery County, Maryland (EUA) estava passeando e brincando com seus dois cães na noite de segunda-feira, quando o incidente ocorreu.

Por volta das 14h30, o homem foi buscar uma vara para jogar para seus cães buscarem na beira do rio Potomac, perto de Little Falls Dam, quando ele afundou e não conseguiu sair no lodo que margeava o rio.

O homem tentou se livrar da lama, mas só acabou afundando ainda mais fundo no poço.

O Capitão Eddie Russell, do Corpo de Bombeiros do condado de Montgomery, disse à NBC Washington: “Você não percebe que, quando o sapato ou os pés ficam presos, quanto mais você se mexe, pior fica.”

Pete Piringer, porta-voz do Serviço de Bombeiros e Resgate do condado de Montgomery, disse à People que os dois cães correram para uma trilha próxima em busca de ajuda.

Eles acabaram no caminho de enforcamento das estradas de C & O, uma trilha de 184 milhas (cerca de 300 km) em Maryland que é popular entre os moradores.

Rio Potomac | Foto: Google Maps

Rio Potomac | Foto: Google Maps

Os dois cães começaram a latir sem parar em busca de ajuda, acabando por chamar a atenção de dois ciclistas que estavam a cerca de 50 metros de distância.

Steve Shollenberger, um dos ciclistas que encontrou o idoso, acredita que os cães terem vindo à trilha são a razão pela qual encontraram o homem.

‘Eu provavelmente não vou estar olhando para o rio Potomac. Eu vou estar olhando para a trilha, especialmente agora, porque ela tem todos os tipos de detritos nela ”, disse Shollenberger à WTOP.

Após os latidos desesperados dos cães, os ciclistas descobriram o homem, chamaram ineditamente as equipes de resgate e ficaram com ele até as autoridades chegarem.

Foto: Montgomery County Fire Department

Foto: Montgomery County Fire Department

Naquele momento, o homem já estava preso há uma hora e estava tão fundo na lama que nem conseguiu virar o corpo em direção ao caminho da trilha para pedir ajuda.

Usando equipamento de resgate técnico, a equipe do Departamento de Incêndio e Resgate do Condado de Montgomery conseguiu libertar o homem da lama.

Em um vídeo postado por Piringer, ele mostra o equipamento especial de resgate que a equipe de serviço usa para libertar as pessoas presas na lama.

Os materiais permitem que as equipes de resgate criem uma bolha que interrompe a sucção da lama e tornando possível que a vítima se liberte.

O homem não ficou ferido.

O capitão Russell disse que esta é uma boa história do começo ao fim, graças aos cães leais e dedicados que salvaram seu guardião.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Cão que chorava diariamente após morte de tutor encontra novo lar

Scooter é um cachorro idoso da raça chihuahua que passou a chorar diariamente após a morte de seu tutor. Levado para o abrigo da Humane Society, em Quincy, no estado norte-americano do Michigan, ele chorava todas as noites antes de dormir. A história triste de Scooter, no entanto, estava destinada a mudar.

Foto: Scooter’s Rescue/Facebook

Os funcionários do abrigo decidiram publicar uma foto do cachorro em rede social e falar sobre o luto que ele vivenciava. A publicação comoveu internautas no mundo todo e fez com que muitas pessoas se interessassem em adotar o cachorro.

Ao analisar o perfil dos possíveis adotantes, a Humane Society decidiu doar o cão para Jessica Howard. Ela já resgatou vários cachorros e tem tudo o que Scooter precisa para se reconstruir psicologicamente. As informações são do portal I Love My Dog.

Foto: Humane Society of Branch County/Facebook

Comovida com o sofrimento do cachorro, Jessica prometeu dar a ele um final de vida confortável e cheio de amor e cuidados. Ele ainda tem lidado o luto, que o entristece, mas o amor de sua nova tutora e dos outros cachorros da família está ajudando-o a se recuperar.

A primeira conquista de Scooper foi conseguir cochilar de maneira tranquila, envolto na paz de saber que está cercado de afeto em seu novo lar.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Porquinho se despede da companheira que morreu forma mais comovente

Sientje e Spot ainda jovens | Foto: Rachel Vos

Sientje e Spot ainda jovens | Foto: Rachel Vos

Spot tinha apenas 8 meses de idade quando chegou em sua nova casa e conheceu o pequena porca Sientje. O porquinho era apenas um bebê – mas ele já havia encontrado sua alma gêmea.

