Ativistas protestam contra exploração de animais em evento de shopping

Ativistas realizaram uma manifestação, no último domingo (28), em frente ao Plaza Shopping, em Recife (PE), devido ao evento Fazendinha no Plaza, que leva animais para o local e os expõe como se fossem objetos para entreter o público. Fantasiados de animais, os manifestantes pediram o fim da “exploração e objetificação dos animais”. Aproximadamente 30 pessoas participaram do protesto, segundo o shopping.

Foto: Thais Toledo/TV Globo

Um dos ativistas usava uma fantasia de vaca e outro estava com uma máscara de cavalo no rosto. Através das redes sociais, eles afirmaram que a exploração dos animais no evento contraria “todos os comportamentos naturais de sua espécie” e que “todos os animais possuem necessidades muito específicas e complexas.” As informações são do G1.

O objetivo do ato, segundo os manifestantes, é conscientizar a população “de que os animais não devem ser utilizados durante eventos de entretenimento, pois esta prática é considerada exploratória e opressora”.

O shopping se manifestou por meio de nota e disse que reafirma “o respeito à opinião e ao direito de manifestação do grupo” e que segue, “com rigor, as regras estabelecidas pelos órgãos competentes para a realização do evento.” O Plaza se ateve aos cuidados veterinários, que o estabelecimento alega ofertar aos animais, para defender a manutenção da Fazendinha no local, ignorando o apelo dos ativistas, que lutam contra qualquer tipo de exploração, inclusive aquela feita sem a prática de violência, mas que reduz os animais a objetos a serem levados de um lugar a outro, sendo submetidos ao estresse do transporte, para ficar num ambiente inadequado com o intuito de gerar lucro ao entreter o público.

Foto: Thais Toledo/TV Globo


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Protesto contra liberação de 239 agrotóxicos será realizado domingo em SP

O governo Bolsonaro liberou, em apenas 200 dias de governo, 239 agrotóxicos, alguns proibidos na União Europeia por serem extremamente tóxicos. Prejudiciais para a saúde humana e causadores de doenças graves e fatais, como o câncer, os pesticidas também fazem mal para a natureza. Para lutar contra eles, uma manifestação foi marcada para o próximo domingo (21).

Foto: Reprodução / Facebook

A manifestação, que recebeu o nome de “Marcha Agrotóxico MATA” será realizada a partir das 14 horas e a concentração será no Museu de Arte de São Paulo (MASP).

“Em resumo, nos últimos seis meses, foram registrados no Brasil 33 novos produtos agrotóxicos altamente tóxicos para a saúde humana (aqueles cuja dose letal esta entre 5 e 50 mg/kg), 63 novos produtos extremamente tóxicos para a saúde humana (cuja dose letal esta em menos de 5 mg/kg), 115 novos produtos muito perigosos para o meio ambiente e cinco novos produtos altamente perigosos para o meio ambiente (considerando os parâmetros de bioacumulação, persistência, transporte, toxicidade a diversos organismos, potencial mutagênico, teratogênico e carcinogênico da Portaria 84/1996 do IBAMA)”, diz a descrição do evento no Facebook sobre o protesto. 

De acordo com a organização da manifestação, outros estados também estão se organizando para realizar atos contra a liberação dos agrotóxicos e, em breve, as datas e locais serão divulgados.

“Estamos sendo envenenados com tantos agrotóxicos e precisamos agir!”, dizem os organizadores.


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Atriz Kim Basinger protesta contra consumo de carne de cachorro na Coreia do Sul

Um ativista pelos direitos animais segura um filhote morto em frente ao Parlamento da Coreia do Sul, na capital Seul, na sexta-feira (12), pedindo o fim da indústria de carne de cachorro.

Foto: Reprodução / CNN

A poucos metros de distância, um grupo de criadores de cães come carne de cães explorados para consumo, alegando que é sua tradição e sustento.

