População mundial de abelhas está diminuindo

Por Rafaela Damasceno

Apesar de ainda estar longe da extinção, a população de abelhas está diminuindo rapidamente, caindo incríveis 89% entre 2007 e 2016. A queda é preocupante, principalmente considerando que elas desempenham um papel fundamental na polinização das plantas do mundo.

Uma abelha polinizando uma flor roxa

Foto: Daily Mail

Sem as abelhas, agricultores teriam dificuldade em produzir alimentos básicos, como frutas e legumes. Uma única colônia pode polinizar 300 milhões de plantas por dia.

A espécie está sob ameaça em todos os países do mundo, mas principalmente nos Estados Unidos. Apenas no inverno passado, cerca de 40% das colônias morreram no país.

A principal razão é a perda de habitat, seja para a agricultura ou devido a urbanização. Mudanças climáticas e fertilizantes também são grandes fatores, assim como vírus (as abelhas não possuem defesas naturais contra).

Se elas desaparecessem por completo da face da Terra, provavelmente haveria um aumento considerável na fome do mundo, além da perda permanente de alguns alimentos, como o mel, algumas nozes e feijões.

Os animais também sofreriam, sem as plantas polinizadas como fonte de alimento. Muitos medicamentos dependentes das plantas também não poderiam mais ser fabricados.

Algumas regiões estão se movendo para proteger os insetos. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos proibiu o uso de pesticidas ligados à exterminação das abelhas. A Europa adotou medidas semelhantes.

Star-ups também estão tomando atitudes para ajudar. A SeedLabs, por exemplo, na Califórnia, criou um alimento especial para as abelhas, com probióticos para impulsionar o sistema imunológico delas.

Segundo o Daily Mail, pessoas também podem ajudar plantando flores ricas em pólen e néctar, não atacar as abelhas quando se aproximarem e educar as outras pessoas sobre a importância delas.


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Governo Bolsonaro libera agrotóxico que mata abelhas e registros de pesticidas chegam a 262 em 2019

Um lote com 51 novos agrotóxicos foi liberado pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) nesta segunda-feira (22), totalizando 262 produtos registrados apenas neste ano. Dentre os pesticidas autorizados está o sulfoxaflor, responsável por exterminar abelhas. A liberação desse veneno, após ele ter sido responsável pela morte de mais de meio bilhão de abelhas em quatro estados brasileiros entre janeiro e março de 2019, quando ainda estava em fase de testes, expõe o descaso do governo com os animais.

Foto: Pixabay

Além dos insetos, outros animais, como pássaros, também sofrem com os efeitos dos pesticidas. A natureza também é prejudicada, tendo o solo e a água contaminados, e a saúde humana é diretamente afetada pelo consumo de vegetais cultivados com agrotóxicos, capazes de gerar doenças graves como o câncer. No entanto, a rapidez com que novos agrotóxicos têm sido liberados demonstra que o Ministério da Agricultura, responsável pelo registro desses produtos, e o presidente Bolsonaro estão mais interessados no lucro gerado pelos pesticidas do que nos efeitos devastadores causados por eles.

Em abril, o sulfoxaflor foi um dos principais assuntos discutidos pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara. A ministra da Agricultura, Teresa Cristina, que é ex-líder da bancada ruralista, participou do debate. Na ocasião, ela explicou que o veneno responsável pela matança de abelhas não estava registrado no Brasil. As informações são da revista Fórum.

“O problema das abelhas é que foi usado um produto chamado Sulfoxaflor. Esse produto não está registrado no Brasil. Esse é o grande problema dessa fila enorme. Esse produto muito provavelmente entrou de maneira ilegal, está sendo usado de maneira errônea e causou a morte das abelhas”, afirmou.

Agora, no entanto, o produto passará a ser usado livremente, o que poderá causar mortes de insetos com respaldo do governo.

Apesar de ser considerado “medianamente tóxico” pela Anvisa, o sulfoxaflor tem, sob certas condições, um impacto negativo sobre as colônias de abelhas e suas capacidades reprodutivas, conforme descobriu um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Londres. A pesquisa concluiu que o pesticida, produzido pela Corteva AgriscienceTM, reduziu em 54% o tamanho das colmeias.