Resgatado de uma família que o comprou como um animal doméstico por um capricho, o porquinho no início era assustado e arredio. Sua nova mãe, Rachel Vos de Aubel, que vive na Bélgica, viu a conexão entre os dois porquinhos imediatamente. O pequeno encontrou na outra porca o conforto e o apoio que tanto precisava.

Sientje e Spot comendo juntos | Foto: Rachel Vos

Sientje e Spot comendo juntos | Foto: Rachel Vos

Nos 13 anos seguintes, os porcos raramente saiam do lado um do outro. Quer pastando no campo ou deitados ao sol, onde quer que Sientje fosse, Spot seguia logo atrás da amiga e companheira.

E sua devoção permaneceu até o dia em que Sientje faleceu. Ela sofria de osteoartrite grave e a doença progrediu tanto que a porquinha precisou passar por morte induzida.

A decisão foi extremamente emocional – saber quanta dor Sientje estava sentindo, e que Spot logo estaria passando por muita dor também, quando se visse sem sua alma gêmea.

Spot e Sientje descansando juntos | Foto: Rachel Vos

Spot e Sientje descansando juntos | Foto: Rachel Vos

O dia finalmente chegou em outubro do ano passado. Depois que a família se despediu, Rachel envolveu Sientje em alguns cobertores e espalhou flores coloridas ao redor de seu corpo.

Quando Spot percebeu que ela tinha ido embora para sempre, ele não saia do lado dela.

Ele apenas ficou em cima de Sientje, descansando seu focinho em seu corpo e fechando os olhos como se sentisse a despedida. O porquinho começou a andar de um lado para o outro e acariciar o rosto da amiga falecida.

Spot e Sientje no quintal | Foto: Rachel Vos

Spot e Sientje no quintal | Foto: Rachel Vos

“No começo, ele não entendeu o que estava acontecendo”, disse Rachel. “Eu não conseguia parar de chorar. Eles estavam sempre juntos.

Nas semanas após a morte de Sientje, Spot ainda estava de luto.

“Quando ela não estava mais lá, demorou um pouco até que ele voltasse a ser o velho porquinho alegre de sempre”, disse a tutora. “Foi notavelmente difícil para ele.”

Spot se despedindo de sua amiga | Foto: Rachel Vos

Spot se despedindo de sua amiga | Foto: Rachel Vos

Esta é uma história muito comum entre os porcos. Sendo animais altamente emocionais, eles prosperam em interações sociais com outros – e formam laços profundos com a família, amigos e cuidadores humanos. E, como mostrado no caso de Spot, eles vão sentir falta de seus entes queridos por semanas e meses, se separados.

Spot em casa com dos cães da família | Foto: Rachel Vos

Spot em casa com dos cães da família | Foto: Rachel Vos

Devido à velhice de Spot e algumas condições médicas próprias, Rachel decidiu não introduzir um novo porco em sua vida agora – mas ele ainda ama ter a companhia dos cães e gatos da família.

Spot e sua mamãe Rachel | Foto: Rachel Vos

Spot e sua mamãe Rachel | Foto: Rachel Vos

“Ele esta muito idoso e frágil, por isso não queremos acrescentar nenhum estresse extra”, disse Rachel. “Os gatos vão direto para a cama dele e dormem lá em cima com o porquinho. Eles são certamente companheiros diferentes, mas ele está indo muito bem com a companhia dos novos amigos felinos”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Delegado mata cão e polícia busca câmeras de segurança para apurar o caso no RS

O caso de um delegado que matou um cachorro com um tiro em São Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul, está sendo analisado pela polícia, que está em busca de imagens de câmeras de segurança para apurar o fato. O animal foi morto no último sábado (22). Até o momento, o delegado José Renato de Oliveira Moura colheu depoimentos do policial que disparou contra o cachorro e da tutora do animal.

Foto: Katyusse Gabert/Arquivo pessoal

“Não temos testemunhas”, disse Moura, que instaurou inquérito e afirmou que vai investigar se houve “crime de crueldade contra animais”, no que se refere ao tiro disparado pelo delegado, ou “crime de descuido na guarda de animal perigoso”, no caso da tutora do animal.

