Baleia beluga solitária avistada no rio Tâmisa finalmente retorna ao Ártico

O conto da solitária baleia que nadava pelo urbano rio Tâmisa, na Inglaterra, encalhada a milhares de quilômetros de distância de sua casa, prendeu a imaginação do público quando o animal foi descoberto nas águas fliviais ano passado.

Centenas de pessoas vieram de todo o país para ver “Benny”, a beluga, quando a baleia foi descoberta em setembro por observadores de pássaros que analisavam a região.

Enquanto muitos temiam que a baleia estivesse presa, os especialistas descobriram mais tarde que a criatura do Ártico estava perfeitamente feliz alimentando-se dos peixes abundantes no trecho do rio de Gravesend Inglaterra.

A única preocupação dos espcialistas era que o animal estivesse sozinho, pois as belugas são animais altamente sociáveis.

A visitante incomum agora parece estar a caminho de casa, esperançosamente para junto do seu grupo de origem. A baleia beluga é freqüentemente encontrada no Ártico.

Os responsáveis por monitorar a baleia estimam que ela tenha partido por volta de dezembro, quando os peixes migraram para longe do rio Tâmisa, levando com eles sua fonte de alimento.

No entanto, os especialistas não sabem exatamente ao certo para onde a baleia teria ido, assim como não sabem de onde ela veo.

Um porta-voz do departmento de Resgate de Vida Marinha da British Divers disse ao The Telegraph: “Provavelmente já seguiu em frente”.

“Não sabemos para onde foi, porque não sabemos de onde veio, mas temos razões para creditar que o cetáceo retornou ao Ártico, seu local de origem e habit primário”

Os chefes do setor de Autoridade do Porto de Londres disseram em um comunicado: “O último avistamento confirmado da baleia foi em dezembro de 2018, mais próximo de Gravesend.

“Os hidrofones foram colocados na água e podem gravar o ruído produzido pela baleia – estes também não registraram nenhuma evidência de atividade do animal marinho mais”.

“Como os peixes que provavelmente eram a fonte preferida de alimento da baleia migraram fora do estuário no início do ano, concluímos que a baleia se mudou para outro lugar “.

Enquanto muitos dos moradores de Gravesend, Kent, podem ficar desamparados pelo fato de seu visitante incomum ter partido, o conselho local pode ficar contente que a interrupção causada pela baleia acabará.

Eventos como a Noite da Fogueira tiveram que ser cancelados no ano passado por medo de prejudicar a baleia, e os navios tiveram que emendar suas viagens ou viajar lentamente pelas áreas onde a baleia estava alimentando e nadando.

Os moradores locais aproveitaram ao máximo o entusiasmo causado pela baleia, com lojas vendendo brinquedos beluga de pelúcia e uma cervejaria local batizando uma cerveja em homenagem ao animal do Ártico.

Cadela maltratada inspirou lei sobre comércio de animais domésticos

A cadela Lucy, da raça cavalier king charles spaniel, foi explorada para reprodução e venda de filhotes e viveu boa parte da vida presa em uma jaula. A triste história dela inspirou a criação de uma lei que regulamenta a venda de animais domésticos  em pet shops na Inglaterra.

A nova legislação, que entra em vigor em abril de 2020, determina que a compra e adoção de filhotes de cachorros e gatos com menos de seis meses de idade deve ser feita diretamente com criadores e abrigos de animais. O governo britânico argumenta que a medida impede que filhotes sejam separados precocemente das mães e que animais seam mantidos em condições degradantes, sendo forçados a procriar no limite de suas forças, para aumentar o lucro.

Foto: Reprodução / Instagram / @lucytherescuecavalier

Lucy sofria de epilepsia, problemas de quadril, na coluna e na pele quando foi adotada por uma ativista. Todos os problemas de saúde dela eram resultados de anos de exploração e maus-tratos em um canil no País de Gales.

“Estava claro que pelo estado físico dela que foi submetida a condições terríveis. Mas, com muita paciência, Lucy acabou desfrutando felicidade na vida, apesar de curta”, disse Lisa Garner, a ativista que adotou a cadela, em entrevista ao jornal britânico Mirror.

