Atriz Lady Francisco morre aos 84 anos e é lembrada pelo seu amor pelos animais

Divulgação

A Atriz mineira Leyde Chuquer Volla Borelli Francisco de Bourbon, mais conhecida pelo seu nome artístico Lady Francisco, morreu no último sábado (25) aos 84 anos. Ela estava internada desde abril após sofrer uma queda enquanto passeava com seus cães e fraturar o fêmur. Lady teve complicações pós cirúrgicas e após ser transferida para a UTI seu quadro se agravou. Ela foi vítima de um isquemia e a causa da morte foi falência múltipla de órgãos.

Lady atuou por cerca de 50 anos na TV brasileira e brilhou em inúmeras novelas como A Escrava Isaura (1976), Marrom Glacê (1979), Baila Comigo (1981), Louco Amor (1983), Barriga de aluguel (1990) e Totalmente demais (2017). Ativista pela causa animal, a atriz sempre frisou o quanto era “violentamente apaixonada” pelos animais e era presença marcante em feirinhas de adoção de cães e gatos, onde reforçava a importância de dar uma chance para um animal sem lar.

Reprodução | Facebook

A morte da atriz gerou comoção nas redes sociais. A compaixão de Lady pelos animais foi lembrada e reforçada por protetores e internautas:

O velório de Lady Francisco será realizado neste domingo (26) no Teatro Leblon, na sala Fernanda Montenegro, de 10h às 16h. A pedido da atriz, seu corpo será cremado. Descanse em paz Lady Francisco.

Cachorro não larga a almofada impressa com a foto de seu irmão que morreu

Foto: Beth Fisher

Foto: Beth Fisher

Por 10 longos e felizes anos, Spencer e Rocky foram amigos inseparáveis.

De fato, o maior prazer dos companheiros peludos era simplesmente estar perto um do outro.

“Eles nunca tinham passado uma noite separados”, disse Beth Fisher, tutora dos cães, ao The Dodo.

“Rocky e Spencer dormiam na mesma cama, comiam da mesma tigela e sempre caminhavam juntos, lado a lado, quando saíam pra passear”.

Foto: Beth Fisher

Foto: Beth Fisher

Infelizmente, no entanto, o tempo feliz que os companheiros de quatro patas passaram juntos havia chegado ao fim.

Durante uma visita ao veterinário para identificar uma doença que o cão de pelos claros, Rocky, tinha desenvolvido, um grande tumor cancerígeno foi encontrado crescendo dentro dele.

A descoberta trágica, feita tarde demais para o tratamento, deixando apenas uma opção para acabar com o sofrimento do pobre cão.

“Rocky teve que ser morto por indução naquele dia”, disse Fisher.

Foto: Beth Fisher

Foto: Beth Fisher

“Foi difícil processar a morte repentina de Rocky, mas não podemos imaginar o quão difícil deve ter sido para Spencer ter perdido seu irmãozinho”.

Spencer estava de coração partido, sofrendo muito – e demonstrou isso.

“Desde que Rocky faleceu, Spencer tem se levantado durante a noite para vagar pela casa procurando por seu irmão”, disse Fisher. “E então ele começa a chorar porque não consegue encontrá-lo”.

As cinzas de Rocky foram colocadas em uma prateleira acima de onde ele e seu irmão dormiam, para manter o par próximo. Mas era evidente que Spencer precisava de algo mais para ajudá-lo a lidar com o luto da perda.

Foto: Beth Fisher

Foto: Beth Fisher

Então, o pai de Fisher teve uma excelente ideia e providenciou a realização dela imediatamente: um travesseiro para Spencer com o rosto sorridente de Rocky impresso nele.

Imediatamente, o presente significativo e original deixou Spencer à vontade com ele.

O travesseiro que homenageia Rocky parece ter ajudado a preencher o vazio que sua morte havia deixado no coração de Spencer.

“Spencer está se aconchegando no travesseiro desde que ele chegou, levando-o do sofá para sua cama”, disse Fisher. “Ele parece muito mais decidido agora, ele tem algo para se aconchegar, igual fazia com o irmão”.

Foto: Beth Fisher

Foto: Beth Fisher

O cão de luto não dorme mais sozinho.

Nada, claro, pode trazer Rocky de volta completamente. Embora Spencer, que já está envelhecendo, adormeça, é reconfortante saber que seu melhor amigo ainda está ao seu lado em espírito.

Do jeito que ele sempre foi em vida.

