Dragões de komodo são vendidos pelo Facebook na Indonésia

A Indonésia luta para conter o comércio de animais silvestres cada vez mais prejudical às espécies. As densas florestas tropicais do vasto arquipélago do Sudeste Asiático possuem alguns dos mais altos níveis de biodiversidade do mundo e tem sido durante anos uma fonte chave e um ponto de trânsito para o tráfico de animais.

Na última quarta-feira (27), autoridades apreenderam cinco dragões de komodo e dezenas de outros animais sendo vendidos no Facebook. Cinco contrabandistas, identificados apenas por suas iniciais, foram presos em Semarang e Surabaya, na ilha de Java, por supostamente traficar os komodos – o maior lagarto do mundo – junto com ursos, cacatuas e pássaros casuar.

“O suspeito VS vendeu os komodos online através do Facebook”, disse em um comunicado o porta-voz da polícia de Java Oriental, Frans Barung Mangera.

Os dragões, que só podem ser encontrados em seu habitat natural em um aglomerado de ilhas no leste da Indonésia, foram vendidos entre 1.000 a 1.400 dólares ( cerca de 4 a 5.500 reais), disse Mangera. As informações são do Daily Mail.

Em outro caso, três outras pessoas foram presas em Java Oriental devido à alegada venda online de lontras,leopardos e pangolim, disse Mangera.

Se condenados, os contrabandistas poderiam enfrentar até cinco anos de prisão e multa.

A apreensão dos dragões de komodo aconteceu apenas um dia depois que autoridades apreenderam mais de 5 mil tartarugas de nariz de porco ameaçadas de contrabandistas na província de Papua, no leste da Indonésia.

A tartaruga de nariz de porco – que tem um focinho distinto e pés palmados – só é encontrada na Austrália e Nova Guiné, uma ilha compartilhada entre Papua Nova Guiné e Indonésia, e é protegida pelas leis de conservação indonésias.

O comércio ilegal de animais selvagens na Indonésia, juntamente com a perda de habitat, levou várias espécies em extinção, do elefante de Sumatra ao orangotango, à beira da extinção.

Autoridades em Bali, uma popular ilha de férias, prenderam na semana passada um turista russo que tentou contrabandear um orangotango drogado da Indonésia em sua mala para ser mantido como animal de estimação.

Orangotango alvejada com 74 tiros de chumbinho fica cega

A orangotango que foi alvejada com 74 tiros de chumbinho na Indonésia ficou cega. No raio-x, quatro balas estavam no olho esquerdo e duas no direito. O animal também tinha várias feridas abertas que aparentam ter sido causadas por objetos pontiagudos.

Foto: AP Photo/Binsar Bakkara

A médica veterinária Yenny Saraswati, do Programa de Conservação do Orangotango de Sumatra, disse que o animal recebeu o nome de Esperança e que foi necessário submetê-lo a uma cirurgia para reparar uma clavícula quebrada. As informações são do portal G1.

Esperança foi encontrada por aldeões, gravemente ferida em uma fazenda no distrito de Subulussalam, na província de Aceh. Ela estava ao lado de seu filhote, de um mês de idade, que sofria de uma severa desnutrição que lhe custou a vida. Ele morreu enquanto era levado, com a mãe, para uma clínica veterinária, segundo Sapto Aji Prabowo, chefe da agência de conservação provincial de Aceh.

“Espero que Esperança passe deste período crítico, mas ela não pode mais ser solta”, disse Saraswati. Foram retiradas do corpo da orangotango apenas sete balas de chumbinho, porque os especialistas decidiram priorizar a fixação da clavícula quebrada e proteger o animal do risco de infecção.

Foto: AP Photo/Binsar Bakkara

De acordo com o Programa de Conservação dos Orangotangos, o uso de armas de ar para atirar e matar animais selvagens é um problema na Indonésia. Os ataques a orangotangos tem aumentado por causa das indústrias de óleo de palma e papel que avançam sobre o habitat desses animais.

Nos últimos 10 anos, mais de 15 orangotangos foram tratados. Eles tinham quase 500 balas nos corpos. Em 2018, um deles morreu após ter sido baleado pelo menos 130 vezes com uma pistola de ar – o segundo caso de morte naquele ano.

De acordo com um estudo feito em 2018, o número de orangotangos despencou em mais de 100 mil desde 1999 e a chegada das indústrias de óleo de palma e papel na Indonésia tem total relação com essas mortes.

Apenas cerca de 13.400 orangotangos permanecem em estado selvagem na Indonésia. A espécie integra a lista da União Internacional para a Conservação da Natureza, na qual está classificada como “criticamente ameaçada”.