Em 2015, uma decisão da Corte de Apelações de São Francisco, que indicou que a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) falhou em considerar os impactos do sulfoxaflor sobre insetos polinizadores, levou ao cancelamento do registro do produto nos Estados Unidos. No entanto, um ano depois a EPA concedeu novamente o registro, porém com abrangência limitada.

Classificação

Dos 51 agrotóxicos liberados nesta segunda-feira, 7 são produtos formulados – isso é, aqueles que chegam às lojas e podem ser comprados pelos agricultores. O princípio ativo sulfoxaflor está em 6 desses produtos.

Os outros 44 herbicidas são produtos equivalentes, ou seja, genéricos de princípios ativos já autorizados no Brasil. De acordo com informações do G1, 18 deles são para produtos técnicos de uso industrial e outros 26 são produtos formulados, sendo quatro de origem microbiológica.

Entre os pesticidas liberados há também um que tem como base o florpirauxifen-benzil, princípio ativo que já havia sido aprovado em junho pelo governo.

“Podemos produzir sem agrotóxicos”

 A ONG Greenpeace, que defende o meio ambiente, criticou a liberação dos novos agrotóxicos devido ao impacto negativo que esses produtos causam na natureza e na saúde humana.

“Podemos produzir sem agrotóxicos, em equilíbrio com o meio ambiente e respeitando a saúde das pessoas. Porém, as decisões do governo no tema ignoram isso e colocam o povo brasileiro em risco. Isso é inaceitável”, afirma Iran Magno, da campanha de Alimentação e Agricultura do Greenpeace.


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Dia do Cooperativismo: trabalho em equipe é característica de aves, peixes e insetos

Hoje, 4 de julho, celebra-se o Dia do Cooperativismo. No mundo animal, a cooperação é uma prática bastante comum. Alguns animais, como aves, peixes e insetos têm como característica o trabalho em equipe. Juntos, eles somam esforços e obtém melhores resultados.

Foto: Pixabay

Entre os insetos que promovem ações em grupo estão as formigas e as abelhas. As primeiras são conhecidas por se organizarem de maneira exemplar para obter o resultado desejado. Unidas, as formigas formam grandes grupos e transportam objetos significativamente maiores e mais pesados do que elas. Na hora de proteger o formigueiro, elas também mostram a força que da união, além de dividirem tudo de forma igualitária.

Nas colmeias não é diferente. As abelhas dividem tarefas diariamente, por meio de estímulos visuais, auditivos, táteis e químicos. A forma como esses insetos se organizam se assemelha, inclusive, ao comportamento social humano. Isso porque as abelha dividem tarefas e responsabilidades e formam castas e gerações que trabalham em prol do bom funcionamento da colmeia.

Além dos insetos, outros seres do reino animal se organizam em grupos, como os pássaros. Ver um grupo deles voando de maneira sincronizada é bastante comum e demonstra o quão organizados e unidos eles são. Algumas espécies, como os estorninhos, chegam a desenhar uma perfeita formação no céu durante o voo. O objetivo é confundir predadores naturais ao criar a ilusão de uma só unidade. Segundo informações do portal Pensamento Verde, essas aves executam um cooperativismo exemplar, que precisa ser extremamente bem executado, já que um erro pode levar à colisão de um pássaro com outro, em alta velocidade, o que danificaria a unidade do grupo e, por consequência, a tática de proteção a predadores, e também poderia causar lesões nesses animais.

Foto: Pixabay

No entanto, não é só no momento do voo que os pássaros se unem. No caso do papa-moscas-preto, o trabalho em grupo garante a sobrevivência da espécie. Com a aproximação de um predador, o pássaro emite um guincho alto, alertando as demais aves e fazendo com que elas se unam para defender o grupo.

A união como tática de defesa contra os predadores também é usada pelos peixes. Juntos, eles formam cardumes que, com a sincronia do nado, tornam-se uma única unidade que faz com que os predadores não tenham força para atacar um peixe específico, diminuindo assim as chances desses animais serem mortos.

