Cachorrinho abandonado junto com poltrona velha e televisão quebrada permanece à espera do tutor

Foto: Sharon Norton

Foto: Sharon Norton

Bem ali, entre uma poltrona velha e uma televisão quebrada, abandonadas em um descarte cladestino de lixo, havia um pequeno coração esperançoso tentando tanto não se romper.

Era um filhote que não sabia que também fora descartado.

Na manhã de segunda-feira, a agente de controle de animais, Sharon Norton, foi alertada para essa cena de tristeza absoluta ao longo de uma rua tranquila no condado de Lincoln, no Mississippi (EUA).

Foto: Sharon Norton

Foto: Sharon Norton

Ela dirigiu para o local imediatamente – encontrando o pequeno filhote agarrado à vida em cima de uma poltrona velha, perto de onde uma TV tinha sido despejada também.

O cão estava morrendo de fome, mas evidentemente se recusou a sair, provavelmente acreditando que a pessoa que o colocou lá certamente retornaria para buscá-lo.

“Parecia que ele estava ali há cerca de uma semana”, disse Norton ao The Dodo. “Ele estava pele e ossos.”

Foto: Sharon Norton

Foto: Sharon Norton

Norton se aproximou do pobre filhote e assegurou-lhe que ela estava lá para ajudar. Ela deu a ele sua primeira refeição em dias.

Apesar da longa vigília do filhote, mantendo a esperança de que seu tutor retornaria, a presença de alguém que realmente se importava imediatamente o deixou à vontade.

“Ele ficou muito feliz quando eu o peguei e o levei para o caminhão de controle de animais”, disse Norton. “Eu podia sentir sua cauda batendo nas minhas costas, abanando. Ele sabe que está seguro agora.”

Foto: Sharon Norton

Foto: Sharon Norton

Norton, desde então, vacinou e desparasitou o cão, e colocou-o na segurança do abrigo de animais Brookhaven Animal Rescue League, no Mississippi.

Depois disso, ele estará disponível para adoção.

Infelizmente, disse Norton, este caso de abandono não é o pior que ela já viu – mas, ao divulgar o caso e suas imagens, ela está otimista de que a justiça será cumprida.

Foto: Brookhaven Animal Rescue League

Foto: Brookhaven Animal Rescue League

“Espero que alguém que reconheça o filhote e a poltrona junte dois ou dois e me envie uma mensagem para me ajudar a encontrar a pessoa que fez isso”, disse ela.

O cãozinho abandonado foi apelidado de Lazy Boy Gatson e foi adotado por um casal Dave e Sommer que dirigiram de Plymouth para encontrá-lo e levá-lo para casa. A vida de solidão de Lazy Boy finalmente chegou ao fim e ele será muito amado em seu novo lar.

Foto: Brookhaven Animal Rescue League

Foto: Brookhaven Animal Rescue League

O cachorrinho abandonado da história esta seguro, protegido teve um final feliz e encontrou uma família amorosa, porém muitos outros animais são abandonados e aguardam por uma segunda chance, muitos deles vagam nas ruas sem sequer terem sido resgatados.

Foto: Brookhaven Animal Rescue League

Foto: Brookhaven Animal Rescue League

Ao adotar um animal adquire-se a responsabilidade sobre uma vida, um ser capaz de capaz e sofrer, assim como os seres humanos e que jamais pode ser descartado. Isso é um crime, senão perante os homens ao menos perante a consciência.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Dois filhotes de elefante-marinho superam as expectativas e retornam ao oceano

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Os dois elefantes-marinhos tinham muita coisa contra eles quando foram resgatados por uma equipe do Pacific Marine Mammal Center (PMMC, na sigla em inglês) em Laguna Beach, na California (EUA).

Um dos filhotes, uma menina apelidada pelo centro de Fat Tuesday (Terça-feira Gorda, na tradução livre), foi achada perto da Rua 24ª na Praia de Newport no dia 10 de março pesando 28 kg – pelo menos 4 kg a menos do que o que ela estaria provavelmente pesando quando nasceu.

O bebê foi o menor animal que o centro resgatou este ano, ela teve dificuldade em se manter com os outros filhotes de elefante-marinho maiores e em um ponto quase se afogou em uma piscina.

Depois, apareceu Theon, encontrado em 28 de abril na Orange Street, em Newport Beach, pesando cerca de 37 kg. Ele estava desidratado e tinha uma ferida cheia de pus.

