Comportamento dos gatos é reflexo da personalidade dos tutores, diz estudo

Um estudo publicado na revista Plos One concluiu que o comportamento dos gatos é reflexo da personalidade dos tutores. Para isso, cerca de três mil pessoas e seus gatos foram analisados.

Os pesquisadores fizeram perguntas aos tutores seguindo o Big Five Inventory (BFI), sistema de medição que avalia características da personalidade humana e que observa questões como abertura para a experiências, conscienciosidade, extroversão, neuroticismo e agradabilidade.

Foto: Pixabay

A pesquisa descobriu que tutores com maior nível de neuroticismo – isso é, mais propensos do que a média a terem mau humor, sentir ansiedade, medo e raiva – tinham gatos mais agressivos, ansiosos ou medrosos e até com comportamentos relacionados ao estresse, além do excesso de peso.

Já os tutores extrovertidos tinham maior chance de ter animais mais livres, enquanto as pessoas mais agradáveis tendiam a estar mais satisfeitas com os gatos que tutelam. As informações são do portal Diário da Manhã.

De acordo com Lauren Finka, uma das coautoras do estudo, “muitos tutores consideram os animais como um membro da família, criando laços sociais com eles. É, portanto, muito possível que os animais sejam afetados pela maneira como interagimos com eles, e que esses fatores influenciem suas personalidades”.

O tema, porém, ainda carece de pesquisas, que devem ser feitas gradualmente devido ao aumento de animais tutelados pelas pessoas. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o Brasil ocupa a terceira colocação em número de animais, com 132 milhões, e só perde para a China, que tem 417 milhões, e os Estados Unidos, com 232 milhões.


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Cães amam seus tutores e os veem como membros da família, diz estudo

Um estudo feito pela Emory University, localizada nos Estados Unidos, concluiu que os cachorros amam seus tutores e os consideram membros da família.

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“Esse é um amor indiscutível, mas a grande curiosidade das pessoas é saber como os seus animais percebem essa relação”, conta o veterinário da Nutrire – indústria de alimentos de alta performance para animais -, Dr. Cleiton Rupolo, em entrevista ao Metro Jornal.

Exames de ressonância magnética feitos no cérebro de alguns cachorros concluíram que a reciprocidade no afeto entre esses animais e os humanos é identificada pelo olfato na atividade cerebral dos cães. De acordo com o estudo, os cachorros diferenciam odores e reconhecem seus tutores por meio deles.

“Ou seja, quando o odor característico do tutor se aproxima, o cérebro do animal é acionado e a sensação de felicidade e recompensa é ativada”, explica Rupolo.

O sentimento de recompensa é ativado apenas pelo cheiro do tutor do animal. O estímulo não acontece com outros odores. “Muitos pensam que os cães amam seus tutores pela comida ou pelos agrados que recebem, mas essa relação vai muito além disso. Os animais sentem amor por seus tutores pelo simples fato de ficarem próximos, juntos, unidos”, diz.

Esse amor explica, por exemplo, a felicidade que os cães demonstram no momento em que o tutor volta para casa após o trabalho, um passeio ou uma viagem.

“As atividades cerebrais pesquisadas durante esses momentos são muito semelhantes às que nós sentimos quando reencontramos alguém que amamos”, explica o veterinário.

A interação dos cães com os tutores é, inclusive, bastante semelhante a de bebês humanos com seus pais. “Isso explica porque o cachorrinho corre para o colo do tutor quando se assusta ou quando está com medo”, completa o especialista.

A relação de amor entre tutor e animal é criada nos primeiros meses de vida do cachorro ou logo após a chegada dele ao novo lar. Além disso, os primeiros seis meses de vida do cão é bastante importante para seu desenvolvimento, já que o cérebro do filhote é receptivo o bastante para que as ações ocorridas nesse período influenciem as próximas fases de sua vida. Por isso que, por exemplo, filhotes criados por homens tendem a se sentir mais confortáveis na presença masculina e vice-versa.

“Para toda regra sempre há exceções, claro, mas estamos falando do que geralmente acontece com a maioria dos cães. Por isso, é tão importante que os tutores interajam com seus animais, passeando, brincando e se divertindo com eles”, aconselha.


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