Reino Unido pretende cortar o consumo de carne e laticínios de 50% até 2030

Foto: Adobe

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O Reino Unido deve reduzir seu consumo de carne e laticínios em 50% até 2030, conforme informações divulgadas por membros do parlamento do bloco de países no início desta semana.

A Aliança Eating Better (Comendo melhor, na tradução livre), formada por mais de 60 organizações, incluindo a Compassion in World Farming e a WWF, apresentou um relatório aos políticos, empresas e ONGs em Westminster, Inglaterra.

Segundo o lema da Aliança, “Melhor pela metade: um roteiro para menos e melhor carne e laticínios”, a iniciativa fornece “ações para ajudar a criar o ambiente certo para as pessoas se alimentarem melhor, de forma que elas façam bem para elas mesmas e para o planeta”.

Mudando hábitos alimentares

A Aliança Eating Better diz que o momento para agirmos e passarmos a comer “menos carne e laticínios e melhorar a qualidade da alimentação com vegetais” é bem evidenciado, citando o impacto nocivo que a criação de animais tem no planeta.

“O valor de diversificar a alimentação incluindo mais vegetais, grãos integrais, nozes, sementes e leguminosas é claro. Mas nem sempre é fácil para as pessoas fazerem boas escolhas alimentares. A aliança Eating Better entende que este é um desafio complexo que ninguém consegue por conta própria”, acrescenta.

A iniciativa identificou 24 ações voltadas para o governo, serviços alimentares, varejo, produtores de alimentos e investidores, dizendo que “fornecer o ambiente certo” será mais eficaz para fazer as pessoas mudarem a maneira de comer, do que “dizer às pessoas o que podem e não pode comer “.

Opções alimentares

“Sabemos que, onde vivemos, o trabalho desempenha um grande papel em nossa saúde e bem-estar. As crianças das áreas mais pobres, com os ambientes alimentares menos saudáveis, têm duas vezes mais chances de serem obesas do que suas contrapartes mais ricas”, disse Shirley Cramer da Royal Society for Public Health (Sociedade Real para Saúde Pública) disse em um comunicado.

“É vital que tenhamos políticas nacionais e locais robustas para melhorar o meio ambiente, para que a opção alimentar padrão seja saudável. Somente então começaremos a enfrentar nossas crescentes desigualdades em saúde.”

Comer de forma mais sustentável

“A Aliança Eating Better tem sido encorajada e apoiada por recentes anúncios do governo do Reino Unido. Eles estabeleceram uma legislação para o bloco de países com o objetivo de contribuir com zero emissões de gases de efeito estufa até 2050 e anunciaram uma revisão independente para informar uma Estratégia Nacional de Alimentos”, disse Simon Billing, executivo Diretor do Eating Better.

“Nós da Aliança estamos ansiosos para ver esses compromissos se tornarem ações, pois há um sentimento de que o governo ficou para trás dos consumidores, produtores e empresas de alimentos por muito tempo. Eles precisam estar à mesa para criar o ambiente certo para as pessoas comerem de forma mais sustentável”.

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Bezerrinha cega e pit bull resgatado se tornam os melhores amigos em abrigo

Foto: Saving Grace Animal Society

Foto: Saving Grace Animal Society

Os inúmeros exemplos de amor incondicional, dedicação e amizade que os animais devotam aos seres humanos não são restritos só a seus tutores. Entre eles, mesmo de espécies diferentes, não são raros os exemplos de compaixão e altruísmo.

E curiosamente, às vezes as amizades mais improváveis são as mais fortes, e não há prova melhor de que esta afirmação é verdadeira do que no caso de Heaven e Sweetpea.

O bezerrinho cego de dois meses de idade e o pit bull resgatado tornaram-se os melhores amigos desde que Heaven chegou ao abrigo da Saving Grace Animal Society em Alberta, no Canadá.

Foto: Saving Grace Animal Society

Foto: Saving Grace Animal Society

Resgatado de uma fazenda leiteira de criação em escala industrial, o bezerrinho sofrido no começo morria de medo de se misturar com o resto dos animais da fazenda e, em vez disso, vivia isolado em um pequeno cercado no jardim dos fundos.

Erin Deems, diretora executiva do centro de resgate de animais, conta que Sweetpea, que foi resgatado de um ringue de luta de cães, imediatamente fez Heaven se sentir em casa.

“Eles se aproximaram, se tocaram e imediatamente se uniram, como se tivessem silenciosamente se compreendido”, disse Erin à CBC News.

Foto: Saving Grace Animal Society

Foto: Saving Grace Animal Society

“Sweetpea levou-a imediatamente consigo pela fazenda e mostrou-lhe as cordas, como muitas vezes ela faz com os cães que resgatamos que precisam de atenção médica extra”, explicou Erin.