Depois de ficar no centro por um mês, Theon teve pneumonia e quase morreu. Ele esteve em estado crítico por várias semanas.

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Mas na segunda-feira, 15 de julho, a Fat Tuesday, agora com 74 kg, e Theon, com 80 kg, estavam prontos para voltar ao oceano. Acompanhados pela equipe da PMMC, os elefantes-marinhos, foram levados a bordo de um barco de Patrulha do Porto do Xerife e levados para o mar aberto perto de Dana Point.

A cerca de uma milha (cerca de 1,6 km) de distância, o barco parou e os funcionários abriram as portas do compartimento onde os animais estavam.

A cabeça de Fat Tuesday apareceu primeiro. Ela acariciou Theon ainda dentro da gaiola dele. Então eles se aproximaram do degrau de mergulho do barco. Fat Tuesday – mais próxima da água – parecia insegura. Depois de alguns minutos, pareceu que Theon a empurrou para o lado e mergulhou.

Então Fat Tuesday, começou a balançar para frente e para trás, um sinal de que ela estava estressada, disse Wendy Leeds, uma coordenadora de cuidados com animais que estava assistindo tudo de um segundo barco. Mas Keith Matassa, que lidera a pesquisa animal para PMMC, estava lá para ajudar.

“Vamos lá menina, entra na água”, ele chamou Fat Tuesday a partir do segundo barco. Ela olhou para ele e em poucos segundos, pulou na água. Ao contrário de Theon, ela ficou na superfície nadando em direção a Matassa. Enquanto ele afastava o barco, ela mergulhou de cabeça na água – fazendo o que os elefantes-marinhos fazem.

Em comparação com os leões-marinhos, que nascem nas colônias de Channel Island em junho e julho e permanecem com suas mães por seis a nove meses, os elefantes-marinhos ficam por conta própria depois de apenas quatro semanas.

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Normalmente, os elefantes-marinhos, nascidos em viveiros perto de San Simeon, ao norte de Santa Cruz e Point Reyes, estariam no mar alto do Pacífico, nadando a milhares de milhas das praias neste momento.

Desde 2017, centros de resgate de mamíferos marinhos ao longo da costa da Califórnia têm visto um aumento no número de elefantes-marinhos que precisam de ajuda. Os animais também começaram a chegar em maior número no início deste ano, com maior frequência do que o habitual, disse Kristen Sakamaki, veterinária da PMMC. Fat Tuesday foi um dos primeiros elefantes-marinhos que o centro recebeu este ano.

Até agora, o centro resgatou 35 elefantes-marinhos em 2019. O SeaWorld San Diego resgatou 20, o Centro de Mamíferos Marinhos de Los Angeles, em 86, e o Centro de Mamíferos Marinhos, em Sausalito, em 157.

Sakamaki disse que o alto número de encalhes pode ser atribuído a fortes ondas e tempestades durante a época de reprodução dos elefantes-marinhos, de janeiro a março.

Alguns dos filhotes podem ter ficado órfãos e então foram para o mar com menos reservas de gordura do que o necessário. Alguns, incluindo Fat Tuesday e Theon, podem não ter descoberto como caçar peixes.

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Este ano, a PMMC recebeu 170 animais, o mais recente deles um leão-marinho resgatado terça-feira, 16 de julho, em Huntington Harbor. Além dos elefantes-marinhos, o centro recebeu 119 leões-marinhos, oito focas, três focas de Guadalupe e cinco golfinhos.

“A quantidade de tempo, cuidado e atenção aos detalhes realmente faz a diferença”, disse Sakamaki sobre a recuperação dos animais. Ela disse que o vínculo de Matassa com a Fat Tuesday é provavelmente a razão pela qual o filhote pode ser libertado com segurança.

“Custou muito tempo e esforço extra com ela e com Theon”, disse ela. “Eu acho que Fat Tuesday e Keith desenvolveram um respeito mútuo e amor.”

A experiência de segunda-feira foi especial, disse Matassa.

“É uma sensação indescritível ter um animal olhando para você entre outras 13 pessoas”, disse ele. “Isso remonta à Bíblia. Devemos ser guardiães do meio ambiente e proteger as espécies também”.

