Hoje, 1 de junho, comemora-se o Dia Internacional da Criança. A data foi criada, originalmente, para homenagear as crianças e foi proclamada em 1925, em Genebra, durante a Conferência Mundial para o Bem-Estar da Criança. No entanto, dentro do contexto dos direitos animais, é possível dar um novo significado a essa comemoração, unida à importância que o convívio que os animais na infância acarreta não só para a própria criança, mas para a construção de uma sociedade melhor.
Foto: Pixabay
Estudos comprovam que crianças que crescem com animais têm menos chance de desenvolver alergias. Os benefícios, porém, não param por aí. Os pequenos que convivem, por exemplo, com cachorros, costumam desenvolver um melhor senso de responsabilidade, já que aprendem desde a cedo a cuidar de uma vida. A criança também aumenta, nesse convívio, a compaixão que sente pelos animais e não se sente sozinha, já que tem um companheiro fiel.
No que refere à construção de uma sociedade mais compassiva, ensinar crianças a amar e respeitar os animais é de fundamental importância. Quando crescem sendo capazes de olhar para outras espécies com zelo, as crianças têm maiores chances de se tornar adultos mais éticos, que prezam pelo bem-estar do próximo, seja ele animal ou humano.
Por fim, o convívio com animais é benéfico, também, para os próprios animais. Com um grande número de animais abandonados, famílias que optam por adotá-los não beneficiam apenas o núcleo familiar, incluindo os integrante que estão vivendo a fase da infância, mas também os próprios cães e gatos que estavam fadados a uma existência repleta de sofrimento, mas que foram salvos pela adoção.
Gabriella autografando o livro para Marcia Maiolli | Foto: Divulgação
Em meio a uma sociedade aflita com as crianças, e marmanjos, cooptadas pelas telas mágicas dos celulares e computadores, a jornalista e ativista ambiental Aida Franco propõe um alento aos pais e adultos de modo geral. Trata-se de uma série de livros, intitulada Guardador de Palavras da Gabi. O volume 1, ‘Elucubrações entre os dois e quatro anos e meio” foi lançado em 2017 e agora, está sendo editado o volume 2, ‘Devaneios dos quatro anos e meio aos cinco’. O Guardador apresenta-se através de diálogo cotidianos, entre mãe e filha, relativos aos mais variados assuntos. Tem uma proposta humana na essência da palavra, que é estimular a escuta entre adultos e crianças. E carrega consigo um bocado de solidariedade à causa animal, com parte das vendas e cotas dos exemplares, destinados a ONGs e protetores de Cianorte, como os Amigos de Patas, e outros locais do Brasil.
Dona Tereza, 86 anos, devorando o Guardador | Foto: Divulgação
“Eu sempre atuei na área ambiental e doar uma parte dos valores arrecadados à causa animal é uma conseqüência natural para mim”, explica Aida que, tanto em seu trabalho de conclusão de graduação como no de doutorado, abordou temáticas voltadas à proteção ambiental.
Em seus 31 capítulos, distribuídos em 142 páginas, ilustradas pela personagem principal, sua filha Gabriella Beatrice, o leitor viaja para o universo mágico da infância, com perguntas sem respostas: “Mãe, quando é que a gente desmorre?” ou aquelas que tiram um riso fácil, tamanha a sagacidade dos pequenos: “Sou um cachorro!” diz Gabi, ao que a mãe fala: – Então vamos tomar banho. “Então eu sou um gato!”. Hoje, a garota tem 12 anos e há conteúdo suficiente para um livro para cada ano, finalizando com a chegada da adolescência.
Arthur, 11 anos, filho de Noemi Ferreira, concentrado na leitura | Foto: Divulgação
O Guardador é incomum, pois não é um livro para criança. Na verdade, é um livro de criança para adulto. “Se você guarda as fotografias das crianças com as quais convive, para registrar momentos únicos, onde tem guardado suas palavras? Onde tem guardado seus pensamentos e questionamentos?” pergunta a jornalista.
A empatia está presente nas mais variadas situações, narradas, que tem leitura não linear. Começa ou termina, onde o leitor desejar. O livro inicia-se com uma pequena história em que a criança, com menos de quatro anos, fica comovida com uma idosa que coletava material reciclado no interior de Minas Gerais. A mãe, que retornava do mercado, ouve atentamente ao que Gabi conta e vai ao encontro da idosa para fazer doações. Em outras passagens, o leitor depara-se com Gabi na praia, aos quatro anos, brigando em defesa dos siris que eram perseguidos por banhistas.