Visita ao mercado de carne de cães e gatos na Indonésia choca ator de Downton Abbey

Cães amontados aguardam a morte em gaiolas apertadas | Foto: Dog Free Meat Indonésia

Cães amontados aguardam a morte em gaiolas apertadas | Foto: Dog Free Meat Indonésia

Massacrados na frente de seus companheiros de gaiola, cães aterrorizados esperam a sua vez de serem espancados, queimados, desmembrados e mortos no mercado de carne de cachorro da Indonésia, onde os filhotes são servidos em espetos.

Cães com olhares de extremo pavor aguardam amontoados em gaiolas pequenas e apertadas de arame. Dali eles só saem para apanhar até a morte, enquanto na barraca mais a frente gatos são queimados vivos, esta é a realidade assustadora do comércio de carne de animais na Indonésia.

Há mais de 200 mercados de carne “viva” nos países do sul da Ásia, o ator de Downton Abbey, Peter Egan, viajou para dois dos mais conhecidos, a fim de trazer a luz o sofrimento dos animais condenados a esse destino.

Essas cenas profundamente perturbadoras foram filmadas no “Extreme Market” de Tomohon e no Langowan Traditional Market, ambas localizadas na província de Sulawesi do Norte.

Esses mercados não só vendem carne de cães e gatos, como também oferecem répteis como pítons e lagartos aos clientes mais ávidos.

No entanto, é a carne de cães e gatos que parece ser essencial nesses locais e nunca faltar, infelizmente por trás disso mais de um milhão de animais são mortos por ano na Indonésia.

Vídeos dos dois mercados visitados por Egan, em companhia do grupo responsável pela campanha Dog Free Meat Indonésia (Indonésia Livre de Carne de Cachorro, na tradução livre), mostram animais apertados em gaiolas pequenas, num clima extremamente quente, aguardando o seu destino.

Os animais foram filmados a ponto de serem mortos bem à vista dos companheiros de gaiola, tornando a experiência o mais aterrorizante possível.

Depois de receberem várias pancadas na cabeça com enormes pedaços de madeira, os animais são queimados com maçarico para facilitar a retirada dos pelos.

No entanto, muitos dos pobres animais ainda estão se movendo ou se contorcendo enquanto as chamas são aplicadas em seus corpos.

“Nada até aqui me preparou para o horror doentio que eu testemunhei nesse mercado”, desabafou o Egan chocado.

O ator conta que, a parte visitada por eles, da Indonésia é mundialmente famosa por suas belas e únicas paisagens com montanhas vulcânicas, águas para mergulho perfeitas e praias lindíssimas, mas “a brutalidade monstruosa do comércio de carne de cães e gatos é o que vai permanecer comigo e me assombrará pelo resto da minha vida”.

“A absoluta indiferença ao sofrimento animal era chocante e dolorosa”, desabafa ele.

Egan conta que assistiu a inúmeros cães e gatos esperando para serem mortos e perder suas vidas da maneira mais brutal e cruel. “Não havia nada que eu pudesse fazer para tirar a dor deles, mas seus olhos suplicantes e o cheiro de virar o estomago de sangue e pêlo de cachorro em chamas são componentes de cenas do inferno que nunca esquecerei”.

O ator se assume um compromisso e se declara comprometido a expor todos os horrores que presenciou além de trabalhar junto a comunidade indonésia e mundial para “acabar com a crueldade abominável do comércio de carne de cães e gatos.”

Enquanto esteve lá, o Egan pagou a um comerciante para salvar quatro cachorros da morte certa, mas não conseguiu resgatar mais nenhum.

Filhotes de cães e gatos vendidos como espetos no mercado | Foto: Dog Free Meat Indonésia

Filhotes de cães e gatos vendidos como espetos no mercado | Foto: Dog Free Meat Indonésia

Apenas uma minoria de indonésios come carne de cachorro ou gato, mas aqueles que o fazem justificam-se alegando que elas têm propriedades curativas ou defendem o costume como uma tradição do país.

Ativistas dizem que a prática é cruel, dissemina doenças fatais como por exemplo a raiva e leva os ladrões a roubar cães domésticos para vendê-los aos comerciantes de carne.

Dog Free Meat Indonésia está lutando pela proibição total dessa prática cruel em toda a Indonésia, seguindo o exemplo de outros países da região, como Taiwan, Hong Kong, Filipinas e Tailândia.

Lola Webber, co-fundadora da Change For Animals Foundation e representante da DMFI que acompanhou Peter Egan aos mercados, disse: “Milhares de cães e gatos são mortos nos mercados de Sulawesi Norte a cada semana, e estima-se que 90% deles tenha sido roubados, sejam animais domésticos ou cães em situação de rua.

“Cerca de 80% são importados de outras províncias, o que é ilegal de acordo com a lei antirrábica do país que proíbe qualquer movimentação de cães através das fronteiras provinciais em áreas endêmicas da doença”.