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Gatinho que adora água se diverte na praia e até aprende a surfar

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

Pip era um gatinho minúsculo e doente que procurava por comida quando apareceu na casa de uma família em Berlim, Maryland (EUA). Ele apareceu logo em seguida de uma tempestade, talvez isso fosse um prenuncio de seu destemor quando se trata de água – algo que os gatos são famosos por não gostar.

Em Berlim, Pip encontrara uma senhora idosa que era avó da família e ficava tomando conta da casa, ela começou a alimentar o pequeno gatinho. Infelizmente, sua família não pôde aceitá-lo quando eles voltaram e a mulher idosa estava se mudando, então Laura Meadows – uma aluna do ensino médio e amiga da família – se ofereceu para levá-lo com ela, apesar dela não ter discutido isso com sua família antes.

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

Quando a família de Meadows recusou-se a deixá-la ficar com Pip, a irmã mais velha de Laura, Emily Meadows, e seu marido ofereceram-se para levá-lo por um tempo.

“Minha irmã me implorou para levá-lo e estávamos apenas observando-o, pensando sbre o que deveríamos fazer”, disse Emily Meadows ao The Dodo. “Tentamos o abrigo local mas eles estavam lotados e nós tivemos que ficar com ele, e foi assim que tudo começou”.

Não demorou muito para Meadows ver o quão único e especial Pip era, mas sua primeira tarefa foi deixá-lo saudável. Seus olhos estavam inchados e ele estava muito sujo por andar pelas ruas.

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

O gatinhos foi até considerado surdo porque nunca olhava para Meadows ou seu marido quando faziam barulho ou chamavam seu nome. Uma boa limpeza do ouvido do filhote feita pelo veterinário provou que isso não era verdade e agora ele ouve tudo, segundo Meadows.

Uma vez que Pip estava bem mais saudável do que quando chegou, ele acabou por se mostrar um pequeno encrenqueiro muito enérgico. Ele passava seus dias subindo nas telas das janelas, derrubando copos de água e qualquer outra coisa que não estivesse pregada ou presa, espalhando comida por todo o chão e aterrorizando seus novos irmãos gatos, Natty e Mowgli. Ele gostava especialmente de acordá-los pulando de cabeça sobre eles.

“Era o mundo do Pip”, disse Meadows. “Nós estávamos apenas vivendo nele”.

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

A preferência de Pip em usar as plantas de casa como sua caixa de areia (necessidades) deixava Meadows e seu marido pouco a vontade, então eles decidiram tentar algo não convencional. “A casa precisava de uma pausa”, disse Meadows. “Natty e Mowgli definitivamente precisavam de uma pausa. E foi aí que surgiu a ideia: por que não levar Pip para passear um pouco?”

Meadows e seu marido moram em Ocean City, Maryland, então eles decidiram colocar Pip em uma coleira e levá-lo para a praia para ver se voltar para suas raízes ao ar livre ajudaria a dispersar um pouco de sua energia. Ambos se surpreenderam com o resultado!

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

Pip mostrou rapidamente uma afinidade imensa em cavar na areia, correr pela praia, perseguir penas de gaivotas, brincar com brinquedos e conchas, se esconder em cadeiras de praia e, uma vez cansado, cochilar ao sol com seus humanos. Parecia que ele estava realmente em seu ambiente natural e assim foi que ele se tornou um freqüentador regular da praia com Meadows e seu marido.

Um dia, quando a maré estava baixa e as ondas estavam calmas, Meadows permitiu que Pip explorasse a água. “E isso não o incomodou em nada, ao contrário”, disse Meadows.

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

Pip ficou tão fascinado pela água que Meadows tentou colocá-lo em uma prancha de boogie (prancha menos de surf). “Ele pegou uma pequena onda e ficou em cima dela”, disse Meadows. “Quando a prancha bateu na praia, ele pulou e apenas caminhou ao longo da praia como se tudo estivesse normal. Foi quando tivemos certeza que Pip era um gato muito especial”.

Ele até se revelou um exímio nadador que gostava de se divertir nas águas rasas.

As artimanhas de Pip atraíram uma enorme atenção de um número crescente de fãs. “Após várias viagens à praia, Pip foi filmado e fotografado por [turistas] e residentes”, disse Meadows. Alguém mostrou um vídeo para a estação de notícias local e Meadows foi contatada para contar a uma história de Pip.

