Tartarugas marinhas são encontradas mortas e mutiladas no litoral do Paraná

Por Rafaela Damasceno

Várias tartarugas marinhas mutiladas foram encontradas pelo Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC/UFPR) em praias do litoral do Paraná. Os cortes eram bem-feitos, o que chamou a atenção da equipe. Os animais foram levados para um exame de corpo delito, que definiu os cortes como intencionais para a retirada dos cascos e da musculatura das tartarugas.

Uma tartaruga sem casco, com os órgãos internos aparecendo

Foto: LEC/UFPR)

Segundo o laboratório, muitas tartarugas que se prendem em redes de pesca acidentalmente podem desmaiar e parecer mortas. O procedimento correto é esperá-las acordar e ajudá-las a expelir a água. No entanto, os pesquisadores acreditam que as tartarugas foram dadas como mortas e mutiladas ainda vivas.

Mesmo que estejam mortos, usar partes de animais ameaçados de extinção para quaisquer fins infringe leis federais. A lei de número 9.605, do Brasil, proíbe a captura, morte, coleta de ovos e molestamento de animais silvestres.

O Laboratório de Ecologia e Conservação trabalha no Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMB-SP). O projeto visa analisar os possíveis problemas causados nos animais pelas atividades de produção e escoamento de petróleo.


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Baleia de sete metros é encontrada morta em praia no litoral de São Paulo

Uma baleia de sete metros de comprimento foi encontrada morta, já em estágio avançado de decomposição, na praia de Guaratuba, em Bertioga, no litoral do estado de São Paulo. O estado do corpo impediu que a espécie fosse determinada. O animal foi encontrado na terça-feira (23) e examinado por uma equipe do Instituto Gremar.

Foto: Divulgação/Gremar

Pesquisadores do Instituto, que monitora a costa da região, explicaram que a baleia era uma fêmea adulta. Eles suspeitam que o animal era uma jubarte, mas não conseguiram definir de maneira certeira a espécie.

Com o apoio do Departamento de Operações Ambientais (DOE) da Prefeitura de Bertioga, que fez a remoção do corpo, os pesquisadores do Gremar coletaram amostras de gordura, músculo e pele da baleia para realização de um exame genético. As informações são do G1.

A presença de baleias-jubarte no litoral de São Paulo é comum entre julho e novembro. Isso porque, segundo o Gremar, esse é o período em que esses animais migram da Antártida para águas tropicais do litoral brasileiro. A migração ocorre para que as baleias possam se reproduzir. Elas se concentram principalmente na Bahia.

O trabalho do Instituto, que engloba o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) da Bacia de Santos, é realizado na orla da região por determinação da autoridade ambiental federal como condição para exploração de petróleo do pré-sal.

Foto: Divulgação/Gremar


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Tartaruga-verde é encontrada morta no litoral do Paraná

Uma tartaruga-verde foi encontrada morta no Paraná. O corpo foi localizado no Balneário Flórida, em Matinhos, no sábado (13).

Foto: Lourival Marques Filho/Arquivo pessoal

Trata-se de um animal jovem, segundo a bióloga Camila Domit, coordenadora do Laboratório de Ecologia e Conservação do Centro de Estudos do Mar (CEM) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). De acordo com ela, a mortalidade de tartarugas na região aumenta no inverno.

“Em nosso litoral ha uma agregação de vários animais que migram nesta época do ano, até por conta do frio nas regiões mais ao sul, por exemplo, no Uruguai e na Argentina (…) o fato de termos mais tartarugas na região e também o fato de ser um período que há muita pescaria”, disse a bióloga ao G1.

A especialista explicou que a pesca de arrastão captura os animais e os leva ainda vivos para a praia.

De volta ao habitat

Em Santos (SP), duas tartarugas-verdes foram devolvidas ao mar no sábado (13) após receberem tratamento veterinário.

Foto: Isabela Carrari/Prefeitura de Santos

As tartarugas pesam cerca de 20 kg cada e a carapaça delas mede em torno de 60 centímetros. Elas foram submetidas a tratamento por aproximadamente um ano para monitoramento da saúde e também passaram por cirurgias a laser para retirada de tumores.


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Focas e leões marinhos ganham uma segunda chance na vida em hospital de mamíferos marinhos

Foto: jervisbaywild

Foto: jervisbaywild

Na cidade litorânea de San Pedro, no estado de Los Angeles (EUA) existe um porto seguro para dezenas de focas e leões marinhos no Marine Mammal Care Center.

Desde 1992, o hospital de resgate e reabilitação vem tratando mamíferos marinhos doentes e feridos que acabam ficando presos no litoral de 70 milhas (mais de 100 km) do condado de Los Angeles.

O hospital sem fins lucrativos trata principalmente elefantes marinhos, leões marinhos e focas.

