Empresa americana lança primeira linha de colchões veganos totalmente livres de lã

Foto:/vanyaland.com

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A marca Avocado Green Mattress, de Nova Jersey (EUA), lançou recentemente uma linha de colchões veganos que são comparáveis à sua linha de produtos principais, mas feitos de algodão orgânico em vez de lã.

De acordo com a organização que atua pelos direitos animais, PETA, a empresa de colchões projetou sua opção vegana depois de aprender sobre a crueldade inerente da indústria de lã em recentes denúncias da PETA.

“Os compradores de hoje querem evitar a crueldade com os animais, e isso inclui rejeitar a lã de cordeiros que foram feridos, ensanguentados e explorados pelo processo de tosquia”, disse Anne Brainard, diretora da PETA. “As criações veganas aprovadas pela PETA, como os colchões ecológicos de algodão da Avocado Green Mattress, são um sonho para os consumidores conscientes e compassivos e também para as ovelhas”.

Para agradecer à empresa por criar uma opção sem lã, a PETA enviou aos executivos da Avocado uma caixa de chocolates veganos em forma de ovelhas.

A marca Casper recentemente lançou uma campanha para destacar seus colchões sem lã, incentivando seus clientes a “acordarem todas as manhãs com um vegano (colchão)”.

Ovelhas abusadas na indústria de lá

A PETA já fez diversas denúncias contra a exploração das ovelhas pelas fazendas de lá, imagens secretas foram reveladas mostrando trabalhadores abusando dos animais indefesos. As torturas iam desde o uso irresponsável de máquinas de tosa elétricas que feriam os animais até bater a cabeça das ovelhas violentamente no chão.

Após a exposição das imagens de abuso, a PETA apresentou uma queixa de 12 páginas solicitando que a Society for the Prevention of Cruelty to Animals (SPCA), lance uma investigação e registre as acusações criminais contra os trabalhadores por violações das leis que proíbem a crueldade contra os animais.

“As imagens de vídeo, obtidas pela testemunha, destacam apenas algumas das crueldades observadas em 24 fazendas de ovelhas visitadas por tosquiadores”, disse um porta-voz da PETA.

Os tosquiadores são pagos em volume, não por hora, o que encoraja um manejo rápido e violento, abrindo feridas nos corpos dos animais, que os tosquiadores costuravam usando uma agulha e linha, mas sem alívio da dor.

As imagens recentes seguem uma investigação de agosto, onde foi exposto o primeiro vídeo sobre crueldade na indústria de lã inglesa, que mostrou abuso similar.

“Depois de expor a crueldade na indústria de lã da Inglaterra, encontramos os mesmos abusos sendo cometidos com as ovelhas das fazendas da Escócia”, diz Jason Baker, vice-presidente sênior da PETA Ásia.

“Quando não se importam de onde se origina ou de que reivindicações éticas ou responsáveis é feita a produção de lã, milhões de ovelhas sofrem e morrem para essa indústria.”

Boohoo quebra promessa e continua vendendo peças de lã

Foto: Adobe

As filmagens secretas da PETA mostraram trabalhadores espancando, mutilando e cortando gargantas de ovelhas conscientes. Os animais agonizavam antes de morrer.

Após assistir os horrores cometidos em 99 instalações de quatro continentes, incluindo no Reino Unido desde 2014, a Boohoo, proprietária de vários rótulos, incluindo boohoo, boohooMAN, PrettyLittleThing e Nasty Gal, prometeu que não compraria produtos de lã a partir de 2019.

Mas pouco tempo depois do anúncio a Boohoo voltou atrás e disse que “continua a avaliar todas as opções como parte de seu compromisso contínuo com um futuro mais sustentável”.

“Estamos comprometidos em garantir que a lã usada em nossa cadeia de suprimentos seja proveniente de boa criação e atenda a altos níveis de bem-estar animal”, acrescentou um porta-voz.

“Continuaremos a usar a lã como material sustentável”.

Não existe forma compassiva e sustentável de arrancar a pelagem de um animal e a PETA se manifestou sobre a quebra do compromisso da grife.

