Quatro filhotes de leão congelam até a morte no zoo de Gaza

SAID KHATIB/AFP/Getty Images

SAID KHATIB/AFP/Getty Images

Um zoológico na Faixa de Gaza vai fechar as portas após um clamor público pela morte de animais em suas instalações, de acordo com relatos. os filhotes de leão teria morrido devido as condições climáticas, com a temperatura muito baixa e as péssimas condições de acomodação dos animais, incapazes de abrigá-los de forma eficiente do frio.

A ONG Four Paws que defende os direitos animais, lançou uma campanha pedindo o fechamento do zoológico de Rafah, após quatro filhotes de leão congelarem até a morte e vários outros animais serem mortos em ataques aéreos, segundo informações do jornal Times of Israel.

O zoológico, criado em 1999, enfrenta dificuldades financeiras desde o bloqueio israelense na Faixa de Gaza em 2007.

Para arrecadar fundos, em uma atitude desesperada, os proprietários cortaram as garras uma leoa de 14 meses para que o zoológico pudesse cobrar uma taxa dos visitantes que quisessem brincar com ela. Isso provocou a ira de ativistas que criaram uma petição pública pedindo o fechamento do zoológico, o documento foi assinado por mais de 150 mil pessoas.

Mohammed Jumaa, o dono do parque, disse ao The Times of Israel que o procedimento não era doloroso e que o corte das garras do animal simplesmente reduziria a agressividade do leão para que “ele pudesse ser amigável com os visitantes”.

Agora, os habitantes do zoológico, que juntos somam mais de três dúzias de animais, incluindo hienas, porcos-espinhos e cinco leões, serão realocados em santuários na Jordânia, e o zoológico será fechado definitivamente, informou o Times.

A ONG Four Paws informou que já havia retirado animais de outros dois zoológicos em Gaza, onde a pobreza desesperadora resultou em condições terríveis para os animais, informou a Agence France Presse.

De acordo com seu site, o grupo de bem-estar animal está trabalhando em Gaza desde 2014 e já evacuou e fechou dois outros zoológicos na região – o zoológico Al-Bisan e o zoológico Khan Younis. A ONG conta que também resgatou filhotes de tigre em 2015.

Em um comunicado, o veterinário e chefe de missão, Amir Khalil, da Four Paws disse: “Por muito tempo, os animais do zoológico de Rafah tiveram que viver em condições inimaginavelmente terríveis”.
“Estamos felizes em finalmente pôr fim a esse horror”, disse ele no comunicado.

Em abril de 2017, durante a campanha do grupo militante Estado Islâmico para retomar Mosul no Iraque, a ONG Four Paws resgatou um leão e um urso de um zoológico da cidade. No ano anterior, também ajudou a realocar um tigre que estava em Gaza para a África do Sul.

Orelhas de elefante e ossos de leão estão entre os troféus de caça importados para o Reino Unido

Foto: Ton Koene/Alamy

Foto: Ton Koene/Alamy

Ossos de leões, crânios de leopardo e couro de elefante em uma cadeira otomana, estavam entre as partes do corpo de animais ameaçados de extinção importados para o Reino Unido por caçadores de troféus por meio de uma brecha na lei internacional de 2018, de acordo com informações do The Guardian.

O governo está enfrentando novos pedidos de proibição da importação de troféus de caça de espécies ameaçadas de extinção, após 74 partes raras de corpos de animais terem sido legalmente trazidas para o país por caçadores no ano passado, incluindo dentes de hipopótamo, orelhas de elefante e peles de crocodilo.

Ativistas afirmaram que as partes de leões importadas da África do Sul provavelmente vieram de fazendas de leões, lugares onde os animais são criados especificamente para caçadores de troféus e para atender à crescente demanda de ingredientes para remédios tradicionais nos mercados asiáticos.

