Leites à base de vegetais estão em alta no Reino Unido

Cada vez mais as pessoas optam pelos alimentos de origem vegetal, e esse é o caso do leite – seja ele de soja, amêndoas ou coco. De acordo com a empresa de pesquisa de mercado Mintel, que conversou com cerca de 2 mil pessoas, pelo menos um quarto dos britânicos está consumindo leites veganos.

Vários copos de leite (nenhum de origem animal)

Foto: Getty

Os maiores consumidores possuem idades entre 16 e 24 anos – 33% deles está bebendo. A maior razão dessa escolha foi por motivos de saúde, segundo os consumidores. O impacto para o meio ambiente também foi uma das maiores razões apontadas, com 36% dos jovens dizendo que a pecuária de leite não é boa para o meio ambiente.

“As preocupações com saúde, ética e meio ambiente estão aumentando as vendas de leite vegano”, explica Emma Clifford, que cuida da pesquisa de alimentos e bebidas da Mintel.

Os jovens de 16 e 24 anos estão consumindo cada vez menos leite de origem animal. O número caiu 6% de 2018 para 2019, segundo a pesquisa.

Emma afirma que a indústria da pecuária de leite já está em queda, e diminuirá ainda mais pelo fato de que os consumidores jovens estão recorrendo a outros produtos.

Sam Friskey, que fundou uma marca de shake de proteína baseada em vegetais, afirmou que se tornou vegano por motivos de saúde. Ele diz que costumava sentir esgotamento e fadiga, grande parte por causa de sua alimentação. “Depois de ter feito a mudança da alimentação, eu comecei a entender o bem-estar animal e o planeta”, declarou.

Ele afirma que hoje existem tantos outros tipos de leite que, após experimentá-los, as pessoas percebem que não sentirão falta dos outros tipos. “Você ainda terá o sabor, a textura e os valores nutricionais”, disse.

Sam ainda acredita que o leite à base dos vegetais pode ser uma porta de entrada para o estilo de vida vegano, que consiste em cortar todos os produtos de origem animal de sua vida.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Leites vegetais são cada vez mais populares na Irlanda

Foto:

A procura por leites vegetais e opções livres de crueldade animal cresceram acentuadamente na Irlanda, segundo uma pesquisa realizada pela empresa Kantar Worldpanel. Dados apontam que apenas em janeiro deste ano foi registrado um aumento de 40% na venda de alternativas à base de vegetais em comparação com o mesmo período de 2018. Entre as opções mais procuradas estão os leites de amêndoa, soja e aveia.

“Depois das festas de fim de ano, muitos irlandeses iniciaram o ano com boas intenções. Até a venda de frutas e legumes subiram em 7 milhões de euros apenas em janeiro”, afirma Douglas Faughnan, diretor da Kantar, em entrevista ao Vegconomist. “Acompanhamentos vegetais, salsichas e hambúrgueres vegetarianos também tiveram sua busca aumentada em 35% em meio a popularidade da campanha Veganuary“, completou.

O sucesso de adesões a estilos de vida livres de crueldade animal provocaram reações da indústria de laticínios. Em resposta ao aumento das vendas de opções vegetais, a Associação de Fornecedores de Leite Irlandês da Irlanda se posicionou afirmando que o consumo de leite animal não está ameaçado por estar enraizado na cultura do país.

Tradicional ou não, é certo que cada vez mais a população mundial está atenta às suas escolhas alimentares. Grandes jornais como The Guardian e The Economist afirmam que o veganismo superou o status de moda e veio e para ficar, sendo considerado uma grande tendência em 2019.

Dados apontam que  mercado alternativo de alternativas à produção de leite valha US $ 29,6 bilhões até 2023.

Orgulho de ser vegano

Uma linda e calorosa iniciativa está plantando a semente do veganismo na Irlanda. O projeto Vegan in Ireland (Vegano na Irlanda, em tradução literal), liderado pelo casal Sivan e Scott Renwick, promove atividades, turnês, viagens e jantares para mostrar que um estilo de vida livre de crueldade contra animais pode ser incrível, saudável e diversificado.

O projeto também acolhe turistas veganos e mostra que o futuro de tradições pautadas em exploração animal é a extinção.

