Galos explorados em rinha são mortos na Bahia após decisão judicial

Galos resgatados após serem explorados em uma rinha em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, foram mortos na sexta-feira (9). Noventa aves tiveram suas vidas tiradas por determinação da Justiça. Eles foram resgatados no dia 26 de julho e desde então estavam sendo mantidos no antigo pátio da delegacia do município.

A autorização para matá-los foi solicitada sob a justificativa de que não havia condição de mantê-los no pátio. Apesar de existir a possibilidade de buscar lares para eles, inclusive em santuários, optou-se por retirar deles o direito à vida.

Foto: Blogbraga

O juiz Flávio Ferrari justificou que tentou de várias formas evitar que os galos fossem mortos, mas que órgãos como o Ibama e a Secretaria do Meio Ambiente não tinham onde colocá-los. As informações são do G1.

O Ministério Público havia solicitado que os animais fossem levados para uma comunidade terapêutica da cidade para que eles fossem mortos e consumidos no local. No entanto, um parecer técnico apresentado por um veterinário concluiu que isso não poderia ser feito porque a carne dos animais não estava apta para consumo devido ao estresse continuado, traumas, ferimentos e procedimentos veterinários inapropriados aos quais eles foram submetidos e os hormônios que receberam. Todo esse sofrimento, porém, não impediu que a Justiça impedisse que esses animais tivessem um final feliz. Na decisão judicial, foi usada o argumento injustificável de que os galos não poderiam ser doados para ONGs porque foram treinados para matar.

O delegado Leonardo Mendes, titular da delegacia do município, afirmou inicialmente que cerca de 200 galos foram resgatados na ação policial. No entanto, posteriormente o delegado Rivaldo Luz, coordenador da Polícia Civil na região disse que não se sabe o número exato de animais.

Foto: Blogbraga

Outros galos resgatados na ação foram entregues para ONGs. Não há informações, porém, da quantidade de aves salvas.

No dia do resgate, cerca de 150 pessoas foram presas na rinha. Os policiais apreenderam R$ 30 mil no local, além de biqueiras de metal, esporas e medicamentos para os animais – como anti-inflamatórios e hormônios injetáveis.

Os tutores dos galos e o dono da rinha respondem em liberdade por abuso e maus-tratos contra animais.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Dia do Advogado: profissão é usada para defender os direitos animais

A defesa pelos animais está presente em várias profissões. Uma delas é a advocacia. Por isso, é necessário que, neste Dia do Advogado, celebrado em 11 de agosto, a importância da profissão para a causa animal seja lembrada.

(Foto: ThinkStock)

Advogados lutam, no dia a dia das ONGs de proteção animal, para conseguir, por meio da Justiça, punir agressores e retirar deles a guarda de animais. São esses profissionais também que promovem eventos para discutir a evolução dos direitos animais no Brasil, fazendo com que a sociedade passe a ter mais contato com o tema. Essa discussão é importante porque o ordenamento jurídico caminha segundo os anseios sociais. Sendo assim, quanto mais a bandeira dos direitos animais for levantada, maior a chance de leis serem propostas e aprovadas pelo legislativo.

Ainda tratados como seres inferiores, de maneira claramente especista, os animais dependem da evolução do Direito Animalista para conquistar direitos e poder, enfim, viver em paz. Embora passos estejam sendo dados – como a constatação, pelo Supremo Tribunal Federal, de que a vaquejada é uma prática cruel e, portanto, inconstitucional -, ainda há muito o que evoluir.

A aprovação recente, por parte do Senado, de um projeto de lei que considera os animais sujeitos de direito, mas que impede, por meio de uma emenda, que essa proteção jurídica atinja animais explorados para consumo humano e para práticas como a vaquejada e os rodeios, é uma prova de que toda evolução conquistada até o momento deve, sim, ser comemorada, mas jamais sem esquecer que o caminho a percorrer ainda é longo.