Dois animais inteiros taxidermizados, quatro crânios e dois tapetes de pele estavam entre as 12 partes de leões africanos importados para o Reino Unido usando a lei de exceção de caça ao troféu firmada na Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora (CITES) em 2018, segundo dados obtidos da Agência de Sanidade Animal e Vegetal, sob um pedido de liberdade de informação.

Um crescente descontentamento público com a caça de troféus no Reino Unido vem sendo observado depois que o vídeo de um caçador americano atirando em um leão macho adormecido no Zimbábue em 2011 surgiu nas redes sociais. O leão, mostrado se contorcendo de dor após o primeiro tiro, precisou ser baleado mais duas vezes.

O governo prometeu banir as importações de troféus de leões por volta de 2017, a menos que a indústria de caça tenha derrubado a lei, mas até então ela não sofreu alterações.

Christine MacSween, diretora executiva da LionAid, disse sobre os novos números divulgados: “O fato desses produtos (partes) de leões todos virem da África do Sul indica fortemente que os caçadores de troféus estão apoiando a indústria de criação desses animais em cativeiro, que foi amplamente condenada em todo o mundo como crueldade animal, além de ser uma prática antiética e moralmente repreensível”.

“Na verdade, foi o ex-jornalista Roger Cook quem expôs essa indústria de criação de leões, criada para satisfazer os caçadores de troféus em 1997, e apesar da repulsa sobre o que foi mostrado pelo Cook Report, 22 anos depois o governo não fez nada para evitar a importação de troféus de caça para o Reino Unido”, lamenta MacSween.

Alguns conservacionistas argumentam que proibir a caça de troféus seria uma distração, já que a grande maioria das espécies ameaçadas e vulneráveis são mortas por caçadores (para tráfico) de vida selvagem. Mais de 50 elefantes são mortos por dia, segundo o WWF.

Couro de elefante, oito presas e quatro pés estavam entre as 28 partes dos corpos de elefantes importadas para o Reino Unido em 2018, de acordo com os números divulgados. Sob regras internacionais, os troféus podem ser trazidos para o bloco de paises, desde que não afetem a sobrevivência de nenhuma espécie. Os dados da Cites não indicam quando os animais foram mortos.

Em uma uma menção aos troféus de elefantes oriundos da Zâmbia, Eduardo Gonçalves, o fundador da Campanha para Proibir a Caça ao Troféu, disse: “Há um desastre em curso envolvendo a população de elefantes da Zâmbia, que sintetiza a crise que a espécie enfrenta. Na década de 1960, a Zâmbia tinha uma das maiores populações de elefantes na África, estimada em mais de 200 mil animais. Hoje acredita-se que sejam menos de 10 mil..

“Cientistas descobriram que a combinação de caça para abastecer o tráfico e caça de troféus já está superando a taxa reprodutiva de elefantes. Sem uma ação drástica, há o risco de que o elefante africano esteja em um estado de declínio terminal”, diz Gonçalves.

Uma moção inter-partidária exigindo que o governo do Reino Unido suspendesse as importações de troféus foi assinado por mais de 159 deputados.

Respondendo a uma pergunta parlamentar (feita em sessão) sobre as importações de troféus de caça em janeiro, a ministra Thérèse Coffey disse: “O governo leva a conservação das espécies muito a sério”.

“A importação de troféus de caça de espécies ameaçadas para o Reino Unido já está sujeita a controles rígidos. Uma licença só será emitida se não for demonstrado nenhum impacto negativo sobre a sobrevivência de espécies ameaçadas. Isto significa que as importações de certas espécies e de certos países são atualmente proibidas porque são consideradas insustentáveis”, comentou ela.

“Pretendemos realizar uma mesa redonda com organizações de todos os lados do debate, a fim de obter uma melhor compreensão das questões, bem como considerar qualquer aconselhamento científico”, concluiu a ministra.