A ativista conta que mesmo tendo visitado os mercados de carne de cães e gatos no norte Sulawesi inúmeras vezes, os horrores nunca deixam de levá-la ao desespero.

“Apesar de todas as denúncias da DMFI sobre a crueldade cometida nesses locais, dos alertas sobre os perigos para a saúde pública e do risco de transmissão de raiva, da condenação nacional e mundial e ainda das promessas de ação dos governos locais e centrais, os negócios continuam ocorrendo como sempre”, desabafa ela.

Orangotango bebê é resgatado após anos vivendo como animal doméstico

Senandung mal conseguia se mexer em seu cativeiro minúsculo | Foto: Internacional Animal Rescue/Merc

Senandung mal conseguia se mexer em seu cativeiro minúsculo | Foto: Internacional Animal Rescue/Merc

A devastação inescrupulosa e crescente das florestas de palma na Indonésia faz inúmeras e novas vítimas a cada ano. Lar dos orangotangos e de diversas outras espécies, os animais arcam com as consequências da destruição de seu habitat. As árvores são derrubadas pelas indústrias para extração do óleo de palma para comércio.

A orangotango fêmea resgatada em 4 de fevereiro último por ativistas e guardas florestais na Indonésia é provavelmente uma vítima da perda de seu habitat e de sua família.

Ela era mantida presa em uma caixa de madeira de 1,20 por 1,50 m por aproximadamente 4 anos.

Senandung (nome dado a orangotango) vivia como um animal doméstico no pequeno vilarejo de Punai Jaya, na aldeia de Durian Sebatang em West Borneo (Indonésia), de onde foi resgatada por uma equipe da International Animal Rescue (IAR) e da Nature Conservation Agency (BKSDA) numa ação conjunta.

O responsável pelo cativeiro admitiu ter encontrado o bebê orangotango em 2015 no jardim de árvores de palma perto de sua casa, e desde então ele manteve Senandung em uma gaiola de madeira, alimentando-a de arroz e frutas. O criminoso alegou que já havia tentado libertá-la na floresta antes mas que ela teria retornado ao cativeiro.

Alan Knight, diretor executivo da IAR, declarou que Senandung é o primeiro orangotango que a equipe deles resgata em 2019, mas que ela certamente “não será a última”.

“Temos feito o máximo para educar as pessoas sobre os orangotangos e impedi-las de mantê-los como animais domésticos, mas, enquanto a devastação da floresta, que é a casa deles, continuar, os orangotangos continuarão a correr o risco de serem capturados ou mortos”, disse Alan.

Segundo o diretor executivo da IAR a floresta é vital para sua segurança e sobrevivência dos orangotangos. Enquanto a derrubada das árvores de palma para extração de óleo continuar, o futuro dos orangotangos esta ameaçado.

A denúncia da existência do orangotango foi feita por moradores da vila de Durian Sebatang à International Animal Rescue, que por sua vez, enviou uma equipe para verificar as informações. Após a confirmação de que o orangotango estava sendo mantido ilegalmente, uma equipe de resgate conjunta da IAR e com o Kalimantan Ocidental BKSDA partiu para realizar o resgate.

Foto: Internacional Animal Rescue/Merc

Foto: Internacional Animal Rescue/Merc

Um exame preliminar realizado pelas equipes veterinárias, mostrou que Senandung estava saudável, embora estivesse ainda se recuperando de um resfriado e, numa avaliação realizada com base na observação de seus dentes, ela teria aproximadamente quatro anos de idade.

A equipe de resgate transportou Senandung para o Centro de Conservação de Orangotangos da IAR na vila de Sungai Awan, onde ela foi imediatamente colocada em quarentena por oito semanas.

Durante esse tempo Senandung vai passar por novos testes e exames a serem realizados pela equipe médica do Centro, na intenção de certificar-se de que ela não é portadora de nenhuma doença contagiosa que possa ameaçar a saúde dos demais orangotangos que vivem lá.

Mesmo sendo ilegal manter um orangotango como animal doméstico, a prática ainda é comum no distrito de Ketapang, particularmente nas áreas rurais mais remotas.

Normalmente os bebês orangotangos ficam com suas mães até os seis ou oito anos de idade. Então se um bebê da idade de Senandung estava sem sua mãe, é provável que ela tenha sido morta.

Karmele L. Sanchez, diretor da IAR Indonésia alerta para o fato de que se todos que mantêm um orangotango, persistirem em violar a lei, os orangotangos serão extintos.

“Qualquer um que mantenha um orangotango em sua posse deve ser imediatamente denunciado. Além de uma violação da lei o risco de transmissão de doenças de humanos para orangotangos e vice versa é altíssima”, avisa ele.

