Ministério alemão anuncia suspensão de R$ 155 milhões para proteção da Amazônia

O Ministério do Meio Ambiente da Alemanha anunciou que vai suspender o financiamento de projetos para a proteção da Amazônia. O motivo é a política desastrosa de Bolsonaro e do ministro Ricardo Salles, que têm promovido um verdadeiro ataque ao meio ambiente.

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

A ministra responsável pela pasta, Svenja Schulze, concedeu entrevista ao jornal “Tagesspiegel” no sábado (10) e explicou que, num primeiro momento, 35 milhões de euros (aproximadamente R$ 155 milhões) não serão mais investidos no Brasil. Os valores são provenientes de uma iniciativa para proteção climática do Ministério do Meio Ambiente em Berlim. Desde 2008, 95 milhões de euros (cerca de R$ 425 milhões) foram entregues ao Brasil para execução de projetos de preservação ambiental.

“A política do governo brasileiro na região amazônica deixa dúvidas se ainda se persegue uma redução consequente das taxas de desmatamento”, declarou a ministra. Segundo ela, os investimentos poderão voltar a ser feitos apenas quando houver clareza sobre a política do governo brasileiro.

“Embora o governo do presidente direitista, Jair Bolsonaro, esteja comprometido com o objetivo do Acordo Climático de Paris de reduzir o desmatamento ilegal de florestas a zero até 2030 e de iniciar o reflorestamento maciço, a realidade é outra”, escreveu o jornal alemão. “Um dos maiores defensores de Bolsonaro é o lobby agrário”, completou.

“A região amazônica é amplamente utilizada para o cultivo de soja para ração animal e para criação de gado. Por volta de 17% da Floresta Amazônica desapareceu nos últimos 50 anos, alertam os pesquisadores, uma perda de 20% a 25% poderia fazer com que o pulmão verde da Terra entrasse em colapso – ameaçando transformar a região numa vasta savana”, explicou o “Tagesspiegel”.

A Alemanha é uma das apoiadoras do Fundo Amazônia, que combate o desmatamento florestal. Já foram injetados 55 milhões de euros (aproximadamente R$ 245 milhões) no fundo. A suspensão de projetos abrange apenas o financiamento do Ministério do Meio Ambiente em Berlim.

A maior parte do Fundo Amazônia é financiada pela Noruega – quase 800 milhões de euros, o que equivale a cerca de R$ 3,5 bilhões. A Alemanha é responsável por uma pequena parte dele. O recurso é destinado a ações de reflorestamento, contenção do desmatamento e apoio à população indígena.

A reportagem publicada pelo jornal alemão informou ainda que o Ministério do Meio Ambiente em Berlim defende também que a participação da Alemanha no Fundo Amazônia seja revista.


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Ex-dono da empresa Ceratti investe mais de R$ 1 milhão em comida vegana

O ex-proprietário da empresa Ceratti, Mário Ceratti, de 65 anos, decidiu apostar em alimentos veganos. A Ceratti é conhecida por comercializar produtos de origem animal. No entanto, o ex-dono da empresa está, agora, focado no mercado vegano.

O empresário investiu pouco mais de R$ 1 milhão na empresa paulistana Beleaf, uma startup que comercializa refeições veganas pela internet e que, até julho, deve vendê-las no supermercado Pão de Açúcar.

Mário Ceratti (à esquerda) investiu pouco mais de R$ 1 milhão em startup que vende comida vegana (Foto: Reprodução / Valor Econômico)

Mário acredita que a busca por uma alimentação saudável e sustentável do ponto de vista ambiental veio para ficar. “Acho que é uma tendência. E não precisa ser vegano. Pode querer comer bem de vez em quando”, disse o empresário ao jornal Valor Econômico. Segundo ele, um de seus filhos é vegano.

O montante usado pelo empresário para investir na alimentação vegana é pequeno diante da fortuna da família. A empresa norte-americana Hormel pagou cerca de R$ 350 milhões pela Cerrati, que fatura aproximadamente R$ 400 milhões anuais.

De acordo com Mário, o investimento na Beleaf é o que mais o entusiasma. “Tenho feito alguma coisinha, mas nada tão perto do coração [como a Beleaf]”, disse.