“Ela meio que tem como missão se agarrar a eles (os cães novatos) e mostrar-lhes o caminho da cura”.

Aparentemente, a dupla agora é inseparável e um de seus hobbies favoritos é tomar sol junto. Muito fofo.

“Eles realmente adoram tomar sol”, disse Erin, acrescentando: “Sweetpea realmente adora acariciar Heaven, então ela está sempre lambendo seu rosto e limpando-a o máximo que pode. Elas realmente gostam da companhia uma da outra”.

Foto: Saving Grace Animal Society

Foto: Saving Grace Animal Society

A dupla está derretendo os corações das pessoas com a amizade que as une desde que se conheceram no abrigo.

“O amor não conhece fronteiras de espécies”, disse Erin. “Quando dois animais podem se unir assim, é muito emocionante”.

E parece que será um final feliz para a dupla, que ficará no abrigo pelo resto de suas vidas.

“Ambos vão viver o resto de seus dias em seu santuário para que possam continuar sua amizade pelo tempo que acharem melhor”, disse Erin.

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Empreendedores veganos correm maratona para arrecadar fundos para ajudar os animais

Foto: Plant Based News/Reprodução

Foto: Plant Based News/Reprodução

Dois empresários veganos estão correndo uma maratona em uma tentativa de arrecadar dinheiro para os animais.

Mike e Joe Hill são pais e filho co-fundadores da empresa de pizza congelada One Planet Pizza. Neste fim de semana, eles estão trocando a cozinha pela estrada, enquanto vão correr a Maratona Rock ‘n’ Roll de Liverpool no dia 26 de maio.

Eles estão arrecadando fundos para a instituição de caridade vegana Viva!, que atualmente está realizando sua campanha #MooFreeMay este mês, que incentiva o público britânico a abandonar laticínios e experimentar deliciosas alternativas livres dos produtos lácteos tradicionais.

Problemas de treinamento

O evento tem previsão de ser difícil depois das circunstâncias que afetaram o treinamento dos Hills. Mike sofreu uma lesão no pescoço logo no início do treinamento, o que o impediu de treinar por três meses. Como resultado, o par treinou apenas adequadamente por algumas semanas.

Ele atribui o que descreve como sua “incrível recuperação” à sua dieta baseada em vegetais.

Corredores veganos

“Eu fiz algumas maratonas antes, mas nunca com apenas seis semanas de treinamento, e esta é a primeira de Joe, então será um verdadeiro desafio, mas correr por uma causa tão importante vai nos manter em movimento”, disse Mike. disse em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Mike já correu maratonas no passado, mas está ficando mais velho agora e está apenas se recuperando de uma lesão”, acrescentou Joe. Mas eu nunca imaginei correr tão longe antes e especialmente com tão pouco tempo para treinar. Isso não será uma tarefa fácil, mas eu acho que a juventude pode vencer a experiência. Vamos descobrir.”

Os Hills querem arrecadar 500 libras (cerca de 600 dólares) para a ONG Viva! Você pode encontrar sua página de angariação de fundos aqui.

Startup vegana se prepara para entrar no mercado de laticínios a base de vegetais

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

Impossible Foods – fabricante do sucesso de vendas, Impossible Burger, um hambúrguer vegano “que sangra”, que além de parecer, cozinhar ainda tem gosto de carne de origem animal – está pronta para enfrentar a indústria de laticínios.

No início deste mês, a empresa vegana levantou 300 milhões de dólares em uma rodada de financiamento repleta de estrelas. A arrecadação envolveu investimentos de várias celebridades, incluindo o rapper Jay-Z, o ator Ruby Rose, a tenista Serena Williams e a cantora Katy Perry.

A maior parte do dinheiro arrecadado irá para a expansão da linha de produtos de carne vegana da Impossible Foods e para a melhoria da receita do Impossible Burger 2.0; que a empresa admite que o hambúrguer é melhor que o original, mas a marca acredita que pode levá-lo ainda mais ao paladar da carne de origem animal.

Além da carne vegana, parte do financiamento também pode ser usada para criar uma variedade de produtos lácteos à base de vegetais ou cultivados em laboratório.

O diretor financeiro da Impossible Foods, David Lee, disse ao Food Navigator que “nossa plataforma de P & D é sobre descobertas fundamentais que vão além de apenas um produto, embora ainda não tenhamos divulgado um cronograma dos novos produtos que estão por vir”.

Ele continuou: “Temos uma plataforma completa de laticínios com nossas capacidades de P & D (pesquisa e desenvolvimento), mas nosso foco é comercializar nossos produtos alternativos a carne primeiro. Ainda não anunciamos o lançamento de nossos primeiros produtos lácteos, mas fique atento”.

