Queda na quantidade de gelo nas águas no Alasca preocupa cientistas

Todos os anos, o Ártico perde uma área de gelo maior que o tamanho da Escócia. Ursos polares usam este lençol de gelo para caçar | Foto: Getty Images

Todos os anos, o Ártico perde uma área de gelo maior que o tamanho da Escócia. Ursos polares usam este lençol de gelo para caçar | Foto: Getty Images

As águas do Alasca estão agora completamente livres de gelo, com a plataforma de gelo mais próxima a mais de 240 km de distância, alertaram os cientistas.

Após o mês mais quente de julho, o gelo do Ártico ficou 2 milhões de quilômetros quadrados abaixo da média de longo prazo. Cientistas alertam que este último encolhimento é parte de um fenômeno que vai levar a verões livres de gelo todos os anos.

Rick Thoman, especialista em clima do Centro de Avaliação e Políticas Climáticas do Alasca, twittou: “As águas do Alasca agora estão completamente limpas do gelo marinho, enquanto o último gelo no mar de Beaufort, no mar da baía de Prudhoe, se dissolveu.

“O gelo mais próximo do Alasca está a cerca de 240 quilômetros a nordeste de Kaktovik”.

Em média, o gelo marítimo de setembro declinou mais de 13% por década nos últimos 40 anos, desde o início dos registros de satélite.

“Este é um declínio de cerca de 85 mil quilômetros quadrados por ano – o equivalente a perder uma área de gelo marinho a cada ano maior que o tamanho da Escócia”, disse Ed Blockley, um especialista do Met Office no gelo marítimo do Ártico.

O derretimento do gelo marinho no Ártico não é necessariamente uniforme e o derretimento dos mares Chukchi e Beaufort, no nordeste do Alasca, tem sido particularmente preocupante.

Verões sem gelo

O declínio geral é consistente com as mudanças preocupantes observadas nas últimas décadas.

O professor Peter Wadhams da Universidade de Cambridge disse: “Nesta época do ano ‘normalmente’ (ou seja, 30 anos atrás) haveria gelo marinho nas águas do sul do Alasca, mas, mais importante, gelo marinho na costa norte do Alasca, deixando apenas um estreito entre o gelo e a terra para os navios que tentam uma passagem noroeste”.

“O último encolhimento do gelo é parte de um fenômeno do Ártico que está levando a um verão sem gelo como a norma futura”, disse ele.

No futuro imediato, o aquecimento das temperaturas oceânicas está levando a rápidas mudanças ambientais e ecológicas que podem ameaçar a subsistência das pessoas que vivem em comunidades costeiras.

Especialistas dizem que muitas comunidades costeiras já estão olhando para a possibilidade de se mudar devido ao aumento das inundações.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Casal de turistas salva tartaruga gigante presa entre as rochas em praia

Foto: Newsflare/Charlotte_Young_@Ocean_magpie

Foto: Newsflare/Charlotte_Young_@Ocean_magpie

Dois turistas britânicos tiveram que suspender suas férias no mês passado para resgatar uma tartaruga gigante em apuros.

Charlotte Young, 27, bióloga marinha natural de Bristol (Inglaterra), estava de férias com o namorado George Chislett, caminhando ao longo da costa da praia de Ras Al Jinz, quando se depararam com o animal preso.

Tendo conseguido ficar preso entre as rochas de um penhasco, a criatura marinha pode ser vista agitando-se desesperadamente, tentando sair das rochas.

A bióloga marinha, Charlotte ficou desesperada para ir ao auxílio do réptil.

A dupla fez uma tentativa infrutífera de resgate de 30 minutos, mas a tartaruga, cuja espécie pode pesar até 130 kg quando totalmente crescida, não se mexeu.

Depois de pensar rápido e contar também com a sorte, Charlotte retorna com um pedaço de madeira que estava flutuando e começa a tentar tirar a tartaruga das rochas enquanto o namorado George usa sua força e tenta levantar a tartaruga, lutando para segurar a concha lisa do animal.

