Como a África se tornou líder mundial na eliminação de resíduos plásticos

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

A África está liderando o caminho para a eliminação de resíduos plásticos por meio de várias proibições ao uso de sacos e sacolas plásticas em todo o continente, incluindo países como Tanzânia e Quênia.

A Tanzânia implementou a primeira etapa de sua proibição de sacolas plásticas em 2017, que proibia a fabricação e a “distribuição no país” de sacolas plásticas de qualquer tipo.

A segunda fase, que entrará em vigor em 1º de junho, limita o uso de sacolas plásticas para os turistas. Em um comunicado divulgado em 16 de maio, o governo da Tanzânia estendeu a proibição original aos turistas, alegando que “um balcão especial será designado em todos os pontos de entrada para a entrega de sacolas plásticas que os visitantes possam trazer para a Tanzânia”.

A proibição reconhece a necessidade de sacolas plásticas, por enquanto, em alguns cenários, como por exemplo nas indústrias médica, industrial, de construção e agrícola, bem como por razões sanitárias e de gestão de resíduos.

Sacos “Ziploc” usados para transportar produtos de higiene pessoal através da segurança do aeroporto também estão isentos da proibição, desde que os viajantes os levem de volta para casa.

África livre de plástico

A Tanzânia não é o único país africano a introduzir tal proibição. Mais de 30 países africanos adotaram proibições semelhantes, principalmente na África subsaariana, de acordo com a National Geographic.

O Quênia teve um sucesso diversificado com sua proibição, implementada em 2017. O país introduziu as mais severas punições, com os culpados enfrentando “até 38 mil dólares em multas ou quatro anos de prisão”.

No entanto, o governo não considerou alternativas à medidas, levando aos chamados “cartéis de sacolas”, grupos que negociavam e traziam sacolas plásticas de países vizinhos. A National Geographic também informou que o cumprimento da proibição não podia ser considerado totalmente confiável.

“A proibição teve que ser drástica e dura, caso contrário, os quenianos a teriam ignorado”, disse o ativista Walibia à publicação. Embora novas tentativas de ampliar a proibição não tenham sido bem-sucedidas, o país está ciente de sua responsabilidade em fazer mais.

Geoffrey Wahungu, diretor-geral da Autoridade Nacional de Meio Ambiente do Quênia, disse: “Todos estão observando o Quênia agora por causa do passo ousado que demos. Nós não estamos olhando para trás”.

Ruanda também está trabalhando duro na questão ambiental. O objetivo é ser o primeiro país livre de plástico e seus esforços estão sendo reconhecidos.

Quartz informou que as Nações Unidas nomearam a capital Kigali como a cidade mais limpa do continente africano, “graças em parte à proibição de plástico não biodegradável em 2008”.

Gatinho é resgatado de dentro de lixeira a ponto de morrer sufocado

Foto: Washington County Sheriff's Office

Foto: Washington County Sheriff’s Office

No início deste mês de maio, um lixeiro no estado de Oregon (EUA) estava trabalhando e ao esvaziar uma lata de lixo dentro do caminhão em que ele trabalha, com mais outros companheiros recolhendo os sacos de lixo, algo lhe chamou a atenção.

De dentro do receptáculo veio o som de um choro angustiante de um animal que só poderia estar em necessidade, fome ou dor.

Olhando mais de perto, e examinando com mais cuidado, o lixeiro identificou um gatinho indefeso misturado aos detritos no meio do lixo, provavelmente alguma pessoa cruel havia borrifado com espuma endurecida (endurece após secagem) e deixado para morrer.

Foto: Washington County Sheriff's Office

Foto: Washington County Sheriff’s Office

“Ele parecia com algo saído de um filme de terror do Dia das Bruxas”, disse Diane Healey, da clínica veterinária Hillsboro Veterinary Clinic, onde o gatinhos foi atendido, à FOX 12 News.