“É hora de o grupo Boohoo provar que é um verdadeiro líder no varejo global mantendo sua decisão inicial de proibir a lã”, disse a diretora de projetos corporativos da PETA, Yvonne Taylor. As informações são do Plant Based News.

“A indústria de lã também causa estragos no meio ambiente . O relatório Pulse of the Fashion Industry classifica a lã em quinto lugar em sua lista de materiais que têm o maior impacto ambiental.”

Jovem ganha a vida com serviço de entrega de leite vegetal em Los Angeles

Steven Macedo oferece leites vegetais de nozes, sementes de girassol, gergelim e nozes pecan (Foto: Divulgação)

Steven Macedo, de 19 anos, vive em Los Angeles, na Califórnia, onde teve a ideia de produzir leites vegetais de nozes, sementes de girassol, gergelim e nozes pecan para vender. E é assim que ele ganha a vida atualmente.

Mas o grande diferencial é que Macedo oferece um serviço mensal de entrega de leite, o que lembra o trabalho dos leiteiros, com a diferença de que nesse caso nenhum animal é explorado para a entrega ou extração do leite.

O jovem garante que o “Leche”, como batizou seu produto, é baseado apenas em ingredientes orgânicos. Na sua página comercial no Instagram, ele diz que sua intenção é mostrar uma grande variedade de sabores e ingredientes, e que não há necessidade em consumir leite de animais.

Os leites vegetais são oferecidos em garrafas de vidro e os resíduos que sobram após a produção do “Leche” são utilizados na fabricação de outros produtos artesanais que Steven Macedo também começou a comercializar – como bombas de banho, hidratantes corporais, esfoliantes e protetores labiais.

Ativistas veganos protestam contra o uso de lã na semana de moda de Londres

Foto: PETA

Três ativistas vendadas seguraram um cordeiro ensanguentado e cartazes dizendo: “Não tape os olhos sobre a lã” e “A lã é tão cruel quanto a pele”.

O protesto segue uma série de cruéis revelações da PETA sobre esta indústria. A organização visitou 99 instalações em quatro continentes. As investigações incluíram a primeira exposição da indústria britânica de lã.

As filmagens feitas em fazendas britânicas mostraram ovelhas aterrorizadas por trabalhadores usando tosquiadeiras elétricas, batendo suas cabeças no chão, chutando-as e jogando-as para fora de reboques.

A British Wool, uma organização de propriedade de agricultores, divulgou um comunicado em resposta à gravação dizendo: “Estamos chocados e tristes com o comportamento dos dois empreiteiros filmados secretamente”.

Roupas veganas

“A lã de ovelha, assim como a pele de raposa, não é um ‘tecido’, e não pertence a nós – pertence aos animais que nasceram com ela”, disse a diretora da PETA, Elisa Allen, em um comunicado.

“Sempre que os animais são vistos como nada mais que mercadorias para serem transformados em cachecóis de lã ou casacos de pele, o abuso sempre será parte do processo de produção”.

“A única maneira de ter certeza de que não estamos engajados na crueldade é deixar roupas de lã – e todas as outras roupas feitas de animais – fora dos nossos guarda-roupas”.

Na semana passada, a gigante global da moda Boohoo anunciou que também deixaria de usar lã como resultado das investigações da PETA.

Outras investigações

A PETA revelou os horrores cometidos em fazendas africanas produtoras de pelo de cabras. Com a investigação, a ONG combateu a produção de mohair na África do Sul, fonte de mais de 50% do produto no mundo.

Durante janeiro e fevereiro de 2017, investigadores visitaram 12 fazendas na África do Sul e descobriram uma série de abusos, incluindo trabalhadores arrastando cabras pelos chifres e pernas e levantando-as do chão pela cauda, ​​o que poderia quebrar suas espinhas.

Além disso, de acordo com a PETA, testemunhas oculares viram as orelhas de cabra sendo mutiladas com alicates, deixando-as gritando de dor.

Após a divulgação, diversas marcar abandonaram o uso do tecido feito à base de pelo de cabra, como a Topshop, H & M, Gap, Anthropologie, ASOS, Diane Von Furstenberg, Banana Republic, Zara e Royal Collection Trust, uma instituição beneficente britânica fundada em 1993 pela Rainha Elizabeth II, a pedido do príncipe de Gales.