O empresário investiu na startup por intermédio da Rise Ventures, que captou investidores-anjo para a Beleaf. “Mário Ceratti não é um anjo. É um santo”, afirmou Pedro Vilela, fundador da Rise. A Beleaf foi avaliada em aproximadamente R$ 8 milhões e captou cerca de R$ 2,5 milhões.

Os produtos da Beleaf não tem ingredientes de origem animal e a linha de refeições foi batizada de VeganJá, que é produzida em uma cozinha industrial no bairro Chácara Santo Antonio, em São Paulo.

Foto: Pixabay/Ilustrativa

A startup foi fundada em 2015 por Fernando Bardusco, Fábio Biasi e Jonatas Mesquita. Os três cursam administração na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e têm menos de 30 anos. A expectativa da Beleaf é vender, neste ano, 150 mil refeições, sendo mais de 90% pela internet, e faturar aproximadamente R$ 3 milhões. Em 2021, com entrada no varejo, o objetivo é comercializar 400 mil refeições, obtendo um lucro de R$ 8 milhões, segundo Bardusco. Para o futuro, o intuito é vender 50% dos produtos via internet e os outros 50% em supermercados.

Com a captação de recursos, para a qual Mário Ceratti atuou como âncora, a Beleaf investiu em uma câmara de ultracongelamento para viabilizar o atendimento do contrato com o Pão de Açúcar. O objetivo da empresa é chegar ao Rio de Janeiro em 2020.

“Conseguimos levar [os produtos] com distribuição refrigerada para o Rio. Só teremos estoque lá e venderemos pelo site, quase sem custo fixo”, afirmou Vilela, da Rise.

Caso as metas da Beleaf sejam atingidas nos próximos anos, a startup poderá fazer uma nova rodada de captação, dando saída aos investidores-anjo que investiram nela. Atualmente, os fundadores da Beleaf detém quase 55% do capital da startup, outros 16,5% são da Rise, que investe mensalmente R$ 20 mil para o pagamento dos funcionários da companhia. A família Ceratti detém 15% do capital.


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Startup arrecada 16 milhões de dólares para desenvolver comida de cachorro livre de animais

Foto: VegNews/Reprodução

Foto: VegNews/Reprodução

A startup de biotecnologia Wild Earth, com sede na Califórnia, arrecadou 16 milhões de dólares em financiamento para desenvolver alimentos para cães livres de crueldade animal, feitos a partir de fungos ecologicamente corretos e renováveis – uma proteína completa contendo todos os 10 aminoácidos essenciais.

A rodada de investimentos incluiu um investimento no valor de 11 milhões de dólares da VegInvest, uma empresa de capital de risco que apoia empresas que estão em estágio inicial e que se esforçam para substituir o uso de animais no sistema alimentar e em outras indústrias.

Os investimentos atuais da VegInvest também incluem empresas veganas como a JUST e a Veggie Grill. “A Wild Earth e a VegInvest compartilham uma base de valores e apostas em inovação nesse esforço conjunto para alcançar um sistema alimentar que funcione melhor para as pessoas, para o planeta e para os animais”, disse o CEO da Wild Earth, Ryan Bethencourt.

“A experiência deles em ajudar as empresas que representam o “futuro alimentar” a chegar ao mercado vai aumentar nossa linha de tempo para a disponibilidade comercial de nossa ração com proteína fúngica”.

Semelhante às empresas de alimentos inovadores criando carne cultivada em laboratório para consumo humano, a Wild Earth está desenvolvendo alimentos ricos em proteínas. para animais domésticos que sejam mais saudáveis, melhores para o ambiente e mais humanos do que os produtos convencionais.

Ano passado, a startup recebeu 450 mil dólares em financiamento do empresário bilionário Peter Thiel – co-fundador da PayPal e um dos primeiros investidores do Facebook – valor que foi usado para expandir a distribuição de seus atuais produtos.

A Wild Earth espera e trabalha para que sua nova fórmula de ração seca para cães seca esteja disponível ainda este ano.

Cofundador do Twitter investe mais em carne vegana do que em sua empresa

Beyond Burguer da Beyond Meat | Foto: Beyond Meat

Beyond Burguer da Beyond Meat | Foto: Beyond Meat

Dados diários publicados pela Bloomberg Billionaire’s Index na semana passada indicam que a participação de Williams, na Beyond Meat, vale cerca de 414 milhões de dólares, 10 milhões a mais do que sua participação no Twitter.

