Campanha de reeleição do presidente Trump está vendendo canudos de plástico

Por Rafaela Damasceno

A campanha para a eleição de 2020 de Donald Trump está comercializando produtos. Sua loja vende bonés, camisetas, xícaras, toalhas, coleiras para cachorros e, agora, canudos de plástico. Uma das tentativas do atual presidente de provocar a oposição.

Canudo vermelho com "Trump" escrito

Foto: Trump Pence

Um pacote com 10 canudos plásticos, vermelhos e com a palavra “Trump” gravada, custa 15 dólares. A nova mercadoria parece vir contra o aumento da preocupação populacional em relação ao uso e desperdício do plástico.

Um vídeo que viralizou no ano passado – de um biólogo marinho retirando um canudo do nariz de uma tartaruga – chamou atenção para a questão e acabou conscientizando muitas pessoas. Comunidades e empresas tomaram a iniciativa de proibir o uso de canudos de plástico.

“Canudos de papel liberais não funcionam. Fique com o presidente Trump e compre seu pacote de canudos recicláveis agora”, diz a descrição do produto. Nos Estados Unidos, ser liberal equivale a ser de esquerda; ou seja, a oposição de Trump, que é de direita.

Brad Parscale, gerente da campanha do atual presidente, twittou sobre a nova mercadoria: “Make Straws Great Again” (faça os canudos ótimos de novo), um trocadilho com o slogan de campanha do presidente – Make America Great Again. Em resposta, Trump brincou que o produto pode ser ilegal em alguns estados.

Muitas regiões dos Estados Unidos reduziram ou proibiram o uso de canudos de plástico. Eles começaram a desaparecer de restaurantes, cafés, hotéis e outros estabelecimentos.

Apesar do material ser reciclável, a maioria das pessoas não o descarta corretamente quando o joga fora. Dessa forma, grande parte dos canudos plásticos acaba na natureza ou nos oceanos, onde se torna um verdadeiro problema. O plástico demora em torno de 400 anos para se decompor, então permanece na natureza por anos a fio, onde pode ser ingerido por animais ou causar ferimentos que podem até mesmo ser fatais.

No Brasil, as cidades Rio de Janeiro e São Paulo proibiram o uso de canudos plásticos.


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Baleia e seu filhote morrem após ficarem presos em rede de pesca

Por Rafaela Damasceno

Uma baleia cachalote e seu bebê morreram após ficarem presos em uma rede de pesca que flutuava pela água junto com todos os outros lixos presentes no mar. A cachalote media cerca de seis metros e morreu tentando salvar seu bebê. Eles foram encontrados na costa oeste da Itália, no mar Tirreno.

Uma baleia cachalote e seu filhote nadando no mar

Imagem ilustrativa | Foto: Ciências resumos

Os machos cachalotes podem chegar a 20 metros de comprimento e pesar até 45 toneladas, enquanto as fêmeas podem chegar a 17 metros e pesar 14 toneladas. São considerados os maiores mamíferos com dentes do mundo e seus cérebros são os maiores entre todos os seres vivos.

“Isso é culpa nossa”, disse a presidente do grupo ambientalista Marevivo, Rosalba Giugni, à AP News. “A morte desses dois gigantes do mar é uma perda para a nossa herança natural, mas saber que a culpa é nossa torna tudo ainda mais trágico”.

Para ela, mudar apenas os pensamentos não é o suficiente. Uma pessoa tem que mudar todas as suas crenças para entender e realmente sentir que, ao prejudicar o meio ambiente, está prejudicando a si mesma e a todos os outros.

Este infelizmente não é o primeiro caso de animais marinhos mortos pela poluição dos oceanos. No começo de 2019, uma baleia foi encontrada morta nas Filipinas com aproximadamente 40 kg de sacolas plásticas em seu estômago, segundo a necrópsia.

“Ações devem ser tomadas pelo governo contra aqueles que tratam os oceanos como lixeira”, declarou um comunicado do Museu Coletor de Ossos.