 

 

outdoor

Outdoors contra o uso de lã são colocados nas principais cidades dos EUA

A PETA lançou uma campanha contra o uso de lã nos Estados Unidos, instalando imensos outdoors que mostram o rosto de uma ovelha ao lado do slogan que diz: “Somos Indivíduos. Não Somos Suéteres. Vista Algo Vegano”. Os outdoors estão espalhados pelas cidades de Boise, em Idaho; Madison, em Winsconsin; San Bernardino, na Califórnia, entre outras. A organização também instalou peças da campanha nos ônibus em Nova York e Kentucky.

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Foto: Darla Berry

“Assim como os humanos, as ovelhas sentem dor e medo e valorizam suas vidas”, disse a gerente de campanha da PETA, Christina Sewell, em um comunicado. “Os outdoors da PETA incentivam os consumidores a optar por roupas aconchegantes que sejam livres de crueldade.”

No ano passado, a PETA investigou cerca de 99 fábricas de tosquiamento de ovelhas em quatro continentes, revelando que os animais são espancados, pisoteados, mutilados e até esfolados vivos no processo de extração de sua lã.

“Como os tosquiadores são normalmente pagos por produção, e não por hora, eles são levados a trabalhar de forma rápida e descuidada”, disse a instituição de caridade. “Tiras de pele de ovelha e até mesmo pedaços de suas orelhas são cortados ou arrancados durante a tosquia, e as feridas mais abertas são costuradas sem qualquer tipo de anestésico.”

Muitos dos outdoors foram colocados perto das lojas da Forever 21, que está sendo alvo de boicote após a PETA divulgar dois vídeos onde carneiros e ovelhas são vítimas de maus-tratos e abuso na maior fazenda de lã do mundo, que fica em Victoria, na Austrália, de onde a Forever 21 comprava a lã usada nas roupas.

Nos vídeos, os funcionários são visto espancando ovelhas e carneiros aterrorizados, mutilando-os brutalmente e cortando as gargantas dos animais ainda vivos e conscientes.

ovelhas em fazenda

Com o progresso do combate ao uso de peles, é importante lutar pelo fim do uso de lã

Depois de décadas de incontáveis ​​protestos, 2018 foi finalmente o ano em que a moda começou a pôr um fim no uso de peles de animais. Com esse grande progresso realizado, organizações como a People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) voltaram suas atenções para um novo objetivo: lutar contra o uso de lã.

ovelhas em fazenda

Foto: PETA

A PETA afirma que não existe nenhuma maneira ética de tosquiar as ovelhas e retirar sua lã. Em seus esforços para esclarecer como o material é produzido, o grupo internacional de direitos animais lançou campanhas contra varejistas como a Forever21 pelas vendas de lã, e, mais recentemente, lançou 11 exposições focadas em revelar o quão prejudicial e dolorido é o processo de corte para as ovelhas.

“O que é importante perceber é que não se trata de denunciar uma ou duas fazendas ruins, isso é um problema sistemático”, diz a diretora-associada da PETA, Ashley Byrne. “Nós encontramos as mesmas coisas [através de operações de corte de ovelhas.] Animais são espancados, chutados, perfurados e mutilados na frente um do outro de maneiras horríveis.”

Embora existam empresas que afirmam que seus materiais são produzidos de forma responsável e ética, a PETA diz que toda a indústria está repleta de abuso de animais. Por exemplo, Byrne diz que parte da investigação da PETA incluiu a observação de fazendas que abastecem empresas como a Patagonia, uma marca que enfatiza publicamente seu uso de materiais “sustentáveis e socialmente responsáveis”.

Depois de uma investigação de 2017 ter descoberto que um fornecedor de lã da Patagonia abusava de ovelhas em sua fazenda, a empresa suspendeu duas vezes as compras com esse fornecedor. Em setembro de 2018, a Patagonia se negou a revelar seus últimos fornecedores de lã para a PETA, apesar das promessas de transparência por parte da empresa.