Filhotes de leões e tigres são encontrados mortos em freezer de fazenda de caça

Foto: NSPCA

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Ao total vinte filhotes de leões e tigres foram encontrados mortos em um freezer em durante uma inspeção surpresa em uma fazenda de caça na África do Sul.

Um vídeo com imagens fortes mostra dois filhotes de leão fatalmente doentes trancados dentro de uma aulade metal na Fazenda Pienika, na África do Sul.

Os jovens felinos foram encontrados estavam sofrendo de condições neurológicas graves e tiveram que ser sacrificados no local, de acordo com a LIO.

Incentivados a investigar mais, os inspetores da NSPCA descobriram os corpos sem vida de outros 20 leões e tigres de idades variadas em um freezer.

Cinco cadáveres foram removidos para exames post-mortem para determinar a causa da morte.

A NSPCA disse que eles vão adicionar mais acusações de abuso de animais às já existentes, contra os proprietários da fazenda.

A descoberta segue um incidente repugnante ocorrido em abril na mesma fazenda, na província do Noroeste.

Oficiais da Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade contra os Animais da África do Sul descobriram 108 leões, tigres, leopardos e caracais negligenciados, vivendo em condições descritas por eles como “absurdamente terríveis”.

Os animais eram mantidos em pequenos recintos imundos, superlotados e privados de água.

Alguns dos animais estavam totalmente sem pelo por causa de infecções parasitárias e dois sofriam de condições neurológicas “susceptíveis de serem o resultado de reprodução” ou endogamia.

O inspetor da NSPCA, Douglas Wolhuter, disse: “Com o lançamento de O Rei Leão e a homenagem aos leões durante o Dia Mundial do Leão neste mês, o resto do mundo está celebrando essas criaturas majestosas.

Foto: NSPCA

Foto: NSPCA

“Aqui na África do Sul, onde os leões são endêmicos e uma parte enorme de nossa herança, estamos condenando milhares de leões a uma vida de cativeiro, onde suas necessidades básicas não estão sendo supridas, e estamos submetendo aquele que é mundialmente conhecido como “o rei” do reino animal a uma vida patética em uma gaiola, à espera da morte.

O chefe de Política da Fundação Born Free, o Dr. Mark Jones, disse Metro: “Os leões da África estão enfrentando uma crise sem precedentes. Há agora quase três vezes mais leões em cativeiro do que na natureza”.

“Esses animais têm uma vida curta e traumática resultado de uma indústria incrivelmente cruel e cínica”.

Falando ao The Sun, Eduardo Gonçalves, fundador da Campanha para Proibição da Caça ao Troféu, revelou que os grandes felinos estavam sendo criados em cativeiro para que pudessem ser acariciados por turistas, alimentados com mamadeira e, eventualmente, assassinados por troféus.

Gonçalves, disse: “A fazenda está em Lichtenburg, na Província Noroeste da África do Sul.

“Há cerca de 60 dessas instalações na África do Sul, criando grandes felinos para as pessoas acariciarem os animais, tirarem fotos dando mamadeiras para eles e depois matarem em troca de um troféu”.

“Os ossos desses animais são frequentemente vendidos a comerciantes desonestos na Ásia que fabricam medicamentos falsificados. Esta é a realidade da indústria de criação de felinos de grande porte na África do Sul”.

“É simplesmente obsceno. Os animais são mantidos em condições terríveis e seus exploradores fazem uma fortuna de seu sofrimento”.

Fazendas de criação de grandes felinos

Investigações denunciam que leões e tigres estão nascendo com deformidades dolorosas em centros de reprodução industrial, provavelmente causadas por endogamia. Nesses centros os animais são criados com o único objetivo de terem partes de seus corpos extraídas para serem vendidas no comércio abastecido pela demanda da “medicina” tradicional asiática, revelaram investigadores.

Grandes felinos foram encontrados com anormalidades no rosto, pés e pernas, e também podem vir a sofrer problemas de visão, audição, respiração e mastigação, segundo as informações contidas em um relatório detalhado.

Os animais estão entre os milhares de tigres e leões confinados em minúsculos cercados dentro de fazendas industriais, onde são mortos e têm partes de seu do corpo extraídas, que são fervidas ou picadas para fazer vinho de osso de tigre e remédios para condições de saúde que vão de artrite a meningite, expõe o documento.

O primeiro estudo global sobre a cadeia de suprimentos da “medicina” chinesa mostra como a fé em tratamentos não comprovados está causando diretamente o sofrimento e a morte de grandes felinos cativos em grande escala e também ameaçando sua existência na natureza.

