Pesquisa descobre que morcegos regurgitam néctar para alimentar seus filhotes

Por Rafaela Damasceno

Um morcego que se alimenta do néctar das flores, o morcego-de-língua-longa-de-pallas, costuma alimentar seus filhos com leite e néctar regurgitado. Essa é a primeira evidência documentada de alimentação boca a boca em morcegos que se alimentam de néctar.

Um morcego se aproximando de uma flor

Foto: CHRISTIAN ZIEGLER, NAT GEO IMAGE COLLECTION

Alimentar suas crias é sempre complicado, para qualquer espécie, e as fêmeas costumam sofrer um bocado para desenvolver técnicas e estratégias de alimentação. Em algumas espécies, as mamães até mesmo morrem para que seus filhos possam se alimentar e sobreviver.

Muitos outros animais costumam alimentar os filhotes de maneira inusitada. Esse é o caso de um peixe chamado acará-disco, que continua cuidando de suas crias quando nascem. Tanto o pai quanto a mãe alimentam os filhotes com muco produzido por seus próprios corpos.

A cobra-tigre-asiática, durante a gravidez, procura especialmente por alimentos tóxicos. Essas toxinas, então, são passadas para seus filhotes por meio do ovo e da gema, gerando um alimento químico para seus bebês.

As cecílias, anfíbios semelhantes às minhocas, alimentam os filhotes com sua própria pele. Quando botam os ovos, uma espécie de camada gordurosa e rica em nutrientes se forma em suas costas, e os filhotes raspam com os dentes ao nascerem. Aproximadamente uma semana depois de nascerem seus filhotes, as mamães cecílias já perderam um sétimo de seu peso corporal.

Há espécies que vão ainda mais fundo para garantir o bem-estar de suas crias: em alguns insetos e aracnídeos, as mães morrem para servir de alimento para seus filhotes, para que cresçam fortes e saudáveis. O corpo nutritivo normalmente aumenta as chances de que eles sobrevivam na natureza, segundo o National Geographic.

Todos os estudos realizados em relação a diversas espécies apenas comprovaram que o instinto materno não é exclusividade dos seres humanos. Muitos animais, inclusive alguns insetos, demonstram cuidado e preocupação com seus filhotes, fazendo de tudo para que eles possam sobreviver e arriscando suas próprias vidas para isso.

Mães orangotango se coçam para atrair seus filhotes

Foto: SUAQ/CAROLINE SCHUPPLI

Foto: SUAQ/CAROLINE SCHUPPLI

Não é incomum ver orangotangos-de-sumatra se coçando, mas segundo um novo estudo, pode ser que esses primatas estejam fazendo mais do que apenas satisfazer uma coceira.

Um estudo publicado recentemente mostra que os sons altos dos arranhado causados pelas unhas de mães orangotangos-de-sumatra servem como um chamado para seus filhotes.

Pesquisadores observaram 17 indivíduos – quatro mães e seus filhos – em seu habitat natural, o Parque Nacional Gunung Leuser, em Aceh, na Indonésia. Eles registraram o comportamento das diferentes mães e seus filhotes antes, durante e depois que a mãe fez um som alto de coceira, coçando a pele coriácea da cabeça, dos membros ou do corpo.

Na maioria dos casos, as mães olhavam para seus filhos enquanto coçavam, e depois os dois saíam juntos da área, relata a equipe de cientistas na revista Biology Letters.

Depois de documentar essa ação quase 1500 vezes, os pesquisadores passaram a acreditar que essa era a maneira de a mãe dizer à criança que era hora de ir embora.

Os orangotangos do sexo feminino geralmente se comunicam com seus filhotes por meio de gestos silenciosos para evitar atrair predadores. Isso faz com que o barulho de arranhar seja ainda mais incomum, diz a equipe.

Os cientistas sugerem que os orangotangos usam o som do arranhão porque é alto o suficiente e urgente o bastante para chamar a atenção da criança sem ser tão alto a ponto de alertar os predadores.

