Comissão da Flórida (EUA) incentiva população a matar iguanas

A Comissão de Conservação de Peixes e Animais Selvagens (FWC, na sigla em inglês) da Flórida, nos Estados Unidos, está incentivando a população a tomar a cruel iniciativa de matar iguanas como método de controle populacional da espécie, que está se multiplicando rapidamente.

(FOTO: PIXABAY)

A FWC argumenta que os animais são não nativos da região e estão ameaçando o ecossistema. A Comissão, no entanto, ignora e desrespeita o direito à vida das iguanas.

“Os donos de imóveis não precisam de autorização para matar iguanas em suas próprias propriedades, e o FWC encoraja os proprietários a matar iguanas verdes em sua própria propriedade sempre que possível”, disse a agência.

Além de incentivar a matança desses animais e de indicar 22 locais públicos onde há animais dessa espécie vivendo, para que sejam mortos, a Comissão não abordou maneiras de matar as iguanas, deixando que a população aja livremente, o que pode gerar inúmeros casos de maus-tratos não só para esses répteis, mas para outras espécies que vivam no mesmo local que eles. As informações são da revista Galileu.

A defesa da propriedade privada em detrimento da vida de animais sencientes foi usada como argumento para respaldar a crueldade incentivada pela agência. “Algumas iguanas verdes causam danos à infraestrutura escavando tocas que corroem e colapsam calçadas, fundações, paredões, bermas e margens de canais”, disse a comissão.

A organização internacional de defesa animal PETA se posicionou contra a medida. “Iguanas, como a maioria das espécies consideradas ‘invasivas’, foram retiradas de seus territórios nativos para o comércio exótico de animais de estimação, e, depois disso, são liberadas ou abandonadas para cuidar de si mesmas”, criticou.

De acordo com a PETA, ao invés de matar as iguanas, “as autoridades da Flórida deveriam proibir sua importação e posse como meio de diminuir a guerra contra esses animais, que agora estão apenas tentando sobreviver”.


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Iguanas das ilhas Galápagos sofrem com escassez de alimento


Cientistas revelam que a mudança climática e os eventos nocivos causados pelo El Nino estão destruindo o rico e celebrado ecossistema das ilhas Galápagos. Segundo um fotógrafo local, que afirma ter descoberto o impacto que o aquecimento global tem tido sobre as iguanas marinhas, a espécie pode não resistir se o período de aquecimento das águas perdurar mais que 4 meses.

As imagens feitas por ele, mostrando cadáver apodrecidas de iguanas ilustram o panorama real do sacrifício doloroso, de que não só esses animais, mas diversos outros, tem sido vítimas na luta pela sobrevivência nas ilhas.

As ilhas ficaram famosas quando Charles Darwin visitou o arquipélago em sua viagem icônica a bordo do HMS Beagle, mas as mudanças climáticas estão afetando seriamente o ecossistema único das ilhas, afirmam os cientistas.

Foto: Tui De Roy

Foto: Tui De Roy

A água mais quente que o original está matando a fonte de alimento de muitos animais, as algas e vegetação marinha que crescem nas águas da costa da ilha, o que causa em consequência disso, a morte por falta de alimento de inúmeros répteis.

O fotógrafo Tui De Roy, que cresceu nas ilhas, capturou as imagens impressionantes para comprovar a situação do arquipélago.

Uma imagem poderosa e fortíssima mostra o cadáver de uma iguana marinha deitada em uma pedra depois de morrer de fome, um efeito do aquecimento das águas, que destrói os recursos dos quais elas dependem para sobreviver.

Foto: Tui De Roy

Foto: Tui De Roy

Há alegações de que a mudança climática esteja intensificando o efeito El Niño – um período de curto prazo de aquecimento da temperatura da superfície das aguas do oceano pacífico, que se estende da América do Sul até a Austrália, conforme informações do Daily Mail.

A mudança na temperatura da água pode afetar a vida marinha diretamente por causa da ressurgência, quando a água fria sobe à superfície, que fica reduzida durante o evento.

Estudos anteriores mostraram que espécies marinhas, incluindo pinguins, focas e iguanas, lutam para sobreviver por causa da falta de comida nas águas próximas à superfície.