Caçador que matou leão adormecido e causou revolta na internet é identificado


Quem aparece nas imagens mirando no animal indefeso e disparando três tiros contra ele é Guy Gorney, 64, de Manhattan, Illinois (USA). Acredita-se que a caçada aconteceu no Zimbábue.

Em uma entrevista de 2015 a CBS , Gorney não demonstrou nenhum remorso por caçar elefantes, leões, leopardos, rinocerontes e búfalos (ele já havia assassinado 70 animais).

“Eu tenho dificuldade em entender, se você tem uma foto de alguém com um cervo, ninguém parece se importar. Mas se é um elefante, é um grande problema. Se é um leão – especialmente agora – é um problema enorme”, disse Gorney na época.

“Para mim, de qualquer forma, eu parei um coração batendo.”

Repercussão

A conta que compartilhou o vídeo é uma conta de defesa dos direitos dos animais do Reino Unido, de acordo com as informações na página.

“Sou um defensor da vida selvagem”, diz a biografia.

“Exponho abuso de animais e abusadores onde quer que estejam. Eu nunca deixarei de lutar por melhores direitos e bem-estar animal”.

As imagens causaram revolta na internet e o usuários da rede comentaram a publicação do @protect_wildlife e, posteriormente, do “@doglab

“Eu vivo para derramar água fervente nele enquanto ele dorme e vê-lo gritar em agonia – isso seria horrível de se ver”, escreveu um seguidor.

“Um leão adormecido, uau que grande homem”, ironizou um usuário.

“Isso não é caça, nem esporte … é assassinato”, escreveu a usuária @verdiKate

“Mesmo se estivesse acordado, o pobre animal não deveria ser morto!”, escreveu outro usuário.

“Deveria ficar cinco anos na cadeia. Grotesco”, sugeriu um usuário.

Pés de elefante e peles de urso polar estão entre troféus de caça importados para a Grã-Bretanha

Foto: The Telegraph/Divulgação

Foto: The Telegraph/Divulgação

Pés de elefante, peles de ursos polares e um tapete feito de um leão morto estão entre as partes de espécies ameaçadas de extinção enviadas à Grã-Bretanha como troféus em um único ano, segundo informações do Telegraph.

Um total de 86 partes de corpos de animais raros, muitas deles ameaçados de extinção, foram importadas pela Grã-Bretanha durante os anos de 2017 e 2018.

A análise do catálogo de controle mantido pelo órgão internacional que controla esses embarques revela que existe uma indústria próspera de caçadores de troféus com assassinos ansiosos por celebrar suas mortes com lembranças extravagantes.

De acordo com as regras internacionais, esses troféus só podem ser trazidos para o Reino Unido desde que não afetem a sobrevivência de qualquer espécie.

Embora a caça envolva atirar em espécies ameaçadas, muitos países permitem caçadas profissionais turísticas, muitas vezes deixando que animais mais velhos ou mais fracos sejam mortos. Os defensores da caça, afirmam que seu “esporte” ajuda na conservação das espécies e pode fornecer o turismo necessário para áreas pobres.

No entanto, defensores dos direitos animais condenam a prática. Mais de 150 deputados assinaram um Early Day Motion (EDM) pedindo ao secretário do Meio Ambiente, Michael Gove, que proibisse a importação de troféus. Mais de 280 mil pessoas assinaram uma petição on-line pedindo à Defra que proíba a entrada de troféus de leão enviados para o Reino Unido.

As importações de troféus de caça já foram proibidas pela França, Austrália e Holanda. De acordo com arquivos mantidos pela Cites, a Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas, que supervisiona o acordo assinado pelos governos em relação ao comércio e ao movimento de animais selvagens, 82 das espécies ou criaturas mais ameaçadas cujo futuro é incerto se o comércio não for cuidadosamente controlado para o Reino Unido de 2017 a 2018.

Chris Packham, ambientalista e apresentador de televisão, disse que os números relacionados aos troféus de caça o deixou “envergonhado de ser um conservacionista britânico”.

