Cadela Lassie rodeada pelos gatinhos

Gatinhos são adotados por cadela no Piauí

Por Rafaela Damasceno

Uma gata deu à luz a quatro gatinhos na cidade de Piripiri, no Piauí, mas rejeitou a ninhada e fugiu pouco tempo depois. A cadela Lassie, que nunca tinha sido mãe, resolveu adotá-los e lutou para que sobrevivessem. Infelizmente, mesmo após seus esforços e os de sua tutora, Daniela Silva, três deles faleceram.

Em entrevista ao G1, Daniela conta que começou a alimentar a ninhada através de uma seringa, até que os gatinhos começaram a chegar perto de Lassie. “Ela ficava lambendo eles. Ela lambe eles todinhos, dá banho igual a um gatinho mesmo”, relatou.

Cadela Lassie rodeada pelos gatinhos

Os gatinhos passaram a se aproximar de Lassie | Foto: Arquivo Pessoal

A tutora ainda disse que, quando os gatinhos tinham fome, miavam até que Lassie se deitava para deixá-los mamar. Mesmo sem ter sido mãe, ela conseguia alimentá-los.

A gatinha que sobreviveu ganhou o nome de Rajada e vai continuar morando com Daniela.

Rajada deitada em um potinho de plástico

Rajada continuará com Lassie | Foto: Arquivo Pessoal

São diversos os casos documentados de animais adotando e criando outras espécies como se fossem seus próprios filhotes. Patrícia Monticelli, professora de etologia da USP, explica ao Uol que há alterações hormonais nas fêmeas de todas as espécies. Essas alterações desencadeiam um comportamento materno que deixa as fêmeas mais sensíveis aos cuidados. Os filhotes, por sua vez, reconhecem o melhor cuidador e estabelecem um vínculo.

Um estudo da revista Naturalist apontou que as fêmeas de alguns mamíferos respondem a choros e gritos de filhotes, mesmo os de espécies diferentes. Os pesquisadores afirmam que o choro de um filhote implica em uma situação grave, o que faz as fêmeas responderem rapidamente. “A vantagem de garantir a sobrevivência da sua prole supera o potencial erro”, declara a pesquisadora Susan Lingle à revista New Scientist.

Biólogos registram baleia-jubarte ao lado de filhote no litoral de São Paulo

Biólogos do Instituto Viva Baleias e Golfinhos fizeram imagens de uma baleia-jubarte adulta nadando ao lado de um filhote que pode ter sido o primeiro a nascer no litoral norte de São Paulo.

O registro foi feito nas proximidades da costa de Ilhabela (SP), no último final de semana. De acordo com a bióloga do Instituto, Marina Leite Marques, é possível afirmar que os animais avistados são mãe e filho.

Foto: Marcio Motta/Instituto Verde Azul

Os filhotes começam a desmamar com um ano de idade. Antes disso, são completamente dependentes da mãe. As informações são do G1.

“Desde que começamos o monitoramento das baleias aqui em Ilhabela, este foi o primeiro registro de um filhote pequeno, nadando ao lado de um adulto. Isso indica que o litoral paulista pode estar se tornando um berçário de baleias da espécie jubarte”, afirmou a pesquisadora.

No momento do registro, mãe e filho estavam a um quilômetro e quatrocentos metros de distância da Praia Borrifos, na costa sul de Ilhabela. A praia recebeu, em maio, um ponto fixo de observação de baleias-jubarte.

Temporada de baleias

As baleias-jubarte passam o verão na Antártica, em busca de alimento. Após esse período, elas viajam 4 mil km até Abrolhos, no sul da Bahia, para se reproduzirem.

Nos últimos anos, pesquisadores têm ficado animados com aparições de baleias em Ilhabela. Desde o começo da temporada, foram feitos 360 avistamentos de animais da espécie jubarte. Em 2018, foram apenas 48. O número de avistamentos não é proporcional a quantidade de baleias presentes na região.

“As mais jovens estão ocupando um território que já foi delas. Só que nesse território tem a presença humana e um monte de armadilhas. Por isso a gente tem que harmonizar isso”, explica o pesquisador Júlio Cardoso, estudioso das baleias-jubarte há vinte anos.

