Comportamento dos gatos é reflexo da personalidade dos tutores, diz estudo

Um estudo publicado na revista Plos One concluiu que o comportamento dos gatos é reflexo da personalidade dos tutores. Para isso, cerca de três mil pessoas e seus gatos foram analisados.

Os pesquisadores fizeram perguntas aos tutores seguindo o Big Five Inventory (BFI), sistema de medição que avalia características da personalidade humana e que observa questões como abertura para a experiências, conscienciosidade, extroversão, neuroticismo e agradabilidade.

Foto: Pixabay

A pesquisa descobriu que tutores com maior nível de neuroticismo – isso é, mais propensos do que a média a terem mau humor, sentir ansiedade, medo e raiva – tinham gatos mais agressivos, ansiosos ou medrosos e até com comportamentos relacionados ao estresse, além do excesso de peso.

Já os tutores extrovertidos tinham maior chance de ter animais mais livres, enquanto as pessoas mais agradáveis tendiam a estar mais satisfeitas com os gatos que tutelam. As informações são do portal Diário da Manhã.

De acordo com Lauren Finka, uma das coautoras do estudo, “muitos tutores consideram os animais como um membro da família, criando laços sociais com eles. É, portanto, muito possível que os animais sejam afetados pela maneira como interagimos com eles, e que esses fatores influenciem suas personalidades”.

O tema, porém, ainda carece de pesquisas, que devem ser feitas gradualmente devido ao aumento de animais tutelados pelas pessoas. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o Brasil ocupa a terceira colocação em número de animais, com 132 milhões, e só perde para a China, que tem 417 milhões, e os Estados Unidos, com 232 milhões.


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Veganismo aumenta entre jovens na Arábia Saudita

Por Rafaela Damasceno

O número de lojas que oferecem alimentos veganos e vegetarianos está aumentando na Arábia Saudita. Como consequência, mais pessoas estão adotando as dietas baseadas em vegetais, especialmente os jovens.

Dois hambúrgueres veganos

Foto: Supplied

Um dos maiores influenciadores é Khaled bin Al-Waleed, filho do príncipe bilionário Al-Waleed bin Talal, que prometeu abrir no mínimo dez restaurantes veganos no Oriente Médio até 2020. Com o aumento dos estabelecimentos oferecendo mais opções de alimentos baseados em vegetais, mais jovens estão se sentindo encorajados a adotar o estilo de vida.

Preocupações com a saúde, os direitos animais e o meio ambiente estão sendo fatores essenciais para motivar os sauditas a mudarem suas alimentações e pararem de usar quaisquer produtos de origem animal, adotando o estilo de vida livre de crueldade.

A saúde é o primeiro fator no ranking dos principais impulsionadores, com a obesidade crescente no país incentivando muitas pessoas a adotarem alimentações mais saudáveis.

Logo em seguida, vem os direitos animais; cortar as carnes e os produtos de origem animal de todos os aspectos de sua vida é um protesto contra práticas antiéticas e cruéis de exploração animal.

Antigamente, as opções, principalmente de alimentação, eram escassas no país. Banan Al-Sultan adotou o veganismo em 2011, mas decidiu abandoná-lo seis meses depois – infelizmente, não havia pratos veganos nos restaurantes, e os mercados também não exibiam grandes coisas. Hoje, com o aumento dos estabelecimentos focados no veganismo, Banan pôde voltar a adotar o estilo de vida e está contente com sua escolha.

Loulwa Almarshad contou ao Arab News que ser vegano não é difícil como as pessoas parecem pensar. “Pode ter sido difícil, sim, no começo, mas não agora. Hoje em dia, há uma certa consciência dos estabelecimentos de que a demanda está crescendo, o que também aumenta o número de produtos veganos no comércio”, afirmou.

Banan disse que, ao longo da história do país, a carne foi imposta como símbolo de riqueza e costumava mostrar que uma pessoa pode alimentar sua família. “Mas os tempos estão mudando e, se você não aceita nosso estilo de vida, deve pelo menos respeitá-lo”, concluiu.


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Primeiro ministro do Reino Unido promete promover o bem-estar animal

Por Rafaela Damasceno

Durante seu primeiro discurso como primeiro ministro do Reino Unido, Boris Johnson declarou que promoverá o bem-estar animal. Muitos acreditam que sua promessa foi baseada na influência de sua namorada, Carrie Symonds, que descreve a si mesma no Twitter como “conservacionista lutando contra a poluição do plástico”. O meio ambiente e os animais são assuntos frequentemente citados por ela na rede social.

O primeiro ministro sorrindo, virado de perfil

Foto: Andrew Parsons/ i-Images

Segundo relatos, Boris iniciou uma dieta baseada em vegetais há pouco tempo – também sob influência de Carrie.

Apesar de sua nova alimentação e suas declarações a favor dos animais, ele nunca demonstrou qualquer apoio a eles antes. Inclusive, fez o contrário: no ano passado, Boris manifestou seu apoio a caça considerada esportiva (incluindo a caça à raposa). Em 2017, o primeiro ministro também declarou seu apoio às touradas.

Mas em seu discurso atual, ele afirmou que promoverá o “bem-estar dos animais que sempre estiveram no coração dos britânicos”.

Apesar de muitos acreditarem que isso tenha sido por conta de Carrie, pessoas próximas a ela disseram que ela não terá nenhum papel na política, segundo o Plant Based News. Mesmo assim, Carrie continuará divulgando as causas em que acredita, incluindo o combate à poluição.


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