Lucy foi resgatada com o corpo todo machucado, aos cinco anos de idade, segundo o médico veterinário Marc Abraham. As informações são do portal UOL.

“Lançamos a (campanha) ‘Lei Lucy’ um ano depois de sua morte como tributo a ela e a todos os cães reprodutores que estão escondidos do público”, explicou o veterinário à rádio 5 Live, da BBC. O objetivo da campanha era regular a venda de animais e coibir criadores que maltratam animais. Celebridades britânicas apoiaram a iniciativa, dentre elas o comediante Ricky Gervais.

Com quatro ou cinco semanas da vida, os filhotes são retirados das cadelas. A separação precoce pode aumentar o risco de contaminação por doenças nos filhotes e dificultar a socialização deles, segundo o governo.

A frequência com que casos como semelhantes ao de Lucy ocorrem é grande. Em Sussex, uma família comprou, pela internet, um filhote oferecido em um site como um mestiço de nove semanas. Ele foi comprado em 2015 e logo foi morar com os novos tutores, que pagaram 470 libras – o equivalente a R$ 2,4 mil – pelo mestiço de cavalier king charles spaniel com poodle.

Foto: Reprodução / Instagram / @lucytherescuecavalier

“Estávamos muito animados para tê-lo em casa, mas, 17 horas depois de ele chegar, tudo deu errado”, disse Rebecca Reed.

Max bebia água sem parar, mas se negava a comer. Ele estava muito doente. “Ele era como um cobertor molhado no chão. Ele não conseguia nem levantar a cabeça, ele estava tão fraco. Foi doloroso”, contou Rebecca.

O cão foi diagnosticado com megaesôfago, uma doença que faz com que os cachorros não consigam colocar comida no estômago. Foi então que Rebecca tentou falar com o vendedor para saber se os irmãos de Max sofriam do mesmo problema. As ligações dela, no entanto, não foram atendidas.

A tutora teve que mudar o horário de trabalho para se dedicar ao cão, que começou a se alimentar com uma dieta líquida e a usar uma cadeira especial que o ajudava a ingerir o alimento.

O casal acredita que gastou mais de 5 mil libras  – o correspondente a R$ 25 mil – para cuidar do cachorro. O vendedor que o comercializou mentiu sobre a raça, a idade, o histórico de vacinação e a saúde de Max.

Lei Lucy

A nova legislação determina que pet shops e comerciantes só poderão vender animais criados por eles, seguindo regras de licenciamento. Os estabelecimentos comerciais ficarão proibidos de comprar animais de terceiros para revendê-los.

Para o ministro para Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais, Michael Gove, as novas regras dariam aos animais “o melhor começo possível na vida”. A lei exige que os animais tenham nascido e crescido em um ambiente saudável e recebeu elogios da Sociedade Real para Prevenção de Crueldade contra Animais. A ONG, no entanto, ressaltou que a fiscalização é necessária.

Foto: Reprodução / Instagram / @lucytherescuecavalier

No Brasil, a legislação exige que os canis sejam licenciados e tenham um veterinário responsável. Mas a fiscalização é precária. Atualmente, a pena para maus-tratos a animais tem punição de até um ano de detenção e multa. A ampliação da pena para até quatro anos foi proposta em dois projetos aprovados, no fim de 2018, no Senado e na Câmara.

O projeto aprovado no Senado define punição financeira aos estabelecimentos que, por omissão ou negligência, comercializarem animais maltratados. A proposta da Câmara traz agravantes de pena, com ampliação do prazo de prisão de um sexto a um terço para a prática de zoofilia ou em caso de morte do animal. O texto aprovado na Câmara tem que ser aprovado ainda pelo Senado e vice-versa.

Em Santos (SP), um projeto que proíbe o comércio de cachorros, gatos e pássaros na cidade é discutido pela Câmara de Vereadores.