A Food Navigator relata que não está claro qual caminho a marca vai tomar quando se trata de fazer queijo ou leite. No entanto, uma patente foi publicada em abril de 2015, indicando que a Impossible Foods usaria nozes e sementes para uma coleção de produtos lácteos (sem leite).

O boom do mercado de laticínios veganos

A Impossible Foods estaria se juntando a um mercado em franca expansão com leite vegano e produtos de queijo (livres de leite). À medida que mais e mais pessoas abandonam os laticínios – por motivos de bem-estar animal, ambientais e relacionados à saúde -, as alternativas à base de vegetais estão crescendo em popularidade em todo o mundo.

Nos EUA, 48% dos consumidores consideram o leite vegano uma compra básica. No Reino Unido, um estudo recente da Alpro revelou que metade dos consumidores de café regularmente optam pelo leite sem laticínios em um café. “Não estamos falando mais de uma oferta de nicho, baseada em vegetais, agora is produtos veganos atingiram com solidez o mainstream”, disse Abbie Hickman, chefe de marketing do café da Alpro UK.

O Papa John’s, Domino’s e Pizza Hut estão entre as principais cadeias de pizzas que adicionaram queijo vegano a seus cardápios em vários países nos últimos meses, provando que a demanda está subindo continuamente. No Reino Unido, o Papa John’s vendeu todo o estoque de queijo vegano nas primeiras 24 horas de disponibilidade.

Empresa criadora do Lego recebe pedido pra lançar brinquedo retratando a realidade dos animais em matadouros

Foto: PETA

Foto: PETA

O status de alienação em que vive nossa sociedade em relação ao sofrimento animal é o resultados de séculos de especismo, doutrina arraigada na mente da população como crença predominante.

A melhor maneira de quebrar esse círculo vicioso é educar e conscientizar as crianças, futuros herdeiros do planeta, sobre a crueldade de que são vítimas esses seres sencientes, indefesos perante a ganância e a irresponsabilidade humana.

Criar animais com a intenção de matá-los para consumir sua carne ou roubar o leite de seus filhos é um ato cruel. Essas vacas, bois, porcos, galinhas e demais animais explorados são mantidos sob condições terríveis, em compartimentos superlotados, insalubres, sem tratamento veterinário e privados de sua liberdade para atender aos interesses humanos.

Brinquedos lançados pela franquia Lego da Playmobil mostram fazendas com animais felizes, rotinas tranquilas e bucólicas em harmonia com fazendeiros e animais.

Na intenção de conscientizar os pequenos e corrigir esse engano ativistas veganos estão pedindo à gigante de brinquedos Playmobil que lance um brinquedo de matadouro realista para crianças.

De acordo com os defensores da ONG PETA, a empresa de brinquedos enganou os consumidores no passado, retratando animais felizes em seu conjunto de brinquedos “Grande Fazenda”.

A PETA diz que essas figuras felizes “deturpam a realidade da vida dos animais de criação, que sofrem com o sofrimento e a violência muitas vezes passando a vida presos e só se libertando com a morte”.

Sem resposta

A ONG tentou contato com a Playmobil no passado, pedindo para que a empresa removesse os animais felizes, mas ainda não recebeu resposta.

Como resultado, a PETA tem uma nova proposta para a marca: pedir para lançar um conjunto na franquia de sucesso Lego, “My First Abattoir'”, que “mostraria às crianças como as vacas e bois são realmente tratadas na indústria de laticínios e carne para consumo”.

Mentir para as crianças

“Como as vacas usadas pela indústria de laticínios são enviadas para a morte uma vez que não produzem mais leite suficiente para serem lucrativas para os fazendeiros, o brinquedo “My First Abattoir”, idealizado pela ONG, incluiria duas figuras de vacas que foram penduradas de cabeça para baixo e cortadas”, disse PETA em uma declaração enviada ao Plant Based News.

“E porque os bezerros machos são considerados inúteis para a indústria de laticínios, o conjunto mostra um bezerro jogado em um carrinho de mão para ser descartado”.

“Se a Playmobil vai oferecer brinquedos que representem negócios que exploram animais para alimentação, ela não deve, no mínimo, deturpar as condições em que esses seres vivem e morrem”, acrescentou a diretora da PETA, Elisa Allen.

“A PETA está pedindo à companhia que pare de mentir para as crianças sobre o horror e a crueldade por trás de cada copo de leite de vaca e de cada hambúrguer de carne bovina que eles consomem”.

O site Plant Based News entrou em contato com a Playmobil para comentar mas não obteve resposta.