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

Infelizmente, toda essa atenção destacou o fato de que as leis de Ocean City proíbem animais domésticos na praia durante os períodos de pico, então Pip precisava brincar sem ser notado pela patrulha da praia. Ele sempre se saia muito bem em se esconder na areia se eles passassem, no entanto.

Por sorte, a praia não era o único lugar na cidade natal de Pip para ele explorar. Havia o calçadão, o arcade, bares e restaurantes que aceitam animais domésticos, atrações locais e até eventos especiais.

Meadows encontrou várias praias e áreas para animais domésticos que permitiam que Pip continuasse a explorar os ambientes, coisa que eles gostava muito, sempre respeitando as leis. O gatinho continua ativo mesmo nas atividades fora da temporada, como paddleboarding e passeios de bicicleta em sua mochila favorita.

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

Ele até fez algumas viagens a lugares mais distantes como Savannah, Georgia e Nova York.

De fato, Pip recentemente “escreveu” e publicou um livro dele próprio sobre todos os lugares que ele gosta de explorar em sua cidade natal e as aventuras que ele participa com seus pais.

“Quando alguém filmava [Pip] na praia e a enviava para o noticiário, é quando pensamos:” É ótimo ter um gato famoso, disse Meadows.

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

Meadows criou “Little Pips” – um bicho de pelúcia que se parece com Pip – para que os fãs pudessem desfrutar de seu próprio Pip sempre que quisessem. “Nós damos um bichinho de pelúcia Little Pip para alguém que precisa para cada um que é comprado”, disse Meadows.

Little Pips tem sido especialmente popular entre a comunidade de lar de idosos, onde alguns moradores viveram toda a sua vida com gatos, mas não viram um real em anos devido às suas condições de vida, de acordo com Meadows.

O impacto de Pip se espalhou muito além da comunidade local graças às mídias sociais, e Meadows recebeu cartas e e-mails de pessoas ao redor do mundo descrevendo como Pip os ajudou em um momento difícil.

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

Um casal que esteve em um acidente de carro horrível escreveu Meadows para dizer a ela que assistir as aventuras de Pip a cada dia tirava suas mentes das coisas terríveis que eles estavam experimentando, de acordo com Meadows.

Talvez o mais importante, Pip ajudou Meadows a superar algumas de suas próprias dificuldades – particularmente fobias de hospitais, lares de idosos, sangue e IVs relacionados a um trauma de infância que ela experimentou. “Eu nunca em um milhão de anos pensei que eu iria superar essa fobia”, disse Meadows.

“Ter Pip comigo [enquanto voluntariado nesses lugares] realmente ajudou, e agora posso dar um passo para trás e ver como os animais são seriamente prestativos quando se trata de apoio emocional. No final do dia, Pip mudou minha vida e me ajudou emocionalmente tanto quanto mudou o de todo mundo – nunca me senti mais estável do ponto de vista de saúde mental do que desde então trabalhando com Pip ao meu lado diariamente e levando ele comigo em todos os lugares “, acrescentou Meadows.

Foto: Emily Meadows

Foto: Emily Meadows

Meadows e seu marido recentemente começaram a dar lar temporário a filhotes através da ONG Town Cats of Ocean City, e você pode ter certeza de que Pip os mantém entretidos e mostrando a eles oa brinquedos.

Embora toda essa atividade possa parecer muito para apenas um gato, na verdade é a quantidade perfeita para Pip, que precisa manter-se ativo para evitar problemas. “Ele só queria tentar coisas novas e isso o ajudou a se acalmar muito em casa”, disse Meadows.

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Cãozinho abandonado estende a pata em direção a mulher pedindo ajuda

Magro e doente, Caro estende a para para Kylina pedindo socorro | Foto: Kylina Turner

Magro e doente, Caro estende a para para Kylina pedindo socorro | Foto: Kylina Turner

Quando Kylina Turner viu Caro pela primeira vez, ela não percebeu de início que o pequeno amontoado de pele era na verdade um cachorro.

“Eu pensei que ele era um bicho de pelúcia deixado no chão”, disse Turner ao The Dodo. “Ele estava completamente congelado parado ali, olhando para mim. Eu imaginei que deveria apenas verificar se ele estava bem, ou o que estava acontecendo e enquanto eu andava até ele, sua orelha se contraiu”.