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Turistas colocam populações de golfinhos em risco ao alimentá-los


As operadoras de turismo podem estar colocando em risco as populações de golfinhos, permitindo que elas sejam alimentadas pelos turistas da Austrália Ocidental, revela uma nova pesquisa sobre o assunto.

Os golfinhos são visitantes frequentes nas praias do país e em outros locais no mundo, mas um novo estudo da Universidade Murdoch, que observou mais de 60 golfinhos ao redor da área de Bunbury, apontou que golfinhos que não foram alimentados pelo Bunbury Discovery Center eram duas vezes mais propensos a dar à luz e tinha mais sucesso criando filhotes.

A pesquisadora-chefe Valeria Senigaglia disse que pouco mais de um terço dos filhotes de mães dependentes de alimentos dados por humanos em Bunbury sobreviveu até a idade de desmame cerca de três anos de idade.

“Cerca de 75% da população é desmamada com sucesso e prospera, se levarmos em conta apenas os golfinhos alimentados por humanos, esse percentual cai para 38%”, disse ela.

A pesquisa considerou uma série de fatores que poderiam impactar a sobrevivência dos filhotes em Bunbury, incluindo a mudança climática, mas Senigaglia disse que eles não tiveram um grande efeito sobre a população de golfinhos.

“O fator que tem a influência mais negativa sobre a sobrevivência é se a mãe do filhote recebeu ou não comida do centro dos golfinhos”, disse ela.

Ela disse que era provável que o resultado fosse esse porque os golfinhos se tornaram dependentes de humanos para alimentação, o que poderia levar as fêmeas a se tornarem menos maternas em relação aos filhotes.

“É apenas um par de peixes por dia, o que significa que os golfinhos ainda têm que se alimentar sozinhos, mas por ser uma fonte tão confiável como fonte de alimento que eles são fisgados para ir à praia todos os dias.”

Selvagens

Na Austrália Ocidental existem dois locais de alimentação de golfinhos licenciados pelo Departamento de Biodiversidade, Conservação e Atrações (DBCA), o Bunbury Discovery Centre e a reserva de Monkey Mia a 900 km ao norte de Perth.

Outros operadores de turismo em todo o estado, incluindo o Mandurah Cruises, não alimentam golfinhos.

A diretora de educação da Mandurah Cruises, Natalie Goodard, disse que isso se deve ao impacto do fornecimento de alimentos aos golfinhos selvagens. “É prejudicial para sua saúde e bem-estar”, disse ela.

Sem planos para parar com a alimentação dos golfinhos

O departamento responsável (DBCA) não quis dizer se pretendia proibir a prática, mas uma porta-voz do entidade afirmou que haviam condições estritas para proteger os golfinhos em Bunbury e Monkey Mia.

Em um comunicado, o Centro de Descoberta de Golfinhos disse que estudaria a pesquisa como parte de sua estratégia para proteger a população de golfinhos da cidade.

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Elefantes filhotes órfãos se divertem em piscina gigante

Foto: Wild Heart Wildlife Foundation

Wild Heart Wildlife Foundation

Filhotes de elefantes são muitos próximos de suas mães nos primeiros dois meses de vida, e ao longo da existência os laços entre eles são duradouros e sólidos. Esses bebês elefantes órfãos não poderão desfrutar desse conforto, mas eles foram resgatados pelo orfanato de elefantes, Zimbabwe Elephant Nurser, na África e apesar de tudo o que passaram, conservam a capacidade se divertir e brincar com os demais órfãos.

Basta um rápido olhar para os filhotes de elefantes nas imagens para perceber quão felizes eles estão – sua alegria se sobressai enquanto eles brincam e rolam na água, completamente despreocupados e relaxados.



Durante um dia quente de verão, esse tipo de diversão parece ser a melhor maneira de passar o tempo – e essas pequenos elefantes têm sorte de ter sobrevivido e estarem protegidos.

Mas os seus dias nem sempre foram assim – este pequeno grupo de elefantes órfãos do orfanato está finalmente seguro depois de muitos obstáculos, tudo graças aos esforços da equipe da ONG que fez de tudo para salvar e mudar suas vidas.