Foto: Beth Fisher

Foto: Beth Fisher

“Eu não acho que Spencer algum dia vai superar o falecimento de Rocky, mas espero que ele possa aprender a continuar sem ele”, disse Fisher, acrescentando que o caminho a ser seguido pelo cão, é uma estrada que ele nunca terá que enfrentar sozinho.

“Esperamos que Spencer consiga conforto em seu novo travesseiro e receba forças de todo o amor e carinho que ele recebe de sua família”.

Cachorro se recusa a sair do lado de seu companheiro morto por atropelamento

Foto: Pear Video/Reprodução

Foto: Pear Video/Reprodução

Um cão tomado por luto e fidelidade se recusou a deixar seu companheiro morto depois dele ter ser sido atropelado por um carro no sudoeste da China.

O momento pungente foi capturado na terça-feira última (23) no condado de Daying, na província de Sichuan. As imagens mostram o corpo sem vida de um cão com pelagem de cor creme caído em um canteiro ao lado de uma estrada movimentada, com cão negro ao seu lado guardando-o.

Testemunhas disseram que o cachorro latia ferozmente e afastava qualquer um que chegasse perto ou tentasse se aproximar demais de seu amigo.



Não foi esclarecido se os cães estavam situação de rua.

“Eu estava passando pela junção das avenidas quando vi os dois cachorros ali”, disse uma mulher ao site de notícias e vídeos, Pear.

“O cachorro branco foi atropelado por um carro e o outro cão preto não saiu do seu lado desde então”, disse ela.

Foto: Pear Video/Reprodução

Foto: Pear Video/Reprodução

As imagens mostram o cachorro parecendo estar em alerta máximo e erguendo as orelhas sempre que um carro passava zunindo.

Também foi ouvido latindo alto para o cameraman quando ele se aproximou para dar um close mais próximo.

“Sempre que nos aproximamos, o cachorro preto ameaça nos morder”, disse a mulher.

“Pobre cãozinho. Eu me perguntei se alguém neste bairro teria perdido seus cães – acrescentou ela. “Ou talvez alguém possa vir e adotar o cachorro preto”

Os usuários da rede, muitos deles amantes dos animais, demonstraram tristeza com o incidente”

Foto: Pear Video/Reprodução

Foto: Pear Video/Reprodução

“Muitas vezes os animais mostram mais devoção e compromisso do que os humanos”, disse um usuário do site chinês de microblogs, Weibo.

“Isso realmente é amizade verdadeira”, disse outro usuário.

“Que atitude tocante”, dizia um comentário. “Espero que alguém possa adotá-lo e mantê-lo seguro”.

Animais são seres sencientes, capazes de amar, sentir, sofrer e compreender o mundo ao seu redor. Atitudes de fidelidade, respeito e amizade desse cão ilustram de forma inquestionável a capacidades desses seres especiais de oferecer amor incondicional e o quanto são injustiçados, feridos e maltratados pela humanidade aos seu redor.

No Brasil

Ano passado, em junho, tivemos um casos semelhantes no Brasil, um deles ocorrido no Paraná.

O momento de demonstração de lealdade e companheirismo foi registrado pelo policial militar Danilo Strugala, que encontrou os cães quando seguia para o trabalho.

“Estava indo para o serviço e encontrei os dois ali, um do lado do outro. Uma hora depois retornei e estavam no mesmo lugar. Tirei foto e postei no Facebook”, contou Strugala.

Foto: Colaboração / Marco Charneski

Foto: Colaboração / Marco Charneski

De acordo com o policial, após publicar a imagem, uma colega dele o avisou que o cachorro velava o corpo do amigo desde as 20 horas do dia anterior. As informações são do portal Tribuna PR.

Ao passar novamente pelo local, Strugala decidiu parar o carro para puxar o corpo do animal sem vida até o acostamento. A decisão se deu pela preocupação com a segurança do cachorro vivo, que de imediato seguiu o policial e se aproximou novamente do amigo morto.

Foto: Colaboração / Danilo Strugala

Foto: Colaboração / Danilo Strugala

Segundo a Polícia Militar, a concessionária que administra o trecho foi acionada e apenas as 12h30 o cachorro que morreu foi retirado do local, o que significa que o amigo fiel ficou ao lado dele por longas 16 horas.

Em relação ao cão que velou o corpo do companheiro, a última informação é de que ele não foi resgatado e, portanto, permaneceu na rodovia.