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Animais são encontrados mortos em Porto Belo (SC)

Por Rafaela Damasceno

Na praia da Vieira, em Porto Belo, um golfinho, uma tartaruga e um pinguim foram encontrados mortos. O golfinho estava sem a cauda e todos os animais possuíam ferimentos que parecem ter sido causados por uma rede de pesca.

Golfinho morto na praia, ferido e sem cauda

Foto: Grupo de Operações e Resgate GOR

O Grupo de Operações e Resgate (GOR) os encontrou após ser acionado pelo Corpo de Bombeiros, para verificar apenas o golfinho. Depois de chegar ao local, foi abordado por pessoas que informaram a presença do pinguim e da tartaruga.

Tartaruga morta na praia

Foto: Grupo de Operações e Resgate GOR

“A gente suspeita que a tartaruga e o golfinho tenham ficado presos na mesma rede. O pinguim está morto há mais tempo e provavelmente ficou preso em uma rede também, porque aqui tem várias redes ilegais”, explicou o presidente do grupo, Pedro Henrique da Silva, em entrevista ao G1.

Pinguim morto sobre a grama

Foto: Grupo de Operações e Resgate GOR

O GOR informou que outro golfinho foi encontrado morto na mesma praia apenas uma semana antes. A Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Porto Belo anunciou que ações estão sendo realizadas para recolher melhor as redes de pesca e educar os pescadores sobre as consequências delas.

A equipe de resgate sugere às pessoas que, se encontrarem animais mortos nas praias, devem ligar para o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar ou o Projeto de Monitoramento de Praias (0800 642 3341).


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Raia manta pede ajuda a mergulhadores para remover gancho de sua pele

Por Rafaela Damasceno

Uma manta na Austrália surpreendeu mergulhadores ao pedir ajuda para retirar um objeto perfurante de sua pele, logo abaixo dos olhos. O animal, conhecido por aqueles que mergulham na região como Freckles, parece ter reconhecido um dos fotógrafos que costuma nadar por ali.

“Ela chegou perto, e mais perto, e então começou a se desdobrar para me mostrar o olho ferido”, contou o fotógrafo subaquático Jake Wilton, em entrevista ao Daily Mail. Ele guia turistas em torno da baía de Ningaloo e reconheceu a manta como Freckles assim que a viu.

Freckles e Jake no mar

Foto: Supplied

Jake não demorou para perceber que ela queria ajuda. Um gancho se projetava na pele do animal, que permaneceu completamente parado enquanto ele tentava retirá-lo. Algumas tentativas foram necessárias antes que Jake conseguisse finalmente salvar a manta de uma cegueira ou infecções que poderiam causar sua morte.

Freckles continuou no mesmo lugar, flutuando, todas as vezes em que Jake precisava voltar à superfície para pegar um pouco de ar. Só nadou para longe quando ele se afastou pela última vez, com o gancho já em mãos.

Um dos homens a bordo do barco que foi utilizado para chegar até ali disse que a manta parecia saber que Jake tentaria ajudá-la, por isso foi diretamente até ele.

A raia no centro, em baixo d'água, e alguns mergulhadores em volta, na superfície

Foto: Supplied

As mantas costumam viver cerca de 50 anos e podem crescer até sete metros de largura. Ao contrário das outras espécies de raia, elas não possuem ferrões e são praticamente inofensivas. Objetos estranhos que chegam ao mar podem facilmente machucá-las, assim como a outros animais marinhos, que não conseguem se livrar deles por conta própria.

Se o gancho não fosse retirado, Freckles possuía uma chance enorme de contrair uma infecção ou ficar cega.


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Cachorrinha que vivia no meio do lixo dorme em uma cama pela primeira vez

Foto: Charley Walton

Foto: Charley Walton

Nala foi resgatada de um quintal sujo e cheio de lixo em Detroit, nos Estados Unidos onde ela passava todo o seu tempo. Ela nunca foi autorizada a entrar em casa, e desde que ela tinha apenas 5 meses de idade quando foi resgatada, é possível que ela tenha passado a vida toda vivendo do lado de fora.