Os filhotes estão sendo reabilitados com o objetivo final de serem reintroduzidos na natureza, onde eles pertencem.

Depois da perda de suas mães, com as quais os elefantes normalmente são muito próximo e dependentes nos primeiros anoas de vida, os órfãos têm que aprender a sobre viver sozinhos.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Felizmente, em lugares como este (orfanato), todo esforço é feito para dar-lhes todo o conforto e a alegria que eles exigem e que poderiam precisar. E o que é a vida de um bebê elefante sem horas e mais horas de brincadeiras? Bem, esses bebês não precisam se preocupar com isso.

*Elefantes bebês*

Os bebês elefante tomam o leite de sua mãe por cerca de dois anos, às vezes por mais tempo. Eles chegam a beber até 3 litros de leite por dia.

A partir dos quatro meses de idade, eles também já começam a comer algumas plantas, assim como os elefantes adultos, mas continuam precisando do leite de sua mãe.

Os filhotes podem continuar a beber o leite das mães por até dez anos. No começo, os pequenos elefantes não sabem muito bem o que fazer com suas trombas. Eles as balançam para lá e para cá e às vezes até pisam nelas sem querer.

Eles sugam a tromba, assim como um bebê humano pode chupar o polegar. Por volta dos 6 a 8 meses, os bebês começam a aprender a usar suas trombas para comer e beber.

Quando alcançam cerca de um ano de idade, eles podem controlar suas trombas muito bem e, como elefantes adultos, usam o membro para agarrar, comer, beber e tomar banho.

Os elefantes do sexo feminino ficam com a manada por toda a vida, enquanto os machos partem para começar uma vida solitária por volta dos 12 a 14 anos de idade.

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Mães cachorrinhas são encontradas em um beco criando seus filhotes juntas

Foto: Northwest Dog Rescue

Foto: Northwest Dog Rescue

Uma transeunte estava passando próximo a um beco escuro em Los Angeles, na Califórnia (EUA), quando ouviu alguns ganidos abafados e resolveu parar e investigar para ver o que era. Ela se deparou com a cena mais triste e comovente ao mesmo tempo que tinha presenciado.

Amontoadas no chão sujo, estavam duas mães cachorrinhas muito magras – elas estavam bem próximas uma da outra, aconchegadas juntas e amamentando seus nove bebês. Este beco frio e escuro era seu único lar, e elas estavam criando seus filhotes ali juntas.

Foto: Northwest Dog Rescue

Foto: Northwest Dog Rescue

A mulher soube na hora que não suportaria apenas ir embora sem ajudar aquelas famílias primeiro. Ela pegou e levou todos eles até sua casa, tirando-os das ruas até que eles pudessem ser transferidos para o abrigo de Northwest Dog Project (NDP) em Eugene, Oregon, mais tarde naquele mesmo fim de semana.

A equipe de resgate percebeu imediatamente o quão especial era o vínculo que as mães cachorras, a quem deram o nome de Thelma e Louise, tinham uma com o outra. Embora ninguém saiba ao certo de onde elas vieram, é possível que as duas possam estar relacionadas (consanguineamente ou por morarem no mesmo lar) – ou simplesmente se conheceram nas ruas e decidiram ficar juntas dali em diante.

Thelma e Louise | Foto: Northwest Dog Rescue

Thelma e Louise | Foto: Northwest Dog Rescue

“Tenho certeza de que em algum momento as mães foram abandonadas por alguém”, Emma Scott, diretora executiva do abrigo NDP, disse ao The Dodo. “As mães e os bebês estão muito abaixo do peso e desnutridos além de tudo. Na minha opinião elas e os filhos estavam vivendo nas ruas há algum tempo já.

Não importa como as mães se encontram, elas são inseparáveis e cuidam de seus nove filhotes juntos como um time. Eles estão todos se ajustando bem ao resgate e parecem tão agradecidos pelas camas e cobertores confortáveis, disse Scott. As mães passam muito tempo apenas relaxando e cuidando dos bebês, e se aconchegando umas com as outras também.