Nota da Redação: a legislação que entrará em vigor na Inglaterra é importante e pode ajudar a reduzir os casos de maus-tratos a animais, mas para que eles parem de ser maltratados por criadores, a única solução é proibir definitivamente o comércio. Isso porque enquanto cães e gatos forem tratados como objetos passíveis de venda, haverá maus-tratos e negligência.

Norte da Inglaterra é considerado o epicentro da revolução vegana

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O norte da Inglaterra pode se tornar o epicentro da “revolução vegana” se a empreendedora e também celebridade, Heather Mills, conseguir realizar seu intento.

A ativista e empresária – que afirma que o veganismo a salvou depois que ela perdeu a perna em um acidente de carro – comprou fábricas em County Durham e Northumberland (Inglaterra) para sua marca de alimentos baseada em vegetais, a VBites.

A empresa – que oferece peixe, bacon, frango, hambúrgueres veganos e queijos sem laticínios – está em operação há mais de 25 anos e afirma oferecer mais variedade do que qualquer outra marca do gênero no mercado.

Mills diz que os produtos VBites possuem alta demanda, não apenas no Reino Unido, mas também de empresas no exterior. As novas fábricas permitirão que a marca atenda a essa demanda crescente e impulsione a economia também, criando centenas de empregos para os trabalhadores locais.

“O que temos é que cada grande empresa do mundo está chegando até nós por nossos produtos, só precisamos expandir”, disse Mills em uma conferência para empreendedores em Gateshead esta semana, de acordo com o Chronicle Live. “Nossa única limitação é o fluxo de caixa e a compra das máquinas, mas nós estamos trabalhando nisso e vamos fazer acontecer.”

Ela acrescentou: “Eu coloquei tudo na VBites e fazer acontecer só depende de encontrar alguém que seja tão corajoso quanto eu”.

Carne vegana no norte

A VBites não é a única marca que fabrica grandes fábricas sem carne naregião.

A popular marca vegetariana e vegana Quorn abriu a maior fábrica de carne vegetariana do mundo em Teesside no ano passado. No momento da abertura, a instalação havia sido projetada para produzir mais de um milhão de produtos a cada semana, o que equivale a poupar a vida de cerca de 1600 vacas.

A nova fábrica foi necessária depois que a Quorn superou a capacidade em seu espaço em Stokesley, North Yorkshire. O CEO Kevin Brennan disse na época que “estamos crescendo a 15% a cada ano e planejamos crescer a uma taxa a cada ano”. A empresa pretende ser uma empresa de £ 1 bilhão até 2027.

“Temos um interessante canal de produtos apto para crescer no Reino Unido”, acrescentou Brennan. Desde o anúncio da nova fábrica, a Quorn lançou um novo hambúrguer vegano “que sangra”, filés de peixe vegano, e fez uma parceria com a rede de padarias Greggs para fazer seu best-seller de salsicha vegana.

Epicentro vegano

A revista Time Out London publicou uma pesquisa recente que aponta que 36% dos londrinos estão reduzindo seu consumo de carne

“Uma loja vegana de salgadinhos e batatas fritas, um pub totalmente vegano e uma loja de frango frito vegana são apenas alguns exemplos da tendência que vem tomando conta de Londres nos últimos anos – e parece que a demanda está realmente crescendo”, observa a Time Out.

De acordo com o Índice Time Out deste ano, “mais de um terço dos londrinos estão ingerindo uma alimentação mais rica em vegetais. A pesquisa mostra que 5% dos londrinos são veganos, 11% são vegetarianos e 20% estão reduzindo a carne. Isso dá um total de 36% se somados todos que mudaram ou estão migrando para um consumo menor de produtos de origem animal”.

Veganismo por idade

De acordo com o estudo, os londrinos mais jovens, com idades entre 18 e 27 anos, tem quase o dobro de probabilidade de serem vegetarianos e três vezes mais de serem veganos, em comparação aos idosos com mais de 58 anos.

A tendência reflete a mudança que vem sendo acusada em dados coletados no mundo todo, mostrando que as gerações mais jovens estão diversificando suas opções de proteína e produtos lácteos, especificamente optando por incluir carne vegana, leite e produtos derivados de ovos.