A expectativa dos defensores dos animais é de que, no futuro, todos eles estejam verdadeiramente protegidos pela lei e que nenhum deles seja explorado ou morto sob qualquer justificativa especista.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Safári de caça à onça no Pantanal segue impune após oito anos

Por David Arioch

Em 2010 e 2011, a Operação Jaguar, coordenada pela Polícia Federal, revelou que em uma fazenda no Pantanal havia um safári de caça à onça. Oito anos depois, os envolvidos seguem impunes.

De acordo com a legislação brasileira, os envolvidos não podem mais ser culpabilizados por “crime de associação criminosa”, porque houve prescrição de prazo (Foto: Polícia Federal/Ibama)

E de acordo com a legislação brasileira, os envolvidos não podem mais ser culpabilizados por “crime de associação criminosa”, porque houve prescrição de prazo.

No entanto, após sentença do juiz Ronaldo Gonçalves Onofri, da Vara Criminal de Aquidauana (MS), no último dia 26 uma audiência foi marcada para 18 de março de 2020. O processo original listava sete réus, incluindo um búlgaro e um russo, e 22 testemunhas.

Porém, agora o processo prossegue para a pecuarista Beatriz Rondon, proprietária da Fazenda Santa Sofia, onde as onças eram caçadas; assim como Oleg Veber e Juscelino Machado de Araribe. Já a pena de Augustinho Stalin Machado da Silva foi extinta após o falecimento do réu.

Beatriz, que se passava por ambientalista, também foi indiciada por crimes ambientais praticados entre os dias 27 de junho e 8 de julho de 2004, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Mas como a ré já conta com mais de 70 anos, os prazos prescricionais foram reduzidos pela metade, e a prescrição da pretensão punitiva ocorreu antes da instauração do inquérito policial, em 2011, quando os fatos vieram à tona, conforme nota do MP.

Saiba Mais

As investigações da Polícia Federal e do Ibama, que revelaram que turistas pagavam até R$ 50 mil para caçar cada animal, começaram após a divulgação de um vídeo em que um caçador atira contra uma onça sobre uma árvore em Aquidauana (MS).


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Justiça absolve acusada de maltratar cão que participou de julgamento na Costa Rica

Uma mulher acusada de maltratar um cachorro na Costa Rica foi absolvida pela Justiça. O julgamento repercutiu por ter sido o primeiro na América Latina em que um animal esteve no tribunal na condição de vítima.

Foto: Ezequiel Becerra/AFP

As audiências foram realizadas na segunda-feira (22) e na sexta-feira (26). Campeão, como é chamado, foi mantido em uma sala, na cidade de Atenas, ao lado de várias pessoas, e se manteve de maneira dócil e comportada.

O cão foi resgatado pela presidente da Fundação Ateniense de Ajuda a Animais Abandonados, Dora Castro, quando tinha seis meses de idade. Desnutrido e repleto de pulgas, ele foi encontrado preso em uma corda que estava bastante apertada no pescoço. As informações são da agência AFP.

O resgate foi realizado após o irmão da ex-tutora do cachorro acionar a ONG. O depoimento dele, no entanto, que era considerado fundamental no julgamento, não ocorreu porque ele não compareceu à audiência.

O juiz Mario Rodríguez reconheceu que o cachorro sofreu maus-tratos, mas afirmou que não havia elementos suficientes para condenar a acusada.

Na Costa Rica, um lei que entrou em vigor recentemente pune casos de crueldade cometidos contra animais com prisão de seis meses a dois anos, além de multa. Segundo a imprensa local, a punição é aumentada para três anos de prisão caso o animal morra.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


MP pede prazo maior para dar parecer sobre casinhas de cães comunitários em Porto Alegre (RS)

O Ministério Público participou, na terça-feira (23), de uma audiência sobre as casinhas de cachorros comunitários colocadas em uma calçada no bairro Jardim do Salso, em Porto Alegre (RS), e pediu mais 72 horas de prazo para emitir parecer sobre o caso.

Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

Os abrigos foram colocados em frente ao condomínio Tulipa, em 2016, e estão sendo mantidos no local graças a uma liminar que impede a prefeitura de realizar a remoção das casinhas, conforme pretendia, enquanto a Justiça não emitir uma decisão definitiva. As informações são do portal Correio do Povo.

Durante a audiência, a promotora Lucilene Falcetta, da Promotoria Cível e Fazendária, pediu vista dos autos. O MP alega que o processo é eletrônico e ainda não está disponível para o órgão. Na oitiva de testemunhas, foram ouvidas seis pessoas, que representam os interesses de quem defende a retirada das casinhas e de quem é a favor da manutenção delas. A audiência foi realizada na 10ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre.

Ao final da audiência, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) emitiu nota por meio da qual afirmou que as casinhas colocadas na calçada não estão respaldadas por nenhuma lei. O advogado Cauê Vieira, representante do Movimento Gaúcho de Defesa Animal (MGDA), argumenta que “há incoerência do município em querer retirar as acomodações sem oferecer abrigo aos animais comunitários”.

A prefeitura havia dado 7 dias para a retirada das casinhas após receber denúncias de moradores incomodados com a presença dos cães. A determinação,  no entanto, foi suspensa por uma decisão judicial.

A secretária estadual do Trabalho e Assistência Social, Regina Becker, que é ex-primeira-dama e ex-secretária dos Direitos Animais em Porto Alegre, disse na época que as casinhas foram reduzidas a uma questão pontual e que a defesa da causa é muito mais ampla. Regina lembrou ainda que patinetes, bicicletas, bancas de chaveiro e balcões de fruteiras, por exemplo, também são encontrados nas calçadas, embora na visão do prefeito Nelson Marchezan apenas os abrigos dos cachorros sejam considerados um problema.

“Ele atribuiu o incômodo à questão de os cães transmitirem doenças, não serem castrados, vacinados, o que é uma visão distorcida e equivocada. A realidade ele desconhece totalmente. Estranho o fato de as equipes não terem instruído ele de como as coisas funcionam”, disse Regina.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Imagens de drone mostram corpo de elefante mutilado por motosserra

Por Rafaela Damasceno

Os elefantes correm sérios riscos devido ao tráfico do marfim, material presente em suas presas. Nesta semana, seis caçadores foram presos ao serem identificados como os homens (posando sobre o corpo de um elefante) em uma foto encontrada no celular de um deles. O cineasta Justin Sullivan encontrou e fotografou, com um drone, a horrível imagem do elefante assassinado por eles no norte de Botsuana, país africano.

Foto tirada de cima do corpo do elefante desmembrado. Sua tromba está caída, separada do corpo

Foto: Justin Sullivan / Magnus News

“Este animal em específico foi morto de uma forma especialmente brutal”, disse ele. O elefante teve parte de sua cabeça cortada com uma motosserra, para que as presas fossem retiradas. “A foto representa, mais do que a maneira que o elefante está desconectado no momento, o jeito que nós mesmos nos desconectamos desse tipo de situação”, declarou.

Justin mora na Cidade do Cabo, mas estava em Botsuana para um projeto de filme. Ele escutou alguns caçadores falando sobre o corpo, então pediu para ser levado até lá e fotografou o crime na esperança de chamar atenção para o impacto e a crueldade da caça.

Estima-se que cerca de 30 mil elefantes são mortos todos os anos no mundo, com milhões de libras sendo geradas pelo comércio do marfim adquirido através do assassinato. A caça é um problema global, mas é especialmente elevada em Botsuana.

A quantidade de elefantes mortos no país aumentou cerca de 600% de 2014 a 2018. A caça era proibida, então, mas a proibição foi vetada neste ano. Justin afirma que sua foto gerou um debate público, o que ele espera que possa promover resoluções para as atuais crises ecológicas do mundo.