Filhotes juntos | Foto: Northwest Dog Rescue

Filhotes juntos | Foto: Northwest Dog Rescue

“Eles parecem ter uma rotina mapeada – uma mãe cuida dos filhotes enquanto a outra os amamenta, e então eles mudam”, disse Scott. “Não sabemos quais filhotes pertencem a quem! É a primeira vez que vejo algo assim. Eles definitivamente têm um relacionamento doce.

Depois de compartilhar um post da família no Facebook, o abrigo foi inundado com palavras de apoio de muitas mulheres que, como Thelma e Louise, são mães solteiras.

“As pessoas realmente gostaram de conhecer a história delas”, disse Scott. “Muitas mulheres comentaram: “As mães solteiras se unem. É muito especial vê-las cuidando umas das outras ao mesmo tempo em que criam os filhotes juntas se ajudando”.

Filhotes juntos | Foto: Northwest Dog Rescue

Filhotes juntos | Foto: Northwest Dog Rescue

Com cerca de 12 libras (cerca de 5 kg) cada e cabelos rebeldes e fofos, as duas cadelinhas em situação de rua, Thelma e Louise, parecem ter misturas de terrier. Seus filhotes são bem pequenos, então é provável que eles cresçam e se tornem adultos pequenos e médios. Assim como suas mães, a maioria dos filhotes são meninas – existem apenas dois meninos entre as duas ninhadas.

“As mães são super doces”, disse Scott. “No início elas estavam um pouco nervosas e receosas, mas agora elas vivem procurando por carinho e rolando para ter suas barriguinhas coçadas. E os filhotes são muitos alegres e minúsculos. Eles são adoráveis e tornam a tarefa de cuidar deles deliciosa”.

Com cerca de 5 semanas de idade, os bebês estão se tornando super enérgicos e brincalhões. Eles permanecerão com as mães por pelo menos mais um mês até ficarem mais fortes e tomares todas as vacinas. Suas mães também serão castradas antes de estarem disponíveis para adoção.

Por enquanto, a equipe de resgate está muito feliz de estar cercada por tantos rabos abanando e muitos beijos sem fim dos filhotes – e está bem claro que toda a família sente a mesma coisa.

“Esta família é uma das razões porque resgatamos cães”, disse Scott. “Muita tristeza pode estar envolvida [no resgate], mas ver duas mães se juntando assim para criar seus filhos é tão gratificante. Eu olho para eles e não consigo segurar as lágrimas. Esta é a parte recompensadora de todo o trabalho que realizamos”.

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Mães de macacos bonobos ajudam seus filhos na futura paternidade

Em muitas espécies de animais sociais, os indivíduos compartilham tarefas de criação de filhos, mas uma nova pesquisa do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig, na Alemanha, descobriu que as mães bonobo (primatas considerados chimpanzés pigmeus) dão um passo extra e realmente tomam medidas efetivas para garantir que seus filhos homens se tornem pais. Dessa forma, as mães bonobos aumentam em três vezes a chance de seus filhos terem seus próprios filhos no futuro.

“Esta é a primeira vez que podemos mostrar o impacto da presença da mãe em um traço de aptidão masculina muito importante, que é a sua fertilidade”, diz Martin Surbeck, primatologista do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária. “Ficamos surpresos ao ver que as mães têm uma influência tão forte e direta sobre o número de netos que recebem”.

Surbeck e seus colegas observaram populações selvagens de bonobos na República Democrática do Congo, bem como populações selvagens de chimpanzés na Costa do Marfim, na Tanzânia e em Uganda.

Eles descobriram que, embora tanto as mães de bonobo quanto as de chimpanzés defendessem seus filhos em conflitos entre homens e mulheres, as mães dos bonobos se empenharam em ajudar os esforços de copulação dos filhos. Isso envolvia proteger as tentativas de acasalamento de seus filhos de outros machos e intervir nas tentativas de acasalamento de outros machos.