A realidade dos matadouros

Com o objetivo de mostrar a realidade dos matadouros uma organização australiana que atua pelos direitos animais, a Aussie Farms, disponibiliza em seu site um banco de dados com mais de 14 mil fotos, vídeos e documentos de investigações realizadas em fazendas, além de um mapa interativo que mostra a localização de mais de cinco mil fazendas industriais e matadouros.

O objetivo é mostrar que o sofrimento dos animais criados nesse sistema não se resume à exceções, fatos pontuais.

A iniciativa é resultado de um trabalho de oito anos do diretor-executivo da Aussie Farms, o cineasta Chris Delforce, que em 2018 lançou o documentário “Dominion”, que tem aproximadamente duas horas de duração e explora seis facetas primárias da relação humana com os animais – animais de companhia, vida selvagem, pesquisa científica, entretenimento, vestuário e alimentos. O filme se propõe a questionar a moralidade e a validade do nosso domínio sobre o reino animal.

Ao disponibilizar os arquivos envolvendo as fazendas industriais e os matadouros, a intenção da organização também é forçar as empresas a atuarem com transparência, já que a realidade da cadeia de produção de alimentos de origem animal normalmente está bem distante dos consumidores.

“Acreditamos na liberdade de informação como uma ferramenta poderosa na luta contra o abuso e a exploração de animais. Defendemos que os consumidores têm o direito de saber da existência, localização e operações desses negócios”, afirmou Delforce em um comunicado oficial da Aussie Farms.

Boi reconhece mulher que o salvou seis anos após o resgate

Peanut e Alicia | Foto: Farmsantuary.org

Peanut e Alicia | Foto: Farmsantuary.org

Quando bezerros machos nascem na indústria de laticínios, eles são considerados um “desperdício” porque não podem produzir leite, então estes animais são imediatamente enviados para a indústria de vitela (carne de novilhos) apenas momentos após o nascimento. Os filhotes são colocados em caixas, isolados de suas mães e privados de todos os cuidados que início da vida requer.

A indústria da carne de vitela é essencialmente cruel, mas felizmente para dois novilhos que estavam destinados a serem mortos na mais tenra idade por sua carne, seu destino sombrio mudou para algo bem melhor.

Peanut e Alicia | Foto: Farmsantuary.org

Peanut e Alicia | Foto: Farmsantuary.org

Seis anos atrás, quando o Peanut (Amendoim) e o Cocoa (Cacau) tinham menos de uma semana, eles foram resgatados da indústria da carne de vitela. Durante os primeiros anos de suas vidas, eles moraram no abrigo do Santuário Fazenda Southern California Shelter da Farm Sanctuary.

Uma de suas voluntárias e membro da equipe de resgate e agora administradora do abrigo, Alicia, visitava a dupla com frequência e a amizade entre Alicia e Peanut florescia cada dia mais.

Quando Peanut e Cocoa eram bezerros, Alicia ajudava a dar mamadeira para eles de vez em quando. Cocoa é um pouco mais reservado, mas Peanut foi muito aberto sobre o seu amor descarado por Alicia.

Peanut e Cocoa | Foto: Farmsantuary.org

Peanut e Cocoa | Foto: Farmsantuary.org

Quando tinham dois anos de idade, Peanut e Cocoa mudaram-se para o Abrigo do Norte da Califórnia do Farm Sanctuary, onde puderam desfrutar de mais espaço.

Mas não pense que o Peanut esqueceu de Alicia. Embora eles não se vejam com tanta frequência, quando Alicia visita algumas vezes por ano, Peanut vem correndo quando ela chama – reconhecendo-a instantaneamente.

Os bois e vacas são como gatos e cachorros. Eles anseiam por carinho e gostam de construir laços e relacionamentos com os outros – não importa a espécie.

Infelizmente, como vacas e outros animais de fazenda são tipicamente considerados “alimentos”, eles são tratados como mercadorias e não como indivíduos. A maioria nunca consegue experimentar os laços profundos de família ou amizade.

Peanut e Cocoa comendo | Foto: Farmsantuary.org

Peanut e Cocoa comendo | Foto: Farmsantuary.org

Ao contrário disso, esses animais estão sujeitos a uma vida cheia de medo, estresse e tristeza – sendo privados de sua liberdade, do convívio de seus filhos e muitas vezes explorados até sua morte.

Ao trazer o assunto à pauta, divulgando e transmitido essas informações com pessoas no convívio social, podemos despertar ou aumentar a conscientização dos demais para que eles também possam entender como os animais são afetuosos e inteligentes. Esta é uma forma de ajudar muitos animais indefesos e vítimas da ganância humana.