Apesar da maneira como ela foi tratada, Nala só queria amor, e quando sua nova família a adotou, eles estavam determinados a dar tudo de si.

Quando Nala foi resgatada, a pequenina foi imediatamente levada para um veterinário nas proximidades, a cachorrinha estava incrivelmente magra e suja, e foi diagnosticada com vermes também.

Estava claro que a cachorrinha havia sido definitivamente vítima de maus-tratos, e ainda assim sua natureza doce nunca deixou de existir. Conforme ela foi limpa e tratada, Nala demonstrou toda a sua gratidão por alguém finalmente estar cuidando dela.

Foto: Charley Walton

Foto: Charley Walton

Frequentemente, os cães que vêm de situações de maus-tratos e abandono têm medo de pessoas, mas Nala parecia absolutamente feliz em conhecer todos que vinham em sua direção – e quando chegou a hora de sua nova família levá-la para casa, eles estavam tão animados e esperançosos, tudo que seus novos guardiães queriam era ver como ela se ajustaria à sua nova vida.

A nova família de Nala não tinha certeza de como ela reagiria quando a levassem para casa, já que era a primeira vez que ela chegava em uma casa. Eles pensaram que talvez ela estivesse um pouco nervosa ou insegura – mas Nala rapidamente provou que eles estavam errados e agiu como se a casa fosse sua. E realmente era.

“O rabinho de Nala fica muito agitado quando ela está feliz”, disse Charley Walton, a nova guardiã de Nala, ao The Dodo. “É a primeira impressão. Ela estava tão animada, não parecia nervosa ou triste. Literalmente pura felicidade”.

Foto: Charley Walton

Foto: Charley Walton

No antigo quintal imundo em que ela vivia, Nala não tinha realmente nada macio onde dormir e descansar, e por isso era importante para sua nova família que ela tivesse a cama mais aconchegante que existisse. Ela foi presenteada com uma cama confortável e vários cobertores quentinhos, sua família pode então perceber o quanto ela estava emocionada por ter um lugar tão especial para descansar.

“Podíamos ver o olhar em seu rosto, era evidente o quão confortável e feliz ela estava por ter sua própria cama”, disse Walton. “Logo ela se esticou nela”.

Mais tarde naquela noite, Nala pulou para a cama de seus novos pais – e percebeu que amava ainda mais esse cantinho. Agora, ela dorme abraçada com seus pais na cama deles todas as noites, para que ela possa sempre estar confortável e próxima das pessoas que tanto ama.

Foto: Charley Walton

Foto: Charley Walton

“Ela está mimada agora, de tanto amor que recebeu”, disse Walton.

Nala está com sua nova família há vários meses e pode ser encontrada aconchegada em algum lugar macio a cada chance que tem. Ela também adora ganhar carinho de sua família, brincar com sua irmãzinha, correr e se meter em problemas com seu irmão cachorro, e fica claro ao observá-la, que ela definitivamente não trocaria sua nova vida por nada no mundo.

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Nove cervos morrem no Japão após comerem sacolas plásticas

Por Rafaela Damasceno

Os cervos são considerados, pela cultura do Japão, mensageiros dos deuses. O Parque de Nara abriga mais de 1.000 cervos, que costumam circular livremente pelo local. Os animais são amados pelos turistas, que sempre têm alguns biscoitos especiais para alimentá-los.

Os biscoitos, vendidos em lojas próprias do parque, são ideais para os cervos e não contêm açúcar. Eles não acompanham sacolas plásticas, mas grande parte das pessoas carregam com elas. Veterinários declaram que os animais podem associar as sacolas à comida.

Uma mulher recolhe sacolas plásticas do chão enquanto alguns cervos e turistas observam

Voluntários se organizaram para limpar o parque | Foto: Press Association

A Fundação da Preservação dos Cervos de Nara declarou que, dos catorze cervos que morreram desde março deste ano, nove tinham plástico em seus estômagos. Massas de lixo foram retirados de dentro dos animais; um deles chegou a ingerir 4,3 kg de plástico.