“O fato de que isso está acontecendo é como se fosse uma cuspida na cara da nação de amantes de animais que está despertando para o fato de que não há vida selvagem suficiente para ser desperdiçada e que matar animais selvagens por diversão é um negócio sujo”.

“Eu, como a maioria dos outros, gostaria de uma proibição imediata da importação de troféus para o Reino Unido. Esta sanção teve um impacto comprovado e rápido em outros locais”.

Joanna Lumley, a atriz e defensora dos direitos dos animais, disse:
“Eu sou contra qualquer tipo de caça, e acho que as pessoas que são colecionadores de troféus são péssimas”.

Zac Goldsmith, MP (membro do parlamento) de Richmond e defensor dos direitos animais que apresentou o EDM (projeto de lei), disse ao Telegraph: “A caça aos troféus envolve matar algumas das mais belas espécies de animais selvagens do planeta simplesmente por diversão”.

“Não é apenas prejudicial às próprias espécies em extinção, a evidência mostra que a importação dessas partes de animais também oferece cobertura para um comércio cruel”.

“De várias formas, isso prejudica as comunidades que dependem da vida selvagem para obter receita de turismo. Já é tempo de proibirmos a importação dos chamados “troféus” para o Reino Unido ”.

Um porta-voz do Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais disse sob as regras da Cites que tais troféus só podem ser trazidos para o Reino Unido sob regras estritas.

No início deste ano, a ministra do Meio Ambiente, Therese Coffey, disse que estava planejando uma mesa redonda com organizações de todos os lados do debate em torno da caça aos troféus em um futuro próximo.

Caçador atira em leão adormecido e comemora ao vê-lo agonizando

Atualmente, restam menos de 20 mil leões no mundo, mas ainda assim eles são perseguidos e cruelmente mortos para servirem como “troféus” nas mãos de caçadores. Estes majestosos felinos podem ser extintos até 2050, de acordo com a African Wildlife Foundation.

A conta do Twitter @protect_wildlife postou o vídeo na última segunda-feira (18), sem nenhum detalhe de identificação sobre o atirador ou onde ocorreu o incidente. A única pista é a voz do guia chamando o homem pelo sobrenome: ‘Mr. Goney ‘ou’ Mr. Gooney’.

O caçador mirou no animal indefeso e disparou um tiro que o acordou. O leão se contorceu de dor e foi alvejado por mais dois tiros. E então o guia diz: “Ok, Ok, não faça mais nada”.

O homem apertou a mão do atirador e dizendo: “Aquele é um leão muito bom, , o Sr, (inaudível).”

“Um leão muito bom”, continuou ele enquanto sorria.

Em seguida, o guia cutucou o leão com o rifle e disse novamente: “Leão muito bonito”, parabenizando mais uma vez o caçador.

“Lindo”, diz o guia, enquanto o vídeo mostra um close do rosto do animal sem vida.

“Esse é um leão excepcional”

Repercussão

A conta que compartilhou o vídeo é uma conta de defesa dos direitos dos animais do Reino Unido, de acordo com as informações na página.

“Sou um defensor da vida selvagem”, diz a biografia.

“Exponho abuso de animais e abusadores onde quer que estejam. Eu nunca deixarei de lutar por melhores direitos e bem-estar animal”.

As imagens causaram revolta na internet e o usuários da rede comentaram a publicação do @protect_wildlife e, posteriormente, do “@doglab

“Eu vivo para derramar água fervente nele enquanto ele dorme e vê-lo gritar em agonia – isso seria horrível de se ver”, escreveu um seguidor.

“Um leão adormecido, uau que grande homem”, ironizou um usuário.

“Isso não é caça, nem esporte … é assassinato”, escreveu a usuária @verdiKate

“Mesmo se estivesse acordado, o pobre animal não deveria ser morto!”, escreveu outro usuário.

