Ameaçados de extinção, cachorros-vinagre morrem atropelados em MS

Raros e ameaçados de extinção, dois cachorros-vinagre morreram após serem atropelados por um veículo na BR-262, no trecho entre os municípios de Aquidauana e Miranda, no Mato Grosso do Sul. O acidente aconteceu no sábado (10).

(Foto: Divulgação/Projeto Bandeiras e Rodovias)

Outros dois cachorros-vinagre, um filhote e um adulto, provavelmente da mesma família, foram encontrados próximo ao local do acidente por uma equipe do Projeto Bandeiras e Rodovias, que monitora atropelamentos de tamanduás-bandeira e outras espécies nas rodovias.

Mário Alves, representante do projeto, explica que há fazendas na região, o que ameaça o desenvolvimento dos animais. As informações são do portal G1.

A espécie é encontrada na América do Sul e em praticamente todas as regiões do Brasil, com exceção do Bioma Caatinga. No entanto, a aparição do animal é rara, já que ele está ameaçado de extinção.

Predominante marrom-avermelhada, o cachorro-vinagre pesa cerca de 5 kg e é bom nadador. Ele vive em gupos que podem variar de dois a 12 animais, nos quais apenas o casal dominante reproduz.


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PL que permite entrada de animais em hospitais é sancionado em Campo Grande (MS)

O prefeito Marcos Trad (PSD) sancionou um projeto de lei que autoriza a entrada de animais em hospitais públicos para visitas a pacientes internados em Campo Grande (MS).

Foto: Pixabay

A nova legislação determina que para que a visita ocorra o animal precisa estar higienizado, ter laudo veterinário atestando boas condições de saúde e carteira de vacinação atualizada, com vacina múltipla e antirrábica, assinada por veterinário com registro no órgão regulador da profissão. É necessária, também, autorização prévia do médico assistente e da comissão de infectologista hospital, além de solicitação e autorização do médico do paciente.

O animal terá que ser levado à unidade de saúde em uma caixa de transporte, guias presas a coleiras ou similares. Se necessário, enforcador e focinheira também podem ser usados. O texto da lei exige também comprovação de banho e escovação do animal nas últimas seis horas. As informações são do Correio do Estado.

Para que a visita seja realizada, os demais pacientes que terão contato com o animal também precisarão autorizá-la. Eles devem ser comunicados com, no mínimo, 24 horas de antecedência.

As normas e procedimentos sobre o tempo de duração da visita e o local onde ela será realizada fica sob responsabilidade dos hospitais.

As despesas decorrentes da execução da lei, que entra em vigor na data de publicação, serão arcadas por dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário.


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Cadela fica gravemente ferida após sofrer abuso sexual no interior do MS

Uma cadela foi resgatada com ferimentos graves após sofrer abuso sexual em São Gabriel do Oeste (MS). O estupro foi diagnosticado por um profissional na clínica veterinária para onde o animal foi levado. O caso foi registrado nesta quinta-feira (8) em uma delegacia e será investigado.

FOTO: ONG CONSCIÊNCIA ANIMAL

Voluntários da ONG que resgatou a cadela foram acionados na quarta-feira (7) e receberam a informação de que uma cadela aparentava ter sido atropelada porque sangrava muito. Após exames, no entanto, a veterinária afirmou que os ferimentos indicavam abuso sexual.

A profissional explicou que o agressor teria puxado o rabo da cadela com tanta força que acabou rasgando-o – o que aconteceu, também, com o ânus do animal, que foi medicado e recebeu curativos. A dor era tanta que a cadela não conseguia defecar. As informações são do portal Conteúdo MS.

Os voluntários da entidade não sabem quem foi o autor do estupro, mas suspeitam que ele tenha ocorrido na noite de terça-feira (6), no bairro Fênix.

O caso foi denunciado como maus-tratos a animais e a Polícia Civil está à procura de informações que levem à identificação do estuprador. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 3295.1480.


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Cadelas são esfaqueadas e têm olhos perfurados em Ponta Porã (MS)

Duas cadelas tiveram os olhos perfurados e outra foi esfaqueada no bairro Parque das Aroeiras, em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Os crimes preocupam os tutores de animais da região.

Foto: Reprodução / Ponta Porã Informa

A cadela esfaqueada, que estava grávida, foi resgatada no domingo (21) à noite pela ONG Irmandade das Patinhas após ser encontrada com as vísceras expostas. Devido ao horário em que ela foi socorrida, voluntárias da entidade se uniram para encontrar um veterinário que pudesse prestar atendimento.

Levada para a clínica “É o Bicho”, a cadela foi examinada pelos veterinários Denise e Roberto, que tiveram que submetê-la a uma cirurgia de emergência. Apesar de ter sido resgatada, o estado de saúde da cadela é delicado, já que ela perdeu muito sangue e foi encontrada com hipotermia. As informações são do portal Ponta Porã Informa.

