Perícia particular conclui que animais foram envenenados em Mato Grosso

Um laboratório particular contratado pelo grupo de voluntários “Amamos Animais” concluiu que os animais encontrados mortos em Alta Floresta (MT) foram vítimas de envenenamento. Uma substância encontrada dentro de pacotes jogados nos quintais de casas e terrenos, analisada pela perícia, foi a responsável por matar os animais. Amostras de alguns animais já mortos também foram analisadas. Mais de 35 cães e gatos foram mortos.

Foto: Reprodução / Mato Grosso Ao Vivo

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda o resultado da perícia feita pelo laboratório da POLITEC. A Polícia Judiciária Municipal não conseguiu identificar o responsável pelo crime ainda. As informações são do portal Mato Grosso Ao Vivo.

Para Leir, do grupo Amamos Animais, seria possível chegar aos suspeitos mais rapidamente. “A polícia está trabalhando, o trabalho está sendo bem feito, porém não tem nenhuma pista”, disse. O autor do crime ficou conhecido como “Maníaco dos Pets”.

Devido às dívidas feitas para a realização da perícia, o grupo de proteção animal está arrecadando latinhas para vendê-las e comercializando adesivos para carros a R$ 5 com a frase “Eu freio para animais”, como forma de, também, conscientizar a população, além de levantar recursos financeiros.

Os voluntários também aderiram à campanha Abril Laranja, de combate aos maus-tratos a animais, e estão entregando lacinhos de cor laranja para a população para incentivá-los a proteger e respeitar os animais. Interessados em adquirir o lacinho, de forma gratuita, devem se dirigir ao Hotel Mato Grosso ou ao escritório Eliane Hammoud, na avenida Ludovico da Riva, 3690.

Prêmio incentiva jovens cientistas e acabar com os testes em animais

Foto: PETA/Reprodução

Foto: PETA/Reprodução

Esta semana, o Consórcio Internacional de Ciências da PETA anunciou que Patrícia Zoio, estudante de doutorado da Universidade NOVA de Lisboa, ganhou o prêmio Early-Career Scientist Award oferecido pela instituição, para participar de curso de formação sobre métodos de testes que não utilizam animais. Patrícia está desenvolvendo um modelo skin-on-a-chip (pele em chip, na tradução livre) que poderia substituir o uso de animais em testes de pele em laboratório a longo prazo.

O curso de verão do Centro de Pesquisa Conjunta da Comissão Europeia, que acontece de 21 a 24 de maio em Ispra, Itália, permitirá que os participantes conheçam e explorem alguns dos avanços mais recentes no campo de testes que não envolvem animais.

Patrícia participará de palestras e sessões interativas e visitará um laboratório dedicado ao desenvolvimento de alternativas para testes em animais.

O que são “órgãos em chip”

Em 2017, engenheiros biológicos da Universidade de Harvard inventaram um microchip que pode ser revestido com células humanas vivas para testes de drogas, modelos de doenças e medicina personalizada.

O “Organ in a chip” é um chip tridimencional multi-canal de cultura de células microfluídicas que simula as atividades, mecânica e a resposta fisiológica de órgão, revestido de células humanas vivas, como se fosse um tipo de órgão artificial. A tecnologia foi responsável por introduzir um novo modelo de organismos humanos multicelulares in vitro.

No vídeo abaixo pode ser acompanhada uma rápida introdução à tecnologia de “órgãos em chip”

A importância de incentivos como esses

Milhões de coelhos, ratos, porquinhos-da-índia e outros animais são explorados em laboratórios, enfrentando procedimentos horríveis que podem ferí-los de diversas formas, causando sofrimento físico e psicológico e traumas.

Cientistas estão trabalhando para acabar com essas experiências cruéis e desnecessárias com animais. Este prêmio tem como objetivo ajudar nas pesquisas a substituir o uso de animais em testes de toxicidade para produtos químicos.

O Consórcio também apresentou vários outros ganhadores Early-Career Scientist Awards, que terão as despexas pagas para participar de conferências e workshops, como o Instituto de Métodos Práticos de In Vitro para o Laboratório de Toxicologia In Vitro e o 20º Congresso Internacional de Toxicologia In Vitro.

Esses prêmios são vitais para garantir que a próxima geração de toxicologistas esteja equipada com o conhecimento e as habilidades necessárias para implementar testes modernos e livres de crueldade, que são cruciais para um futuro onde os experimentos com animais sejam coisa do passado.