“Obviamente o pobre animal não tinha estado lá por um tempo muito longo, caso contrário ele teria sufocado e morrido. A cabeça dele estava coberta de espuma, seu rosto também, as pernas estavam rígidas, ele não podia mais movê-las”.

O gatinho estava realmente a ponto de morrer quando foi encontrado, afirmou a veterinária.

Felizmente, o gatinho foi encontrado a tempo e em seguida logo foi libertado da espuma venenosa que o envolvia.

“O motorista levou a lata de lixo de volta à instalação de coleta de lixo de Hillsboro, onde os funcionários da empresa trabalharam juntos para remover o gatinho macho de 8 semanas da espuma e levá-lo a um veterinário local para atendimento”, escreveu o Departamento de Polícia do Condado de Washington em um comunicado.

Foto: Washington County Sheriff's Office

Foto: Washington County Sheriff’s Office

As autoridades disseram que o gatinho provavelmente nasceu de algum gato selvagem que vive perto das várias residências onde a lixeira havia sido colocada.

Eles estão buscando a ajuda do público para rastrear a pessoa responsável por este caso repugnante de crueldade animal.

O gatinho resgatado, entretanto, está agora são e salvo apesar da crueldade de que foi vítima.

Um porta-voz do abrigo Bonnie Hays Animal Shelter, onde o gatinho está sendo tratado, disse ao The Dodo que seu prognóstico é bom:

“Ele deve se recuperar totalmente”.

Maus-tratos e crueldade contra animais é crime com punição prevista em lei no Brasil e em diversos outros países, ao presenciar qualquer tipo de atitude que possa causar sofrimento ou ameaçar a vida de algum animal a polícia deve ser acionada imediatamente.

Mulher é presa por jogar sete cães recém-nascidos no lixo

Bebês recém-nascidos resgatados do lixo | Foto: Riverside County Animal Services

Bebês recém-nascidos resgatados do lixo | Foto: Riverside County Animal Services

Deborah Sue Culwell, de 54 anos, foi detida na segunda-feira pelo Comandante dos Serviços de Animais do Condado de Riverside, Chris Mayer, em sua casa em Coachella, na Califórnia (USA).

Autoridades confirmam que a mulher foi presa pela acusação de ter jogado sete filhotes de cachorro recém-nascidos no lixo, e abandoná-los lá para morrer. Para piorar a situação dos animais indefesos, a cidade tem sido assolada por uma onda de calor extremo com temperatiuras que chegam a ultrapassar os 32°C aumentando o risco a que os bebês foram expostos.

Culwell enfrenta sete acusações de crueldade contra animais, disseram autoridades.

A casa da acusada tinha cerca de 30 cães que foram retirados de sua custódia e levados a um abrigo para garantir que fossem alimentados e recebessem cuidados veterinários adequados, de acordo com John Welsh, do Departamento de Serviços Animais do condado de Riverside.

Fotos da prisão de Culwell mostram um policial escoltando-a de dentro de sua casa algemada e sendo colocada no banco de trás de uma viatura para ser conduzida à delegacia.

Na última quinta-feira, imagens de câmeras de vigilância divulgadas pelo Serviço de Animais do Condado de Riverside mostravam a mulher saindo de um jipe branco, olhando pra dentro de uma lixeira usada para dispensa de materiais recicláveis e depois jogando a sacola com os filhotes no lixo.

Ela então caminhou casualmente de volta para o jipe e foi embora, deixando os cachorros para morrer no calor escaldante e sem ar.

Um dos bebês recém-nascidos resgatados do lixo | Foto: Riverside County Animal Services

Um dos bebês recém-nascidos resgatados do lixo | Foto: Riverside County Animal Services

Os cães só sobreviveram pois foram encontrados por um transeunte que viu a mulher jogar a sacola fora e tirou-a do lixo levando os bebês para uma loja próxima.

Depois que as autoridades revisaram as imagens das câmeras de segurança da loja, constaram que a mulher dirigia para o estacionamento perto da área traseira da loja.

