Moradores encontram mais três gatos mortos com suspeita de envenenamento em Arraial do Cabo (RJ)

Moradores encontraram mais três corpos de gatos na manhã deste sábado (29) em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. No dia anterior, outros oito animais também morreram com suspeita de envenenamento. O grupo vivia em um pesqueiro na Praia Grande.

Foto: Projeto Animal de Arraial / Divulgação

Uma gata conseguiu sobreviver e, segundo o Projeto Animal, ela tem um quadro de rinotraqueite grave e está sob cuidados médicos. Agora, sete felinos continuam desaparecidos.

O Projeto informou ao G1 que encaminhou um dos corpos dos gatos para fazer uma autópsia em uma clinica veterinária de Cabo Frio.

Na segunda-feira (1º), os integrantes do projeto pretendem se reunir com representantes da OAB para que o caso seja levado ao Ministério Público.

A principal suspeita da associação é que os animais tenham sido envenenados, devido a sintomas como tremores, salivação e coordenação motora altamente danificada. Para Ramon Amorim, vice-presidente do Projeto Animal, é quase certo que se trata de chumbinho. “Não sei quem faria tamanha maldade”, revelou.

Gatos foram encontrados mortos (Foto: Projeto Animal de Arraial do Cabo / Divulgação)

Em relação aos corpos encontrados, a Prefeitura de Arraial do Cabo informou, por meio de nota, que “a princípio, a Prefeitura vai acompanhar a apuração do caso”.

Sobrevivente

A gatinha encontrada viva na última sexta-feira (28) segue em observação. Segundo a clínica veterinária que cuida do animal, ela está no soro e aparenta uma leve melhora.

Uma amostra de sangue foi coletada neste sábado para exame.

Gata sobrevivente está internada em clínica veterinária (Foto: Projeto Animal de Arraial do Cabo / Divulgação)

Fonte: G1


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Cãozinho é encontrado com corpo coberto de piche em Barretos (SP)

Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

Um cãozinho foi resgatado após ter seu corpo coberto de piche de asfalto na cidade de Barretos, no interior de São Paulo. O responsável pelo crime foi identificado como um homem de 49 anos que foi multado em R$ 3 mil por crime de maus-tratos contra animais. Durante seu depoimento à polícia, o acusado afirmou que tentava tratar um quadro de sarna do cachorro e não tinha intenção de maltratá-lo.

O cãozinho, agora carinhosamente chamado de Chocolate, foi resgatado pela protetora de animais Mirella Assef após a denúncia de um vizinho. Ele foi levado para uma clínica veterinária emergencialmente. Chocolate sentia tanta dor que para tomar banho para a retirada da substância tóxica ele precisou ser sedado com morfina para suportar o procedimento.

As luvas usadas para a retirada do piche da pele do cãozinho derreteram durante o procedimento. O momento foi registrado em um vídeo pela médica veterinária e enviada para a protetora. “O piche é um produto químico tão forte que chegou a derreter a luva durante o banho. Imagina isso na pele do cachorro?”, disse Mirella em entrevista ao G1.

Estima-se que o cãozinho tenha ficado com a substância no corpo por dois dias até ser resgatado. Além dos maus-tratos, Chocolate também não recebia alimento há muito tempo. Após ser sedado, o cãozinho vomitou ossos, pedaços de plástico e de alumínio usados em embalagens de quentinhas. Agora, Chocolate está internado sem previsão de alta.

O cãozinho ainda será submetido a exames e quando se recuperar será disponibilizado para adoção responsável. O suposto tutor do cão responderá pelo crime de maus-tratos contra animais e não poderá criar mais nenhum animal nos próximos cinco anos.

Bolsonaro bate novo recorde com 166 novos agrotóxicos liberados em 2019

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) concedeu 12 novos registros de agrotóxicos. Já são 166 venenos liberados em pouco mais de quatro meses de governo. Os novos pesticidas liberados constam no ato nº 29, publicado no dia 30 de abril no Diário Oficial da União.

Nos dois primeiros meses de governo, foram 86 novos registros. Ao final de março, o número chegou a 121. Com os novos agrotóxicos liberados, o país tem um número total de 2.232 herbicidas liberados, considerando os que já estavam em circulação no mercado. As informações são do portal Brasil de Fato.