Modelos com tecido humano podem salvar ratos e coelhos

O Consórcio também forneceu aos pesquisadores tecnologia livre de custos. Por exemplo, uma parceria com a empresa de biotecnologia Epithelix, propiciou aos pesquisadores modelos tridimensionais de tecido humano do trato respiratório que podem ser usados para testar cosméticos, produtos farmacêuticos, produtos químicos industriais, pesticidas e produtos domésticos sem o uso de animais.

Os organizadores do prêmio também se uniram à MatTek Corporation para distribuir modelos tridimensionais de tecido humano sem custos que podem substituir o uso de coelhos em testes onde os produtos químicos são aplicados diretamente em seus olhos e pele e o uso de ratos em testes de inalação mortais nos quais os animais indefesos são espremidos em tubos estreitos e forçados a inalar substâncias tóxicas.

Além desses tecidos tridimensionais, centenas de milhares de quilos de equipamentos de teste da VITROCELL – dispositivos que podem ser usados para expor células a produtos químicos em vez de animais – também foram disponibilizados.

No geral, o Consórcio e seus membros doaram milhões de libras para melhorar e implementar métodos de teste que não envolvam animais, incluindo o financiamento de seu desenvolvimento e validação e a organização de oficinas gratuitas, webinars e oportunidades de treinamento para cientistas.

Beyond Meat está prestes a abrir capital na bolsa de valores

Foto: Vegnews/Reprodução

Foto: Vegnews/Reprodução

O CEO e fundador da marca vegana Beyond Meat, Ethan Brown, escreveu uma carta à Securities and Exchange Commission dos Estados Unidos que acompanha o prospecto atualizado da empresa, submetido a uma Oferta Pública Inicial (IPO) na bolsa de valores.

O registro de informações mais recente, apresentado na semana passada, inclui as informações financeiras necessárias, avaliações e projeções (e todas essas métricas estão pendentes), mas vem acompanhada de um elemento humano fornecido pela carta pessoal tocante de Brown

Suas palavras falam da evolução da humanidade de uma forma que abrange os 12 mil anos de nossas lutas pela busca de alimentos até nossa batalha atual pelos direitos animais, contra os maus-tratos e abusos sofridos por estes seres-não humanos, a degradação ambiental e as epidemias de saúde de amplo alcance.

Brown esta na verdade “vendendo” a imagem de sua empresa para fechar o acordo do IPO; ele está oferecendo uma análise pungente da humanidade do ponto de vista de um agente de mudança. Como as palavras escritas aqui não podem fazer jus a ao teor completo da carta, clique aqui para ler o texto integral.

O testemunho de Brown é uma pequena parte de um insight maior, uma tomada coletiva de consciência de nosso tempo, que desponta de vários locais ao mesmo tempo, e também de uma companhia que ambiciona ser um dos mais importantes agentes da mudança de uma era, onde a tecnologia permite por fim ao sofrimento desses seres sencientes explorados há tanto tempo pela humanidade.

Coelhos resgatados de laboratório sentem o sol e grama pela primeira vez

Foto: One Green Planet/Reprodução

Foto: One Green Planet/Reprodução

Ao tomar conhecimento de que um grupo de coelhos seria morto após ter sido usado em estes de laboratório por uma universidade na Espanha, ativistas do santuário e equipe de resgate, Leo Vegano Animal, se uniram em uma missão de salvamento.

Com o destino já definido e apenas 48 horas para tirá-los do cativeiro, o grupo de salvadores sabia que tinha que agir rapidamente.

Missão: Salvar os coelhos

Cobertos de ferimentos provavelmente causados por perfurações, cheios de diversos tumores e com grandes pedaços de pele sem pelo em seus corpos, os pobres coelhos estavam absolutamente petrificados de medo.

Esses animais usados em testes de laboratório, normalmente passam a vida inteira sendo explorados. Nascidos e criados em uma “fábrica” de criação de animais, os coelhinhos viviam confinados em minúsculas gaiolas feitas de malha de arame e eram mantidos no escuro. Quando atingem a idade ideal, eles são enviados para qualquer laboratório de testes que os requisitarem, que nesse caso, era uma universidade.

Foto: One Green Planet/Reprodução

Foto: One Green Planet/Reprodução

Na universidade, eles permaneceram isolados e sozinhos em outra gaiola, e a cada dia submetidos a mais dor e sofrimento à medida que eram insensivelmente explorados e abusados.

