Focas e leões marinhos ganham uma segunda chance na vida em hospital de mamíferos marinhos

Foto: jervisbaywild

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Na cidade litorânea de San Pedro, no estado de Los Angeles (EUA) existe um porto seguro para dezenas de focas e leões marinhos no Marine Mammal Care Center.

Desde 1992, o hospital de resgate e reabilitação vem tratando mamíferos marinhos doentes e feridos que acabam ficando presos no litoral de 70 milhas (mais de 100 km) do condado de Los Angeles.

O hospital sem fins lucrativos trata principalmente elefantes marinhos, leões marinhos e focas.

“As vezes eles estão desnutridos, outras eles apresentam mordidas de tubarão ou uma lesão causada por linhas de pesca ou ainda podem estar presos em redes de pesca”, disse Jeff Cozad, diretor-executivo do Marine Mammal Care Center de Los Angeles.

Os mamíferos marinhos ficam, em média, cerca de três meses de reabilitação na instalação antes de serem devolvidos à natureza.

“A liberação de um animal saudável é o ápice do nosso trabalho. É o destaque”, disse Cozad. “Isso acontece quando o animal está livre de problemas médicos, tem o peso corporal adequado e se exercita o suficiente”.

O MMCCLA libera focas e leões marinhos saudáveis no White Point Royal Palms Beach, em San Pedro. Com a ajuda de 150 voluntários, o hospital trata cerca de 300 mamíferos marinhos todos os anos.

As pessoas são encorajadas a visitar o hospital e ver as focas e leões marinhos. Para mais informações, visite o site do hospital.

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Programa militar americano é acusado de explorar golfinhos e leões marinhos

Foto: Flickr

Foto: Flickr

No início desta semana, a mídia noticiou uma baleia beluga encontrada em um vilarejo norueguês usando um suporte desconhecido com as palavras “St. Petersburgo” escritas nele. A situação causou suspeitas de que o animal pudesse ter sido treinado pela marinha russa para espionagem ou até mesmo algum tipo de arma, embora sejam apenas hipóteses.

Especialistas afirmaram que o equipamento parecia ter sido montar uma câmera GoPro, e a baleia foi considerada mansa e amigável com as pessoas, sinais de que estaria acostumada ao convívio humano.

Cientistas noruegueses disseram à Associated Press que acreditam que a baleia foi “muito provavelmente” treinada pela “marinha russa em Murmansk (Rússia)”.

Apesar de tudo o que foi falado não ficou imediatamente claro o fim para o qual o mamífero estava sendo treinado ou se deveria fazer parte de qualquer atividade militar russa na região.

O governo russo não comentou sobre a baleia. O país não tem histórico de usar baleias para fins militares desde o fim da Guerra Fria, mas a União Soviética tinha um programa de treinamento completo para os golfinhos.

E a Rússia não está sozinha no uso de animais marinhos em operações e em conjunto com os militares.

Marinha americana e a exploração de golfinhos

Em um e-mail enviado ao site de notícias Global News, a Royal Canadian Navy (Marinha Real Canadense) confirmou que não treina animais marinhos ou marinhos. Mas a marinha americana já explorou golfinhos e leões marinhos desde a década de 1960 como parte de seu programa de mamíferos marinhos, que começou durante a Guerra Fria.

De acordo com seu site, a Marinha treinou seus “companheiros de equipe” (forma de chamar os golfinhos explorados) para detectar ameaças debaixo d’água.

Foto: AP Photo/Denis Poroy

Foto: AP Photo/Denis Poroy

Usando o sonar, os golfinhos podem detectar itens perigosos no fundo do oceano, como minas e outros “objetos potencialmente perigosos”, segundo o site da marinha americana.

Essas minas não são prontamente detectáveis pelo sonar eletrônico, mas os golfinhos podem encontrá-las facilmente.

Golfinhos e leões marinhos também podem mergulhar mais fundo e ver melhor do que os mergulhadores humanos. O repórter do New York Times, John Ismay, serviu anteriormente como oficial de eliminação de explosivos com a marinha dos EUA.

Ele disse que os golfinhos também foram treinados para encontrar mergulhadores inimigos que possam ameaçar as operações navais.

Ismay disse que os animais não são treinados ofensivamente.

“Sua missão é simplesmente encontrar e marcar as bombas e minas e depois sair da área o mais rápido possível; não há golfinhos armados”, disse ele ao Times.

Programa Encerrado

O programa de mamíferos marinhos da Marinha dos EUA tem recebido muitas críticas desde que foi descontinuido nos anos 90.

Em 2003, a ONG PETA e a Sociedade Mundial para a Proteção dos Animais (WSPA) se manifestaram contra o uso de golfinhos na Marinha, dizendo que os animais foram usados contra sua vontade e não foram tratados com humanidade.

Em 2017, um vídeo filmado por um ativista dos direitos animais mostrou golfinhos mantidos pela marinha dos EUA em um pequeno cercado sem espaço para nadar.

Na época, o Comando de Sistemas Espaciais e de Guerra Naval (SPAWAR) disse à CBS News: “Mantemos os mais altos padrões de atendimento para nossos mamíferos marinhos, excedendo em muito o que é exigido pelas regulamentações federais”.

Desrespeito e crueldade

Entre os animais com maior capacidade cognitiva na natureza, golfinhos são inteligentes e sociais, dignos de direitos e respeito como qualquer outra vida no planeta, seja marinha, terrestres, selvagem ou doméstica.

Animais são seres sencientes, evento comprovado cientificamente pela Declaração de Cambridge em 2012, capazes de sofrer, amar e compreender o mundo ao seu redor e qualquer tentativa de privá-los de sua liberdade ou explorá-los em tarefas para benefício humano é um atentato covarde a sua existência.