Os cervos possuem estômagos com quatro câmaras, o que facilita a sua digestão. O plástico não é possível de ser digerido, o que fez os cervos se tornarem fracos e desnutridos. Rei Maruko, veterinário pertencente ao grupo de conversação animal, disse a Kyodo News que os cervos falecidos estavam tão magros que era possível sentir seus ossos.

O plástico é um problema mundial, para os animais e o meio ambiente, e ameaça tanto a vida terrestre quando a vida marinha. Enquanto o papel demora de 3 a 6 meses para se decompor na natureza, o plástico leva em média 400 anos.

Além da reciclagem, outras medidas podem ser tomadas para evitar o acúmulo de plástico. Recentemente, os canudos deste material foram proibidos em São Paulo. Existem diversas campanhas para que a população leve ao mercado suas próprias sacolas ecológicas, ao invés de utilizar as plásticas. As pessoas podem tomar diversas medidas para reduzir a quantidade de lixo que produzem.

No Parque de Nara, voluntários participaram de uma campanha para limpar o local na última quarta-feira (10).


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Foto de ave alimentando filhote com bituca de cigarro viraliza na internet

Uma foto de uma ave alimentando seu filhote com uma bituca de cigarro viralizou na internet. A imagem foi feita pela norte-americana Karen Manson, em uma praia na Flórida (EUA), e serve de alerta sobre a destinação do lixo produzido pela sociedade, que devido ao descarte irregular e à falta de tratamento adequado, polui a natureza e afeta os animais.

© Reprodução/Karen Manson

“Se é fumante, por favor não deixe as bitucas de cigarro para trás”, escreveu Karen ao publicar a fotografia. Ela sugeriu ainda que a população limpe as praias e deixem de fazer delas um gigantesco cinzeiro. As informações são do portal Notícias ao Minuto.

Em Portugal, uma proposta do partido político PAN, que prevê multas para quem jogar bitucas de cigarro no chão, foi aprovada pelo Parlamento.

Segundo o deputado André Silva, “estima-se que em Portugal são atiradas no chão cerca de 7.000 bitucas a cada minuto”.

Para ilustrar a situação, o deputado apresentou uma garrafa cheia de bitucas e explicou que se tratava da quantidade de bitucas de cigarro apanhadas em 20 minutos por três pessoas em apenas 100 metros da Avenida Almirante Reis, em Lisboa. Segundo ele, havia na garrafa entre 1.000 e 1.500 bitucas.


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Canadá anuncia proibição de plásticos de uso único a partir de 2021

Foto: Greenpeace

Foto: Greenpeace

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, anunciou que o país vai proibir os plásticos de uso único “nocivos ao meio ambiente” até 2021 para enfrentar o “desafio global” da poluição por plásticos, segundo a BBC.

O governo não revelou quais itens de plástico serão proibidos, no entanto, foi relatado que o país – que é o segundo maior do mundo, cobrindo 9,98 milhões de quilômetros quadrados – redigiu sua legislação baseando-se em proibições semelhantes no mundo todo, muitas dos quais proíbem canudos de plástico, sacolas, sacos de lixo e talheres (utensílios descartáveis).

As Nações Unidas revelaram em maio que 180 países se comprometeram a ajudar a reduzir a quantidade de plástico no oceano para o bem do ecossistema e dos animais marinhos.

Segundo o Centro para a Diversidade Biológica, bilhões de quilos de plástico estão agora no mar, cobrindo cerca de 40% das superfícies oceânicas do mundo. Milhares de animais – incluindo tartarugas marinhas, focas, baleias, golfinhos, aves marinhas e peixes – são mortos todos os anos depois de acidentalmente consumirem plástico ou se enredarem (enroscarem) nele.

A proibição do plástico no Canadá também delineará metas para empresas que produzem ou vendem plásticos para torná-los mais sustentáveis. Menos de 10% do plástico no país é atualmente reciclado e o Canadá descarta cerca de 3 milhões de toneladas de resíduos plásticos a cada ano.