Fotógrafo registra luto de gorilas após morte de membros da família

Um fotógrafo registrou um momento de luto vivenciado por gorilas após a morte de membros da família no Parque Nacional dos Vulcões, em Ruanda, na África. As imagens mostram a dor do grupo após uma fêmea e um macho do grupo morrerem.

Foto: Reprodução / Hypeness

Os gorilas cheiraram, manipularam, lamberam e se sentaram ao lado dos corpos, como numa espécie de ritual de despedida. Os animais morreram em decorrência de uma doença. As informações são do portal Hypeness.

De acordo com os cientistas da Dian Fossey Gorilla Fund, instituição que protege gorilas e seus habitas, esses animais constroem laços afetivos e sociais reconhecíveis diante da morte. Segundo eles, quanto mais forte o laço com os animais mortos, mais intensa e duradoura é a interação com os cadáveres. É possível, inclusive, que a despedida dure mais de um dia.

No caso dos animais do Parque Nacional dos Vulcões, o filho da gorila fêmea tentou mover a cabeça dela e até mesmo mamar, apesar de já ter passado do período do desmame há bastante tempo.

Foto: Reprodução / Hypeness

Não é a primeira vez que gorilas realizam um ritual de luto junto de familiares mortos. É comum, inclusive, que eles gritem e batam no próprio peito enquanto assimilam a morte de um integrante do bando.

A preocupação dos cientistas, no entanto, é que, em caso de morte por doenças, como aconteceu com os gorilas do parque em Ruanda, os animais vivos acabem se contaminando e adoecendo após entrar em contato com os corpos para se despedir dos companheiros.

Gorilas demonstram luto por seus mortos, revela estudo

Foto: Dian Fossey Gorilla Fund International

Foto: Dian Fossey Gorilla Fund International

Gorilas selvagens da República Democrática do Congo e de Ruanda exibem uma variedade de comportamentos que demonstram sofrimento em relação a companheiros mortos, de acordo com um novo estudo publicado recentemente. Manifestações de carinho tais como como fazer carícias, cheirar e cutucar os mortos e, em um caso específico, até a tentativa de consolo próprio feita por um jovem gorila, sugere que esses primatas, como os humanos, choram por seus mortos.

“Os seres humanos já foram considerados únicos a terem o conceito de morte, mas um número crescente de observações de respostas animais a morte e mortos [membros do grupo] sugere o contrário”, informa um novo estudo fascinante publicado recentemente. De fato, insetos sociais, como formigas, removem e enterram seus mortos. Elefantes e primatas atendem silenciosamente e até se envolvem em comportamentos de cuidado dos recém-falecidos.

Menos se sabe, no entanto, sobre as várias maneiras pelas quais os animais reagem aos mortos com base em seu relacionamento anterior com o falecido, incluindo diferenças de sexo, idade, familiaridade ou posição social. O novo estudo, liderado por Amy Porter e Damien Caillaud, do Dian Fossey Gorilla Fund International, de Atlanta, foi um esforço conjunto para documentar e identificar respostas comportamentais únicas dos gorilas das montanhas, quando na presença de um indivíduo recentemente falecido. Pesquisadores da Universidade da Califórnia Davis, da Universidade de Uppsala, e do Instituto Congolês para a Conservação da Natureza, também ajudaram na pesquisa.

O novo estudo analisou as reações dos gorilas das montanhas em três situações distintas. O primeiro envolveu a morte de um gorila (Gorilla beringei beringei), de 35 anos, chamado Titus, no Parque Nacional dos Vulcões, em Ruanda, e o segundo envolveu a morte de uma gorila (fêmea) de 38 anos chamada Tuck, da mesma espécie e do mesmo parque. Em ambos os casos, os gorilas mortos foram assistidos (ajudados) por membros de seu grupo social. O terceiro caso, no entanto, envolveu o cadáver de um gorila de Grauer (Gorilla b. Graueri) que foi descoberto por membros de um grupo social diferente, embora da mesma espécie. Este terceiro gorila morreu no Parque Nacional Kahuzi-Biega na República Democrática do Congo (RDC).

Para o estudo, os pesquisadores documentaram os comportamentos dos gorilas por meio de observações de campo, fotos e vídeos. Em todos os casos, os gorilas haviam morrido apenas horas depois das observações. Os dois gorilas do Parque Nacional dos Vulcões provavelmente morreram devido à idade avançada.

