Inteligência artificial é utilizada para encontrar animais perdidos

Por Rafaela Damasceno

A CrowdPet é uma inteligência artificial criada por pesquisadores da SciPet, empresa que surgiu no Instituto de Computação da Unicamp. O objetivo da plataforma é ajudar na busca por animais perdidos.

Um homem dando uma palestra na frente de um power point que exibe fotos do aplicativo

Foto: Olhar Digital

A plataforma é colaborativa e, para utilizá-la, os usuários precisam inserir as características gerais e uma foto dos animais, formando um cadastro. Então a inteligência artificial faz um cruzamento dos dados do animal perdido e dos dados inseridos na plataforma.

“Lançamos esse primeiro módulo da plataforma, que chamamos de ‘registro animal’ e é voltado para utilização em prefeituras. É uma versão disponível para os agentes de bem-estar animal e de saúde. Com a tecnologia, todo animal que passa por essas clínicas, que têm um grande fluxo, é registrado no sistema por um agente”, explicou Fabio Piva, diretor da SciPet. “Depois, temos o módulo da identificação do animal, que ainda está em testes. E, por último, lançaremos o aplicativo para a população que servirá como uma rede social para os animais”.

A plataforma funciona na cidade de Jaguariúna (SP) desde o final do ano passado, segundo o Olhar Digital, mas há planos para expandir a CrowdPet: a previsão é que pelo menos mais dez cidades adotem a plataforma até o final de 2019.


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Universidade de Brasília ofertará disciplina de direitos animais

Por Rafaela Damasceno

Direito animal é o nome da nova matéria da Universidade de Brasília (UnB). A disciplina é aberta também à comunidade e abordará tanto o aspecto acadêmico quanto o ativista.

Uma mão humana e uma pata de cachorro se tocando

Foto: Jennings Wire

“Pela primeira vez a Universidade de Brasília chega com a oferta de uma disciplina para tratar os direitos animais no primeiro plano. Ou seja, pelo fundamento dos direitos animais. Geralmente você tem essa disciplina dentro de conteúdos de direito ambiental. Mas uma disciplina exclusiva para pensar o direito animal, assim como a gente já pensa, por exemplo, os direitos humanos, é a primeira vez”, explicou a Vanessa Negrini, professora de Comunicação Organizacional da Faculdade de Comunicação da UnB.

A ideia da criação da disciplina partiu dela, em sua tese de doutorado, onde falou sobre direito animal e comunicação, e já está sendo um sucesso: há 70 vagas para os alunos e 30 vagas para a comunidade, e o número de interessados ultrapassou 100 pessoas. Há uma lista de espera, caso algum inscrito desista, segundo o Tarde Nacional – Brasília.

A disciplina foi criada pela primeira vez na Universidade de São Paulo (USP), no começo deste ano.


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Grupo ativista propõe criação de santuário para orcas

Por Rafaela Damasceno

O Projeto Santuário das Baleias pretende “esvaziar todos os tanques”, ou seja, levar as baleias presas em cativeiro para um lugar onde possam ter mais liberdade e conforto. A criação de um santuário nas ilhas de San Juan, nos Estados Unidos, foi a proposta feita para que isso fosse possível.

Uma baleia em um show ao lado de um treinador

Foto: Harley Soltes

A região foi o primeiro local a apresentar ao mundo uma atração envolvendo orcas em cativeiro, e a ONG pretende ajudar a encerrar os shows para sempre.

A instalação, que prevê o gasto de 15 milhões de dólares (mais de 56 milhões de reais), espera ser um local onde as orcas podem se “aposentar”.

“Devemos isso a elas”, declarou o diretor do projeto, Charles Vinick, ao Metro. “Elas geraram milhões de dólares para as pessoas que as exploram e é nosso dever devolver a elas parte da qualidade de vida que merecem”.

