Ativistas filmam a realidade dos porcos antes de serem mortos na Grande SP

Na madrugada deste sábado, dezenas de ativistas pelos direitos animais se reuniram em frente ao Frigorífico Rajá, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, para filmarem a realidade dos porcos pouco antes de serem abatidos. No vídeo registrado pela ativista Beatriz Silva é possível ver os animais amontoados, assustados e sedentos dentro dos caminhões que chegavam ao matadouro.

Incomodados com a situação, os ativistas deram um pouco de água aos animais. Imagens: Beatriz Silva

Os porcos estavam em jejum, inclusive de água, prática que visa evitar que evacuem durante o processo de abate, que consiste em choque seguido de degola. Basicamente é a mesma realidade partilhada por dezenas de milhões de suínos que são mortos todos os anos no Brasil. Incomodados com a situação, os ativistas deram um pouco de água aos animais.

Também questionaram como isso pode ser aceitável e criticaram o fato de que os interesses que pesam no destino dos porcos são apenas os dos criadores, dos frigoríficos e dos consumidores – já os interesses dos animais são ignorados porque são classificados apenas como produtos.

O objetivo da filmagem foi mostrar que por trás da carne que as pessoas compram confortavelmente nos açougues, há uma trajetória que inclui privação, sofrimento e morte precoce – já que os porcos têm expectativa de vida de 15 anos, mas são abatidos com seis meses.

A agitação e o estresse dos animais registrados no interior dos caminhões são apontados como uma reação natural de estranhamento diante da realidade, assim como os gritos e gemidos durante o processo de abate. “Não existem abatedouros felizes, mágicos ou éticos. Matar sempre será cruel. Matar um ser que não deseja morrer é assassinato”, destacaram em um banner exibido durante a vigília.

fallon blackwood

Estudante de veterinária finge resgatar cavalos e os vende para matadouros

Uma estudante de veterinária no Alabama, Estados Unidos, foi presa depois de prometer abrigar e cuidar de cavalos resgatados, mas em vez disso vendê-los para matadouros no México. Fallon Blackwood, de 24 anos, foi detida em um rodeio em Blount County, Alabama, três meses depois de ser indiciada após 13 acusações de fraude.

fallon blackwood

Foto: WITN

Blackwood é acusada de dizer aos tutores de cavalos idosos ou doentes que ela levaria seus cavalos para viver em sua fazenda em Boaz, Alabama. Mas muitos dos tutores disseram que, ao invés de fornecer um local de refúgio, a jovem de 24 anos vendeu os cavalos para matadouros e fábricas de processamento de carne no México. Eles apresentaram queixas às autoridades depois que Blackwood se recusou a dizer a verdade sobre o paradeiro dos cavalos.

“Eles sofreram uma morte que não mereciam”, disse Lisa Rudolph, ex-moradora da Geórgia, à FOX5.

Rudolph disse à FOX5 que após conferir as credenciais de Blackwood, aluna do terceiro ano na Tuskegee College of Veterinary Medicine, ela a entregou seu cavalo chamado Cocoa e uma mula chamada Tibby em 2017. Blackwood prometeu que Rudolph recuperaria seus animais tão logo terminasse sua mudança para a Flórida. Rudolph nunca mais viu seus cavalos.

“Eu nunca teria entregado meus animais a alguém que não tivesse uma credencial de medicina veterinária”, disse Rudolph à FOX5. “Foi tudo uma mentira. Espero que agora a justiça seja feita.”

Após sua prisão no sábado (12/01), Blackwood foi liberada. A Tuskegee disse à FOX5 que não faria nenhum comentário sobre o caso, citando leis de privacidade, mas outros alunos da instituição disseram à emissora que ela foi vista de volta ao campus e deve se formar em maio deste ano.

Caminhão que transportava mais de 200 porcos capota em estrada no Canadá

Um acidente de estrada entre um veículo e um caminhão transportando 239 porcos para o matadouro no distrito de Southern Interior da Colúmbia Britânica, no Canadá. Alguns porcos morreram no acidente e os sobreviventes ficaram sozinhos até a tarde. A polícia diz que eles estavam em cena até as 9 da manhã, e que três porcos foram mortos após o acidente ocorrido na sexta-feira, 4.

Não se sabe quantos porcos morreram, mas a RCMP disse que havia 239 porcos no transporte, com mais de 80 porcos em cada um dos três andares dentro do caminhão.

Enquanto dezenas dos porcos que sobreviveram foram colocados em um campo próximo, pelo menos seis porcos foram vistos deitados imóveis no segundo andar do trailer. Não está claro se eles estavam mortos.

Vários porcos que estavam no nível superior do trailer foram vistos espalhados na colina ao lado da cena do acidente, alguns ainda se contorcendo, outros empilhados e imóveis.

Pat Lawrence é dono da terra onde ocorreu o acidente. Ele disse que a polícia entrou em contato com ele às 1h da manhã, notificando-o de que um trailer atravessou a cerca e entrou em sua terra.

Lawrence disse ao Global News que ele passou o dia inteiro procurando os porcos, e que ele matou alguns por estarem feridos. Outra testemunha da cena disse que havia porcos mortos no local.

A polícia acrescentou que a empresa envolvida no transporte dos porcos foi informada do acidente. A polícia também disse que um oficial conduziu os porcos a um campo próximo, apesar de um cinegrafista da Global News ter notado porcos ainda no trailer mais tarde. A polícia acrescentou que era possível que alguns porcos estivessem imóveis ou tivessem voltado ao trailer.

Os relatórios dizem que o caminhão que transportava os porcos foi passado por outro veículo em uma linha dupla perto de um canto afiado que então virou atrás e cortou o caminhão. O motorista não ficou ferido e os porcos foram transferidos para outro caminhão no mesmo dia. O caminhão era originário de Taber, Alta, e estava a caminho de um matadouro em Chilliwack, Colúmbia Britânica.

São inúmeros e frequentes os casos de acidentes de transporte resultando na morte de animais. No sábado (05/01), um caminhão que transportava frangos foi incendiado por criminosos no Ceará. Os bandidos ordenaram que o motorista e o ajudante deixassem o veículo, então jogaram combustível e incendiaram o veículo e toda a carga, queimando vivos centenas de frangos.