“E se as pessoas estiverem relutantes em entregar os animais, então a lei deve ser aplicada para fazê-las obedecer”.

Segundo informações da IAR o processo de reabilitação que prepara um orangotango para a reintrodução em seu habitat natural é complexo e caro além de levar muito tempo.

Leva anos até que os orangotangos estejam prontos para a liberação. Infelizmente, alguns dos orangotangos domésticos resgatados já estão velhos demais para retornar à vida selvagem e, portanto, precisam ficar no Centro para sempre. Estes nunca mais voltam ao seu lar legítimo.

Sadtata Noor Adirahmanta, chefe do BKSDA em Kalimantan Ocidental, disse: ‘Nós ainda achamos orangotangos mantidos como animais domésticos na comunidade, apesar dos enormes esforços feitos para conscientização, educação e das campanhas realizadas.

“A ameaça à sobrevivência e conservação do orangotango está crescendo, há uma necessidade urgente de aumentar a consciência pública de que não é nem aceitável e muito menos legal manter um orangotango como animal doméstico”.

“Os orangotangos precisam da floresta, e a floresta precisa dos orangotangos – e, como seres humanos, precisamos tanto da floresta quanto dos orangotangos”, concluiu ele.

Mergulhadores salvam 5 tubarões presos em rede de pesca

Em todo o mundo existem seres humanos de bom coração e engajados na causa animal. Frequentemente, vídeos são postados nas redes sociais com pessoas fazendo resgates impressionantes e salvando vidas.

Kori Garza, Etoile Smulders e os outros mergulhadores estavam nadando na costa de Papua, na Indonésia, quando viram os animais. Eles notaram os tubarões presos uma rede de pesca próximas a alguns barcos e nadaram até eles para salvá-los.

Cinco tubarões foram libertados após o grupo remover as redes, cortar com alicates a linha de pesca em que estavam presos e tirar os ganchos que estavam em suas bocas.

Infelizmente, eles chegaram tarde demais para salvar todos – um deles já havia morrido. As informações são do Daily Mail.

 

Kori, que dirige a Ladyshark Expeditions, disse:  “Os pescadores não atacam os tubarões”.

“Eles não têm interesse em comê-los ou vendê-los, eles são apenas uma vítima inocente das capturas acessórias. Capturar acidentalmente tubarões é na verdade um grande inconveniente para eles”.

Um dia antes do ocorrido, Etoile – que dirige o “Found At Sea Collective” – ​​viu um tubarão morto pendurado nas tradicionais plataformas de pesca, chamado bagans. No dia seguinte, o grupo retornou ao mesmo lugar e encontraram o grupo de tubarões.

Etoile disse: “Pedimos aos pescadores que tirassem as redes para que eles pudessem sair”.

“Os pescadores nos permitiram tirar os tubarões dos anzóis e libertá-los também.

“Espero que a perspectiva deles tenha melhorado um pouco esta semana e também que eles continuem libertando quaisquer tubarões pegos como estes”.

 

Cerca de 80 lóris são resgatados das mãos de traficantes de animais silvestres

Os lóris são um tipo de primata encontrados apenas na Ásia.  Com olhos grandes e andar lento, ele são bem adaptados à vida noturna mas , infelizmente, algumas sub-espécies estão ameaçados de extinção.

Através de uma denúncia, dois homens foram capturados com 79 lóris da floresta, em Java Ocidental, na Indonésia. Eles planejavam enviá-los para a China, onde seriam vendidos como animais domésticos.

Os lóris passaram meses amontoados em minúsculas caixas com comida e água suficientes apenas para mantê-los vivos.

A polícia entrou em contato com funcionários do Departamento Regional de Silvicultura do Oeste de Java (BKSDA) e do Resgate de Animais Internacionais (IAR) para que a ação fosse realizada.

“Havia dois ou três em cada caixa”, disse Lis Key, PR e gerente de comunicações da IAR, ao The Dodo.

“Ser mantido lá por dois meses deve ter sido assustador para eles. Para um animal selvagem tímido e noturno, o confinamento em uma daquelas caixas por qualquer período de tempo deve ter sido traumatizante”.

Alguns animais tinham marcas de mordida e outras feridas em seus corpos, que provavelmente infligiram um ao outro devido ao estresse do cativeiro.

“Animais selvagens em cativeiro geralmente desenvolvem comportamentos anormais estereotipados para lidar com o estresse”, disse Key.

“Eles correm o risco de morder um ao outro e realizar movimentos repetitivos, como balançar a cabeça ou se mover para frente e para trás, chorar, não comer ou beber, tentar se esconder em um canto da caixa.”

Um dos lóris foi encontrado com uma bolinha de ar comprimido no rosto.

