Incêndio em pet shop mata mais de 30 cães e gatos no Japão

Um incêndio destruiu uma pet shop e matou mais de 30 animais, entre cachorros e gatos, no Japão. A loja atingida pelas chamas fica em Yashiro, na cidade de Gifu, e o caso aconteceu nesta sexta-feira (2).

Foto: Pixabay

O fogo foi descoberto por um dos familiares do proprietário da Pet Shop Amin. Morador de um imóvel localizado nas proximidades da loja, ele percebeu que o local sofria um incêndio por volta das 5h30 e acionou o Corpo de Bombeiros.

A pet shop fica em um sobrado de madeira de dois andares que foram completamente consumidos pelas chamas. As informações são da CBC TV e da CTV.

O Corpo de Bombeiros esteve no local e levou cerca de uma hora para conseguir apagar o fogo. Foram localizados oito focos de incêndio na loja. Apesar da ação dos bombeiros, não foi possível salvar a vida dos mais de 30 animais que estavam no local. Não houve vítimas humanas.

A corporação acredita que o fogo tenha se iniciado no primeiro andar, já que essa foi a área da loja que sofreu maior destruição. A causa do incêndio será investigada por peritos e pelo Corpo de Bombeiros.

Os bombeiros perceberam que o primeiro andar queimou mais, por isso, levam em consideração que tenha começado nesse piso.


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Fotos de gato antes e depois de ser adotado mostram que adoção transforma vidas

Fotos de um gato, divulgadas por uma japonesa que o adotou, mostraram a diferença que a adoção pode fazer na vida de um animal. Nas imagens, feitas antes e depois do gato encontrar um lar, é possível ver a transformação na feição dele.

Nas primeiras fotos, feitas após ele viver quase um ano preso em uma gaiola, à espera de um lar, o gato aparece triste e carrancudo. Nas outras, registradas um ano após a adoção, a transformação é visível e o gato apresenta um olhar doce e tranquilo. As imagens foram publicadas no Twitter de uma mulher que se identifica como “@00bibibi” na rede social.

Quando vivia preso, ele se esfregava nas barras da gaiola, pedindo carinho e atenção, toda vez que alguém se aproximava. A busca por afeto era tão incessante que ele chegou a ficar sem pelos no lado do rosto que esfregava nas grades. As informações são do portal Mundo-nipo.

A vida aprisionado, sem amor e uma família, no entanto, ficaram no passado. Adotado, ele tem recebido todos os cuidados necessários e vivido uma vida repleta de carinho.

Abaixo, as duas primeiras fotografias foram tiradas antes da adoção e as duas últimas após ele ser adotado. Confira.

Foto: Reprodução / Twitter / @00bibibi

Foto: Reprodução / Twitter / @00bibibi

Foto: Reprodução / Twitter / @00bibibi

Foto: Reprodução / Twitter / @00bibibi


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Nove cervos morrem no Japão após comerem sacolas plásticas

Por Rafaela Damasceno

Os cervos são considerados, pela cultura do Japão, mensageiros dos deuses. O Parque de Nara abriga mais de 1.000 cervos, que costumam circular livremente pelo local. Os animais são amados pelos turistas, que sempre têm alguns biscoitos especiais para alimentá-los.

Os biscoitos, vendidos em lojas próprias do parque, são ideais para os cervos e não contêm açúcar. Eles não acompanham sacolas plásticas, mas grande parte das pessoas carregam com elas. Veterinários declaram que os animais podem associar as sacolas à comida.

Uma mulher recolhe sacolas plásticas do chão enquanto alguns cervos e turistas observam

Voluntários se organizaram para limpar o parque | Foto: Press Association

A Fundação da Preservação dos Cervos de Nara declarou que, dos catorze cervos que morreram desde março deste ano, nove tinham plástico em seus estômagos. Massas de lixo foram retirados de dentro dos animais; um deles chegou a ingerir 4,3 kg de plástico.

Os cervos possuem estômagos com quatro câmaras, o que facilita a sua digestão. O plástico não é possível de ser digerido, o que fez os cervos se tornarem fracos e desnutridos. Rei Maruko, veterinário pertencente ao grupo de conversação animal, disse a Kyodo News que os cervos falecidos estavam tão magros que era possível sentir seus ossos.