Dezenas de policiais separam essas duas faces nitidamente contrastantes da Coreia do Sul – imagens evocativas de uma prática de décadas de exploração de cães para consumo humano.

No protesto, a atriz norte-americana Kim Basinger se juntou a ativistas do grupo de direitos animais Last Laise for Animals (LCA) para lutar contra o comércio de carne de cachorro no chamado “dia da carne de cachorro” ou “Boknal”, data em que a carne era tradicionalmente consumida no país.

Durante décadas, a Coréia do Sul enfrentou críticas sobre o tratamento dado aos animais e sobre o costume do país de consumir carne de cachorro. Ativistas dos direitos animais sul-coreanos têm estado na vanguarda da tentativa de encerrar o comércio.

Agora, está sendo proposto um projeto de lei que quer proibir a matança de cães para consumo.

Foto: Reprodução / CNN

Segurando um corpo de cachorro morto para as câmeras, Basinger disse: “às vezes as imagens falam mais de 1.000 palavras do que as nossas vozes”. Basinger há muito faz campanha pelos direitos animais, mas esta é sua primeira vez na Coreia do Sul. Ela foi ao país para somar forças para pressionar os legisladores a angariar apoio ao projeto.

“Eu acho que o governo vai ter que não fechar os olhos e realmente chegar a soluções como esta”, disse ela. “A Coréia do Sul vai ser a líder disso, será conhecida por isso”, completou.

O deputado sul-coreano Pyo Chang-won está fazendo pressão para aprovar o projeto de lei que tornaria ilegal o assassinato de cães e gatos, mas ele reconhece que só tem apoio da minoria na Assembléia Nacional.

Foto: Reprodução / CNN

Pyo disse que tem o apoio do Presidente Moon Jae-in – que é conhecido por ser um amante de cães e adotou um cão de abrigo quando chegou ao poder -, mas afirmou que essa não é uma política oficial do partido de Moon e, por isso, os legisladores podem tomar decisões individuais.

“Muitos dos congressistas estão em áreas rurais onde existem fazendas de cães e eles estão sob pressão para não falar sobre o projeto, para não apoiar a lei e não permitir que a lei chegue à mesa”, disse ele à CNN.

Basinger se reuniu com legisladores e governadores locais na esperança de levar o projeto adiante. Chris DeRose, fundador da LCA, dirigiu-se a ele na sexta-feira (12) declarando que “a Coreia do Sul não está mais sozinha, isso é um movimento global”. As declarações foram abafadas pelo campo adversário e o parlamento recebeu críticas de agricultores favoráveis à matança de cães.

Foto: Reprodução / CNN

A Humane Society International (HIS) disse que em 2016 cerca de 2 milhões de cães estavam sendo mantidos em cerca de 17 mil instalações na Coréia do Sul, mas houve mudanças desde então. No ano passado, o maior matadouro de cães do país foi fechado por autoridades locais em Taepyeong, em uma cidade satélite de Seul. De acordo com a HIS, milhares de cães foram mortos por eletrocussão a cada ano nesta instalação e seus restos mortais foram vendidos para consumo.

No início deste mês, o mercado de carne de cachorro Gupo, na cidade de Busan, uma das maiores do sul do país, foi fechado com a ajuda de seu prefeito, Oh Seo-don. Ele disse publicamente aos moradores de Busan: “Acho que vocês são pessoas que têm uma filosofia de respeitar a vida. Sem essa filosofia, isso nunca poderia ser feito”.

Para aqueles que apoiam a indústria de carne de cachorro, esses fechamentos geram grande preocupação.

Fonte: CNN


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Ativistas mancham em Paris pedindo o fechamento de todos os matadouros

Foto: Instagram

Foto: Instagram

Ativistas pelos direitos animais marcharam pela cidade de Paris, na França, para pedir o fechamento completo de todos os matadouros.

Organizado pelo grupo L214, relatos afirmam que o protesto atraiu entre 3 mil e 4 mil pessoas, que trouxe cartazes e faixas com mensagens como “Murder King”(Rei Assassino, um trocadilho com Burguer King/Rei do Hsmbúrguer) e “Por trás de cada pedaço de carne há um ser sensível”.