Williams, juntamente com seu amigo, o também cofundador do Twitter Christopher Isaac Stone, foram os primeiros investidores na indústria de carnes à base de vegetais. Williams investiu através de seu fundo de capitais, Obvious Ventures, que afirma que empreendimentos saudáveis e sustentáveis como um de seus focos.

Existem várias razões pelas quais esse pode ser o caso. A diferença poderia estar na intenção de Williams de vender suas ações na empresa que ele co-fundou. A Forbes relatou em dezembro de 2018 que ele havia “descarregado quase metade de suas ações do Twitter desde abril do mesmo ano”.

No entanto, provavelmente a causa se deve ao incrível sucesso que Beyond Meat alcançou recentemente. Assim como várias novas parcerias com restaurantes e cadeias de fast-food, a avaliação da empresa disparou após o lançamento do IPO no início deste mês.

A Obvious Ventures detinha pouco menos de 10% da empresa antes dela se tornar pública.

Williams comentou sobre o sucesso da empresa. Ele disse em um evento em Toronto, no Canadá: “A resposta ao IPO da Beyond Meat, que tem sido tão gratificante, é a prova de que as pessoas estão prestando mais atenção a essa empresa de proteína vegetal, que a maioria delas não teria previsto que faria um sucesso tão grande”.

Ele também credita suas experiências passadas como um vegano, para o investimento. Williams e Stone já seguiam uma alimentação baseada em vegetais e queriam “penetrar no mercado de carne”.

Cofundador do Twitter prefere investir em carnes vegetais

Williams e Biz Stone têm investido na Beyond Meat desde a formulação dos primeiros produtos (Fotos: USA Today/Beyond Meat/Divulgação)

O cofundador do Twitter, Evan Williams, que se desligou da mídia social de microblogging recentemente para se dedicar a outros projetos, está preferindo investir em carnes vegetais. A Bloomberg divulgou esta semana que, por meio da sua empresa de investimentos Obvious Ventures, Williams detém participação de 414 milhões de dólares na marca Beyond Meat, que supera de longe a sua atual participação de 10 milhões no Twitter.

Segundo a Bloomberg, tanto Evan Williams quanto o também cofundador do Twitter Christopher Isaac “Biz” Stone têm investido na marca de carnes vegetais desde a formulação dos primeiros produtos. No início do mês, o CEO da Beyond Meat, Ethan Brown, e seus seis principais acionistas arrecadaram 1,6 bilhão de dólares com a oferta pública inicial (IPO) em Wall Street.

Startups veganas de produção de alimentos atraem investidores

Foto: Beyond Meat

Foto: Beyond Meat

Carne obtida de cultura de celular, foie gras à base de plantas, leite de algas e caviar de algas marinhas são apenas algumas das possibilidades cada vez mais sofisticadas de proteínas alternativas que inundam o mercado e aguçam o apetite dos investidores.

Somente no ano passado, dezenas de empresas foram iniciadas e muitas estão atraindo grandes investidores, de acordo com os pioneiros da indústria em desenvolvimento.

“Para cada empresas que esta à procura de dinheiro, há dois ou três investidores. Nunca vi isso no Vale do Silício”, disse Olivia Fox Cabane, fundadora da startup Kind Earth e presidente da International Alliance for Alternative Protein.

Fox Cabane diz que precisa atualizar sua lista a cada duas semanas, e compara o dinamismo do mercado alternativo de proteínas ao burburinho das redes sociais quando começaram a monopolizar a atenção.

Além da Califórnia, a primeira leva de inovadores vem da Holanda, o berço da carne e de outras alternativas a produtos animais, e também de Israel.

A demanda dos consumidores está impulsionando o interesse do mercado por alternativas a carne, de acordo com participantes do Festival South by Southwest desta semana em Austin, Texas (EUA), que se vê na vanguarda das novas tendências.

A nova tecnologia tem refinado produtos alternativos a base de proteína para um público mais amplo, de acordo com Dan Altschuler Malek, sócio do grupo de investimento de risco New Crop Capital.