Foto: Anonymous/Blood Lions

Foto: Anonymous/Blood Lions

Populações cada vez mais ricas na China e no Vietnã estão impulsionando a demanda por produtos de “medicina tradicional”, diz o relatório – e à medida que o tigre selvagem é levado à extinção, também leões, onças e leopardos estão sendo mortos pelo o mesmo fim.

As pessoas acreditam que remédios feitos a partir de partes de grandes felinos podem tratar doenças como artrite e reumatismo, promover força e aumentar o vigor sexual.

A maioria dos entrevistados em ambos os países prefere que os animais sejam tirados da natureza em vez de criados em cativeiro, acreditando que os produtos são mais eficazes, de acordo com a World Animal Protection (WAP), que produziu o relatório.

Os pesquisadores também encontraram evidências de que a endogamia e reprodução em alta velocidade deixam alguns animais com problemas de saúde dolorosos, incluindo deformidades, e podem também sofrer problemas de visão, audição, respiração e mastigação.

A China tem até 6 mil tigres à espera da morte, a África do Sul até 8 mil leões e a Tailândia 1.500 tigres. O Laos e o Vietnã também criam e reproduzem leões e tigres em fazendas, afirma a ONG.

Os grandes felinos são arrancados de suas mães na natureza ou nascem em fazendas de reprodução – uma tendência crescente, uma vez que a demanda por produtos de tigre aumentou muito nos últimos anos.

Foto: World Animal Protection

Foto: World Animal Protection

Na China, os investigadores encontraram longas filas de gaiolas ao estilo de fazendas de criação em larga escala, abrigando centenas de tigres e leões e fornecendo apenas comida e água mínimas. Muitos animais estavam desnutridos, com suas costelas e coluna vertebral altamente visíveis, disseram as testemunhas.

O maior centro tinha mais de mil grandes felinos em “gaiolas mínimas, sombrias e de concreto – ambientes hostis e distantes, tão distantes de seus lares naturais e selvagens”. Muitos andavam de um lado para o outro, demonstrando estresse.

O relatório também destaca como os “medicamentos” ameaçam a existência de grandes felinos, dizendo: “É provável que leões selvagens sejam ilegalmente traficados por sindicatos do crime organizado para a África do Sul a partir de países vizinhos como Zimbábue e Botsuana e adicionados às populações de fazendas de leões”.

Populações de tigres selvagens estão à beira da extinção, com menos de 4 mil restantes em todo o mundo.

Foto: World Animal Protection

Foto: World Animal Protection

Especialistas há muito alertam que “medicamentos tradicionais” não têm benefícios médicos comprovados.

Mas as pesquisas da ONG WAP descobriram:

• No Vietnã, quase 90% dos consumidores de tais medicamentos acreditam em sua eficácia, e um quarto da população usa produtos feitos com membros da vida selvagem, como “emplastros de tigre”.

• Um número similar de consumidores preferem produtos de animais capturados na natureza

• Na China, duas em cada cinco pessoas já usaram drogas ou produtos para a saúde que continham produtos feitos de grandes felinos.

Mas a pesquisa também descobriu que dois terços dos entrevistados vietnamitas estavam dispostos a tentar alternativas herbáceas ou sintéticas, com metade dizendo que isso dependia do preço.

O relatório, que será lançado em uma importante reunião da Cites no mês que vem, descreve as leis internacionais e domésticas como “inadequadas”.

Segundo as leis vigentes fazendas de criação de animais da África do Sul, que abastecem a indústria de caça “enlatada”, são perfeitamente legais, e ossos de animais são exportados dentro de cotas.

Foto: Getty

Foto: Getty

O dr. Jan Schmidt-Burbach, consultor de fauna silvestre da WAP, disse: “Esses grandes felinos são explorados por ganância e dinheiro – para remédios que nunca foram comprovados como tendo propriedades curativas. Só por essa razão, é inaceitável”.

“Mas, dado o fato que eles sofrem imensamente durante toda a sua curta vida – isso torna-se um ultraje absoluto”.

“Muitos desses animais só verão o mundo através de barras de metal, eles apenas sentirão o concreto duro sob suas patas e nunca poderão experimentar seu instinto predatório mais básico – uma caçada.

“Esses animais são majestosos – eles não são brinquedos – nem são remédios”.

No ano passado, a World Animal Protection descobriu que onças-pintadas estavam sendo caçadas na América do Sul para abastecer o comércio de itens medicinais.

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Cães presos em jaula são salvos com auxílio de drone em Pernambuco

Dois cachorros que estavam presos em uma jaula há uma semana foram salvos por uma equipe da Secretaria de Meio Ambiente de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. Na terça-feira (6), um drone foi usado para auxiliar na localização dos animais, já que eles estavam num local com muro alto, o que dificultava a visão dos fiscais.

