Filhotes ficam órfãos após gata ser envenenada e ganham ‘mãe de leite’

Três filhotes de gato ficaram órfãos após a mãe deles ser envenenada em Peruíbe, no litoral de São Paulo. A gata foi socorrida por uma protetora de animais, mas não sobreviveu. Inicialmente, os filhotes passaram a ser alimentados por meio de uma mamadeira, mas depois encontraram uma gata lactante que, agora, é a “mãe de leite” deles.

Os filhotes não tiveram contato com a mãe biológica após o envenenamento e, por isso, não foram afetados pelo veneno. Eles foram resgatados pela farmacêutica Graziella Judy, voluntária do grupo Animal Cat, que resgata e disponibiliza gatos para adoção em Peruíbe.

Filhotes ficaram órfãos após gata ser envenenada (Foto: Graziella Judy)

“A gata voltou para casa vomitando, com sinais de envenenamento. Ela entrou em contato para pedir ajuda. Eu resgatei a gata e levei ao veterinário. Mas, já era tarde demais. Infelizmente, a gata chegou morta no veterinário. O veterinário disse que sim, era veneno. Geralmente, colocam dentro de uma pedaço de carne ou frango”, disse Graziella ao G1.

Os filhotes haviam nascido dias antes da mãe deles ser envenenada. A tutora dos animais afirmou que não tinha condições de manter os gatos e, por isso, eles ficaram sob a responsabilidade da protetora.

Logo após resgatar os filhotes, Graziella os alimentou usando uma pequena mamadeira e leite industrializado específico para gatos. Eles mamavam a cada três horas.

“Publiquei nas redes sociais pedindo ajuda para quem tivesse uma fêmea amamentando para fazer uma ‘mãe de leite’. Fiz uma primeira tentativa, não deu certo. A fêmea rejeitou os filhotes. Uma outra pessoa apareceu com uma fêmea que estava amamentando e ela acolheu os bebezinhos”, contou.

Segundo ela, os filhotes estão se desenvolvendo bem e, inclusive, já abriram os olhos. Graziella acredita que os gatos estão saudáveis porque não tiveram contato com a mãe biológica após ela ser envenenada. Quando os animais completarem 60 dias de vida, a protetora os disponibilizará para adoção.

Filhotes foram adotados por “mãe de leite” (Foto: Graziella Judy)

Para a farmacêutica, a mãe dos gatos foi envenenada porque não era castrada e ficava solta. “Temos parcerias com clínicas, pegamos os gatos e devolvemos para o tutor castrado e medicado para evitar esse tipo de situação. Os gatos que não são castrados passeiam, fazem barulho, fezes na vizinhança e isso incomoda muita gente. Dai, elas compram veneno de rato e dão. É uma forma muito cruel de matar o animal. Infelizmente, a maldade humana fica acima de tudo”, lamentou.

É importante ressaltar, no entanto, que embora gatos castrados fiquem mais tranquilos e alguns, de fato, parem de sair à rua, muitos deles permanecem saindo, mesmo que para ir até a calçada ou apenas subir no telhado. Isso os expõe a riscos de atropelamento, envenenamento, agressão e contaminação por doenças. É necessário, portanto, não só castrar o gato, mas impedir que ele tenha acesso à rua, mantendo portas e janelas fechadas ou colocando tela nas janelas ou no quintal.


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Novo centro de reabilitação tem capacidade para atender até 150 animais em Guarujá (SP)

O Centro de Reabilitação e Despetrolização do Guarujá (SP), inaugurado na sexta-feira (2), tem capacidade para atender até 150 animais marinhos. A unidade é gerida pelo Instituto Gremar, responsável por monitorar a costa e executar o trabalho de resgate da fauna na orla da Baixada Santista.

Foto: Divulgação/Instituto Gremar

De acordo com o Instituto, o centro pode atender aves, tartarugas e mamíferos marinhos resgatados pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). O local também é destinado ao aprimoramento do atendimento veterinário à fauna marinha.