“A comida vegana existe há décadas, desde o final dos anos 60, início dos anos 70. No início, era para os consumidores éticos que estavam dispostos a se sacrificar”, disse Altschuler Malek.

“Tivemos que esperar pelos anos 90 para que esses alimentos se tornassem mais palatáveis. Mas agora estamos entrando na terceira geração de produtos veganos, com novas tecnologias, o consumidor não precisa mais sacrificar seu paladar: as pessoas estão gostando porque realmente é bom, não porque é comida vegana”

Para os investidores, o gosto tem sido o maior fator na decisão de apoiar um produto. Preço, diz Altschuler Malek, vem em segundo lugar.

Liderando o mercado em cinco anos?

Para garantir que eles não sejam deixados de lado, a maioria dos grandes grupos de agronegócios começou a investir em novas proteínas.

Até mesmo a Tyson Foods – o segundo maior produtor de carne nos Estados Unidos e o maior exportador mundial de carne bovina americana – aderiu à disputa.

A Impossible Foods está entre as várias empresas, incluindo sua rival da Califórnia, Beyond Meat, que desenvolve substitutos de carne à base de plantas ou de laboratório que alegam oferecer produtos iguais ou melhores que os produtos produzidos a base de animais.

A empresa usa proteína de trigo, proteína de batata e óleo de coco, e seu “ingrediente especial” chamado heme, que possui elementos da hemoglobina na proteína animal, mas é desenvolvido a partir da soja.

Há ainda muito progresso a ser feito, incluindo o desenvolvimento da logística para oferecer esses produtos em grande escala e fornecer substitutos para outros produtos de carne comumente adquiridos.

Altschuler Malek, por exemplo, gostaria de poder vender “costeletas de porco” vegetarianas.

Ele diz que um novo substituto à base de tomate para a carne de atum vermelho tem a mesma textura e sabor que a “coisa real” usada no sushi japonês.

Malek acredita que os novos alimentos não serão mais vistos como alternativas em cinco anos, mas sim a norma, encontrada “em todas as geladeiras”.

A maioria das alternativas à carne é feita principalmente com soja, ervilha, grão-de-bico e glúten de trigo, mas as algas e os cogumelos também são promissores.

Insetos, embora favorecidos por algumas startups, não foram um sucesso entre os investidores em Austin.

Além dos problemas de regulamentação sanitária, seria um grande salto para a população geral de consumidores adquirir o gosto por qualquer coisa com seis pernas.

Proteína à base de insetos “pode ser mais aceitável em algumas partes do mundo, mas eu não acho que o consumidor médio ocidental vá comprar em massa esse tipo de produto”, disse Andrew Ive, diretor de gestão da Big Idea Ventures.

Rapper vegano Jermaine Dupri é co-proprietário da Vegan Beverage Company

Foto: Vegan News

Vegano há 14 anos, desde que assistiu o documentário “Food Inc.”, Jermaine Dupri disse que decidiu fazer parceria com a Slush Naturals porque a marca se alinha com seu estilo de vida.

“Percebi a incrível oportunidade com a Slush Naturals de colocar uma bebida vegana certificada deliciosamente saudável nas mãos de cada pessoa”.

“Eu quero que o mundo tenha a clareza mental e energia para viver sua melhor vida, e Slush Naturals pode ser um componente saboroso.” As informações são do Vegan News.

As bebidas Slush Naturals são feitas com ingredientes naturais e estão disponíveis em quatro sabores: Limonada de Hibisco, Limonada Tropical, Limonada de Pepino e Limonada Tradicional.

Toda a linha é natural, vegana, kosher, sem glúten e não-GMO.

“A Slush Naturals cria orgulhosamente bebidas saudáveis”, disse o fundador da Slush Naturals, Avis Prince.

Slush Naturals está disponível nas lojas Whole Foods Market na região sudeste dos EUA (Alabama, Geórgia, Mississippi, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Tennessee).

Mais celebridades

Frequentemente, personalidades decidem investir no mercado vegano. O ex-jogador de basquete Shaquille O’Neal e o atual armador do Boston Celtics, Kyrie Irving e outros atletas e ex-atletas da NBA, como Chris Paul, Victor Oladipo, DeAndre Jordan, JaVale McGee, Harrison Barnes e Luke Walton se tornaram investidores da Beyond Meat.