Atleta que mordeu e arrancou cabeça de galo vivo em jantar responderá a processo por crueldade animal

Imagem ilustrativa | Foto: Alamy

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Ativistas pelos direitos animais estão movendo um processo contra o atleta Bixente Larralde por crueldade animal após imagens mostrando o acusado mordendo e arrancando a cabeça de um galo vivo durante um jantar com amigos terem sido divulgadas nas redes sociais.

A fundação Brigitte Bardot disse que as ações do acusado, que também é jogador de pelota basca, foram “chocantes e repugnantes”.

No breve vídeo aparentemente feito em junho, o atleta sorridente é visto sentado a uma mesa com amigos acompanhado de várias garrafas de vinho e um galo. Larralde agarra o pássaro e, enquanto luta, morde a cabeça da ave, que ele então arranca e cospe.

Daniel Raposo, da fundação BB, disse que os advogados da organização foram instruídos a processar. “Devemos destacar isso, porque é grave e punível pela lei”, disse ele.

Foto: Twitter/Reprodução

Foto: Twitter/Reprodução

“É sempre motivo de surpresa e repúdio em pleno ano de 2019 ver pessoas matando animais por diversão. Este homem pode ser um exemplo para os jovens – portanto, não podemos deixar que este ato fique impune”, acrescentou ele.

“Se foi uma noite de bebedeira ou não, os animais são seres sensíveis e existem leis que os protegem. O que ele fez é uma ofensa criminal”.

Larralde disse ao site de notícias Basco Mediabask que não queria comentar a ação legal. No entanto, o site informou que ele disse que estava ciente de que seu comportamento era “um erro e uma coisa péssima de se fazer”.

Se for condenado por crueldade contra animais, Larralde poderá ser multado em até € 30.000. Uma petição foi lançada, pedindo que ele seja excluído da equipe de pelota basca da França e abandonado pelos patrocinadores.

A organização que atua em defesa dos direitos animais 30 Million Friends disse que se juntaria à ação legal da fundação BB.

O jantar aconteceu após uma partida do campeonato em Hasparren, a sudeste de Bayonne, vencida pelo irmão mais velho de Larralde, Peio. A pelota basca é um esporte de quadra jogado com uma pancada de bola usando a mão ou uma raquete, bastão ou cesta.

O galo é um símbolo não oficial da França.

Atenção imagens fortes:

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Apresentador de programa rural diz que é ridículo criar lei em defesa dos animais

Por David Arioch

“Ou seja, João Batista, daqui a pouco, aquela bactéria que te incomoda, nas vias intestinais, pode ser objeto de tutela” | Foto: Divulgação

O apresentador do programa rural “Notícias Agrícolas”, do canal Terra Viva (TV Bandeirantes), João Batista Olivi, disse na semana passada que é ridículo criar lei em defesa dos animais, em referência ao controverso Projeto de Lei da Câmara (PLC) 27/2018, que classifica animais como “sujeitos de direitos despersonificados”, embora não especifique quais espécies se enquadram na criação do “regime jurídico especial” e como isso realmente pode beneficiá-los.

“Uma pauta ridícula, uma pauta absurda. Enfim, uma lâmpada, uma caneta, não são mais objetos”, comentou Olivi em tom debochado, destacando que se animais devem ter direitos, objetos também. Em uma comparação bastante desleal e desproporcional, já que animais não humanos são passíveis de dor e capazes de desenvolver relações sociais complexas, o apresentador contou com o endosso do advogado e vice-presidente da Associação Paulista de Imprensa, Antônio Fernando Pinheiro Pedro.

“Ou seja, João Batista, daqui a pouco, aquela bactéria que te incomoda, nas vias intestinais, pode ser objeto de tutela. Ou seja, o STF, que hoje cuida até do regime prisional do Lula, de repente poderá acatar um mandado de segurança do promotor da esquina para que você não tome purgante, porque afinal você vai acabar atingindo uma bactéria inocente”, declarou o advogado.

Um ponto a se considerar é que essas críticas parecem distantes da realidade do PLC, já que o projeto alvo de polêmica não deve promover mudanças práticas na situação dos animais. Inclusive o relator Randolfe Rodrigues (Rede-AP) acolheu emendas de senadores pedindo a exclusão de animais utilizados em “manifestações culturais” e também em “atividades agropecuárias”.