Foto: Pixabay


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Para proteger abelhas, EUA proíbem agrotóxicos liberados por Bolsonaro no Brasil

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) anunciou o cancelamento de 12 agrotóxicos da classe dos neonicotinóides no Registro Federal devido a danos às abelhas e outros insetos polinizadores. Dentre os venenos banidos, 7 deles continham os princípios ativos Imidacloprid, Azoxistrobina e Tiametoxam – os mesmos pertencentes a pesticidas liberados no Brasil pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Foto: Pixabay

A proibição dos agrotóxicos nos Estados Unidos faz parte de um acordo firmado em dezembro de 2018, após o Centro de Segurança Alimentar (CFS, na sigla em inglês) mover uma ação judicial pedindo o cancelamento dos venenos e ser constatada uma falha da EPA para proteger os polinizadores, que são gravemente afetados pelos agrotóxicos. É a primeira vez que a agência é obrigada a analisar os impactos dos agrotóxicos da classe dos neonicotinóides sob espécies ameaçadas de extinção. As informações são do portal oficial do Centro de Segurança Alimentar.

“O cancelamento desses agrotóxicos neonicotinóides é uma batalha duramente conquistada e um marco na direção certa”, disse George Kimbrell, Diretor Jurídico da CFS e principal conselheiro no caso. “Mas a guerra contra os agrotóxicos continua: continuaremos a lutar de forma diligente para proteger nosso planeta, as abelhas e o meio ambiente dessas e de outras toxinas perigosas semelhantes”, completou.

Os neonicotinóides são quimicamente relacionados à nicotina e interferem no sistema nervoso dos insetos, causando tremores, paralisia e até morte, mesmo quando usados em doses muito baixas. Ao contrário dos pesticidas tradicionais, os neonicotinóides – ou neônicos – são distribuídos por toda a planta, tornando-a inteiramente tóxica. Expostos ao veneno através do pólen, do néctar, da poeira, e das gotas de orvalho nas folhas das plantas e nos solos, as abelhas sofrem. Esse tipo de agrotóxico começou a ser usado de forma intensa em meados da década de 2000. No mesmo período, casos generalizados de mortes de abelhas começaram a ser registrados, já que esse veneno é 10 mil vezes mais tóxico para esses insetos do que qualquer outro agrotóxico.

Durante a aplicação, os neonicotinóides são colocados nas sementes e, após elas serem plantadas na terra, esse agrotóxico se espalha para além da plantação, podendo contaminar flores silvestres, solo e água. Além das abelhas, outros animais também são afetados pelo veneno, como pássaros e outras espécies silvestres.

Outros casos

Não é a primeira vez que o assunto é discutido nos Estados Unidos. Em 2017, a CFS ingressou com uma ação na Justiça contra a EPA, exigindo que as sementes com revestimento neônico não escapem mais da regulamentação. No ano seguinte, a CFS protocolou uma notificação na qual expressava a intenção de processar a administração Trump por reverter uma moratória sobre agrotóxicos neônicos e culturas geneticamente modificadas em refúgios de vida silvestre.

Recentemente, a CFS endossou a Lei de Proteção aos Refúgios, de 2019, que irá restabelecer a moratório sobre os refúgios de vida silvestre, e apoiou a Lei de Proteção dos Polinizadores da América, que exigiu que a EPA tomasse medidas imediatas para proteger os polinizadores dos neonicotinóides. Além disso, a CFS está pedindo proteção a quatro espécies de abelhas ao Estado da Califórnia. O pedido é para que esses insetos sejam adicionados à Lista de Espécies em Perigo do estado.

Outra ação recente da CFS foi o lançamento de um aplicativo gratuito, que recebeu o nome de “Wild Bee ID”, para capacitar jardineiros com o objetivo de incentivá-los a desenvolver um papel ativo na conservação das abelhas.

Além dos Estados Unidos, a União Europeia também proibiu três agrotóxicos neonicotinóides de serem utilizados em plantações após a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar expor preocupação sobre os prejuízos que esses venenos representam para os insetos polinizadores. A rança também proibiu o uso de dois agrotóxicos dessa classe em campos de cultivo e estufas.

É preciso salvar todos os insetos para salvar a existência humana

A diversidade de insetos no mundo, bem como o número de insetos que restou em cada espécie, diminuiu bastante e tende a diminuir ainda mais se nada for feito para salvá-los. Muitos de nós humanos repelimos os insetos quase que o tempo todo, mas de acordo com pesquisadores, precisamos salvá-los ao invés de exterminá-los. Não só para o bem deles e do planeta, mas para a nossa própria existência.