Em 1986, a caça às baleias foi proibida no Brasil. Antes da proibição, segundo dados do Instituto Baleia Jubarte, existiam menos de 2 mil animais vivendo no Atlântico Sul. O número, atualmente, é de aproximadamente 20 mil baleias.


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Estudo revela que baleias sussurram para alertar seus filhotes sobre predadores

Foto: Fox News/Reprodução

Foto: Fox News/Reprodução

Junto com os golfinhos, as baleias são amplamente consideradas os mamíferos mais inteligentes do mar, tendo desenvolvido cérebros e comportamentos que sugerem inteligência e sofisticação raramente vistas na natureza.

Mas um novo estudo teoriza que algumas espécies de baleias levaram esse intelecto a um novo nível – “sussurrando”.

A pesquisa, publicada no Journal of Experimental Biology, sugere que as baleias francas do sexo feminino “sussurram” aos filhotes para evitar serem ouvidas por baleias orcas.

Pesquisadores observaram por meio de etiquetas multisensores nove baleias em lactação por aproximadamente 63 horas em uma área usada pelos cetáceos para reprodução na Austrália Ocidental, usando o SoundTrap para estimar o ruído de fundo acústico e ficaram surpresos com o que ouviram – ou mal ouviram.

“Foi difícil diferenciar as comunicações e vocalizações do filhote ou da mãe, porque elas são muito próximas uma da outra”, disse a principal autora do estudo, Mia Nielsen, em um comunicado. Embora os filhotes da baleia-franca-austral (Eubalaena australis) tenham entre 5 e 8 metros de comprimento, eles são vulneráveis a ataques, por isso é importante que eles se mantenham discretos quando os predadores estão próximos.

Normalmente, as comunicações das baleias são audíveis por quilômetros, mas os sons e grunhidos das fêmeas das baleias francas austrais eram quase inaudíveis sobre as ondas agitadas, frequentemente em níveis muito baixos de decibéis e menos frequentes do que o habitual.

Nielsen, que disse que um dos desafios iniciais do estudo era entender as baleias na área, observou que esses mamíferos são “muito físicos uns com os outros”, incluindo ações como o filhote esfregando-se contra a mãe. Isso dificultou que as tags (etiquetas) permanecessem presas aos pequenos por mais de 40 minutos.

“Concluímos que essa criptografia acústica em baleias francas austrais e outras baleias reduz o risco de morte ao alertar sobre a presença de potenciais predadores e, portanto, requer um investimento energético substancial da mãe”, afirma o resumo do estudo.

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Cachorra com a perna quebrada salva seus seis filhotes de incêndio

Foto: Dóchas N Grá Animal Rescue and Sanctuary

Foto: Dóchas N Grá Animal Rescue and Sanctuary

Miracle o pit bull estava morando em uma fábrica abandonada na Carolina do Sul, Estados Unidos, quando de repente a fábrica pegou fogo. Uma pessoas que passava pelo local a encontrou vagando perto da fábrica e a levou para o abrigo do condado.

A equipe do abrigo notou que Miracle tinha a penas quebrada, e que ela estava produzindo leite – o que significava que ela tinha cachorrinhos em algum lugar.

Com medo de que os filhotes de Miracle pudessem estar na fábrica que pegou fogo, um oficial de controle de animais do abrigo contatou o departamento para ver se eles poderiam levar Miracle para procurar os filhotes, mas eles não foram capazes de atender ao chamado e volta ao local do incêndio por vários dias.

Foto: Dóchas N Grá Animal Rescue and Sanctuary

Foto: Dóchas N Grá Animal Rescue and Sanctuary

Quatro dias após o resgate de Miracle, o oficial a levou de volta à fábrica – onde a cachorrinha os levou para a floresta e mostrou onde ela havia escondido seus seis bebês.

Parecia que Miracle havia levado os filhotes para fora da fábrica, um por um, e escondido eles na floresta até que ela pudesse encontrar ajuda, que é provavelmente como ela machucou sua perna. Os filhotes esperavam pacientemente que ela voltasse e ficaram tão felizes em vê-la quando finalmente se reuniram.

Foto: Dóchas N Grá Animal Rescue and Sanctuary

Foto: Dóchas N Grá Animal Rescue and Sanctuary

Depois de garantir a segurança dos filhotes, Miracle e sua família foram transferidos para Centro de Resgate e Santuário de Animais, Dóchas N Grá, que rapidamente deu à família o cuidado de que eles precisavam.