“Fiquei completamente chocada que aquele amontoado de pelo era um animal”, acrescentou Turner, “e muito menos um animal vivo.”

Foto: Kylina Turner

Foto: Kylina Turner

As pernas de Caro estavam presas em uma armação de cama feita de arame no quintal de uma propriedade em Austin, no Texas (EUA). Fraco demais para libertar-se do estrado de madeira, Caro sabia que Turner era sua única esperança – então ele estendeu a pata em direção a ela.

“Ele não estava com medo de mim e não fez nenhum som”, disse Turner. “Ele apenas observou o que eu estava fazendo com um olhar vazio em seus olhos. Acho que ele sabia que eu ia ajudá-lo.

Turner ficou aterrorizada ao tocar no cachorro esquelético, então tirou o suéter e o envolveu em volta de sua pequena estrutura de 30 quilos antes de levantá-lo cuidadosamente da sucata da cama jogado no lixo em que estava preso.

Foto: Kylina Turner

Foto: Kylina Turner

Turner ficou absolutamente surpresa com a confiança do jovem cão. “Ele seguiu bem ao meu lado enquanto caminhávamos para o meu carro, onde ele imediatamente adormeceu, finalmente se sentindo seguro”, disse ela.

Com medo de que o filhote estivesse doente demais para suportar uma viagem de 20 minutos até o abrigo de animais mais próximo, Turner decidiu ir direto ao veterinário.

Quando ela chegou, a equipe estabilizou o cãozinho e, no processo, acabou se apaixonando pela personalidade doce do cachorro, que descobriu-se então ter apenas 6 meses.

Foto: Kylina Turner

Foto: Kylina Turner

“Os veterinários me disseram que o manteriam lá e fariam uma vaquinha interna para juntar dinheiro para pagar a recuperação do cão”, disse Turner. “Naquela noite eu comecei uma campanha de arrecadação para Caro”.

Um exame revelou que o cão jovem estava desnutrido, queimado pelo sol e desidratado, e tinha o pior caso de sarna que o veterinário já tinha visto até ali.

Não tendo certeza se Caro sobreviveria ao tratamento médico, Turner tinha o hábito de passar todos os dias na clínica para vê-lo – mas o cão mal conseguia se mexer.

Foto: Kylina Turner

Foto: Kylina Turner

“Durante a semana em que Caro esteve no veterinário, eu o visitei diariamente”, disse Turner. “Os técnicos estavam sempre muito empolgados com as menores coisas – ‘Ele ergueu a cabeça hoje’. Hoje, ele caminhou para o outro lado do canil”, ele conseguiu comer comida sólida hoje. Era de partir o coração”.

Apesar do pouco que Caro podia interagir com o ambiente, Turner se viu apegada ao cachorrinho doente. Ela decidiu que, uma vez que Caro deixasse o veterinário, ela iria dar lar temporário ao cachorrinho até que ele recuperasse sua força.

Uma vez que ela o pegou e o trouxe para casa, é claro que as coisas não saíram exatamente como o planejado.

Foto: Kylina Turner

Foto: Kylina Turner

“Não demorou muito até que percebi que não seria capaz de me separar de Caro nunca mais”, disse Turner.

“As primeiras duas semanas foram turbulentas. Meu cachorro de 7 anos de idade, Casey, não estava muito interessado em perder seu título de filho único, mas eles rapidamente se tornaram melhores amigos!”.

Turner deu a Caro banhos medicinais para tratar sua sarna e lhe dava pequenas refeições quatro vezes ao dia para ajudá-lo a engordar. Lentamente, Caro foi se transformando.

Seu grosso pêlo marrom e preto começou a crescer e a cada quilo que Caro ganhava, ele começava a parecer cada vez mais um jovem pastor alemão saudável e belo.

Foto: Kylina Turner

Foto: Kylina Turner

Graças ao compromisso de Turner, Caro se tornou um cachorro totalmente novo.

“Ele tem agora nove meses de idade e 50 quilos, com o pelo mais macio e farto que nunca e absolutamente sem nenhum problema de saúde”, disse Turner.

Embora Caro não se pareça com o seu antigo eu, por dentro ele ainda é o mesmo cão confiante que Turner conheceu naquele primeiro dia.

“Ele tem a melhor disposição que qualquer cão que eu já conheci até hoje”, disse Turner. “Ele é o cão mais confiante do mundo e ama as pessoas, incluindo crianças, Caro é um bebezinho submisso que nunca late apesar de ser um pastor alemão ‘assustador'”.