Foto: Newsflare/Charlotte_Young_@Ocean_magpie

Foto: Newsflare/Charlotte_Young_@Ocean_magpie

Com grunhidos causados pelo esforço e um pouco de gritos, o animal desliza livre, as nadadeiras girando, desesperadas para fugir. O resgate heroico aconteceu em 1 de julho.

No post onde publica o vídeo no Instagram, Charlotte disse: “Nunca senti uma sensação de pura alegria e desejo irresistível de chorar ao mesmo tempo em um momento”.

Foto: Newsflare/Charlotte_Young_@Ocean_magpie

Foto: Newsflare/Charlotte_Young_@Ocean_magpie

“Nós a vimos desaparecer de volta ao mar e observamos o nascer do sol enquanto respirávamos e digeríamos o que havíamos acabado de realizar.”

Foto: Newsflare/Charlotte_Young_@Ocean_magpie

Foto: Newsflare/Charlotte_Young_@Ocean_magpie

Tartarugas marinhas verdes passam a maior parte de suas vidas na água, mas são conhecidas por nidificarem em praias colocando seus ovos em mais de 80 praias ao redor do mundo.

A tartaruga estava retornando ao mar depois de colocar ovos como época de acasalamento para a espécie é de junho a setembro.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Filhote de baleia é cortado do ventre da mãe na caçada anual das Ilhas Faroe

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Uma baleia grávida morta na caça anual das ilhas Faroe teve o filhote cortado fora de seu útero, uma cena forte e comovente, registrada por ativistas. A temporada de caça é comumente referida pelos locais como uma “rotina” da região.

A caça, que pode ser descrita como um verdadeiro mar de sangue, dada a cor que ficam águas após a morte dos animais, levou a morte de 23 baleias, assassinadas friamente por sua carne e gordura. Mas o governo das ilhas Faroe afirmam que a atividade é “sustentável” e “regulada por lei”.

A organização ambientalista Sea Shepherd compareceu ao local da matança na baía de Hvalvik para documentar o massacre descrito pela entidade como “bárbaro”.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Uma visão angustiante

“Como de costume, o processo descrito como “humanitário” pelos caçadores, para matar as baleias-piloto estava longe disso, com várias tentativas frustradas de paralisar os animais com a lança sendo observadas em vários grupos”, disse um porta-voz da entidade.

“Tendo observado anteriormente outras baleias pilotos, nossa tripulação notou que este grupo de baleias estava claramente desgastado ou resignado ao seu destino tanto que muito pouco ou nenhum grito foi ouvido das baleias.

“Enquanto as famílias se deitava nas docas, imagens ternas e ao mesmo tempo perturbadoras de crianças saltando e brincando com os animais mortos podiam ser vistas. À medida que o processo continuava, a tripulação testemunhou uma baleia jovem sendo perseguida até a morte e a angustiante visão de um filhote não nascido sendo cortado do ventre de sua mãe”.

‘Semanas antes de nascer’

A Sea Shepherd afirma que o filhote parecia estar a “meros dias ou semanas apenas de nascer” – e, portanto, seria “despejado sem a menor cerimônia” de volta ao mar.

“As Ilhas Faroe costumam falar da tradição por trás da rotina de morte e, especificamente, do respeito mostrado às baleias-piloto”, acrescentou a instituição.

“Vídeos e fotografias mostram claramente que isso não é o caso, com imagens de pessoas e turistas tirando selfies com as baleias assassinadas.

Foto: Environmental Investigation Agency

Foto: Environmental Investigation Agency

“As crianças brincavam com barbatanas, chutavam e socavam os corpos, andando sobre elas e, despreocupadamente, podiam ser vistas correndo pelo cais carregando as facas tradicionais que são usadas como parte da matança”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Conheça os pais mais dedicados do reino animal

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Os pais do reino animal são capazes de fazer grandes concessões quando se trata de cuidar dos filhotes, seja protegendo a família ou sacrificando a própria vida por seus filhos.

