Espaço para animais domésticos é inaugurado em praça em Santo André (SP)

Um espaço denominado “PetPraça” foi inaugurado, na última semana, pela Prefeitura de Santo André (SP) na Praça Presidente Kennedy, na Vila Bastos. Durante a inauguração foi anunciada também a criação da Diretoria da Causa Animal, que passa a fazer parte da Secretaria de Meio Ambiente.

Foto: Reprodução / Repórter Diário

“Em Santo André, cerca de 40% das famílias tem um animal em casa. Por isso, elaboramos a construção deste espaço exclusivo e financeiramente barato feito pela nossa equipe. Com este sucesso, a proposta é ampliar esta iniciativa, por isso vamos levar este modelo para mais 10 praças até 2020”, disse o prefeito Paulo Serra. “Ideia surgiu por sugestão dos usuários da praça, em especial do Grupo Auamigos, que faz um trabalho com os animais da região. Parabéns a todos os envolvidos”, completou. As informações são do portal Repórter Diário.

O prefeito falou, também, sobre a Diretoria da Causa Animal. “Neste segmento já temos a parceria do secretário de Meio Ambiente, Fabio Picarelli, a diretora de vigilância à saúde, Ana Lúcia Ferreira Oliveira Meira e agora o diretor do Departamento de Bem Estar Animal, José Henrique Mioto. Com isso iremos desenvolver ainda mais políticas públicas nesta área, que é sinônimo de qualidade de vida e companheirismo. Já tivemos mais de mil adoções nesta gestão, dobramos a capacidade das castrações e agora teremos mais obras, projetos e inaugurações para oferecer qualidade de vida em Santo André”, reforçou o prefeito.

O secretário de Manutenção e Serviços da Prefeitura de Santo André, Vitor Mazetti, comemorou a inauguração da PetPraça e lembrou que ela foi construída de maneira sustentável. “Tivemos investimento de baixo custo, cerca de R$ 8 mil, em que utilizamos materiais recicláveis, como tubos, dutos de PVC, entre outros, oferecendo funcionalidade e sustentabilidade. Tudo isso tem um simbolismo muito grande para todos, já que a comunidade pode conviver ainda mais de forma harmoniosa”, disse.

Esta é a segunda PetPraça instalada na cidade. A primeira está localizada na praça Marechal Hermes. O espaço recém-inaugurado conta com brinquedos para os animais, como passarela, gangorra, túnel de arcos, pneu e obstáculo com barra paralela, além de grama, areia e pedrisco no chão, iluminação, cerca com alambrado, bancos e papeleira.

“Por muitas vezes, vimos nossos animais presos na coleira, sem condições para correr livres e aproveitando este espaço da melhor maneira possível. Reunimos nosso grupo Auamigos, que já tem mais de 150 membros, e levamos nossas considerações à Prefeitura. Fomos prontamente recebidos e a equipe de lá já se organizou para que tudo fosse concretizado. Agora sim podemos curtir mais momentos tranquilos com animais”, disse Sônia Aparecida de Carvalho, idealizadora da Auamigos, do qual fazem parte um grupo de frequentadores da praça.


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Cão recebe alta médica após ser castrado com canivete e sem anestesia

Um cachorro que foi castrado com um canivete e sem anestesia, após escapar de casa, recebeu alta médica. Ele estava internado desde o dia 6 de junho, quando foi alvo de maus-tratos. O casal suspeito de maltratar o animal foi multado em R$ 6 mil. O caso aconteceu em Araraquara (SP).

Foto: Arquivo pessoal

Spike, como é chamado o cachorro, está se recuperando do ferimento que sofreu e já está comendo. No entanto, segundo Anderson José Alves, filho da tutora de Spike, o cão está traumatizado. “Ele fica assustado com presença masculina, ele fica tremendo”, disse ao G1.

Devido à agressão que sofreu, o cachorro teve que ser submetido a uma cirurgia de reconstrução da área afetada. “Ficou mais de R$ 1 mil o tratamento”, afirmou Alves. Segundo ele, a conta da clínica veterinária foi paga com a ajuda de doações.

Maus-tratos

A agressão cometida contra Skipe foi denunciada à polícia. Conforme informações do Boletim de Ocorrência, o cão foi castrado sem anestesia na noite de quinta-feira (6), após escapar e ir parar na casa do vizinho. O ato cruel teria sido cometido devido ao cio da cadela tutelada pelo casal que mora na casa ao lado da residência onde vive Spike.

Segundo a denúncia, o casal teria permitido que o cachorro fosse até o fundo da casa e, em seguida, teria o amarrado e retirado seus testículos sem uso de anestésico para dor.

Foto: ACidadeON/Araraquara

Anderson José Alves contou que recebeu uma ligação de sua mãe por meio da qual ela teria informado que a vizinha havia avisado por telefone que o marido dela tinha castrado Spike. Ao chegar na casa da mãe, Alves afirma ter encontrado o cachorro na rua, com um ferimento aberto.

Punição       

O casal, que confessou à polícia ter castrado o cachorro com um canivete, mas negou ter feito o procedimento sem anestesia, foi multado pela Polícia Ambiental em R$ 6 mil.

Os dois alegaram ter feito uso de uma espécie de anestésico para o cachorro dormir e negaram ter amarrado o animal. Segundo eles, ao final da castração, foi passado um remédio no corte para, em seguida, o cachorro ser solto.

Foto: Arquivo pessoal

Pela lei, maltratar animais pode resultar em pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. Caso o animal morra, a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço.

Um projeto que aumenta a pena para maus-tratos para até quatro anos foi aprovado no Senado em dezembro de 2018. Em caso de morte do animal, a pena pode ser aumentada em até um terço – mais de um ano. O texto está em tramitação na Câmara dos Deputados.


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Gato foge de casa para ir a cemitério acompanhar velório de tutora

Um gato fugiu de casa para ir ao velório da tutora que morreu em um acidente. A menina Júlia dos Santos, de três anos, foi vítima, assim como sua mãe, Luzia Aparecida Alencar dos Santos, de 32 anos, de um acidente com um ônibus de turismo que saía de Campos do Jordão (SP) com destino à Baixada Santista. Parentes relevaram que o gato foi escondido para o cemitério.

Foto: Carlos Nogueira/Jornal A Tribuna de Santos

Ópera, como foi batizado o gato pela tutora, a pequena Júlia, aproveitou que o portão da casa onde ele vive estava aberto, fugiu e encontrou dentro do carro da família, que seguia para o velório, e ficou escondido embaixo do banco. As informações são do G1.

Mãe e filha foram duas das 10 vítimas fatais do acidente, que aconteceu na serra de Pindamonhangaba (SP). Outras 51 pessoas se feriram. Os corpos de Júlia e Luzia foram velados na funerária Osan, em São Vicente, no litoral de São Paulo. Durante todo o velório, Ópera não saiu de perto do corpo da criança.

Durante toda a manhã desta terça-feira (11), o gato foi visto em volta dos caixões e até mesmo sentado em uma cadeira, ao lado dos familiares e amigos das vítimas. Em alguns momentos, Ópera saiu do interior da capela para beber água em uma vala localizada no entorno da funerária, mas depois voltou para perto dos corpos.

Foto: Nina Barbosa/G1

Leis que permitem crueldade contra animais em rodeios são anuladas pela Justiça

Leis criadas pelos municípios de Marília e Pereiras, no interior de São Paulo, foram anuladas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por autorizarem o tratamento cruel contra animais em rodeios. As prefeituras informaram que entrarão com recursos.

(Foto: Ricardo Nasi/G1)

Uma das ações levou à anulação da Lei nº 8.104, de 26 de junho de 2017, que autorizou a realização de práticas nocivas aos animais durante rodeios, impondo a eles sofrimento físico intenso. A ação foi movida contra o prefeito e o presidente da Câmara de Marília. A Procuradoria-Geral, órgão máximo do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), questionou a prova “laço em dupla”, na qual um animal é laçado pela cabeça e pelos pés. As informações são do Estadão.

A Procuradoria-Geral de Justiça afirmou que “a Constituição de São Paulo se viu agredida nos artigos 144 e 193, que impõem o dever de os municípios atenderem aos comandos nela expressados e aqueles da Carta Republicana nacional, assim como escudam a fauna, adotando medidas protetivas que impeçam a submissão dos animais a atos de crueldade”.

No caso de Pereiras, a ação foi movida contra o prefeito e o presidente da Câmara, devido à presença da expressão “prova de laço” na Lei Municipal n.o 1.044/2017, que passa a considerar o rodeio e provas similares como patrimônio cultural imaterial da cidade. A ação cita um trecho da legislação que define que “nas provas com a utilização de touros deverá haver, sempre que possível, a atuação de no mínimo um laçador de pista”, e a parte que aborda apetrechos de montaria, como sedéns, cintas, cilhas e barrigueiras.

Pareceres e laudos técnicos anexados ao processo indicam que esses apetrechos causam incômodo, estresse, dor e sofrimento nos animais, fazendo com que eles apresentam um comportamento anti-natural. Ainda segundo os documentos, a prática de laçar o animal “caracteriza procedimento brusco e agressivo, que lhe pode ocasionar lesões à estrutura orgânica, trazendo o risco, inclusive, de causar paralisia ou levá-lo a óbito (…)”. A Justiça acatou os argumentos.

A Prefeitura de Pereiras alegou já te alterado a legislação para adequá-la à Lei Federal 13.364/2016, que autoriza rodeios e vaquejadas no Brasil quando registrados como manifestações culturais de natureza imaterial. Essa classificação também foi dada ao rodeio e à vaquejada na Emenda Constitucional 96, de 2017, que marca um retrocesso na proteção animal brasileira.


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Ativistas socorrem cães com sinais de maus-tratos e mais de 100 carrapatos

Ativistas da causa animal socorreram três cachorros com sinais de maus-tratos e mais de 100 carrapatos em Bariri (SP). Segundo as ativistas, um dos animais não sobreviveu, pois estava bastante debilitado.

Os animais foram retirados de uma residência no bairro Jardim Santa Rosa, no fim da tarde de sexta-feira (31), após denúncia e levados para uma clínica.

Foto: Arquivo Pessoal

Segundo a presidente da associação Focinho Carente, Letícia Fanton Cantazini, que participou da ação, todos os animais apresentavam sinais de maus-tratos.

“Em cada um dos cachorros tinham mais de 100 carrapatos. O veterinário deu uma injeção com medicação, porque não tinha condições de retirar manualmente, eram muitos. Também estavam com sinais de desnutrição e muita sede”, conta.

Letícia contou ao G1 que ainda encontrou outros dois filhotes mortos no quintal e que entrou na residência com a ajuda da Polícia Militar. Os tutores dos animais negaram que os animais sofriam maus-tratos. No local, não foi encontrado bebedouro de água, nem vasilha com comida, informou a ativista.

Foto: Arquivo Pessoal

As duas cadelas receberam atendimento veterinário e foram levadas para um espaço onde funciona a sede da associação.

“Como fizemos o transporte no carro, depois tinha carrapato até no teto do veículo, nunca tinha visto tantos assim. O pior é que todo dia estamos recebendo denúncia de maus-tratos, aumentou muito o número de casos”, comenta.

Foto: Arquivo Pessoal

Fonte: G1


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Bombeiros lançam ações educativas contra as queimadas em Sorocaba (SP)

Como parte da programação de abertura da Semana do Meio Ambiente, a Prefeitura de Sorocaba (SP), por meio da Secretaria do Meio Ambiente, Parques e Jardins (Sema), e o Corpo de Bombeiros lançam nesta segunda-feira (3) ações educativas para conscientizar a população sobre os problemas provocados pelo fogo e diminuir o número de focos de incêndio na cidade.

Foto: Adival B. Pinto / Arquivo JCS

Chamada de Campanha Educativa de Prevenção às Queimadas, a programação contará ainda com exposição de animais taxidermizados, além da apresentação da Brigada de Incêndio. O evento é uma das iniciativas da Sema para marcar a comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente, que é celebrado anualmente no dia 5 de junho.

O capitão João Luiz Gomes Carneiro, do Corpo de Bombeiros de Sorocaba, afirma que a corporação também lançará na abertura da semana — que acontecerá em cerimônia às 9h na sede da Sema (rua Santa Maria, 197, na Vila Hortência) — sua ação de combate às queimadas, que é um crime ambiental, por meio da operação Corta Fogo.

Segundo ele, o objetivo é alertar os sorocabanos sobre o aumento dos incêndios e das queimadas em vegetações e matas nativas, por conta do tempo seco e da estiagem dessa época do ano. “Durante o período de outono e inverno, devido ao ar seco e à falta de chuva, o acúmulo de poluição aumenta e torna as queimadas mais propensas, trazendo uma série de problemas ambientais. Por isso, é importante que a população evite colocar fogo em terrenos baldios, evite jogar bitucas de cigarro às margens de rodovias, evite soltar balões, além de nunca queimar o lixo e ainda evitar acender fogueiras perto de matas, principalmente em dias de vento. Estamos com viatura e equipe preparadas, pois nessa época do ano as ocorrências de incêndios e queimadas aumentam consideravelmente, mas é preciso evitá-las e combatê-las”, destaca Gomes.

O capitão recomenda que as ocorrências devem ser comunicadas ao Corpo de Bombeiros pelo 193, à Patrulha Ambiental pelo 199 ou ainda para o Disque Denúncia, pelo 181. “Para os infratores, vale o alerta de que queimada é crime e a multa pode chegar a até R$ 2.800. É importante também que a população entenda que queimada faz mal às pessoas, aos animais e ao ambiente. Além de ser crime ambiental”, aponta.

Segundo o titular da Sema, Jessé Loures, a programação da Semana do Meio Ambiente pretende sensibilizar a população sobre a importância da conservação e recuperação da biodiversidade em Sorocaba. “Teremos plantio de árvores, visitas monitoradas, exposições, blitz, doação de mudas, workshop, lançamento da Plataforma do Observatório da Biodiversidade, entre outras atividades”, diz.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

Cães resgatados após suspeita de tortura se recuperam no interior de SP

Dois cachorros que foram resgatados após uma suspeita de que eles estivessem sendo torturados pelos tutores estão sob a responsabilidade de uma ONG, já receberam alta médica e se recuperam bem. O caso aconteceu em Bebedouro, no interior de São Paulo, e é investigado pela Polícia Civil, que tomou conhecimento dos fatos após uma denúncia.

Foto: Mariângela Mussolini/ONG Dona Zuleika

Um dos cães apresentava mutilações por todo o corpo. Eles foram salvos na última quinta-feira (24) após o caso ser denunciado a ONG Dona Zuleika. Um laudo veterinário que apontará a causa das lesões está sendo elaborado e é aguardado pela polícia. As informações são do portal G1.

Uma técnica de enfermagem e o irmão dela, que é adolescente, são suspeitos do crime. De acordo com a polícia, a mulher tentou levar os cães de volta para casa, mas não teve autorização policial. O destino dos animais ficará, agora, a cargo da Justiça. Enquanto a decisão judicial não sair, eles ficarão sob os cuidados da ONG.

Segundo o médico veterinário Jorge Andrade, que socorreu os cachorros, os dois estavam desnutridos, com marcas de corda, feridas e carrapatos. O especialista suspeita que Toddy, que tem feridas graves na pele, tenha sido jogado contra a parede ou atropelado.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

“Isso é típico de quando o animal é atropelado. Quando esfrega no asfalto e fica aquele esfolado. Só que o cachorro eu acho que não ia para rua. Parece que ele foi jogado no muro”, diz Andrade.

A Polícia Civil trabalha com a possibilidade do animal ter uma doença dermatológica causada por fungo. O médico veterinário, no entanto, discorda. “[A dermatite] age diferente. Ali estava parecendo feridas vivas. Tinha acabado de acontecer. Estava sangrando. Para chegar uma dermatite naquele ponto é coisa de meses. Aquilo é ferida nova”, afirma.

Toddy está sendo medicado com antibiótico para tratar uma doença do carrapato, conforme explica Andrade. Dayle, o outro cachorro, não apresentou a doença, mas também tinha parasitas no corpo.

“Os dois estavam um pouco anêmicos. Eles tinham bastante carrapato. Inclusive eu tive que dedetizar toda a clínica aqui, porque empesteou tudo [durante] os dias que eles ficaram aqui”, diz.

Foto: Polícia Civil/Divulgação


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Cães mantidos presos em espaço insalubre são salvos em Nova Odessa (SP)

Doze cães foram resgatados, nesta terça-feira (28), no bairro Jardim Dona Maria Azenha, em Nova Odessa (SP), após uma denúncia de maus-tratos. Seis cães adultos e seis filhotes eram mantidos confinados em um espaço pequeno, sem higiene e ventilação.

Foto: AAANO/Reprodução/Jornal de Nova Odessa

Um boletim de ocorrência foi registrado sobre o caso. Nele, consta a informação de que os animais eram mantidos acorrentados por longos períodos e que, ao ser questionado sobre as condições em que mantinha os cães, o tutor afirmou que eles ficavam presos porque brigavam entre si e por não haver espaço suficiente para todos. As informações são do Jornal de Nova Odessa.

Ao constatar os maus-tratos, a polícia determinou o resgate dos animais, que foi feito com a ajuda de funcionários do Setor de Zoonoses do município e da Associação Amigos dos Animais de Nova Odessa (AAANO). O presidente da ONG, Carlos Pinotti, afirmou que a ação serve de alerta para a sociedade. “A Polícia Civil e a Zoonoses estão aptas para responder e agir nesses casos de maus-tratos, seguindo todas as leis. Isso tem que servir de lição para todas as pessoas. Nós emitimos, por exemplo, uma notificação para uma moradora que deixava a cachorra escapar e icar na rua. Ela foi alertada que isso também é considerado abandono, portanto, crime, passível de multa, detenção e processo criminal”, disse Pinotti.

Pinotti incentivou também a adoção responsável. “Ninguém é obrigado a ter um animal, mas a partir do momento que você adotou, é sua obrigação cuidar dele até o fim da vida, pois você passa a ser responsável juridicamente por aquela vida. Por isso falamos tato da conscientização e fazemos entrevistas rigorosas nas feiras de adoção para que todos saibam das responsabilidades de se ter um animal”, afirmou.

presidente da entidade lembrou ainda que “até os animais em situação de rua podem e devem ser cuidados, pois temos a lei do Cão Comunitário, que permite qualquer morador colocar casinha, comida e água na calçada para ajudar uma vida. Já que, infelizmente, não temos mais como recolher nenhum animal. Por isso reforçamos sempre nossa feirinha de adoção e somos contra a venda de animais. Temos muitos animais precisando de um lar, que acabam morrendo nas ruas, e esses realmente precisam ser adotados de forma responsável”, concluiu.

A Associação Amigos dos Animais de Nova Odessa se encontra em situação crítica, com uma dívida de mais de R$ 17 mil. “Fizemos mais resgates que o normal e o número de animais que começam a ficar doentes no frio triplica, então tivemos que gastar com cirurgias, medicações, utensílios veterinários, internações em clínicas veterinárias e vários outros serviços. Agora precisamos ajustar a dívida ou vamos parar nossas atividades por um período indeterminado”, lamentou Pinotti.

Para colaborar com o trabalho da ONG, através de doações, basta entrar em contato com os membros da entidade através da página oficial da AAANO no Facebook.

Algas impedem livre acesso de gansos e patos a lago em São Pedro (SP)

Uma denúncia feita pelo morador de São Pedro (SP) e proprietário da página do Facebook SOS Meio Ambiente São Pedro, Haroldo Botta, indicou que o excesso de algas no lago do bairro Novo Horizonte está prejudicando a qualidade de vida dos gansos e patos que vivem no local.

Foto: Haroldo Botta

“Ano passado a prefeitura fez uma limpeza por causa de excesso de taboas, assim como do aumento da profundidade do lago. Levaram um mês para fazer isso, em agosto, e levou mais de dois meses para encher novamente”, disse Botta. “Não demorou um mês e estava tomado por essas algas, que impedem 13 gansos, e 16 patos de nadarem, ou terem uma vida saudável no local”, completou.

Botta afirma que visitou o lago na última semana e constatou “uma saída de esgoto do bairro, e que provavelmente é a causa da eutrofização”. Eutrofização é o crescimento excessivo de plantas aquáticas em um nível que afeta o uso desejável da água.

A ANDA entrou em contato com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Pedro (SAAESP) para buscar explicações sobre o possível despejo irregular de esgoto no lago, mas recebeu a resposta, do diretor-presidente do órgão, Thiago Silva, de que o lago em questão não era de responsabilidade da SAAESP e que, portanto, o órgão não tinha informações a respeito do que poderia ou não estar sendo despejado no local. Thiago ainda repassou à questão à prefeitura, a quem repassou a responsabilidade por dar explicações sobre o assunto.

Foto: Haroldo Botta

A ANDA tentou contato com a prefeitura, através dos telefones disponíveis no site oficial do município, mas não conseguiu contato. Por essa razão, um e-mail foi enviado para Luis Carlos Piedade, responsável pela Secretaria de Obras, Meio Ambiente e Serviços Públicos. Piedade, no entanto, não respondeu ao questionamento da redação sobre o possível despejo irregular de esgoto no lago.

Botta lembrou ainda que “o vereador Robson Pedrosa (PSL) fez um requerimento em novembro do ano passado, e reiterou o pedido mês passado” para que alguma providência sobre o excesso de algas no lago fosse tomada, “mas até agora nada foi feito”.

Foto: Haroldo Botta

Ao ser questionado sobre a chance das algas terem nascido em excesso devido à limpeza feita em 2018 pela prefeitura no lago, Botta afirmou que “há algumas possibilidades quando se mexe num local como esse: excesso de luz do sol, adubos, ou esgoto”. Ainda segundo ele, “com o acúmulo de algas, a água pode ficar ácida e prejudicar a saúde dos animais”. Apesar de afirmar que a limpeza pode ter interferido na questão, Botta acredita que é mais provável que um possível despejo irregular de esgoto no local seja “a causa desse desequilíbrio”.

O morador contou ainda que os peixes que viviam no lago foram retirados do local. Ele não soube informar para onde os animais foram levados e, devido à impossibilidade de contato com a prefeitura, a ANDA não conseguiu essa resposta. Botta afirmou também que pretende acionar a unidade de Piracicaba, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que é responsável por fiscalizar questões ambientais em São Pedro.

“Os animais na cidade são considerados como ‘coisas’ pela atual administração”, criticou Botta.

Foto: Haroldo Botta

Foto: Haroldo Botta

* Por Mariana Dandara