Foto: Phys.org

Foto: Phys.org

As mães dos bonobos também puderam usar sua posição na sociedade matriarcal dos bonobos para dar a seus filhos acesso a lugares populares dentro de grupos sociais na comunidade e ajudá-los a alcançar maior status masculino – e, portanto, melhores oportunidades de acasalamento.

Os autores observam que essas interações eram raras nas sociedades de chimpanzés e não afetavam a fertilidade masculina; entre os chimpanzés os machos ocupam posições dominantes sobre as fêmeas, tornando as ações das mães de chimpanzés menos influentes do que as das mães bonobo.

Curiosamente, as mães de bonobo não estenderam ajuda similar às suas filhas, nem houve observações de filhas recebendo assistência na criação de seus filhotes. “Nos sistemas sociais dos bonobos, as filhas se dispersam da comunidade nativa e os filhos ficam”, diz Surbeck. “E para as poucas filhas que ficam na comunidade, das quais não temos muitos exemplos, não as vemos recebendo muita ajuda de suas mães”.

Foto: National Public RadioFoto: National Public Radio

Foto: National Public Radio

Avançando, Surbeck e sua equipe gostariam de entender melhor os benefícios que esses comportamentos conferem às mães bonobo. Atualmente, eles acham que isso permite uma continuação indireta de seus genes. “Essas fêmeas encontraram uma maneira de aumentar seu sucesso reprodutivo sem ter mais descendentes”, diz ele, observando que o prolongamento da vida feminina pós-reprodutiva humana, bem como a idade precoce em que as mulheres humanas não podem mais ter crianças, podem ter evoluído a partir deste método indireto de continuar sua linha genética.

Surbeck reconhece que a coleta de dados sobre a expectativa de vida pós-reprodutiva de mulheres em comunidades de chimpanzés e bonobo exigirá um estudo colaborativo de longo prazo, semelhante a este.

“Sem a ajuda e participação de todos os locais de campo onde os dados foram coletados, essas interações importantes poderiam ter sido negligenciadas”, diz ele. “Agora, como diretor de um site de campo de bonobo, estou ansioso para continuar explorando esse tópico”, conclui o cientista.

Atriz da série “Família Soprano” fala em defesa das vacas no Dia das Mães

Atriz Edie Falco defende as mães vacas no Dia das Mães | Foto: VegNews

Atriz Edie Falco defende as mães vacas no Dia das Mães | Foto: VegNews

A atriz vegana, Edie Falco, e a jogadora de futebol olímpica também vegana, Kara Lang Romero, estão se erguendo em defesa das vacas neste Dia das Mães, exigindo que a Nestlé mude seus sorvetes para produtos à base de vegetais.

Em abril, a organização de direitos animais Compassion Over Killing (COK) divulgou imagens secretas chocantes de vacas mães sendo pisoteadas, esfaqueadas e espancadas e bezerros sendo queimados com ferros quentes para evitar o crescimento de chifres na Martin Farms, na Pensilvânia, fornecedora da Nestlé.

“Nestlé, mostre gentileza às vacas mães e seus bebês. Pare de impedir o crescimento de chifres por métodos dolorosos de queima da pele e passe a produzir opções veganas”, Falco e Romero enviaram à empresa em uma mensagem no Facebook, pedindo que seus fãs a fizessem o mesmo.

Uma petição para apoiar a campanha da COK foi assinada por mais de 17 mil pessoas. Há muito tempo vegetariana, Falco foi inspirada a tornar-se vegana em 2017 depois de trabalhar com a organização pelos direitos animais PETA, afirmando: “É difícil justificar o trabalho pelos direitos dos animais quando se come alimentos de origem animal”.

Investigação em fazenda fornecedora da Nestlé

A organização que atua em defesa dos animais Compassion Over Killing (COK) divulgou em abril um vídeo da sua mais recente investigação. Na filmagem, os ativistas expõem a crueldade contra animais em um dos laticínios da Martin Farms, na Pensilvânia (EUA). A empresa é uma das fornecedoras de leite das marcas de sorvetes Häagen-Dazs e Edy’s, da gigante Nestlé.