Aprender mais sobre o assunto, lendo e visitando um dos muitos santuários de animais onde as vacas, boi, porcos, frango se outros conseguem viver em paz também são formas de compreender melhor a realidade desses seres sencientes.

Felicidade explícita

Outro exemplo registrado dos sentimentos e emoções desses animais especiais é este bezerro, Bandit que literalmente dança de felicidade ao ser libertado, como pode ser vista no vídeo abaixo.

As imagens falam muito mais à nossa consciência que apenas a teoria e a alegria de Bandit expressa em seus movimentos, saltos, corridas, roladas no chão e lambidas ao seu salvador são incontestavelmente comoventes.

Depois de viver ser amarrado em um estábulo com baias de proporções mínimas durante a maior parte de sua vida, Bandit realiza sua dança em celebração da liberdade mostrando sua gratidão aos seus salvadores do Gut Aiderbichl Sanctuary (lar de 500 animais incluindo vacas, touros e bezerros resgatados).

Presenciar e atestar as emoções em animais é extremamente importante para uma melhor compreensão de suas necessidades e desejos. Como Bandit mostra, ele possui uma forte necessidade (e desejo) de correr livre, saltar, brincar, se jogar no chão e ter a chance de seguir seus próprios instintos naturais.

Gut Aiderbichl

Foto: Gut Aiderbichl

Ele era um dos milhões de animais destinados a vida cruel e limitada em uma fazenda industrial – mas este vídeo prova que, com expressões de sentimentos intensas e plenas como estas, ele nunca se acostumou em viver acorrentado.

Bandit expressa claramente a felicidade em estar livre e assistir a imagens como estas despertam a necessidade de compaixão por estes seres sencientes obrigados a viver em um ciclo de sofrimento sem fim terminando com a morte ao final.

Ao se recusar a alimentar-se de carne e adotar uma dieta vegana estamos nos recusando a contribuir para que animais como Bandit continuem sendo explorados pela indústria da carne.

Especialistas preveem o desaparecimento da indústria de laticínios em 10 anos

Foto: FreeImages.com/ Peter Mazurek

Foto: FreeImages.com/ Peter Mazurek

Dados confirma que os consumidores estão ficando cansados dos laticínios. As vendas de leite tem apresentado uma queda contínua – dados recentes divulgados pela Dairy Farmers of America mostraram uma perda de 1,1 bilhão de dólares em receita para os resultados da indústria em 2018 – uma queda de 8% em reação a 2017.

O declínio é muito mais sistêmico e prejudicial para os produtores de leite nos EUA e no mundo todo – o consumo de leite atualmente representa apenas uma fração do que era no início dos anos 2000. De acordo com dados do USDA, as vendas de leite diminuíram 22% entre 2000 e 2016. Esses números caíram significativamente desde as décadas de 1970 e 1980.

O declínio da indústria de leite

“Na época em que a famosa campanha publicitária “Got Milk” (Tome Leite, na tradução livre) chegou as massas e as páginas das revistas, as vendas de leite já estavam em declínio”, relata o The Salt, da NPR.

E apesar da áurea de saúde que cercava o leite, especialmente para crianças – um mito que ainda hoje permeia os sistemas escolares do país e do mundo – na década de 1970, as pesquisas já começavam a apontar para os riscos à saúde ligados ao consumo de laticínios.

Quase 75% dos negros americanos são intolerantes à lactose, e a universidade de Harvard cita os produtos lácteos como a fonte número um de gordura saturada. Altos níveis de gordura saturada podem levar a sérios problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas e diabetes.

Foto: Jo Anne McArthur

Foto: Jo Anne McArthur

“O leite é o alimento perfeito para os bezerros”, diz Marion Nestle, professora de nutrição, estudos sobre alimentação e saúde pública na Universidade de Nova York e autora de “Food Politics”, à NPR. “Não há dúvida sobre isso. Mas para os humanos, pode realmente não ser. E pode não ser sequer necessário, há muitas evidências de que o consumo de leite não é necessário à alimentação humana”.

As vendas de laticínios continuam em declínio conforme os consumidores optam pelo leite vegano

E a indústria de laticínios está sentindo a pressão.

Em uma recente conferência em Glasgow, especialistas discutiram o crescente interesse do público em produtos lácteos – optando por alternativas veganas em vez do leite tradicional. OS estudiosos alertaram que, se a mensagem atual contra os produtos lácteos persistir, a indústria poderá deixar de existir na próxima década.

A consultora de sustentabilidade da pecuária, Dra. Judith Capper, afirmou que, apesar dos veganos representarem apenas uma pequena percentagem da população, eles ainda têm uma voz ativa e alta que é ouvida pelas massas.