Os caçadores do elefante fotografado foram presos há alguns dias, encontrados pelas autoridades na posse de marfim. Eles tinham fotos que atestavam sua participação no crime. Ainda não se sabe se as imagens encontradas em seus celulares envolviam mais de um assassinato.

Dois traficantes na posse dos marfins

Foto: Eagle Network

A Eagle Network, organização responsável por proteger a vida selvagem, ajudou no rastreamento e captura de todos os envolvidos no grupo de caça. Só em junho, ela auxiliou na prisão de 22 traficantes de animais silvestres em quatro países diferentes.

Perrine Odier, a coordenadora de uma ONG parceira da Eagle (PALF), disse que os caçadores estavam orgulhosos dos assassinatos e felizes em matar animais tão grandes e majestosos.

“Espero que a justiça condene os criminosos com a pena máxima, e que isso os impeça de continuar com estas atividades devastadoras”, declarou ela.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Retirada de casinhas de cães comunitários é suspensa pela Justiça em Porto Alegre (RS)

A retirada de três casinhas de cães comunitários, determinada pela Prefeitura de Porto Alegre (RS), foi suspensa pela Justiça na última quarta-feira (10). Os abrigos para os animais foram colocados por moradores em uma calçada na rua Ângelo Crivelaro, no bairro Jardim do Salso.

Foto: Reprodução/RBS TV

A prefeitura havia determinado, na sexta-feira (5), um prazo de sete dias corridos para o condomínio Tulipa retirar as casinhas da calçada. No entanto, o juiz Eugênio Couto Terra atendeu a um pedido do Movimento Gaúcho de Defesa Animal, que defende a permanência das casinhas para animais em situação de rua, e suspendeu a retirada dos abrigos.

Uma audiência entre as partes foi marcada para o dia 23 de julho. Na data, a prefeitura e a ONG poderão apresentar seus motivos para, respectivamente, defender a retirada e a manutenção das casinhas. A decisão sobre o pedido de liminar deve ser apresentada durante a audiência. Até que a decisão seja proferida, a ordem de remoção dos abrigos está suspensa.

A assessoria da Procuradoria-Geral do Município (PGM) informou que a prefeitura foi citada e intimada pela 10ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre e que irá comparecer à audiência. As informações são do G1.

As casinhas foram colocadas em frente ao condomínio por moradores do bairro. De acordo com a síndica do prédio, esses moradores alimentam os animais, oferecem água e limpam os abrigos. Segundo ela, as casinhas não atrapalham o trânsito de pedestres.

Foto: Reprodução/RBS TV

A ordem de despejo emitida pela prefeitura, no entanto, foi realizada após alguns vizinhos acionarem à administração municipal. O condomínio, porém, recorreu da decisão. O recurso foi analisado e o município manteve a ordem de retirada dos objetos com base em uma legislação municipal que impede a instalação de equipamentos, elementos construtivos e outros em logradouros e passeios públicos para assegurar o direito de livre circulação de pedestres.

Apesar da lei municipal, na esfera estadual foi aprovada, neste ano, uma lei que permite que os moradores coloquem casinhas comunitárias na rua para abrigar animais, desde que elas não atrapalhem os pedestres e os motoristas.

Ao ser notificada sobre a decisão judicial, a Prefeitura de Porto Alegre reafirmou sua insensibilidade diante do sofrimento dos animais desabrigados, reforçando a ideia de retirar as casinhas da calçada, e sugeriu que o melhor para os cães é “viver com uma família”, mas sem tomar qualquer iniciativa para retirar os cachorros da ruas e encaminhá-los à adoção.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Acordo na Justiça garante transferência dos ursos Dimas e Kátia para santuário

Um acordo judicial garantiu a transferência dos ursos Dimas e Kátia do zoológico de São Francisco de Canindé, no Ceará, para o Rancho dos Gnomos, em Joanópolis (SP).