“A casa de onde o cachorro saiu tem um murinho bem baixo, uma grade de metal, na verdade, que não deve ter um metro de altura. E o local onde o Afonso [Stangherlin] atirou no animal fica atravessando a rua, em diagonal. Ele [cachorro] deve ter caminhado ou corrido uns 50 metros, foi bem perto”, completa.

Após anexar provas ao inquérito, Moura vai encaminhar o documento para o juizado especial criminal, isso porque trata-se de um crime de menor potencial ofensivo. O juizado, por sua vez, deve agendar audiências de conciliação entre as partes. “Por descuido na guarda são 10 dias, e crueldade três meses, com aumento de um sexto se ocorrer morte, que ocorreu”, disse o delegado ao se referir a pena para os crimes.

A tutora do cão, Luciane Gabert, que registrou um boletim de ocorrência sobre o caso, relatou ao G1 que entrou em casa para pegar um mate e deixou Marley, que era da raça labrador, no pátio. Em seguida, ela ouviu o barulho de um tiro e, ao sair de dentro de casa, encontrou o cachorro morto.

Foto: Katyusse Gabert/Arquivo pessoal

Segundo Luciane, Marley tinha 15 anos e problemas na coluna. “Ele era extremamente dócil, um brincalhão, nunca atacou ninguém”, contou a filha de Luciane, Katyusse Gabert, que, assim como a mãe, não acredita que o cachorro morderia alguém.

Afonso Stangherlin, o delegado que atirou no cão, disse que passeava com um cão de porte pequeno, da filha dele, que está sob seus cuidados por um período, quando viu outro cachorro correndo em sua direção. “O cachorro que estava comigo estava apavorado. Quando eu percebi que ele estava perto, dei um tiro”, afirmou. “Atravessei a rua, chamei a proprietária, me identifiquei e disse que o animal iria me atacar e não tinha o que fazer”, completou.

“No momento do disparo, não sabíamos que ele era delegado. Após a minha mãe indagar sobre o fato, ele disse para retirar o cachorro da calçada, que ele era delegado e que era para tomarmos nossas providências e que ele providenciaria as dele”, disse Katyusse. Stangherlin disse que não maltrata animais e não tem histórico “de ficar dando tiro na rua.”

Apesar de serem vizinhos, a tutora de Marley e sua filha não tinham contato com o delegado.

Foto: Arquivo pessoal


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Homem é detido após ser acusado de estuprar e envenenar animais

Um homem de 82 anos foi acusado de estuprar e envenenar animais em Vila Velha, no Espírito Santo. Os crimes teriam acontecido no bairro Alvorada. O idoso foi detido pela polícia na quinta-feira (6).

Foto: Reprodução / Gazeta Online

Participaram da ação a deputada estadual Janete de Sá, que é presidente da CPI Contra Maus-Tratos aos Animais da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), o delegado Eduardo Passamani, responsável pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e protetores de animais.

Janete conta que a equipe chegou à casa do homem às 11 horas, com um mandado de busca e apreensão contra ele. O idoso, no entanto, não estava no local, mas chegou momentos depois. As informações são da Gazeta Online.

“Há cerca de 15 dias recebemos uma denúncia onde uma moradora da região de Alvorada, contando que o idoso estava abusando dos dois cachorros dele, um macho e uma fêmea. Orientamos que ela fosse até a delegacia e fizesse um boletim de ocorrência. Foi aí que conseguimos o mandado”, disse.

Foto: Reprodução / Gazeta Online

A moradora que fez a denúncia tinha imagens no celular que provavam que a ação criminosa do homem. “Ele negou as acusações, mas quando viu as imagens não teve como desmentir. Contou que era ele mesmo”, destacou.

Buscas por produtos que seriam usados para envenenar animais foram feitas na casa do idoso, que foi levado para a Delegacia de Meio Ambiente e prestou depoimento. Em seguida, o homem foi liberado para responder pelo crime em liberdade.

