Incêndios destroem a natureza e matam animais em Vilhena (RO)

Focos de incêndio estão sendo registrados na cidade de Vilhena, em Rondônia. O fogo tem destruído regiões de mata e tirado a vida de animais silvestres. As chamas atingem principalmente a área rural.

Foto: Reprodução / Redes sociais / Portal Rondônia ao Vivo

Na última semana, parte da área onde funcionava o Polo de Plasticultura, nas proximidades da Unir, foi atingida por um incêndio, assustando moradores e levando animais silvestres a fugir do local para procurar abrigo seguro. As informações são do portal Rondônia ao Vivo.

Uma professora que mora na cidade publicou, em rede social, uma foto de um pássaro que perdeu o ninho para o fogo e, depois, acabou morrendo. Aves, mamíferos e animais peçonhentos buscaram abrigo em casas próximas dos focos de incêndio.

Os casos tendem a aumentar nos próximos dias e, segundo o Corpo de Bombeiros, há o risco de incêndios ocorrerem após serem causados de maneira proposital.


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Relatório revela que a civilização humana pode chegar ao fim em 2050

Foto: Maja Hitij/Getty Images

Foto: Maja Hitij/Getty Images

A civilização humana como a conhecemos pode já ter entrado em suas últimas décadas, adverte um novo e preocupante relatório que analisa o provável futuro da habitabilidade do planeta.

Os impactos cada vez mais severos e graves da crise climática, combinados com a falta de ação para enfrentá-la, estão empurrando o planeta para uma situação cada vez mais caótica que pode sobrecarregar as sociedades em todo o mundo, afirmam os autores do relatório.

O artigo, produzido pelo think tank de Melbourne, o Breakthrough National Center for Climate Restoration, é apresentado pelo ex-chefe das Forças de Defesa Australianas e pelo almirante aposentado da Marinha australiana, Chris Barrie.

Em sua introdução, ele diz que os autores do relatório “revelaram a verdade nua e crua sobre a situação limite em que os humanos e o nosso planeta estão, apresentando um quadro perturbador da possibilidade real de que a vida humana na Terra possa estar em extinção, da maneira mais horrível, segundo o Independent.

O documento argumenta que “a mudança climática representa agora uma ameaça existencial de curto e médio prazo para a civilização humana”, e pede uma reavaliação na forma como os governos respondem a cenários climáticos estimados para levarem as projeções das piores possibilidades mais a sério.

O relatório também argumenta que os impactos nocivos da crise do clima, como a crescente escassez de alimentos e água, serão um catalisador das instabilidades sócio-políticas existentes para acelerar a desordem e o conflito nas próximas três décadas.

Para preparar-se para esse impacto, o relatório pede uma revisão na gestão de risco dos países “que precisa ser fundamentalmente diferente da prática convencional”.

“Ela (gestão de risco) teria que se concentrar nas possibilidades sem precedentes dos piores cenários possíveis, em vez de avaliar as probabilidades “do meio do caminho” com base na experiência histórica da humanidade”.

A pesquisa foi de autoria de David Spratt, diretor de pesquisa da Breakthrough, e Ian Dunlop, ex-executivo da indústria internacional de petróleo, gás e carvão, que trabalhou para a Royal Dutch Shell e foi presidente da Australian Coal Association.

O artigo oferece o que eles dizem ser um cenário plausível que fornece “um vislumbre de um mundo de caos total”.

Com base na falta de uma ação global significativa para extinguir rapidamente todas as emissões de gases de efeito estufa na próxima década, os autores esboçam um cenário em que as emissões globais atingem o pico em 2030.

Neste caso, usando vários estudos existentes, eles apresentam uma hipótese em que as temperaturas globais médias podem chegar a 3ºC acima dos níveis pré-industriais até 2050.

O efeito disso seria perceber o cenário “Terra pós efeito-estufa”, no qual o planeta estaria caminhando para pelo menos outro grau de aquecimento.

O gelo do mar em efeito reflexivo derreteria, aquecendo mais os oceanos e elevando os níveis do mar rapidamente. Haveria “perda generalizada de permafrost (pergelissolo, tipo de solo encontrado no Ártico) e seca com perda florestal (ressecamento das árvores até a morte) da Amazônia em larga escala”.

O artigo diz: “A desestabilização do Jet Stream (correntes de ar sinuosas, estreitas e de fluxo rápido nas atmosferas de alguns planetas, incluindo a Terra) afetou significativamente a intensidade e distribuição geográfica das monções da Ásia e da África Ocidental e, juntamente com a desaceleração adicional da corrente do Golfo, está interferindo nos sistemas de suporte à vida na Europa.

“A América do Norte sofrerá (neste cenário) de extremos climáticos devastadores, o que inclui incêndios florestais, ondas de calor, secas e inundações. As monções de verão na China teriam fracassado, e a água fluirá para os grandes rios da Ásia que serão severamente reduzidos pela perda de mais de um terço da camada de gelo do Himalaia.

“A perda glacial chegará a 70% nos Andes e a chuva no México e na América Central cairá pela metade.” Este cenário também colocaria o mundo no caminho para 5ºC de aquecimento até 2100.