Meses depois, Turner está tão feliz que percebeu que não conseguiu imaginar a vida sem Caro. E ela contou isso a ele.

“Caro nos trouxe mais felicidade do que eu pensava ser possível existir”, disse Turner.

“Ele é o filhote mais engraçado de todos e nós estamos constantemente rindo de algo que ele está fazendo”.

Caro está claramente muito feliz com a situação também. Ele encontrou sua família.

“Uma vez que sua energia diminuiu, ele se transforma no mais doce ursinho de pelúcia”, acrescentou Turner.

“Eu adormeço enrolado em volta dele na minha cama e ele não se move a noite toda”.

Por uma patinha estendida, Caro salvou a sua própria vida e trouxe vida para as pessoas que tem o privilégio de conviver com ele.

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Cachorro que foi roubado da casa de tutora a reencontra depois de dois anos

Foto: MKP "Schaslivі tvarini"

Foto: MKP “Schaslivі tvarini”

No início deste mês, voluntários de um abrigo de animais na Ucrânia receberam na entidade um cão enorme em situação de rua, com lindos e tristes olhos azuis, magro ao extremo e assustado, olhando para ele via-se claramente que a vida nas ruas não tinha sido gentil com o cachorro.

Seu corpo desequilibrado-se sobre as patas e a pele sarnenta com tufos de pelos faltando, sugeriam algumas das muitas dificuldades que ele possivelmente havia enfrentado até ali.

A equipe de resgate estava determinada a encontrar para aquele cão sofrido um novo lar feliz – sem perceber, é claro, ele já tinha um. E esse alguém estava sentindo muito a falta dele.

Foto: MKP "Schaslivі tvarini"

Foto: MKP “Schaslivі tvarini”

No dia em que o cachorro foi trazido, sua foto foi tirada e postada on-line para procurar por possíveis adotantes.

Dada sua condição de saúde prejudicada e o tempo que seria necessário para tratar e curar o animal, talvez parecesse improvável que o pobre cão atraísse muito interesse – mas a tristeza em seus olhos chamou a atenção.

Em poucas horas, o post foi compartilhado centenas de vezes por pessoas ao redor do mundo.

Essas ações nas mídias sociais fizeram toda a diferença.

Foto: Galina Lekunova

Foto: Galina Lekunova

Apenas dois dias depois, o abrigo foi contatado por uma mulher cujo cachorro havia sido roubado de seu quintal em 2017. Alguém havia enviado o post do abrigo para ela e a mulher havia ficado impressionada com a semelhança entre o cachorro na foto e o seu amado cão desaparecido.

“Ela estava procurando por seu cachorro há dois anos”, disse Galina Lekunova, que trabalha no abrigo, ao The Dodo. Mas aquele cão tão sofrido e judiado poderia ser realmente ele?

No dia seguinte, um encontro foi organizado para confirmar a suspeita – e logo ficou óbvio que era de fato um reencontro. E um post sincero e emocionado resultou do encontro:

“Lágrimas de alegria pela manhã!” o abrigo escreveu sobre aquele momento, chamando a reunião de “milagre”.

O cachorro, cujo nome é Lord, havia esperado tanto tempo por aquele dia. Ele estava finalmente de volta aonde ele realmente pertencia, sua família, e tudo isso graças a ajuda de estranhos que insistiam em espalhar o post sobre ele online.

“Agradecemos a todos que compartilharam nosso post”, escreveu o abrigo. “Graças a vocês que a vida do cachorro foi salva, e a paz voltou para a alma de sua tutora!”.

E os dois permaneceram juntos, abraçados, com a promessa eterna de nunca mais se separarem. Ambos, emocionados.

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Urso polar viaja 700 km em um bloco de gelo e vai parar em um vilarejo remoto na Sibéria

Foto: Leonid Shelapugin

Foto: Leonid Shelapugin

Uma tentativa desesperada está em andamento para salvar um urso polar perdido a pelo menos 700 km de seu habitat após ter sido levado por um banco de gelo pela costa do Pacífico da Rússia.

O animal foi visto em frente a delegacia de polícia na aldeia de Tilichiki, provavelmente ele saiu vagando assim que o bloco de gelo tocou a terra, procurando por comida e evidentemente implorando por ajuda.