Esses pais também se destacam quando se trata da sobrevivência da espécie. Sencientes, eles amam e criam vínculos profundos entre si, com muitas espécies tendo o pai como responsável pela criação e alimentação dos filhos enquanto as mães seguem seu caminho separadamente.

Foto: @StarPittsburg

Foto: @StarPittsburg

Ao olharmos mais de perto, vemos a incrível capacidade de doação desses animais que através de exemplos de altruísmo e abnegação provam que há muitas maneiras diferentes de se ter sucesso como os pais da próxima geração.

1. Leão

Nosso primeiro pai é um exemplo de dedicação. Enquanto o leão ganha pontos por ser um feroz protetor de sua família, infelizmente ele também é um verdadeiro dorminhoco, a única coisa que os leões fazem com mais frequência do que dormir é cuidar de seus filhos. Mas cuidado, porque quando este pai está acordado, você não vai quer mexer com ele.

Foto: Kristian Sekulic/iStockphoto

Foto: Kristian Sekulic/iStockphoto

A visão de um leão é cinco vezes melhor do que a de um humano, e o rei da selva pode ouvir a presa na savana a 2 milhas de distância. Além disso, esse é um pai que pode nunca anda sozinho.

Os leões vivem em unidades familiares enormes chamadas “pride” orgulho que podem incluir até sete leoas e 20 filhotes.

2. Rato-australiano

Este rato marsupial da Austrália entrou na lista devido à sua tenacidade altruísta quando se trata de fazer amor. Esses pequenos animais dão a própria vida em nome da paternidade.

O antechinus pode gastar até 12 horas se reproduzindo. Na verdade, esse marsupial fica tão distraído em seus esforços que ele se esquece de comer, beber e dormir.

Foto: Jason Edwards/National Geographic/Getty Images

Foto: Jason Edwards/National Geographic/Getty Images

Com isso e os esteroides que se acumulam em seu sangue, e ele acaba não resistindo. Sua companheira sobrevive, normalmente já fecundada até o final da estação de reprodução.

Mas não fique triste com a morte do velho e querido pai. Sem a presença desse papai devotado, os filhotes jamais existiriam – e ele provavelmente morreu com um rato muito feliz.

3. Chacal dourado

Nativo da Índia, o chacal dourado é um verdadeiro pai presente. Caçando três vezes mais efetivamente ao trabalhar em pares, esses habilidosos escavadores permanecem parceiros notavelmente leais, ao contrário de tantos outros animais, os chacais se formam parceiros pela vida toda.

Foto: Nico Smit/iStockphoto

Foto: Nico Smit/iStockphoto

Além de ganhar estrelas douradas por ser o pai-propaganda da monogamia, o chacal dourado também literalmente “dá as entranhas” para conseguir comida para seus filhos, esses animais alimentam os filhotes com comida regurgitada do próprio estomago.

4. Ema

À primeira vista, pode parecer que esses pássaros que não voam, nativos da América do Sul, têm um arranjo de acasalamento bastante incomum. Uma espécie poligâmica, a ema do sexo masculino corre ao redor de um harém composto de duas a 12 fêmeas. Mas antes de achar que esses pais não dão conta de todos os seus filhos, tome nota: esses pássaros assumem sua responsabilidade e, em seguida, alguns quando se trata de criação dos pequenos.

As fêmeas deixam seus ovos aos cuidados do pai, enquanto se reproduzem com outras aves. Enquanto isso, papai cuida das crianças, não apenas incubando até 60 ovos por mais de dois meses com apenas duas semanas de alimento para sustentá-lo, mas também criando os filhotes recém nascidos como “pai solteiro” por quase dois anos.

Foto: Norton Santos/VC no TG

Foto: Norton Santos/VC no TG

E esse pai não tem medo de atacar ninguém – seja outras aves do sexo feminino que se aproximem ou mesmo humanos – quem comete o erro de tentar chegar perto de sua ninhada vai receber o devido aviso.