Foto: Jo Anne McArthur

Foto: Jo Anne McArthur

“Há uma necessidade de desmistificação no setor de produtos lácteos. Se os consumidores não comprarem nossos produtos – leite, creme, manteiga, queijo etc. – não teremos uma indústria de lácteos em cinco a dez anos ”, disse Capper.

Apesar da crença de Capper de que a indústria de laticínios precisa romper com os mitos, a verdade é que muitas pessoas estão optando por abandonar os laticínios por razões de saúde, a maioria das quais apoiadas por pesquisas científicas confiáveis e especialistas que se apoiam em evidências fortes.

Vendas de produtos “livres de leite” disparam

Os consumidores podem estar reduzindo seu consumo de leite de vaca, mas não estão renunciando ao laticínios completamente. Eles estão comprando opções de latínios “livres-de-leite” (dairy-free, no termo original) em massa e quantidade. Enquanto as vendas de leite caem, o mercado de leite vegano está crescendo – as vendas subiram 9% em 2018 e devem ultrapassar 34 bilhões de dólares até 2024.

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Opções líquidas “livres-de-leite” dominam a categoria vegan, mas outras categorias estão crescendo e alcançando as primeiras rapidamente. Sorvetes sem leite estão em alta, com marcas como Magnum, Ben & Jerry’s e Halo Top lançando e expandindo suas ofertas. A IKEA lançou recentemente um sorvete de morango vegano.

O queijo vegano foi uma das tendências mais fortes e celebradas da recente Natural Products Expo em Anaheim, na Califórnia (EUA), a maior feira da indústria de alimentos naturais no país. Marcas como a Miyoko’s estão provando que os queijos sem leite de vaca podem ser feitos da mesma maneira que os queijos tradicionais – fermentando e envelhecendo o leite feito de nozes, sementes ou feijões.

 

Vendas de leite desabam mais de um bilhão de dólares em 2018 nos EUA

Foto: Vegnews/Reprodução

Foto: Vegnews/Reprodução

As vendas de leite despencaram 1,1 bilhão de dólares em 2018, de acordo com estatísticas reveladas pelo Dairy Farmers of America (Fazendeiros Produtores de Laticínios da América)durante sua reunião anual. Em 2017, as vendas de produtos derivados do leite totalizaram 14,7 bilhões de dólares e caíram oito%, para 13,6 bilhões de dólares em 2018.

Apesar das alegações de que os baixos preços do leite são os culpados, a indústria de laticínios entrou em extinção já há algum tempo devido a uma mudança no comportamento do consumidor que caminha em direção a alternativas baseadas em plantas.

Tanto é assim que os lobistas que representam a indústria de laticínios recentemente reavivaram os esforços para banir a terminologia comercializável, como “leite” e “queijo” – mesmo com termos qualificadores como “sem leite” – de serem usados em produtos veganos em um movimento para derrubar a concorrência.

Esta semana, senadores de estados produtores de laticínios reintroduziram uma legislação que visa implementar essa proibição – um renascimento da chamada “Lei do Orgulho Leiteiro” de 2016. “O projeto de lei prevê uma medida de defesa contra as imitações e substituições de iogurte, leite e queijo para promover a ingestão regular diário de laticínios.”

Michele Simon – diretora executiva do grupo de lobby da Associação de Alimentação a base de Plantas, composto por 130 membros, acredita que essa legislação proposta é preocupante, enganosa e inconstitucional.

“Em uma era de crescente inovação na indústria de alimentos, essa legislação enviaria uma mensagem assustadora para empresas pequenas e emergentes: o mercado é manipulado contra você em favor de interesses particulares dos grandes e poderosos”, disse Simon.

“Essa lei mal-intencionada prejudicaria as empresas de alimentos inovadores baseados em plantas que estão crescendo rapidamente, oferecendo novas opções de excelente sabor aos consumidores. Esse projeto de lei, caso aprovado, declararia a livre iniciativa morta com a promoção de políticas protecionistas impulsionadas por representantes da indústria leiteira e seus lobistas”, disse a diretora

Um relatório de 2017 do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos revelou que o consumo de leite diminuiu em 22% de 2000 a 2016. A indústria de produtos lácteos veganos vale atualmente 17,3 bilhões de dólares e prevê-se que dobre de valor para 29,6 bilhões até 2023.

Leites vegetais estão em alta, mas qual é melhor para o ambiente?

Cresce interesse em leites vegetais — Foto: BBC

Janeiro, mês em que muitos cumprem resoluções de mudanças no estilo de vida, é também o mês em que consumidores se abrem mais para experimentar produtos veganos ou simplesmente mais saudáveis.

No Reino Unido, isto tem se refletido também nas latas de vendas dos leites vegetais, alternativas ao leite de vaca, à base de aveia, soja, amêndoa ou coco.