“Aquele pobre animal deve ter tido uma dor terrível e ficou aos cuidados da nossa equipe médica”, disse Key.

Infelizmente, o resgate aconteceu tarde demais para alguns dos animais – e é possível que outros tenham morrido e sido descartados antes que a ajuda chegasse, explicou Key. Mas a equipe de resgate está fazendo tudo que pode para ajudar os sobreviventes.

Segundo o The Dodo, é comum os traficantes cortarem completamente os dentes lóris – sem qualquer tipo de anestesia – para que os animais sejam mais fáceis de manusear e não possam contra-atacar e, assim, serem vendidos como animais domésticos.

Felizmente, todos os pequenos primatas resgatados ainda tinham seus dentes intactos, o que permitirá que sejam à natureza.

“Eles estão certamente nas melhores mãos agora, e nossa equipe lhes dará a melhor chance de se recuperar e voltar um dia para sua casa na floresta tropical”, disse Key.

“É extremamente encorajador que a Polícia de Majalengka e o Departamento Florestal tenham agido de forma tão rápida e decisiva no combate a este crime contra a vida selvagem”, disse Key.

“E também muito animador que a comunidade local tenha se apresentado e relatado a atividade ilegal dos dois caçadores. Isso realmente nos dá esperança de ver pessoas e órgãos do governo agindo para proteger espécies selvagens e punir aqueles que as exploram ”.

Macacos são torturados e explorados nas ruas para entreter turistas

Macacos são cruelmente explorados e mortos em laboratórios de todo o mundo e, em circos e zoológicos, são forçados a aprender, com privação de alimentos, truques “engraçados” para divertir pessoas. Mas a maldade do homem não tem limites e, na Indonésia, eles são torturados e abusados nas ruas de Medan, a quarta maior do país, para entreter turistas e moradores.

Fotos angustiantes mostram os animais acorrentados pelo pescoço, vestem trajes bizarros, máscaras grotescas e andam de motocicletas em miniatura. Como não bastasse tamanha atrocidade, no fim dos “shows”, os pobres e indefesos macacos são mantidos em cativeiros minúsculos, escuros, sujos e com as correntes ainda em volta do pescoço.

Os homens que “cuidam” dos animais também foram registrados nas imagens pegando-os pelas mãos, pelos pés, deixando-os no chão, apenas para trocar as fantasias bizarras.

 

Quem capturou as terríveis imagens foi Sutanta Aditya, que visitou as ruas de Medan, na Indonésia, na semana passada. As informações são do Daily Mail.

Ela acredita que isto acontece devido a necessidades econômicas. “Os shows são controversos por causa da sensibilidade dos sentimentos humanos”.

Nada justifica torturar outras criaturas e as privar da liberdade em gaiolas e correntes de ferro para ganhar dinheiro.

“Se você está domando uma criatura de Deus, deve haver uma responsabilidade que vem disso. Sinto-me triste pelos macacos e espero que minhas fotos produzam pensamentos e ações”.

As tristes exposições também são encontradas na Índia, Vietnã, Paquistão, Tailândia, China, Camboja, Japão e Coréia do Sul.

 

 

 

Centenas de cães e gatos são cruelmente assassinados para consumo de carne nos mercados indonésios

Os cães selecionados pelos compradores são laçados pelo comerciante e pendurados pelo pescoço | Foto: Rupert Imhoff

Os cães selecionados pelos compradores são laçados pelo comerciante e pendurados pelo pescoço | Foto: Rupert Imhoff

Cães são animais com inteligência social, empáticos e capazes de compreender situações de perigo, sofrimento e ameaça.

Diversos lares pelo mundo contam com a presença de um cão doméstico como membro da família e sabem, por experiência própria, como eles são capazes de compreender e responder a estímulos.

De posse desse conhecimento fica mais fácil, embora não menos assustador, imaginarmos como esses animais não humanos se sentem ao serem sequestrados de suas casas, raptados na rua, colocados em gaiolas sem água ou comida, exibidos em um mercado, laçados pelo pescoço quando selecionados por compradores, espancados até quase a morte e finalmente queimados com um maçarico ainda vivos, enquanto agonizam e se debatem.

Isso tudo na frente de todos os demais cães, o que os deixa aterrorizados e cientes do que os aguarda.

Após espancados, os animais são queimados, muitas vezes ainda vivos por um maçarico | Foto: Rupert Imhoff

Após espancados, os animais são queimados, muitas vezes ainda vivos por um maçarico | Foto: Rupert Imhoff

Essa é a rotina do mercado de Tomohon, na ilha indonésia de Sulawesi. Quem denuncia o ato cruel e hediondo é Rupert Imhoff, pesquisador da Fundação Bob Irwin para a Vida Selvagem e Conservação de Espécies, que viajou até o norte de Sulawesi após ter conhecimento da denúncia.