Os cachorros foram resgatados e levados para o CRMV. Eles passaram por exames e, em seguida, foram encaminhados para um abrigo em Manguinhos, na Serra, onde irão aguardar por adoção.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


Carteiro encontra cão idoso e abandonado passando frio na rua e toma uma decisão

Foto: Tori Fugate

Foto: Tori Fugate

Nate Ohlman saiu para o trabalho como faz todas as manhãs, ele seguia seu caminho, entregando a correspondência em sua rotina de carteiro, quando de repente reparou em um cão idoso que se encolhia em uma vala no final de uma rua sem saída.

Estava absolutamente gelado nas ruas aquele dia, no meio de um inverno rigoroso no Missouri (EUA), e Ohlman podia dizer só de olhar que o pobre cachorro da raça pit bull estava lutando para encontrar uma maneira de se manter aquecido. Vê-lo sozinho no frio quebrou seu coração, e ele soube que tinha que encontrar uma maneira de ajudá-lo.

Ohlman tentou se aproximar do cachorro devagar, não querendo assustá-lo – mas rapidamente percebeu que o cão mais velho não podia ouvir nem ver muito bem.

Foto: Tori Fugate

Foto: Tori Fugate

“Eu me movi um pouco e fiz alguns ruídos, até que ele pudesse me ver e assim que ele me viu, ele se levantou e correu para o meu caminhão de correspondência”, disse Ohlman ao The Dodo. “Ele estava congelado, morrendo de fome e sozinho.”

Assim que o cachorro, mais tarde chamado de Sloan, viu Ohlman, ele de alguma forma sabia que o carteiro estava lá para ajudá-lo. Ohlman subiu em seu caminhão com Sloan no colo e olhou para o cão magro, imaginando como alguém poderia tê-lo decepcionado tanto. Naquele momento algo tocou seu coração.

Sabendo que precisava de ajuda o mais rápido possível, Ohlman correu com Sloan para o hospital de animais mais próximo. Deixou-o aos cuidados da equipe médica, cruzando os dedos para que seu novo amigo estivesse bem, e garantiu que a equipe do hospital tivesse suas informações de contato para que pudessem atualizá-lo sobre como Sloan estava se saindo.

Foto: Tori Fugate

Foto: Tori Fugate

“Eu disse à clínica para anexar o meu número de telefone à ficha dele. Eu queria saber o que aconteceria com esse doce garoto ”, disse Ohlman.

Ohlman voltou a trabalhar depois disso e continuou seu caminho – mas não importava o quanto ele tentasse, ele simplesmente não conseguia tirar Sloan da cabeça.

“Pensei em como e por que alguém faria uma coisa tão terrível com uma criatura indefesa”, disse Ohlman. “Partiu meu coração continuar a pensar que ele não tinha ninguém para amá-lo. Eu tinha que adotá-lo – precisava disso. Não acredito em muitas coisas, mas acredito que era meu destino encontrá-lo.

Foto: Tori Fugate

Foto: Tori Fugate

Nesse ponto, porém, tudo o que Ohlman podia fazer era esperar que, com tudo o que ele tinha sofrido e passado, Sloan conseguisse superar e e melhorar, para que, de alguma forma, encontrassem o caminho de volta um para o outro no final de tudo.

Sloan acabou sendo levado pelo ONG e abrigo KC Pet Project e chegou ao abrigo deles no dia seguinte ao resgate no beco sem saida. Ele estava em péssimas condições, e todo mundo no abrigo de resgate ficou de coração partido com a visão dele tão ferido e doente.

“Ele estava severamente abaixo do peso, tinha feridas em todo o corpo e mal conseguia ficar de pé ou andar sozinho por um longo período de tempo”, disse Tori Fugate, diretor de comunicações da KC Pet Project, ao The Dodo. “Ele alcançou a menor pontuação corporal que nossos veterinários poderiam dar.”

Foto: Tori Fugate

Foto: Tori Fugate

A equipe de resgate de Sloan imediatamente começou a tratá-lo com remédios e fluidos, e mantiveram-se muito atentos a ele por vários dias. Eles estavam preocupados que o pobre cachorro tivesse sido maltradado e esquecido por tempo demais para se recuperar, mas depois de receber os melhores cuidados possíveis, Sloan começou a melhorar e acabou sendo forte o suficiente para se mudar para um lar temporário, onde continuou seu longo caminho para a recuperação.