Eles tem reduzido ativamente o consumo de produtos de origem animal, principalmente em função de preocupação com o meio ambiente, saúde e maior conscientização sobre o tratamento antiético que sofrem os animais.

Reino Unido vegano

Londres, em particular, tem dado provas de ser um epicentro vegano. As principais redes de supermercados do país – Tesco, Sainsbury’s e Waitrose – têm ofertas veganas variadas, incluindo produtos de marca própria, assim como uma ampla oferta das principais marcas veganas.

Os restaurantes no Reino Unido continuam aumentando suas ofertas de opções veganas também. O McDonald’s recentemente adicionou Happy Meals e sanduíches veganos aos cardápios do Reino Unido.

E depois do sucesso de um teste durante Veganuary – campanha com duração de um mês que encoraja as pessoas a se tornarem veganas que acontece em janeiro – a Pizza Hut tornou a pizza vegana de jaca um item permanente do cardápio em todos os restaurantes do Reino Unido.

O teste foi tão bem-sucedido que a rede também expandiu suas ofertas veganas, incluindo um cardápio de três pratos que, além das opções de pizza vegana, apresenta pãezinhos do tipo ‘Jack’ N ‘Rolls recheados com chili doce, jaca grelhada e queijo vegano e até uma opção de sobremesa vegana: Bolinhos de canela, cobertos com gotas de açúcar congelado.

A rede de restaurantes, Wetherspoons, que atende um público “estilo família” em sua cadeia de lojas, também aumentou as opções veganas, adicionando até mesmo cervejas veganas ao seu cardápio para a próxima Ale and Beer Fest (Festival de Cervejas) no Reino Unido.

Polícia britânica já prendeu 750 ativistas ambientais

Mais de 750 ativistas contra mudanças climáticas que bloquearam as vias em torno de alguns dos principais pontos turísticos de Londres, na Inglaterra, foram presos nos últimos seis dias, disse a polícia no último sábado (20), número maior que os 682 divulgados na sexta-feira (19).

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Os protestos, organizados pelo grupo de combate às mudanças climáticas Extinction Rebellion, vêm há dias interrompendo o tráfego na região central de Londres, incluindo em torno do Arco de Mármore e da Ponte de Waterloo.

Os ativistas também bloquearam o bairro comercial de Oxford Circus, mas as vias foram depois liberadas pela polícia.

O Extinction Rebellion convocou uma onda de desobediência civil não violenta para forçar o governo britânico a reduzir para zero, até 2025, a taxa de emissão de gases do efeito estufa, para enfrentar o que chama de crise climática global.

Vinte e oito dos presos foram processados, disse a polícia de Londres em comunicado.

A comissária de polícia Cressida Dick disse ao canal BBC News que os protestos provocaram “péssimas interrupções”. Ela disse haver agora 1.500 policiais ativos na liberação de vias, ante os mil mobilizados anteriormente.

Na Ponte de Waterloo, que liga o sul ao centro de Londres, a polícia retirou cartazes e outros objetos que obstruíam a via. Mas a área continua repleta de ativistas. A polícia reiterou que os protestos podem continuar somente no Arco de Mármore.

Fonte: Simon Dawson / Reuters

Égua grávida sofre aborto após ser montada e obrigada a correr por adolescentes

Foto: APEX NEWS

Foto: APEX NEWS

A foto acima mostra o momento terrível em que uma égua da raça “pônei de Shetland”, grávida, cai no chão e perde seu bebê depois de ter sido montada e obrigada a correr por um adolescente desumano.

As imagens , compartilhadas no Snapchat, mostram o adolescente sobre o animal acenando para a pessoa que está filmando, pelas imagens as autoridades locais afirmaram que o fato ocorreu em Bodmin Moor, na Cornualha (Inglaterra).

A égua cai no chão depois de lutar sofregamente para aguentar o peso do rapaz e sofre um aborto espontâneo.