Rupert descreve o fedor de pele carbonizada, que flutua pela “seção de carne” do mercado, como insuportável. “Moscas voam em torno das carcaças de cães, gatos, porcos e cobras que estão espalhadas pelo chão sujo de sangue”, descreve ele.

Imagens feitas pelos pesquisador mostram os cães apavorados se encolhendo para evitar o laço manejado pelo funcionário do mercado que entra pela jaula de metal em que eles ficam presos.

Um companheiro é puxado pelo pescoço após “enlaçado” e leva fortes pancadas na cabeça até ficar imóvel no chão.

O cachorro parece morto, mas imagens capturadas ainda esta semana, mostram o animal se debatendo freneticamente enquanto o trabalhador do mercado o queima com um maçarico até a morte.

Este cão estava entre os “centenas de milhares” de animais abandonados e em situação de rua que são mortos todos os anos para abastecer o comércio de carne de cachorro na Indonésia, denunciam diversos grupos de proteção animal.

O pesquisador constatou que além dos cães, outros animais domésticos, como gatos e coelhos – e animais selvagens também, como morcegos, ratos da selva, porcos e cobras – estavam à venda no mercado e passavam pela mesma crueldade.

Além de cães e gatos, outros animais partilham do mesmo destino cruel no mercado de Tomohon | Foto: Rupert Imhoff

Além de cães e gatos, outros animais partilham do mesmo destino cruel no mercado de Tomohon | Foto: Rupert Imhoff

O Jornal Daily Mail afirma ter tido acesso a imagens perturbadoras que mostram funcionários do mercado abrindo uma gata grávida que tinha dois gatinhos por nascer dentro dela.

Muitos cães que acabam nesses mercados são animais abandonados, em situação de rua e até animais domésticos que são sequestrados. Ladrões de cachorros usam motocicletas para roubar os cães. Eles os prendem pelo pescoço, puxam para si rapidamente e se afastam em alta velocidade, afirmam grupos de direitos dos animais.

Alguns cães também são capturados enquanto passeiam com seus tutores pela rua, e outros (mais raramente) são ainda comprados de aldeões pobres por “alguns dólares”.

Cães indonésios em situação de rua, na maioria das vezes não fogem dos ladrões de cães pois estão acostumados às pessoas que os alimentam regularmente e não os ferem.

Eles não vêem motivo para fugir.

Após capturados eles são amarrados e amontoados com os demais em gaiolas de arame que são transportadas para Tomohon ainda de madrugada, antes que o mercado abra às 6 da manhã.

Cães trancafiados em gaiolas de arame permanecem sem comida ou água a espera de serem mortos | Foto: Rupert Imhoff

Cães trancafiados em gaiolas de arame permanecem sem comida ou água a espera de serem mortos | Foto: Rupert Imhoff

Os caçadores chegam a amarrar os membros dos cães por trás de suas costas – o que pode deslocar seus ombros – e prendem suas bocas para que não possam morder.

Os animais que Rupert viu estavam visivelmente angustiados quando chegaram ao mercado por volta do amanhecer, eles estavam famintos e sedentos.

Um por um, eles eram laçados pelo pescoço, arrastados para fora da gaiola e golpeados na cabeça enquanto estava, suspensos pelo pescoço.

Enquanto os outros cães observavam aterrorizados, o funcionário joga o animal no chão e queima-o com um maçarico.

Rupert notou que alguns cães se contorciam freneticamente enquanto as chamas devoravam seus corpos, porém o pesquisador não sabe dizer com certeza se isso acontecia porque estavam vivos ou se seria a reação do cadáver ao calor intenso.

Um comerciante local contou a ele que muitas vezes os animais estão vivos – mas inconscientes – quando são queimados.

O número exato de cães e gatos mortos no comércio de carne do país não é claro, mas a Rede de Apoio a Jacarta afirma que mais de 200 mil são mortos a cada ano.

Embora o consumo de carne de cachorro seja legal no país, um “número crescente” de indonésios vêm se mostrando indignado com a maneira cruel com que os animais são tratados.

A maioria dos indonésios são muçulmanos, eles consideram os animais ‘haram’ – ou seja impuros – mas muitas comunidades menores do país comem carne de cachorro como um prato festivo.

Famílias vão a esses mercados na intenção de comprar um cachorro para comemoração de aniversários, casamentos ou outra ocasião especial.

Rupert viu pessoas de todas as idades, de jovens a casais de meia-idade e até idosos, escolhendo animais para comprar, e em seguida assistindo sua morte calmamente enquanto aguardavam para levá-los para casa.