Ainda assim, e provavelmente para fazer sensacionalismo, o apresentador e o advogado preferiram apelar à ignorância dos espectadores:

“Imagine, nossa avó, que tantas vezes vi destroncar a cabeça de uma galinha para gente comer, fazer aquela famosa canja, imagine, a velhinha hoje seria presa, porque o militante ambientalista da esquina poderia ver ela destroncando o animal e dizer que ela não pode tratar a galinha desse jeito. Afinal, ela é um ser que tem direitos e que está inserido na Lei de Crimes Ambientais”, satirizou Antônio Fernando.

Na prática, não há nada no projeto que realmente justifique essa observação irrealista, já que animais continuarão sendo mortos, consumidos e comercializados como produtos. “É o suprassumo da desumanização da norma legal. Ou seja, o ser humano faz lei pra ele, porque quem faz lei pra natureza é Deus. Mas agora estamos nos descuidando de nós próprios para fazer lei pra natureza”, criticou o vice-presidente da Associação Paulista de Imprensa.

Ou seja, para Antônio Fernando, e se valendo de uma colocação religiosa que não cabe quando se fala em legislação em um Estado laico, o ser humano pode usar e abusar do meio ambiente, sem que para isso haja qualquer implicação sob as leis humanas. O quanto isso faz sentido em um mundo civilizado? Simplesmente não faz.

“E estabelecemos relações humanas com animais que nos servem, que nos mantêm vivos”, continuou o advogado. Bom, se há pessoas que continuam vivas e saudáveis mesmo sem matar ou consumir animais tal colocação generalizada também é irrealista.

Em síntese, o que João Batista Olivi e Antônio Fernando Pinheiro Pedro fazem ao longo de mais de 40 minutos de programa é dissimular a realidade da defesa animal apelando para recortes sensacionalistas que usam como exemplo de “prejudicados” pessoas que nem mesmo participam do agronegócio.

Eles querem convencer o espectador de que a defesa dos direitos animais ataca diretamente o “suposto direito da sua avó de matar uma galinha para fazer uma canja”. Eles não dizem que a honesta luta pela defesa dos direitos animais, que deve se estender a todos os tipos de exploração animal, se pauta principalmente na realidade massiva da exorbitante matança de bilhões de animais para consumo por ano – e sabemos que quem mais lucra nesse sistema são os grandes agropecuaristas e os grandes frigoríficos.

E fazem isso simplesmente porque não dá pra conscientizar ou sensibilizar o espectador mostrando que na realidade eles estão simplesmente defendendo os interesses do grande agronegócio, que beneficia personalidades que surgem demonizando a luta pelos direitos animais.

Dar direitos aos animais abre brechas jurídicas que podem afetar a agropecuária from Notícias Agrícolas on Vimeo.


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Proposta prevê liberação do aumento de porcos mortos nas fazendas de criação

Foto: Adobe

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As instalações e fazendas de criação de porcos nos Estados Unidos preparam-se para exceder o número de porcos que podem ser legalmente mortos por hora sob uma nova proposta de regulamentação.

O governo federal tem recebido as demandas de fazendas de criação em larga escala de porcos para reduzir o número de inspeções e remover os “limites de velocidade” possibilitando a morte de mais porcos por hora.

Atualmente, as fazendas e matadouros não podem exceder 1.106 porcos mortos por hora, pois os inspetores devem examinar os corpos dos animais e remover quaisquer peças que possam causar danos aos consumidores.

Os defensores da nova proposta argumentam que os porcos criados para o mercado de carne têm cerca de seis meses de idade e pesam 250 e são “geralmente saudáveis”, por isso não precisariam de inspeção.

Eles disseram ao New York Times que: “A eliminação das velocidades máximas acrescentaria flexibilidade aos cronogramas de produção das fábricas e aos níveis de pessoal”.

“Paradoxo”

Preocupações têm sido levantadas, particularmente sobre os efeitos que o aumento de velocidade poderia ter sobre os trabalhadores e a saúde pública, com pessoas argumentando que a nova proposta está “agindo para o benefício financeiro dos gigantes do processamento de carne”.

Foto: Philiplymbery

Foto: Philiplymbery

“O fato de que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) seja responsável pela segurança alimentar é um paradoxo”, disse Deborah Berkowitz, ex-oficial sênior da Administração de Segurança e Saúde Ocupacional.

“Os USDA sempre esteve ali para promover a indústria. Seu foco principal é aumentar os lucros do setor de frigoríficos e aves que eles regulam”.