Foto: APEX NEWS

Foto: APEX NEWS

Fotos da égua deitada exangue ao lado de seu filho morto foram compartilhadas nas mídias sociais na forma de um apelo para levar os culpados do crime à justiça, segundo informações do Daily Mail.

O jovem fazendeiro Hollie Cornelius, de Saint Breward, também na Cornualha, escreveu no Facebook: “Para os monstros que acham engraçado pegar e montar em cavalos miniaturas, os ponêis de Shetland, esse aborto é resultado de suas ações”.

“A égua claramente não aguentou o peso do corpo do criminoso e caiu no meio do vídeo”, escreveu ele.

“Agora temos um potro morto e provavelmente também uma égua morta pela manhã!”

“Espero que tenha valido a pena matar um bebê “para postar no Snapchat” e espero que vocês estejam felizes consigo mesmos e com suas vidas vazias!”

Foto: APEX NEWS

Foto: APEX NEWS

“Eu só gostaria de pedir a todos que sejam atenciosos e cuidem dos animais na região de moors, por favor, eles são vidas e não são brinquedos para diversão de pessoas doentes”.

As fotos foram compartilhadas mais de 14 mil vezes e milhares de usuários revoltados e chocados do Facebook responderam comentando no post, pedindo que a polícia fosse contatada e que algo fosse feito”.

Um porta-voz das polícias de Devon e Cornwall disse: “A polícia está investigando relatos de maus-tratos, crueldade e sofrimento causado a um animal em Bodmin Moor entre sexta-feira 5 e segunda-feira, 8 de abril”.

“Foi relatado que o pônei havia sido montado por um adolescente, fazendo com que ela caísse por não suportar o peso dele”.

“Mais tarde, a égua abortou o potro que esperava. As investigações policiais continuam em andamento neste momento”.

A ONG RSPCA, maior entidade de defesa dos direitos animais no Reino Unido, já esta investigando o caso em paralelo a polícia.

Até o momento nem a polícia de Devon ou da Cornualha nem a RSPCA encontrou relatos do incidente em função da ausência de um local ou data precisos. Foi aberto um canal de denúncias especialmente para este caso.

O pônei de Shetland

O pônei Shetland é uma raça de min-cavalos britânica originária das ilhas Shetland, na Escócia. Os pôneis variam em altura de aproximadamente 70 cm até um máximo de 107 cm. Eles têm uma pelugem pesada e farta, pernas curtas e são considerados muito inteligentes.

Pequenos porém fortes esses animais são muito amigáveis e interagem muito bem com crianças segundo a Associação de Pôneis de Shetland.

Um animal de tais proporções, pequena, dócil, frágil e ainda por cima fragilizada pela gravidez, ao ser montada e obrigada a correr por um monstro sem ter como se defender ou pra onde fugir, não teria como manter seu bebê.

Uma vida perdida de forma nauseante pela irresponsabilidade criminosa e doente de jovens seres humanos cujo comportamento chega a assustar na medida em que ele envolve a exposição orgulhosa de um ato condenável como motivo de glória e aplausos.

Criado na embaixada equatoriana, gato de Julian Assange teria sido levado para abrigo

Apesar das dúvidas sobre o destino do gato de Julian Assange, preso na manhã desta-quinta (11), o escritor James Ball garante que o animal foi levado para um abrigo de animais.

O gato foi dado a Assange pelos filhos dele em 2016. A ideia era oferecer uma companhia ao ativista na embaixada equatoriana, em Londres, na Inglaterra, segundo a BBC.

Foto: Reprodução/Twitter @EmbassyCat

No entanto, segundo um dos advogados do ativista, Carlos Poveda, Michi, como é chamado o gato, foi retirado da embaixada pela polícia britânica antes que Assange, criador do Wikileaks, fosse preso.

“Pelo menos o gato se salvou. Foi entregue, não sei se a um amigo, mas saiu da embaixada semanas antes”, disse o advogado.