“Agora temos que fazer uma vaquinha para pagar as custas”, informou uma voluntária da ONG. Além de dinheiro para o tratamento da cadela, a entidade precisa também de mantas, casinhas, remédios e lar temporário para animais que esperam por adoção. Interessados em ajudar devem entrar em contato com Rosane pelo telefone 67 9938-7600 ou com Silvia através do número 67 9660-6102.

Olhos perfurados

A cadela Branquinha saiu sozinha à rua e quando retornou estava com o olho lacrimejando. A tutora, que preferiu não se identificar, contou que encaminhou a cadela para o veterinário, onde foi constatado que ela teve o olho perfurado. Além dela, Pipoca também sofreu uma perfuração no olho e outra na testa.

Foto: Reprodução / Ponta Porã Informa

Moradores do bairro da Granja afirmam que crimes semelhantes têm ocorrido no local.

Informações que possam levar à identificação do responsável por violentar os animais devem ser repassadas à polícia. Maus-tratos é crime e tem como punição até um ano de detenção, além de multa. Caso o animal morra, a pena pode ser aumentada.

Nota da Redação: a ANDA recomenda aos leitores que não permitam que seus animais, sejam cães ou gatos, tenham acesso à rua. É imprescindível que passeios ocorram apenas na companhia dos tutores, fazendo uso de coleiras e guias, para garantir a proteção dos animais. Sozinhos na rua, eles podem contrair doenças, ser atropelados, agredidos, abusados sexualmente e, caso não sejam castrados, procriar, colaborando com o aumento do abandono com o nascimento de filhotes na rua. 


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Cadela abandonada sem água e comida em casa vazia é resgatada em MS

Uma cadela trancada no quintal de uma residência, no município de Nova Andradina (MS), comoveu um trabalhador da concessionária de Energia Elétrica de Mato Grosso do Sul, que acionou um grupo de protetores de animais e a Polícia Militar Ambiental (PMA).

Foto: Reprodução / Conteúdo MS

O trabalhador, que preferiu não se identificar, disse que ficou comovido com a situação, já que a cachorra de aproximadamente 7 anos estava sem água, alimento e abrigo. Depois do resgate, os voluntários a batizaram de “Princesa” e ficaram sabendo que ela foi deixada para trás pelos tutores por ocasião da mudança de casa.

Conforme apurado pela equipe do Nova News, no momento do resgate, os voluntários confirmaram que o animal estava em visível estado de desnutrição, desidratação e infestada de carrapatos e pulgas. Além disso, algum tipo de fungo provocou a queda dos pelos em grande parte do corpo.

O primeiro passo foi encaminhar Princesa para uma clínica veterinária na qual obteve os primeiros atendimentos, além de ser alimentada. No dia seguinte tomou banho e segue em recuperação.

“Ela ficou dias sem água e comida numa casa abandonada, presa sem poder buscar alimentação e perto dali tinha várias pessoas que sabiam e não fizeram nada. Como alguém pode deixar isso acontecer?”, questionaram os voluntários.

Logo após Princesa se recuperar por completo, a ONG buscará uma família que tenha interesse em adotá-la. “Vamos lutar por ela e assegurar que tenha a melhor família que se possa encontrar”, confirmou um dos voluntários.

CRIME AMBIENTAL

Segundo a Polícia Militar Ambiental, a Lei 9.605/98 prevê os maus-tratos como crime com pena de três meses a um ano e multa de R$ 500,00 a R$ 3.000,00 conforme prevê o decreto 6.514/08. Já o decreto federal 24.645/34 determina quais atitudes podem ser considerados maus-tratos, sendo que outras práticas são consideradas crimes pela lei.

Como exemplos são citados o envenenamento, a agressão, o espancamento, a omissão de água e comida, a omissão de cuidados veterinários, o ato de obrigar o animal ao trabalho e até mesmo o atropelamento de animais sem que haja a prestação de assistência por parte do condutor do veículo.

Fonte: Conteúdo MS / Nova News


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Jovem mata cachorro com seis facadas em Campo Grande (MS)

Um jovem de 19 anos foi detido pela 6ª Companhia Independente da Polícia Militar no início da tarde deste sábado (13) por matar o cachorro dos avós com seis facadas depois de chegar em casa embriagado, na região do Vilas Boas, em Campo Grande (MS). Ele foi encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga, ouvido e liberado.

Foto: Divulgação

Segundo boletim de ocorrência, uma mulher de 60 anos acionou a PM informando que o neto havia matado o animal. Ela relatou aos policiais que o rapaz chegou por volta do meio dia, bastante alterado, aparentando estar embriagado ou sob efeito de drogas.

Ele teria ido para o quarto, onde chutou a porta do guarda-roupas. O cão estava próximo, se assustou com o barulho e instintivamente reagiu, mordendo o rapaz no calcanhar. O autor então deu um soco no animal, se armou com uma faca e desferiu vários golpes até matá-lo.