 5. Pinguim-imperador

Este pai ganha seu lugar na lista por sua incrível resistência. O pinguim-imperador se reproduz na Antártida, o lugar mais frio da Terra. Estamos falando 57 graus abaixo de zero.

Depois que a mãe põe seu ovo, o trabalho do papai é mantê-lo aquecido. Enquanto isso, a fêmea tira uma licença sabática de dois meses, enquanto o macho equilibra o ovo em seus pés em um clima abaixo de zero, muitas vezes forçado a se aconchegar junto com outros pais para o aquecer até que seus filhotes eclodam dos ovos.

Foto: Corbis

Foto: Corbis

Apesar de não ter comido durante meses, é o pai que fornece a primeira refeição ao bebê – uma substância do tipo leitoso para sustentá-los até que a mãe possa voltar com uma barriga cheia de peixes e alimente os famintos com algo mais sólido, é quando os pequenos passam do “leite paterno” para a papinha. Uma inversão de papéis no seu melhor exemplo.

6. Cavalo-marinho

O cavalo-marinho macho ganha lugar de destaque nessa lista e aqui está o porquê: não só ele é monogâmico, mas essa criatura é realmente aquele que engravida no casal, carregando até mil bebês de uma vez.

Foto: Gail Shumway/Getty Images

Foto: Gail Shumway/Getty Images

O processo de acasalamento começa com um ritual de namoro de dança, com a fêmea colocando centenas de ovos dentro do macho, sendo que ele ajuda a fertilizar a si mesmo durante o processo.

Este futuro papai também adora exibir sua barriga arredondada, orgulhosamente exibindo a barriga arredondada onde fica a futura ninhada e que ele usa para carregar seus filhotes até o momento em que ele dá luz aos seus descendentes.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Tartarugas verdes comem pedaços de plástico descartados no oceano por confundi-los com alimento

Foto: Factorydirect

Foto: Factorydirect

Espécies de tartarugas correm risco de morte por comerem plástico descartado no oceano ao acreditarem que os detritos sejam comida.

As tartarugas-verdes (Chelonia mydas) são muito mais propensas a consumir objetos de plástico que são coloridos verdes, pretos ou claros, segundo um estudo.

Os cientistas agora acreditam que as tartarugas confundem isso com a grama marinha que comem, o que as coloca em risco particular de sacos plásticos, sacos de transporte e fragmentos de corda de pesca.

Já se sabia que as tartarugas-de-couro (Dermochelys coriácea) comem sacos plásticos, provavelmente porque os confundem com águas-vivas.

A descoberta de outra espécie de tartaruga cuja alimentação torna vulneráveis ao plástico veio depois que pesquisadores examinaram tartarugas verdes mortas encontradas nas praias de Chipre.

Plástico foi encontrado em todas as tartarugas cujo trato gastrointestinal completo poderia ser examinado, com um encontrado para conter 183 peças separadas.

Emily Duncan, primeira autora do estudo da Universidade de Exeter, disse: “Pesquisas anteriores sugeriram que as tartarugas-de-couro comem plástico que se assemelha a presas de medusas, e nós queríamos saber se algo semelhante poderia estar acontecendo com as tartarugas-verdes.

Foto: PA

Foto: PA

“As tartarugas marinhas são predadores primariamente visuais, capazes de escolher os alimentos por tamanho e forma, e neste estudo encontramos fortes evidências de que as tartarugas-verdes preferem plástico de certos tamanhos, formas e cores”.

“Comparado a uma linha de base de detritos de plástico nas praias, o plástico que encontramos nessas tartarugas sugere que elas favorecem fios e folhas que são pretas, claras ou verdes.”

O plástico encontra-se agora nos oceanos do mundo todo, descobertas apontam que quase metade das espécies de baleias, golfinhos e botos encontrados mortos engoliram os detritos (tinham a presença de plásticos no estomago.

Mais de um terço das espécies de aves marinhas acabam comendo plástico, juntamente com muitos tipos de peixes, colocando-os na cadeia alimentar humana.

