Lobo-marinho é devolvido ao mar após tratamento em SP

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Uma lobo-marinho bebê foi devolvido ao mar nesse fim de semana após um período de reabilitação. Ele foi encontrado muito debilitado na orla de Itanhaém, na Baixada Santista. A soltura foi realizada no Parque Estadual Marinho da Laje de Santos.

A operação para a devolução do pequeno filhote da espécie Arctocephalus australis para seu habitat contou com a presença de agentes da PMA (Polícia Militar Ambiental) e veterinários do Instituto Gremar.

O local para a soltura foi escolhido estrategicamente, pois é considerado um santuário marinho, berço de inúmeras espécies. A pesca também é proibida e segundo especialistas, é um ponto fácil para o lobo-marinho seguir a corrente marítima que o levará até sua colônia.

Lobos-marinhos vivem principalmente no litoral do Chile, Peru, Argentina, Uruguai e sul do Brasil. É uma espécie migratória e muitas vezes os bebês não conseguem acompanhar os pais e encalham.

Lobo-marinho aparece em praia e é cercado por veranistas e bombeiros

Aparentemente cansado e com a respiração ofegante, animal reagiu ao toque e à aproximação dos humanos | Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS

Cansado da viagem nas águas agitadas do Litoral Norte, o pequeno lobo-marinho resolve parar na orla antes de seguir a jornada rumo ao extremo-sul do continente. Com a respiração ainda ofegante, acaba cercado por curiosos na areia. Uma criança se aproxima, uma mulher faz uma foto com celular. Mais audacioso, um guarda-vidas tenta acariciar o animal, enquanto o colega o fotografa. Arisco, o pinípede movimenta a cabeça para os lados demonstrando desconforto com o alvoroço dos humanos. Empolgado, um banhista encosta uma das mãos no pelo do lobo-marinho — que agita a cabeça na direção do homem, como se fosse mordê-lo. Outro jovem corre para fazer uma selfie em frente ao animal.

A cena descrita acima foi acompanhada e registrada pelo fotojornalista de ZH Jefferson Botega, no final da tarde de terça-feira, na praia de Nova Tramandaí. Antes de se afastar, ele ainda alertou o grupo para se distanciar do lobo-marinho. Porém, a animação pelo “achado” continuou. Apesar do entusiasmo e do aparente carinho dos banhistas por estarem próximos a um mamífero das águas, os gestos de aproximação não são recomendados por quem atua na área.

Segundo o biólogo Maurício Tavares, do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos da UFRGS (Ceclimar), a situação registrada na terça-feira passada ainda é comum, apesar do próprio órgão e de outras entidades, incluindo a Patrulha Ambiental, alertarem diariamente sobre os procedimentos em caso de avistamento de animais marinhos na orla. Tavares ressalta que o identificado em Tramandaí é um lobo-marinho-sul-americano, a espécie mais comum de pinípede na região, que alterna entre a vida na terra e no mar.

O biólogo explica que no inverno do ano passado, assim como em 2012, houve um aumento da população de lobos-marinhos na costa gaúcha devido ao grande número de nascimentos nas colônias reprodutivas mais ao Sul, como no Uruguai. Por isso, ainda há animais circulando na costa neste período. Como só há dois pontos de paradas com pedras (onde eles preferem ficar) — na Ilha dos Lobos, em Torres, e no Molhe Leste, entre São José do Norte e Rio Grande —, é muito comum estes animais descansarem na beira da praia antes de retornarem às colônias.

“Os mais jovens ficam por aqui (no Rio Grande do Sul) durante o verão. Principalmente, os que estão no início da vida e ainda não são reprodutivos, pois não há motivos para voltarem à colônia reprodutiva. Ele retornam aos poucos para o extremo-sul. Já esperávamos que, nesta temporada, eles surgissem com mais facilidade na nossa orla”, ressalta Tavares.

O biólogo, porém, surpreendeu-se ao saber que três guarda-vidas também aproveitaram o momento para se aproximar do animal. Anualmente, antes do início da temporada, o Ceclimar faz treinamentos com os integrantes da Operação Verão, destacando como proceder na presença dos lobos-marinhos na costa. Tavares acredita ter sido um caso isolado de desconhecimento. É a mesma hipótese declarada pelo coordenador da Operação, major Cláudio Morais. Segundo ele, os guarda-vidas são orientados a não se aproximar e a afastar os banhistas do local.

Nesta semana, o biólogo do Ceclimar percorreu a faixa de areia entre Tramandaí e Cidreira e encontrou dois animais descansando em pontos distintos. Um deles era o mesmo cercado pelas pessoas em Nova Tramandaí.

“O procedimento padrão é deixar o animal tranquilo. Já teve caso de um lobo-marinho ganhar um peixe de um humano e morrer engasgado, pois o peixe não fazia parte da dieta dele devido ao formato e ao tamanho. Se estiver com fome, ele vai para o mar. Não é um animal doméstico. É silvestre e independente”, alerta Maurício. “Infelizmente, as pessoas têm muita falta de conhecimento e, até, de educação”, finaliza.