O plástico é um problema mundial, para os animais e o meio ambiente, e ameaça tanto a vida terrestre quando a vida marinha. Enquanto o papel demora de 3 a 6 meses para se decompor na natureza, o plástico leva em média 400 anos.

Além da reciclagem, outras medidas podem ser tomadas para evitar o acúmulo de plástico. Recentemente, os canudos deste material foram proibidos em São Paulo. Existem diversas campanhas para que a população leve ao mercado suas próprias sacolas ecológicas, ao invés de utilizar as plásticas. As pessoas podem tomar diversas medidas para reduzir a quantidade de lixo que produzem.

No Parque de Nara, voluntários participaram de uma campanha para limpar o local na última quarta-feira (10).


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Fotos mostram as primeiras baleias mortas no recente retorno à caça dos cetáceos pelo Japão

Foto: Masanori TakeiSource/AP

Foto: Masanori TakeiSource/AP

Imagens das primeiras baleias mortas pelos barcos baleeiros japoneses em mais de três décadas, no recente retorno do país à caça dos cetáceos, foram transportadas de volta ao Japão, foram divulgadas ontem.

O Japão retomou a caça comercial dia 01 de julho depois de 30 anos de abstenção da prática cruel, seguindo as diretrizes estabelecidas pela Comissão Internacional da Baleia (IWC).

As embarcações comerciais que partiram dia 01, pegaram a primeira baleia minke até as 17h, de acordo com os ativistas defensores das baleias que as seguiram, e uma segunda foi capturada pouco tempo depois, de acordo com o The Washington Post.

Foto: Kazuhiro NogiSource/AFP

Foto: Kazuhiro NogiSource/AFP

Ano passado, o Japão anunciou que se retiraria da IWC para retomar a prática de matar baleias com fins lucrativos. O país retirou-se formalmente no domingo.

A medida foi condenada pelos demais membros da comissão, assim como por grupos ambientalistas e celebridades que assinaram cartas abertas pedindo ao país para reconsiderar a decisão.

Os japoneses têm uma longa história de matar e comer baleias, mas estudos sugerem que a popularidade e a demanda dos consumidores pela carne dos mamíferos estão diminuindo.

Foto: Masanori TakeiSource/AP

Foto: Masanori TakeiSource/AP

Fotos de baleias minke sendo retiradas de barcos em portos no Japão ontem, tomaram as redes sociais, as imagens mostram os animais com os ventres cortados e expostos, enquanto trabalhadores do porto e pescadores se aglomeram em torno das baleias mortas.

Uma baleia enorme foi fotografada sendo descarregada em um porto em Kushiro, na ilha mais ao norte de Hokkaido. Seu corpo era grande demais para o barco em que ela estava sendo carregada, o que fazia com que sua boca ficasse pendurada no final da embarcação.

Outra foto mostra uma baleia minke com o estômago aberto, enquanto os trabalhadores se aglomeram em torno dela, tocando seu corpo e jogando saquê em sua ferida.

Foto: Kazuhiro NogiSource/AFP

Foto: Kazuhiro NogiSource/AFP

As cotas do Japão para a caça às baleias incluem a morte de 220 baleias no período de outubro a dezembro deste ano. Isso inclui além das baleias minke, as baleias de Bryde (Balaenoptera brydei), e baleias sei Balaenoptera borealis).

Os baleeiros japoneses concordaram em conduzir suas pescarias nas águas do próprio país.

Governos do mundo todo condenaram a decisão. A ministra das Relações Exteriores da Austrália, Marise Payne, e o ministro do Meio Ambiente, Sussan Ley, deram uma declaração em conjunto falando contra a decisão do Japão de retomar a caça comercial pela primeira vez desde 1988.

Foto: Masanori TakeiSource/AP

Foto: Masanori TakeiSource/AP

“Enquanto o governo australiano dá as boas-vindas ao fim da caça às baleias no Oceano Antártico, estamos desapontados que o Japão tenha se retirado da convenção e esteja retomando a caça comercial”, afirmaram os ministros em um comunicado conjunto divulgado na última terça-feira (02).

“Continuamos a pedir ao Japão a retornar à convenção e à comissão como uma questão prioritária”. O chefe da Associação Baleeira Pequenas do Japão, Yoshifumi Kai, falou aos jornalistas ontem, dizendo que estava “empolgado” com o retorno de seu país à caça comercial de baleias.