Foto: PA

Foto: PA

Várias campanhas foram lançadas num esforço de proteger a vida selvagem por meio da conscientização sobre o uso de plásticos, o que que levou a um imposto sobre as sacolas de uso único em alguns países.

Para examinar o efeito do plástico nas tartarugas-verdes, que estão ameaçadas de extinção, os cientistas examinaram as entranhas de 34 delas.

Os tratos gastrointestinais completos podiam ser vistos em 19 dessas tartarugas, e cada uma continha plástico, variando de três peças a 183.

O plástico pode matar as tartarugas bloqueando seus intestinos ou levando à desnutrição, lotando e entupindo seus estômagos, embora se acredite que as criaturas do estudo tenham morrido depois de serem apanhadas em redes de pesca.

Foto: PA

Foto: PA

Os pesquisadores, cujas descobertas foram publicadas na revista Scientific Reports, encontraram predominantemente películas e folhas de plástico, que se pareciam muito com a dieta de algas e algas marinhas das tartarugas, e que eram pretas, verdes ou claras.

Os animais pareciam evitar fragmentos duros de plástico colorido de vermelho, laranja, azul, cinza ou branco.

As tartarugas mais jovens tendem a conter mais plástico, possivelmente porque são menos experientes e, portanto, mais propensas a comer o alimento errado.

O professor Brendan Godley, que lidera a estratégia de pesquisa da Exeter Marine, disse: “Pesquisas como essa nos ajudam a entender o que as tartarugas marinhas estão comendo e se certos tipos de plástico estão sendo ingeridos mais do que outros.

“É importante saber que tipo de plástico pode ser um problema específico, além de destacar questões que podem ajudar a motivar as pessoas a continuar trabalhando para reduzir o consumo geral de plástico e a poluição”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Golfinho e tartaruga são encontrados mortos presos em redes de pesca

Foto: James Barnett/SWNS

Foto: James Barnett/SWNS

Imagens comoventes divulgadas recentemente mostram de um golfinho e uma foca mortos envoltos em redes de pesca descartada. As fotos foram usadas como parte de uma campanha de conscientização.

James Barnett, de 57 anos, é veterinário especializado em vida marinha e diz que a maior ameaça aos animais no mar são as redes de pesca descartadas, conhecidas como “redes fantasmas”.

Ele disse que, embora o plástico represente uma ameaça poderosa à vida marinha, ele vê animais envoltos em redes de fantasmas muito mais frequentemente do que vítimas da poluição por plásticos (seja por alimentação ou ferimentos provocados por resíduos plásticos).

Ele divulgou imagens de um golfinho que apareceu na costa da Cornualha em 2017, completamente envolto do focinho ao rabo em uma rede e uma foca encontrada em terra perto de Boscastle, também na Inglaterra enrolada em 35kg de redes em maio.

Na época, voluntários do grupo de resgate local, a British Divers Marine Life Rescue, disseram que pela situação em que foi encontrada era claro que a foca havia sofrido uma morte horrível.

Foto: James Barnett/SWNS

Foto: James Barnett/SWNS

Barnett disse: “É definitivamente o pior caso de emaranhamento de animais que já vi em minha carreira”.

“Focas são animais muito curiosos e eles investigam redes flutuando na água ou presas ao fundo do mar e podem se enroscar nelas”.

As redes fantasmas, as redes descartadas ou perdidas flutuando na água, são um grande problema para as focas e Barnett disse que vê casos sérios de enredamento a cada ano.

As marcas de corte encontradas nos corpos dos mamíferos marinhos são frequentemente sinais de que um animal ferido ficou emaranhado.

Ano passado, James realizou autópsias em quase 30 golfinhos, baleias e botos que foram encontrados presos nas praias e cerca de um quarto deles foram capturados, sem intenção, em redes de pesca.

Barnett disse: “Não encontramos muitas evidências de plástico em focas. Os maiores assassinos são provavelmente capturas acessórias e emaranhamento ”.

Ele tem tratado animais marinhos feridos desde o início dos anos 90 e trabalha no Cornish Seal Sanctuary em Gweek, Cornwall.