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Refúgios de animais nos Estados Unidos permitem a caça

Por Rafaela Damasceno

Existem 567 refúgios nacionais da vida selvagem nos Estados Unidos, gerenciados pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem (FWS, na sigla em inglês). A missão do Sistema Nacional do Refúgio da Vida Selvagem é, segundo o site da FWS, administrar uma rede de terras e águas nacionais para a conservação, administração e, quando necessário, restauração dos animais e habitats dos Estados Unidos. Entretanto, a caça é permitida em 377 destes refúgios.

Um alce no meio da natureza

Foto: David McMillan/Shutterstock

Um refúgio não está respeitando seu objetivo se a vida selvagem estiver legalmente sendo morta, o que implica em não punir os caçadores. O governo atual está ainda menos preocupado em preservar a vida nos lugares onde deveria ser protegida.

A atual administração do governo americano propôs a abertura de mais 30 refúgios para a caça. O Secretário do Interior propôs expandir a pesca para 15 incubadoras de peixe, e levar a caça até 74 outros refúgios.

Uma petição foi criada para que a proposta não seja aprovada. Se você é contra e deseja que os refúgios sejam seguros para os animais, pode assinar aqui.

Governo Trump

Esse não foi o primeiro indício de que a administração do governo Trump não se preocupa com os animais ou o meio ambiente.

A administração de Trump autorizou, nos Estados Unidos, o uso de cianeto de sódio para matar animais selvagens, em um dispositivo chamado M-44. As “bombas de cianeto” receberam permissão da Environmental Protection Agency (EPA), apesar de matar cruelmente milhares de animais todos os anos.

Os dispositivos espirram cianeto de sódio na boca de coiotes, raposas e outros animais atraídos pela isca. Qualquer um que puxe a isca com o M-44 pode ser morto ou seriamente machucado.


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PL que permite entrada de animais em hospitais é sancionado em Campo Grande (MS)

O prefeito Marcos Trad (PSD) sancionou um projeto de lei que autoriza a entrada de animais em hospitais públicos para visitas a pacientes internados em Campo Grande (MS).

Foto: Pixabay

A nova legislação determina que para que a visita ocorra o animal precisa estar higienizado, ter laudo veterinário atestando boas condições de saúde e carteira de vacinação atualizada, com vacina múltipla e antirrábica, assinada por veterinário com registro no órgão regulador da profissão. É necessária, também, autorização prévia do médico assistente e da comissão de infectologista hospital, além de solicitação e autorização do médico do paciente.

O animal terá que ser levado à unidade de saúde em uma caixa de transporte, guias presas a coleiras ou similares. Se necessário, enforcador e focinheira também podem ser usados. O texto da lei exige também comprovação de banho e escovação do animal nas últimas seis horas. As informações são do Correio do Estado.

Para que a visita seja realizada, os demais pacientes que terão contato com o animal também precisarão autorizá-la. Eles devem ser comunicados com, no mínimo, 24 horas de antecedência.

As normas e procedimentos sobre o tempo de duração da visita e o local onde ela será realizada fica sob responsabilidade dos hospitais.

As despesas decorrentes da execução da lei, que entra em vigor na data de publicação, serão arcadas por dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário.


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Fábrica de filhotes mantinha mais de 100 cães em gaiolas minúsculas presos no meio de fezes e urina

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

Uma investigação descobriu um criador de cães que mantinha mais de 100 filhotes em condições horríveis, com alguns cobertos em suas próprias fezes e urina.

Sharon McAdam, proprietária do negócio de criação de cães da Kupala Bull Terriers em Gladstone, Queensland, na Austrália, tinha 110 cães e filhotes da raça bull terrier.

Muitos dos animais foram mantidos em pequenas gaiolas com pouco acesso a comida e água.

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

Após uma investigação da RSPCA na propriedade em novembro do ano passado, todos os cães foram resgatados depois de terem sido encontrados confinados em gaiolas sujas e alguns eram até incapazes de andar no ambiente ‘pútrido’.

A RSPCA foi contatada em outubro depois que um cliente notou como as condições em que os animais eram mantidas eram péssimas ao comprar um filhote de cachorro do criador.

McAdam se declarou culpada na quarta-feira no Tribunal de Magistrados de Gladstone a uma acusação de não fornecer condições de vida adequadas e duas acusações de não fornecer o tratamento adequado para lesões nos animais.

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

A corte ouviu que os cães estavam vivendo em gaiolas “perigosas” com pouca ventilação e circulação de ar, bem como fios aparecendo no ambiente “imundo e contaminado”, relatou o Courier-Mail.

Os animais foram mantidos em uma sala onde havia um cheiro horrível e pisos encharcados de urina, segundo os investigadores.