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Considerados sagrados, veados de Nara no Japão são vítimas do lixo deixado pelos turistas

Foto: Joshua Mellin

Foto: Joshua Mellin

O famoso veado ou cervo selvagem do Japão, que atraiu mais de dois milhões de visitantes para a cidade de Nara no Japão, no ano passado, está morrendo por causa dos turistas.

Seis dos cervos em Nara Park morreram desde março devido à ingestão de plástico deixado para trás pelos turistas.

Uma autópsia mostrou que um cervo tinha 4,3 kg de plástico no estômago, relata o The Telegraph.

Foto: Joshua Mellin

Foto: Joshua Mellin

Mais 29 cervos foram mortos em acidentes de trânsito em 2018, como os animais muitas vezes vagam na estrada movimentada para ser alimentado pelos visitantes.

O parque, que abrange 5 mil metros quadrados, é o lar de cerca de 1.200 cervos sika. Eles são considerados sagrados e carregam o status de “tesouro nacional”.

Para os turistas, a principal atração é ver o “arco dos cervos”, um movimento em grupo que os animais foram ensinados a fazer em troca de comida. Uma clara exploração dos veados.

Foto: Joshua Mellin

Foto: Joshua Mellin

Barracas que vendem salgadinhos senbei (bolachas de arroz japonesas) para alimentar os animais usam embalagens ecologicamente corretas, desenvolvidas pela Associação de Bem-Estar dos Cervos de Nara.

No entanto, muitos turistas trazem seus próprios resíduos de plástico e não são tão cuidadosos quanto deveriam ao descartá-los. Sacos de plástico, anéis, copos e garrafas foram vistos em Nara Park.

Justin Francis, CEO da Responsible Travel, disse: “Os cervos de Nara tornaram-se as últimas vítimas da indústria do turismo, desde o tráfico desses animais até o problema, agora crescente, da poluição plástica – seu status de protegido está em questão nas mãos do turismo irresponsável.

“Esses animais sagrados estão sendo tratados como uma mercadoria, usada por turistas para tirar a foto perfeita para o Instagram, e não está sendo feito o suficiente para garantir seu bem-estar. O Japão está perdendo apenas para os EUA em lixo plástico per capita, uma acusação chocante de inação que atinge o mundo desenvolvido, enquanto a poluição excessiva de plástico é um problema que vai além dos limites do parque de Nara.

Foto: Joshua Mellin

Foto: Joshua Mellin

“Como em qualquer encontro com animais selvagens, os animais devem ser sempre colocados em primeiro lugar, não os turistas. Está claro que isso não está acontecendo em Nara; os responsáveis devem se perguntar: se esses cervos são designados como “tesouros nacionais”, não é hora de serem tratados dessa maneira?”.

“É sempre aconselhável não encorajar os cervos a se tornarem dependentes de humanos para alimentação, mas em locais como Nara, onde é permitido, recomendamos que apenas alimentos naturais aprovados pelas autoridades locais sejam dados, e que alimentos processados e embalagens de plástico sejam evitados”, disse Charles Smith-Jones, consultor técnico da British Deer Society (Sociedade Britânica dos Veados), ao The Independent.

“Em outras ocasiões, é sempre melhor simplesmente observar os cervos à distância. A British Deer Society pede a todos que descartem seus resíduos com responsabilidade e de maneira que não possam ser um perigo para a vida selvagem”.

Ele acrescentou que, mais perto de casa, acredita-se que cerca de cinco dos cervos que vivem em Richmond Park sejam mortos a cada ano por consumir lixo. Sachês de energético em gel descartadas pelos ciclistas têm sido apontados como sendo de particular preocupação.

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Japão vai retomar caça de baleias em julho

O Japão anunciou que irá retomar a caça de baleias no dia 1º de julho. A matança ocorrerá na região de Hokkaido. A decisão veio após o país abandonar, em dezembro de 2018, a Comissão Internacional da Baleia (IWC, na sigla em inglês).

Foto: Pixabay

Fontes do setor pesqueiro da cidade japonesa de Kushiro, ilha mais setentrional do arquipélago, confirmaram a decisão de retomar a caça a esses animais. As informações são das agências de notícias “Kyodo” e “ANSA”.

Conforme anunciou Tóquio, a caça será feita nas águas de sua própria zona econômica, o mar do Japão, e não mais o Oceano Antártico.