A unidade está localizada na rua João Ruiz, número 799, no bairro Jardim Las Palmas, tem 737 metros quadrados, distribuídos em três tanques de grande proporção e 22 outros recintos de menor porte para diversas espécies de animais. As informações são do portal G1.

O Centro conta com um hospital veterinário, dividido em seis alas: triagem, ambulatório, paramentação, cirurgia, descontaminação, estabilização e secagem.

Foto: Divulgação/Instituto Gremar

Segundo o Instituto, no novo centro podem ser atendidos ao mesmo tempo 120 pinguins e, no restante do espaço, focas, leões marinhos, tartarugas e aves.

Atividades de educação e capacitação ambiental para a comunidade também devem ser oferecidas no local. O objetivo é receber estudantes e visitantes mediante agendamento prévio.

Foto: Divulgação/Instituto Gremar


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Baleia de sete metros é encontrada morta em praia no litoral de São Paulo

Uma baleia de sete metros de comprimento foi encontrada morta, já em estágio avançado de decomposição, na praia de Guaratuba, em Bertioga, no litoral do estado de São Paulo. O estado do corpo impediu que a espécie fosse determinada. O animal foi encontrado na terça-feira (23) e examinado por uma equipe do Instituto Gremar.

Foto: Divulgação/Gremar

Pesquisadores do Instituto, que monitora a costa da região, explicaram que a baleia era uma fêmea adulta. Eles suspeitam que o animal era uma jubarte, mas não conseguiram definir de maneira certeira a espécie.

Com o apoio do Departamento de Operações Ambientais (DOE) da Prefeitura de Bertioga, que fez a remoção do corpo, os pesquisadores do Gremar coletaram amostras de gordura, músculo e pele da baleia para realização de um exame genético. As informações são do G1.

A presença de baleias-jubarte no litoral de São Paulo é comum entre julho e novembro. Isso porque, segundo o Gremar, esse é o período em que esses animais migram da Antártida para águas tropicais do litoral brasileiro. A migração ocorre para que as baleias possam se reproduzir. Elas se concentram principalmente na Bahia.

O trabalho do Instituto, que engloba o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) da Bacia de Santos, é realizado na orla da região por determinação da autoridade ambiental federal como condição para exploração de petróleo do pré-sal.

Foto: Divulgação/Gremar


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Audiência discute projeto que proíbe venda de animais em Santos (SP)

Uma audiência pública irá discutir, na Câmara Municipal de Santos (SP), um Projeto de Lei Complementar (PLC) que prevê a proibição da venda de cachorros e gatos no município. O debate será realizado nesta terça-feira (7), a partir das 19h.

Foto: Francisco Arrais/Divulgação Prefeitura de Santos

O projeto, de autoria do vereador Benedito Furtado, proíbe a concessão e a renovação de alvará de licença, localização e funcionamento aos canis, gatis e estabelecimentos comerciais que vendam animais em Santos.

De acordo com o parlamentar, o objetivo da proposta é incentivar a população a adotar animais e reduzir o abandono. Para ele, é preciso “descoisificar” os animais, passando a tratá-los como seres vivos dotados de sensibilidade.

Furtado explicou que foram convidados para a audiência proprietários de pet shops, entidades de proteção e bem-estar animal, as Secretarias de Meio Ambiente e Finanças, Ouvidoria, Conselho Regional de Medicina Veterinária, Conselho Municipal de Proteção Animal, a Polícia Ambiental e a ativista e apresentadora de televisão Luisa Mell.

“Os criadouros de animais estão sendo expostos e as pessoas estão se tornando mais conscientes em relação a seus animais, principalmente sobre os problemas que essas criações trazem, além dos custos do cuidado de um animal de raça. Quando a empresa decidiu parar de vender, eu decidi que era a hora certa de apresentar o projeto, que tem recebido um ótimo retorno”, afirmou o vereador ao se referir a Petz, que optou por parar de comercializar animais recentemente, após um caso de maus-tratos em um canil que repassava animais para a rede.

A Câmara Municipal está localizada na Praça Tenente Mauro Batista de Miranda, 1, Vila Nova.