Mancando, exausto e confuso, o urso mesmo assim se ergueu apoiando-se nas patas traseiras para espreitar as janelas em busca de comida ou ajuda, deixando alguns moradores locais assustados, segundo relatos em Kamchatka, uma península no extremo leste da Sibéria.

Moradores deixaram peixes para o urso e policiais de guarda no assentamento remoto – o vilarejo tem uma população de 1750 habitantes que estão vigiando o animal enquanto autoridades russas tentam organizar um transporte aéreo para levar o urso de volta para o Círculo Polar Ártico.

O jovem urso polar do sexo masculino, agora chamado de Umka, ficou preso em um banco de gelo na costa de Chukotka, a região mais oriental da Rússia, e flutuou uma longa distancia para o sul, longe de seu habitat natural, percorrendo uma distância pelo tão grande quanto Londres até Edimburgo.

O animal selvagem parece estar com a pata dianteira ferida e está “desorientado” e com uma aparência de fraqueza após a sua enorme odisseia pelo mar.

O urso “perdido” tem procurado alimento na vila deserta.

Foto: Leonid Shelapugin

Foto: Leonid Shelapugin

Svetlana Gubareva, vice-chefe do distrito, disse: “No início, o animal se comportou de maneira bastante ativa.

“Os moradores filmaram, fotografaram e acompanharam de longe o visitante e ontem o alimentaram com peixes, embora ele não comesse muito”.

O urso parece esgotado e fraco.

“Por alguma razão, ele não pega peixes e focas, que temos em quantidade aqui”, conta ela.

Os moradores saíram de suas casas e no início estavam surpresos, mas agora também querem ajudar.

No entanto, eles temem se aproximarem demais, e com razão, relatou o jornal The Siberian Times, um residente fez um vídeo em que ele diz: ‘O urso está morrendo de fome, pobrezinho, com tanta fome…”

Foto: Leonid Shelapugin

Foto: Leonid Shelapugin

“Se isso não tivesse acontecido na Rússia, mas na América, eles teriam encontrado uma maneira de fazê-lo dormir e teria levado-o para um zoológico”

Então uma voz assustada é ouvida quando o urso se aproxima.

“Temos que ir, precisamos ir embora”, diz a mulher. “Por favor, podemos ir agora, não teremos tempo suficiente para escapar, por favor, por favor, podemos ir?”, diz a moradora apavorada enquanto se afasta rapidamente.

As autoridades de Kamchatka pediram ao Ministério de Emergências da Rússia que elabore e coloque em andamento uma tentativa de resgatar Umka.

“Ele fica perto da baía, vagando no gelo – próximo da nossa delegacia de polícia”, disse Gubareva.

“A polícia está vigiando-o para que ninguém se aproxime dele”.

Foto: Leonid Shelapugin

Foto: Leonid Shelapugin

O chefe regional do departamento de vida selvagem, Vladimir Gordienko, disse que o aparecimento de ursos trazidos por bancos de gelo é um evento raro.

“Ja aconteceu de ursos chegarem aqui em grandes blocos de gelo lavados dessa maneira”, disse ele.

Como via de regra, eles não podem voltar para Chukotka. Em Kamchatka, a base de alimentação não combina com eles.

“Então, é bem provável que tais convidados inesperados morram.”

No entanto, o governador regional do distrito, Vladimir Ilyukhin, está tentando organizar um resgate para Umka.

“Uma jaula especial já está sendo fabricada na capital regional, Petropavlovsk-Kamchatsky, para transportar o animal”, disse o oficial responsável por Kamchatka, Sergey Khabarov.

“Na chegada a Tilichiki, especialistas vão colocar temporariamente o urso para dormir, para que ele possa ser transportado pelo avião de forma tranquila”.

Uma avaliação também será feita para verificar se o urso precisa de cuidados médicos para sua pata ferida.

Cão abandonado para morrer é salvo e tem recuperação surpreendente

Um cachorro foi abandonado para morrer em Buenos Aires, na Argentina. Em estado crítico, ele estava esquelético e tinha feridas por todo o corpo. À beira da morte, ele foi encontrado por Pia, uma mulher que cruzou o caminho do animal e decidiu que precisava ajudá-lo.