Uma notícia publicada pelo site The Guardian fala sobre um relatório da Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES em Inglês), o qual alertou sobre a estimativa de que 10% das espécies com 5,5 milhões de insetos estão ameaçadas de extinção.

Foto: Pixabay

Isso está ocorrendo devido às culturas agrícolas, uso de pesticidas e o aumento da população humana. No entanto, a pesquisadora Anne Sverdrup-Thygeson, da Universidade Norueguesa de Ciências da Vida, explica que tanto a água quanto a comida que a humanidade necessita dependem da sobrevivência desses insetos.

Apreciadora dos insetos, Anne em seu livro Insetos Extraordinários não só descreve as mais variadas façanhas e curiosidades que cada inseto pode ter, como tenta fazer com que as pessoas passem a apreciar as mais diversas criaturas. Segundo ela, atualmente existem cerca de 200 milhões de insetos para cada ser humano. Porém, estatísticas mostram que, com o aumento da população humana, o número de insetos foi reduzido pela metade, ameaçando um colapso dos ecossistemas.

Claro que para muitos de nós salvar os insetos é algo fora de cogitação, principalmente para quem vive em áreas urbanas e se incomoda com qualquer besourinho. Contudo, Anne explica que os insetos são extremamente importantes para a sobrevivência natural da vida na Terra.

Não somente as abelhas…

Nós aprendemos que a função das abelhas, por exemplo, é polinizar as flores, fazendo com que outras plantas cresçam em diversas regiões. Anne explica que até as formigas têm o seu papel na dispersão de sementes, pois segundo descreveu a pesquisadora, algumas delas são responsáveis pela propagação de até 11.000 espécies de plantas. Além disso, o que nós vemos como pragas e destruidores de móveis, Anne chama de “serviço de coleta de lixo”, pois os insetos decompõem madeiras, plantas e animais com o intuito de gerar nutrientes para uma nova vida.

Outra função importante dos insetos é a de servirem como alimento para aves, répteis, anfíbios e mamíferos. Segundo informou o site Audubon.org, a queda no número de insetos contribuiu para a perda de 421 milhões de aves na Europa nas últimas três décadas.

De acordo com a conclusão da apreciadora de insetos, as espécies mais raras estão desaparecendo primeiro. Na opinião dela, a consequência do desaparecimento dos insetos poderá colocar a nossa própria existência em risco. É preciso dar um basta no uso de pesticidas e ter a consciência da importância de todos os insetos para o bom funcionamento do nosso ecossistema.

Fonte: GreenMe

Jardineiros e agricultores criam campanha mundial para salvar insetos polinizadores

Jardineiros e agricultores criaram a campanha Million Pollinator Garden Challenge – MPGC (o desafio de milhões de jardins polinizadores, em tradução livre) para salvar insetos polinizadores. A campanha é realizada a nível mundial.

Foto: Pixabay

Criada pela National Pollinator Garden Network – NPGN, a campanha já é responsável pela plantação de mais de um milhão de vegetação polinizadora. A preocupação em preservar os insetos existe devido a importância deles para a sobrevivência das plantas, inclusive aquelas que dão origem aos alimentos consumidos pela população.

A vegetação plantada pela campanha está em um local com mais de 5 milhões de acres e se tornou um habitat para abelhas, borboletas e outros insetos polinizadores. As informações são do portal Green Me.

Para o plantio da vegetação, é necessário ter um espaço aberto, arejado e iluminado pelo sol, que receba irrigação frequente e seja cultivado sem pesticidas. A ideia tem motivado associações de jardinagem, que têm aderido à campanha.

“Juntos, por meio da conservação colaborativa, estamos restaurando populações de polinizadores que fornecem a base de nossos ecossistemas e nosso suprimento de alimentos. Quando salvamos a vida selvagem, nos salvamos”, disse Collin O’Mara, CEO da National Wildlife Federation.

A campanha quer reverter o cenário atual, no qual a população de insetos corre riscos, tendo diminuído e, em alguns locais, até desaparecido, devido à ação humana.

A campanha é aberta à toda a sociedade. Para participar, basta criar um jardim com plantas atrativas aos insetos polinizadores.