Agora, evidências coletadas por pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, mostram que o critério de impacto ao meio ambiente pode fomentar ainda mais essa tendência.

É que eles mostraram, por exemplo, que a produção de um copo de leite de vaca gera quase três vezes mais emissões de gases do efeito estufa do que qualquer alternativa vegetal.

Considerando o uso de terra necessário para a produção, a diferença é ainda maior.

A produção de um copo de leite de vaca para todos os dias de um ano requer 650 metros quadrados de terra – o equivalente a dois campos de tênis e mais de dez vezes o necessário para a mesma quantidade de leite de aveia, de acordo com o estudo.

Infográfico mostra impacto dos leites vegetais — Foto: BBC

O leite de amêndoa requer mais água para sua produção do que soja ou aveia. Um único copo demanda 74 litros – mais do que a quantidade gasta em um banho de chuveiro padrão. O leite de arroz também é relativamente “sedento”, demandando 54 litros de água na produção para resultar em um copo.

No entanto, tanto a bebida à base de amêndoa quanto à de arroz ainda precisam de menos água na produção do que um copo de leite de vaca.

Impacto sobre o clima

O impacto da produção de leite de vaca sobre o clima varia de região para região. América Latina, Caribe e África, por exemplo, ficam acima da média global na emissão de gases poluentes para a produção de um copo de leite.

O gráfico abaixo leva em conta as emissões da agropecuária e, além disso, o transporte, a embalagem e o processamento. Onde a alimentação do gado teve um impacto no desmatamento, essa medida também foi incluída.

A nível local, a opção por produção local ajuda a reduzir a pegada de carbono.

Impacto climático da produção de leite de vaca — Foto: BBC

O custo ambiental ‘invisível’ do consumo

A produção de alimentos é responsável por um quarto de todas as emissões de gases do efeito estufa produzidas pelo homem, contribuindo para o aquecimento global, de acordo com os estudos liderados por Joseph Poore, da Universidade de Oxford.

A pesquisa descobriu também que carne e outros produtos animais são responsáveis ​​pela maior parte das emissões relacionadas à alimentação – apesar de fornecerem apenas um quinto das calorias consumidas.

As pessoas tendem a subestimar a poluição embutida em alimentos e – o leite não é exceção, de acordo com Adrian Camilleri, psicólogo da Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália.

“As emissões de gases do efeito estufa do leite são cerca de 30 vezes maiores do que as pessoas estimam”, disse ele à BBC News.

Embora não se saiba exatamente o quanto os consumidores estão informados sobre as diferenças no impacto ambiental dos diversos tipos de leite, é fato que a venda de opções alternativas está crescendo muito no Reino Unido, segundo a consultoria de mercado Mintel.

As buscas na internet por leite de aveia, por exemplo, dispararam no Reino Unido desde que o produto foi lançado no mercado.

Gráfico mostra interesse em leites veganos — Foto: BBC

No ano passado, um recorde de 50 mil pessoas se inscreveram para a última campanha Veganuary (uma fusão das palavras “vegano” e “janeiro” em inglês), que propõe a abstinência de produtos de origem animal por um mês.

Mas como esta tendência se traduz em números reais?

Existem cerca de 540 mil veganos no Reino Unido, de acordo com uma pesquisa de 2016 da organização Vegan Society. Em 2006, estimava-se que este número era de 150 mil.

No entanto, alguns representantes do setor agropecuário são críticos à ideia do Veganuary.

Segundo a Associação Nacional de Criadores de Ovelha, esta campanha pelo veganismo ignora o fato de que a criação destes animais “trabalha muito em harmonia com o meio ambiente, nossas paisagens e a ecologia humana” no Reino Unido.

“Algumas pessoas parecem empenhadas em retratar (a criação de) ovelhas como um inimigo global – mas, na verdade, elas são o máximo de uma tecnologia renovável e uma forma eficiente de gestão da terra produtiva de forma amigável ao planeta”, diz Phil Stocker, executivo da associação.

Fonte: G1

Cientista que venceu o câncer seis vezes afirma que laticínios são cancerígenos

Professora e cientista Jane Plant | Foto: Reprodução/Livekindly

Professora e cientista Jane Plant | Foto: Reprodução/Livekindly

*Traduzido por Eliane Arakaki

Sobrevivente a seis cânceres a cientista e professora, Jane Plant, não come nenhum tipo de derivados do leite, ela conta que foi sua dieta que a ajudou se curar e colocar o câncer de mama em remissão.