Por causa da gravidade de sua lesão, Miracle teve que ter sua perna amputada. A amputação não diminuiu em nada o ânimo de Miracle, porque, embora ela tenha perdido a perna, ela salvou seus bebês.

Foto: Dóchas N Grá Animal Rescue and Sanctuary

Foto: Dóchas N Grá Animal Rescue and Sanctuary

“Miracle é o cão mais doce e descontraído que já conheci”, disse McGonigal. “Ela é um daqueles cães que você conhece e fica realmente feliz de ter salvo sua vida e a vida de seus bebês.”

Foto: Dóchas N Grá Animal Rescue and Sanctuary

Foto: Dóchas N Grá Animal Rescue and Sanctuary

Depois de passar cerca de quatro semanas com o resgate, os bebês de Miracle tinham idade suficiente para encontrar suas próprias casas e foram transferidos para o Happy Tails Dog Rescue, onde todos encontraram rapidamente lares amorosos.

Miracle passou outras oito semanas em Dóchas N Gráwhile, sua perna foi curada, e depois foi enviada para o Happy Tails Dog Rescue também.

Foto: Dóchas N Grá Animal Rescue and Sanctuary

Foto: Dóchas N Grá Animal Rescue and Sanctuary

Atualmente, ela está em um lar temporário que tem a intenção de adotá-la, o que significa que muito em breve, essa mamãe doce e corajosa terá finalmente encontrado seu final feliz também.

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Cachorra adota quatro filhotes de cabras órfãos

Foto: Andrea Holley

Foto: Andrea Holley

Loryn, uma cachorra da raça golden retriever, cresceu na fazenda de sua família e está constantemente ajudando a cuidar de todos os animais. Ela é como a “mãe” da fazenda, e ama todos os animais aos quais ela conhece muito bem.

“Ela está cercada de todos os animais da fazenda o tempo todo, então Loryn já viu de tudo”, disse Andrea Holley, a tutora de Loryn, ao The Dodo. “Ela é verdadeiramente uma mãe e aceita todos os bebês que temos aqui como se fossem dela.”

Foto: Andrea Holley

Foto: Andrea Holley

Recentemente, a fazenda de Holley abrigou algumas cabras bebês resgatadas – e Loryn se apaixonou pelos pequenos mais do que nunca.

“As cabras são as criaturas mais amorosas e tranquilas”, disse Holley. “Eles amaram Loryn imediatamente. Eles estão juntos todos os dias, todos os dias mesmo.”

Os nomes das cabras são Mia, Henry, Delilah e Daisy Mae, e eles amam Loryn tanto quanto ela os ama. Eles passam seus dias cochilando, afagando, e perseguindo uns aos outros, e Loryn nunca os deixa fora de sua vista. Ela os adotou como se fossem seus e ela leva seu papel como mãe muito a sério.

Foto: Andrea Holley

Foto: Andrea Holley

Delilah e Daisy Mae chegaram à fazenda de Holley com etiquetas presas em seus ouvidos (vindas da fazenda de criação onde viviam antes), mas agora encontraram seu lar permanente com Loryn e sua família.

Como os bebês ainda são muito jovens e têm que ser alimentados com mamadeira, eles passam muito tempo em um cercadinho na casa de Holley, e Loryn gosta de ficar de pé, observando-os.

Foto: Andrea Holley

Foto: Andrea Holley

Loryn dedicou sua vida a cuidar de todos os bebês em sua fazenda, e ela estará por perto para observar todos os quatro cabritinhos crescerem e ajudá-los tanto quanto precisarem ao longo do caminho e se eles caem, ela sempre esta por perto pra levantá-los.

Foto: Andrea Holley

Foto: Andrea Holley

“Loryn é meu braço direito e sempre ajuda a vigiar os bebês quando estamos do lado de fora ou ao redor deles enquanto brincam dentro de casa”, disse Holley. “Ela definitivamente acha que eles são seus bebês.”

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Menino de sete anos salva cão que estava sendo abusado por outras crianças

Foto: Zoorprendente

Foto: Zoorprendente

Um menino de sete anos chamado Nicolás foi considerado um verdadeiro herói. Graças a sua coragem, um filhote de cachorro foi salvo da crueldade de um grupo de crianças.

