Filhote de baleia é cortado do ventre da mãe na caçada anual das Ilhas Faroe

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Uma baleia grávida morta na caça anual das ilhas Faroe teve o filhote cortado fora de seu útero, uma cena forte e comovente, registrada por ativistas. A temporada de caça é comumente referida pelos locais como uma “rotina” da região.

A caça, que pode ser descrita como um verdadeiro mar de sangue, dada a cor que ficam águas após a morte dos animais, levou a morte de 23 baleias, assassinadas friamente por sua carne e gordura. Mas o governo das ilhas Faroe afirmam que a atividade é “sustentável” e “regulada por lei”.

A organização ambientalista Sea Shepherd compareceu ao local da matança na baía de Hvalvik para documentar o massacre descrito pela entidade como “bárbaro”.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Uma visão angustiante

“Como de costume, o processo descrito como “humanitário” pelos caçadores, para matar as baleias-piloto estava longe disso, com várias tentativas frustradas de paralisar os animais com a lança sendo observadas em vários grupos”, disse um porta-voz da entidade.

“Tendo observado anteriormente outras baleias pilotos, nossa tripulação notou que este grupo de baleias estava claramente desgastado ou resignado ao seu destino tanto que muito pouco ou nenhum grito foi ouvido das baleias.

“Enquanto as famílias se deitava nas docas, imagens ternas e ao mesmo tempo perturbadoras de crianças saltando e brincando com os animais mortos podiam ser vistas. À medida que o processo continuava, a tripulação testemunhou uma baleia jovem sendo perseguida até a morte e a angustiante visão de um filhote não nascido sendo cortado do ventre de sua mãe”.

‘Semanas antes de nascer’

A Sea Shepherd afirma que o filhote parecia estar a “meros dias ou semanas apenas de nascer” – e, portanto, seria “despejado sem a menor cerimônia” de volta ao mar.

“As Ilhas Faroe costumam falar da tradição por trás da rotina de morte e, especificamente, do respeito mostrado às baleias-piloto”, acrescentou a instituição.

“Vídeos e fotografias mostram claramente que isso não é o caso, com imagens de pessoas e turistas tirando selfies com as baleias assassinadas.

Foto: Environmental Investigation Agency

Foto: Environmental Investigation Agency

“As crianças brincavam com barbatanas, chutavam e socavam os corpos, andando sobre elas e, despreocupadamente, podiam ser vistas correndo pelo cais carregando as facas tradicionais que são usadas como parte da matança”.

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Turistas tiram selfies com baleias mortas nas Ilhas Faroe

Por Rafaela Damasceno

Nas Ilhas Faroe, na Dinamarca, há uma tradição sangrenta de caça às baleias. Recentemente, fotos do massacre foram divulgadas. No final de julho, 23 baleias foram caçadas e mortas, o que revoltou ativistas em defesa dos direitos animais.

O mar se tingiu de vermelho quando as baleias foram levadas até a costa por um barco de pesca antes de serem assassinadas na água. A espécie costuma ser morta por sua carne e gordura, uma tradição de séculos na região. Esta foi a 10° caça às baleias nas Ilhas Faroe apenas neste ano, com um total de 536 baleias-piloto mortas.

Após o fim da caçada, os cadáveres foram enfileirados na praia, onde crianças pequenas podiam olhar e turistas tiravam fotos.

Uma menina pequena encostada em um corpo de baleia mutilado

Foto: Triangle News

“Como é frequente, o massacre se tornou um evento social, com pais rindo e crianças brincando na praia”, declarou um porta-voz da instituição Sea Shepherd UK, que divulgou as fotos. Ele afirmou que a brutalidade foi aguardada pelos habitantes do local com excitação.

“À medida que o processo continuou, todos testemunharam uma jovem baleia sendo cruelmente morta e um filhote, ainda sem nascer, sendo cortado do ventre de sua mãe”, contou.

O ventre da baleia cortado e, dentro, o filhote

Foto: Triangle News

Ele afirmou que um dos participantes garantiu que os filhotes não seriam comidos e mais tarde seriam devolvidos ao mar, o que significa que seriam despejados na água para morrer.

“As crianças brincavam com as barbatanas, chutavam e socavam os corpos, andavam sobre eles e corriam pelo cais com facas tradicionais do evento”, continuou.

Em setembro de 2018, a Sea Shepherd UK ofereceu às Ilhas Faroe um milhão de euros (quase 4,5 milhões de reais) para impedir a caça às baleias por dez anos consecutivos, mas a oferta foi recusada.


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Mais de 500 baleias morrem na caçada anual das Ilhas Faroe

Por Rafaela Damasceno

As Ilhas Faroe, na Dinamarca, estão na metade de seu massacre de baleias. Durante os meses mais quentes de cada ano, os habitantes da região matam centenas de baleias para estocar a carne e a gordura para o inverno.

O mar tingido de vermelho pelo sangue, enquanto as pessoas olham e os cadáveres são colocados na praia

Foto: ANDRIJA ILIC/AFP/Getty

Segundo o The Mirror, 23 baleias-piloto (incluindo uma grávida) foram recentemente levadas por um barco até a costa, onde foram mortas. As águas do mar passaram de um azul bonito para o vermelho sangue.

A instituição Sea Shepherd UK, que luta pela conservação da vida marinha, acredita que esta é a décima caça nas Ilhas Faroe apenas este ano. O total de baleias mortas na região em 2019 chegou a 536.

Para os habitantes das ilhas dinamarquesas, as caças são como um evento (chamadas de grinds pelos moradores), e a Sea Shepherd UK declarou sua preocupação sobre o que eles chamam de tradição estar se tornando um espetáculo.

“As ilhas Faroe costumam falar da tradição e do respeito demonstrado às baleias-piloto. Vídeos e fotografias da 10° edição de 2019 mostram que isso não é verdade”, afirmou um porta-voz da instituição. As imagens divulgadas mostram crianças brincando com os corpos, turistas tirando fotos e famílias rindo entre o massacre.

O porta-voz acrescentou que a instituição acredita que a caça é cruel e brutal. As baleias são capturadas de maneira exaustiva e muitas vezes mortas lentamente. A Sea Shepherd UK também se preocupa com o impacto que as caças causam à população de baleias-piloto.

Um relatório publicado no ano passado chamado Pequenos Cetáceos, Grandes Problemas, do Animal Welfare Institute (Instituto do Bem-Estar Animal), informou que o governo das Ilhas Faroe não estabelece limites para a captura de nenhuma espécie e há poucos estudos científicos sobre a quantidade de baleias existentes na região, o que levanta preocupações em relação às caças.


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