E o que dizem os leitores? Por parte deles, sobram elogios. “Outro dia foi muito legal. Estávamos aqui na chácara e um amigo começou a ler em voz alta. Todos pararam para ouvir… foi bem gostoso”, conta a professora aposentada Márcia Maiolli, doutora em Matemática. “O efeito guardador é incrível. A gente que é mãe passa a ouvir de uma outra forma o que os pequenos nos dizem diariamente. Muito bacana isso”, conta a professora e mãe, Noemi Ferreira Vieira.
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O Guardador está disponível na Amazon (R$18,82) e também na versão física (R$40,00 com frete incluído), podendo ser adquirido diretamente com a autora, através do Facebook e Instagram bastando digitar o nome principal guardadordepalavrasdagabi. Vale a pena curtir as redes sociais do Guardador, lá você vai encontrar o cheiro da infância!
A UNICEF instituiu o dia 21 de março como o Dia Mundial da Infância. Hoje, celebramos o direito das crianças de brincar, correr, desenvolver a sua curiosidade, fazer amigos e se divertir.
Hoje dia 21 de março é comemorado o Dia mundial da Infância, a data foi instituída pela UNICEF (Fundo das Nações Unidas para Infância) com o objetivo de celebrar o direito de todas as crianças de brincar, correr, desenvolver a sua curiosidade, fazer amigos e se divertir.
E quanto as crianças do reino animal?
Ainda que somente em 2012 tenha sido cientificamente comprovada a senciência animal por documento assinado por mais de cientistas no mundo todo, ela sempre existiu.
Não se pode mais alegar desconhecimento desse fato, anunciado e corroborado por especialistas em diversas áreas do conhecimento e em nível mundial.
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Todos em concordância plena de que os animais, sentem, amam, sofrem, percebem o mundo ao seu redor. Ou seja, não são produtos a disposição de nosso paladar e nossas vontades.
Se assim é, por que as crianças do reino animal não têm garantido o direito mais básico de todos, sem o qual os demais perdem o sentido de ser: o direito à vida?
Não são crianças também os bezerros que impedidos de mamar o leite de suas mães, são afastados delas assim que nascem, sem que as vacas possam muitas vezes sequer sentir o cheiro dos próprios filhos?
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Quando são bezerros machos serão criados em cativeiros inóspitos para serem mortos por sua carne e caso sejam fêmeas o mesmo destino de suas mães as aguarda: uma vida com máquinas de sucção presas aos seus peitos enquanto padecem sobre as próprias pernas
Crianças são também os leitõezinhos que nascem em “caixas-maternidade” em espaços minúsculos, muitas vezes crescendo e passando a vida inteira fechados em gaiolas onde nada mais fazem que reproduzir (as porcas) e engordar esperando a morte (os porcos).
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Ali dentro de sues cativeiros silenciosos, eles compreendem, sofrem, sentem e padecem.
A humanidade escolhe ignorar, mas isso não muda a realidade.
Crianças que nunca nascerão, pois os ovos de suas mães são vendidos para consumo humano, ou se nascerem e forem pintinhos, serão tragados e moídos em máquinas de assassinato em massa, após serem arrastados por uma esteira a caminho da morte.
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Caso sejam futuras galinhas, estão condenadas a vidas sem qualquer liberdade, sem, ciscar a terra, comer minhocas, correr pelos campos ou dar pequenos voos rasantes.
Tudo que conhecerão da vida é uma gaiola limitada, de onde jamais sairão a não ser depois de mortas.
Esses são só alguns exemplos dos inúmeros que temos ao alcance de um clique e algumas teclas. Bebês golfinhos e orcas nascidos em cativeiro que jamais nadarão quilômetros no oceano como nasceram para fazer, crianças ursos, veados, pequenos leões e elefantes, caçados, perseguidos, órfãos muitas vezes, como se sua dor fosse menor perante a dor humana em perder os pais.
Foto: Animal Sake/Reprodução
Tão inocentes como qualquer criança humana, tão necessitados dos pais, de amor, de cuidados e atenção como todo bebê humano, as crianças do reino animal amam e sofrem como as nossas a única diferença é que dispomos de suas vidas indefesas como bem entendemos. Tirando-lhes o brilho, o sabor, a beleza única da descoberta do mundo e de si mesmos.
Abaixo um vídeo em homenagem ao Dia Internacional da Infância mostrando animais em momentos de descontração, se divertindo como só eles sabem fazer: