Conferência aborda apuração de denúncias de maus-tratos a animais

A conferência “Apuração de denúncias de maus-tratos a animais”, promovida pela Comissão de Proteção Animal da OAB Sorocaba, será realizada na Casa da Advocacia e Cidadania, em Sorocaba (SP), às 19 horas.

Foto: Pixabay

O objetivo da conferência é fazer que a população tenha conhecimento das atribuições de cada uma das instituições aptas a receberem denúncias. As informações são do portal G1.

A Comissão explica que a realização e a fiscalização efetiva de denúncias relacionadas a violência e a negligência as quais os animais são submetidos fazem parte das maiores dificuldades apontadas pelos protetores que fazem trabalho voluntário em Sorocaba.

Participarão da conferência representantes da Zoonoses, da Seção de Bem-estar Animal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), da Central de Atendimento da Prefeitura de Sorocaba, da Guarda Civil Municipal, da Patrulha Ambiental, da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Ministério Público.

A Casa da Advocacia e Cidadania de Sorocaba, local do evento, está localizada na Avenida Três de Março, 495, no Alto da Boa Vista.

A entrada para a conferência é gratuita. No entanto, é preciso realizar uma inscrição antecipada através da Secretaria da Casa da Advocacia e Cidadania ou por meio dos telefones (15) 3228-1134, 3228-6656 e 3228-6652.

Procura-se cachorros desaparecidos em Serra Negra (SP)

Dois cachorros estão desaparecidos em Serra Negra, no interior de São Paulo. Eles fugiram na noite desta segunda-feira (15) no bairro Vila Dirce. O cão de porte médio para grande, de cor alaranjada, atende por Nino. Ele é idoso, não ouve e não enxerga bem. O outro, de porte pequeno, é o Ted, de pelagem branca. A família deles está desesperada. Informações sobre o paradeiro deles devem ser repassadas à Vanessa pelo telefone 19 9 9969-3092.

Dona de canil que explorava cães em Piedade (SP) é multada em mais de 5 milhões

A dona do canil Céu Azul, interditado em Piedade, no interior de São Paulo, foi multada pela Polícia Militar Ambiental em R$ 5.124.000, o equivalente a R$ 3 mil por cada cachorro mantido em condições de maus-tratos no local. Nena Miyazaki Kubaiassi deve ser autuada ainda em mais R$ 13.240 pelo Procon.

Foto: Divulgação/PM

As instalações do local foram vistoriadas pela Polícia Ambiental, Vigilância Sanitária Municipal e Sub-secretaria do Bem-estar Animal da Casa Militar do Governo do Estado. A vistoria concluiu que os animais sofriam maus-tratos.

Irregularidades nos cuidados veterinários também foram encontradas. No local, havia medicamentos vencidos e outras condições inadequadas de recintos atestadas por um médico veterinário que avaliou o canil.

A polícia contabilizou 1.743 cães no local, sendo 1.708 em situação de maus-tratos. A ocorrência levou cinco dias para ser concluída. As informações são do portal G1.

O canil vendia filhotes de cachorro para a Petz, loja do seguimento animal, que os revendia aos clientes. Após o caso de maus-tratos ser descoberto, a empresa anunciou, na quarta-feira (20), que não vai mais vender cães e gatos nas 82 lojas espalhadas pelo Brasil. “A partir de agora, a rede de pet shop só terá cães e gatos para adoção em parceria com ONGs do projeto Adote Petz”, diz a nota.

Foto: Reprodução/TV TEM

O caso é investigado pela Polícia Civil e está sendo acompanhado pelo Ministério Público Estadual, que solicitou à polícia que mais pessoas sejam ouvidas sobre as denúncias de maus-tratos. No processo, o MP afirma que é necessário também analisar documentos e ouvir pessoas e empresas que compraram animais para saber se elas tinham conhecimento das condições em que eles eram mantidos no canil. O delegado responsável pelo caso aguarda o resultado dos laudos da perícia. Policiais que atenderam à ocorrência e agentes da Vigilância Sanitária já foram ouvidos.

Entenda o caso

O canil funcionava em um sítio na zona rural de Piedade, no bairro Goiabas, e o caso de maus-tratos foi descoberto após uma denúncia anônima. Uma equipe da polícia esteve no local na última quarta-feira (13). Após confirmação da denúncia, os policiais solicitaram o fechamento do canil.