O Japão informou ainda que os navios irão respeitar os limites territoriais para garantir que a população de baleias não diminua. No entanto, apesar disso, é fato que a caça coloca a preservação desses animais em risco.

A decisão do Japão de voltar a praticar a caça de baleias foi criticada em todo o mundo. A atividade é vista com maus olhos pela população mundial em geral.

Japão recebe pressão internacional para fechar os mercados internos de marfim

Mercado japonês representa uma das maiores demandas de marfim do mundo | Foto: WAN

Mercado japonês representa uma das maiores demandas de marfim do mundo | Foto: WAN

A ONG World Wildlife Fund (WWF, na sigla em inglês) solicitou na quinta-feira última (9), que o governo do Japão conduzisse uma revisão do sistema legal que governa seu mercado doméstico de marfim.

Ryuji (Ron) Tsutsui, CEO da WWF Japão, fez o pedido ao apresentar as conclusões de um estudo sobre os sistemas legais nas principais jurisdições do país ao diretor-geral do departamento de conservação da natureza no ministério do meio ambiente.

“A análise jurídica detalha as falhas atuais na regulação do mercado de marfim do Japão e recomenda que fechar o mercado e definir isenções legais muito estreitas é a única abordagem para o governo do país cumprir integralmente suas obrigações de estrutura sob a CITES”, Scott Martin, O sócio-gerente da Global Rights Compliance e principal autor do relatório disse em um comunicado.

Com uma necessidade urgente de combater a crise da caça de elefantes e o comércio de marfim, a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES) acordou na última Conferência das Nações Participantes em 2016 o apelo total e incondicional ao encerramento urgente de quaisquer mercados que estejam contribuindo para a caça ou comércio de marfim.

Após o recente fechamento do mercado interno de marfim da China, que até recentemente era o maior centro de demanda mundial de marfim, o Japão está sob crescente pressão para fazer sua parte. A 18ª Conferência das Nações da CITES será realizada ainda este ano.

O Japão continua sendo um dos maiores mercados de marfim do mundo e abriga uma indústria de fabricação de marfim ativa, apesar de ter diminuído nos últimos anos. O país também possui estoques significativos de presas inteiras e pedaços de marfim em propriedade privada e é o único país sob CITES que se beneficiou duas vezes da importação comercial de marfim puro (bruto) totalizando 90 toneladas através de duas “vendas únicas” realizadas em 1999 e 2008.

O governo japonês sustenta que seu mercado não contribui para a “caça” nem para o “comércio” de marfim. No entanto, as pesquisas da ONG TRAFFIC (focada no combate ao tráfico da vida selvagem) realizadas em 2017 e 2018 contestaram isso, revelando sua contribuição ao comércio cruel ao permitir a exportação do material para a China.

O governo japonês ampliou certos aspectos do controle interno, incluindo um anúncio recente sobre a severidade dos requisitos para o registro de presas inteiras de marfim para a comercialização a partir de julho de 2019.

No entanto, muitas das questões críticas permanecem sem solução. O sistema legal ainda carece de controle sobre vastos estoques privados e uma regulação efetiva e exequível sobre o comércio de marfim que não as presas inteiras (ou seja, peças cortadas e marfim trabalhado).

“É esperado que o Japão aumente suas ações rapidamente e em escala para garantir que esforços globais realizados até aqui não sejam prejudicados pela falta de reconhecimento do significado de seu papel e responsabilidade como pais”, disse Ryuji (Ron) Tsutsui, CEO da WWF Japan.

Austrália se opõe à caça de baleias feita pelo Japão

Foto: Tim Watters/Sea Shepherd Australia/EPA

Foto: Tim Watters/Sea Shepherd Australia/EPA

A frota de navios de caçadores de baleias do Japão chegou ao porto de Shimonoseki no fim de semana com um registro assustador de 333 baleias mortas.

Se a matança feita pelos caçadores japoneses se assemelhar a do ano passado, em que mais de 100 baleias grávidas e 50 delas ainda muito jovens foram mortas, as perdas para a espécies serão imensas. Mas a partir de agora, as coisas parecem estar se movendo para um rumo diferente.