Foto: Dian Fossey Gorilla Fund International

Foto: Dian Fossey Gorilla Fund International

Os pesquisadores estavam curiosos para ver como os gorilas reagiriam de acordo com suas diferentes posições sociais. Nos dois primeiros casos, os pesquisadores esperavam que os gorilas prestassem atenção aos cadáveres, mas eles não tinham certeza sobre o terceiro caso com o gorila macho, que não era do grupo.

Nos três casos, os animais geralmente sentavam-se ao lado do cadáver, descansando perto ou mesmo em contato com o corpo e tendo comportamentos de interação com o corpo, como lamber, cheirar, cutucar e aparar. Alguns gorilas também exibiam comportamentos beligerantes, como bater no peito, esmagar plantas e bater ou chutar o cadáver.

No caso dos dois gorilas-das-montanhas, aqueles que mantinham uma relação social próxima com os mortos passavam a maior parte do tempo em torno do cadáver, o que não surpreendeu os cientistas. Um jovem gorila do sexo masculino chamado Ihumure, por exemplo, ficou perto de Tito e permaneceu em contato íntimo com o corpo por dois dias, até mesmo dormindo no mesmo local. E em um momento particularmente doloroso, Segasira, o jovem filho de Tuck, arrumou o corpo da mãe e tentou se alimentar de seu seio, mesmo ele já tendo sido desmamado – um comportamento potencialmente indicativo de sofrimento.

Gorilas do sexo masculino e feminino, de todas as idades e classes sociais exibiram essas respostas comportamentais, mas os pesquisadores observaram uma “notável ausência” de fêmeas adultas no cadáver do gorila silverbacks (mais velhos) da espécie Grauer de fora do grupo. Em todos os casos, apenas as espécies de silverbacks e blackbacks (machos jovens) exibiram o comportamento beligerante em relação aos cadáveres.

“O comportamento mais surpreendente foi definitivamente o quão parecidas as respostas comportamentais foram em relação aos cadáveres de membros integrantes do grupo e um gorila não-membro presumivelmente desconhecido”, explicou Porter, que atualmente lida com uma péssima conexão de internet em um campo na República Democrática do Congo, em um email para o site Gizmodo.

“Na sociedade dos gorilas, as interações entre grupos ou entre um grupo e um silverback solitário – um concorrente em potencial – geralmente resultam em formas de evitar o indivíduo ou agressão com ou sem contato físico. Nos três casos, quase todos os membros do grupo sentaram-se em silêncio ao redor do cadáver e muitos gorilas cheiraram, lamberam e limparam o cadáver.

Esses comportamentos são inegavelmente sofisticados e complexos, mas alguns podem questionar se são verdadeiramente expressões de luto. Seguem opiniões de autores sobre essa possibilidade apontada no artigo:

Um dos tópicos mais controversos em torno da morte de animais é se eles sofrem a perda de um membro da família ou um membro do grupo aque são intimamente ligados. Entre os primatas, especialmente os grandes símios, há evidências convincentes de respostas comportamentais e psicológicas sofridas pelos animais diante da morte. Sabe-se que os chimpanzés compartilham circuitos [cerebrais] com seres humanos que são ativados durante estados emocionais, como o luto. No caso da morte do gorila da montanha Tuck, seu jovem filho, Segasira, tentou mamar em seu cadáver, apesar de já ter sido desmamado.

Esta foi, presumivelmente, uma demonstração de “necessidade de conforto”, que pode estimular a liberação de oxitocina, um hormônio que tem efeitos inibidores do estresse. Essa observação, e possivelmente a persistente proximidade do jovem gorila com o corpo de Titus, pode sugerir que os seres humanos não são únicos em sua capacidade de sofrer.

Em uma declaração para o site Gizmodo, Porter admitiu que é difícil discernir a vida emocional dos gorilas, e é tentador argumentar que, nos dois casos que envolviam os gorilas das montanhas, os animais que mais se envolveram com os cadáveres estavam sofrendo a perda de um companheiro próximo.

“No entanto, não temos como saber exatamente o que eles estavam experimentando”, disse Porter. “Muitos pesquisadores são rápidos em descontar o pesar como uma explicação para os comportamentos observados, alegando que é especulativo. Do meu ponto de vista, acho que temos muito a aprender sobre as maneiras como os animais se envolvem com o mundo, especialmente animais como os gorilas, que são incrivelmente inteligentes, pois tenho certeza de que eles experimentam emoções muito mais complexas do que costumamos considerar”, conclui o pesquisador.