Cachorro é levado por homem e família fica desolada em São Vicente (SP)

Um cachorro foi levado por uma pessoa desconhecida em São Vicente, no litoral de São Paulo, e está desaparecido há quase uma semana. Imagens obtidas pelo G1, na manhã deste sábado (6), mostram o momento em que o animal é levado.

Foto: Ana Paula Brandino/Arquivo pessoal

Segundo a tutora do animal, Ana Paula Brandino, de 36 anos, ele foi adotado em maio do ano passado. Na noite do ocorrido, o cachorro fugiu de uma marina, seguiu para a calçada da Avenida Tupiniquins, no bairro do Japuí, quando foi pego pelo homem em situação de rua.

“Nós estamos arrasados, o ‘Estopa’ é um cachorro muito dócil e brincalhão. Pedimos ajuda para encontrá-lo porque ele é muito especial para a nossa família. Ainda não sabemos por onde ele escapou, e a cada dia que passa fico mais desesperada”, declara.

Foto: Ana Paula Brandino/Arquivo pessoal

Ainda de acordo com Ana Paula, diversos panfletos foram espalhados por São Vicente, mas ainda não foi o suficiente. A tutora pede que seja feito o contato, em caso de qualquer informação a respeito, e lembra que o cachorro tem pequenas manchas rochas na língua.

A mulher tem um filho de oito anos que, segundo ela, está desolado. “Meus pais estão precisando distraí-lo desde quando o cachorro desapareceu. O pior de tudo é que ele vive me ligando para saber se tenho novidades. Estou tentando de tudo para não ver meu filho triste desse jeito”, lamenta.

Ana Paula informou também que procurou a polícia para registrar o caso e tentar auxílio para localizar o cachorro.

Foto: Reprodução

Fonte: G1

Tartaruga resgatada com corda dentro do corpo volta à natureza após tratamento

Uma tartaruga resgatada com uma corda de 1,70 metro dentro do corpo, em setembro de 2018, retornou à natureza nesta quarta-feira (27) após seis meses de tratamento no Centro de Reabilitação de Tartarugas Marinhas do Projeto Tamar. A soltura foi realizada em Ubatuba, no litoral do estado de São Paulo.

Foto: Divulgação/Projeto Tamar

Da espécie cabeçuda, a tartaruga é considerada rara e está ameaçada de extinção. Ela pesa quase 50 quilos e foi encontrada presa a uma rede de pesca com uma corda atravessada no sistema digestório. O objeto estava preso na boca do animal e saía pelo ânus. As informações são do portal G1.

Os veterinários do projeto removeram, no primeiro atendimento, a corda que estava na boca da tartaruga. Após 20 dias de tratamento, ela expeliu o restante. Apesar da gravidade do caso, o animal teve boa recuperação e logo voltou a se alimentar naturalmente.

Atualmente, o Centro de Reabilitação do Tamar em Ubatuba atende sete tartarugas. Desde 1990, o projeto devolveu 12,6 mil tartarugas ao mar, após reabilitação. Elas foram resgatadas doentes, feridas ou debilitadas.

Ocorrências que envolvem tartarugas juvenis, especialmente as da espécie tartaruga-verde, que se alimentam em Ubatuba, são as mais comuns na região.

“São como filhos”, diz mulher sobre oito ratazanas adotadas

Ana Carolina Vasconcelos, de 28 anos, moradora de Santos (SP), decidiu adotar ratazanas. Os primeiros animais foram adotados por ela em 2018. Hoje, ela cria oito ratos. “Eles são como filhos. Sempre brinco com eles e, quando estou fora de casa, penso o tempo todo neles”, diz.

Ana Carolina adotou oito ratos (Foto: Arquivo pessoal)

A decisão por adotar ratos veio enquanto Ana pesquisava sobre animais para adotar. “Tenho alergia de gato e, cachorro, eu precisaria de mais tempo e espaço. Procurei por um animal que se enquadrasse melhor na minha rotina. Comecei então a pesquisar sobre roedores”, conta. As informações são do portal G1.