O evento aconteceu no bairro Las Heras, na Argentina.

Nicolás conta como ficou aterrorizado quando viu quatro crianças mais velhas que ele, entre 8 e 12 anos, machucando e abusando do animal indefeso.

Foto: Zoorprendente

Foto: Zoorprendente

O menino não podia acreditar no que via. Preocupado, ele pediu que os outros parassem de bater no filhote e foi rapidamente buscar ajuda de sua mãe.

Felizmente, sua mãe Gisela, conseguiu resgatar o cachorro das mãos das crianças cruéis.

“Eles estavam dispostos a matá-lo!”, Disse a mãe de Nicolás.

Foto: Zoorprendente

Foto: Zoorprendente

Com este gesto nobre, Nico se tornou um herói depois que sua história se tornou viral nas redes sociais.

Depois de ser resgatado, o cão tomou um banho e recebeu todos os cuidados necessários. Além disso, o menino comprometeu-se a cobrir todas as despesas veterinárias com suas economias.

Foto: Zoorprendente

Foto: Zoorprendente

A mãe de Nicolás conta que o menino tem um coração de ouro e desde a infância tem sido um fervoroso amante dos animais.

Nicolás está feliz por poder ajudar o cão, que já foi batizado de Esteban.

Foto: Zoorprendente

Foto: Zoorprendente

Imediatamente, o heroísmo de Nico se espalhou pelas redes sociais e centenas de pessoas aplaudiram sua coragem.

Felizmente, a família tomou a decisão de ficar com o cachorro para sempre. Histórias como essa enchem nossos corações de alegria e esperança.

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Homem salva vida filhote de urso usando técnicas de ressuscitação cardiopulmonar

Ronnie Dean Harris | Foto: Angelina Hopkins Rose

Ronnie Dean Harris | Foto: Angelina Hopkins Rose

Quando Ronnie Dean Harris viu uma ursa negra enorme morta ao longo da rodovia em British Columbia, no Canadá, ele nunca pensou que dali a poucos minutos ele estaria salvando a vida de um filhote inconsciente da mesma ursa.

Graças aos esforços de Harris, voluntários de um comitê local especializado em ursos negros e de oficiais de conservação da região, dois filhotes órfãos foram salvos e estão a caminho de um centro de reabilitação em Langley.

“Estou feliz que eles [os filhotes] estejam sendo ajudados e tenham uma chance de sobrevivência”, disse Harris.

Depois de ver pela primeira vez o cadáver da ursa adulta na quarta-feira, Harris inicialmente continuou dirigindo. Mas sua consciência começou a corroê-lo por dentro.

Ele então parou o carro e começou a colocar um pouco de tabaco em seu corpo.

Foto: Ronnie Dean Harris

Foto: Ronnie Dean Harris

“Em nossas culturas indígenas, ajuda o espírito desses animais a ter uma transição melhor”, disse ele.

Quando Harris parou, viu uma pequena ponta de pelo negro sobre a mureta de proteção da rodovia e que correu para longe. O motorista saiu do carro para dar uma olhada melhor e viu um segundo filhote de urso numa árvore próxima. O primeiro filhote correu e subiu na árvore também.

Harris fez uma série de chamadas para as sociedades de proteção da vida selvagem locais e para o Serviço de Conservação do Estado. Enquanto ele esperava pelo retorno do contato das entidades, os filhotes começaram a descer a árvore. Ele notou que um deles tinha algo preso em volta do pescoço.

“Ele estava lutando e tentando se desvencilhar de algo”, disse Harris, que voltou ao seu carro para pegar uma faca para liberá-lo.

Mas quando ele voltou, ele viu o urso bebê inconsciente na árvore.

“Quando eu o vi pendurado lá achei que estava morto e fiquei pensando ‘eu tenho que fazer alguma coisa'”, disse Harris.

Foto: Ronnie Dean Harris

Foto: Ronnie Dean Harris

Ele cortou e desatou o que parecia ser um fino cordão de borracha de um pneu queimado preso no pescoço do pequeno. Mas o filhote não respondeu.