O documento observa que os cientistas já alertaram que o aquecimento da 4°C é incompatível com uma comunidade global organizada, seria devastador para a maioria dos ecossistemas e tem uma alta probabilidade de não ser estável. O Banco Mundial disse que o planeta pode estar “além da adaptação” a tais condições.

“Mesmo para o 2°C do aquecimento, mais de um bilhão de pessoas podem precisar ser realocadas e em cenários de alto impacto, a escala de destruição está além da nossa capacidade de projeção, com uma alta probabilidade de civilização humana chegar ao fim”, afirma o estudo.

Os autores dizem que “o mundo está completamente despreparado para encarar, e menos ainda, lidar com as conseqüências de uma mudança climática catastrófica”, mas também apresentam recomendações políticas que poderiam ajudar a mitigar os piores efeitos.

“Para reduzir esse risco e proteger a civilização humana, uma enorme mobilização global de recursos é necessária na próxima década para construir um sistema industrial de emissões zero e preparar a restauração para um clima seguro.

“Isso seria semelhante em escala à mobilização emergencial realizada na Segunda Guerra Mundial”.

O almirante Barrie acrescentou: “Um futuro previsto no “juízo final” não é inevitável. Mas sem uma tomada de ação drástica e imediata, nossos prospectos são os piores. Nós devemos agir coletivamente. Precisamos de uma liderança forte e determinada no governo, nos negócios e em nossas comunidades para garantir um futuro sustentável para toda a humanidade”.

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Cão morre após inalar fumaça em dois incêndios em casa no RJ

Um cachorro da raça yorkshire morreu após a casa onde ele vivia ser afetada por dois incêndios na quarta-feira (8), em Porto Real, no Rio de Janeiro. O cão não resistiu depois de inalar muita fumaça. A residência está localizada na avenida Dom Pedro II.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

O Corpo de Bombeiros informou que, num primeiro momento, as chamas tiveram início às 5 horas e foram combatidas. No entanto, quatro horas depois, três novos focos de incêndio surgiram na mesma casa, fazendo com que a equipe retornasse ao local para novamente combater o fogo.

De acordo com os bombeiros, havia muita roupas e móveis na residência e isso contribuiu para que as chamas se alastrassem. As informações são do G1.

Ainda segundo a corporação, na casa vive um casal de idosos. A mulher sofreu queimaduras leves no rosto e foi levada para o Hospital de Porto Real. De acordo com a unidade médica, ela teve queimaduras de primeiro e segundo graus na parte de cima da cabeça, mas apresenta estado de saúde estável. Ela permanecerá internada para evitar uma infecção devido à falta de pele.

O Corpo de Bombeiros não soube informar qual foi a causa do incêndio, nem onde o fogo começou.

‘Os oceanos estão com febre’, diz pesquisador sobre aquecimento das águas

Uma pesquisa publicada no site da Nature Climate Change concluiu que o número de ondas de calor que estão afetando os oceanos aumentou drasticamente. Trata-se de uma primeira análise global sistemática das ondas de calor oceânicas, quando as temperaturas atingem extremos por cinco dias ou mais.

Foto: dimitrisvetsikas1969/Creative Commons

Entre 1986 e 2016, o número de dias de ondas de calor aumentou mais de 50% em comparação com o período entre 1925 a 1954, levando à perda de florestas de algas marinhas, tapetes de ervas daninhas e recifes de coral, sobretudo na Califórnia e na região costeira da Austrália à Espanha.

“Há incêndios que devastam florestas inteiras produzidos pelas ondas de calor que se percebem nos continentes, mas é importante saber que o mesmo ocorre nos oceanos, debaixo d’água”, disse Smale. As informações são do jornal “The Guardian”.

As ondas de calor tem sido ainda mais fortes porque as temperaturas já estão elevadas devido ao fenômeno El Niño, que aquece as águas do Pacífico. O calor em excesso impede, inclusive, que alguns animais tentem escapar buscando águas mais frias.

O laudo da pesquisa foi confirmado pelo professor Malin Pinsky, da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, que não fez parte da equipe dos pesquisadores envolvidos no estudo. “Esta pesquisa deixa claro que as ondas de calor estão atingindo o oceano em todo o mundo. Os oceanos estão com febre. Esses eventos provavelmente se tornarão mais extremos e mais comuns no futuro, a menos que possamos reduzir as emissões de gases de efeito estufa”, disse.

Cão sumido em incêndio florestal na Califórnia reencontra família 101 dias depois

O cão Kingston com Maleah Ballejos, filha de seu dono — Foto: Ben Lepe via AP

O cão Kingston, da raça akita, desapareceu depois que saltou do caminhão da família, que fugia das chamas que devastaram a região de Paradise, no norte do estado americano.

Kingston, de 12 anos, reencontrou a família Ballejos na segunda-feira (18), segundo a imprensa local.

Gabriel Ballejos, tutor do cão, disse que a família nunca perdeu a esperança de reencontrar o animal e ficou o tempo todo postando fotos dele e em contato com abrigos.

O cão foi encontrado e capturado por Ben Lepe, voluntário de um abrigo animal local.

A família acredita que Kingston sobreviveu comendo gambás, porque ele tinha o hábito de caçá-los. Ele também cheirava a gambá quando foi capturado.

O incêndio em Paradise começou em 8 de novembro e matou 85 pessoas, além de provocar destruição de 15 mil casas.

Fonte: G1