Não há, no entanto, informações concretas sobre a data em que o gato foi retirado do local. Algumas fontes afirmam que a polícia levou o animal em novembro, após a Embaixada do Equador afirmar que não iria mais arcar com os gastos de Michi. Assange teria permitido que o gato fosse levado para que pudesse ter uma vida mais saudável, segundo informações do jornal italiano La Repubblica.

E mesmo havendo dúvidas sobre o paradeiro do gato, inclusive por parte dos advogados de Assange, James Ball assegura que o animal foi levado para um abrigo, conforme publicou no Twitter. O escritor disse ainda que se ofereceu para adotar o gato, mas não obteve sucesso na tentativa de adoção.

“Para registro: o gato de Julian Assange foi entregue a um abrigo pela embaixada do Equador tempos atrás, então não esperem uma extradição felina pelas próximas horas”, escreveu.

Michi tinha perfis no Twitter e no Instagram com o nome “gato da embaixada”. No entanto, desde outubro de 2017 não há atualizações nas redes sociais dele.

Cachorro idoso que viu 134 cães serem adotados não consegue novo lar

Um cachorro idoso resgatado por um abrigo na Inglaterra já viu 134 cães serem adotados, enquanto ele espera por uma família que, até agora, não apareceu. O animal, da raça Staffordshire Bull Terrier, tem 12 anos de idade.

Sam, como é chamado, vive no abrigo South Godstone. Apesar de receber dos funcionários do local todos os cuidados necessários, o que ele precisa mesmo é de um lar com uma família que o trate com amor e respeito, onde ele possa viver os últimos anos de vida cercado de afeto.

Por ser um animal com idade já avançada, a assistente da entidade, Emily Jefferson, acredita que ele precisa ser acolhido por uma família para que possa passar um tempo longe da vida no canil. As informações são do jornal Estadão.

“Ele gosta de paz e tranquilidade, então precisa de um lugar onde possa relaxar”, diz Emily.

No site da instituição de proteção animal, Sam é descrito pelos cuidadores como um cachorro sensível. Segundo os membros da entidade, o animal fica ansioso em meio a outros cães, mas é ativo, gosta de brincar no jardim e também de tomar banho de sol.

Incêndio em centro de proteção à vida selvagem mata tartarugas gigantes, suricatos e morcegos

Twitter/Staffordshire Fire Service

Twitter/Staffordshire Fire Service

Três tartarugas gigantes, um suricato e uma colônia de quinze morcegos frugívoros tiveram as mortes confirmadas no incêndio ocorrido segunda (25) pela manhã em um centro de proteção à vida selvagem na Inglaterra.

Os animais, do Gentleshaw Wildlife Center em Eccleshall, Staffordshire, estavam em um recinto já consumido pelas chamas quando os bombeiros chegaram, segundo informações da BBC.

O santuário é o lar de mais de 30 espécies diferentes de animais exóticos e aves de rapina, incluindo espécies raras de corujas-das neves e macacos-de-rabo-de-toco.

O incêndio também afetou os cabos de energia, cortando a eletricidade de propriedades vizinhas.

O corpo de bombeiros afirmou acreditar que o incêndio no pequeno santuário foi iniciado por acidente.

Relembrando Basil

Um porta-voz da equipe dos bombeiros disse acreditar que o fogo tenha sido causado por um defeito no equipamento de aquecimento usado nas acomodações das tartarugas gigantes, provavelmente um curto-circuito nos fios deu inicio a tragédia.

Jenny Morgan, dona do centro, estava em luto. Ela declarou que a equipe toda do centro esta severamente abalada pelo ocorrido e pelas perdas sofridas.

Visivelmente abalada ao se lembrar de “Basil”, falecido no incêndio, Jane o descreveu como “o suricato mais doce que poderia existir”. Basil tinha entre 10 e 12 anos e vivia no centro há 7 anos.

“Sybil, sua esposa, está bem”, disse ela.

Recomeço

“Ela era mais sensível que Basil e correu pra fora”, conta Jane.

“Os veterinários a examinaram, ela esta bem de saúde, mas ainda está um pouco abalada. Nossa prioridade agora é ela, reconstruir o que foi perdido e depois encontrar um novo companheiro para ela.”