Muitos dos manifestantes, vestidos de vermelho, também participaram de uma “morte encenada” – cobrindo a área toda deitados no chão.

Também é alegado que a polícia francesa prendeu um pequeno grupo de ativistas por cobrir a estátua de Marianne com sangue falso.

Abolir as piores práticas

Hugo Bouxom do grupo responsável pela organização do evento L214 disse à AFP: “Estamos aqui para dizer que não é porque um indivíduo é diferente de nós que tem menos valor”.

Bouxom acrescentou: “Agora é a hora de legislar, e começar por abolir as piores práticas, como a criação de galinhas em gaiolas ou os longos períodos de transporte de animais em barcos, em caminhões”.

Gentileza, respeito e solidariedade

No Instagram, o L214 disse que o objetivo da manifestação era conseguir um mundo “baseado na gentileza, respeito e solidariedade” – alegando que um dia os matadouros deixarão de existir.

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Ativistas dos direitos animais realizam intervenção no Centro do Recife (PE)

Na última semana, ativistas dos movimentos 269life Nordeste e Vozes em Luto Nordeste aproveitaram a manifestação contra os cortes na Educação para realizar uma intervenção pelos direitos animais no Centro do Recife (PE).

A intervenção dos ativistas começou na Rua da Aurora, em Boa Vista, seguindo pela Avenida Conde da Boa Vista até a Avenida Guararapes, no centro do Recife (Foto: 269life Nordeste/Vozes em Luto Nordeste)

Além de distribuição de panfletos, os ativistas conversaram com os manifestantes e passantes sobre liberação da caça, desmatamento, rodeios e vaquejadas, e também a respeito da alimentação baseada na exploração e morte de animais.

“A intervenção não teve cunho político partidário, mas sim o objetivo de conscientizar as pessoas a respeito da situação dos animais no Brasil. Foi uma ação muito proveitosa, gerou curiosidade e estimulou a adesão de participantes da manifestação”, informa Hapha, do 269Life Nordeste.

A intervenção dos ativistas começou na Rua da Aurora, em Boa Vista, seguindo pela Avenida Conde da Boa Vista até a Avenida Guararapes, no Centro do Recife.

Fonte: Vegazeta


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Ato mundial alerta para a preservação do meio ambiente e o futuro do planeta

Convidamos você para participar da Ação Mundial pelo Planeta no dia 02 de junho, evento idealizado para chamar atenção das pessoas, instituições governamentais e não-governamentais sobre os grandes danos ambientais que o planeta vem sofrendo devido à exploração desenfreada de recursos.

Foto: Pixabay

Para muitos especialistas, 2019 é o ano limite para um debate real e decisivo sobre meio ambiente e o futuro do planeta. Atualmente os seres humanos produzem cerca de 50 milhões de toneladas de plástico de uso único anualmente e grande parte deste material não reciclável está em todos os oceanos e continentes. Palavras como aquecimento global, mudanças climáticas, desmatamento e poluição se tornaram parte da rotina e agenda de todos os países do mundo. Um recente relatório da ONU aponta que cerca de 1 milhão de espécies de animais e plantas correm risco de extinção na próxima década se esforços radicais não forem adotados em caráter emergencial. Todos estes danos foram causados exclusivamente pela ação humana e sua ganância descontrolada.

Muitas consequências causadas pela industrialização e inconsciência humana são irreversíveis, mas ainda há muito que pode ser feito se todos assumirem a responsabilidade na luta pela preservação do meio ambiente. Este é o objetivo da Ação Mundial pelo Planeta, uma grande manifestação pacífica que será realizada em vários locais do mundo no dia 02 de junho para alertar sobre a importância do impacto da ação humana sobre o meio ambiente e conscientizar a toda a sociedade que salvar o planeta é um dever de todos. “O meio ambiente é nossa casa! É nosso ar! É nossa água! É nossa saúde! É nosso alimento! É nosso futuro!”, lembra a página do evento no Facebook.