Foto: Reprodução / Instagram / @herculesysubanda

Frágil, o cão provavelmente não sobreviveria a mais uma noite na rua. Enquanto o carregava no colo, Pia chorava inconsolável, indignada com o estado em que o animal chegou devido ao descaso e a crueldade do ser humano.

Após ser resgatado, ele foi imediatamente levado para uma clínica veterinária. O abandono, no entanto, já havia o feito tanto mal que ele não conseguia reagir aos tratamentos veterinários. As informações são do portal I Love My Dog.

Foto: Reprodução / Instagram / @herculesysubanda

Diante da situação, Pia decidiu lutar ao invés de desistir e passou 48 horas ao lado do cão, tentando convencê-lo a comer e beber água. Ela rezava incansavelmente e suas orações foram atendidas. Como um milagre, a vontade de viver do animal se renovou e ele começou a reagir.

A partir de então, o cachorro teve uma recuperação surpreendente. O instinto de sobrevivência dele e a garra para continuar vivo fizeram com que Pia passasse a chamá-lo de Hércules.

Foto: Reprodução / Instagram / @herculesysubanda

Com os tratamentos veterinários, Hércules se transformou. O cão com o pelo bonito e longo e com vários quilos a mais em nada se parece com o animal esquelético e sem pelos que foi encontrado na rua. A tristeza que tomava conta dele também foi embora e deu lugar a uma vida feliz ao lado de Pia, que decidiu adotá-lo.

Cão extremamente magro precisa de lar temporário para não morrer na rua em Campinas (SP)

Um cachorro que está abandonado em Campinas (SP) precisa de lar temporário. Ele é um animal triste, provavelmente por sofrer demais na rua. Tem um olhar que parte o coração. Está extremamente magro e possivelmente doente, além de ter uma ferida em uma perna.

Ele é alimentado por uma pessoa, mas precisa ser resgatado. Uma pessoa se dispôs a ajudar a arcar com os gastos de veterinário dele, mas pra isso precisa de um lugar para levá-lo. Se pessoa que o abrigar não puder colaborar financeiramente não tem problema, abrigando-o já fará muito por ele.

Alguém pode adotar ou dar lar temporário para que ele possa ser tratado?

Contato para quem quiser ajudar: 19 98262-3476 (WhatsApp). Falar com Mariana.

Cão magro que aparenta ter sido atropelado precisa de resgate em Teresina (PI)

Um cachorro extremamente magro, com desnutrição visível, que aparenta ter sido atropelado, precisa ser resgatado com urgência para não morrer na rua. Ele está abandonado na rua Nossa Senhora do Sorriso, antiga rua Guarapiranga, em frente ao número 4456, no bairro Palitolandia, próximo da PRF da BR 316, em Teresina, no Piauí. Ele está recebendo água e ração, mas precisa ser resgatado.

 

Cavalo é encontrado com olho perfurado e feridas causadas por carroça

Um cavalo foi encontrado na última quarta-feira (23) extremamente magro, com um olho perfurado e ferimentos pelo corpo causados por equipamentos colocados no animal para forçá-lo a puxar carroça. O caso aconteceu em Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

(Foto: Divulgação / Polícia Militar Ambiental)

O animal foi localizado após uma denúncia indicar que ele estava sendo maltratado. Uma equipe da Polícia Militar Ambiental constatou os maus-tratos. As informações são do Diário Digital.

O cavalo estava no bairro Guaicurus quando foi encontrado pela polícia. O tutor do animal, de 33 anos, foi autuado administrativamente e multado em R$ 500. Ele responderá pelo crime ambiental de maus-tratos a animais, que tem como penalidade detenção de três meses a um ano, além de multa.

O tutor foi notificado para encaminhar o cavalo a um médico veterinário para que ele receba os cuidados necessários e foi proibido de colocar o animal para puxar carroça até que a saúde dele esteja restabelecida.

Nota da Redação: a ANDA é veementemente contra qualquer veículo de tração animal e reforça que até mesmo animais saudáveis não devem, em hipótese alguma, ser explorados para puxar carroças ou similares. Isso porque os animais existem por propósitos próprios e não para servir aos seres humanos. É completamente cruel, portanto, tratá-los como objetos que devem ser usados para beneficiar as pessoas, transportando-as ou carregando itens de um lado a outro, suportando pesos excessivos e sendo forçados a realizar atividades sem consentimento e sem receber nada em troca.