Ao longo dos anos, ele realizou centenas de exames post mortem em golfinhos, focas e outros animais encontrados mortos nas praias.

“Não sabemos quão grande é o problema de microplástico ainda. A quantidade de microplásticos espalhados pelo planeta é totalmente desconhecida ainda.

“Ainda não somos capazes de determinar o quanto isso está afetando a saúde dos animais. Acho que é algo que mais estudos nos próximos anos poderão dizer. ”

Ao longo de sua carreira, James realizou 225 autópsias em golfinhos, baleias e botos de 11 espécies diferentes, 78 focas e um tubarão-frade, o primeiro desse tipo no Reino Unido.

“É uma paixão”, disse ele. “Meu trabalho ajuda a destacar a questão das capturas acidentais, emaranhamento e poluição e poluição marinha. Isso torna minha vida mais real e significativa”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Centenas de voluntários ajudam a salvar baleias encalhadas na Flórida

Por Rafaela Damasceno

Cinco baleias-piloto encalharam em uma praia da Flórida e foram resgatadas graças ao esforço de especialistas, da guarda costeira e de centenas de banhistas que se ofereceram para ajudar.

As autoridades foram avisadas na manhã de segunda-feira (29) através de um telefonema de um banhista preocupado, que avistou as baleias se debatendo nas águas rasas e respirando com certa dificuldade.

Foi então que biólogos marinhos, veterinários e a guarda costeira entraram em ação para proteger os mamíferos dos possíveis danos causados pelo sol.

Com a maré se afastando e o sol cada vez mais alto no céu, o resgate precisava ser feito rapidamente. Os biólogos determinaram que as baleias eram fortes e saudáveis para resistir ao encalhe e conseguir voltar ao mar, então os voluntários se uniram na difícil tarefa de levantá-las e colocá-las em cima de lonas, para que pudessem transportá-las.

Várias baleias nadando juntas

Imagem ilustrativa | Foto: BBC

“Foi um trabalho pesado”, disse Thomas Nuhfer, um estudante que ajudou a carregar uma das baleias. “Mas foi muito bom ver pessoas que nem ao menos se conheciam trabalhando juntas para ajudar”.

No meio da tarde, todas as cinco baleias foram levadas com sucesso para fora da água, para que fossem transportadas em barcos até a parte mais funda do mar. Mas duas delas, as menores, foram levadas até especialistas para receber tratamento médico.

Um “encalhe em massa”, como é chamado o fenômeno do encalhe de mais de um grupo inteiro de baleias de uma vez, é muito raro e só aconteceu na região cerca de dez vezes desde 1990, segundo o Aquário Marinho de Cleawater. Os cientistas ainda não sabem ao certo o que levou as baleias a nadarem até as águas mais rasas.

Mike Walsh, professor de biologia marinha da Universidade da Flórida, explicou ao Tampa Bay Times que normalmente os grupos de baleias são liderados por um indivíduo que escolhe para onde migrar. As baleias-piloto costumam nadar em águas profundas, em grupos, e dificilmente seguem em direção à costa.

Mike acredita que algo está errado com as baleias menores, que passarão por alguns exames antes de retornarem ao mar. Apesar de tudo, elas se mostraram fortes em todo o momento do resgate. “O encalhe é novo para elas, que não sabem que isso é ruim. Mas o processo pode ser estressante”, esclareceu.

Jess Powell, bióloga que passou todo o tempo do resgate com as baleias, disse que os cientistas irão monitorar o movimento dos mamíferos nos próximos dias para impedir que eles retornem à praia.

“Tudo aconteceu conforme o planejado hoje. Agora só esperamos que elas encontrem o caminho para casa”, concluiu ela.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Tartarugas são encontradas presas em linhas de pesca em Arraial do Cabo (RJ)

Duas tartarugas foram encontradas com linhas de pesca presas aos seus corpos na orla da Praia do Pontal, na cidade de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro.