Com a ajuda dos ativistas do santuário Leon Vegano Animal, os coelhos foram resgatados na última hora, e depois de uma longa viagem durante toda a noite, eles finalmente chegaram ao santuário Mino Valley Farm.

Livres enfim

Antes de chegarem ao santuário, os coelhos nunca haviam sentido o sol na pele ou a grama sob os pés.

No vídeo abaixo é possível ver os animais experimentando liberdade pela primeira vez:

Depois que eles se acostumaram a sua nova vida no santuário, os funcionários do abrigo os mudaram para uma área maior, onde eles compartilham o lar com algumas ovelhas e a bezerrinha residente: Luna.

Foto: One Green Planet/Reprodução

Foto: One Green Planet/Reprodução

O que há de mais especial em sua nova casa, é o espaço de que eles podem desfrutar: os coelhinhos têm uma enorme toca que começa dentro do celeiro de ovelhas. Sua toca é seu lugar favorito para passar o tempo durante o dia antes de retornar para sua casa à noite, junto com as galinhas.

*Esperança de um futuro sem crueldade*

Centenas de milhares de animais são envenenados, cegados e mortos todos os anos em testes de laboratórios com animais, principalmente para a indústria de cosméticos. Esses animais têm a pele e os olhos delicados injetados com produtos químicos e cremes de beleza e ficam presos de uma forma que não possam se mover. A pior parte de toda essa tortura é que ela é desnecessária e ineficaz. Com todos os ingredientes “seguros” já seguros e aprovados no mercado, não há nenhuma razão para as empresas submeterem criaturas inocentes a uma vida de dor e sofrimento em um laboratório para provar algo que já é de conhecimento público.

Esses animais não são recursos para serem utilizado conforme e disposição e o ganho pessoal humano. Eles vivem, sentem, são indivíduos que têm seu próprio propósito e lugar no mundo, mas a humanidade continua a explorá-los apenas porque pode.

Foto: One Green Planet/Reprodução

Foto: One Green Planet/Reprodução

Infligir dor e sofrimento a outro ser vivo é um ato não só injusto como imoral. Mesmo para os que não acreditam em exploração animal, a única resposta compassiva possível é a transição para um estilo de vida livre de crueldade. Ao escolher produtos livres de crueldade(cruelty-free), o consumidor se coloca contra essa violência.

Para fazer uma diferença real nas vidas dos animais, como ocorreu com esses coelhinhos resgatados, é preciso não apenas boicotar produtos que não sejam livres de crueldade, mas espalhar a conscientização sobre como sofrem esses animais indefesos para que esses produtos cheguem até o mercado consumidor.

Esses coelhos que agora vivem no santuário são apenas alguns entre milhões de animais que sofrem em laboratórios todos os dias. Nenhuma criatura viva deve ser submetida a tortura por motivo algum, muito menos pela indústria da vaidade humana.

Estudo de Harvard aponta 90 benefícios da agricultura celular

Foto: Alexander Raths

Foto: Alexander Raths

Um novo estudo realizado pela universidade de Harvard intitulado “90 razões para considerar a agricultura celular” foi desenvolvido para apontar uma lista abrangente de vantagens encontradas em investir no desenvolvimento de carnes a base de células.

A pesquisa se refere a agricultura celular, método desenvolvido cientificamente, com utilização de tecnologia avançada, em que são cultivadas células de carne em laboratório, sem necessidade de crueldade ou morte de nenhuma animal.

O estudo aponta que “a agricultura celular tem o potencial de influenciar nos problemas da saúde pública, do meio ambiente e dos direitos humanos/animais em uma escala notável, colocando a descoberta em uma classe sem precedentes verdadeiramente capaz de revolucionar o mundo”.

O estudo considera os benefícios para a saúde oferecidos pela carne cultivada em laboratório, tais como: eliminar a necessidade de antibióticos, reduzir o risco de contaminação e possibilidade de alergias, bem como fornecer proteínas para a população mundial, que permanece em crescente aumento.

Os benefícios ambientais da agricultura celular também são mencionados: ela usa significativamente menos terra e água, emite uma fração mínima de gases de efeito estufa e diminui a poluição quando comparada à agricultura tradicional.