Harris conta que então colocou o ursinho de lado e começou a fazer compressões ritmadas no seu peito usando técnicas de ressuscitação cardiopulmonar, ao mesmo tempo que implorava para que ele ficasse bem. Depois de meia dúzia de compressões, o filhote soltou um pequeno suspiro.

“Foi apenas uma reação”, disse ele. “Eu nunca fiz CPR [antes]”.

Assim que fizeram contato visual, Harris diz que o filhote fugiu.

Encontrando os filhotes

Harris finalmente recebeu o retorno do BC Conservation Officer Service (Centro de Conservação de Britsh Columbia), que lhe disse para ligar de volta se houvesse outro avistamento.

Através de um post no Facebook, Lydia Koot da ONG Hope Mountain Black Bear Committee entrou em contato com Harris e se ofereceu para ajudar. Seu grupo resgata animais órfãos e possui armadilhas para filhotes de urso. Geralmente eles trabalha com oficiais de grupos de conservação.

Foto: Angelina Hopkins Rose

Foto: Angelina Hopkins Rose

No sábado, Koot e Harris viram um dos filhotes voltar para o local onde estava o corpo de sua mãe para tentar mamar, então eles colocaram uma armadilha e alertaram os policiais.

“Às vezes as armadilhas podem levar semanas para capturar os bebês”, disse Koot, mas, em poucas horas, eles pegaram o primeiro filhote. “Nós tivemos sorte”.

Sozinhos na natureza sem a mãe os bebês provavelmente morreriam.

Mais tarde, eles também conseguiram pegar o segundo filhote.

Koot diz que os filhotes pesavam em torno de seis quilos e provavelmente não tinham mais de quatro meses de idade.

O primeiro filhote estava extremamente agitado e assustado dentro da armadilha “gritando como um louco”. Mas quando abriram a gaiola para permitir que o irmão do filhote ficasse junto com ele, os dois se aconchegaram e instantaneamente se acalmaram.

“Toda essa história foi simplesmente desoladora”, disse Koot. “Mas todos nós nos unimos e salvamos aqueles dois filhotes.”

Ela disse que não tem dúvidas de que se Harris não tivesse parado quando viu o cadáver da ursa mãe, os filhotes teriam o mesmo destino que ela.

Os filhotes estão agora a caminho da Critter Care Wildlife Society, em Langley, onde Harris afirma que serão reabilitados e preparados antes de eventualmente serem devolvidos à natureza.

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Gatinho que adora água se diverte na praia e até aprende a surfar

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

Pip era um gatinho minúsculo e doente que procurava por comida quando apareceu na casa de uma família em Berlim, Maryland (EUA). Ele apareceu logo em seguida de uma tempestade, talvez isso fosse um prenuncio de seu destemor quando se trata de água – algo que os gatos são famosos por não gostar.

Em Berlim, Pip encontrara uma senhora idosa que era avó da família e ficava tomando conta da casa, ela começou a alimentar o pequeno gatinho. Infelizmente, sua família não pôde aceitá-lo quando eles voltaram e a mulher idosa estava se mudando, então Laura Meadows – uma aluna do ensino médio e amiga da família – se ofereceu para levá-lo com ela, apesar dela não ter discutido isso com sua família antes.

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

Quando a família de Meadows recusou-se a deixá-la ficar com Pip, a irmã mais velha de Laura, Emily Meadows, e seu marido ofereceram-se para levá-lo por um tempo.

“Minha irmã me implorou para levá-lo e estávamos apenas observando-o, pensando sbre o que deveríamos fazer”, disse Emily Meadows ao The Dodo. “Tentamos o abrigo local mas eles estavam lotados e nós tivemos que ficar com ele, e foi assim que tudo começou”.

Não demorou muito para Meadows ver o quão único e especial Pip era, mas sua primeira tarefa foi deixá-lo saudável. Seus olhos estavam inchados e ele estava muito sujo por andar pelas ruas.

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

O gatinhos foi até considerado surdo porque nunca olhava para Meadows ou seu marido quando faziam barulho ou chamavam seu nome. Uma boa limpeza do ouvido do filhote feita pelo veterinário provou que isso não era verdade e agora ele ouve tudo, segundo Meadows.