Infelizmente, não é tão simples levar o projeto em frente. As orcas geram muito dinheiro para os aquários em que vivem, e não é tão simples soltá-las. Além disso, 15 milhões de dólares precisariam ser levantados para a criação do santuário.

As baleias começaram a ser capturadas e exploradas para o entretenimento no ano de 1965, em Seattle. Namu, a baleia presa em cativeiro que foi forçada a fazer truques não naturais, foi uma sensação mundial. Logo encomendas começaram a ser feitas para a captura de baleias em Puget Sound.

O crime aconteceu até 1976, quando um acordo proibiu o SeaWorld de capturar orcas da região.

Segundo Vinick, as orcas que nasceram em cativeiro ou estiveram nele pela maior parte da sua vida teriam uma alternativa no santuário, já que a maioria dos animais permaneceu tanto tempo presa que não conseguiria mais se adaptar ao mar. Ele promete que as orcas seriam bem cuidadas, teriam um espaço confortável para viver e nunca mais teriam que se apresentar novamente.

Mas o verdadeiro objetivo do santuário, segundo ele, é servir de exemplo e mostrar aos outros que isso pode ser feito. Os animais não precisam ficar em cativeiro, sendo explorados.

A criação de um santuário para as belugas na Costa Leste também está sendo avaliado. Audiências públicas estão ocorrendo neste mês pela região, para decidir os possíveis locais da instalação.


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Empresa de turismo declara que vai parar de vender bilhetes de atrações com baleias e golfinhos

Por Rafaela Damasceno

A empresa de turismo britânica Virgin Holidays declarou que vai parar de promover excursões às atrações que envolvam baleias ou golfinhos em cativeiro. A empresa cortou parceria com o SeaWorld, Discovery Cove e similares e planeja incentivar mais visitas aos animais em seus habitats.

Duas baleias em um show no SeaWorld, em um tanque

Foto: Getty

“Esta decisão segue a jornada que a empresa iniciou em 2014, ao anunciar que a Virgin Pledge só trabalharia com instalações que não capturassem os animais da natureza. Essa posição foi atualizada em 2017, quando nós inserimos uma série de novos passos para divulgar encontros mais naturais com os animais”, declarou o diretor da Virgin Holidays, Joe Thompson.

Ele completou que a empresa continuará apoiando a criação e o desenvolvimento de santuários para baleias e golfinhos que atualmente permanecem em cativeiro.

O comprometimento foi aprovado pelos britânicos: uma pesquisa da empresa mostrou que 92% dos entrevistados dizem preferir ver os animais em seu habitat natural do que em cativeiro.

O diretor acrescentou que a Virgin Holidays deseja apoiar encontros responsáveis com os animais, que visam colocar a saúde e o bem-estar deles em primeiro lugar.

A proibição da venda dos bilhetes para as atrações ainda não entrou em vigor, mas a empresa afirma que até o final do mês isso será feito.

O SeaWorld se posicionou contra a decisão, afirmando que a instalação estava “desapontada” com a empresa. “É decepcionante ver a Virgin Holidays ceder à pressão dos ativistas que enganam e manipulam a ciência dos animais marinhos para promover suas agendas”, disse um porta-voz ao The Independent.

A atração também afirmou que a história do SeaWorld foi construída com base no resgate de animais. “Apoiar instalações zoológicas independentes é mais importante do que nunca. Nenhuma empresa faz mais para proteger os animais marinhos e promover pesquisa, resgate e conservação do que o SeaWorld”, completou.

Apesar das afirmações do local, a Virgin Holidays não pensa em recuar sobre seus novos ideais e investiu 100 mil dólares (cerca de 375 mil reais) para apoiar um projeto do National Aquarium in Baltimore, nos Estados Unidos, que realocará seus golfinhos em cativeiro para um santuário maior e mais natural, que será inaugurado em 2021.

A empresa também fez uma parceria com a World Cetacean Alliance para que os guias turísticos recebessem aulas sobre baleias e golfinhos.