Ao pesquisar, Ana descobriu que as ratazanas eram mais interativas que os hamsters e resolveu adotar duas. “Eu tive um hamster há 12 anos e descobri que tudo que eu fazia estava errado. Dessa vez, comprei a gaiola e alimentação correta antes de adotar. Depois, consegui uma pessoa em Santos que estava doando filhotes e acabei adotando uma dupla, porque eles precisam viver em companhia e serem do mesmo sexo, se não procriam muito rápido”, explica.

De acordo com o veterinário especialista em animais silvestres, André Luís Andrade, de 41 anos, o rato é bem maior que o hamster e a cauda não têm pelo, além de ser mais inteligente. Ele explica que os ratos tutelados por Ana são da mesma espécie da ratazana que vive no esgoto, mas são dóceis e interagem com os tutores.

Ana trata os ratos adotados como filhos (Foto: Arquivo pessoal)

O especialista afirma que as ratazanas não fazem barulho e não precisam ser vacinadas, são onívoras e necessitam de uma dieta à base de ração extrusada e alimentos naturais, como frutas e legumes. “Estes roedores tem média de vida de quatro anos. Eles têm o potencial de transmitir doenças, mas como vivem dentro de casa, não tem como adquiri-las e transmiti-las ao ser-humano”, afirma.

Ana conta que após adotar as duas primeiras ratazanas, decidiu trazer mais desses animais para casa, chegando ao total de oito ratos. Por ter a consciência de que elas vivem pouco, a tutora afirma que tenta passar o máximo de tempo com as ratazanas. “Infelizmente eles vivem pouco, mas deixam marcas na sua vida, são momentos intensos e de muita alegria que tenho com eles”, destaca. “Eles passeiam dentro de casa, dentro do box do banheiro, porque precisam todos os dias serem soltos para brincar em lugares que não corram risco de se machucar. Eles brincam, correm um pouco e levo mais ou menos uma hora para limpar a gaiola, todos os dias”, completa.

Ganon teve uma infecção e precisou retirar um olho (Foto: Arquivo pessoal)

Grupo de resgate

Ana integra um grupo chamado “FanRatics”, por meio do qual voluntários se unem para resgatar ratos em situação precária. Alguns desses animais foram resgatados em São Paulo, por uma amiga de Ana. Eles estavam com um homem que os vende para a alimentação de cobras.

“Ele tinha uma ninhada inteira de ratinhos sem pelo, mas eles estavam numa situação extremamente precária. Tinha mais de 20 em uma caixa pequena, todos amontoados”, relata.

Após o resgate, um dos ratos foi adotado por Ana. Com uma infecção no olho, Ganon perdeu a visão e teve que tirar o olho infectado. “O acompanhamento veterinário custou em torno de R$ 700. Ele precisou de um tratamento bem prolongado com antibiótico. Como só tinha 45 dias quando ficou doente, o veterinário resolveu que era melhor tirar o olho e diminuir o sofrimento”, conta.

“Eles são muito importantes na minha vida, não consigo mais imaginar a possibilidade de não tê-los comigo.” (Foto: Arquivo pessoal)

Os cuidados adequados para as ratazanas tem custo alto, segundo Ana. E por serem animais negligenciados, é difícil encontrar produtos próprios para eles. “Compro utensílios na loja de 1,99 e adapto, como caixinha de pregador de roupa, por exemplo. Eles adoram quando penduro na gaiola. E os ratos aprendem a usar o banheirinho. É só ensinar”, diz.

Ana lembra que ainda há muito preconceito com os ratos. E foi esse o motivo que a fez se voluntariar em grupos que os defendem. “Administro três grupos no Facebook: FanRatics, Ratolândia e Rato Twister, além de um grupo no WhatsApp. Acho importante conscientizar as pessoas”, afirma a tutora, que lembra que as ratazanas são inteligentes e tão apegadas ao tutor “quanto um cachorro”.