Além de receber golpes em diversas partes do corpo, os animais são hasteados e enforcados na fazenda leiteira; bezerros têm seus crânios queimados e diversos bovinos são arrastados por máquinas. Para forçar os animais a se moverem mais rápido, alguns funcionários jogam água recém-fervida sobre suas cabeças.

Segundo a Compassion Over Killing, não se trata de um raro episódio na indústria de laticínios. “São práticas representativas de como é a vida dos animais em uma fazenda de gado leiteiro”, informa e acrescenta que se trata de abusos terríveis e inadmissíveis.

No vídeo com duração de pouco mais de cinco minutos, vacas são esfaqueadas e abandonadas sangrando. Alguns animais também são pisoteados. Em sua defesa, a Martin Farms divulgou um comunicado informando que ficou “chocada” com a revelação, e declarou que vai assumir total responsabilidade pelas atividades em seus laticínios.

“Estamos desapontados que essas ações não foram imediatamente trazidas à nossa atenção”, frisou e acrescentou que todos os funcionários que aparecem no vídeo foram demitidos.

Já a Nestlé alegou que rompeu contrato com a Martin Farms. No entanto, a COK destacou que enquanto a população continuar consumindo leite de vaca e derivados, situações como essa se repetirão; e o problema subsiste no fato de que pouco do que os animais vivem na indústria de laticínios chega aos olhos do público.

Conheça as seis mães mais dedicadas do reino animal

Foto: Nexus

Foto: Nexus

Nada se compara ao amor de uma mãe, e as mães do reino animal não são exceção. Confira as cinco melhores mães não humanas que fazem de tudo para seus filhos, desde colocar “o jantar” na mesa todas as noites até se sacrificarem por eles. Esses filhotes são presenteados com mães singulares e dedicadas que merecem os votos retumbantes de um Feliz Dia das Mães.

Mães elefantes

Foto: Jeff Foott/DCL

Foto: Jeff Foott/DCL

A primeira mãe da nossa lista ganha seu lugar por ter dado à luz os maiores bebês da Terra – estamos falando em média de 200 libras (cerca de 97 kg). Ainda bem que esses bebês gigantes não usam fraldas. As fêmeas dos elefantes também merecem um prêmio por terem passado por uma gravidez de 22 meses. Inicialmente, os filhotes nascem cegos, o que os força a confiar em suas trombas para navegação e descoberta, mas, felizmente, eles vivem em uma sociedade matriarcal.

Uma vez que o bebê nasce, as outras “damas” do rebanho dão uma mãozinha, incluindo avós, irmãs, tias e até primas. Essas babá em tempo integral são chamadas de “mães postiças” ou madrinhas e ajudam em todos os aspectos da criação de bebês elefantes – então, neste caso, é preciso uma manada inteira para criar um elefante.

Mães Coalas

Foto: iStockphoto

Foto: iStockphoto

Nunca aceite entrar em uma competição de comida com um coala do sexo feminino, pois ela só come uma coisa: folhas de eucalipto altamente venenosas. Sua faixa digestiva pode tolerar esse tratamento mortal, graças às suas entranhas que são naturalmente embaladas com bactérias especiais que desintoxicam as folhas.

Bebês coalas – não nascem com essas habilidades extraordinárias (para não falar na falta de orelhas, olhos e pelos), mas a mamãe coala vem em socorro do filhos e os ajuda a construir sua tolerância alimentando-os com suas próprias fezes. Pode parecer estranho e até meio repugnante no início mas é esse processo que tornará os pequenos capazes de alimentar-se sozinhos quando adultos

Uma vez que os coalas bebês nascem, eles passam cerca de seis meses dentro da bolsa da mãe, se alimentando de leite e formando as partes de seus corpinhos que ainda faltam definir-se. Mas esta é uma mãe que não perde o sono enquanto se alimenta: a coala dorme cerca de 22 horas por dia – quase 90% da vida dela se passa cochilando.