Leite vegano é compra básica para quase 50% dos americanos

Quase metade dos americanos que consomem laticínios compraram leite de vaca e também de vegetais nos últimos seis meses, segundo relatórios da Food Navigator.

Foto: @oatly

A pesquisa com 2.006 adultos, feita pela IPSOS, encomendada pela Dairy Management Inc., revelou que 48% dos americanos compram variedades de leite vegano.

Mais da metade (51%) das pessoas que compram os dois tipos de leite acreditam que o vegano oferece mais ou igual qualidade proteica aos lácteos. As informações são do LiveKindly.

O resultado surpreendeu alguns nutricionistas, disse a Food Navigator, já que os consumidores sempre preferiram a proteína láctea para nutrição. Em geral, os compradores duais perceberam que a saúde geral é mais importante para a compra de leite à base de plantas do que os laticínios.

A mudança do mercado

A marca de leite vegano dos EUA, Elmhurst Milked, criava vahttps://www.oatly.com/int/cas leiteiras. Foi uma das fazendas leiteiras de maior duração e maior atividade na cidade de Nova York. Mas, à medida que o mercado mudou, as vendas começaram a cair, e a marca tomou a decisão de fechar sua fazenda de gado leiteiro e entrar no crescente mercado de leite vegetal, onde agora é considerado um dos líderes da categoria.

“O leite vegetal tem uma pegada de carbono muito menor do que os laticínios” , disse o dono da Elmhurst, Henry Schwartz, ao Sierra Club . “Também é mais ético para os animais.”

“Seja por meio de investimento de capital ou por outros meios, as empresas terão que evoluir suas ofertas para acompanhar as demandas e tendências do consumidor”, disse Schwartz.

O gosto do mundo por leite vegano

As pessoas ao redor do mundo estão mais sedentas do que nunca por leite vegetais. Em outubro passado, foi relatado que mais de 30% dos californianos preferem o leite vegano ao lácteo.

No Reino Unido, as vendas de leite à base de vegetais subiu 30% entre 2015 e 2017. Também em 2017, os australianos compraram mais de US$ 200 milhões de leite vegano.

Foto: Instagram

Uma série de fatores está impulsionando está demanda. Os consumidores estão mais consciente do que nunca da crueldade das indústrias de laticínios, que inclui a retirada de bezerros de suas mães e processos dolorosos usados ​​para produzir e coletar leite para consumo humano.

As questões sustentáveis também estão inspirando os consumidores a abandonar os laticínios. A indústria está ligada a altas emissões de gases de efeito estufa, à degradação dos recursos hídricos locais e à perda de biodiversidade.

leite de amêndoas

Governo dos EUA declara que leite de amêndoas não é ‘imitação de leite’

O Tribunal de Apelações do Nono Circuito dos Estados Unidos recentemente rejeitou uma ação coletiva contra a Blue Diamond Growers, produtora de leite de amêndoa Blue Diamond, com sede na Califórnia, determinando que seu rótulo de “leite” não viola a lei federal.

leite de amêndoas

Foto: Getty Images

Na audiência Painter vs. Blue Diamond Growers, os demandantes alegaram que os produtos de leite de amêndoa da Blue Diamond deveriam ser rotulados como “leite de imitação” porque “substituem e se assemelham a leite de vaca mas são nutricionalmente inferiores.”

O tribunal determinou que, de acordo com o padrão “consumidor razoável” que rege essas alegações, os queixosos devem provar que os membros do público “provavelmente serão enganados” pelas práticas de rotulagem e publicidade da Blue Diamond.

“Não obstante qualquer semelhança com o leite de vaca, o leite de amêndoa não é um ‘substituto’ para o leite como contemplado pela legislação federal, porque o leite de amêndoa não envolve literalmente a substituição de ingredientes inferiores por leite lácteo”, concluiu a corte.

No ano passado, a agência americana Food and Drug Administration (FDA) buscou informações do público sobre seu entendimento de termos como “leite”, “queijo” e “iogurte” quando incluídos nos nomes de produtos à base de vegetais. As informações coletadas informarão a decisão da FDA sobre se os produtos lácteos à base de vegetais precisam de regras especiais de rotulagem.