Trudeau disse em um comunicado: “Como pais, estamos em um momento em que levamos nossos filhos para a praia e temos que procurar um pedaço de areia que não esteja cheio de canudos, isopor ou garrafas plásticas”.

“Isso é um problema, sobre o qual temos que fazer alguma coisa”, acrescentou o primeiro-ministro.

Alguns municípios e províncias do Canadá já proibiram alguns plásticos de uso único, como sacolas plásticas. Trudeau concordou com as proibições, mas afirmou que “uma solução real precisa ser nacional”.

O anúncio foi feito alguns meses antes das eleições gerais, que acontecerão no outono. Espera-se que questões ambientais como poluição e mudança climática dominem a campanha.

Esforços éticos do Canadá

No início deste mês, um projeto de lei que proíbe que aquários e parques temáticos mantenham baleias, golfinhos e botos em cativeiro passou pela Câmara dos Comuns (Câmara dos Deputados) do Canadá. A legislação foi inspirada pelo interesse público no bem-estar animal.

“Os canadenses têm sido claros, eles querem que a prática cruel de manter baleias e golfinhos em cativeiro termine. Com a aprovação do Bill S-203, garantimos que isso acontecerá ”, disse Elizabeth May, líder do Partido Verde e Saanich – em um comunicado.

Em maio, o país proibiu a importação e exportação de barbatanas de tubarão devido a preocupações com a crueldade contra os animais.

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Mais de 600 mergulhadores se unem para coletar lixo do oceano

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

Mais de 600 mergulhadores quebraram um recorde mundial participando de uma limpeza no fundo do oceano em Deerfield Beach na Florida (EUA).

Ao todo seiscentos e trinta e três mergulhadores se reuniram na semana passada para coletar o lixo do fundo do oceano próximo ao pier de Deerfield Beach International.

O juiz da Guinness (Livro dos Recordes), Michael Empric, viajou de Nova York até o estado da Flórida para conduzir o número oficial de funcionários. “Eu realmente fiquei lá e conferi todos quando entraram na água”, disse ele a Sun Sentinel.

Os mergulhadores foram obrigados a permanecer na água por pelo menos 15 minutos para serem contados.

Redes de pesca no fundo do mar

A mergulhadora de 13 anos, Dahlia Bolin, estava entre o time, acompanhada por sua mãe, Rebecca. As duas par vieram de outro estado para participar da coleta.

Bolin disse que entre os “peixes realmente lindos” no fundo do mar, há “muito lixo e porcaria lá embaixo também”. Ela levantou uma grande placa de metal descartada, do fundo do oceano.

A quantidade exata de lixo coletado é difícil de estimar, no entanto, o mergulhador e ecologista RJ Harper – que ajudou a recrutar pessoas para a limpeza – disse que os mergulhadores recuperaram 1600 libras de pesos de pesca de chumbo (usados para segurar as redes no lugar), deixados para trás pelos pescadores.

“Todas as vezes que a linha é pega, ou seja que eles pescam um peixei, eles nunca pensam nas consequências disso, nem na atitude covarde de tirar a vida do peixe nem no descarte correto do material, simplesmente deixam tudo lá no mar”, disse Harper ao jornal Sun Sentinel.

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

“Obviamente, o lixo foi coletado, mas a beleza disso tudo é que 633 mergulhadores se uniram para essa ação conjunta, fomos capazes de fazer uma limpeza completa”.

O peso total do lixo coletado está sendo contabilizado ainda, mas os mergulhadores retiraram pelo menos 60 quilos de linha de pesca do mar, informou a CNN. O grupo de conservação do oceano Project AWARE prevê que os participantes tenham coletado cerca de 3.200 quilos de lixo.

O juiz da Guinness Empric disse que o esforço foi “incrível”.

O recorde anterior para uma limpeza subaquática incluiu 614 mergulhadores e ocorreu no Mar Vermelho, no Egito, em 2015. A equipe levou 24 horas para ser concluída, enquanto o evento da Flórida levou apenas duas.