Os responsáveis pela investigação disseram que os filhotes poderiam não ter sobrevivido ao calor e a falta de ar se não tivessem sido encontrados dentro de uma hora depois de serem descartados.

O comandante de Serviço Animal do Condado de Riverside, Chris Mayer, disse: “O bom samaritano que recolheu sacola desempenhou um papel fundamental para salvar a vida desses filhotes. Suas ações foram humanas e heróicas”.

“Não há desculpa para cometer uma maldade dessa natureza com esses filhotes. Especialmente nos dias de hoje, quando nós ou outros abrigos estariam dispostos a acolher esses animais para promover a adoção ou lares temporários. Este foi um ato vergonhoso”, disse Mayer.

Foto da responsável por ter jogados os bebês no lixo | Foto: Riverside County Animal Services

Foto da responsável por ter jogados os bebês no lixo | Foto: Riverside County Animal Services

O comandante disse também que considera as ações da mulher desprezíveis e que ele e seus colegas estão se comunicando com os investigadores de condado de Riverside e com o escritório do promotor público para colaborar em uma denúncia legal e construir um caso de crueldade contra a mulher.

“Você pode ver claramente a bolsa de filhotes sendo despejada na lixeira”, disse John Welsh, chefe do Departamento de Serviços para Animais do Condado de Riverside, à NBC LA.

“Não há claramente um nível mínimo de sensibilidade e compaixão na atitude dessa pessoa”, desabafou Welsh

Os filhotes agora estão sendo atendidos em um abrigo em Orange County, também na Califórnia.

Baleia cachalote é encontrada morta com o estômago cheio de sacolas plásticas

Foto: Greenpeace Italy

Foto: Greenpeace Italy

Imagens fortes e tristes mostram pilhas de sacolas plásticas e outros objetos retirados do estômago de uma baleia ainda jovem, da espécie cachalote, após o cetáceo ter sido levado pelas águas do mar até uma praia turística em Cefalu, na Sicília (Itália).

Especialistas acreditam que a baleia tinha cerca de sete anos de idade. O Greenpeace Itália foi chamado para ajudar na operação de investigação e limpeza – compartilhando imagens no Facebook que mostram a quantidade chocante de lixo removido do cadáver.

Foto: Greenpeace Italy

Foto: Greenpeace Italy

A representante da organização, Giorgia Monti, disse em um comunicado: “Como você pode ver pelas imagens que estamos compartilhando, muito plástico foi encontrado no estômago desse animal marinho”.

“Uma sonda especial esta sendo utilizada no corpo da baleia para investigar as causas de sua morte já começou e ainda não sabemos se o animal morreu por causa disso, mas certamente não podemos fingir que nada está acontecendo”.

“Cinco baleias cachalotes encalharam nas costas italianas nos últimos cinco meses”.

Especialistas realizaram uma investigação de necropsia no domingo, auxiliada por Carmelo Isgro, que trabalha no museu de história natural da Universidade de Messina.

Foto: Greenpeace Italy

Foto: Greenpeace Italy

Ele também compartilhou vídeos e imagens horríveis no Facebook, mostrando uma pilha de sacolas plásticas e outras detritos tirados de dentro do cadáver.

Isgro disse: “Estou chocado – outra cachalote com o estômago cheio de plástico”.

“Aqui estão as fotos que contam a incrível operação de necropsia e escarificação realizada ontem diretamente na praia em Cefalù”, disse o especialista.

“São imagens fortes, mas quero que todos entendam o que estamos fazendo com nosso mar e seus habitantes”.

Embora não tenha havido confirmação oficial de que a baleia morreu como resultado do plástico por ela, Isgro acrescentou que “é muito provável que esta seja a causa da morte”.

Foto: Greenpeace Italy

Foto: Greenpeace Italy

Isgro disse à CNN que havia “vários quilos de plástico” no estômago do cetáceo.

Ele disse: “O plástico provavelmente criou um bloco, um obstáculo no organismo do animal que não deixou a comida entrar”.