Mãe jacaré

Foto: Jeff Foott/DCL

Foto: Jeff Foott/DCL

O jacaré fêmea tem que ter uma das gestações “mais verdes” levando o ozônio em consideração. Seu ninho é uma pilha de vegetação apodrecida (a pilha final de compostagem) que produz calor para que ela não tenha que se sentar em seus ovos.

Os cientistas usam termômetros especiais para monitorar o período de incubação de dois meses nesses ninhos, e o calor faz mais do que dar vida a esses bebês.

Se a temperatura é inferior a 88 graus, o bebê é uma menina, mas se for superior a 91 graus, é um menino. Uma vez que os bebês nascem, as mães zelosas os carregam em sua mandíbula para proteção, ajudando-os na água, onde passam seus primeiros anos comendo peixes, insetos, caracóis e crustáceos.

Mãe urso-polar

Jeff Foott/DCL

Foto: Jeff Foott/DCL

Ursos polares do sexo masculino são os reis de uma única noite. Esses “Casanovas” dão às parceiras o ombro frio após o acasalamento, deixando as futuras mamães sozinhas para carregar cerca de 400 libras (quase 200 kg) durante a gravidez. Isso justifica um bebê realmente pesado, mas neste caso, os desejos de fim de noite são encorajados – na verdade, se a fêmea não encontrar comida suficiente para dobrar seu peso, seu corpo vai realmente reabsorver o feto. Parece exagerado? Mas é a vida real.

Depois que ela embolsar todos os quilos necessários, o urso polar tem um dos trabalhos de parto mais fáceis ja registrados. Ela cava uma toca-maternidade (geralmente em um monte de neve), onde ela entra em um estado de hibernação, não come por dois meses e também dorme durante o nascimento do bebê.

Sem as contrações e dores do parto, que tranquilidade, a mamãe ursa dá a luz dormindo. Os recém-nascidos são cegos e desdentados, mas absolutamente e lindos, e geralmente ficam do lado de sua mãe por apenas dois anos antes de serem enviados para o mundo pra viver por conta própria – meio que condensando a infância, a pré-adolescência e a adolescência dez uma vez só.

Mãe guepardo

Foto: Wolfgang Bayer/DCL

Foto: Wolfgang Bayer/DCL

Paciência é uma virtude, especialmente quando se trata de ser uma mãe guepardo. Em qualquer momento de suas vidas em que deem a luz, as fêmeas da espécie geralmente têm quatro a seis filhotes para cuidar, mas essas crianças não nascem com instintos de sobrevivência. Cabe à mãe ensiná-los a caçar suas presas e evitar outros predadores, e esse treinamento pode levar quase dois anos para que eles aprendam e passem a reliazar com sucesso as atividades.

Uma vez que os filhotes aprendem a se virar sozinhos, a mãe começa a criar uma nova família, enquanto seus descendentes deixados para trás formam um grupo de irmãos. Os garotos ficarão juntos por toda a vida, mas as fêmeas deixarão o grupo mais ou menos seis meses depois, já que esses animais tendem a ser solitários e a evitar um ao outro. Aqui não se cutuca a onça com a vara curta.

Mãe orangotango

Getty

Foto: Getty

Os altamente inteligentes orangotangos são a melhor mãe do tipo “faça você mesmo”. Ela passa quase toda a sua vida no alto das árvores, onde constrói um novo ninho todas as noites a partir de galhos e folhagens, formando mais de 30 mil casas em sua vida.

Ela também nunca abandona seus bebês, geralmente amamentando os filhos até que eles atinjam a idade de 6 ou 7 anos – essa é a maior dependência da mãe de qualquer animal na Terra.

Na maioria dos casos, os orangotangos do sexo masculinos só se aproximam para acasalar, e até mesmo os bebês machos se separam mais rapidamente de suas mães do que suas contrapartidas femininas, que muitas vezes ficam mais tempo com elas para aprender habilidades de criação de filhos.