Muitos aspectos dos direitos humanos e animais são mencionados no estudo, como a injustiça e o trabalho escravo dos trabalhadores, o sofrimento dos animais, o perigo para as espécies ameaçadas devido à perda e poluição do habitat e a perda contínua de biodiversidade, todas questões que seriam impactadas com uma mudança para a produção de carne baseada em células.

As razões citadas no estudo também mencionam as vantagens financeiras da indústria de agricultura celular. Uma produção mais controlada pode não apenas economizar dinheiro, mas também reduzir o desperdício, fornecer uma qualidade consistente do produto e, com o reduzido impacto ambiental, evitar os impostos sobre o carbono.

Pesquisadores usam blocos de Lego para ajudar a produzir carne de laboratório

Foto: Vegnews/Reprodução

Foto: Vegnews/Reprodução

Cientistas da Universidade Estadual da Pensilvânia e da Universidade do Alabama estão experimentando o uso de blocos de Lego para criar uma tecnologia útil para a crescente indústria da carne sem morte (também conhecida como “carne de laboratório” ou “carne à base de células”).

Os pesquisadores usam os Legos como blocos de construção em dispositivos que requerem eletricidade para transformar amidos – derivados do milho – em estruturas que podem ser usadas como sistemas de suporte (ou “andaimes”) para o crescimento de células animais, um mecanismo necessário para transformar células musculares em um pedaço de carne real.

Gregory Ziegler, professor e diretor de estudos de pós-graduação do Departamento de Ciência de Alimentos da Universidade Estadual da Pensilvânia, explicou que a equipe usou blocos de Lego porque além deles serem baratos e não reagem aos líquidos usados no processo.

“A ideia é que poderíamos fazer um bom andaime comestível e limpo para nossa carne limpa”, disse Ziegler. No início deste mês, pesquisadores da Universidade de Bath revelaram que conseguiram cultivar com sucesso células de carne usando lâminas de grama como andaimes, um movimento que elimina o animal da equação ao alimentar a grama diretamente para as células.

Startup americana lança ração para animais domésticos feita de “carne limpa”

Foto: Adobe

Foto: Adobe

Uma startup pioneira em tecnologia anuncia o lançamento de alimentos para animais domésticos, cultivados em laboratório, no início do ano que vem.

O primeiro produto da Because Animals Inc. serão biscoitos para gatos feito de carne cultivada de camundongos. A empresa afirma que a carne será totalmente desenvolvida cientificamente em laboratório, sem matar nenhum animal.

A classificação “Carne Limpa” não define um produto vegano, pois usa células animais, embora alguns veganos apóiem a iniciativa devido ao seu potencial para reduzir a morte de animais.

A startup diz que é motivada pela criação de carne cultivada em laboratório porque “evita o sofrimento de animais de criação”.

Além disso, a empresa afirma que a comida será mais segura para os animais domésticos, na medida em que todos os anos a Food and Drug Administration, órgão responsável pela regulação de normas de segurança alimentar e médica nos EUA (FDA, na sigla em inglês), pede a retirada de alimentos para animais domésticos das prateleiras devido à contaminação química e bacteriana – associada à agropecuária industrial – e ao uso de carne morta, contaminada ou proveniente de animais doentes.

Líquido Fetal bovino

O Fetal Bovine Serum (Líquido Fetal Bovino), ou FBS, é um material controverso, uma vez que que provém do sangue de um feto bovino, e é usado para criar algumas carnes de laboratório.

De acordo com a Because Animals Inc, eles não usam esse ingrediente em seus produtos.

A empresa diz que “desenvolveu uma fórmula própria que fornece os nutrientes e os fatores de crescimento necessários para o desenvolvimento do tecido da carne de rato, tudo sem a exigência de FBS”.

Companhia de comida para animais com carne limpa

“O que torna a carne limpa produzida por nossa empresa especial e diferente das demais é o fato de que a cultivamos sem ingredientes animais”, disse Shannon Falconer, diretora executiva da Because Animals, em um comunicado enviado à Plant Based News.

“No momento, o padrão na indústria de carne limpa é cultivar tecido celular usando soro de outro animal – geralmente líquido bovino fetal.