Foto: Eliana Aponte/Agência Brasil

“Não temos tantos problemas agrícolas no Brasil para que se necessite tamanha multiplicidade de venenos. Se esses novos venenos forem mais eficientes e menos perigosos que os antigos, os antigos têm que ser retirados do mercado”, assinala o engenheiro agrônomo Leonardo Melgarejo, membro da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida. “O que está caracterizado é que o governo está permitindo [novos registros] sem fazer as análises necessárias sob o ponto de vista da saúde e da eficiência dos venenos”, completa.

Entre os novos agrotóxicos liberados em 2019, 24 são altamente tóxicos e 49 são extremamente tóxicos. Eles representam, juntos, 43,9% do total. A classificação é feita pela Anvisa, que responde também pela autorização dos venenos. A chancela final, porém, é dada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Nós estamos tendendo a ampliar o leque de produtos de pior qualidade. Está claro que o governo está deixando de fazer o seu papel de triagem sob o ponto de vista dos interesses públicos. Está permitindo que o mercado tome as decisões que deveriam ser do Estado”, critica Melgarejo, que lembrou ainda que os agrotóxicos têm reconhecida capacidade de prejudicar a saúde humana e o meio ambiente.

A Adama Brasil S.A. foi uma das empresas que obteve liberação para venda de herbicidas este ano. Apenas ela conseguiu 13 autorizações. Uma cooperativa associada ao grupo francês InVivo Agrosciences e as chinesas Rotam do Brasil e Xingfa & Wenda do Brasil Ltda também foram beneficiadas. A última, inclusive, conseguiu o registro da marca Glifosal, uma variante do glifosato, que conseguiu renovação na validação pela Anvisa em fevereiro sob intensos protestos de especialistas e seguimentos populares, que são contra a liberação do produto, associado a casos de câncer e intoxicações agudas reconhecidas pelo Ministério da Saúde, conforme documento publicado em 2018.

O deputado Nilton Tatto (PT-SP), membro da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, lembra que a propaganda comercial e política em defesa dos agrotóxicos é bancada por grandes corporações que dominam a cadeia de produção e distribuição desses produtos. Elas buscam, por meio do jogo político e do lobby, apoio estatal para sustentar seus próprios interesses.

No governo Bolsonaro, o problema dos agrotóxicos se intensificou devido ao apoio político da bancada ruralista, e da participação na gestão da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA). O principal articulador é o Mapa, que tem à frente a ruralista Tereza Cristina, ex-coordenadora da FPA.

“Isso mostra claramente a vocação do governo Bolsonaro, em que o setor mais atrasado da agricultura brasileira é hegemônico no centro do governo, no Ministério da Agricultura e também no Ministério do Meio Ambiente (MMA), que está com uma agenda completamente subordinada aos interesses desse setor agrário atrasado brasileiro”, critica Tatto, apontando os retrocessos promovidos recentemente contra a agenda ambiental no país.

Tatto lembra que a expansão do uso de agrotóxicos afeta a soberania alimentar do povo, o meio ambiente, a saúde da população e tende a atingir inclusive produtores de alimentos com veneno.

“É um tiro no pé da própria agricultura e do agronegócio, na medida em que, em outros países que importam os produtos agrícolas brasileiros, a população local também vem cobrando os seus dirigentes para que comecem a vetar a importação de produtos com muito agrotóxico, o que vem ocorrendo no Brasil”, reforça.

De acordo com a assessoria de comunicação do Mapa, “o registro de agrotóxicos tem relação direta com o aumento no uso apenas nos casos em que não existe nenhuma alternativa já autorizada no mercado. Para outras situações o aumento no registro de agrotóxicos vai permitir o aumento na competição do mercado, um direito previsto na Lei de Agrotóxicos e na Lei Agrícola. Os produtos de baixa toxicidade tem tramitação priorizada, já os demais seguem a fila de protocolo conforme a Lei n. 9784/1999 Lei de Processo Administrativo”.

A Anvisa, por sua vez, disse que “todos esses processos foram avaliados e autorizados não só pela Anvisa, mas também passaram pela análise técnica do Ibama e do próprio Mapa. Ou seja, todos esses produtos foram analisados pelos três órgãos e demonstraram que todos os requisitos legais para a concessão de registro foram atendidos, não havendo outra ação possível a ser tomada pelo poder público além da concessão do registro”.