Kátia e Dimas no zoológico (Foto: Alex Pimentel/SVM)

Em junho, a transferência dos ursos havia sido determinada pela Justiça, mas cabia recurso. No entanto, caso o zoológico recorresse, a instituição teria que enfrentar uma ação que pedia R$ 100 mil de indenização por dano ambiental movida pela associação Viva Bicho, responsável por pedir a transferência dos animais. As informações são do G1.

Com o acordo feito entre as partes ficou determinada a transferência dos ursos, que ainda não tem data para acontecer. A forma como os animais serão transportados também não foi definida ainda.

Essa é a segunda tentativa de acordo. A primeira, feita em 4 de junho, não obteve sucesso.

Recinto foi preparado para Dimas e Kátia (Foto: Biga Pessoa/ Rancho dos Gnomos)

“A outra parte entendeu que seria melhor para os animais a transferência. Todos agora estão se mobilizando para que estes animais sejam transportados o quanto antes para o rancho”, disse a advogada Tiziane Machado, da associação Viva Bicho.

No Rancho dos Gnomos já vive a irmã de Dimas e Kátia, a ursa Rowena, que ficou conhecida como a “ursa mais triste do mundo” no período em que viveu em um zoológico no Piauí, suportando temperaturas extremas de mais de 40°C, totalmente inadequadas para a espécie.

A parte operacional, que deve ser executada para que Dimas e Kátia possam ser levados para o santuário, já foi iniciada, conforme explicaram os idealizadores e gestores do Rancho dos Gnomos, Marcos e Silvia Pompeu.

Recinto dos ursos no santuário está pronto (Foto: Biga Pessoa/ Rancho dos Gnomos)

“O recinto para os irmãos ursos já está pronto, foi construído por meio de doações feitas ao Instituto Luísa Mell, e repassadas para essa construção de 1,9 metros quadrados, piscina com capacidade para 80 mil litros de água, cambiamentos, decks, área de descanso, área de alimentação e amplo espaço de área gramada”, explica Marcos.

Não se sabe ainda como os ursos serão levados até o santuário. No caso de Rowena, uma cabine climatizada foi usada de abrigo para a ursa, que foi transportada por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Por não haver nada definido com a FAB para transferência de Dimas e Kátia, os responsáveis pelo Rancho dos Gnomos não descartam a possibilidade de buscar uma empresa aérea para transportar os ursos.

Exames que atestam que o casal de ursos está apto para ser transferido do zoológico para o santuário serão anexados ao processo e encaminhados ao Ibama, que ficará responsável por emitir uma guia de transporte autorizado. Assim que o documento for emitido, a transferência dos animais poderá ser realizada.

À esquerda, Rowena quando chegou ao santuário, logo após o resgate. À direita, a ursa atualmente, recuperada (Foto: Hellen Souza/Arte G1)

Reencontro dos irmãos

Dimas e Kátia ficarão em um recinto que tem um corredor que interliga o abrigo deles ao local onde vive Rowena, irmã dos dois. A reaproximação do trio será avaliada e monitorada por profissionais.

O casal de ursos foi levado ao zoológico de São Francisco de Canindé em caráter provisório pelo Ibama após serem resgatados de uma situação de maus-tratos. Eles eram explorados e maltratados por um circo que se apresentava no Ceará. Na época, segundo a decisão judicial, os ursos chegaram a ser alimentados com rapadura e refrigerante.

Ursa Rowena se refresca em piscina no Rancho dos Gnomos (Foto: Divulgação/ Rancho dos Gnomos)


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Partido Verde pede na Justiça suspensão dos 239 agrotóxicos liberados pelo governo

O Partido Verde (PV) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a suspensão dos atos que autorizam o registro dos 239 agrotóxicos liberados pelo governo Bolsonaro em 2019. A ação tem caráter liminar e pede a suspensão imediata até que o mérito da ação seja julgado.