O anúncio feito pelo Japão ano passado, sobre sua saída da Comissão Internacional da Baleia (IWC), significou, entre outros pontos, que os baleeiros provavelmente nunca mais voltariam ao Oceano Antártico. Agora eles só poderão caçar baleias em “suas próprias águas”.

Pela primeira vez em mais de 100 anos, as baleias do Oceano Antártico estão livres da ameaça iminente de uma nação que pretende persegui-las.

A Noruega montou uma estação de caça às baleias na Antártida em 1904 e os baleeiros japoneses têm ido para o sul todo verão desde antes da Segunda Guerra Mundial, juntando-se a dezenas de navios-pesqueiros da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos. O único alívio temporário que as baleias tiveram foi devido a segunda guerra mundial.

Então, não se pode subestimar o peso dessa decisão histórica, tanto para o Japão quanto para as baleias do Oceano Antártico que vivem ao redor da Antártida.

Infelizmente, o governo australiano não poderá descansar nem acreditar que a guerra contra as baleias foi vencida pois com as eleições australianas em maio, dentro de um mês com o próximo governo tomando posse, o Japão voltará para matar baleias em suas próprias águas.

O impacto que isso terá sobre essas espécies migratórias ainda não é claro, mas a crueldade em matar e remover dos mares esses gigantes oceânicos é inquestionável.

Só porque essas mortes estão acontecendo em um hemisfério diferente não significa que isso não seja um problema global, e a posição da Austrália como líder mundial na conservação das baleias agora enfrenta um novo e difícil teste.

O próximo governo australiano precisa deixar claro que quem quer que esteja matando baleias será chamado a prestar contas. O Japão pode ter deixado a IWC, mas não pode escapar à sua responsabilidade internacional de conservarão das populações de baleias.

O representante da Austrália na IWC, Nick Gales, disse ao Japão na mais recente reunião da comissão no Brasil, que globalmente o país tinha “perdido sua licença social” para matar baleias.

O Japão não vai recuperá-la apenas por deixar o grupo mundial que foi criado para garantir a conservação e gestão da espécie.

O Japão alega que vai caçar as baleias de acordo com os métodos da IWC para calcular os limites de captura “para evitar impactos negativos sobre os recursos dos cetáceos”. Mas a realidade é que o interesse do Japão pela conservação das baleias é falso. Em diversas reuniões da IWC, o Japão bloqueou e se opôs a inúmeras medidas de conservação da espécie, conforme informações do The Guardian.

As baleias enfrentam muitas ameaças e a Austrália tem desempenhado um papel de liderança na condução da agenda de conservação da IWC. Quando os ministros australianos chegam a essas reuniões, eles são tratados como celebridades. É um reconhecimento merecido por duros anos de combate à pesca de baleias. A Austrália levou o Japão e a premissa falsa de seu programa “científico de caça às baleias” para o tribunal internacional de justiça da ONU em 2014 – e venceu.

Na mais recente reunião da IWC, a Austrália esteve novamente na linha de frente bloqueando as tentativas do Japão de reescrever as regras de votação da IWC e encerrar a proibição de 33 anos de duração sobre a caça às baleias.

Mas agora a Austrália precisa garantir que a IWC se torne uma organização capaz de proteger as baleias de todas as outras ameaças que elas enfrentam.

Ameaças que incluem o aumento no transporte marítimo global que coloca mais baleias em risco de colisões e torna os oceanos mais barulhentos; os “enredamentos” acidentais, estima-se que 300 mil cetáceos morrem acidentalmente a cada ano depois de serem apanhados em equipamentos de pesca; e a explosão na exploração offshore de petróleo e gás que expõe as baleias aos efeitos sonoros desorientadores das explorações sísmicas.

A hora é propícia para levar esses esforços a níveis mais altos, pois a urgência se torna imperativa dada a proximidade e tamanho das ameaças.

Mas não são apenas as baleias que precisam ser salvas. A retirada do Japão da comissão ameaça o futuro da própria IWC. Como o país paga a maior taxa de associação, sua saída cria um significativo buraco de 230 mil dólares nas contas financeiras da comissão – ou seja, 8% das taxas que recebe dos governos. Tentativas de usar que esse déficit como desculpa para reduzir os esforços de conservação serão feitas.

Como guardião dos oceanos com a maior biodiversidade do planeta e de áreas marinhas de renome mundial, como a Grande Barreira de Corais, o Recife Ningaloo e a Grande Baía Australiana, a Austrália construiu uma reputação de líder global em conservação marinha.