“É muito provável que seja a causa da morte da baleia. Não encontramos sinais que possam indicar outra possível razão”.

“Eu ainda estou chocado porque a barriga dela estava completamente cheia, inchada de plástico, a baleia deve ter morrido em sofrimento, com muita dor”.

Acordo internacional de descarte de lixo plástico é assinado por 187 países

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Quase todos os países do mundo se comprometeram a interromper o envio de resíduos plásticos de difícil reciclagem para os países mais pobres, relata o The Guardian. A política internacional de resíduos plásticos ajudará a reduzir a poluição e proteger a população e os oceanos.

O acordo “histórico” foi assinado por 187 países e afirma que os países exportadores devem obter permissão dos países em desenvolvimento antes de lhes enviar seus resíduos plásticos contaminados, misturados ou não recicláveis.

No início deste ano, a China deixou de aceitar a lixo para reciclagem dos EUA, no entanto, isso levou a resíduos de plástico – dos setores de alimentos, bebidas, moda, tecnologia e saúde – a crescer nos países em desenvolvimento.

A Aliança Global para Alternativas à Incineração disse que aldeias na Indonésia, Malásia e Tailândia “se transformaram em lixões ao longo de um ano”.

Após esses relatórios, foi realizada uma reunião de duas semanas que analisou os resíduos plásticos e os produtos químicos tóxicos que ameaçavam os oceanos e a vida marinha.

“Os detritos de plástico entopem terras imaculadas, flutuam em grandes massas nos oceanos e embaraçam (redes de plástico de pesca) e ameaçam a vida selvagem”, explica o jornal The Guardian. “ O plástico menos valioso e mais difícil de reciclar provavelmente acabará sendo descartado, em vez de transformado em novos produtos”.

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Rolph Payet, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, classificou a poluição por plástico como uma “epidemia”. Cerca de 110 milhões de toneladas de plástico poluem nossos oceanos e 80 a 90% vêm de fontes terrestres, disse Payet.

O acordo juridicamente vinculativo, que será aplicado dentro de um ano, tornará o comércio global de resíduos de plástico mais transparente e melhor regulado, protegendo as pessoas e o planeta.

A crescente conscientização do público sobre o impacto do plástico no planeta está ajudando a impulsionar o progresso na questão de medidas ambientais a serem tomadas, de acordo com autoridades. Os documentários do historiador natural Sir David Attenborough. por exemplo. são iniciativas a que devemos agradecer, em parte, por esse interesse crescente pelo meio ambiente.

“Foram essas imagens fortes e icônicas dos filhotes de albatroz mortos nas Ilhas do Pacífico com seus estômagos abertos e todos os itens de plástico reconhecíveis dentro dele, e mais recentemente também, quando descobrimos que as nanopartículas atravessam a barreira hemato-encefálica, e fomos capazes de provar que o plástico está em nós”, disse Paul Rose, líder das expedições da National Geographic para “os mares inexplorados”, em um comunicado.

Marco Lambertini, diretor geral da WWF International, disse que o acordo é importante, mas “só faz parte do caminho”.

“O que nós – e o planeta – precisamos é de um tratado abrangente para enfrentar a crise global do plástico”, disse ele.

Pássaro morre estrangulado por corda de balão

Foto: News4/Reprodução

Foto: News4/Reprodução

A praia de Sandbridge Beach no estado de Virginia (EUA) é onde Liz Romero Kibiloski caminha duas milhas todos os dias ao nascer do sol.

“Este é o meu presente, esta é a minha maneira de retribuir”, afirmou.

Seus passeios não são apenas de caminhadas relaxantes e imersão no ar salgado do oceano; cada passo serve a um propósito mais profundo.

“Eu costumo pegar alguns sacos de lixo pelo caminho, os turistas deixam muito para trás”, disse ela.

Plástico é geralmente o que Romero-Kibiloski procura no chão e coleta todos os dias.

“Eu acho plástico, tecido, tudo – até pequenos pedaços de micro plásticos que as aves podem comer”, explicou ela.