De cima para baixo e da esquerda para direita, as oito ratazanas de Ana: Darwin, Dexter, Tesla, Link, Ganon, Marx, Pablo e Kieran (Foto: Arquivo pessoal)

Todos os grupos, somados, têm mais de 11 mil participantes. Através deles, eventos e doações são organizadas, além de informações publicadas. “No Pet Shop eles te indicam absolutamente tudo errado, enquanto nós exigimos que a pessoa interessada em adotar apresente as condições adequadas para isso, ou seja, alimentação específica, alojamento, companhia para o rato, tudo certinho”, diz.

O objetivo dos grupos, segundo Ana, é mostrar para as pessoas que as ratazanas são inteligentes e devem ser valorizadas como qualquer animal. “Eles gostam e querem a companhia do tutor. São animais fantásticos”, finaliza.

Projeto social transforma a vida de animais de aldeias indígenas em SP

O projeto social “Animais das Aldeias”, idealizado pela fotógrafa Larissa Reis, de 30 anos, está transformando a vida de animais que vivem em aldeias indígenas do litoral de São Paulo.

Foto: Reprodução/Animais das Aldeias

“Como para os índios a situação já é complicada e faltam recursos para a própria população, eles priorizam seus alimentos. Os animais então se alimentam com restos de comida ou se viram caçando”, explica ao G1 a fotógrafa, que ao ajudar crianças indígenas percebeu que havia a necessidade fazer algo, também, pelos animais desses locais.

No início, a fotógrafa agia sozinha. Ela comprava mensalmente quatro sacos de 25 quilos de ração. “Foi complicado de início, mas eu precisava ajudar aqueles animais. Então percebi que, para uma ação efetiva, eu tinha que criar algo maior”, conta.

Larissa, que mora em Praia Grande, conta que alguns animais foram disponibilizados para adoção com consentimento dos índios, mas que o intuito do projeto não é tirá-los da aldeia. “Alguns nós doamos com o consentimento dos indígenas, de forma consciente, pela falta de recursos das aldeias para cuidar de todos”, diz.

Foto: Reprodução/Animais das Aldeias

A fotógrafa lembra que os medicamentos mais usados nas aldeias são para vermifugação, sarna e quimioterápicos. Produtos de higiene também são necessários. “Seria importante se tivéssemos pessoas que ajudassem mensalmente com doações, principalmente rações”, diz.

De acordo com Larissa, os animais que vivem nas aldeias foram abandonados nelas ou resgatados da rua pelos indígenas. “As aldeias viram desova. Muitas pessoas normalmente largam caixas de filhotes e cachorras idosas lá”, lamenta.

No momento, o grupo atende mais de 230 animais nas aldeias Rio Branco, em Itanhaém, Paranapuã, em São Vicente, e Rio Silveira, em Bertioga. Segundo a fotógrafa, a maior dificuldade do projeto é combater o tumor venéreo transmissível – câncer agressivo e degenerativo que atinge cachorros e gatos.

Foto: Reprodução/Animais das Aldeias

Para tratar a doença, os voluntários submetem os animais a quimioterapia semanalmente. “Em todas as aldeias os cães tem problemas dermatológicos. Quando há a necessidade de atendimento para animais silvestres, nós também ajudamos. Tirando os casos de tratamento quimioterápicos, visitamos as aldeias entre 21 e 28 dias”, explica.

O objetivo é expandir o projeto para todas as aldeias do litoral. Para que as ações sejam executadas, o grupo conta com ajuda de protetores de animais e veterinários voluntários. “Os profissionais tem um coração imenso e fazem um trabalho maravilhoso”, diz.

Foto: Reprodução/Animais das Aldeias

Além das ações com os animais, o grupo também conscientiza os índios sobre a importância de cuidar corretamente dos animais.

Nas aldeias de Itanhaém e São Vicente, todas as cadelas e gatas foram tratadas e castradas no período de maio a dezembro de 2018 – incluindo vacinação e vermifugação. O próximo passo é realizar essas ações em Bertioga.

“Todos nós fazemos isso por amor. Mudamos as vidas desses animais e proporcionamos para eles qualidade de vida. Podemos, algumas vezes, não conseguir salvar todos, mas aqueles que salvamos já faz a diferença. Não tem nada que pague isso”, conclui.