Mas essa liderança tem sofrido ameaças. Principal atração turística do país, a Grande Barreira de Corais, tem lutado para sobreviver ao aquecimento global, enquanto a política climática do governo tem se deteriorado.

O governo australiano excluiu cerca de 35 milhões de hectares de zonas de proteção da sua rede de parques marinhos. O número de tubarões em Queensland despencou em três quartos, enquanto as autoridades resistiam em aderir aos esforços globais para proteger essas espécies marinhas.

O próximo governo do país enfrentará o desafio do retorno do Japão à caça de baleias. O mundo todo espera que o pais se erga em defesa da espécie mais uma vez. Porém, a Austrália também tem assuntos ambientais internos para colocar em dia.

Saída do Japão da IWC

O Japão saiu da Comissão Internacional das Baleias (IWC) para poder retomar a caça comercial do animal em julho de 2019. O anúncio da saída foi feito em dezembro de 2018, três meses após a IWC se opor à petição do país asiático para retomar a atividade.

O secretário-chefe do gabinete, Yoshihide Suga, disse que a caça será limitada às águas territoriais do Japão e à sua zona econômica exclusiva ao longo da costa do país e que o Japão interromperá suas expedições anuais para os oceanos Antártico e Pacífico Noroeste.

Com a decisão, o Japão se torna a terceira nação a praticar abertamente a caça, junto da Islândia e Noruega.

“Lamentavelmente, chegamos a uma decisão de que é impossível na IWC buscar a coexistência de estados com visões diferentes”, disse Suga.

Suga disse também que a IWC tem sido dominada por ambientalistas e que o Japão está desapontado com seus esforços para administrar as populações de baleias, embora a IWC tenha um mandato para a conservação de baleias e o desenvolvimento da indústria baleeira.

A decisão não foi bem recebida pela comunidade internacional. A Austrália disse estar “extremamente desapontada”, e a Nova Zelândia lamentou a retomada da “ultrapassada e desnecessária” matança de baleias. No entanto, o ministro das Relações Exteriores da Austrália e Nova Zelândia, Winston Peters, saudou a retirada do Japão do oceano sul.

O grupo ambientalista Greenpeace também condenou a decisão e contestou a opinião do Japão de que as populações de baleias se recuperam, dizendo que a vida oceânica está sendo ameaçada pela poluição e pela pesca excessiva. As informações são do Daily Mail.

“A declaração do Japão está fora de sintonia com a comunidade internacional e menos ainda com a proteção necessária para o futuro dos nossos oceanos e dessas criaturas majestosas”.

“O governo do Japão precisa urgentemente agir para conservar os ecossistemas marinhos, em vez de retomar a caça”, disse Sam Annesley, diretor executivo do Greenpeace Japan, em um comunicado.

Diplomacia

A decisão do Japão, causou estranheza por se tratar de uma ação unilateral, sendo que o país não costuma adotar medidas assim em sua diplomacia.

Em setembro de 2018, o Brasil sediou a 67ª reunião anual da IWC, ocasião na qual a petição do Japão para retomar a caça foi rejeitada por 41 votos contra 27.

Segundo o Estadão, o vice-ministro japonês da Pesca, Masaaki Taniai, lamentou o resultado da votação e disse que a possibilidade de abandonar a IWC seria uma última opção.

Tecnicamente, o país asiático nunca deixou de caçar baleias, já que se aproveitava de uma falha a moratória de 1986 que autoriza a captura dos animais para investigações científicas. Mas a carne das baleias, de um jeito ou de outro, acabava nas peixarias.

Japoneses preferem observar baleias a comer sua carne

Foto: Pixabay

O Japão tem sido algo de muitas críticas desde que anunciou sua saída da Comissão Baleeira Internacional para retomar a caça comercias dos mamíferos, mas grande parte população parece não concordar com a matança.

Pesquisadores do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW), uma organização de conservação e bem-estar animal, de Massachusetts (USA), revelaram novos dados que mostram que os cidadãos japoneses preferem a observação à carne de baleia.

A indústria de observação de baleias do Japão surgiu durante a década de 1980, mas vem ganhando força nos últimos anos. Durante o período de sete anos que terminou em 2015, o último ano em que o IFAW tem estatísticas, o número de observadores de baleias aumentou em mais de 40 mil. A ONG estima que cerca de dois terços das pessoas que vão para o mar com binóculos são cidadãos japoneses e não estrangeiros.