Foto: Pixabay

A ação foi idealizada pela organização independente VIVA Baleias, Golfinhos e cia / Instituto Verde Azul com a coorganização da Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) e de um coletivo de ONGs e grupos de proteção animal e ambiental como a Proteção Animal Mundial (WAP, na sigla em inglês), Greenpeace, WWF Brasil, Fundação Mamíferos Aquáticos, AMPARA Animal, Projeto Baleia Jubarte, Faos/SP, Projeto Baleia à Vista, Nação Vegana Brasil, Instituto Nina Rosa, e muitas outras organizações, incluindo coorganizadores de Portugal e do Canadá. A página do evento pede que todos os participantes levem faixas, cartazes e vão vestidos de verde e azul, simbolizando o planeta Terra.

Para a jornalista e presidente da ANDA, Silvana Andrade, o evento será realizado em um momento oportuno para a discussão sobre o tema, principalmente no país. “O Brasil vive atualmente a maior onda de retrocesso ambiental da história. Com o atual governo, vemos o desmonte de políticas e ações voltadas para a defesa do meio ambiente. É preciso clarear a consciência humana para aquilo que temos de mais urgente e importante: nosso planeta”, afirmou.

Foto: Pixabay

A crise ambiental é mundial e cresce diariamente. Os parlamentos do Reino Unido e da Irlanda declararam emergência climática. O partido português Pessoas, Animais e Natureza (PAN) fez um apelo para que toda a União Europeia também declare estado de emergência climática e adote medidas de conversão para um modelo de produção sustentável em até 10 anos. Nos últimos 120 anos o mundo perdeu 20% de toda sua biodiversidade. Das 1 milhão de espécies que estão ameaçadas, mais de 40% são anfíbios. Cerca de 33% dos corais e mais de um terço de todos os mamíferos marinhos estão ameaçados. Estima-se que aproximadamente 700 espécies de vertebrados tenham sido levadas à extinção desde o século 16, segundo informações da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES).

O ato chama a atenção também para consequências da criação, confinamento e exploração de animais para consumo humano. Dados da IPBES apontam também que um terço das áreas terrestres e cerca de 75% de toda água limpa usada no mundo são destinados à agropecuária. Há ainda outros problemas envolvendo esta indústria, como a destruição de ecossistemas e destruição de habitats, desmatamento, poluição, destruição e contaminação do solo e da água. Três quartos do ambiente terrestre e cerca de 66% do ambiente marinho foram significativamente alterados por ações humanas.

Foto: Pixabay

Desde 1980 as emissões de gás carbônico dobraram, levando ao aumento da temperatura global em pelo menos 0,7 graus Celsius. A derrubada de árvores aumentou cerca de 45% e aproximadamente 60 bilhões de toneladas de recursos renováveis e não renováveis são extraídos globalmente a cada ano. A poluição plástica aumentou dez vezes. Cerca de 400 milhões de toneladas de metais pesados, solventes, lamas tóxicas e outros resíduos de instalações industriais são despejados anualmente nas águas do planeta. Fertilizantes que entraram nos ecossistemas costeiros produziram mais de 400 “zonas mortas” oceânicas, totalizando mais de 245.000 km2, uma área maior que todo o território do Reino Unido.

Para a bióloga e fundadora da organização VIVA, Mia Morete, é necessário um esforço conjunto para mudar o quadro atual. “Nossa casa, nosso planeta está em risco. É preciso unir esforços para garantir o futuro da humanidade e da preciosa e vital biodiversidade”, disse. A conservação da fauna e da flora também é considerado um ponto vital para a bióloga do VIVA Rafaela Souza. Segundo ela, preservar a natureza também é assegurar a sobrevivência humana e o futuro das nações. “A perda de biodiversidade não é apenas uma questão ambiental, mas também uma questão econômica, de segurança, social, moral e de desenvolvimento. Esse evento foi idealizado para chamar a atenção das pessoas, instituições governamentais e não governamentais, dos grandes danos ambientais que nosso planeta está sofrendo”, afirmou.