À polícia, o rapaz disse que não consumiu drogas e que havia apenas ingerido bebida alcoólica. Ele se justificou alegando que o cão era bravo e que foi mordido logo ao entrar no quarto. Diante dos fatos, os policiais apreenderam a faca usada na ação e conduziram o suspeito para a delegacia, pelo crime de maus-tratos a animais.

Antes, ele foi levado até à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Universitário, onde passou por atendimento médico por conta de uma lesão na mão em razão do soco e do pequeno ferimento provocado pelo animal. A responsável pelo cão foi orientada a encaminhar o corpo para o Centro de Zoonoses. Depois de prestar esclarecimentos, o jovem foi liberado pela Polícia Civil.

Fonte: Conteúdo MS


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Homem é detido após atirar em cachorro com arma de pressão em MS

Um homem de 24 anos, que não teve a identidade revelada, foi detido pela polícia após atirar em um cachorro na cidade de Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O crime aconteceu no último domingo (7).

Foto: Pixabay

O cachorro estava na rua quando foi alvejado pelo disparo de uma carabina de pressão. As informações são do portal Mídia Max.

O responsável por ferir o animal foi detido por populares. A polícia foi acionada pelo tutor do cão. Não há informações sobre o estado de saúde do cachorro.

O momento em que o cachorro foi alvejado pelo tiro foi testemunhado por uma pessoa que estava no local.

Aos militares, o homem disse que não teve a intenção de atingir o animal e que estava nos fundos da residência de seu tio atirando em latas. Ele foi encaminhado à delegacia.


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Proposta cruel de pesca para entretenimento é adiada para 2020 em MS

A proposta da “cota zero” para a pesca no Mato Grosso do Sul, que obriga pescadores amadores a devolver ao rio os peixes após pescá-los foi adiada para 2020 devido à pressão de empresários do ramo do turismo.

Foto: Pixabay

“O que é a prática do ‘pesque e solte’? É você fisgar o peixe, você fotografar, e soltar o peixe novamente”, explicou ao G1 Ricardo Senna, secretário-adjunto da Secretaria de Meio Ambiente Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso do Sul (Semade).

O objetivo da “cota zero” é diminuir o número de peixes mortos, para reduzir o impacto sobre as espécies. A medida, no entanto, é extremamente cruel, já que coloca o peixe como um objeto a ser usado para entreter seres humanos, que irão retirá-lo da água apenas para fazer uma fotografia. Neste processo, o peixe, que é fisgado por uma isca, fica ferido e sofre com asfixia, devido aos minutos que permanece fora d’água.

Os protestos dos empresários, no entanto, fizeram o governo estadual recuar e publicar um decreto que, ao invés de zerar a cota, apenas a reduziu de dez quilos para cinco quilos de peixe pescado. A nova medida também autoriza que os turistas continuem levando para casa um peixe e cinco piranhas.

De acordo com os governos estaduais, quase 100 mil pescadores frequentam os rios do Pantanal, que abrange os estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. Em 2018, 81.689 licenças de pesca amadora foram concedidas nos dois estados. Em 2019, foram 14.413.

Pescadores com licença profissional podem retirar até 125 quilos de peixe por semana do rio, respeitando tamanhos mínimos e máximos de cada animal, mas não podem cortar os peixes, que são registrados em guias de pesca e comercializados em peixarias, restaurantes e hotéis. Os turistas, que fazem a pesca amadora, também precisam registrar os peixes que capturam.

As guias de pesca são avaliadas pelas polícias ambientais para controlar a quantidade de peixes de cada espécie que é retirada dos rios. Se um pescador não apresentar documentação de origem do peixe capturado, ele pode ser multado.

Além dos pescadores profissionais e amadores, há também na região pescadores compostos pela população ribeirinha.

A pesca para consumo humano, comércio ou entretenimento, faz com que os peixes vivam inúmeras situações de maus-tratos. Machucados pelo anzol, eles são retirados da água e sofrem asfixia. Os que não são devolvidos ao rio sufocam até a morte.


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Animais do Pantanal estão sob ameaça da caça

O Pantanal, um dos biomas mais conservados do mundo, localizado em parte do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, tem apenas um fiscal a cada 204 km² para combater crimes ambientais, o que coloca a natureza e os animais em risco.

Casos de jacarés assassinados, pesca em local proibido e uso de apetrechos vetados foram flagrados durante um percurso feito pela reportagem em parte dos dois estados. Nestes casos, não havia fiscalização nos locais ou os fiscais chegaram após a ocorrência do crime.

Pantanal tem um fiscal a cada 204 km² (Foto: Eduardo Palacio/G1)

A área que abriga animais como ariranhas, onças-pintadas – que estão ameaçadas de extinção, araras, tuiuiús, jacarés e outras centenas de espécies, tem apenas 737 policiais e servidores para vigiar 150.100 km².