“Deveria ficar cinco anos na cadeia. Grotesco”, sugeriu um usuário.

Conservadores e autoridades do Reino Unido lutam para impedir a caça de troféus, mas pouco sucesso já foi obtido.

Em 2015, o então ministro do Meio Ambiente, Rory Stewart, declarou que seriam suspensas as importações de partes de grandes felinos até 2017.

No ano seguinte, Liz Truss, repetiu a promessa em uma carta.

“A menos que vejamos melhorias na forma como a caça acontece, julgados com base em critérios rígidos, baniremos as importações de troféus nos próximos dois anos”.

Até agora, nada mudou.

Companhia aérea europeia proíbe o transporte de ossos de leão

Foto: Divulgação/WAN

Foto: Divulgação/WAN

Adotando uma postura ética, excelente exemplo para as companhias aéreas de todos os países, a Cargolux anunciou ontem a decisão proibir o transporte de ossos de leão.

A companhia aérea com sede em Luxemburgo, que mantém uma rede global que faz dela uma das maiores companhias aéreas de cargas programadas da Europa, adotou essa postura importante contra o tráfico de animais selvagens que, esperamos, incentivará outras companhias aéreas de carga a fazer o mesmo.

Eles são a primeira grande transportadora de carga a banir os carregamentos de ossos de leão. A proibição foi anunciada como uma tentativa de aumentar a conscientização dentro da indústria e promover operações éticas.

“A Cargolux está fortemente comprometida com a conservação e o bem-estar animal, uma causa a que a empresa esta cada vez mais engajada. Assim que tivemos conhecimento do surgimento desse comércio, a decisão de proibir o transporte de tal carga por toda a nossa rede foi imediatamente tomada”, disse Richard Forson, Presidente e CEO da Cargolux em um comunicado. “É muito importante que todos os participantes do setor de transportes reconheçam sua responsabilidade em relação ao tráfico de animais selvagens e tomem todas as medidas aplicáveis para eliminar esse comércio.”

Conforme observado pela empresa, infelizmente o tráfico de animais tem crescido ao longo da última década e está intimamente ligado a caça que alimenta o mercado paralelo e a criação de leões para a caça por troféus, práticas que não se alinham com a posição da Cargolux sobre a conservação da vida selvagem.

Além disso, a empresa compassiva também registra em seu site, que “enquanto a maioria das organizações está começando a entender e respeitar a necessidade de medidas ambientais e socialmente responsáveis, nos compreendemos que precisamos de mais do que respeito. Precisamos de uma responsabilidade profunda e permanente”.

Michele Pickover, diretora da EMS Foundation afirma que esta decisão positiva irá, de alguma forma, causar impacto a este comércio abominável e cruel. “Também é um ótimo exemplo para todas as outras companhias aéreas de carga para tomar decisões mais éticas quando se trata do comércio internacional de vida selvagem”, disse ela.
A diretora também expressou sincera gratidão a Cargolux. “Muitas companhias aéreas podem não ter conhecimento do comércio em si ou de suas implicações para os leões africanos e tigres asiáticos. Acredito que, uma vez informados sobre o que esse comércio implica, eles também tomarão a decisão correta e lógica de não apoiá-lo”.

 

Leão mata homem que o mantinha em cativeiro na República Tcheca

Um homem foi morto por um dos leões que ele mantinha em cativeiro no quintal de casa no município de Zechov, na República Tcheca. Michal Prasek tinha 33 anos e o corpo dele foi encontrado pelo pai dentro de uma jaula trancada por dentro.

Foto: Zdenek Nemec / MAFRA / Profimedia/BBC

Prasek confinava dois leões em sua casa, um macho de nove anos, responsável por matá-lo, e uma fêmea mais nova. Os dois viviam em compartimentos separados, privados da vida em liberdade.

