Feridos e debilitados, cães são encontrados sem comida e água no Paraná

Três cachorros, sendo um macho e duas fêmeas da raça pit bull, foram resgatados pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) após serem encontrados em situação de maus-tratos no bairro Boqueirão, em Curitiba. Um homem de 48 anos foi detido.

Foto: Reprodução/XV Curitiba

Na casa, as fêmeas eram mantidas presas em um canil insalubre, sem água e comida. O macho estava amarrado a uma corrente, também faminto e com sede, e com ferimentos abertos pelo corpo.

Todos os animais estavam visivelmente debilitados e não recebiam os cuidados necessários. As informações são do portal XV Curitiba.

Levado à delegacia, o tutor dos animais assinou um temo circunstanciado de ocorrência. Ele responderá pelo crime de maus-tratos a animais e, se for condenado, poderá ser punido com até um ano de detenção, além de multa.

A condenação, no entanto, tende a ser revertida em prestação de serviços comunitários por se tratar de um crime considerado pelo ordenamento jurídico como de menor potencial ofensivo.


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Filhote de espécie rara de onça resgatado em MT recebe tratamento para cegueira

O filhote de onça-pintada melânica resgatado na quinta-feira (13) em Paranaíta, no Mato Grosso, está recebendo tratamento para tentar reverter um quadro de cegueira. O animal foi levado para o Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Sinop, a 503 km de Cuiabá.

Foto: Sema-MT/Assessoria

A espécie, que também é conhecida como onça preta ou pantera-negra, é rara e está ameaçada de extinção. O filhote tem cerca de três meses de idade e foi encontrado por um morador da cidade em uma região de pastagem. Ele manteve o animal em casa por uma semana, mas decidiu pedir ajuda da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) quando notou que o filhote estava bastante debilitado.

De acordo com professora da UFMT, Elaine Conceição, a onça está com cegueira devido a um desequilíbrio nutricional. Exames constataram também que o animal apresenta desidratação. As informações são do G1.

“Em consequência desse estado, ela apresenta um quadro de cegueira, que agora estamos priorizando para ver se ocorre a reversão desse quadro, o que é um pouco difícil”, explicou.

O destino do animal já é estudado pelos profissionais da universidade. “Estamos vendo se ele deverá ser solto ou se será destinado para um cativeiro, pois é uma espécie de bastante valor biológico”, disse Elaine.

Foto: Sema-MT/Assessoria

A cor escura da onça se deve a uma alteração genética rara que esconde as pintas comuns da espécie. Trata-se de uma condição rara que acomete apenas de 5% a 10% das onças.

“Esse animal é precioso por conta da pelagem. Dentre as onças-pintadas, ele se torna uma raridade”, ressaltou Elaine.

Nota da Redação: caso o filhote se recupere, a ANDA se posiciona veementemente contra a manutenção dele em cativeiro. O “valor biológico” do animal, apontado pela professora, não pode ser considerado motivo para manter um animal silvestre aprisionado. Onças nasceram para viver no habitat e a natureza delas deve ser respeitada, assim como seu direito à liberdade.


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Aniversário de um ano da morte do último rinoceronte branco traz reflexões sobre a extinção

Foto: Ol Pejeta/Arquivo

Foto: Ol Pejeta/Arquivo

Faz um ano desde a morte do Sudão, o último rinoceronte branco do norte macho do mundo. Ele viveu até os 45 anos quando as complicações de saúde relacionadas à idade e as infecções levaram a sua morte em Ol Pejeta, a reserva de conservação da vida selvagem em Nanyuki, no Quênia (África), que o rinoceronte branco chamava de lar.

Ele deixou uma filha, Najin, e a filha dela, Fatu – mas nenhum macho para garantir a sobrevivência da espécie. A única esperança de continuidade é a possibilidade de reprodução assistida por fertilização in vitro.

O conflito, a caça e a perda de habitat reduziram as populações de rinocerontes brancos do norte, com o último grupo vivendo em estado selvagem no Parque Nacional de Garamba, na República Democrática do Congo, perdido no conflito há cerca de duas décadas.

A perda do Sudão provocou protestos relacionados a ameaça contra a biodiversidade e a extinção de animais, sendo que o aniversário dessa perda representa um momento para os grupos de defesa da vida selvagem exigirem um compromisso renovado pela a proteção de espécies.

“Sudão achava que eu era amigo dele”, disse James Mwenda, um cuidador de rinocerontes em Ol Pejeta, que trabalhou com o Sudão a partir de 2014, em uma mensagem em vídeo.

“Ele era a verdadeira face da extinção, e por isso me tornou mais compassivo, e mais preparado para tentar falar por ele e defender o que ele representava”, conta o cuidador.

Para Mwenda, que prometeu ao rinoceronte branco que trabalharia para proteger outros animais selvagens antes que fosse tarde demais, o legado do Sudão é “para que nós abramos nossos olhos e enxerguemos a realidade do que é a extinção”.

Ele se juntou aos esforços de grupos de defesa da vida selvagem e protetores, incluindo a CITES. “Vamos todos aprender com essa triste perda e ampliar nossos esforços para acabar com a caça e com o tráfico de vida selvagem”, disse o CITES.

Caso as tentativas de fertilização in vitro não tenham sucesso, Sudão leva consigo o legado de último representante da espécie de rinocerontes brancos no norte.

Uma notícia que pode ser dada em relação a diversas outras espécies ameaçadas, caso não sejam tomadas medidas urgentes de proteção e preservação desses animais.