Foto: Pixabay

O PV considera que as medidas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) desrespeitam preceitos constitucionais de proteção à saúde humana, à alimentação e à proteção ao meio ambiente. Nove atos foram publicados, de janeiro até agora, pelo Ministério do Meio Ambiente, liberando 239 agrotóxicos. As informações são do portal O Eco.

O partido fez um levantamento, que embasa a ação judicial, no qual consta a informação de que 33 dos 239 agrotóxicos liberados são altamente tóxicos para a saúde humana, contendo dose letal entre 5mg/kg e 50mg/kg, e 63 são extremamente tóxicos, com dose letal abaixo de 5mg/kg. O PV lembrou ainda que 115 desses venenos autorizados são considerados muito perigosos e 5 altamente perigosos para o meio ambiente.

“No Brasil, conforme se pode deduzir da própria rapidez com a qual tais produtos foram registrados, a liberação de novos produtos contendo estes agrotóxicos – bem como a expansão da utilização destes em outras culturas – não foi precedida de análise séria de segurança química, nem de impacto tóxico e ambiental”, argumenta o partido, no texto da ação. “Pelo contrário: o que ocorreu foi uma verdadeira inversão principiológica do Estado Democrático, na qual a saúde pública e o meio ambiente tornam-se subordinados aos interesses ensimesmados do mercado agrícola” continua.

Na ação, o partido pede ainda a intimação do Procurador-Geral da República para emissão de parecer no prazo legal e do Ministério da Agricultura para prestar informações. Além disso, o PV solicita ainda que o STF considere, no final do julgamento, os atos do MAPA incompatíveis com os preceitos constitucionais.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Grupo que matou mais de mil onças-pintadas é denunciado à Justiça

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou um grupo de caçadores à Justiça Federal. Segundo investigação da Polícia Federal (PF), o mais antigo e ativo membro do grupo, o dentista Temístocles Barbosa Freire, que pratica caça desde 1987, matou mais de mil onças-pintadas ao longo de mais de 30 anos. O grupo atuava no interior do Acre, na região da Fazenda Cacau, zona rural do município Porto Acre.

Temístocles Barbosa Freire carrega uma onça-pintada após uma caçada em 2016 (Foto: Reprodução / O Eco)

Os outros caçadores denunciados são: o médico Dória Lucena Júnior, o servidor do Poder Judiciário Sinézio Adriano de Oliveira, o agricultor Gilvan Souza Nunes, o agente penitenciário Gisleno José Oliveira de Araújo Sá, o eletricista Manoel Alves de Oliveira, além de Sebastião Júnior de Oliveira Costa, Reginaldo Ribeiro da Silva e Gersildo dos Santos Araújo – que não tiveram as profissões divulgadas.

O grupo matou onças-pintadas – que estão ameaçadas de extinção –, capivaras, catetos ou porcos-do-mato e veados-mateiros. As informações são do portal O Eco.

A Justiça Federal aceitou a denúncia e abriu duas ações penais, uma pelo crime ambiental de caça e outra por uso de arma de fogo sem autorização.

Para apurar o caso, a PF se baseou em escutas telefônicas, monitoramento dos celulares dos envolvidos e recolhimento de fotos e vídeos nos quais os acusados registravam as caças, inclusive exibindo animais sendo mortos.

O monitoramento foi realizado durante três meses. Nesse período, a polícia registrou 11 episódios de caça, com oito onças-pintadas, 13 capivaras, 10 catetos e dois veados-mateiros mortos.

Para atrair as onças, segundo a denúncia, os caçadores tocavam cuíca e usavam carniça. Cachorros eram explorados durante a caçada para acuar os animais silvestres – o que, inclusive, colocava a vida e a integridade física dos cães em risco.

Os acusados podem ser punidos com penas de prisão e multa, que podem variar a depender da participação de cada um deles nos crimes.

Maior felino das Américas, a onça-pintada está classificada como vulnerável e corre risco de ser extinta.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.