Para ficar expor de melhor forma a negligência que o meio ambiente tem sofrido devido à baixa fiscalização, basta comparar o número de servidores do Pantanal com o do Sistema de Parques Nacionais dos Estados Unidos, onde há 20 mil profissionais para 340 mil km², o que representa uma média de um servidor para cada 17 km².

A fiscalização e a punição de crimes ambientais no Brasil, especialmente quando não há flagrante, é uma dificuldade. Prova disso é o caso das onças-pintadas e outros animais caçados em 2011, em um safári, que ainda se arrasta na Justiça, com a maior parte das acusações já prescritas. As informações são do G1.

A dificuldade de acesso para as autoridades a locais que conservam a maior biodiversidade e servem de santuário para peixes durante a fase de crescimento das espécies também é um problema. O paradoxo, no entanto, é que turistas hospedados em barcos-hotéis costumam passar dias nessas regiões. Com pouca ou nenhuma fiscalização por perto, esses turistas podem, em questão de minutos, ultrapassar a fronteira entre o que é permitido e o que é proibido nessas áreas.

Como as chances de condenar os criminosos na esfera penal são pequenas, as autoridades tentam puni-los nas esferas administrativa e cível, com multas e compensações financeiras que são revertidas em equipamentos de fiscalização.

Novas medidas

Para tentar coibir crimes ambientais, medidas estão sendo tomadas – algumas mais eficazes e éticas, outras nem tanto.

Mais de 80 mil licenças de pesca amadora foram emitidas pelo MT e pelo MS em 2018 (Foto: Eduardo Palacio/G1)

Em relação aos peixes, o estado do Mato Grosso do Sul aprovou uma legislação denominada “Cota Zero”, que impede que pescadores amadores e desportivos capturem peixes nos rios do estado e os transporte. Seria uma boa medida, que garantiria proteção aos animais, caso não houvesse brechas antiéticas nela. Isso porque a lei impede apenas o transporte desses peixes. Pescadores que quiserem consumi-los no local, podem pescá-los normalmente, causando a eles intenso sofrimento por meio da morte por asfixia. Além disso, a medida também mantém autorização para realizar o pesque e solte, prática que trata peixes como objetos de entretenimento humano, causando-lhes sofrimento desnecessário apenas para divertir os pescadores.

No caso das onças, o turismo de observação, que tende a ser expandido, aliado ao trabalho feito por pesquisadores, tem gerado emprego e renda e valorizado a manutenção dos animais vivos.

No entanto, os jacarés, assim como os peixes, não recebem a mesma proteção que as onças. Para evitar a caçada a esses animais, que na década de 1980 foram mortos aos milhões, a decisão foi substituir a prática da caça pela da criação em cativeiro para comércio de pele e de carne – isso é, a medida escolhida nesse caso troca uma forma de crueldade por outra, sem impedir que os jacarés continuem a ser explorados e mortos.

A situação, no entanto, pode piorar. Isso porque projetos de lei, que tramitam no Congresso Nacional, tentam liberar a caça a animais silvestres, o que é criticado por ativistas e moradores locais.

Número de fiscais

O levantamento feito pelo G1 leva em conta o númer máximo informado por órgãos do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, não apenas do bioma Pantanal. Para a coleta dos dados, foram utilizadas informações da Polícia Militar Ambiental (PMA), do Instituto Chico Mendes (ICMBio), de fontes internas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), da equipe do Juizado Volante Ambiental (Juvam), órgão da Justiça de Mato Grosso, e das secretarias de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema) e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso do Sul (Semade). Confira, abaixo, os números relacionados a quantidade de fiscais nos dois estados:

  • Polícia Militar Ambiental-MT: 190 policiais em todo o estado
  • Política Militar Ambiental-MS: 360 policiais em todo o estado
  • Ibama-MT: 56 servidores com poder de fiscal
  • Ibama-MS: 16 servidores com poder de fiscal
  • Estação Ecológica de Taiamã: 4 servidores com poder de fiscal
  • Parque Nacional do Pantanal Matogrossense: 3 servidores (sendo 2 com poder de fiscal)
  • Juvam: 2 policiais ambientais, 2 oficiais de justiça e 2 servidores
  • Sema-MT: 108 servidores com poder de fiscal

Parque Nacional do Pantanal Matogrossense (Foto: Eduardo Palacio/G1)

Quando se considera apenas os servidores lotados no Pantanal, o número é três vezes menor. O que faz com que fiscalizações planejadas com antecedência, como as realizadas neste feriado de Corpus Christi, tenham que contar com reforços de autoridades de outras localidades – como é o caso do Ibama, que conta com o apoio de servidores de outros estados em suas operações.