Após a morte de Prasek, os dois leões foram mortos a tiros pela polícia. Tratados como animais domésticos, os animais que passaram a vida aprisionados também perderam o direito de viver. Segundo a polícia, matá-los era a única forma de recuperar o corpo. Os policiais não explicaram porque não foram utilizados tranquilizantes, que preservariam a vida dos animais, ao invés de tiros.

O leão macho foi comprado por Prasek em 2016. Um ano depois, ele comprou a leoa. O objetivo dele era reproduzir o casal, condenando filhotes a ter a mesma vida dos pais. As informações são do portal BBC.

Ele mesmo construiu jaulas no quintal de casa, apesar das licenças para a construção terem sido negadas e Prasek ter sido multado pela criação dos animais. As autoridades tentaram intervir no caso, mas o homem passou a impedir que entrassem em sua propriedade. Além disso, não havia um local alternativo para encaminhar os leões, nem provas de maus-tratos. Por essa razão, as autoridades alegam que não poderiam retirar os animais da casa de Prasek à força.

No verão passado, a leoa foi parar nas manchetes dos jornais locais após um ciclista colidir com o animal durante um passeio. Ela caminhava na rua com Prasek amarrada a uma corrente. Na época, a polícia foi acionada, mas o caso foi considerado apenas um acidente de trânsito.

Nota da Redação: aprisionar animais selvagens em cativeiro para tratá-los como se fossem domésticos, no intuito de realizar um desejo do próprio ego, é uma prática extremamente cruel. Matá-los, como ocorreu na República Tcheca, é igualmente grave. Isso porque esses animais devem ter resguardados os direitos à vida e à liberdade, que não podem ser retirados deles em hipótese alguma.

Projeto de lei proíbe felinos selvagens de serem domésticos nos Estados Unidos

Foto: Pixabay

“Da criação irresponsável a condições de vida desumanas e exploração pública, os maus tratos aos grandes felinos acontecem de várias formas”, disse Quigley .

“Ao apresentar o projeto de lei, estamos trabalhando para resolver uma questão séria que causa um sofrimento incomensurável dos animais e introduz ameaças indesculpáveis à segurança humana. As leis estaduais relativas à propriedade privada de grandes felinos são inconsistentes ou inexistentes, e é por isso que uma lei federal uniforme é necessária para acabar com essa indústria de uma vez por todas”.

Milhares de tigres, leões, leopardos e pumas são mantidos em condições miseráveis, inseguras e inseguras por tutores irresponsáveis em todo o país. A lei trabalhará para resolver esse problema barrando a propriedade privada desses animais e proibindo os expositores de permitir o contato público com filhotes, que visa ajudar a corrigir maus-tratos de animais silvestres.

“Como membro do comitê congressional de proteção animal, estou comprometido em garantir que o governo faça sua parte para promover o bem-estar animal”, disse Fitzpatrick.

“Tenho orgulho de estar com o deputado Quigley para apresentar uma legislação que proteja as espécies de animais selvagens de felinos”.

Mais de cinquenta co-patrocinadores bipartidários apoiam o projeto.

“Há uma grande crise de grandes felinos nos Estados Unidos”, disse Cathy Liss, presidente do Animal Welfare Institute (AWI).

“Há milhares em cativeiro e nem sabemos onde eles estão. Indivíduos particulares mantêm estes animais como domésticos, onde eles definham em condições extremamente inadequadas e representam um risco grave para a comunidade. A Lei de Segurança Pública de Grandes Felinos é uma solução inteligente para uma situação perigosa e cruel”. As informações são do World Animal News.

Foto: Pixabay

Problemas como a falta de legislação, de fiscalização e a criação desenfreada alimentam o mercado negro de partes de animais usadas na medicina tradicional asiática.

Já exibições de filhotes também prejudicam a credibilidade e a influência dos Estados Unidos em trabalhar com outras nações nos esforços internacionais de conservação de tigres, além de ser uma prática muito cruel.