Ainda de acordo com a Anvisa, os produtos glifosato, 2,4 D, abamectina e tiram passarão por um processo de reavaliação este ano. “A Anvisa tem priorizado esse processo para que mais produtos possam ser reavaliados anualmente, retirando do mercado aqueles que possuem risco inaceitável a população”, finaliza a nota.

Nocivos aos animais

Especialistas alertam que os agrotóxicos são nocivos para os animais. O argumento tem sido reforçado por estudos que demonstram os prejuízos causados por esses venenos à fauna local.

Um deles, divulgado na revista científica Nature, avaliou o impacto dos inseticidas imidacloprido (neonicotinoide) e clorpirifós (organofosforado), ambos usados no Brasil, em aves canoras (pássaros que têm a capacidade de cantar) que se alimentam de sementes. Os tico-ticos de coroa branca (Zonotrichia leucophrys), pássaros das Américas analisados na pesquisa, apresentaram sinais de envenenamento, perda de massa corporal e alteração na capacidade de orientação durante voos migratórios.

“São compostos químicos projetados para ter um efeito biológico prejudicial ao crescimento, ao desenvolvimento, à reprodução ou à sobrevivência dos organismos”, disse à BBC News Brasil Luis Schiesari, professor de gestão ambiental da USP.

As abelhas têm sido gravemente afetadas pelos pesticidas e o fenômeno de declínio populacional desses insetos, relacionado ao uso dos agrotóxicos, vem sendo acompanhado por vários países e comprovado por pesquisas.

Um relatório divulgado, em 2018, pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) comprovou que os danos que os pesticidas causas às abelhas variam de acordo com a espécie, a utilização e a via de exposição. Mas, de modo geral, representa riscos para todas.

Outras pesquisas revelaram que o composto químico neurotóxico danifica a memória do inseto – ao sair para buscar alimento, ele se perde e não consegue voltar para a colmeia – e provoca a morte precoce de abelhas rainhas e operárias.

Uma pesquisa britânica, publicada na revista científica Proceedings of the Royal Society B., concluiu ainda que as abelhas desenvolvem dependência química dos agrotóxicos. Ao longo do tempo, as abelhas são atraídas pelo néctar contendo inseticidas neonicotinóides, o que pode aumentar suas chances de exposição a altos níveis de substâncias químicas.

Destruição ambiental

Os agrotóxicos prejudicam, também, o meio ambiente. O solo dos locais em que venenos são aplicados ficam mais frágeis com o passar do tempo e sofrem uma redução da fertilidade. Os pesticidas desencadeiam também a morte de micorrizas, diminuem a biodiversidade do solo, geram acidez e outros problemas.

Os agrotóxicos também poluem o ar, afetando organismos vivos, e as águas. De acordo com o IBGE, a contaminação de rios pelos pesticidas só perde para a contaminação por esgoto. As águas, por sua vez, sofrem diferentes impactos dependendo do tipo de substância utilizada e da estabilidade do ambiente atingido. Elas são afetadas mediante lançamento intencional e escoamento superficial a partir de locais onde agrotóxicos são usados. As informações, publicadas no portal Brasil Escola, são do artigo “Contaminação ambiental por agrotóxicos”, de Vanessa Sardinha dos Santos.

Em casos graves de contaminação das águas, os agrotóxicos podem levar várias espécies de plantas aquáticas e de animais à morte.

Gatos são encontrados mortos com sinais de envenenamento em Goiânia (GO)

Três gatos abandonados foram encontrados mortos com sinais de envenenamento em uma mesma quadra no Conjunto Vera Cruz, em Goiânia (GO), em um período de quatro dias. Dois foram encontrados no domingo (21) e outro na última quinta-feira.

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

O bombeiro militar Jairo Alves Neves, que mora no bairro e cuida de animais abandonados, afirmou que os gatos foram encontrados com sinais de intoxicação. “Estavam com muita baba em volta da boca. Tem alguém envenenando eles”, afirmou ao G1.