De acordo com a Polícia Militar Ambiental do Mato Grosso do Sul (PMA-MS), diversas embarcações de pescadores foram fiscalizadas no período, mas apenas uma foi autuada e 25 kg de peixe foi apreendido.

Quase 100 mil pescadores amadores e profissionais cruzam, segundo estimativadas, os rios do Pantanal durante os oito meses em que a pesca é liberada.

De acordo com os policiais, os profissionais cometem, com mais frequência, a infração do uso de redes e outros itens proibidos. No caso do pescadores amadores, que vão ao local para realizar o cruel “turismo de pesca”, a principal ilegalidade cometida é a pesca de peixes fora dos tamanhos permitidos. Mesmo quando agem dentro da lei, qualquer pescador realiza ações que prejudicam a natureza e os animais, já que a legislação é especista – isso é, defende a ideia de que o ser humano pode explorar, causar dor e sofrimento e matar animais sencientes.

Lamentavelmente, o Pantanal é o principal destino de pescadores que pescam peixes apenas para entretenimento humano. De maneira sádica, eles fazem o que erroneamente é chamado de “pesca espotiva” – o erro, obviamente, está em classificar essa prática cruel como esporte. Em 2018, mais de 80 mil carteiras de pesca para turistas amadores foram emitidas no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul. Em julho, um festival internacional de pesca será realizado em Cáceres (MS) e já conta com 5 mil participantes inscritos. Nos dois estados, há 14.413 pescadores profissionais com cadastro ativo.

Com tamanho contingente de pescadores, a falta de fiscalização eficiente condena ainda mais a vida dos animais que, como se não bastasse serem pescados legalmente, também correm o risco de serem submetidos a crueldade ainda maiores – essas ilegais -, por meio, por exemplo, do uso de apetrechos proibidos.

As duas companhias da PM Ambiental que respondem pela maior área do Pantanal são a de Cáceres e de Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Em maio, as duas tinham, respectivamente, apenas 21 e 14 policiais.

“Eu consigo colocar em regime de escala de dois a três policiais num período de 24 horas para fiscalizar essa região imensa”, afirmou o capitão Roosevelt Barros da Silva Junior, comandante da 4ª Companhia da PMA-MT. “Para funcionar bem, eu teria que ter umas duas equipes de dois a três policiais por dia”, completou.

Segundo o capitão, a companhia perdeu 12 policiais apenas em 2017. “No ano de 2018 nós perdemos mais três. Com esse receio de reforma da Previdência, muitos que ainda não tinham o tempo integral, passaram para a reserva remunerada”, disse. O número tem sido reposto, segundo Silva Junior, mas ainda não alcançou os índices de 2016.
As ações de fiscalização em Mato Grosso também contam com o apoio do Juizado Volante Ambiental (Juvam) da Justiça estadual de Cáceres. De acordo com a juíza Hanae Yamamura de Oliveira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ao qual o Juvam está vinculado, a expectativa era de que o grupo tivesse mais três policiais ambientais, e não apenas os dois atuais.

Jacaré morto boiando no Rio Paraguai (Foto: Eduardo Palacio/G1)

O soldado Eder Prado, que é um desses policiais ambientais, conta que uma norma da PM exige que um policial sempre atue ao lado de outro. Por essa razão, os dois passam os dias úteis no Fórum de Cáceres, no horário de funcionamento do local, mas também têm que estar prontos para atender operações fora desse horário, em caso de necessidade.

“Nós temos uma lancha, uma caminhonete se precisar no serviço terrestre. Drone não temos, já fizemos o pedido, mas não chegou ainda”, afirmou. “Se a gente precisar passar uns dias a mais dentro do mato, tem um gerador. Uma condição mínima para a gente. Poderia ter uma melhor, mas a gente fica até meio constrangido de pedir mais aparelhos, sendo que o efetivo é tão pouco que a gente não vai conseguir utilizar tudo”, completou.

O drone facilitaria a busca por infratores sem que eles percebam que estão sendo vistos, explicou o segundo o capitão Diego Ferreira, da 4ª Companhia da PMA-MS em Corumbá. No entanto, o aparelho também desfavorece o trabalho de fiscalização porque os pescadores se comunicam por rádio ou telefone para avisar quando a polícia chega ao rio.

Para inibir os criminosos, segundo Ferreira, é preciso que sejam feitas mais ações de fiscalização, porque assim os infratores evitam correr o risco de serem pegos e terem seus barcos e equipamentos apreendidos.

Esfera administrativa

De acordo com o governo de Mato Grosso do Sul, vários órgãos atuam de forma conjunta, na esfera estadual da área administrativa, na fiscalização de crimes ambientais. A Semade é um deles, além do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), que é ligado à secretaria e atua em convênio com a Polícia Militar Ambiental do estado, especialmente para investir recursos financeiros nas operações e realizar fiscalizações de forma direta.