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

A RSPCA disse em um blog em seu site que as condições de vida dos cães eram “alarmantes”.

“Alguns não conseguiam ficar eretos em suas gaiolas, outros eram incapazes de se virar, e todos eram incapazes de andar, correr, usar os sentidos e desfrutar de atividades normais de cães. Eles não eram socializados. O pelo dos animais estava sujo e muito fedorento”, disse a RSPCA em um comunicado.

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

“Eles viviam confinados em áreas sujas e fedorentas, com piso encharcado de urina.”

O advogado de defesa Ryan Mitchell disse que McAdam desenvolveu uma “obsessão” com a criação de cães e que só dormia quatro horas por dia para cuidar dos animais.

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

McAdam e seu marido começaram a criar cães há 32 anos, mas quando o marido deixou o negócio, ela ficou com muitos cães para cuidar.

“É uma pena que as coisas tenham ficado tão ruins antes de você pedir ajuda”, disse ela, disse a magistrada Philippa Beckinsale.

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

Infelizmente McAdam ainda poderá vender os filhotes ao total uma ninhada por ano e cada filhote deverá ser vendido dentro de três meses.

Ela pode ter em sua compania no máximo dois cães e terá que pagar 5500 dólares em custos de veterinário, bem como 1000 dólares em honorários legais.

McAdam também foi colocada em uma ordem restritiva de dois anos de liberdade condicional.

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

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Governador sanciona transporte de animais em ônibus e trens no DF

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, sancionou o projeto de lei que autoriza o transporte de animais domésticos em ônibus e trens.

Foto: Pixabay

De autoria do deputado do Daniel Donizet (PRP), a proposta define regras para o transporte: o animal não poderá ser transportado em horário de pico e só poderá desfrutar do serviço se pesar até 12 kg. Ele deverá ser levado em uma caixa de transporte apropriada, sem prejudicar os demais passageiros. Cada tutor pode levar até dois animais.

O passageiro não precisará pagar tarifa extra. Placas em locais de fácil visualização serão fixadas pelas empresas de transporte público para alertar a população sobre a lei. As informações são do Jornal de Brasília.

Moradora da Asa Sul, Amanda Cobra, de 24 anos, aprova a nova legislação. “Táxis particulares não costumam aceitar transportar os animais, por isso essa lei fará uma grande diferença no dia a dia de quem não tem carro”, disse.

“As pessoas, no entanto, precisam ter noção e não deixar os animais fazerem as necessidades [fisiológicas] no transporte público, por exemplo”, completou.


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Vereador de Recife quer banir os fogos de artifícios ruidosos na cidade

Por Rafaela Damasceno

A Câmara de Vereadores do Recife retomará a discussão sobre o projeto de lei que sugere a proibição do manuseio, utilização, queima e soltura de fogos de artifício barulhentos em quaisquer lugares da cidade.

O vereador Ricardo Cruz

Foto: Divulgação

O autor da proposta é o vereador Ricardo Cruz (PPS), que argumenta sobre a possibilidade de danos graves causados pelos ruídos a idosos, crianças, portadores de doenças (como o autismo) e, principalmente, aos animais.

“Os estampidos comumente causam transtornos que levam a acidentes, como enforcamentos em coleiras, quedas de janelas, fugas desesperadas, taquicardia, salivação, tremores, dentre outros fatores prejudiciais à saúde e à qualidade de vida dos animais”, justificou o vereador.

O projeto prevê uma multa de 2 mil reais para as pessoas e 20 mil reais para as empresas que soltarem fogos de artifício, mesmo os de baixa intensidade. Os locais que descumprirem a lei também estarão sujeitos à interdição.

Os ouvidos dos cachorros são mais sensíveis que os dos seres humanos, podendo perceber sons com frequências entre 10 Hz e 40.000 Hz. Eles também conseguem detectar sons quatro vezes mais distantes que os ouvidos humanos podem captar. Os sons intensos e altos dos fogos de artifício podem causar dor, medo e pânico aos cachorros.


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Elefantes são espancados e torturados com ganchos de metal para levar turistas nas costas

Foto: @abang da balik/Twitter

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Fotos divulgadas nas redes sociais mostram elefantes com feridas abertas na cabeça e no corpo, enquanto levam turistas australianos – que viajam para a Tailândia exclusivamente com este fim – em suas costas. Os pacotes de viagem são anunciados pelas agências de turismo como possibilidades únicas de “interação” com os animais.

Acredita-se que as imagens foram compartilhadas no Twitter em Phuket, um dos pontos turísticos mais populares do país.