Pixabay

Representando o coletivo Nação Vegana Brasil, a ativista em defesa dos direitos animais Raquel Sabino (Kaz), acredita que a manifestação é uma forma de chamar atenção para a sobrevivência dos seres humanos e dos animais. “Entendemos, sabemos e lutamos por um planeta livre de exploração abusiva, descontrolada e irresponsável. Todos os preciosos recursos naturais, água, terra, os minerais, todos estão sob a ameaça de grandes exploradores, grandes empresas que buscam apenas o lucro. Nós estamos aqui, muito como veganos que têm uma visão ampla da dinâmica da exploração que atinge os animais humanos e não humanos. A nossa luta é por todos. A extinção de todos está em risco. O nosso planeta pede socorro”, disse em entrevista à ANDA.

Para a bióloga do VIVA Marina Leite Marques, lutar pela preservação do meio ambiente é uma atitude política e um dever de todos. “Precisamos que os governos sejam mais efetivos em ações para conter a perda de espécies, combatendo o desmatamento, tráfico e a poluição ambiental e promovendo medidas para evitar as mudanças climáticas. Nosso objetivo principal é levar às ruas o maior número de pessoas vestidas de verde e azul para que possamos mostrar nossa indignação com a destruição ambiental. Será uma ação apartidária e pacífica. Temos que cobrar ações urgentes para minimizar nosso impacto no planeta e no nosso futuro”, asseverou.

Serviço

São Paulo capital

Ação Mundial pelo Planeta
Avenida Paulista, em frente ao Parque Trianon, no Centro de SP
Dia 02 de junho (sábado), às 14h
Confirme sua participação no evento clicando aqui.

No domingo tem manifestação pelo fim do comércio de animais em vários estados

Por David Arioch

No Brasil, há mais de 30 milhões de animais abandonados (Foto: iStock)

No domingo vão ocorrer manifestações pelo fim do comércio de animais em vários estados brasileiros. Enquanto há quem prefira comprar cães, só no Brasil mais de 30 milhões de animais não têm um lar. Segundo o movimento Nação Vegana Brasil, é preciso criar uma cultura de respeito aos animais não humanos, e isso inclui não ser negligente em relação à realidade do abandono animal em todo o país.

Locais e cidades onde já foram confirmadas manifestações:

Mercado Central em Belo Horizonte (MG) a partir das 9h

Praça Santo Andrade em Curitiba (PR) a partir das 15h

Praia do Arpoador no Rio de Janeiro (RJ) a partir das 15h

Masp em São Paulo (SP) a partir das 12h

Praça Peixoto Gomide em Itapetininga (SP) a partir das 10h

Pista do Campolim em Sorocaba (SP) a partir das 10h

DxE SP vai realizar manifestação contra o consumo de animais no Dia das Mães

Por David Arioch

Os membros do DxE vão percorrer ruas e estabelecimentos de São Paulo no domingo (Foto: DxE São Paulo)

O grupo Direct Action Everywhere (DxE) São Paulo vai realizar uma manifestação contra o consumo de animais no próximo domingo, no Dia das Mães.

Os membros vão percorrer ruas e estabelecimentos de São Paulo, visando conscientizar sobre a importância de mães de outras espécies terem o direito à liberdade, amor e respeito, assim como o direito à companhia de seus filhos, segundo o DxE.

O grupo faz uma referência ao fato de os bezerros serem separados precocemente das vacas, como parte da realidade comum da cadeia de produção leiteira.

A manifestação terá como ponto de encontro a Estação Oscar Freire, do metrô, de onde os manifestantes devem partir às 13h. Para participar, basta estar no local nesse horário. Os cartazes utilizados durante a manifestação serão disponibilizados pelo DxE.