Mas no dia seguinte ao Dia das Mães e também um fim de semana cheio de formaturas, ela encontrou muito mais do que apenas plástico.

“A primeira coisa que vi foram três balões enormes”, disse ela. “Então logo depois eu encontrei um ganso-patola do norte (Morus bassanus). Ele tinha uma fita de balão enrolada em seu pescoço e estava morto”.

Essa ave marinha é a maior entre as espécies da família de gansos e é nativa da costa do Oceano Atlântico. Elas se reproduzem na Europa ocidental e na América do Norte. A espécie é listada na Red List da IUCN em um status antes do vulnerável: least concern (menor preocupação).

Um membro da vida selvagem que morreu estrangulado pelos restos esfarrapados de um balão que alguém na intenção de celebrar uma data especial soltou como forma de recordação.

“Fiquei triste ao pensar que alguém soltou o balão imaginando que de alguma forma ele estava indo para o céu, como homenagem ao dia das mães, mas sem sonhar que algo tão belo poderia prejudicar e matar a vida selvagem”, afirmou Lisa.

“É realmente fácil para animais selvagens e animais domésticos confundir balões com comida, é algo que pode ficar preso em suas gargantas”, disse Mike Lawson, da Virginia Beach SPCA.

Ambientalistas afirmam que os balões podem levar anos para se decompor, viajando centenas ou milhares de quilômetros, depois voltando para a terra e causando estragos na vida selvagem.

“Todos somos presenteados com este belo planeta. Não há outro planeta e nem um plano b, e há outras maneiras de lembrar uma data especial, torna-la inesquecível ou homenagear alguém. Experimente criar um cata-vento, plantar um jardim ou dedicar um banco a esta pessoa ou data”, disse Romero.

Lisa encontrou 11 balões na segunda-feira de manhã e espera que eles sejam os últimos que ela venha a encontrar.

As aves, junto com outras espécies, muitas delas marinhas, já são altamente ameaçadas pelos resíduos e lixo plástico que termina no oceano todos os anos. Iludidas pelas cores fortes, elas acabam comendo esses resíduos ou usando para fazer ninhos e alimentar seus filhotes.

Muitas morrem de fome, por não conseguirem se alimentar uma vez que o plástico preenche totalmente seu estômago e não é digerível. Outras morrem envenenadas ou intoxicadas.

Não são raros os casos de baleias, tartarugas e golfinhos que chegam mortos às praias por conta de material plástico em seu estômago.

Não bastasse isso ainda há a ameaça dos balões soltos aos milhares em comemorações e festas que representam uma fonte de perigo constante aos pássaros e fazem novas vítimas cotidianamente.

Empresas líderes globais se unem para evitar a poluição por lixo plástico

Foto: Adobe

Foto: Adobe

Seis das maiores e principais empresas do mundo assumiram um comprimisso conjunto em evitar que 10 milhões de toneladas de resíduos plásticos globais poluam o meio ambiente, depois de assinarem um acordo como membros principais um novo centro de compartilhamento de ideias apelidado de “ReSource: Plastic”.

A Keurig, Dr. Pepper, McDonald’s, Procter & Gamble, Starbucks, Tetra Pak e a The Coca-Cola Company são as gigantes globais que se juntaram à ReSource – que foi lançada pela organização ambiental World Wide Fund for Nature (WWF).

A iniciativa visa ajudar as empresas a alinharem seus compromissos em relação à produção e poluição por plásticos em grande escala em prol de uma ação significativa e mensurável.

Uma questão complexa

“Enfrentar o problema do plástico em nossos oceanos, rios e terras é responsabilidade de todos – incluindo as empresas que usam grande parte do plástico no mundo hoje. É uma questão complexa, sem uma solução única para todos, e é por isso que estamos tão animados pela abordagem que o WWF está tomando com o programa ReSource”, disse Virginie Helias, vice-presidente e diretora de sustentabilidade da Procter & Gamble.