Exploração para entretenimento

A interação de animais selvagens, principalmente com grandes felinos, com o público é terrível para eles que, frequentemente, são dopados para reprimir seus instintos. Quando não, apresentam comportamentos agressivos devido ao estresse do cativeiro e dos maus-tratos.

Recentemente, um vídeo que mostrava a reação agressiva de um leão ao ser ‘beijado’ por uma garotinha é um perfeito exemplo do sofrimento e desespero de animais selvagens presos e explorados por toda a vida.

Nele, a criança é vista pressionando o rosto contra a parede de vidro de um recinto de leões em um zoo. A princípio, o leão apenas olha para ela. No entanto, rapidamente ele se demostra extremamente irritado com aquilo quando a jovem pressiona os lábios contra o vidro. O leão se levanta em suas patas traseiras e começa a arranhar exasperadamente a parede.

Outro caso de exploração, que foi noticiado pela ANDA, é a assustadora ‘atração’ no zoológico de Dartmoor, na Inglaterra. O local oferece aos turistas uma competição de cabo de guerra com um tigre ou um leão.

Sue Dally criou uma petição no site 38 Degrees para acabar com esse absurdo e disse: “Parece que estamos andando para trás, o zoológico está agindo mais como um circo do que em algum lugar que realmente se preocupa com a saúde e segurança dos animais em extinção em cativeiro”.

Zoo oferece aos visitantes cabo de guerra contra leão ou tigre

Foto: Independent

A terrível competição no zoológico de Dartmoor, na Inglaterra, custa 15 libras esterlinas, cerca de 72 reais. A atração permite que equipes de quatro pessoas, incluindo crianças com oito anos, segurem uma corda com umas das extremidades amarrada a uma fatia de carne, que um dos felinos tenta manter dentro de suas mandíbulas.

Sue Dally, que criou a petição no site 38 Degrees, disse: “Parece que estamos indo para trás, o zoológico está agindo mais como um circo do que em algum lugar que realmente se preocupa com a saúde e segurança dos animais em extinção em cativeiro” .

O dono do zoológico, Benjamin Mee, insiste que os ativistas estão “fazendo barulho por nada” e que os animais “amam” a experiência.

“Acho que isso é 100% certo a se fazer, o leão adora isso”, disse Mee ao Plymouth Herald .

“Um dos problemas que as pessoas potencialmente levantam é que o leão não é alimentado a menos que ganhe, mas obviamente esse não é o caso.

“Outra questão é em torno de seus dentes. Eles são realmente fortes – eles não estão caindo. ”

Mee disse que o zoológico é uma “instituição de caridade” e que o dinheiro arrecadado pelo cabo de guerra ajudaria a reconstruir uma casa de leão de décadas que precisa ser modernizada. Ou seja, o animal é explorado para ter seu cativeiro reformado!

Um homem que comprou um ingresso para a atração twittou sobre sua “experiência incrível” com sua esposa.

“Cabo de guerra com um leão e perdemos rsrs!”, Acrescentou.

“Entendemos que o zoológico sente que isso proporcionará enriquecimento físico para esses grandes felinos, mas há muitas maneiras alternativas de fazer isso e achamos que não deve ser comercializado para entretenimento público e que essa atividade não promove o respeito pelos animais”, disse um porta-voz da RSPCA. As informações são do Independent.

 

 

 

Conservadores prometem proibir a importação de troféus de caça de leões no Reino Unido

Foto: Getty Images

Cobiçados por caçadores de troféu inescrupulosos, leões são assassinados e partes de seus corpos são vendidas pelos mundo | Foto: Getty Images

Segundo a IUCN (The Internacional Union for Conservation of Nature), o leão é considerado “vulnerável” na lista de espécies ameaçadas de extinção, atualmente restam menos de 20 mil leões no mundo. Ainda assim as caçadas aos leões, conhecidas como “caça ao troféu”, verdadeiros jogos de morte e crueldade, são permitidas pois atendem a interesses de grupos específicos.