Uma superintendência de 108 servidores fazem operações de fiscalização no estado do Mato Grosso, segundo o governo. Na esfera federal, os crimes são combatidos pelo Ibama e pelo ICMBio.

Unidades de conservação sob ameaça

Duas unidades de conservação do ICMBio integram o território de mais difícil acesso no Pantanal, onde a pesca é proibida em qualquer período do ano e a multa para quem praticá-la é o dobro da aplicada nas demais áreas dos rios pantaneiros.

O local, no entanto, está sob ameaça devido à falta de fiscalização. Com 11,5 mil hectares, ou 115 km², a Estação Ecológica de Taiamã conta com apenas quatro servidores que trabalham como fiscais e também atuam nas demais funções administrativas. No Parque Nacional do Pantanal Matogrossense a situação não é diferente. No local, com 135 mil hectares, o que representa cerca de 1.350 km², há apenas três servidores, sendo dois fixos e um cedido, que não trabalha como fiscal.

“O procedimento é uma equipe mínima de três fiscais para realizar uma operação de fiscalização, e a nossa equipe ainda não tem esse número. Então a gente depende de apoio de parceiros ou das outras unidades para realizar as operações”, diz Nuno Silva, chefe do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense.

Nos dois casos, os servidores do ICMBio são mantidos na cidade e dois funcionários terceirizados ficam em tempo integral nas sedes das unidades. Para acessá-las, a viagem pode levar entre três e mais de dez horas. De acordo com os chefes, em todas as operações é comum encontrar infratores ambientais, especialmente no que se refere à pesca.

Na Estação Ecológica de Taiamã, sete multas foram aplicadas em 2018, alcançando um valor de R$ 5,6 mil e outras três neste ano, no valor de R$ 6 mil.

Jacaré nadando no Rio São Lourenço, conhecido também como Rio Cuiabá (Foto: Eduardo Palacio/G1)

Entre as ilegalidades flagradas em Taiamã, está o caso de um jacaré encontrado morto no Rio Paraguai em 16 de maio deste ano. O motivo mais comum da caça ao jacaré no Pantanal, segundo as autoridades, é a retirada da cauda dele, única parte usada para consumo humano.

Sob condição de anonimato, moradores locais afirmaram ao G1 que a caça ao animal costuma ser motivada por turistas que subornam pilotos de barcos para matarem o jacaré e cortarem a cauda dele para consumo.

No entanto, dificilmente o responsável por matar o jacaré no Rio Paraguai será punido, já que casos como esse são difíceis de punir quando não há flagrante. Já crimes como desmatamento e poluição são mas difícies de esconder da fiscalização.

Outro caso que ilustra a dificuldade de punir esses crimes é o da denúncia de uma onça encontrada boiando, morta, no Rio Bracinho, afluente do Paraguai em Mato Grosso. “Quando a gente foi lá, a gente não achou [a carcaça da onça]. Mas é uma informação, ele não tinha por que mentir pra gente”, explicou Kantek. Após apuração feita em acampamentos de pescadores, os fiscais apreenderam uma arma de fogo, que foi encaminhada à Polícia Civil.

“Só que essa onça não foi resgatada, não foi periciada para saber qual a causa da morte desse animal”, explicou Wilson Souza Santos, delegado responsável pela investigação, que atua no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) em Cáceres, localizado a mais de 200 km do ponto onde a onça foi encontrada.

“Então, vai restar mesmo nós investigarmos, neste caso específico, a questão da posse da arma”, explicou Souza Santos. “É difícil investigar, né. Você vê uma onça morta, você vai sondar, perguntar, mas ninguém fala nada. Porque as pessoas sabem que é um animal em extinção, que pode ir preso. Ninguém fala nada”, disse Daniel Kantek, da Estação Ecológica de Taiamã.

Há casos, porém, em que se encontra o corpo do animal, mas não o responsável por matá-lo, como aconteceu em Mato Grosso do Sul, no dia 12 de junho, quando a Polícia Rodoviária Federal encontrou uma onça morta nas margens da BR-262, a 140 km de Cuiabá. O animal tinha sinais de ferimentos feitos por arma de fogo. De acordo com as autoridades, não é raro que caçadores deixem onças mortas em estradas para parecer que foram mortas devido a um atropelamento acidental. A polícia foi acionada, mas não encontrou o corpo da onça. O caso é investigado, assim como o da onça morta no Rio Bracinho – ambos não tinham suspeitos identificados até a segunda-feira (24).

Crimes podem prescrever

Como as penas por caça e pesca não chegam a quatro anos de detenção, elas prescrevem mais rapidamente. Além disso, a prisão pode ser revertida em penas alternativas, como prestação de serviços comunitários ou pagamento de indenização.