“A Bacause Animals está mudando isso criando alimentos ultra-nutritivos que fornecem todos os benefícios nutricionais da proteína animal tradicional, mas com ingredientes que não usam animais, oferecendo um produto que além de proteger cães e gatos, protege as pessoas e o planeta”, concluiu ela

Governo do Reino Unido permanece neutro em relação aos testes de laboratório com animais

Global Cosmetic News/Reprodução

Global Cosmetic News/Reprodução

A ONG Cruelty Free International manifestou sua decepção em relação ao fracasso do governo do Reino Unido em descartar testes em animais após a saída da Grã-Bretanha da União Europeia (Brexit).

Kwasi Kwarteng, subsecretário de estado do Comitê de Saída da União Europeia, foi questionado de forma parlamentar (oficial) pela ministra Jenny Chapman sobre a saída da UE na Câmara dos Comuns na semana passada, com relação ao fracasso do ministro em descartar os testes em animais, com Chapman perguntando ao ministro se ele realmente “se opunha a testes desnecessários em animais”.

Kwarteng respondeu que a moção já havia sido discutida no verão passado e que o governo “tentaria manter os padrões (e regulamentações) sobre a proteção dos direitos animais”.

Desapontada com a resposta, a Cruelty Free International escreveu ao ministro pedindo confirmação sobre o assunto e pediu ao governo que “use o Brexit como uma oportunidade para fortalecer políticas e criar mudanças significativas e duradouras para os milhões de animais usados em experimentos. .

Kerry Postlewhite, diretor de relações públicas da ONG, afirmou que “esta é uma questão que o público britânico considera ser de grande preocupação, além de sua importância fundamental à medida que nos movemos de regras de segurança química da UE para as regras do Reino Unido.

“Esperamos sinceramente, no interesse dos animais, dos cidadãos do Reino Unido e da indústria química do Reino Unido, que o governo deixe bem claro que não haverá testes em animais como resultado dessa transição. Em face do repetido questionamento por parte da indústria, políticos e ativistas, sendo que todos acreditam que não devem haver testes , a resposta do governo tem sido profundamente decepcionante ”, concluiu ele.

Asiáticos aceitam mais facilmente experimentar a carne de laboratório

Foto: Memphis Meat

A carne produzida em laboratório que pode evitar o abate de animais e ‘salvar’ o planeta está dividindo opiniões. Enquanto alguns acreditam que ela seja a solução de todos os problemas, outros vão além e levantam questões negativas sobre a cultura de células animais em laboratório, como o possível aumento dos testes em animais. Outro ponto é “neofobia alimentar” , ou a relutância em experimentar novos alimentos.

Para dimensionar a aceitação do produto ‘revolucionário’, um estudo sobre flexibilidade da dieta foi realizado pela Frontiers in Sustainable Food Systems com 987 americanos, 1.024 indianos e 1.019 consumidores chineses.

As descobertas demonstraram que os consumidores asiáticos aceitaram muito mais a ideia de experimentar novos alimentos como carnes cultivadas em laboratório.

A nova pesquisa Frontiers é supostamente a primeira a abordar a questão da aceitação em relação à carne cultivada na Índia. China e Índia são identificadas como as principais regiões para avaliar as opiniões dos consumidores de carne limpa, esses países têm a população mais alta, e suas economias emergentes e número crescente de consumidores que podem comprar carne. As informações são do Vegconomist.

As principais conclusões:

  1. Há uma aceitação significativamente maior de carne limpa e baseada em vegetais na Índia e na China em comparação com os EUA.
  2. Existem altos níveis de aceitação de carne limpa nos três países mais populosos do mundo, e com níveis ainda mais altos de aceitação na China e na Índia em comparação com os EUA.
  3. Estes resultados sublinham a importância de os produtores de carne limpa explorarem novos mercados para os seus produtos, especialmente porque o consumo de carne nos países em desenvolvimento continua a aumentar.
  4. Nos EUA, os pesquisadores descobriram que pessoas mais liberais e politicamente mais familiarizadas com o produto eram mais propensas a comprá-lo.
  5. Na China, as mulheres são mais propensas que os homens a comprar carne à base de vegetais.
    Comedores de carne são significativamente mais propensos do que vegetarianos e veganos a comprar tal produto.
  6. Na Índia, os onívoros e os que comem mais carne e grupos de renda mais alta expressaram mais interesse em carne à base de vegetais, assim como consumidores mais instruídos e mais politicamente liberais.

Seis labradores são mortos por pesquisadores após serem usados em testes de implantes

Seis labradores foram vítimas de morte por indução em uma universidade sueca como parte de um teste de laboratório para implantes dentários humanos. Os pesquisadores afirmaram que as mortes foram necessárias para que fosse possível a análise do efeito que os implantes teriam nos ossos, tecidos e sangue dos animais após mortos.