“A ReSource trará uma abordagem de sistemas de parceria com muitas partes interessadas – métricas comuns, melhores práticas, responsabilidade – que são extremamente necessárias para acelerar o progresso em soluções de longo prazo”.

Soluções ponderadas e escaláveis

A vice-presidente executiva do McDonald’s e chefe de Supply Chain (Cadeia de logística) e Sustentabilidade, Francesca DeBiase, disse que a empresa estava “orgulhosa” de se juntar à ReSource.

Ela acrescentou: “Esta parceria se alinha perfeitamente com a nossa ambição de usar a nossa projeção mundial para o bem e trabalhar com outras pessoas para desenvolver soluções pensadas e aplicáveis que terão um impacto significativo sobre o desafio da poluição por plástico”.

Entenda a poluição por micro plásticos (partículas de plástico)

Os micro plásticos estão tendo seu momento sob os holofotes, uma vez que o público está cada vez mais consciente de sua presença no ambiente ao nosso redor. Mas à medida que mais evidências de sua presença vêm à tona, fica mais claro que ainda não sabemos o quanto o problema é realmente grande ou nocivo. Uma enorme quantidade de pequenas partículas de plástico acaba no mar, mas pesquisas recentes também as encontraram em lagos e várzeas, e até mesmo na poluição do ar de grandes metrópoles.

Um novo artigo publicado na Nature Geoscience relata a descoberta de micro plásticos em uma região que deveria ser primitiva: as montanhas dos Pireneus franceses. Os pesquisadores estimaram que as partículas poderiam ter viajado cerca de 95 quilômetros de distância, mas sugerem que os micro plásticos poderiam viajar ainda mais longe com o vento – o que significa que até lugares relativamente intocados por humanos estão sendo poluídos por nossos plásticos.

O mistério do desparecimento do plástico

Todos os anos, milhões de toneladas de plástico são produzidas. Em 2016, esta quantidade foi estimada em cerca de 335 milhões de toneladas. Não temos ideia de onde a maior parte disso foi parar. Os montantes que são recuperados em usinas de reciclagem e aterros sanitários não correspondem ao que é realmente produzido. Alguns desses materiais permanecem em uso, às vezes por décadas, o que explica parte da discrepância. Estima-se que 10% deles acabam nos oceanos. Embora esses números ainda possam mudar com mais pesquisas, pois ainda há uma lacuna grande a ser preenchida com respostas.

Onde quer que o plástico esteja acabando sua jornada, sabemos que ele se desfaz com o tempo, se desintegrando em micropartículas com menos de 5 mm de tamanho, e algumas até quebrando em nano escala a menos de um micrômetro (o micrômetro é uma unidade frequentemente usada para mensurar bactérias e células – a cabeça do esperma humano tem cerca de 5 micrômetros de comprimento). O efeito que essas partículas terão em escala global à medida que continuam a se acumular não é nem remotamente entendido em sua totalidade.

A maior parte de se lidar com as conseqüências dessa questão é apenas entender onde todo esse plástico produzido acaba. Os Pirineus são o lugar ideal para avaliar até onde o material pode viajar, pois são escassamente povoados, de difícil acesso e sem atividade industrial ou agricultura em grande escala. Assim, por cinco meses, uma equipe de pesquisadores coletou amostras da estação meteorológica de Bernadouze, a 6 km da vila mais próxima. As amostras eram de “precipitação atmosférica” – qualquer coisa que caísse do céu, molhada ou seca, variando de poeira a chuva e neve.

O problema com os micro plásticos estando (potencialmente) em toda parte é que a contaminação se torne uma preocupação. Fibras plásticas de roupas, recipientes e equipamentos poderiam hipoteticamente entrar nas amostras colhidas. Para evitar isso, os pesquisadores tomaram precauções, como usar roupas de algodão enquanto se aproximavam dos dispositivos de coleta de amostras, aproximando-se delas “contra o vento” e armazenando tudo em vidro. Eles também coletaram e processaram amostras “em branco” retiradas de contêineres fechados deixados no campo para checar se os plásticos encontrados nas amostras reais haviam realmente chegado até a atmosfera.