Desta forma, mesmo com inquérito concluído e denúncia do Ministério Público, os casos podem prescrever, deixando os criminosos impunes, como aconteceu com caçadores que praticaram um safári matando onças-pintadas em 2011 em uma propridade privada com status de reserva de proteção ambiental.

O crime envolveu até a Polícia Federal, devido à presença de estrangeiros entre os infratores, e sete pessoas se tornarem rés na Justiça. Oito anos depois, o caso ainda não chegou à fase de oitiva das testemunhas e dois réus tiveram os crimes prescritos e não podem mais ser julgados.

No último dia 17, a prescrição da maior parte das acusações dos demais réus também foi determinada pela Justiça. A proprietária da fazenda, por exemplo, responde atualmente apenas por porte ilegal de armas e munições.

Polícia Ambiental comprou barco-hotel com dinheiro de indenizações ambientais (Foto: Eduardo Palacio/G1)

O promotor do Ministério Público Estadual em Campo Grande, Luciano Loubet, considera a esfera penal nesses casos pouco efetiva. Por essa razão, a acusação usa acordos de compensação financeira em troca da extinção do processo, numa tentativa de evitar a impunidade e a reincidência.

“O Ministério Público em alguns casos utiliza a parte cível dessa indenização ambiental para atingir no bolso das pessoas”, explicou Luciano Loubet, do MPE-MS. Esses acordos já levaram ao pagamento mensal, em dinheiro vivo, de R$ 170, para gastos pontuais, caso de uma condenação favorável à Estação de Taiamã, até a compra de um barco-hotel para a 4ª Companhia da PMA de Corumbá.

Conscientização

O biólogo e perito ambiental Ednilson Paulino Queiroz, que trabalha há mais de 20 anos na Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul, afirma que reforçar o efetivo e os equipamentos para combater crimes e aprimorar as ferramentas para punir os criminosos são pontos positivos, mas que não reparam o dano causado à natureza.

Segundo Queiroz, o ideal é que a polícia chegue ao infrator antes da prática do crime. “Os trabalhos de inteligência são a base da prevenção”, diz o tenente-coronel.

O perito ambiental reforça ainda a importância da conscientização. “A gente não tem a pretensão de que os crimes ambientais vão acabar, até por causa da ganância do ser humano. Mas quando faço educação ambiental, eu mudo a cultura, para que essas pessoas que vão tomar decisões dali a bem pouco tempo tomem decisões mais acertadas do que [as que] foram tomadas até agora”, diz o tenente-coronel Queiroz.


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Oito anos depois de safári da caça a onças chocar o país, maior parte dos crimes prescreve

Oito anos após um safári de caça a onças-pintadas e outros animais em Mato Grosso do Sul chocar o Brasil, a maior parte dos crimes foi considerada prescrita. Em 6 de maio de 2011, um vídeo mostrando uma onça-pintada caindo de uma árvore após ser baleada foi divulgado pelo Jornal Nacional. O caso levou, na época, a uma investigação da Polícia Militar Ambiental do estado, depois gerou uma operação da Polícia Federal e se arrastou na Justiça.

A prescrição dos crimes impede que os caçadores sejam punidos, já que o período em que a Justiça poderia julgar e punir os atos criminosos se esgotou. Além disso, dois dos setes réus não podem mais responder pelos crimes. As informações são do G1.

Na segunda-feira (17) da última semana, 6 das 11 acusações às quais respondem os cinco réus ainda listados foram consideradas prescritas pela Vara Criminal de Aquidauana, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS).

Foto: Reprodução/TV Globo

A Lei de Crimes Ambientais, o Código Penal e o Estatuto do Desarmamento estão relacionados aos crimes dos quais os réus foram acusados. No caso dos crimes ambientais, a lei determina que é crime matar animais silvestres. No caso da onça-pintada, que está ameaçada de extinção, a pena é maior. O fato do safári ter sido realizado em área de conservação da natureza também agrava a penalidade.

Os cinco réus também respondiam por associação criminosa – acusação que prescreveu para todos na decisão judicial emitida na última semana.

Dos advogados de todos os réus, foi possível fazer contato apenas com o que defende Juscelino Machado Araripe e o advogado de Beatriz Rondon, proprietária da fazenda onde os crimes ocorreram e a que respondia pelo maior número de acusações. Além dos crimes já citados, ela também respondia por posse e porte ilegal de armas e munições, o que fere artigos do Estatuto do Desarmamento.

Beatriz é quem aparece em um vídeo obtido pela Polícia Federal. Nas imagens, que teriam sido feitas por estrangeiros, ela fala sobre uma onça-pintada que havia acabado de ser morta. “É uma grande fêmea muito bonita. E estava comendo minhas vacas aqui”, diz nas filmagens.

Com status de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), a Fazenda Santa Sofia, de propriedade de Beatriz, é um tipo de unidade de conservação no qual o terreno é privado e o proprietário o transforma, por iniciativa própria, em território de conservação perpétua, tanto dos rios e recursos naturais quanto da diversidade biológica.