Foto: Renatinho Vianna / Arquivo Pessoal

O prefeito do município, Renatinho Vianna, passava pelo local na companhia do coordenador de esportes da cidade, Luciano Ralf, quando encontrou os animais. O caso aconteceu na manhã de sexta-feira (26).

Com a ajuda de Ralf, o prefeito usou uma faca e pedaços de caco de vidro encontrados no local para retirar as linhas que prendiam as tartarugas. Após o resgate, os animais foram soltos na praia.

Em um vídeo divulgado por Renatinho, ele alega ter ficado feliz com o resgate, mas triste por saber que as tartarugas poderiam ter morrido se não tivessem recebido ajuda.

“Foi um momento de tristeza e alegria ao mesmo tempo. Tristeza por encontrar as tartarugas ali abandonadas a própria sorte e a alegria de termos encontrado esses animais a tempo de poder salva-los, então ficamos com a sensação de alívio e dever cumprido”, disse ao G1.

Renatinho afirmou que é crucial que a população tenha consciência sobre a importância da vida marinha e de sua preservação. O prefeito disse ainda que as pessoas precisam ter responsabilidade pelos seus atos.

O caso está sendo investigado pela Secretaria do Meio Ambiente de Arraial do Cabo.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Tartaruga é encontrada com estômago cheio de plástico

Por Rafaela Damasceno

Os impactos que o plástico já causou e ainda causará no meio ambiente não podem ser medidos. O material demora cerca de 400 anos para se decompor na natureza e, além de poluir as florestas e os oceanos, também afeta incontáveis animais. As tartarugas são uma das maiores vítimas: o plástico, muitas vezes presente em produtos maleáveis e pequenos, é facilmente ingerido por elas. As sacolas, por exemplo, costumam ser confundidas com algas marinhas.

Tartaruga morta na praia

Foto: ViralPress

Recentemente, mais uma tartaruga foi encontrada morta com o estômago cheio de plástico. O caso aconteceu na praia de Somprasong, na Tailândia.

A tartaruga estava já em um processo inicial de decomposição e especialistas acreditam que deva ter morrido uma semana antes de ser encontrada. Ela tinha cinco anos e possuía diversas sacolas em seu estômago, assim como outras embalagens plásticas.

Várias embalagens de plástico, as encontradas dentro da tartaruga

Diversos pedaços de plástico foram encontrados dentro da tartaruga | Foto: ViralPress

“Temos certeza que a quantidade de plástico presente dentro da tartaruga contribuiu para a sua morte”, afirmou o veterinário Kirin Sornpipatcharoen, que fez a necropsia no animal.

O plástico normalmente obstrui o trato gastrointestinal, já que não é digerido. Funções fisiológicas básicas param de ser possíveis, então, como evacuar ou se alimentar, o que leva o animal a um emagrecimento gradativo e uma morte lenta e dolorosa.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Dois filhotes de elefante-marinho superam as expectativas e retornam ao oceano

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Os dois elefantes-marinhos tinham muita coisa contra eles quando foram resgatados por uma equipe do Pacific Marine Mammal Center (PMMC, na sigla em inglês) em Laguna Beach, na California (EUA).

Um dos filhotes, uma menina apelidada pelo centro de Fat Tuesday (Terça-feira Gorda, na tradução livre), foi achada perto da Rua 24ª na Praia de Newport no dia 10 de março pesando 28 kg – pelo menos 4 kg a menos do que o que ela estaria provavelmente pesando quando nasceu.

O bebê foi o menor animal que o centro resgatou este ano, ela teve dificuldade em se manter com os outros filhotes de elefante-marinho maiores e em um ponto quase se afogou em uma piscina.

Depois, apareceu Theon, encontrado em 28 de abril na Orange Street, em Newport Beach, pesando cerca de 37 kg. Ele estava desidratado e tinha uma ferida cheia de pus.

Depois de ficar no centro por um mês, Theon teve pneumonia e quase morreu. Ele esteve em estado crítico por várias semanas.