“Não importa o que aconteça hoje com o Guinness World Records”, disse Empric. “O que realmente importa é que todo mundo está lá fora, limpando o píer e tentando melhorar a comunidade.”

A cidade garantirá que todo o lixo seja descartado de forma responsável.

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Considerados sagrados, veados de Nara no Japão são vítimas do lixo deixado pelos turistas

Foto: Joshua Mellin

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O famoso veado ou cervo selvagem do Japão, que atraiu mais de dois milhões de visitantes para a cidade de Nara no Japão, no ano passado, está morrendo por causa dos turistas.

Seis dos cervos em Nara Park morreram desde março devido à ingestão de plástico deixado para trás pelos turistas.

Uma autópsia mostrou que um cervo tinha 4,3 kg de plástico no estômago, relata o The Telegraph.

Foto: Joshua Mellin

Foto: Joshua Mellin

Mais 29 cervos foram mortos em acidentes de trânsito em 2018, como os animais muitas vezes vagam na estrada movimentada para ser alimentado pelos visitantes.

O parque, que abrange 5 mil metros quadrados, é o lar de cerca de 1.200 cervos sika. Eles são considerados sagrados e carregam o status de “tesouro nacional”.

Para os turistas, a principal atração é ver o “arco dos cervos”, um movimento em grupo que os animais foram ensinados a fazer em troca de comida. Uma clara exploração dos veados.

Foto: Joshua Mellin

Foto: Joshua Mellin

Barracas que vendem salgadinhos senbei (bolachas de arroz japonesas) para alimentar os animais usam embalagens ecologicamente corretas, desenvolvidas pela Associação de Bem-Estar dos Cervos de Nara.

No entanto, muitos turistas trazem seus próprios resíduos de plástico e não são tão cuidadosos quanto deveriam ao descartá-los. Sacos de plástico, anéis, copos e garrafas foram vistos em Nara Park.

Justin Francis, CEO da Responsible Travel, disse: “Os cervos de Nara tornaram-se as últimas vítimas da indústria do turismo, desde o tráfico desses animais até o problema, agora crescente, da poluição plástica – seu status de protegido está em questão nas mãos do turismo irresponsável.

“Esses animais sagrados estão sendo tratados como uma mercadoria, usada por turistas para tirar a foto perfeita para o Instagram, e não está sendo feito o suficiente para garantir seu bem-estar. O Japão está perdendo apenas para os EUA em lixo plástico per capita, uma acusação chocante de inação que atinge o mundo desenvolvido, enquanto a poluição excessiva de plástico é um problema que vai além dos limites do parque de Nara.

Foto: Joshua Mellin

Foto: Joshua Mellin

“Como em qualquer encontro com animais selvagens, os animais devem ser sempre colocados em primeiro lugar, não os turistas. Está claro que isso não está acontecendo em Nara; os responsáveis devem se perguntar: se esses cervos são designados como “tesouros nacionais”, não é hora de serem tratados dessa maneira?”.

“É sempre aconselhável não encorajar os cervos a se tornarem dependentes de humanos para alimentação, mas em locais como Nara, onde é permitido, recomendamos que apenas alimentos naturais aprovados pelas autoridades locais sejam dados, e que alimentos processados e embalagens de plástico sejam evitados”, disse Charles Smith-Jones, consultor técnico da British Deer Society (Sociedade Britânica dos Veados), ao The Independent.

“Em outras ocasiões, é sempre melhor simplesmente observar os cervos à distância. A British Deer Society pede a todos que descartem seus resíduos com responsabilidade e de maneira que não possam ser um perigo para a vida selvagem”.

Ele acrescentou que, mais perto de casa, acredita-se que cerca de cinco dos cervos que vivem em Richmond Park sejam mortos a cada ano por consumir lixo. Sachês de energético em gel descartadas pelos ciclistas têm sido apontados como sendo de particular preocupação.

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