Foto: Divulgação

Os cães estavam em um prédio em construção em Piedade e eram explorados por uma empresa para segurança de imóveis. As informações são do portal Diário de Pernambuco.

Durante dois dias, equipes trabalharam para conseguir localizar o espaço onde estavam os animais. O caso só foi solucionado quando os profissionais tiveram acesso às imagens feitas pelo drone. Foi preciso arrombar o portão do prédio para salvar os cachorros.

Após o resgate, os cães foram levados para um local adequado e passaram a receber os cuidados necessários. Eles foram disponibilizados para adoção. A empresa que os explorou e maltratou será notificada sobre o caso.

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Chimpanzé foge de zoo em busca de liberdade

Por Rafaela Damasceno

Um chimpanzé, conhecido como Yang Yang, fugiu de sua jaula na última sexta-feira (15). Ele escalou uma árvore caída e conseguiu sair do ambiente em que ficava. Os funcionários do zoológico solicitaram aos visitantes que saíssem do local, mas diversos curiosos ficaram do lado de fora, espiando pelas grades.

Imagens tiradas do vídeo, que mostram o chimpanzé indo em direção do portão

Foto: India Today

Um vídeo publicado pela China Global Television Network (CGTN) mostra o animal claramente agitado, correndo em direção às pessoas do lado de fora do portão e dos funcionários que tentavam chamar sua atenção. Nenhuma tentativa de atraí-lo de volta para a cela obtiveram sucesso.

Sentindo-se ameaçado, Yang Yang correu de um lado para o outro. Assustado e nervoso, o chimpanzé chegou a chutar um funcionário, que caiu no chão.

Com toda a movimentação e perseguição, ele chegou a subir em um telhado, tentando se proteger e procurar uma rota de fuga, mas foi atingido por um dardo tranquilizante disparado por um policial.

Yang Yang passa bem, mas foi devolvido à sua cela. Infelizmente, ele retornou ao cativeiro, onde permanecerá por tempo indeterminado.

 

Orangotango mantido preso em jaula por três anos é resgatado

Um orangotango que viveu três anos preso em uma jaula, saindo do local apenas aos finais de semana, foi resgatado na Indonésia. Bom Bom, como é chamado, foi vítima do tráfico. Ele foi comprado por Sri Lia quando era apenas um filhote, após a mãe dele ser morta.

Foto: BBC

Bom Bom deveria ter vivido toda a vida na floresta Leuser, com outros animais selvagens da ilha de Sumatra. Porém, uma parte da floresta foi devastada nos últimos 20 anos devido a plantações de palmeiras, fazendas e obras de infraestrutura. Com isso, os animais ficaram mais próximo das pessoas.

Muitos orangotangos são traficados, inclusive enviados a outros países, o que é considerado ilegal na Indonésia. As informações são da BBC.

“Muitos de nossa equipe já confiscaram orangotangos. Mas, se os colocarmos em um centro de reabilitação, o custo será alto”, afirma Wiratno, um diretor do Ministério do Meio Ambiente.

O trabalho de resgate desses animais, e seus respectivos custos, acabam ficando sob responsabilidade de ONGs. Foi uma delas que salvou Bom Bom.

“Todos os orangotangos que estão aqui, suas mães estão provavelmente mortas”, diz Ian Singleton, do Programa de Conservação de Orangotangos de Sumatra.

Após o resgate, os orangotangos ficam em jaulas de quarentena. “Eles terão uma chance de serem orangotangos selvagens e de viver na floresta. Então, isso é uma etapa necessária de um processo positivo e que traz esperança”, diz.

No entanto, para filhote de orangotango resgatado, outros tantos são traficados.

Cadela que vivia em jaula espera há anos por adoção em Campinas (SP)

Uma cadela espera há quase quatro anos pela chance de ter uma família pra chamar de sua! Pra se sentir protegida, amada e respeitada. A Dora é de porte médio, tem cerca de cinco anos de idade, está castrada, vacinada e vermifugada. Ela procura um tutor responsável em Campinas (SP).

Vítima de maus-tratos, ela foi resgatada da casa de uma acumuladora, onde era mantida com mais 4 cães dentro de uma jaula de 2mx1m.

Dora tem o rosto branco porque os cães da casa onde ela vivia cruzavam entre si, havendo cruzamentos entre mãe com filhos e pai com filhas.

Ela foi resgatada pela ONG OperaCÃO Resgate em agosto de 2015 e, desde então, ninguém nunca se interessou por ela. Dora é fofa, carente, carinhosa e companheira. Adora estar na companhia das pessoas e se dá bem com cachorros machos.

Interessados em adotá-la devem enviar um e-mail para adote@operacaoresgatecampinas.com.br.