Os plásticos estão voando com o vento

Micro plásticos foram encontrados em todas as amostras coletadas pelos pesquisadores – em média, 365 partículas por metro quadrado foram depositadas todos os dias. O tipo mais comum de plástico era o poliestireno, seguido pelo polietileno (o tipo de plástico usado em sacolas plásticas e embalagens descartáveis).

O número de partículas depositadas apresentou uma correlação forte com a velocidade do vento e mais partículas eram encontradas após ventos mais altos. A precipitação – tanto de vento quanto de neve – também estavam fortemente ligadas. Os pesquisadores analisaram as velocidades do vento e as direções que haviam sido registradas durante todo o estudo, e usaram isso para calcular a distância que partículas dos tamanhos que encontraram poderiam ter sido transportadas, estimando que os plásticos poderiam ter vindo de quase 100 quilômetros de distância.

Essa é uma “avaliação altamente simplificada”, observa a equipe – não leva em conta todas as diferentes variáveis atmosféricas que poderiam mudar os números. Com a evidência de que as partículas de poeira (que estão bem dentro da faixa dos tamanhos das partículas de plástico) podem viajar até 3.500 km, é possível que elas possam vir de uma distância ainda maior.

Uma pesquisa que analisa o tamanho das partículas de plástico que encontra mostra que há uma tendência das partículas ficarem mais finas ao longo do tempo. À medida que as partículas se tornam menores, aumenta sua capacidade de dispersão em toda parte. Os micro plásticos já foram encontrados em todos os lugares, desde a água potável até o ar da cidade, e há evidências de partículas de plástico no fígado de peixes, sugerindo que eles poderiam passar pelos sistemas dos órgãos. Tudo isso deixa claro que a minúsculo poeira de plástico invisível está se tornando onipresente em nosso planeta. Estamos apenas começando a entender quais serão os efeitos disso.

Adidas cria tênis 100% reciclável feito de plástico retirado do oceano

Foto: Adidas

Foto: Adidas

A Adidas, gigante do setor esportivo, criou um tênis totalmente reciclável feito com plástico oceânico 100% reciclável.

Apelidado como o Futurecraft.LOOP (algo como, produto do futuro), o tênis, que atualmente está sendo testado por usuários selecionados antes de chegar ao mercado, será lançado em 2021.

O tênis, que é um modelo de corrida, é apresentado como desempenho de alta performance além de ser 100% reciclável e no momento do descarte pode ser devolvido à Adidas, onde será quebrado em pedaços menores e reutilizado para criar um novo tênis.

Em um comunicado, a Adidas afirma que produzirá 11 milhões de pares de calçados feitos de plástico oceânico reciclado obtidos por meio da interceptação e coleta de resíduos plásticos em praias, ilhas remotas e comunidades costeiras.

Fim do conceito de desperdício

“Retirar o lixo plástico do sistema é o primeiro passo, mas não podemos parar por aí”, disse Eric Liedtke, membro do Conselho Executivo da Adidas.

“O que acontece com seus sapatos depois que você os usa? Você os joga fora – exceto que não há nada mais a ser feito. Há apenas aterros e incineradores para lidar com todo esse lixo e, finalmente, uma atmosfera sufocada com excesso de carbono ou oceanos cheios de lixo plástico.

“O próximo passo é acabar com o conceito de ‘desperdício’ inteiramente. Nosso sonho é que você possa continuar usando os mesmos sapatos repetidas vezes por meio de reciclagem contínua e reaproveitameto de materiais”.

Feito para ser refeito

Quando os tênis forem devolvidos à Adidas, eles serão “lavados, moídos em pedaços e derretidos em material para componentes de um novo par de sapatos”.