Uma vez que Pip estava bem mais saudável do que quando chegou, ele acabou por se mostrar um pequeno encrenqueiro muito enérgico. Ele passava seus dias subindo nas telas das janelas, derrubando copos de água e qualquer outra coisa que não estivesse pregada ou presa, espalhando comida por todo o chão e aterrorizando seus novos irmãos gatos, Natty e Mowgli. Ele gostava especialmente de acordá-los pulando de cabeça sobre eles.

“Era o mundo do Pip”, disse Meadows. “Nós estávamos apenas vivendo nele”.

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

A preferência de Pip em usar as plantas de casa como sua caixa de areia (necessidades) deixava Meadows e seu marido pouco a vontade, então eles decidiram tentar algo não convencional. “A casa precisava de uma pausa”, disse Meadows. “Natty e Mowgli definitivamente precisavam de uma pausa. E foi aí que surgiu a ideia: por que não levar Pip para passear um pouco?”

Meadows e seu marido moram em Ocean City, Maryland, então eles decidiram colocar Pip em uma coleira e levá-lo para a praia para ver se voltar para suas raízes ao ar livre ajudaria a dispersar um pouco de sua energia. Ambos se surpreenderam com o resultado!

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

Pip mostrou rapidamente uma afinidade imensa em cavar na areia, correr pela praia, perseguir penas de gaivotas, brincar com brinquedos e conchas, se esconder em cadeiras de praia e, uma vez cansado, cochilar ao sol com seus humanos. Parecia que ele estava realmente em seu ambiente natural e assim foi que ele se tornou um freqüentador regular da praia com Meadows e seu marido.

Um dia, quando a maré estava baixa e as ondas estavam calmas, Meadows permitiu que Pip explorasse a água. “E isso não o incomodou em nada, ao contrário”, disse Meadows.

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

Pip ficou tão fascinado pela água que Meadows tentou colocá-lo em uma prancha de boogie (prancha menos de surf). “Ele pegou uma pequena onda e ficou em cima dela”, disse Meadows. “Quando a prancha bateu na praia, ele pulou e apenas caminhou ao longo da praia como se tudo estivesse normal. Foi quando tivemos certeza que Pip era um gato muito especial”.

Ele até se revelou um exímio nadador que gostava de se divertir nas águas rasas.

As artimanhas de Pip atraíram uma enorme atenção de um número crescente de fãs. “Após várias viagens à praia, Pip foi filmado e fotografado por [turistas] e residentes”, disse Meadows. Alguém mostrou um vídeo para a estação de notícias local e Meadows foi contatada para contar a uma história de Pip.

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

Infelizmente, toda essa atenção destacou o fato de que as leis de Ocean City proíbem animais domésticos na praia durante os períodos de pico, então Pip precisava brincar sem ser notado pela patrulha da praia. Ele sempre se saia muito bem em se esconder na areia se eles passassem, no entanto.

Por sorte, a praia não era o único lugar na cidade natal de Pip para ele explorar. Havia o calçadão, o arcade, bares e restaurantes que aceitam animais domésticos, atrações locais e até eventos especiais.

Meadows encontrou várias praias e áreas para animais domésticos que permitiam que Pip continuasse a explorar os ambientes, coisa que eles gostava muito, sempre respeitando as leis. O gatinho continua ativo mesmo nas atividades fora da temporada, como paddleboarding e passeios de bicicleta em sua mochila favorita.

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

Ele até fez algumas viagens a lugares mais distantes como Savannah, Georgia e Nova York.

De fato, Pip recentemente “escreveu” e publicou um livro dele próprio sobre todos os lugares que ele gosta de explorar em sua cidade natal e as aventuras que ele participa com seus pais.

“Quando alguém filmava [Pip] na praia e a enviava para o noticiário, é quando pensamos:” É ótimo ter um gato famoso, disse Meadows.

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

Meadows criou “Little Pips” – um bicho de pelúcia que se parece com Pip – para que os fãs pudessem desfrutar de seu próprio Pip sempre que quisessem. “Nós damos um bichinho de pelúcia Little Pip para alguém que precisa para cada um que é comprado”, disse Meadows.

Little Pips tem sido especialmente popular entre a comunidade de lar de idosos, onde alguns moradores viveram toda a sua vida com gatos, mas não viram um real em anos devido às suas condições de vida, de acordo com Meadows.

O impacto de Pip se espalhou muito além da comunidade local graças às mídias sociais, e Meadows recebeu cartas e e-mails de pessoas ao redor do mundo descrevendo como Pip os ajudou em um momento difícil.