Morre Fifi, a ursa que deu uma lição ao mundo

Foto: Divulgação/PETA

Foto: Divulgação/PETA

Nos primeiros 30 anos de sua vida, a ursa Fifi não conheceu nada além de sofrimento. Até os 10 anos, ela foi mantida em um cativeiro precário e decadente em um zoológico na Pensilvânia (EUA) e forçada a realizar truques confusos e desconfortáveis para a diversão dos visitantes.

Quando o zoológico fechou em 1995, os proprietários simplesmente deixaram ela e outros três ursos se deteriorando em suas minúsculas gaiolas. Por 20 anos, ela não colocou uma pata fora de sua jaula enferrujada, estéril, de concreto e metal.

Finalmente, em 2015, as coisas mudaram. Uma denúncia sobre a situação dos ursos chegou a PETA, e a organização conseguiu transferir os quatro animais para o Santuário de Animais Silvestres, um espaço amplo e repleto de verde, no Colorado.

Após passar três décadas em uma laje de concreto, Fifi estava muito ferida, sua pelagem era fina e esparsa e seus olhos estavam afundados de profundamente em sua cabeça. Além disso, ela sofria de artrite debilitante nas pernas traseiras.

Mas Fifi era uma lutadora nata

Quando a PETA compartilhou na internet um vídeo mostrando o quanto essa ursa majestosa foi transformada em apenas alguns meses em sua nova casa, rapidamente ele se tornou viral.

Pessoas em todo o mundo se conscientizaram e vieram em defesa de Fifi e de todos os ursos. Em massa, eles se manifestaram contra a prática de manter esses animais confinados em condições cruéis, tudo porque essa linda ursa estava determinada a se curar. E se curou.

Fifi pode não ter tido todo o tempo para aproveitar sua liberdade, mas enquanto esteve de posse dela, ela percorreu grandes distâncias verdes, nadou no rio, sentiu o sol em seu rosto e saboreou a sensação de ser livre por completo, um direito que sempre foi seu, mas que lhe foi tomado por humanos inescrupulosos.

Macaca se recusa a afastar-se do cadáver do filho morto

Foto: YouTube/Happy Channel

Foto: YouTube/Happy Channel

Uma macaca foi vista recusando-se a deixar o corpo sem vida de seu bebê em uma região deserta e selvagem no sudoeste da China.

O momento de luto e dor foi filmado na quinta-feira por vistantes na Montanha Emei, um destino turístico extremamente popular na província de Sichuan (China).

A mãe desesperada estava embalando o macaquinho morto em seus braços enquanto procurava comida perto da trilha dos visitantes na encosta da montanha.

O bebê morreu pouco depois de nascer, disse um funcionário do local ao Beijing News.

A macaca em luto foi filmada andando de um lado para o outro no frio, enquanto segurava cuidadosamente o bebê imóvel em seu braço, recusando-se afastar-se dele.

A demonstração de dor da mãe também foi capturada em outra foto, onde ela aparecia sentada, indefesa, no chão coberto de neve com o corpo de seu bebê ao lado.

O funcionário, de sobrenome Chen, disse que o bebê morreu de causas naturais loggo após o nascimento.

“Às vezes, os animais são vistos carregando seus filhos mortos, talvez para superar a perda”, acrescentou ele.

Há dias a macaca vem carregando seu bebê ao redor da montanha. Somente quando o corpo começar a se decompor, ela irá enterrá-lo”, disse Chen.

Em agosto passado, uma baleia orca foi flagrada carregando seu filhote morto por 17 dias ao largo da ilha de Vancouver, no Canadá, o período mais longo de luto registrado em qualquer orca.

Os usuários da rede social, muitos deles amantes dos animais, expressaram tristeza pelo incidente.

“Esse é o poder do amor de uma mãe”, dizia um comentário no site de microblogs chinês Weibo.

“Ela está esperando que seu bebê acorde? Isso é tão triste”, disse outro usuário.

“Às vezes os animais mostram mais devoção e compromisso do que os humanos”, acrescentou.

Localizado próximo a capital da província de Chengdu, o Monte Emei é considerado patrimônio mundial pela Unesco e é também uma das montanhas budistas sagradas da China.

Seu famoso Topo Dourado (Golden Summit) está localizado a uma altura de 3.077 metros acima do nível do mar e atrai centenas de milhares de visitantes todos os anos.