Mas o aumento do número de observadores de baleias é prejudicial. O turismo de observação embarcado é um dos piores meios de perturbação da vida marinha, principalmente dos berçários de baleias. Quando há uma fonte de molestamento, mães e filhotes abandonam a área, o que coloca em risco a preservação das espécies.

Baleias sentem o mundo através do som e o barulho dos motores das embarcações os afetam diretamente. As operadoras de turismo não respeitam limites de distância e chegam a colocar os barcos em cima dos animais.

A caça no Japão

Depois de anos de negação pública, o Japão retirou-se da Comissão Baleeira Internacional (IWC) para poder continuar suas operações comerciais de caça às baleias. A decisão é uma jogada que o grupo de conservação Sea Shepherd vê como uma vitória, praticamente eliminando a caça às baleias no Oceano Antártico.

“Desde 2002, a Sea Shepherd liderou inúmeras operações de caça japonesa ilegal, salvando mais de 6 mil baleias”, escreveu o grupo em um comunicado.

O Oceano Antártico ao redor da Antártida é um santuário de baleias internacionalmente estabelecido que proíbe a caça comercial de baleias; O Japão explorou uma brecha que permitia a caça às baleias para pesquisa. Agora, sua saída da IWC sinaliza o fim da caça às baleias nas águas do sul.

“Estamos muito satisfeitos em ver o fim da caça às baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico”, disse o fundador da Sea Shepherd, o Capitão Paul Watson .

“Em breve teremos um Santuário de Baleias do Atlântico Sul e vamos continuar nos opondo às três nações restantes, Noruega, Japão e Islândia”.

“A caça à baleia como indústria legal terminou. Tudo o que resta é limpar os piratas.”

“O Japão nunca parou a caça comercial. Eles se esconderam por trás da desculpa da chamada caça científica desde 1987”, explica Watson.

“Eles continuaram a caça comercial apesar da decisão do Tribunal Internacional de Justiça de que não há justificativa legal para a chamada ‘caça científica’. Agora não pode haver fachada, o Japão juntou-se à Noruega e à Islândia em seu desafio aberto à lei internacional de conservação. Todas as três nações são nações baleeiras piratas.”

Japão autoriza o implante de células-tronco humanas em porcos

Com a decisão do ministério de educação e ciência na última sexta-feira (1) de revisar suas diretrizes, os pesquisadores japoneses poderão solicitar licenças para realizar estudos que empregam a técnica, disse um oficial do ministério à AFP.

O processo envolve a implantação em animais embrionários, provavelmente porcos, com células “induzidas por haste pluripotente” (iPS), que podem se transformar em qualquer parte do corpo. A ideia é que as células iPS se transformem em órgãos humanos transplantáveis dentro dos embriões dos animais.

O Japão já havia exigido que os pesquisadores matassem os embriões de animais implantados com células humanas após 14 dias “devido a preocupações éticas com a linha vaga entre seres humanos e animais”, disse a autoridade. As antigas regulamentações também impediram os pesquisadores de colocar os embriões em úteros de animais para que pudessem se desenvolver.

O ministério diminuiu as duas restrições “já que concluímos que há risco tecnicamente zero de produzir um novo organismo que misture elementos humanos e animais sob a pesquisa”, acrescentou o funcionário.

Os pesquisadores agora poderão, por exemplo, criar embriões de animais com um pâncreas humano e transplantá-los para o útero de um porco, o que poderia, em teoria, resultar no nascimento de um porquinho com um pâncreas humano.

Na prática, onde pesquisas semelhantes foram realizadas em outros lugares, os embriões foram mortos antes do parto, evitando que questões morais levantadas pela criação de criaturas que contêm células humanas e animais.

Pesquisas envolvendo os híbridos às vezes chamados de “quimeras” – depois do monstro na mitologia grega com cabeça de leão, corpo de bode e cauda de dragão – também foram controversos em outros lugares.

Questões éticas foram levantadas sobre o estado dos animais contendo células humanas, e se as células iPS humanas implantadas em animais poderiam se transformar em matéria cerebral ou órgãos reprodutivos. As informações são do Daily Mail.