Compradoras escolhem e aguardam morte do cão escolhido | Foto: Rupert Imhoff

Compradoras escolhem e aguardam morte do cão escolhido | Foto: Rupert Imhoff

Os comerciantes de carne vendem quase todos os cães e gatos que expõem, eles cobram cerca de 250.000 rúpias indonésias, cerca de 61 reais por animal, embora os clientes tenham a opção de pedir apenas uma parte específica.

Um dos pratos de mau gosto utilizando carne de cachorro chamado “rica-rica”, é infelizmente servido a turistas na ilha de Bali.

Rupert passou anos investigando e expondo a crueldade animal ao redor do mundo e é com pesar que ele confessa que o massacre do mercado Indonésio o chocou de maneira única. Ele descreve o episódio como um dos “atos mais violentos” que ele já testemunhou.

“Havia uma completa falta de empatia e compaixão pelos animais”, afirma ele.

O pesquisador conta que os cães gritavam de terror quando o comerciante os enlaçava dentro da gaiola e continuavam gritando até ficarem inconscientes: “Cães são animais inteligentes que anseiam por companhia, então era muito perturbador ver comerciantes de carne matando os escolhidos à vista dos demais que permaneciam engaiolados a metros de distância.”

Rupert confessa que chegou a pensar em comprar todos e libertá-los: “Mas sozinho apenas com uma moto para transportá-los, e sem recursos, não haveria nenhuma maneira realista de garantir sua proteção. Sem planejamento adequado e ajuda extra, eles simplesmente voltariam às mãos dos comerciantes de carne de cachorro.”

Esse costume indonésio, cruel e injustificável, de comer de carne de cachorro está associado à cultura Minahasa do norte de Sulawesi e aos Bataks do norte de Sumatra, onde é praticado em ocasiões especiais como casamentos e Natal.

É com dificuldade de compreensão que encaramos o fato de que pessoas celebrem momentos de alegria e união com crueldade, morte e destruição de outros seres, que assim como os humanos, são capazes de sentir, sofrer e amar.

Tsunami na Indonésia ameaça rinoceronte javanês já quase extinto

O tsunami, que atingiu a costa da Indonésia na semana passada, aumentou o temor de que outra onda mortal possa eliminar as poucas dúzias de rinocerontes javaneses que ainda vivem na natureza.

O mais recente tsunami na Indonésia pressionou os conservacionistas a criar um plano de longa data para encontrar um habitat secundário adequado para o rinoceronte javanês.

Acredita-se que existam menos de 70 espécies criticamente ameaçadas em um parque nacional, perto do vulcão que provocou a onda assassina.

Acredita-se que nenhum dos animais tenha sido morto no desastre – que deixou mais de 400 pessoas mortas -, mas as autoridades estão alertando que outra onda letal poderá atingir a região.

Segundo o Daily Mail, isso está colocando pressão sobre os conservacionistas no Parque Nacional Ujung Kulon, na ponta ocidental da principal ilha de Java, na Indonésia, para desenvolver um plano a longo prazo  para encontrar um habitat secundário adequado para os rinocerontes.

“É nosso dever trabalhar mais para encontrar um segundo habitat, porque o perigo é real”, disse à AFP o chefe do parque nacional, Mamat Rahmat.

“Temos sorte que o tsunami não tenha afetado os rinocerontes javaneses desta vez. Mas a ameaça está lá e precisamos agir de acordo.”

Widodo Ramono, chefe da Rhino Conservation Foundation of Indonesia, acrescentou: “Se você tiver apenas um habitat e houver outro tsunami, os rinocerontes poderão ser exterminados completamente”.

Os planos para encontrar um segundo lar para as espécies estão sendo trabalhados há cerca de oito anos, com conservacionistas examinando áreas em toda a região de Java e na vizinha Sumatra, mas até agora sem sucesso, disse ele.

O tamanho do habitat, clima, alimentos e fontes de água e segurança dos caçadores furtivos estão entre os principais critérios, disse Rahmat. “Ainda há muitos problemas a serem resolvidos”, acrescentou.

O santuário atual dos rinocerontes no parque compreende cerca de 5.100 hectares (12.600 acres) de florestas exuberantes e riachos de água doce.

Vários anos atrás, três filhotes foram filmados no parque nacional, aumentando as esperanças para o futuro do rinoceronte mais raro do mundo, após anos de declínio populacional.

A criatura tímida, cujas dobras de pele solta dão a aparência de usar armaduras, uma vez numeradas aos milhares e percorriam o sudeste da Ásia. Mas, como outras espécies de rinocerontes em todo o mundo, a caça furtiva e a invasão humana em seu habitat levaram a um dramático declínio populacional.

A caça furtiva, em particular, representa uma ameaça severa, com chifres de rinoceronte usados ​​na medicina tradicional asiática buscando preços cada vez mais altos no mercado negro, apesar da falta de evidências científicas mostrando que a trompa tem algum valor medicinal.