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

Um casal que esteve em um acidente de carro horrível escreveu Meadows para dizer a ela que assistir as aventuras de Pip a cada dia tirava suas mentes das coisas terríveis que eles estavam experimentando, de acordo com Meadows.

Talvez o mais importante, Pip ajudou Meadows a superar algumas de suas próprias dificuldades – particularmente fobias de hospitais, lares de idosos, sangue e IVs relacionados a um trauma de infância que ela experimentou. “Eu nunca em um milhão de anos pensei que eu iria superar essa fobia”, disse Meadows.

“Ter Pip comigo [enquanto voluntariado nesses lugares] realmente ajudou, e agora posso dar um passo para trás e ver como os animais são seriamente prestativos quando se trata de apoio emocional. No final do dia, Pip mudou minha vida e me ajudou emocionalmente tanto quanto mudou o de todo mundo – nunca me senti mais estável do ponto de vista de saúde mental do que desde então trabalhando com Pip ao meu lado diariamente e levando ele comigo em todos os lugares “, acrescentou Meadows.

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

Meadows e seu marido recentemente começaram a dar lar temporário a filhotes através da ONG Town Cats of Ocean City, e você pode ter certeza de que Pip os mantém entretidos e mostrando a eles oa brinquedos.

Embora toda essa atividade possa parecer muito para apenas um gato, na verdade é a quantidade perfeita para Pip, que precisa manter-se ativo para evitar problemas. “Ele só queria tentar coisas novas e isso o ajudou a se acalmar muito em casa”, disse Meadows.

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Cadela tenta esconder filhote para protegê-lo em abrigo nos EUA

Uma cadela foi flagrada tentando esconder seu único filhote em um abrigo no Texas, nos Estados Unidos. Assustados, os animais tremiam diante de uma voluntária do local, que os fotografava.

Foto: Reprodução / Portal Amo Meu Pet

As fotos foram divulgadas na internet na tentativa de encontrar um adotante que aceitasse levar os dois animais juntos para casa. A voluntária sabia que se eles não fossem adotados, poderiam não sobreviver.

O caso comoveu outro abrigo de animais, localizado em Nova York, que decidiu compartilhar o vídeo para impulsionar seu alcance. As informações são do portal Amo Meu Pet.

Foi assim, através das redes sociais, que Dava Hammack soube dos cães. A triste história da dupla comoveu a mulher, que mesmo já tendo outros quatro cachorros adotados em casa, decidiu ficar com a cadela e com seu filhote.

Foto: Reprodução / Portal Amo Meu Pet

Para buscá-los, Dava contou com a companhia de sua filha de 12 anos. Na volta do abrigo, enquanto a mãe dirigia para casa, a criança ficou observando os cães, que logo começaram a ficar mais confiantes e relaxar.

“A mãe colocou a cabeça sobre o bebê e eles dormiram no caminho de volta”, disse Dava.

No entanto, mesmo se sentindo mais segura, o instinto materno falou mais alto e a cadela continuou tentando proteger seu pequeno filhote. Agora, no entanto, tendo um lar amoroso para viver, com uma tutora responsável e disposta a oferecer a eles todos os cuidados, além de quatro irmãos caninos.


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Cachorra adota filhote de gato e cria junto com seus filhos

Foto: Jamie Myers

Foto: Jamie Myers

Nala era apenas um filhote recém-nascido quando foi abandonada sozinha em um beco sujo. Um vizinho ouviu o choro da pequena gata malhada e levou-a para o Serviço Regional de Proteção Animal do Condado de Spokane (SCRAPS) em Spokane, Washington (EUA).

A gatinha nunca tinha conhecido o amor de uma mãe, mas logo, duas mães incomuns se apresentaram para ajudá-la a crescer forte e e confiante.

Encontrada em uma idade ainda tão jovem, Nala teve que ser colocada com uma família em um lar temporário para ter mais chances de sobrevivência. Quando Jamie Myers viu um pedido de ajuda no Facebook, ela aproveitou a chance para pegar a gatinha. Ela estava cuidando (dando lar temporário) a uma gata que havia perdido recentemente alguns de seus bebês e sabia que Nala se encaixaria bem na pequena família.