Marcha histórica: governo cubano autoriza manifestação pelos direitos animais

O governo de Cuba permitiu que uma manifestação em prol dos direitos animais fosse realizada em Havana no domingo (7). Mais de 400 pessoas marcharam pacificamente por mais de 1,5 quilômetro. Os manifestantes gritaram palavras de ordem pedindo o fim da crueldade animal em Cuba.

Grettel Montes de Oca Valdés, bailarina profissional e fundadora do grupo Cubanos em Defesa dos Animais, posa com quatro gatinhos que recebeu em sua casa em Havana — Foto: AP/Ramon Espinosa

O ato representa um marco na história de Cuba. Manifestantes e historiadores consideraram inusitada a autorização para ser organizada uma manifestação não associada ao Estado e acreditam que esse seja um movimento talvez sem precedentes desde os primeiros anos da revolução cubana.

“Eu acho muito inteligente que eles aprovaram a manifestação, ou melhor, marcha”, disse o cantor Silvio Rodriguez. “Isso faz a gente se sentir otimista. Agora temos que ver se a mesma coisa acontecerá com outras causas”, completou.

Em Cuba, não é aceito discurso político contrário, por isso, um ato cobrando ações do governo é um acontecimento notável. As informações são do G1.

“É sem precedentes”, disse Alberto Gonzalez, organizador da marcha e editor da The Ark, uma revista on-line cubana de defensores dos animais. “Isso vai marcar um antes e um depois”, acrescentou.

Agentes de segurança do Estado observaram a marcha, mas não interferiram. De acordo com Gonzalez, as autoridades pediram que o ato fosse mantido longe das ruas principais da cidade, para evitar trânsito.

A marcha, que contou também com a participação de cães, que acompanharam os tutores, terminou no túmulo de Jeannette Ryder, uma mulher norte-americana que lutou pelos direitos animais em Cuba no início do século XX.

Defensora dos direitos dos animais, Grettel Montes de Oca Valdes participou de marcha histórica em Havana — Foto: AP/Ramon Espinosa

Devido a tensões remanescentes entre o plano oficial e o não-oficial em Cuba, voluntários de um grupo de proteção animal que é apoiado pelo governo não participou do ato e anunciou que realizará uma nova manifestação na próxima semana.

Em Cuba, não há leis contra maus-tratos a animais. O país, no entanto, tem muitos ativistas e protetores de animais. Praticamente em todos os bairros de Havana há um ou dois voluntários que alimentam, cuidam e castram cachorros e gatos abandonados. Estrangeiros costumam colaborar com doações de suprimentos e dinheiro.

O Aniplant é o único grande grupo de resgate de animais oficialmente reconhecido em Cuba. Outros poucos, pequenos e não-estatais, também trabalham em prol dos cães e gatos em Havana e outras grandes cidades do país. Nos últimos anos, milhares de assinaturas pedindo uma legislação que puna a crueldade contra animais foram coletadas por esses grupos, mas sem sucesso até o momento.

Marcha Animal une centenas de pessoas na luta pelos animais em Portugal

Vinte anos depois da primeira manifestação, a Marcha Animal deste sábado (6), que juntou centenas de pessoas nas ruas de Lisboa, em Portugal, arrancou de um ponto de partida diferente nos direitos conquistados, mas ainda com um longo caminho a percorrer.

Rita Silva, presidente da Associação Animal, que há 20 anos organiza a Marcha Animal em defesa dos direitos dos animais, não tem dúvidas de que foram duas décadas “com resultados”.

“As coisas não estão como estavam, não chega ainda, mas não estão como estavam há 20 anos, de todo”, disse à Lusa a ativista, que esta tarde foi uma das centenas de pessoas que se juntou frente à praça de touros do Campo Pequeno, em Lisboa, de onde saiu a marcha com destino à Assembleia da República.