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Mas na segunda-feira, 15 de julho, a Fat Tuesday, agora com 74 kg, e Theon, com 80 kg, estavam prontos para voltar ao oceano. Acompanhados pela equipe da PMMC, os elefantes-marinhos, foram levados a bordo de um barco de Patrulha do Porto do Xerife e levados para o mar aberto perto de Dana Point.

A cerca de uma milha (cerca de 1,6 km) de distância, o barco parou e os funcionários abriram as portas do compartimento onde os animais estavam.

A cabeça de Fat Tuesday apareceu primeiro. Ela acariciou Theon ainda dentro da gaiola dele. Então eles se aproximaram do degrau de mergulho do barco. Fat Tuesday – mais próxima da água – parecia insegura. Depois de alguns minutos, pareceu que Theon a empurrou para o lado e mergulhou.

Então Fat Tuesday, começou a balançar para frente e para trás, um sinal de que ela estava estressada, disse Wendy Leeds, uma coordenadora de cuidados com animais que estava assistindo tudo de um segundo barco. Mas Keith Matassa, que lidera a pesquisa animal para PMMC, estava lá para ajudar.

“Vamos lá menina, entra na água”, ele chamou Fat Tuesday a partir do segundo barco. Ela olhou para ele e em poucos segundos, pulou na água. Ao contrário de Theon, ela ficou na superfície nadando em direção a Matassa. Enquanto ele afastava o barco, ela mergulhou de cabeça na água – fazendo o que os elefantes-marinhos fazem.

Em comparação com os leões-marinhos, que nascem nas colônias de Channel Island em junho e julho e permanecem com suas mães por seis a nove meses, os elefantes-marinhos ficam por conta própria depois de apenas quatro semanas.

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Normalmente, os elefantes-marinhos, nascidos em viveiros perto de San Simeon, ao norte de Santa Cruz e Point Reyes, estariam no mar alto do Pacífico, nadando a milhares de milhas das praias neste momento.

Desde 2017, centros de resgate de mamíferos marinhos ao longo da costa da Califórnia têm visto um aumento no número de elefantes-marinhos que precisam de ajuda. Os animais também começaram a chegar em maior número no início deste ano, com maior frequência do que o habitual, disse Kristen Sakamaki, veterinária da PMMC. Fat Tuesday foi um dos primeiros elefantes-marinhos que o centro recebeu este ano.

Até agora, o centro resgatou 35 elefantes-marinhos em 2019. O SeaWorld San Diego resgatou 20, o Centro de Mamíferos Marinhos de Los Angeles, em 86, e o Centro de Mamíferos Marinhos, em Sausalito, em 157.

Sakamaki disse que o alto número de encalhes pode ser atribuído a fortes ondas e tempestades durante a época de reprodução dos elefantes-marinhos, de janeiro a março.

Alguns dos filhotes podem ter ficado órfãos e então foram para o mar com menos reservas de gordura do que o necessário. Alguns, incluindo Fat Tuesday e Theon, podem não ter descoberto como caçar peixes.

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Este ano, a PMMC recebeu 170 animais, o mais recente deles um leão-marinho resgatado terça-feira, 16 de julho, em Huntington Harbor. Além dos elefantes-marinhos, o centro recebeu 119 leões-marinhos, oito focas, três focas de Guadalupe e cinco golfinhos.

“A quantidade de tempo, cuidado e atenção aos detalhes realmente faz a diferença”, disse Sakamaki sobre a recuperação dos animais. Ela disse que o vínculo de Matassa com a Fat Tuesday é provavelmente a razão pela qual o filhote pode ser libertado com segurança.

“Custou muito tempo e esforço extra com ela e com Theon”, disse ela. “Eu acho que Fat Tuesday e Keith desenvolveram um respeito mútuo e amor.”

A experiência de segunda-feira foi especial, disse Matassa.

“É uma sensação indescritível ter um animal olhando para você entre outras 13 pessoas”, disse ele. “Isso remonta à Bíblia. Devemos ser guardiães do meio ambiente e proteger as espécies também”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.