Os animais podem ser vistos com o sangue escorrendo da cabeça depois que os seus exploradores (mahouts) os atingem repetidamente com ganchos afiados de metal.

Foto: @abang da balik/Twitter

Foto: @abang da balik/Twitter

Outras fotos mostram um elefante com uma série de cicatrizes de feridas antigas na parte de trás da cabeça, comprovando que o sofrimento é pertinente e interminável para esses animais explorados.

Mais de 800 mil australianos visitam a Tailândia a cada ano, e muitos são atraídos pelas variadas atrações turísticas envolvendo elefantes, em que os visitantes podem ser levados para “passear”nas costas dos animais, assisti-los fazer truques e alimentá-los.

A World Animal Protection estimou que 3 mil elefantes estão atualmente sendo usados para entretenimento em toda a Ásia, com 77% sendo tratados de forma desumana.

Foto: @abang da balik/Twitter

Foto: @abang da balik/Twitter

Por favor, não montem nos elefantes e não apoiem este negócio ”, disse um porta-voz da Autoridade de Turismo da Tailândia. “Nós nunca apoiamos turistas montando elefantes.”

Dr. Patrapol Maneeorn, veterinário especializado em vida selvagem do Departamento de Parques Nacionais, Conservação da Vida Selvagem e da Flora, disse que a Tailândia está trabalhando para eliminar a crueldade contra os animais.

“O que estamos fazendo é colaborar com diferentes organizações e setores na Tailândia para reduzir esses casos e, esperamos, eliminar a crueldade contra animais tanto quanto possível”, disse Maneeorn em um comunicado.

Blake Sharp-Wiggins/Daily Mail Australia

Blake Sharp-Wiggins/Daily Mail Australia

Existem atualmente 3.500 elefantes selvagens e 4.500 elefantes domesticados na Tailândia.

Os animais selvagens são protegidos pela lei tailandesa, mas os elefantes domesticados são vistos como animais de trabalho.

O dr. Maneeorn disse que as agências governamentais tentaram vários métodos para erradicar o abuso de elefantes no país, incluindo “formular políticas, apoiar pesquisas sobre a vida selvagem, reabilitar animais feridos e erradicar o comércio de animais silvestres”.

Ele diz que os turistas podem desempenhar seu papel no assunto, boicotando atrações que exploram elefantes para fins de entretenimento.

Blake Sharp-Wiggins/Daily Mail Australia

Blake Sharp-Wiggins/Daily Mail Australia

“Empresas de viagens e turistas individuais podem ajudar as agências governamentais boicotando empresas que praticam crueldade contra os animais”, disse ele.

O processo de domesticar um elefante é tão horrível quanto o tratamento a que os animais são submetidos.

Os animais são amarrados a correntes curtas, espancados com ganchos e outros objetos pontiagudos e submetidos a muita fome e privação, a fim de fazê-los se comportarem, e isso continua por ano e anos, enquanto eles forem mantidos em cativeiro.

Alguns animais desenvolvem um comportamento de zoocose, um tipo de compulsão repetitiva em que eles balançam a cabeça de um lado para o outro, muitas vezes incompreendido e visto como uma tendência lúdica, mas o movimento na verdade é um mecanismo de defesa e sofrimento que os elefantes isolados apresentam.

Blake Sharp-Wiggins/Daily Mail Australia

Blake Sharp-Wiggins/Daily Mail Australia

Muitos elefantes são afastados de suas mães quando ainda bebês para serem submetidos a uma vida inteira de abuso.

Alguns santuários na Tailândia, como o Elephant Valley (Vale dos Elefantes, na tradução livre), estão tentando evitar os maus-tratos a esses animais.

Lá os elefantes podem andar como e para onde quiserem e são alimentados apenas uma vez por dia pelos seres humanos, em oposição a outros elefantes em cativeiro que são constantemente forçados a se apresentar para turistas.

“Não existe elefante domesticado”, disse o fundador do Elephant Valley, Jack Highwood, ao Daily Mail Australia.
“Só há elefantes que perderam a vontade de revidar.”

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Bijuterias feitas com pele de elefante se tornam ameaça para a espécie

Foto: Bigthink

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Por centenas de anos, a maior ameaça aos elefantes, foi o comércio de marfim. Como a demanda por suas presas aumentou nos tempos modernos, a indústria do material se tornou uma ameaça perigosa – para não mencionar insustentável – para as populações selvagens do paquiderme. Entre 1979 e 1989, por exemplo, a demanda por marfim reduziu a população de elefantes africanos de 1,3 para 600 mil.