Tutores criam lista de atividades para os últimos dias de seu cachorro


Natasha Bull e Aarron Brown, de Hope Island, na Austrália, montaram uma lista de atividades obrigatórias para “Turbo”, um american staffordshire terrier, de dez anos de idade, depois de descobrir que ele tem pouco tempo de vida.

Tudo começou quando o cão começou a ter problemas para caminhar, seus tutores o levaram para um veterinário que alertou que possivelmente poderia ser câncer nos ossos.

Em uma tentativa de tornar seus últimos dias o mais agradáveis, o casal criou uma lista de desejos para seu adorável cão, que eles descrevem como “um grande bobão”.

“Eu chorei sabendo que ele não estava fazendo o melhor”, disse Bull ao Daily Mail Australia.

“Ele deslocou o ombro e, a partir daí, tudo piorou, por isso precisa de mais testes para descobrir mais”, acrescentou.

“Nossa família está apoiando e quer participar da aventura. Nós já falamos de três coisas até o momento em que nós começamos a lista de desejos na semana passada”.

“Nós comemos um cheeseburger hoje, sorvetes na praia e tomamos uma cerveja”, acrescentou ela.

Bull criou uma conta no Facebook e no Instagram para documentar os últimos dias de “Turbo”.

A lista completa também inclui outras atividades, como: tomar café da manhã na cama, comer em um café para cães, assistir a um filme no drive-thru, fazer um piquenique no parque e escolher um brinquedo no pet shop.

Só quem realmente ama um animal pode entender o que estes momentos significam para um tutor. Nada apaga a dor da perda é irreparável, mas guardar boas e felizes recordações ameniza o sofrimento pela partida destas criaturas fantásticas.

A ligação forte ligação entre cães e humanos é recíproca e ultrapassa o entendimento e a aceitação de algumas pessoas. Perder, em ambos os lado, é extremamente impactante e pode trazer sérias consequências.

Especialistas começam a abordar o luto animal mas já existe o consenso de que bichinhos sofrem tristeza pela ausência momentânea (no caso de viagens, por exemplo) ou permanente de alguém ou de algum animal próximo. Pesquisas também comprovam que os animais podem ter depressão.

“A psicologia animal está investigando o tema, mas alguns sentimentos são entendidos como humanização: o luto é algo humano, de apego emocional após um elo construído. Nesse formato, não se conhece nada nas espécies animais, mas vemos que cães, gatos e até animais silvestres demonstram carinho e dependência e que, na perda do tutor ou do companheiro, podem ter depressão – esta, sim, uma patologia reconhecida, que pede tratamento psicoterápico”, diz a médica veterinária Fabíola Paes Leme.

Ela explica que cães abandonados também podem apresentar a doença, bem como os que lidam com a chegada de outro animal ou de um bebê a seu lar. “Há cães que, inclusive, morrem por depressão. Parece extremo, mas a dor do abandono traz efeitos físicos, e esse sofrimento é tão grande quanto o nosso”, diz.

Especialistas ensinam a lidar com o luto do animal que perdeu um tutor

‘Nala também te espera’: assim a irmã do jogador Emiliano Sala, Romina, emocionou seus seguidores em uma rede social

Parada, olhando para o horizonte, Nala espera Emiliano. A cena se repete com Nina, que aguarda Ricardo chegar no meio da noite, como faz há três anos. Nala e Nina desejam que seus tutores queridos – respectivamente, o jogador argentino Emiliano Sala e o jornalista Ricardo Boechat – voltem, algo que não pode mais acontecer, pois eles morreram recentemente em acidentes aéreos.

As fotos das cadelas à porta, compartilhadas nas redes sociais, emocionaram milhares e reacenderam dúvidas: é possível que os animais vivam o luto? E, se sim, como os humanos devem ajudá-los? Essas questões vinham sendo discutidas desde dezembro de 2018, quando Sully, o cão de companhia do ex-presidente dos Estados Unidos George Bush (pai), apareceu prostrado no velório do tutor.

O luto animal ainda é pouco estudado, mas há consenso de que bichinhos sofram tristeza pela ausência momentânea (no caso de viagens, por exemplo) ou permanente de alguém ou de algum animal próximo. Pesquisas também comprovam que os animais podem ter depressão.

“A psicologia animal está investigando o tema, mas alguns sentimentos são entendidos como humanização: o luto é algo humano, de apego emocional após um elo construído. Nesse formato, não se conhece nada nas espécies animais, mas vemos que cães, gatos e até animais silvestres demonstram carinho e dependência e que, na perda do tutor ou do companheiro, podem ter depressão – esta, sim, uma patologia reconhecida, que pede tratamento psicoterápico”, diz a médica veterinária Fabíola Paes Leme.