Pescadores jogam rojão em leões-marinhos no Canadá

Foto: Reprodução/NOAA

Foto: Reprodução/NOAA

Imagens de vídeo que estão circulando nas mídias sociais mostram um pescador na Columbia Britânica (Canadá) jogando um dispositivo explosivo entre dezenas de leões-marinhos que descansam na superfície da água, espalhando imediatamente os mamíferos assustados.

As imagens causaram revolta entre os defensores dos direitos animais e provocaram uma investigação por parte das autoridades canadenses, Segundo os autores da filmagem, a intenção da publicação era mostrar a extensão de uma “invasão” de leões-marinhos, o que segundo eles, estaria ameaçando a subsistência dos pescadores.

A empresa de excursões Campbell River Whale & Bear postou o vídeo no Facebook quarta-feira com a legenda: “Este vídeo foi filmado no fim de semana em um navio comercial que aguardava a inauguração da Commercial Herring (Temporada do Arequenque). Estou publicando esse vídeo para que o público saiba que isso vêm acontecendo repetidamente nesse mesmo momento em Comox, Denman Island e Hornby Island. Acreditamos que este vídeo foi filmado pela, BC Balance Pinniped Society (Sociedade do Equilíbrio de Pinípedes) que está tentando provocar um abate de 50% de pinípedes (família de leões-marinhos, lobos-marinhos, focas e morsas) na costa da Colúmbia Britânica e do Canadá. Esse comportamento é 100% ilegal e vai contra a lei de Diretrizes de Mamíferos Marinhos”.

A Pacific Balance Pinniped Society postou a filmagem na terça-feira na página do seu grupo no Facebook. O grupo afirmou que o dispositivo “bear banger”(rojão de urso) foi usado para espalhar os leões marinhos que estavam sentados sobre um banco (aglomeração) enorme de arenque.

A Sociedade quer que o Departamento de Pesca e Oceano do Canadá permita a venda comercial de carne de leão-marinho. O grupo acredita que um extermínio substancial permitiria a recuperação de vários pescadores e criaria condições de pesca mais seguras e produtivas.

O post do Facebook da sociedade, escrito por Thomas Sewid, começa descrevendo a cena antes que o dispositivo explosivo fosse lançado: “É com isso que os barcos de pesca de arenque estão lidando à noite agora. Teoricamente, a escuridão traz o arenque à superfície, o que facilita a sua captura. Os barcos de pesca devem lançar argolas com redes e arrastar cerca de 50 quilos de arenque para conseguir um conteúdo substancial de ovas das redes.

“Visto que há um número tão alto de leões-marinhos residente na Colúmbia Britânica e milhares de leões-marinhos invasores da Califórnia, a pesca do arenque está sendo prejudicada por eles. Essa enorme quantidade de leões-marinhos mergulhando ao redor de cardumes de arenque os assusta e eles vão para o fundo do mar. Isto faz com que os pescadores nos barcos não consigam pegar o arenque, pois eles nadam muito profundamente para serem alcançados pelas redes”.

A CBC identificou o pescador que jogou o dispositivo como Allan Marsden, e informou que o Departamento de Pesca e Oceano canadense está investigando e pode acusá-lo formalmente.

O DFO declarou em um tweet: “Lembrete: É ilegal perturbar #focas, #leões-marinhos ou outros mamíferos marinhos. Isso inclui o uso de rojoões, ´bombas de foca´ (dispositivos sonoros) ou outros tipo de explosivos ”.

Andrew Trites, que dirige o departamento de pesquisa de mamíferos marinhos da Universidade de British Columbia, disse sobre o vídeo: “Jogando uma banana de dinamite ao lado da cabeça de um animal, você vai estourar o tímpano dele. Se estiver perto do seu olho, você pode cegá-lo”.

“Eu ouvi eles dizerem no vídeo que aquilo não machucava o animal. Se esse é o caso, eu os desafiaria a segurar o bastão na mão, acendê-lo e vamos filmá-lo para ver o que acontece”, concluiu ele.

Pescador joga explosivos leões-marinhos e gera polêmica na internet

A Campbell River Whale & Bear Excursions postou o vídeo no Facebook quarta-feira (6) para mostrar a extensão da “invasão” de leões-marinhos em Comox, Denman Island e Hornby Island. A atitude cruel causou revolta dos ativistas pelos direitos animais e  provocou uma investigação por parte das autoridades canadenses.

Suspeita-se que a Balance Pinniped Society, que está tentando autorizar o abate de 50% de pinípedes na costa da Colúmbia Britânica e do Canadá, tenha feito as imagens.

O CBC identificou o pescador que jogou o dispositivo como Allan Marsden, e informou que o Departamento de Pesca e Oceanos está investigando e pode apresentar acusações.

“Lembrete: É ilegal perturbar #focas, #leões-marinhos ou outros mamíferos marinhos. Isso inclui o uso de dissuasores acústicos, como bombas de vedação ou outros explosivos”, tweetou o DFO sobre as imagens.

Andrew Trites, que dirige o departamento de pesquisa de mamíferos marinhos da Universidade da Colúmbia Britânica, disse sobre o vídeo: “Jogando uma dinamite ao lado da cabeça de um animal, você vai estourar a audição. Se estiver perto do olho, você vai estourar o olho.As informações são do For the Win.

Trites acrescentou: “Eu sei que os ouvi dizer ‘Bem, isso não machuca o animal’. Bem, se esse é o caso, eu os desafiaria a segurar o bastão na mão, acendê-lo e filmar.”