O comércio de marfim sofreu um sério golpe em 1989, quando a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES) proibiu o comércio internacional de marfim de elefante africano, uma medida que seguiu a proibição de 1975 de comercializar marfim de elefante asiático.

Mas a caça continuou a ser um problema, particularmente porque ainda havia uma demanda considerável no mercado chinês, onde o marfim era usado na medicina e em adornos. Mas, em 2018, chegou outra boa notícia: a China proibiu o comércio de todos os produtos de marfim e marfim em estado bruto.

Novas ameaças

Esta foi certamente uma grande vitória para os conservacionistas, mas parece que os elefantes não conseguem respirar sossegados. A partir de 2014, os elefantes asiáticos começaram a ser caçados pela sua pele.

Um relatório de 2018 da Elephant Family, uma organização sem fins lucrativos sediada no Reino Unido, descobriu que o principal mercado de pele de elefante estava localizado na China, onde é usado principalmente para duas finalidades: é transformado em pó para uso em medicamentos tradicionais, e é moldado em contas polidas para pulseiras e colares. Belinda Stewart-Cox, diretora de conservação da Elephant Conservation Network, sem fins lucrativos, explica:

“Se você olhar para as contas, você acha que elas se parecem com granadas, rubis ou algum tipo de pedra vermelha. Mas essas camadas subcutâneas [na pele] incluem muitos vasos sanguíneos, então há muito sangue nisso.” Essas contas parecem vermelho rubi porque contêm sangue “.

De muitas maneiras, esse comércio é ainda mais destrutivo do que o comércio de marfim. Primeiro, visa principalmente os elefantes asiáticos, que já estavam mais em risco do que os elefantes africanos. Hoje, restam apenas cerca de 50 mil elefantes asiáticos selvagens. Além disso, a caça de marfim só poderia atingir elefantes que poderiam produzir presas – entre os elefantes asiáticos, em apenas 25% dos machos adultos as presas crescem – mas a caça é indiscriminada.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Além da tragédia inata de perder um dos maiores mamíferos terrestres da Terra, seria um desastre ecológico se o elefante asiático fosse extinto. Os elefantes asiáticos são às vezes chamados de “jardineiros da floresta”, pois comem plantas que de outro modo crescem selvagens, criam caminhos pela floresta para outros animais se moverem e para que novas plantas cresçam, e distribuem sementes por meio de seu esterco, que também tem o benefício adicional de fertilizar o solo e fornecer casas e nutrientes para uma variedade de espécies de insetos.

Infelizmente, não é fácil para os elefantes se recuperarem de um grande golpe em sua população. Como espécie grande, os elefantes não têm muitos descendentes e o período gestacional de um elefante é de cerca de 22 meses. E, embora a caça de marfim vise principalmente os machos, agora os elefantes fêmeas também são alvos viáveis para os caçadores furtivos, prejudicando ainda mais a capacidade desses animais de se recuperarem.

Esforços de conservação

Os elefantes asiáticos estão listados no Apêndice I da CITES, o que significa que todos os produtos derivados desses elefantes são proibidos, exceto para fins não comerciais, como pesquisas científicas. Apesar disso, no entanto, a Administração Florestal do Estado da China está emitindo licenças para a fabricação e venda de produtos farmacêuticos contendo pele de elefante.

No entanto, a proibição da China ao comércio de marfim indica que regulamentação semelhante pode ser implementada e funcionar no futuro. Após significativo apoio público, incluindo a estrela do basquete Yao Ming, a China implementou a proibição do comércio de marfim no início de 2018.

Uma pesquisa com indivíduos chineses indicou que após a proibição entrar em vigor, 72% dos chineses não comprariam marfim, comparado a 50% quando a pesquisa foi realizada no ano anterior, antes da proibição ser aplicada.

Várias organizações sem fins lucrativos estão trabalhando para aumentar a conscientização sobre esse assunto e levá-lo à atenção de organismos internacionais, como a CITES. A Elephant Family, por exemplo, apresentou seu relatório de 2018 à CITES, obtendo aprovação da União Europeia e dos EUA para emendas, como a exigência de investigações sobre comércio ilegal e relatórios de implementação.

O World Wildlife Fund também está equipando e treinando guardas florestais para parar a caça em Mianmar, onde esta crise é particularmente terrível. Com alguma sorte e com maior conscientização e engajamento do público, esses esforços almejam levar a caça, ao invés dos elefantes, à extinção.

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