Ela explica que cães abandonados também podem apresentar a doença, bem como os que lidam com a chegada de outro animal ou de um bebê a seu lar. “Há cães que, inclusive, morrem por depressão. Parece extremo, mas a dor do abandono traz efeitos físicos, e esse sofrimento é tão grande quanto o nosso”, diz.

Ajuda. Para evitar que o quadro se agrave, é preciso manter atenção ao comportamento dos animal: além de ficarem apáticos, eles podem parar de brincar, comer menos ou não comer por dias.

Não há “cartilha” do que fazer para ajudá-los, já que cada animal tem suas peculiaridades, e muitos até saem do luto sozinhos. “Eu perdi minha cachorrinha mais velha há alguns dias, e a filhotinha dela ficou triste, começou a se esconder, parou de comer. Nessa fase, passei a levá-la para o trabalho alguns dias”, diz Fabíola, que também cita alternativas que simulem companhia, como manter o rádio ligado ou uma pelúcia.

Os especialistas explicam que a situação pode ser pior entre animais que nunca viveram sozinhos: foi também o caso de Elvis, cachorrinho da jornalista Letícia Damasceno, que perdeu seu irmão, Raul, por um mal súbito, em dezembro. Eles, juntos de outra cachorrinha, Nazaré, foram adotados com um mês de vida e conviveram por quase dez anos.

“O Elvis ficou muito prostrado quando voltei pra casa sem o Raul. Ele teve dificuldade para voltar à vida normal, para comer. A fase crítica já passou, mas acho que até hoje ele não está normal, um pouco da alegria acabou indo. A Nazaré demonstra menos”, conta. Uma atitude que Letícia tomou, além de intensificar carinho e atenção, foi organizar uma viagem de férias em que pudesse incluir os dois animais, que aproveitaram a distração.

O adestrador da Leau Pet, Augusto Lavinas, defende a prevenção como melhor saída, mas também diz que, no geral, é importante manter a rotina do animal que ficou, inclusive deixando a mesma casinha que o animal dividia com o outro – o cheiro ajuda a manter a familiaridade. Por outro lado, ele defende mudanças pontuais. “A previsibilidade é importante principalmente para os cães, mas, se o cachorro fica esperando o tutor, como no caso do Boechat, é interessante colocar alguma coisa, tipo um passeio no horário”, ensina.

Ricardo Boechat se autodeclarava avô de Nina, que entrou na família em 2016; após sua morte, sua esposa, Veruska, revelou que a cadelinha segue à sua espera

Prevenção é a melhor alternativa

Agir antes da morte de um tutor ou de um animal que conviva com outros é a melhor alternativa para garantir que o luto animal não se prolongue. Quem defende isso é o adestrador da Leau Pet, Augusto Lavinas, que fala sobre a importância de estimular a individualidade do animal, sobretudo de cães, naturalmente mais propícios à dependência.

“A socialização é feita nos quatro primeiros meses do cão. Há estudos que mostram que nesse período ele deveria conhecer 150 pessoas, além de outros animais”, comenta. “Também é importante colocar desafios na sua rotina, como alimentá-lo fora da vasilha, no joão bobo, para ele ter uma dificuldade e aprender a lidar com frustrações, com perdas e mudanças”, explica.

Além disso, o tutor precisa criar hábitos para cada animal, sair para passear só com um, levar ao veterinários sozinho: “Caso contrário, se um animal morre, todos vão sentir muito se faziam tudo juntos”, explica o adestrador.

Se o tutor mora sozinho com o cão, Lavinas também orienta que é importante anotar as brincadeiras e alimentos favoritos para que, “no caso de uma fatalidade, o animal não sofra com mudança, além da perda do tutor”.

Métodos aliviam dificuldades

Caso o animal não se recupere sozinho após a perda de um tutor ou de um companheiro animal, nem com a ajuda de outro humano, pode ser preciso procurar um especialista. Adestradores, terapeutas e veterinários utilizam diferentes métodos.

Quando houver a obrigação de mudança de residência do animal, por exemplo, o adestrador Augusto Lavinas sugere o uso de feromônios sintéticos – que dão a gatos e cães um odor familiar.