Há muitos moradores na região que se incomodavam com os cerca de 20 gatos e seis cães abandonados que vivem no local, segundo o bombeiro. “Tem muitos moradores que se incomodam com a presença deles por causa do barulho e da bagunça que fazem. Os gatos entram nas casas, sobem em cima dos carros”, disse.

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Neves acredita que os próprios moradores da região abandonam os animais, principalmente os cachorros. “Quanto mais moradores novos no setor, mais gatos e cachorros abandonados aparecem por aqui. Não sei se é coincidência, mas acredito que não”, disse.

O bombeiro também encontrou dois cachorros abandonados com baba escorrendo pela boca, vômito e sem forças para ficar em pé. Levados ao veterinário, a suspeita de envenenamento foi confirmada. Como foram socorridos a tempo, eles sobreviveram.

O bombeiro acredita que os cães não morreram devido a um antitóxico que ele mesmo deu aos animais quando percebeu que eles estavam passando mal. Os gatos, no entanto, já foram encontrados mortos.

Ração contaminada com semente tóxica leva 13 cavalos à morte

Treze cavalos morreram e outros 17 estão em observação após se alimentarem com uma ração de aveia contaminada com uma semente chamada crotalária, que é tóxica para esses animais e costuma ser usada na adubação do solo. Os casos foram registrados no Gama, em Formosa (GO), Taguatinga, Recanto das Emas e no Núcleo Rural Tabatinga, região de Planaltina, no Distrito Federal.

O agricultor responsável pela produção foi identificado e notificado pela Secretaria de Agricultura (Seagri). Mas ainda há risco de contaminação de outros animais. As informações são do Jornal de Brasília.

Foto: Renato Araújo / Agência Brasília

“Alteração no comportamento dos animais ou mesmo uma desconfiança da qualidade da aveia oferecida como ração deve ser comunicada para que possamos analisar caso a caso”, alerta a subsecretária de defesa agropecuária da Seagri, Danielle Araújo. O comunicado deve ser feito através do telefone (61) 3340-3862.

Após tomar conhecimento das primeiras mortes, uma equipe de técnicos do governo visitou as propriedades para examinar os animais. “Verificamos que se parecia com a raiva”, relata Danielle. “Fizemos os exames e todos tinham problemas hepáticos”, completa.

Amostras da ração foram levadas para análise devido a relação de problemas no fígado com intoxicação alimentar. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) identificou a ingestão de sementes de crotalária por parte dos animais.

“Os agricultores costumam plantar a crotalária para fixar nitrogênio na terra”, explica a subsecretária de defesa agropecuária. “A gente suspeita que tenham plantado a aveia logo após uma retirada malfeita da crotalária. Então, ela rebrotou junto com a aveia e, na colheita, tudo se misturou”, acrescenta.

A semente produz uma substância secundária chamada alcaloide pirrolizidínico que ataca o fígado, envenenando o sangue e o sistema nervoso. Os animais podem sobreviver dependendo do porte, da resistência e da quantidade de crotalária consumida. No Distrito Federal, a população de cavalos é de 20,4 mil.

São sintomas comuns na intoxicação por crotalária: anorexia (alimentação seguida de vômitos), falta de apetite, cabeça baixa, andar cambaleante, tristeza, espasmos musculares, mal-estar geral, irritação e problemas hepáticos – com olhos amarelados como indicativo.

Legalização da maconha em Massachusetts (EUA) aumenta casos de intoxicação em cães

Foto: Pixabay

O aumento significativo no número de atendimentos de intoxicação por cannabis levou o hospital a enviar um e-mail a seus clientes para alertar e orientar os tutores sobre os riscos da maconha para os cães.

“É raro o dia que não temos um cachorro internado na UTI em Buzzards Bay pela ingestão de maconha”, disse a Dra. Louisa Rahilly, diretora médica do Cape Cod Veterinary Specialists.

“Estou cada vez mais zangada”, disse ela.

A Dra. Kirsten Sauter, proprietária do My Pet’s Vet em Vineyard Haven, atendeu cinco casos nos últimos meses em seu consultório.

“É o meu problema de toxicidade mais comum”, disse ela.

Sauter recentemente tratou um animal doméstico na ilha que consumiu manteiga de maconha que havia sido descartada na grama do lado de fora de uma casa. A ingestão poderia ter causado coma e morte mas o cão sobreviveu.