Advogado da ré, Rene Siufi, informou que, com base na decisão judicial emitida no dia 17, Beatriz responde agora apenas por porte ilegal de arma e que as acusações de caça prescreveram em 2018, porque ela tem mais de 70 anos, o que faz com que o período de prescrição seja reduzido pela metade. As acusações de associação criminosa e posse ilegal de arma também foram extintas na decisão deste mês porque Beatriz não pode mais responder por elas.

“Ela ficou no crime de desarmamento, de arma sem porte, sem nada. Então esse processo vai continuar”, afirmou Siufi. Segundo ele, as armas encontradas na fazenda da pecuarista “são registradas no quartel como arma de coleção”. De acordo com o ordenamento jurídico, de todas as acusações feitas contra Beatriz, o porte ilegal de arma é o crime com pena mais rígida.

O advogado do réu Juscelino Machado Araripe enviou um comunicado ao G1 na última terça-feira (25). Henrique Gabriel Dimidiuk afirma que acredita que a prescrição dos crimes será determinada pela Justiça, uma “vez que, sendo reconhecida apenas uma das atenuantes, a pena em concreto ficaria abaixo dos quatro anos, e se concretizaria o instituto que determina a perda da pretensão punitiva estatal”. Segundo o advogado, não adianta um processo ir até a sentença ou acórdão final para só então ser declarado prescrito, o que deve ser feito antecipadamente pelo juiz quando, em uma análise sucinta do caso, concorram as circunstâncias que farão com que a pena aplicada permita o reconhecimento da prescrição”.

Parecer do Ministério Público Estadual

Responsável pela acusação no processo, o Ministério Público Federal não vai recorrer da decisão sobre a prescrição dos crimes, segundo a promotora Angélica de Andrade Arruda.

Angélica afirmou que os fatos “ocorreram entre os dias 27 de junho e 08 de julho de 2004” e as seguintes questões auxiliaram a prescrição dos crimes: “as penas cominadas aos crimes ambientais ainda são muito brandas em nosso país” e a idade de Beatriz “faz com que os prazos prescricionais sejam reduzidos de metade”. Para a promotora, a prescrição “ocorreu antes mesmo da instauração do inquérito policial, (instaurado em 2011) quando os fatos (ocorridos em 2004) vieram à tona”.

Tramitação

O processo tramitou em duas esferas judiciais diferentes desde 2011. A investigação, que começou na Polícia Militar Ambiental do Mato Grosso do Sul, passou para a Polícia Federal em função do envolvimento de pessoas de outros países nos crimes.

Em 2011, o caso foi parar na 5ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso do Sul. No entanto, em 26 de novembro de 2012, foi “encaminhado à Justiça Estadual da Comarca de Aquidauana/MS”, segundo afirmou ao G1 o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) devido ao “declínio de competência”.

Na época, o caso teve, então, que recomeçar na esfera estadual, com o Ministério Público Estadual à frente da acusação. Em 3 de dezembro de 2012, foi realizada a distribuição por sorteio no Tribunal de Justiça (TJ-MS), junto com a entrega dos autos ao Ministério Público.

Em maio de 2015, o inquérito retornou ao TJ-MS e as citações e intimações começaram. Porém, segundo o advogado de Beatriz, nenhuma testemunha foi ouvida até o momento e o processo segue em seu estágio inicial.

“Teve a denúncia, agora o juiz verificou nos autos, constatou que 20 testemunhas têm que ser ouvidas ainda. Primeiro testemunha de acusação, defesa. Depois há o interrogatório dos acusados”, afirmou o advogado Rene Siufi.

Posicionamento dos demais réus

A defesa do terceiro réu que tem advogados constituídos no processo foi procurada pelo G1, mas as ligações da reportagem não foram atendidas até a divulgação do caso no portal de notícias.

Outros dois réus, que são estrangeiros, não têm advogados constituídos e, de acordo com informações públicas do processo, não foram encontrados para intimação. De acordo com o juiz Ronaldo Gonçalves Onofri, um deles foi intimado por edital e”a presente ação penal (…) está com o seu processamento suspenso em decorrência da não citação e intimação” do outro estrangeiro, de origem búlgara.

Por esse motivo, para não “comprometer a esperada celeridade ou razoável duração do processo”, a Justiça determinou o desmembramento do processo dele em relação ao dos demais réus.

Dificuldades na fiscalização

No Brasil, as autoridades encontram dificuldades para fiscalizar e punir crimes de caça a animais silvestres. Atualmente, o Pantanal tem um fiscal a cada 204 km² para combater crimes ambientais – um número insuficiente, exposto a partir de um levantamento realizado junto às instâncias estaduais e federais.

Além do problema relacionado à fiscalização, as chances dos crimes serem punidos caem quando os caçadores não são pegos em flagrante.


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