Terapias alternativas também geram alívio, conforme explica a médica veterinária Mariana Malacco, especialista em métodos como acupuntura e florais de Saint Germain. “Os animais, os tutores e o ambiente formam um sistema. Então, o tratamento não pode ser exclusivamente de um elemento, a gente precisa tratar cada item pra que tudo fique mais harmônico”, analisa.

“Algumas ferramentas muito benéficas são os florais. Eu uso o sistema de Saint Germain, que são medicações vibracionais que atuam nos corpos sutis dos seres. Outro método interessante é o Theta Healing, ferramenta quântica para acessar um campo energético do animal e identificar os pontos que estão dificultando a recuperação dele”, diz.

Porém, Mariana reforça a necessidade de experimentar o luto naturalmente. “Assim como todos os outros sentimentos, por mais dolorosos e difíceis de serem encarados, eles precisam ser vividos por nós e pelos nossos animais. Estamos aqui para ter experiências, e todas elas são importantes para a nossa evolução e a deles”, avalia.

Coisa de cinema?

Ficção. Em 2010, o longa “Sempre ao Seu Lado” registrou a história de Hachiko, um cão da raça akita adotado por um professor (Richard Gere), que, após a morte do tutor, segue esperando-o na estação de trem.

Realidade. O longa foi inspirado na história ocorrida no Japão em meados dos anos 20. Hachiko ganhou até uma estátua no país.

Sugestões de o que fazer se o animal…

– Não come a ração. Introduza alimentos mais úmidos ou petiscos. Caso a falta de apetite persista, procure um especialista.

– Fica antissocial. Aumente o carinho. Caso não possa estar presente, deixe uma pelúcia ou uma roupa sua na casinha e tente manter rádio ou TV ligados. A alternativa de adotar um novo animal deve levar em conta o comportamento natural do atual animal e do novo.

– Espera pelo tutor que morreu. Crie um novo hábito para aquele horário.

Fonte: O Tempo

Golfinho fêmea carrega por dias seu filhote morto

A cena aconteceu em águas na Ilha Norte da Nova Zelândia , perto da Baía das Ilhas, segundo autoridades de conservação da área.

Segundo eles, a mãe pode ter dado a luz ao bebê, já morto,  no início desta semana e o carregava por dias como um luto. As informações são do Daily Mail.

Ela podia ser ouvida vocalizando para o filhote enquanto nadava, afirmou o Departamento de Conservação.

Durante a jornada, ele foi vista várias vezes separada de seu grupo, o que a deixou bastante vulnerável.

“Ela deixou o corpo cair várias vezes enquanto tentava nadar e depois voltava para pegá-lo”, disse a chefe da área de biodiversidade, Catherine Peters.

As autoridades pediram que os barcos na baía ficassem longe deles.

“A mãe está sofrendo e precisa de espaço e tempo para isso”, disse o Dr. Peters.

No início deste ano, uma orca chamou a atenção depois de levar seu filhote morto em sua cabeça por mais de duas semanas no norte do Pacífico.

Jenny Atkinson, diretora executiva do Museu das Baleias, na ilha de San Juan, disse que a orca e seu grupo passaram por um profundo processo de luto juntos.

O filhote foi o primeiro a nascer em três anos na população cada vez menor de baleias orcas residentes no sul. Existem apenas 75 destes mamíferos.

No início deste ano, um estudo realizado por uma organização sem fins lucrativos revelou que baleias e golfinhos fazem “vigílias” por seus filhotes mortos.

Os animais se agarraram aos corpos sem vida de seus filhos por dias na tentativa de mantê-los a salvo de predadores.

Por que os cientistas acreditam que as baleias e os golfinhos choram?

Baleias e golfinhos já foram vistos carregando ou cuidando de seus filhotes mortos várias vezes.

Essas criaturas ficam em luto e não aceitam reconhecer que a prole ou um companheiro morreu.

Os cientistas ainda não sabem se os mamíferos aquáticos realmente reconhecem a morte e estão procurando realizar mais pesquisas sobre esse assunto.

Em 2016, cientistas encontraram evidências de que baleias e golfinhos realizam “vigílias” por seus mortos.

Na época, eles disseram que a explicação mais provável era o luto. O estudo compilou evidências de 14 eventos.

Eles descobriram que as mães muitas vezes carregavam seus bebês mortos acima da água, muitas vezes acompanhados por amigos.

Em muitos casos, os animais mortos estavam decompostos, indicando que eles foram mantidos por um longo tempo.