Descuido

Brahms, um minipoodle, é uma das vítimas da legalização da maconha recreativa e médica no estado.

No dia 4 de outubro do ano passado, durante um passeio na praia de Nauset em Orleans, ele comeu um objeto em forma de charuto que encontrou no chão. McCann, seu seu tutor não conseguiu impedir. A princípio, McCAnn pensou que Brahms simplesmente tinha comido uma planta nativa da região.

“Horas depois, pensamos que ele estava tendo um derrame”, disse o tutor.

“Ele não conseguia andar, ele estava fazendo xixi em todos os lugares e era hipersensível a tudo”.

“Ele costuma latir para os vizinhos, cumprimenta as pessoas e o ponto alto de seu dia é receber um presente do carteiro”, disse McCann. “Mas ele não se mexeu. Seus olhos estavam muitos dilatados”.

Brahms, que pesa menos de nove quilos, foi levado às pressas para o consultório veterinário local e depois transferido para o hospital especializado em veterinários de Cape Cod, em Dennis, onde passou a noite.

Brahms apresentava sinais associados a tumores cerebrais e distúrbios neurológicos em caninos. Um exame de urina testou positivo para THC, o ingrediente ativo da maconha.

Após o tratamento, o cão voltou ao normal na última segunda-feira, disse McCann, ressaltando a importância de buscar tratamento médico o mais rápido possível.

Alertas

O Dr. Daniel Hebert, o proprietário do Duxbury Animal Hospital disse que sinais indicadores de que um cachorro foi envenenado por ingestão de maconha é driblar urina, paranoia, tremores e caminhar com um “andar bêbado”.

Hebert também observou que os cachorros também podem ficar com fome – “a fome” – no final do episódio.

Embora comer maconha e gomos seja prejudicial aos cães, os produtos comestíveis de cannabis representam um risco ainda maior. Eles muitas vezes se assemelham a cachorros e têm concentrações mais altas de THC. Muitos também são feitos com chocolate, outra toxina para cães.

“As tinturas são muito assustadoras”, disse Knepper, que também aconselha os tutores de cachorros a manter seus animais longe de comestíveis comercializados para diabéticos, já que eles provavelmente contêm xilitol, que é extremamente tóxico para os cães.

“Manteiga de maconha”, manteiga infundida com maconha que aumenta a potência da erva e costuma ser usada para assar brownies, é particularmente perigosa, de acordo com Hebert e Sauter.

Foto: Pixabay

Felizmente, a maioria dos cães que ingerem maconha sobrevivem e se recuperam se receberem atenção médica imediata.

“Pode ser fatal, e essa é a parte mais assustadora”, disse Knepper. “Altas concentrações podem causar supressão respiratória e pressão arterial baixa e levar a uma fatalidade se não forem tratadas e monitoradas de perto. É dose-dependente, então a ingestão de maconha pode ser pior para cães menores”.

Sem preconceito

No passado, os proprietários de cães hesitavam em admitir usavam maconha quando levaram um animal doente ao veterinário, mas o estigma percebido parece estar diminuindo agora que a cannabis é legal, disse ela.

“Ninguém vai ter problemas”, disse Knepper. “Não nos importamos se você usa maconha.”

Na maioria dos casos, o período de recuperação é tipicamente de 12 a 24 horas, disse o Dr. Kevin Smith, veterinário e co-proprietário do Hyannis Animal Hospital em West Yarmouth.

Um estudo publicado no Journal of Veterinary Emergency e Critical Care mostrou uma correlação entre o número de licenças de maconha no Colorado e o número de casos de intoxicação por maconha nos dois hospitais veterinários do estado entre 2005 e 2010. Dois cães que ingeriram produtos de panificação com maconha durante esse tempo morreu, de acordo com o relatório.

O Dr. Kiko Bracker, um veterinário da MSPCA-Angell, uma organização humanitária com escritórios médicos em Boston, Waltham e Westford, disse que não houve mortes relacionadas à maconha durante seu tempo lá. Os sintomas para os animais são relativamente semelhantes aos humanos, disse ele, mas são muito mais severos devido à disparidade no peso corporal. As informações são do Cape Cod Times.