Golfinhos são colocados fora d’água em nome das “selfies” na Indonésia

Uma família de quatro pessoas – um homem, uma mulher e seus dois filhos pequenos – posa para uma foto com dois golfinhos em um piso de plástico seco ao lado de uma piscina.

Foto: Movement to End Animal Circuses in Indonesia

Quando termina, dezenas de outras famílias estão esperando para também fazer o lamentável registro.

Segundo o The Dodo, um investigador do Movimento pelo Fim dos Circos de Animais na Indonésia recentemente filmou as cenas em um dos notórios circos itinerantes da Indonésia , que se apresentava na cidade de Tangerang, em 9 de dezembro.

Nesses circos, que são administrados por várias empresas diferentes na Indonésia, os golfinhos são forçados a fazer truques em pequenas piscinas temporárias cheias de água clorada – e isso pode ter consequências desastrosas para a saúde dos golfinhos .

Foto: Movement to End Animal Circuses in Indonesia

“Eles ficam cegos”, Femke Den Haas, fundador da Jakarta Animal Aid Network (JAAN), disse ao The Dodo. “É como quando você entra na piscina, e depois de uma hora, seus olhos doem porque você está exposto a cloro o tempo todo. E eles têm doenças de pele e também têm úlceras porque o cloro entra em seu corpo “.

Quando o show termina em uma cidade, os golfinhos são carregados em macas e embalados em caixas para que possam ser transportados para o próximo local.

“Acho que ter de viajar o tempo todo nas macas causaria irritação na pele”, disse Lincoln O’Barry, coordenador de campanhas do Projeto Dolphin de Ric O’Barry.  Os golfinhos também estão acostumados a viver na água – seus órgãos estão acostumados a esta condição sem peso. Tenho certeza de que passar tanto tempo fora da água também afeta sua fisiologia. ”

Mas esses não são os únicos problemas associados a esses circos – os golfinhos são alimentados com comida ruim e geralmente não recebem cuidados médicos adequados. Não só isso, mas os golfinhos foram roubados da natureza, e muitas vezes morrem prematuramente devido ao estresse do cativeiro .

Foto: Movement to End Animal Circuses in Indonesia

“Todos os animais de circo sofrem e são maltratados, dia após dia” , disse Namira Annisa, porta-voz do Movimento para o Fim dos Circos de Animais na Indonésia, que faz parte da Fundação Flight .

“Eles definham nesses circos, longe de seus habitats naturais. Mas esses circos argumentam que o uso de animais é “educação”. É isso? O público foi erroneamente informado.”

Em muitos desses shows, os golfinhos são treinados para sair da piscina para que os membros da audiência possam tirar fotos com eles e até mesmo beijá-los. Mas manter os golfinhos fora da água por qualquer período seria muito estressante para os animais, segundo Naomi Rose, cientista de mamíferos marinhos do Animal Welfare Institute (AWI). As informações são do The Dodo.

“Isso é como estar encalhado e os corpos dos golfinhos provavelmente respondem pelo menos parcialmente (menos o medo e o estresse emocional, já que eles foram treinados para fazer isso e sabem que não é permanente) como se estivessem presos”, disse Rose.

“É estressante, como uma simples questão de fisiologia – não importa o que as instalações que conduzem esses encontros digam, é uma questão de fato, não de opinião”, acrescentou Rose.

“Corpos de cetáceos não aguentam estar fora da água por longos períodos, o que é relativo a eles – mais do que alguns segundos é longo demais para um mamífero totalmente aquático.”

Foto: Movement to End Animal Circuses in Indonesia

Os golfinhos não são os únicos animais usados ​​nesses circos – animais como lontras, ursos-do-sol e cacatuas também são forçados a se apresentar. Estranhamente, os treinadores incentivam os golfinhos a sair da água durante as apresentações dos outros animais.

“Eu acho que os golfinhos são mantidos fora da água apenas … para que o público possa ver todo o corpo do golfinho”, disse Annisa.

Essa exibição cria ainda mais preocupações para Rose.

“O golfinho não deve ficar assim, enquanto um mamífero terrestre está se apresentando ao lado dele”, disse Rose. “Além do estresse sobre a fisiologia do animal, permanecendo fora da água por um período prolongado, não é higiênico – estar ao lado de um mamífero terrestre como este não é natural e, portanto, de uma perspectiva de criação não é sábio.”

Felizmente, há esperança de que esses circos itinerantes acabem fechando ou, pelo menos, parem de usar golfinhos. Um circo itinerante – o Indonésio Oriental Circus – parou de usar animais em seus espetáculos de circo , e Annisa espera que outros façam o mesmo.

“Isso criou um precedente importante e esperamos que muitos outros circos se sigam”, disse Annisa.