“As vezes eles estão desnutridos, outras eles apresentam mordidas de tubarão ou uma lesão causada por linhas de pesca ou ainda podem estar presos em redes de pesca”, disse Jeff Cozad, diretor-executivo do Marine Mammal Care Center de Los Angeles.

Os mamíferos marinhos ficam, em média, cerca de três meses de reabilitação na instalação antes de serem devolvidos à natureza.

“A liberação de um animal saudável é o ápice do nosso trabalho. É o destaque”, disse Cozad. “Isso acontece quando o animal está livre de problemas médicos, tem o peso corporal adequado e se exercita o suficiente”.

O MMCCLA libera focas e leões marinhos saudáveis no White Point Royal Palms Beach, em San Pedro. Com a ajuda de 150 voluntários, o hospital trata cerca de 300 mamíferos marinhos todos os anos.

As pessoas são encorajadas a visitar o hospital e ver as focas e leões marinhos. Para mais informações, visite o site do hospital.

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Turistas colocam populações de golfinhos em risco ao alimentá-los


As operadoras de turismo podem estar colocando em risco as populações de golfinhos, permitindo que elas sejam alimentadas pelos turistas da Austrália Ocidental, revela uma nova pesquisa sobre o assunto.

Os golfinhos são visitantes frequentes nas praias do país e em outros locais no mundo, mas um novo estudo da Universidade Murdoch, que observou mais de 60 golfinhos ao redor da área de Bunbury, apontou que golfinhos que não foram alimentados pelo Bunbury Discovery Center eram duas vezes mais propensos a dar à luz e tinha mais sucesso criando filhotes.

A pesquisadora-chefe Valeria Senigaglia disse que pouco mais de um terço dos filhotes de mães dependentes de alimentos dados por humanos em Bunbury sobreviveu até a idade de desmame cerca de três anos de idade.

“Cerca de 75% da população é desmamada com sucesso e prospera, se levarmos em conta apenas os golfinhos alimentados por humanos, esse percentual cai para 38%”, disse ela.

A pesquisa considerou uma série de fatores que poderiam impactar a sobrevivência dos filhotes em Bunbury, incluindo a mudança climática, mas Senigaglia disse que eles não tiveram um grande efeito sobre a população de golfinhos.

“O fator que tem a influência mais negativa sobre a sobrevivência é se a mãe do filhote recebeu ou não comida do centro dos golfinhos”, disse ela.

Ela disse que era provável que o resultado fosse esse porque os golfinhos se tornaram dependentes de humanos para alimentação, o que poderia levar as fêmeas a se tornarem menos maternas em relação aos filhotes.

“É apenas um par de peixes por dia, o que significa que os golfinhos ainda têm que se alimentar sozinhos, mas por ser uma fonte tão confiável como fonte de alimento que eles são fisgados para ir à praia todos os dias.”

Selvagens

Na Austrália Ocidental existem dois locais de alimentação de golfinhos licenciados pelo Departamento de Biodiversidade, Conservação e Atrações (DBCA), o Bunbury Discovery Centre e a reserva de Monkey Mia a 900 km ao norte de Perth.

Outros operadores de turismo em todo o estado, incluindo o Mandurah Cruises, não alimentam golfinhos.

A diretora de educação da Mandurah Cruises, Natalie Goodard, disse que isso se deve ao impacto do fornecimento de alimentos aos golfinhos selvagens. “É prejudicial para sua saúde e bem-estar”, disse ela.

Sem planos para parar com a alimentação dos golfinhos

O departamento responsável (DBCA) não quis dizer se pretendia proibir a prática, mas uma porta-voz do entidade afirmou que haviam condições estritas para proteger os golfinhos em Bunbury e Monkey Mia.

Em um comunicado, o Centro de Descoberta de Golfinhos disse que estudaria a pesquisa como parte de sua estratégia para proteger a população de golfinhos da cidade.

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Cinco tartarugas ficam presas a redes de pesca e três delas morrem

Cinco tartarugas foram encontradas presas a redes de pesca em Itapema, no litoral norte de Santa Catarina. Os animais estavam enroscados na malha de redes denominadas “feiticeiras”, colocadas por pescadores nas proximidades do costão.

Foto: Prefeitura de Itapema/ Divulgação

As tartarugas foram retiradas do local na madrugada de segunda-feira (27). A ação foi realizada pela Fundação Ambiental Área Costeira de Itapema (Faaci) e pelo Instituto Anjos do Mar, que tem parceria firmada com a prefeitura. As informações são do G1.

Duas delas estavam vivas e foram encaminhadas ao Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP), da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), que ficará responsável por reabilitá-las para, depois, devolvê-las ao mar.

As outras três tartarugas já foram encontradas mortas. As redes de pesca nas quais os animais marinhos ficaram presos foram recolhidas pela Fundação Municipal do Meio Ambiente.