Estimou-se que Sloan tinha cerca de 12 anos e, apesar de sua idade, ele começou a se curar e se transformar no cão mais doce e pateta que não queria nada além de estar perto de pessoas o tempo todo, recebendo todo o amor e atenção que ele tinha desejado por tanto tempo.

Foto: Tori Fugate

Foto: Tori Fugate

Em pouco tempo, Sloan estava prosperando em seu lar temporário, e quando chegou a hora dele finalmente ir para sua casa definitiva, os amigos de Sloan no KC Pet Project sabiam exatamente para quem ligar.

Ohlman ficou extremamente feliz quando descobriu que ele era oficialmente capaz de adotar Sloan, e a reunião dos dois foi a coisa mais bonita de se assistir.

Sloan imediatamente reconheceu o homem que salvou sua vida e agradeceu-lhe com muitos beijos e carinhos. Sloan se acomodou maravilhosamente bem em sua nova casa e está amando cada minuto de sua nova vida.

“Sloan é um cão idoso que, acredito, pertencia a uma família”, disse Ohlman. “Seu comportamento e ações são a prova. Alguém fez algo muito desumano ao abandoná-lo. Eu só fiz a coisa certa a adotá-lo, nada mais”, conclui o carteiro.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Gata idosa morre após ter sido atacada com spray de tinta

Foto: CEN/@sina.hermann

Foto: CEN/@sina.hermann

Uma gata idosa morreu depois de agonizar durante três dias, após ter sido atingida com spray de tinta à prova d’água por um torturador de animais covarde e desumano que já atacou três vezes nos últimos dias.

Miggeli tinha 13 anos e era um alvo fácil para o torturador de gatos que supostamente já havia abusado de vários outros animais domésticos na região de Biel-Benken, no noroeste da Suíça.

Acredita-se que o agressor quebrou a mandíbula de um gato e raspou a pele de outros dois na área nas últimas semanas.

Foto: CEN/@sina.hermann

Foto: CEN/@sina.hermann

A tutora de Miggeli, Sina Kunz, disse ao Daily Mail: “Seu corpo inteiro e especialmente seu rosto foram borrifados com tinta amarela à prova d’água, ela estava irreconhecível”.

A gata morreu três dias depois de entrar em estado de saúde crítico e nunca mais se recuperar.

Kunz acrescentou que estava convencida de que um torturador de gatos que vem fazendo vítimas felinas na área era responsável pelo ataque e denunciou o incidente à polícia.

Outros incidentes envolvendo abuso de animais que foram denunciados incluem um ataque envolvendo um gato do sexo masculino de um ano de idade chamado Gringo, que havia tido to seu pelo raspado e além de ter sua mandíbula e pernas quebradas.

Foto: CEN/@sina.hermann

Foto: CEN/@sina.hermann

Seu tutor em choque disse que parecia que as pernas tinham sido quebradas coma ferramenta de construção tipo um alicate.

Uma gata de seis anos de idade chamada Haxli também foi encontrada com a maior parte de seu pelo raspada, e suas garras e bigodes cortados.

Um veterinário que a examinou disse que a pele parecia ter sido cortada por uma tesoura e depois raspada com algum tipo de navalha.

O veterinário disse à mídia local: “Uma pessoa normal não faria algo assim. Acho que quem fez isso realmente precisa de ajuda psicológica séria”.

Um porta-voz da polícia disse que o departamento estava investigando se os três incidentes tinham ligação, embora tenham notado que o ataque fatal com tinta aconteceu a cerca de 7 quilômetros de onde os dois gatos foram raspados.

Marsupial idoso é resgatado após ficar preso em poço de lama

Foto: Five Freedoms Animal Rescue

Foto: Five Freedoms Animal Rescue

Um wallaby, marsupial endêmico da Austrália que pertence a mesma família dos cangurus, idoso foi resgatado de uma poça de lama preta grossa onde ficou preso depois de tentar fugir de um homem que caminhava na mata.

O marsupial solitário disparo em uma fuga veloz depois de ter ficado assustado com o visitante que caminhava em East Trentham, a noroeste de Melbourne (Austrália), na manhã de sábado.