Tiago Petinga/LUSA

Faixas e cartazes com imagens chocantes de animais ensanguentados, acorrentados ou explorados para experimentação científica, e com frases como “Libertação Animal”, “Amas uns e comes outros?”, “E se fosse consigo?”, “As verdadeiras vítimas da moda”, numa alusão ao uso da pele dos animais em roupas, ou “A tauromaquia é doentia” representavam uma espécie de barricada com “o outro lado” que, ali mesmo ao lado, na praça de touros do Campo Pequeno, sem manifestações ou ativistas, marcava a sua posição com um enorme cartaz pendurado na fachada do edifício anunciando os nomes para a temporada tauromáquica de 2019 em Lisboa.

Rita Silva afirmou que a marcha começava naquele local “precisamente por uma questão simbólica”, uma vez que a Associação Animal se prepara para entregar no parlamento as mais de 20 mil assinaturas já recolhidas no âmbito da Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) que pede o fim do financiamento público à tauromaquia.

Mesmo depois de o parlamento ter rejeitado na atual legislatura propostas com esse objetivo, ou para proibir a exibição de touradas no canal público de televisão, ou ainda para não permitir a entrada a crianças nas praças de touros, Rita Silva diz que tem “bastante esperança” que a ILC “corra bem”.

“Até porque a iniciativa é pelo fim dos subsídios à tauromaquia, pelo fim dos dinheiros públicos à tauromaquia, que nós cremos que é a torneira que ainda mantém a tauromaquia de pé”, disse.

Para a presidente da Animal, há um “trabalho de sensibilização” a fazer junto dos deputados, sobretudo aqueles que “estão no ‘nim’”, ou seja, não escolheram um lado.

“Temos esperança, claro, que na próxima legislatura as coisas corram melhor, mas vamos ver”, afirmou.

André Silva, deputado do PAN — Pessoas, Animais, Natureza, está na Assembleia da República do lado dos que não precisam de ser convencidos pela argumentação de associações como a Animal e este sábado, na manifestação, declarou-se convicto de que haverá condições para mudanças na próxima legislatura.

“Nós acreditamos, até pelo debate que ocorreu, que na próxima legislatura haverá claramente condições nos vários partidos para que exista maior abertura para conferir mais proteção aos animais, em termos de entretenimento, e naturalmente na luta contra a tauromaquia, que é um resquício de uma atividade anacrônica e de outros tempos que não tem mais lugar na sociedade e nos valores do século XXI”, disse à Lusa.

O deputado disse esperar pela entrada da ILC no parlamento para que o PAN possa acompanhá-la com “diversas iniciativas legislativas” e para que “os partidos se posicionem em relação a essa matéria”.

As votações dos deputados no último Orçamento do Estado, contrárias às pretensões dos defensores dos direitos dos animais, e que, evocando a cultura nacional e a tradição, aprovaram medidas como a redução da taxa de IVA para 6% para a tauromaquia, não desmoralizam André Silva, que afirma que esses deputados correspondem a um conjunto de pessoas que “continuam presas a posições conservadoras”, que está “de costas voltadas para os cidadãos” e que já não representa o “sentimento geral da maioria da população”.

Ana Vitorino, uma manifestante estreante na Marcha Animal, mas há muito consciente de que é preciso olhar os animais “de outra forma”, parece dar razão à ideia do “sentimento geral” de André Silva.

“Se pararmos para pensar, vamos perceber que por baixo da palavra tradição estão violências exercidas contra os animais. Tradição serve para encobrir violência”, disse à Lusa, acrescentando que há uma corrente filosófica que defende que o século XXI será dos animais e a forma como os tratamos vai “ditar o nosso futuro”.

Aproveitando uma trégua da chuva que pontualmente foi marcando presença durante a tarde em Lisboa, a marcha arrancou do Campo Pequeno pelas 16:15 em direção ao Marquês de Pombal e com destino à Assembleia da República, com centenas de pessoas, entre as quais uma comitiva do PAN, e outra do Bloco de Esquerda, entoando quase em uníssono “direitos dos animais são fundamentais”.

Fonte: Observador