Foto: Prefeitura de Itapema/ Divulgação

Foto: Reprodução/ NSC TV

Gato que frequenta universidade some e é encontrado a 10 km de casa

Um gato que frequenta a Fatec Rubens Lara, em Santos, no litoral de São Paulo, foi encontrado a 10 quilômetros de distância de casa após desaparecer. Branco, que havia sumido no dia 8 de fevereiro, estava em um condomínio na Zona Noroeste da cidade, no bairro Aparecida.

Foto: Arquivo Pessoal

A aposentada Cassia Elizabeth Asenjo encontrou o gato enquanto participava de uma confraternização. “Caiu um temporal e ele veio se refugiar embaixo da mesa. Todo molhado, assustado, tadinho. Miava muito e veio perto de mim”, contou ao G1.

A moradora do condomínio não sabia que uma mobilização estava sendo feita para localizar Branco, que só conseguiu voltar para casa devido à plaquinha de identificação que carrega na coleira.

De acordo com a empresária Fabiana Pimentel Rios Figueira, tutora do gato, ele está bem. “A gente acredita que ele foi no motor de um carro. Estou procurando um rastreador de GPS para colocar nele”, disse.

Branco, que frequente a universidade há nove anos, ficou conhecido como o gato estudante. Ele fugiu após brigar com um cachorro. Após a briga, ele se escondeu embaixo de um carro no estacionamento da Fatec e, em seguida, desapareceu.

Foto: Arquivo Pessoal

“A última pessoa a vê-lo foi o nosso vigilante. Ele disse que alguém passou com um cachorro por dentro do campus, para cortar caminho até a praia, e o cachorro viu o Branco e, instintivamente, foi para cima. O vigilante disse que o cachorro se soltou da coleira e ele e o Branco brigaram. Depois da confusão, a tutora pegou o cachorro dela e levou pra casa. O Branco ficou lá machucado”, relatou Andressa Serpa, que trabalha na secretaria da universidade.

De acordo com a tutora de Branco, ele vai continuar indo à Fatec. Fabiana conta que o gato circula livremente pelos corredores e salas de aula do local durante o dia e vai para casa descansar à noite.

“Lá ele fica dentro da secretaria, das salas de aula. Todo mundo o conhece, trata bem”, concluiu.

Nota da Redação: a ANDA recomenda que tutores de animais não deixem que eles tenham acesso à rua sozinhos. No caso dos gatos, é necessário que telas sejam colocadas em janelas ou no quintal para impedir que eles saiam de casa. Passeios devem ser feitos apenas na companhia dos tutores. Isso porque, na rua, esses animais correm o risco de desaparecer e, assim, passar fome, sede e frio, de se machucar – tanto em brigas com outros animais, quanto ao serem agredidos por humanos -, e também podem ser atropelados, envenenados, contrair doenças – algumas graves e até fatais -, e procriar, caso não sejam castrados, colaborando para o aumento do abandono com a possibilidade de nascimento de mais filhotes na rua. 

Ação humana é uma das principais causas de morte de animais marinhos em AL

A interferência humana e a poluição são, segundo biólogos, as principais responsáveis pela morte de quase dois mil animais marinhos, muitos deles ameaçados de extinção, no litoral de Alagoas em 2018. Entre as ações realizadas pela sociedade que ameaçam os animais está a pesca.

Albatroz morto por ingerir plástico (Foto: Chris Jordan)

O Instituto Biota de Conservação registrou, em sete meses, o número de 1.742 animais encalhados, vivos ou mortos. A interação humana, segundo a instituição, é um dos fatores que mais contribuiu para isso. Foram encontrados 1.487 tartarugas marinhas de várias espécies, 224 aves, como fragatas ou pardelas e 31 mamíferos, sendo golfinhos ou baleias.

“A gente tem encontrado animais com interação com pesca, com resíduo antrópico, como plástico, e alguns, embora a gente não consiga identificar a causa da morte, pela situação do litoral e dados globais, a gente consegue saber que a morte tem interferência humana”, explicou ao G1 a coordenadora de pesca do Biota, Waltyane Bonfim.

Os profissionais da instituição encontraram com os animais lixo, látex, plástico, redes e cordas de pesca, e até mesmo uma tecla de computador.

Os índices de animais encontrados com lixo no organismo em algumas regiões do Brasil ficam entre 60% e 100%, de acordo com o coordenador de Laboratório de Biologia da Marinha da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Robson Santos.

“Todo o descarte irregular de lixo, seja ele feito em qualquer lugar, mesmo não sendo descartado diretamente na praia, de algum modo, ele acaba chegando até o mar, seja pela chuva ou rio. É importante a preocupação pelo descarte adequado, ou seja, separando reciclado, que volte para o ciclo de produção e não alcançar o mar e ser ingerido”, disse Santos.