Foto: Divulgação/PM

Um auto de infração e interdição foi lavrado pela Prefeitura de Piedade, por meio da Vigilância Sanitária. De acordo com a administração municipal, o canil não tem alvará de funcionamento, inscrição municipal e não paga impostos. Um relatório da Vigilância Sanitária apontou ainda que a proprietária não avisou a Zoonoses sobre três casos suspeitos de leishmaniose em humanos. O resultado feito em homens, que ficou pronto na segunda-feira (18), descartou a doença. Outros dois exames são aguardados.

No local, foram encontrados cães cegos, sem dentes e doentes. Havia também um espaço de incineração de animais que funcionava de forma irregular, já que o canil não tinha autorização para cremar corpos.

Antes da retirada dos cães do canil, a proprietária do local assinou um termo doando-os. Em seguida, ela acionou a Justiça com um mandado de segurança para barrar a retirada dos animais, mas o pedido foi negado pela juíza Luciana Mahuad. O local funcionava há 20 anos e nunca foi alvo de fiscalização.

Em 2018, mais de 4,6 mil denúncias de maus-tratos em canis foram registradas no estado de São Paulo, segundo a Polícia Ambiental.

Falta de ética: Petz revendia cães de canil envolvido com maus-tratos

Documentos encontrados no canil Céu Azul, em Piedade (SP), onde mais de 1,5 mil cachorros eram mantidos em situação de maus-tratos, comprovam que os animais eram revendidos pela loja Petz. Um prontuário que estava no local registrava, inclusive, a devolução de filhotes ao criador, demonstrando que os animais eram tratados como objetos que quando não serviam para ser vendidos, eram devolvidos.

(Foto: Reprodução / Instagram / @luisamell)

No perfil da Petz no Instagram, foi publicada uma resposta vazia que dizia que os criadores que revendem animais para a empresa “são visitados regularmente por veterinários especialistas que seguem rigoroso procedimentos para garantir o bem-estar animal”. O argumento, porém, foi derrubado pela descoberta dos cães mantidos em condições deploráveis no canil.

A ONG Anjos de Rua, de Campinas (SP), afirmou, através de rede social, já ter presenciado “a loja fechando e filhotes sendo guardados em caixa de transporte para passar a noite e serem expostos nas vitrines no dia seguinte”. A entidade pediu ainda boicote à Petz. “Não sejam clientes de um local que mantém mortes, sofrimento, dor, tortura! Não ajudem a financiar tamanha barbaridade! Não compre em locais que fazem venda de filhotes e de uma vez por todas: parem de comprar vidas!”, escreveu a ONG.

(Foto: Reprodução / Instagram / @luisamell)

Pronunciamento da Petz

O presidente da Petz, Sergio Zimerman, tornou público o pronunciamento da empresa através de um vídeo divulgado nas redes sociais. Nele, Zimerman diz ter a intenção de “compartilhar toda a minha indignação com as cenas horríveis, chocantes, que vimos com o criador de Piedade na data de ontem”.

Ele disse ainda que nunca havia sido “constatada uma situação irregular nesse canil, mas a verdade é que alguma coisa deu errado, alguma coisa falhou”. Após pedir desculpas, Zimerman afirmou que os processos referentes aos criadores serão revisitados e que “se nós não tivermos mais condições de assegurar que isso não ocorra mais, nós tomaremos a decisão de não vendermos mais filhotes nas nossas lojas”.

(Foto: Reprodução / Facebook)

Na legenda do vídeo, a empresa informa que tomou a decisão de “não receber filhotes em nossas lojas até que todos os criadores sejam novamente visitados e todos os processos revisados”.

O posicionamento da empresa, porém, não agradou os internautas, que esperavam que a loja decidisse parar de financiar a perversa indústria de criação de animais para comercialização. “Vocês ainda cogitam continuar com as vendas? Sério mesmo? Vocês ainda acreditam que animais possam ser vendidos? Vocês são péssimos!”, escreveu uma usuária do Facebook. “Não vendam mais animais. Não existe criador bom”, disse outra.

Nota da Redação: é necessário que lojas como a Petz se conscientizem e parem de colaborar com a perversa indústria de criação de animais para venda. Com o crescimento da defesa dos direitos animais, vivido atualmente em todo o mundo, a sociedade tem cobrado cada vez mais que animais deixem de ser tratados como mercadorias e tenham reconhecido o status de sujeitos de direito. Para isso, é urgente que as empresas optem por trabalhar exclusivamente com a adoção de animais resgatados do abandono e dos maus-tratos, sem financiar a exploração, o sofrimento e a morte de seres sencientes. 

Foto: Divulgação/PM

Foto: Divulgação/PM

Foto: Divulgação/PM

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