A proibição da importação de troféus de caça, mesmo não sendo uma medida definitiva (como proibição total da caça em si), já é um passo na direção ao desestímulo desse chamado “esporte” cruel e assassino.

No Reino Unido essa medida vêm sendo prometida desde 2015, quando o então ministro do Meio Ambiente, Rory Stewart, declarou que seriam suspensas as importações de partes de grandes felinos até 2017.

No ano seguinte, sua sucessora, Liz Truss, repetiu a promessa em uma carta, dizendo: “A menos que vejamos melhorias na forma como a caça acontece, julgados com base em critérios rígidos, baniremos as importações de troféus nos próximos dois anos”.

Até agora, nada mudou.

Alertas não faltam, especialistas declaram que as populações selvagens de leões africanos caíram de cerca de 20.000 para cerca de 15.000.

Mais de 150 membros do parlamento assinaram uma moção parlamentar criada por Zac Goldsmith pedindo a proibição da importação de troféus de caça.

Mas o governo se mostra reticente e afirma que tem mantido as regras sobre revisão.

Chris Macsween representante da fundação LionAid declarou ter ficado chocada com a quebra da promessa feita.

“É horrível. O número de leões selvagens está caindo e o número de leões nascidos e criados em cativeiro pela cruel indústria de caçadas está subindo, mas ninguém fala sobre isso. É de partir o coração”, disse ela.

Uma média de seis corpos de leões são importados por ano no Reino Unido, a LionAid diz que uma proibição efetiva mandaria uma mensagem para o mundo inteiro.

Segundo a porta-voz da Humane Society International a situação na África do Sul é exatamente a mesma de 2016 e eles são responsáveis pela exportação de mais troféus de leões do que qualquer outro país.

Já os Estados Unidos classificam os leões como espécies ameaçadas de extinção, o que significa que importar partes de leões é efetivamente proibido.

Em 2015, foram realizados dois encontros da fundação LionAid com Stewart (naquela época ministro do meio ambiente) e Macsween conta que durante a segunda reunião, Rory Stewart disse: “nós vencemos”.

O ex-ministro prometeu em novembro de 2015 que a menos que melhorias significativas fossem adotadas pela indústria de caça, “o governo se mobilizaria para proibir a importação de troféus de caça.”

Especialistas dizem que caçadas a leões machos exterminam manadas inteiras

Teresa Telecky, vice-presidente do depto. de vida selvagem da HSI, disse: “Em setembro passado, o magnífico leão Skye, que era o líder de sua manada e estava no seu no auge quando foi atraído para fora do parque nacional e levado para uma reserva particular, onde foi baleado e morto por um caçador americano”.

“Como resultado, muitos de seus filhotes foram mortos e algumas de suas leoas da alcateia foram severamente agredidas, enquanto novos machos tentavam assumir o controle. A dinâmica da espécie nesta região foi severamente comprometida”.

Uma manifestação está marcada para 13 de abril deste ano, onde milhares de defensores da vida selvagem marcharão rumo a Downing Street para pedir proteções mais rígidas, e para que todos os animais ameaçados de extinção fiquem fora da caça de troféus.

Goldsmith disse que estava aguardando uma atualização no assunto das autoridades ambientais.

Questionado sobre as críticas, o Departamento de Meio Ambiente citou uma declaração da ministra Thérèse Coffey, em que ela afirmava que “as importações já eram rigorosamente controladas”.

O governo afirma que esta analisando cuidadosamente a questão e planeja realizar uma mesa redonda com organizações representando todos os ângulos do debate para obter uma melhor compreensão das questões, e esta disposto a considerar outros ponto de vista científicos.

O atual secretário do Meio Ambiente, Michael Gove, afirmou que as regras estão constantemente sob revisão, mas não chegou a dizer se uma proibição seria considerada.