Os cães de apenas dois anos de idade e foram mortos na quarta-feira na Universidade de Gotemburgo (Suécia) que está sob uma onda de protestos furiosa após recusar as ofertas de adoção tanto de grupos de defesa dos direitos animais como de pessoas interessadas em oferecer-lhes um lar.

Por volta de 84 mil pessoas assinaram uma petição criada na intenção de salvar a vida dos labradores. A página do Facebook da universidade foi inundada com comentários desaprovando esse movimento assassino classificando-o de “vergonhoso e monstruoso”.

Cada um dos labradores teve mais de um terço de seus dentes extraídos e substituídos por implantes.

O Djurrättsalliansen (Animal Rights Alliance), grupo responsável pelo início da petição lutou de todas as formas para evitar que Venus, Milia, Mimosa, Luna, Lotus and Zuri fossem mortos como parte do experimento.

O comediante Rick Gervais e o ator Peter Egan da série Downton Abbey também somaram esforços na campanha, assim como ativistas britânicos do Animal Justice Project (Projeto de Justiça Animal, na tradução livre).

O vice reitor adjunto do setor de pesquisas da universidade, Göran Landberg, tentou contemporizar a situação dizendo: “É difícil chegarmos a um consenso sobre essas questões, mas o diálogo é importante”.

Embora diversas e variadas tentativas de diálogo tenham sido efetuadas com a universidade, a vida dos cães ainda assim foi tirada.

O caso provocou veio a público na mídia sueca, por meio de um veterinário chamado Mark Collins, que falou recentemente ao canal TV4, condenando o tratamento dado aos cães.

O Sr. Collins afirmou categoricamente: “Eu não entendo o porquê disso” – enquanto explicava como a remoção dos dentes de um labrador requer uma enorme força e causa ao animal uma dor substancial.

Ele acrescentou ainda que, por causa do estreito vínculo que esses animais têm com os humanos, o tratamento que receberam deixaria os cães “emocionalmente destruídos”.

Pela lei sueca, testes em animais são permitidos apenas se os pesquisadores puderem provar que este é o único meio de conseguir a informação necessária.

A universidade conseguiu essa aprovação e disse que a pesquisa está sendo realizada por um time altamente qualificado, que inclui veterinários entre os membros da equipe.

Mas a Aliança dos Direitos dos Animais alegou em sua investigação que foram descobertas anotações relativas à filhote chamada Vênus, que revelaram que ela estava sendo tratada por “feridas nos cotovelos”.

Eles também afirmaram que os cães estavam sendo mantidos em um quarto frio.

Segundo os pesquisadores os cães foram selecionados para os testes odontológicos pela semelhança entre a saliva e as bactérias orais deles com a de seres humanos. Usá-los como cobaias também permite que os pesquisadores coletem amostras de tecido, o que não é possível com os pacientes.

A premissa falsa para esta afirmação e as demais feitas pela universidade é a de que o ser humano pode dispor do animal como bem entenda desde que seja para o seu próprio bem. Como se fossem instrumentos a ser utilizados conforme a necessidade e não vidas capazes de sentir, sofrer e compreender o mundo ao seu redor.

Em uma declaração postada em seu site, a universidade afirma: “Nós entendemos como os testes em animais podem despertar emoções fortes, mas também gostaríamos de enfatizar que a periodontite ainda é um grande problema de saúde pública, e a pesquisa aqui conduzida é crucial. muitas pessoas”.

“Os animais receberam analgésicos antes qualquer procedimento doloroso”, afirmaram os pesquisadores.

Jörgen Svensson, reposável pelo setor de segurança da Universidade de Gotemburgo, contou que na semana passada os pesquisadores da universidade foram ameaçados de morte.

“Eles ficaram aterrorizados e se sentem muito mal. Tomamos medidas de segurança para proteger aqueles que foram ameaçados“, disse ele.

Infelizmente para os cães é tarde demais para qualquer medida ser tomada. Suas vidas foram desperdiçadas em prol de pesquisas que beneficiariam humanos. Saudáveis e jovens, possivelmente encontrariam um lar amoroso se fossem destinados a adoção, mas a eles não foi a dada a simples e óbvia dignidade do primeiro direito universal: o direito à vida.