Muitos animais marinhos de Galápagos morrem ou não conseguem se reproduzir com sucesso devido à falta de alimentos, escreveram os pesquisadores.

Outras imagens capturadas no arquipélago mostram uma iguana colorida descansando nas rochas e o espetáculo raro de um lagarto-nadador.

Foto: Tui De Roy

Foto: Tui De Roy

O importante naturalista Charles Darwin viajou para a região no HMS Beagle em 1835, e observou membros da espécie correndo ao redor das encostas rochosas.

Apesar de fazer extensas observações sobre as criaturas, ele notoriamente detestava sua aparência, referindo-se a elas como “duendes da escuridão”.

Esse momento é propício para que a teoria da seleção natural de Darwin seja posta à prova, à medida que a comida se torna cada vez mais escassa.

As fotografias foram capturadas pelo renomado fotógrafo e autor Tui De Roy, que cresceu nas ilhas ao largo da costa continental do Equador.

Depois de observar os animais por muitos anos, o naturalista testemunhou milhares deles morrendo devido à falta de comida toda vez que há um período prolongado de clima quente.

As iguanas, que possuem o status de vulneráveis (segundo a IUCN), usam um truque que lhes permite sobreviver, disse ele, sua habilidade de ajustar seu tamanho corporal encolhendo ou crescendo à vontade.

Isso permite que elas regulem melhor sua perda de calor. Durante um período de meses, elas “quebram” seu tecido ósseo antes de reconstruí-lo depois que a época de fome termina.

“As iguanas marinhas vivem vidas difíceis: tudo o que elas precisam é de sol tropical para se aquecer, lava negra para se sujar e mares frios cheios de algas marinhas para se alimentar; é isso, sem frescuras ”, explicou ele.

Essas características as tornam o exemplo perfeito para ilustrar as qualidades sobrenaturais das vulcânicas Ilhas Galápagos.

Mas a espécie é bastante vulnerável: quando as correntes oceânicas frias são substituídas por águas quentes, se as algas morrerem as iguanas também morrem.

“Elas têm a capacidade de encolher seus corpos – até mesmo seu esqueleto – em até 20% do comprimento total, a fim de resistir à fome até que as águas frias voltem”, diz o naturalista.

“Mas se o período quente (El Niño) durar mais que 3 a 4 meses, milhares de iguanas estão fadadas a morrer”, lamenta ele.

Esses processos naturais são geralmente mais visíveis nas Ilha Galápagos devido à sua biosfera única.

Foi no impressionante arquipélago vulcânico que Charles Darwin se inspirou para escrever sua teoria da evolução.

Estudos sobre o lagarto descobriram que as iguanas terrestres da América do Sul devem ter chegado ao mar milhões de anos atrás, em troncos ou outros destroços, eventualmente pousando nas Ilhas Galápagos.

Tucanos mantidos em cativeiro em condições precárias são salvos no RS

Três tucanos vítimas do tráfico de animais foram resgatados pela Polícia Civil na quinta-feira (4) em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Foram salvos também um papagaio, 12 caturritas, duas iguanas e um Loris Molucano, espécie de pássaro.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

Os animais foram encontrados em dois endereços diferentes, nos bairros Parque Universitário e Estância Velha. De acordo com a delegada Marina Goltz, os resgates foram realizados devido a ordens judiciais e fazem parte da operação Voo Livre, que tem o objetivo de coibir crimes contra aves silvestres.

“O tutor dos tucanos, além de mantê-los em cativeiro, ainda expunha à venda os mesmos em redes sociais”, disse a delegada. As informações são do portal G1.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

Os traficantes assinaram um termo circunstanciado de ocorrência e vão responder por crime ambiental, que tem como pena detenção de 6 meses a um ano. No entanto, por ser uma infração de menor potencial ofensivo, os acusados não costumam ser condenados à prisão, tendo a pena substituída, por exemplo, por prestação de serviços comunitários.

O homem que estava com os tucanos não responderá apenas pelo tráfico, mas também por maus-tratos a animais. As aves eram mantidas em condições precárias, segundo a polícia.

O Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Ibama ficará responsável pelos animais.