Guarda-vidas de Arroio do Sal dá bom exemplo

Um bom exemplo de como um guarda-vidas deve proceder ocorreu em Arroio do Sal, em janeiro deste ano. O bombeiro militar, soldado Jerley Peres Lucena, 35 anos, mergulhador de resgate há oito anos e exercendo a função de guarda-vidas pela primeira vez, encontrou na orla um lobo-marinho de cerca de um ano. Imediatamente, ligou para o Ceclimar para informar o achado e buscar orientações. Como o animal estava sem cortes, sem manchas de óleo ou redes grudadas ao corpo, Jerley apenas precisou sinalizar o espaço no entorno do pinípede. Mesmo assim, confessa ter sido estressante afastar os curiosos.

“Coloquei bandeiras, fiz um círculo na volta dele e escrevi na areia “não perturbe”. Fiquei orientando os banhistas para não alimentá-lo. Mesmo assim, teve gente querendo colocá-lo no mar. Uma senhora tentou encostar a roda da bicicleta no animal. O animal não fugiu porque estava cansado. As pessoas precisam mesmo de uma maior conscientização”, resumiu.

Depois de uma tarde na orla, o lobo-marinho avistado pelo soldado seguiu viagem rumo ao Sul do continente.

O que é um lobo-marinho-do-sul?

É um mamífero que habita o continente sul-americano desde o Rio de Janeiro, no Oceano Atlântico, até a Península de Paracas (Peru), no Pacífico. A população mundial é estimada em 400 mil exemplares, sendo considerada de baixo risco de extinção. As fêmeas vivem até 30 anos, e os machos, até 20. Os filhotes migram sozinhos para se alimentarem. Nas colônias reprodutivas, formam-se haréns, com até 13 fêmeas por macho.

Fonte: Zero Hora

Tartaruga e lobos-marinhos salvos nas praias do PR voltam ao mar

Albari Rosa/Gazeta do Povo

Uma tartaruga-cabeçuda e dois lobos-marinhos reabilitados no Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em Pontal do Paraná foram devolvidos ao mar na última quarta-feira (31). Os três animais haviam sido resgatados pelos biólogos na costa paranaense em dezembro em estado bastante debilitado.

Os mamíferos, duas fêmeas juvenis, já estavam se alimentando sozinhos, indício de que estavam preparados para voltar à natureza. Para isso, os médicos veterinários fazem um teste: jogam peixes vivos na piscina em que os animais estão em tratamento. Se eles tiverem capacidade de pegarem sozinhos os peixes para se alimentarem, já podem voltar ao mar.

Os lobos-marinhos não foram soltos na praia, mas sim em alto mar, a 6 milhas da costa, no Parque Nacional Marinho da Ilha dos Currais – importante unidade de conservação do litoral paranaense. A decisão foi tomada pela equipe de veterinários e biólogos para que os animais não voltem à mesma praia e assim possam seguir para suas colônias de origem, no sul da América do Sul.

As duas fêmeas foram microchipadas e tiveram parte do pelo descolorido para que sejam identificadas caso alguma outra entidade ligada à preservação do meio ambiente as encontre.

Tartaruga

Já a tartaruga, bem pequena, ainda juvenil, foi encontrada enroscada em um saco de estopa na praia de Barra do Saí, em Guaratuba, em 14 de dezembro de 2018. A tartaruguinha estava bastante debilitada, magra e coberto por cracas de sujeira”

Na avaliação clínica, exames apontaram a presença de um espinho de peixe na boca do animal, o que impedia a tartaruga de se alimentar. Além de anêmica, a tartaruga apresentava um quadro de parasitose. Quando chegar à fase adulta, a tartaruga que hoje mede pouco mais de um palmo,poderá alcançar perto de 1,5 m de comprimento e a pesar 140 kg.

A população que encontrar qualquer animal marinho – mamíferos, aves ou répteis – na costa paranaense deve acionar a equipe do CEM-UFPR pelos telefones 0800-642-3341 ou (41) 3511-8671. Eles darão a destinação correta e, se necessário, o tratamento veterinário aos animais.

Fonte: Gazeta do Povo

Tartaruga e lobo-marinho são devolvidos ao mar após passarem por tratamento

Lobo-marinho, como o que foi devolvido à natureza vêm do Uruguai e da Argentina — Foto: Divul/Nema

Um lobo-marinho e uma tartaruga foram devolvidos ao mar da praia de Cassino, em Rio Grande, Litoral Sul do estado, na última quarta-feira (16). O Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema) observa a presença de animais na região.

A tartaruga-verde havia sido encontrada no dia 17 de dezembro. Estava fraca e com o casco cheio de epibiontes (organismos que ficam grudados no animal). Já o lobo-marinho foi localizado no dia 29 de dezembro.

Segundo o Nema, os lobos vêm de colônias reprodutivas do Uruguai e da Argentina, para descansar nas águas do litoral gaúcho. Já as tartarugas são nativas do Brasil, e migram pelas praias para se reproduzir.

Em janeiro, já foram encontrados um lobo-marinho, 22 leões marinhos e 20 botos na região, segundo o núcleo.

Fonte: G1