A professora Plant, que é geoquímica especializada em carcinógenos ambientais, conta que sua primeira batalha contra o câncer de mama foi em 1987, segundo o Telegraph. Em 1993, a doença retornou pela quinta vez na forma de um tumor que tinha metade do tamanho de um ovo e os médicos afirmaram que ela tinha apenas alguns meses de vida.

Como a professora e seu marido Peter, geólogo, trabalharam na China ao longo de suas carreiras, eles tinham conhecimento das taxas historicamente baixas de câncer de mama entre as mulheres chinesas, de uma a cada 100 mil mulheres, muito menor se comparada a taxa de câncer em mulheres ocidentais, de uma em cada 12, de acordo com um estudo dos anos 70.

Persistindo na pesquisa, a professora percebeu que quando as mulheres chinesas se mudavam para países ocidentais e adotavam uma dieta tradicional contendo carne e laticínios, elas experimentavam as mesmas taxas de câncer.

Ela e seu marido descobriram que os riscos mais elevados de ter câncer possuíam grande probabilidade de estar ligados a alimentação, especificamente de laticínios. “Ele frisou que naquela época eles não tinham uma indústria de laticínios. Foi uma revelação”, disse ela.

O livro “The China Study”, escrito pelo Dr. T. Colin Campbell e seu filho Dr. Thomas M. Campbell lançado em 2005, avaliou não apenas as baixas taxas de câncer entre os habitantes da China rural, mas também algumas doenças crônicas como cardiopatias e diabetes tipo 2. Os autores concluíram que uma dieta rica em alimentos a base de plantas reduz consideravelmente o risco desses problemas de saúde.

A professora então, que já comia poucos produtos de origem animal, cortou todos os produtos lácteos de sua alimentação enquanto fazia quimioterapia. Dentro de seis semanas, o nódulo desapareceu e ela permaneceu livre do câncer por 18 anos. Foi assim que ela desenvolveu o programa “Plant”, uma dieta rica em vegetais e legumes e livre de produtos lácteos, e ainda escreveu um livro sobre sua experiência, “Sua vida em suas mãos: entendendo, prevenindo e superando o câncer de mama”.

Quando o câncer retornou em 2011, ela teve a sensação de que, mais uma vez, era uma questão de ingerir laticínios ou não. Ela adotou então uma dieta vegana e seu câncer voltou à remissão. Embora Jane não desconsidere tratamentos médicos tradicionais contra o câncer, como quimioterapia e mastectomia, ela acredita que a alimentação tem o poder de ajudar ou atrapalhar as pessoas.

Laticínios são Cancerígenos?

“Todos nós fomos educados com a ideia de que o leite é bom para a saúde. Mas agora há evidências de que os fatores de crescimento e hormônios que ele contém não são apenas um risco em relação ao câncer de mama, mas também a outros cânceres relacionados a hormônios, próstata, testículos e ovário”, disse ela.

“O leite de vaca é bom para os bezerros – mas não para nós”, acrescentou a professora.

“O leite de vaca, orgânico ou não, contem 35 hormônios diferentes e 11 tipos de fatores de crescimento”, ela continuou. “Isso significa que uma dieta vegana é menor em moléculas promotoras de câncer e maior nas proteínas de ligação que reduzem a ação dessas moléculas.”

De acordo com o Cancer Research UK, não houve evidência definitiva ligando os produtos lácteos a um aumento do risco de câncer. Um estudo do Fundo Mundial para Pesquisa do Câncer relacionou a carne – especialmente a carne vermelha e processada – ao aumento do risco de câncer; mas as descobertas não diziam o mesmo sobre laticínios.

Mas o PCRM (Comitê de Médicos pela Medicina Responsável) – uma organização sem fins lucrativos composta por mais de 12.000 médicos – destaca os riscos à saúde associados aos laticínios. Leite e queijo são ricos em gordura saturada, que tem sido associada a doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e mal de Alzheimer.

A dra. Kristi Funk, autora do livro “Breasts, an Owner’s Manual”, cujos pacientes incluem os atores Angelina Jolie e Ellen Pompeo, também acredita que os laticínios aumentam o risco de câncer. “É claro que a resposta celular do corpo às proteínas e gorduras animais é muito perigosa”, disse ela.

Como o professora Plant, a dra. Funk acredita que uma dieta rica em vegetais é a melhor escolha para diminuir o risco de desenvolver a doença.

Um corpo crescente de estudos médicos mostra que uma dieta vegana integral – que evita todos os produtos de origem animal e alimentos processados – é uma das formas mais eficazes de combater doenças crônicas.

O segundo livro da professora Plant, “Vença o Câncer: Como recuperar o controle de sua saúde e da sua vida” fornece opções simples no lugar de produtos lácteos, como leite vegan, iogurte e iogurte de leite e queijo à base de plantas.