Nala | Foto: Jamie Myers

Nala | Foto: Jamie Myers

“Ela era cerca de uma semana e meia mais nova que o grupo de gatinhos que eu estava cuidando, então eu disse: ‘Essa mamãe gata é maravilhosa, ela aceitou muito bem o bebê, então vamos ver se ela não pode mamar?”, Myers disse ao The Dodo. “Nala começou a mamar imediatamente e mamãe a aceitou instantaneamente. Ela começou a lambê-la, limpando-a e mostrando sua aceitação e amor”.

No momento em que a mamãe gata e seus bebês já estavam prontos para serem adotados, Nala ainda não era grande o suficiente para encontrar uma família adotiva e uma nova casa.

“Ela fez tudo mais tarde do que o resto do grupo”, disse Myers. “Quando todos abriram os olhos, ela ainda estava com os olhos fechados e, quando começaram a andar, ela ainda se agarrava à mãe para mamar”.

Nala e a família de gatos | Foto: Jamie Myers

Nala e a família de gatos | Foto: Jamie Myers

Nala estava sozinha novamente – mas não por muito tempo. Myers tinha levado para casa, para dar lar temporário a uma cachorra chamada Izzy que havia tido filhotes recentemente. Os peitos de Izzy estavam cheios porque ela estava amamentando sua própria ninhada, mas ela ainda estava determinada a adotar a gatinha solitária.

“A mamãe cachorra continuou tentando pegar Nala, buscá-la e colocá-la com o resto de seus bebês”, disse Myers. “Ela parecia pensar que Nala era um dos seus que bebês estava fora, desaparecido e voltou – ela continuava tentando colocá-lo de volta junto com os outros”.

Nala e a família de cães | Foto: Jamie Myers

Nala e a família de cães | Foto: Jamie Myers

Izzy tornou-se cada vez mais insistente no fato de que Nala pertencia realmente a ela, então, eventualmente, Myers decidiu dar uma chance. “A gatinha não podia andar pelo chão sem que Izzy se levantasse para amamentá-la”, disse Myers. “Ela estava tentando nos dizer: ‘Essa pequena criatura pertence à minha família’”.

Para ajudar a mamãe a se acalmar, Myers colocou Nala na cama de Izzy e supervisionou suas interações. Uma mudança notável ocorreu assim que Nala se juntou ao grupo, e Myers sabia que ela tinha feito a coisa certa tanto pelo cachorro quanto pelo gatinho.

Nala e a família de cães | Foto: Jamie Myers

Nala e a família de cães | Foto: Jamie Myers

“Assim que colocamos Nala com seus bebês, ela se acalmou e ficou feliz na hora: tudo estava certo em seu mundo novamente”, disse Myers. “E Nala, de repente, tinha todos esses pequenos corpos quentes para se aconchegar e amar, e uma nova mamãe peluda para cuidar dela, e ela tinha acabado de se encaixar com sua segunda família adotiva.”

Nala rapidamente se adaptou muito bem à sua nova rotina com sua família de cães: “Ela entrava e saía do local onde eles estavam instalados sozinha. Então, quando ela terminava de se aconchegar, ela saía e ia comer sua comida de gatinho e brincar um pouco, e então ela voltava direto pra perto da mãe”, disse Myers. “Sempre que ela queria dormir, ela ia pra perto de sua família e ficava lá dormindo com eles”.

Nala e a família de cães | Foto: Jamie Myers

Nala e a família de cães | Foto: Jamie Myers

Com o amor e o cuidado de suas três famílias adotivas – cão, gato e humano – Nala cresceu e finalmente estava pronta para adoção.

Mas para Izzy, Nala finalmente saindo da casa era ruim e bom ao mesmo tempo. Felizmente, Myers sabia exatamente o que fazer para acalmar Izzy novamente.

Izzy e os novos gatinhos | Foto: Jamie Myers

Izzy e os novos gatinhos | Foto: Jamie Myers

Ela concordou em abrigar, dando lar temporário a um par de irmãs gatinhas desesperadamente necessitadas de amor e atenção. E Izzy não poderia estar mais feliz, Myers observou: “Agora Izzy tem mais dois gatinhos que ela está amando e criando”.

Izzy é a prova que o amor de uma mãe não tem limites – não importa a espécie.

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