Mas quando ele pulou sobre o leito de um riacho, o desajeitado canguru afundou no chão pantanoso e ficou preso pela lama grossa sem conseguir sair.

Foto: Five Freedoms Animal Rescue

Foto: Five Freedoms Animal Rescue

Manfred Zabinskas, do da ONG Five Freedoms Animal Rescue, disse ao Daily Mail que foi contatado para ajudar no resgate depois que o homem que assustou sem querer o animal, identificado como Henry, também ficou preso no poço ao tentar ajudá-lo.

“Ele (Henry) viu o marsupial pular, aterrissar e ficar preso e ao perceber que ele estava em apuros, resolveu tentar ajudar o wallaby a sair”, disse Zabinskas.

Ao fazer isso, ele ficou preso também, conta o funcionário da ONG. Quanto mais ele se balançava ao redor e tentava ajudar o canguru, ambos afundavam ainda mais e se envolviam em problemas maiores.

Henry passou cerca de duas horas lutando contra a lama antes de conseguir sair e pedir ajuda.

Foto: Five Freedoms Animal Rescue

Foto: Five Freedoms Animal Rescue

Ele foi para sua casa nas proximidades do ocorrido, onde chamou Zabinskas, que teve preparou sua van com as ferramentas apropriadas para salvar o marsupial.

Zabinskas, vestido de botas antiderrapantes, apoiou-se em um terreno firme enquanto usava uma bastão e uma corda para retirar o animal da lama.

Ele passou a corda amarrada em forma de laço pelo corpo do marsupial para garantir que ela não se prendesse ao pescoço do canguru, antes de arrastá-lo para a segurança.

O resgate só custou cerca de 10 minutos ao sr. Zabinskas e ele ainda conseguiu usar sua mão livre para tirar fotos incríveis do marsupial encharcado de lama.

Foto: Five Freedoms Animal Rescue

Foto: Five Freedoms Animal Rescue

O wallaby ficou notavelmente assutado após o susto e o sr Zabinskas rapidamente o levou para casa para uma limpeza e um pouco de descanso.

“Ele não tinha mais energia, não tentou lutar comigo nem fugir”, disse Zabinskas.

O sr. Zabinskas apelidou o marsupial de Gerry, em homenagem a um dos escritores de “Stuck in the Middle with You” e também porque “ele é um pouco idoso”.

Ele acredita que o wallaby idoso tenha cerca de 14 anos.

Depois de dois dias inteiros sendo mimado no centro de resgate, Gerry decidiu que estava pronto para voltar para casa na terça-feira.

“Ele se recuperou muito bem, relaxando no cobertor elétrico, comendo bem em todas as refeições”, disse Zabinskas.

Foto: Five Freedoms Animal Rescue

Foto: Five Freedoms Animal Rescue

“De repente, ouvimos muitas batidas e um interruptor tocou em sua cabeça e ele começou a pular.”

Zabinskas conta que era como se o marsupial dissesse: “Sim, estou bem agora, quero ir para casa”’.

O ativista admitiu que nenhum resgate de animais é “estranho” para ele, já que o conservacionista muitas vezes cruza com cenários altamente improváveis.

No entanto, em um post no Facebook sobre o resgate, ele revela que o chamado inicial de Henry era sobre areia movediça.

“Eu pensei que durante meus 30 anos de trabalho de resgate de animais, eu fui chamado para todos os cenários de resgate imagináveis. Mas, no sábado, adicionei um novo a essa lista – areia movediça ”, escreveu ele.

Zabinskas disse que é “engraçado” que o incidente seja referido como areia movediça.

“Como os dois continuaram afundando enquanto Henry tentava salvar o canguru, ele apenas comparou a situação a estar preso em areia movediça”, disse ele.

“Era uma espécie fosso que parecia sugá-los para dentro e para baixo ao mesmo tempo, mas era apenas lama preta e pegajosa”.

Zabinskas disse que em seu trabalho ele precisa “estar preparado para tudo” – sejam animais presos em uma mina ou no aeroporto.

Ele é o fundados e operador do Five Freedoms Animal Rescue e East Trentham Wildlife Shelter.

O ativista começou a fazer resgates de animais em 2007 e seu abrigo 24 horas é um serviço voluntário para resgatar e cuidar de animais selvagens doentes, feridos e órfãos.