Campanha mundial vai promover os benefícios do leite vegetal

Por Rafaela Damasceno

Desde 2017, o dia 22 de agosto vem sendo o Dia Mundial do Leite Vegetal. A iniciativa foi idealizada por um ativista vegano e co-fundador do Plant based News, Robbie Locke. Ela se tornou possível devido a colaboração da organização internacional de conscientização alimentar Proveg.

Um cartaz da campanha incentivando o dia mundial do leite vegetal

Foto: PBN

Depois de ver a indústria de laticínios celebrando o Dia Mundial do Leite, Locke decidiu criar uma data para destacar os benefícios do leite vegetal.

Milhões de pessoas de todo o mundo estão optando por bebidas vegetais. Entre as razões para se fazer isso estão: salvar o planeta, melhorar a saúde e ajudar a impedir a exploração das vacas na indústria dos laticínios.

A indústria dos laticínios é uma das maiores responsáveis pelas emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. A produção do leite também exige muita terra e água, excedendo recursos naturais.

O leite também interfere diretamente na saúde humana. Diversos estudos comprovam que o consumo de produtos lácteos pode causar diarreias, dores musculares e articulares, dores de cabeça, acne, até mesmo depressão.

Apesar de muitas pessoas não perceberem, a indústria de laticínios causa a morte das vacas. Elas são engravidadas forçadamente, depois separadas de seus filhotes. A prática é extremamente traumática para a mãe e seu bebê.

Essas razões – e muitas outras – influenciam nas escolhas alternativas das pessoas. Por isso os restaurantes e mercados estão oferecendo cada vez mais opções de leite vegetal.

O Dia Mundial do Leite Vegetal lançará uma campanha chamada Desafio dos 7 Dias Livres de Leite. A iniciativa de uma semana incentiva as pessoas a se afastarem dos produtos lácteos.


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48% dos britânicos já preferem café com leite de origem vegetal

É uma boa oportunidade para as cafeterias e outros estabelecimentos comerciais que oferecem bebidas quentes investirem em mais opções não lácteas (Foto: SBS)

De acordo com uma pesquisa realizada pela marca alimentícia belga Alpro, 48% dos britânicos já preferem café com leite de origem vegetal em vez de café com leite de origem animal, e principalmente quando consomem café fora de casa.

Segundo a chefe de marketing da Alpro do Reino Unido, Abbie Hickman, é uma boa oportunidade para as cafeterias e outros estabelecimentos comerciais que oferecem bebidas quentes investirem em mais opções não lácteas.

Segundo a Alpro, cerca de três milhões de britânicos consomem 21 milhões de bebidas baseadas em café por semana, conforme informações da Drinks Insight Network.

“Para aproveitar ao máximo essa oportunidade, os baristas e donos de cafeteiras devem adicionar mais opções baseadas em vegetais ao seu cardápio”, destaca Abbie, que também encara esse fato como uma tendência mundial.

No Brasil, das redes de cafeterias, a Starbucks está entre as mais antenadas à demanda por opções não lácteas, oferecendo opções com leite de amêndoas, castanha-de-caju e coco.

Danone espera crescer 300% em seus negócios veganos até 2025

Foto: Danone

Seguindo a crescente demanda por produtos veganos, a Danone planeja ver seus negócios aumentarem em 300% nos Estados Unidos.

“Precisamos acompanhar os setores de crescimento de onde o consumidor está”, disse Mariano Lozano, CEO da Danone North America, à Food Dive.

Só em 2017, a empresa investiu 60 milhões de dólares (cerca de 230 milhões de reais) na produção de leite vegetal na Virgínia.

Crescimento vegano

Segundo um levantamento da Nielsen, encomendado pela Associação de Alimentos Baseados em Plantas (PBFA) mostrou que a indústria de alimentos de origem vegetal teve um crescimento nas vendas de 20% entre 2017 e 2018, que atingiram 3,3 bilhões de dólares (cerca de 12 bilhões de reais) .

Michele Simon, diretora executiva da PBFA, disse que o crescente consumo de produtos veganos significa que a indústria “não é mais um nicho”.

“A indústria de alimentos à base de plantas deixou de ser um nicho de mercado relativamente completo.

“As alternativas à base de carne e produtos lácteos à base de vegetais não são mais apenas para vegetarianos ou veganos; agora até mesmo os principais consumidores estão desfrutando dessas opções deliciosas e inovadoras no mercado hoje”, disse ela.

Os flexitarianos

Estatísticas da empresa de pesquisa de mercado Kantar Insights mostram que um número cada vez maior de consumidores está optando por uma dieta flexitária – preferindo descartar carne e laticínios regularmente de suas refeições.

No Reino Unido, mais de 90% das refeições à base de plantas servidas são consumidas por não-vegetarianos
A organização diz que o consume de refeições à base de plantas cresceu 37% nos últimos quatro anos e agora são consumidas por 10% da população da “capital mundial do veganismo”.

“Eles estão optando por comer refeições à base de plantas três vezes por semana, em média. À medida que esse grupo de consumidores cresce, é importante considerar que a maioria dos consumidores destes tipos de alimentos não são veganos, mas sim aqueles que escolhem reduzir um pouco sua ingestão de carne e laticínios”, relata a Kantar Insights.

Jonas Brothers está de volta e faz paródia vegana

Foto LiveKindly

A banda anunciou seu retorno no The Late Late Show com James Corden. Durante a noite o grupo parodiou “Year 3000”, uma faixa da própria banda britânica de 2013.

Quase nada foi poupado na paródia; Trump ser presidente, cães de apoio emocional, os Kardashians e a quantidade de filmes de “Homem Aranha”.

O que mais é novo no futuro? Todo mundo usa jeans apertados e bebe leite à base de plantas – em particular, caju, amêndoa, linho, aveia, arroz, soja e cânhamo – segundo os músicos.

Os Jonas Brothers não são os únicos que pensam sobre a nova tendência mundial.

Nos Estados Unido, 48% das pessoas compram leite à base de plantas. No Reino Unido, quase 30% dos jovens diminuíram o consumo de laticínios ou abandonaram o produto animal, segundo Mintel.

A preocupação com o meio ambiente e o bem-estar animal são dois fatores que impulsionam a mudança.

“O aumento da conscientização sobre o impacto negativo que a produção de laticínios tem sobre o meio ambiente, juntamente com as preocupações com a ética animal, deu origem a uma nova tendência chamada ‘reducetária'”, disse a diretora associada de alimentos e bebidas do Mintel, Emma Clifford. As informações são do LiveKindly