Os bombeiros foram chamados por alguém que viu as chamas da estrada principal e ligou para a emergência imediatamente.

A responsável expressou o agradecimento de toda a equipe do centro à pessoa que chamou os bombeiros assim que notou o fogo, “se o incêndio tivesse durado por mais tempo, poderia ter sido muito pior”, disse ela.

Segundo Jane, o centro permanecerá fechado e espera reabrir assim que as manutenções necessárias forem efetuadas

Ativistas libertam cerca de 6 mil faisões de fazenda de caça

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O vídeo mostra o momento em que cerca de 5 mil faisões são libertados de uma fazenda em Chilmark, Wiltshire, na segunda-feira (18), com ajuda de ativistas pelos direitos animais.

No mesmo dia, em uma fazenda de jogos em Bodmin, Cornwall, também na Inglaterra, outros ativistas libertaram cerca de mil aves. As informações são do Farming UK.

A ONG Frente de Libertação Animal assumiu a responsabilidade das duas ações.

Fazendeiros inconformados com as perdas acusam covardemente os ativistas “de prejudicar as aves, pois elas não conseguirão viver soltas, sem comida e sem abrigo adequado.”

No início de mês, manifestantes estiveram em uma fazenda de porcos no Reino Unido. Cerca de 200 ativistas veganos quiseram “expor a agricultura industrial” e os horrores a que são submetidos os porcos.

Gorilas interagem entre si negociando uma cenoura

Foto: Mercury Press & Media

Foto: Mercury Press & Media

Esta poderia ser uma linda imagem, não fosse o fato dos gorilas nela estarem em cativeiro, privados da liberdade tão fundamental à sua espécie.

As fotos mostram uma competição acirrada por cenouras entre dois gorilas das planícies. Eles infelizmente vivem no zoológico de Paignton na Inglaterra.

Possuidores de um senso de comunidade muito grande, os primatas vivem em hierarquias familiares, desta forma o ambiente artificial interfere diretamente em sua convivência, privando-os da presença e interação com demais membros de sua espécie.

As imagens capturam momentos raros em que dois enormes gorilas discutem sobre a comida, com um “implorando” ao outro para entregar uma das duas cenouras que ele conseguiu na semana passada.

As fotografias foram tiradas por um visitante do zoológico, e mostram o macho alfa N’Dowe caminhando até o macho Kivu (menos dominante) e estendendo a mão como se esperasse que o alimento lhe fossem entregue.

Eles então parecem ter uma “troca” de argumentos antes de um contrariado N’Dowe, que ocupa a posição mais alta na hierarquia do grupo, ser forçado a recuar.

O fotógrafo, que pediu para não ser identificado, disse: “Você pode ver N’Dowe andando em direção ao outro com uma aparência de malvado, se aproximando de Kivu e exigindo que ele entregue a cenoura que já havia coletado pra si”.

Foto: Mercury Press & Media

Foto: Mercury Press & Media

Kivu recua devagar, cautelosamente, mas se recusa a entregar as cenouras. Então, a julgar por sua expressão, N’Dowe parece bastante chateado, mas acabou se conformando com alguns tomates dados pelo funcionário do zoo, dessa forma não houve confronto físico”, disse o fotógrafo.

Os gorilas determinam um ranking de poder entre os mais fortes do grupo com N’Dowe geralmente ocupando a primeira posição.

Na maioria dos casos, o que ocupa a posição mais baixa no ranking se submete àquele que ocupa a mais alta, mas nesta ocasião, ao contrário das expectativas, Kivu saiu vitorioso e não se submeteu a ninguém, guardando a cenoura para si.

Inteligentes e belos esses animais atualmente estão ameaçados de extinção. Segundo informações do WWF, a caça e as doenças adquiridas, são responsáveis pela queda de mais de 60% no número de gorilas nos últimos 20 a 25 anos. Especialistas afirmam que mesmo que todas as ameaças aos gorilas das planícies fossem removidas, os cientistas calculam que a população precisaria de cerca de 75 anos para se recuperar.