Liedtke acrescentou: “O FUTURECRAFT.LOOP é o nosso primeiro tênis de corrida que foi feito para ser refeito. É uma declaração de nossa intenção de assumir a responsabilidade por toda a vida do nosso produto; prova de que podemos construir tênis de corrida de alto desempenho que você não precisa jogar fora. “

Imagens mostram cisnes fazendo ninho com restos de lixo plástico

Foto: SWNS

Foto: SWNS

Imagens desoladoras revelam a história de dois cisnes forçados a fazer seu ninho, destinado a chocar os ovos contendo seus filhos, de detritos descartados de forma irresponsável em um parque.

Embalagens amassadas, garrafas de plástico, canudos e outros itens jogados descuidadamente pelos visitantes no Drumpellier Country Park, em Lanarkshire na Escócia, foram usados pelas aves confusas para construir o refúgio onde vão esperar por seus filhotes.

As imagens fortes mostrando vários pedaços de plástico que cercam os pássaros comprovam de maneira inquestionável, a escala generalizada de lixo produzida pelo ser humano e seu impacto na vida selvagem.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

Um visitante disse: “É absolutamente repugnante. Os pobres cisnes. É tão embaraçoso que tenhamos este belo parque em Coatbridge e o privilégio de ter esses animais encantadores e admitir quão mal estamos cuidando de ambos”.

“Minha filha mora perto do Queen’s Park em Glasgow e há um casal de cisnes lá”.

“O ninho é intocado e não há nada como essa bagunça que podemos ver aqui. É inaceitável isso”.

Os dois cisnes foram vistos acrescentando detritos ao ninho, que fica no meio do parque, investigando e cutucando latas de bebidas vazias com seus bicos.

Os cisnes colocam até sete ovos no final de abril e início de maio, com o macho e a fêmea incubando e aquescendo o ninho.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

O superintendente escocês da SPCA, Mike Flynn, disse: “Infelizmente, temos notado um aumento alarmante de ferimentos em animais causados devido ao lixo descartado incorretamente, todos são afetados, desde gatos e morcegos, até texugos e raposas”.

“Queremos lembrar a todos que eles podem ajudar a salvar a vida selvagem, eliminando adequadamente o seu lixo”.

Um porta-voz do Conselho de North Lanarkshire disse: “O lixo descartado é uma praga não só para os usuários do parque, mas também representa um risco para os animais que consideram o parque seu lar”.

“Temos tentado conscientizar a população pedindo a todos que usam o parque para descartar adequadamente qualquer lixo nas lixeiras de reciclagem fornecidas. Qualquer um que for pego jogando lixo vai levar multas severas”.

Triste constatar que sejam necessárias multas e vigilância da polícia para fazer com que as pessoas joguem o lixo no local correto e agora diante dessa imagem dos cines, percebe-se que nem mediante as sanções, as pessoas conseguem entender e diminuir seu impacto perante a vida selvagem.

Polícia procura mulher que jogou no lixo sete filhotes no festival Coachella

A polícia dos Estados Unidos está à procura de uma mulher que foi flagrada durante o festival Coachella jogando em uma caçamba de lixo um saco com sete de filhotes de cachorro.

Foto: Reprodução / TMZ

As imagens foram divulgadas pelo serviço de proteção aos animais de Riverside County e flagra a jovem chegando em um Jeep branco, saindo do carro e despejando a sacola no lixo.

Os filhotes foram encontrados cerca de uma hora depois, quando alguém vasculhou o local. Segundo o site TMZ, o cães sobreviveram e estão sendo cuidados em um abrigo em Orange County.

Os policiais estão investigando o caso para tentar enquadrar a mulher por maus-tratos a animais.

Foto: Reprodução / UOL

Vale lembrar que, no estado americano da Califórnia, a crueldade contra animais é considerada uma contravenção grave que pode acarretar em pena de até três anos de detenção e multa de até US$ 20 mil (cerca de R$ 79 mil).

As autoridades também contam com a ajuda da internet para tentar localizá-la.

Fonte: UOL