80% das araras monitoradas fugiram após queima de fogos da virada em MS

Quem anda pelas ruas de Campo Grande já deve ter notado a falta das araras-canindé, que antes da queima de fogos do réveillon, eram facilmente encontradas pela cidade. De acordo com o Instituto Arara Azul, responsável pelo monitoramento das aves na região, cerca de 480 delas ‘fugiram’ da capital em busca de áreas tranquilas, pois ficaram incomodadas com os fogos de artifícios.

Foto: Felipe Bastos/G1 MS

Há quatro dias, as aves ainda não retornaram, o que representa 80% das das araras monitoradas em Campo Grande. Segundo a presidente do Instituto Arara Azul e doutora em meio ambiente, Neiva Guedes, as araras-canindés têm uma audição bem desenvolvida e outros animais que vivem no perímetro urbano, também podem ter sido prejudicados pelo barulho dos fogos.

De acordo com o instituto, em 2018, 180 ninhos das araras foram monitorados. Foram contabilizados 150 nascimentos e a atualmente, a maioria dos filhotes já voaram.

Segundo Neiva, no dia 2 de janeiro deste ano, foram monitorados 21 filhotes e neste mesmo dia, os pesquisadores percorreram toda a cidade e conseguiram observar apenas 6 aves do período da manhã até o escurecer. Em dias normais, cerca de 40 animais poderiam ser vistos na capital.

A especialista ainda explica que um grupo de pesquisadores observaram desde a virada de 2018 e notaram a diminuição das aves na região de Campo Grande nesse período em que é mais comum a queima de fogos. Ela ainda ressalta que a volta desses animais deve ser gradativa, ainda nos próximos dias.

Preservação

O projeto Arara Azul começou em 1989 no Pantanal, onde atualmente 108 ninhos de arara-azul são monitorados, principalmente, durante o período de reprodução, que vai até março. Neiva ressalta que o projeto recebe ajuda de voluntários e moradores que percebem a importância de preservar a natureza e os animais, e também orienta em casos de nascimento de filhotes em casas de moradores.

Para informações, o Instituto Arara Azul atende pelo telefone (67) 3222-1205, pelo site ou pela página no facebook.

Fonte: G1

Moradora denuncia envenenamento de animais em Campo Grande (MS)

Uma moradora da região do Coophasul, em Campo Grande (MS), denunciou o envenenamento de animais. Segundo a vizinhança, o crime é comum e ocorre há anos no local.

(Foto: Reprodução / Campo Grande News)

Na última quarta-feira (2), um gato foi morto por envenenamento. É o sexto animal tutelado pela cabeleireira Adriana Rosa Dávila, de 27 anos, que morreu apresentando os mesmos sintomas: boca espumando, gemidos, tremedeira e pulos altos. “É muito complicado ver um animal sofrer e não ter o que fazer”, lamenta Adriana.

Ela conta que o gato começou a passar mal logo após andar pelo bairro. A suspeita é de que ele tenha sido envenenado longe de casa e tenha caminhado até a residência, onde morreu. As informações são do portal Campo Grande News.

Entre os animais tutelados pela cabeleireira que foram mortos estão quatro cachorros e um gato. Um dos animais era uma cadela da raça pit bull que havia dado cria a 14 filhotes – todos morreram de fome. “Eu crio meus cães nos fundos de casa, mas nos dias em que foram envenenados eu os deixei na frente e logo em seguida eles começaram a passar mal”, relembra.

“Antes do meu gato, teve o de uma vizinha de um comércio e a da frente que também tiveram os mesmos sintomas, mas no caso dela o animal não morreu, pois eles levaram para uma clínica há tempo. Mas nenhum dos meus resistiram”, conta.

Adriana e os vizinhos suspeitam de uma pessoa que pode ser a responsável por envenenar os animais, mas não têm provas. “É complicado porque esses envenenamentos acontecem há anos. Já encontramos vários animais mortos pelas ruas, sem nenhum sinal de atropelamento ou algo do tipo, por exemplo”, conclui.

Para denunciar casos de envenenamento e maus-tratos, o ideal é que o denunciante procure a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista (Decat) ou qualquer delegacia e registre u Boletim de Ocorrência. É necessário, no caso da morte por veneno, apresentar um laudo veterinário para que as investigações sejam iniciadas.

Nota da Redação: a ANDA orienta os leitores a não permitir, em hipótese alguma, que animais tenham acesso à rua. Cachorros devem ser mantidos em quintais adequados, com muros altos e portões que impeçam a saída deles. No caso dos gatos, é necessário colocar telas em janelas ou quintais para que eles não consigam sair. Além do envenenamento, a rua oferece outros riscos aos animais: contágio por doenças, agressão, brigas com outros cães ou gatos, atropelamentos e, no caso dos que não são castrados, crias indesejadas que podem resultar em aumento do abandono.

Tutor denuncia tentativa de envenenamento de cachorro em MS

Um morador do Jardim Mônaco, região nobre da cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul, denunciou uma tentativa de envenenamento de um cachorro tutelado por ele. É o quarto caso registrado em menos de três anos. Dois cães da família já morreram envenenados.

Linguiça foi encontrada no quintal da casa (Foto: Reprodução / Dourados Agora / Arquivo Pessoal)

O homem encontrou, em cima da capa da piscina, um pedaço de linguiça com uma substância que aparenta ser veneno. O caso está sendo investigado pela polícia. As informações são do portal Dourados Agora.

Ao encontrar a linguiça, o morador foi verificar as imagens gravadas pela câmera de segurança. No vídeo, ele descobriu que a carne foi jogada no quintal dele por cima do muro por volta das 2 horas da madrugada, provavelmente por um vizinho.

Indignado com a situação, que tem se repetido na casa, o tutor do cachorro decidiu fazer uma foto da linguiça e publicar nas redes sociais. O caso ganhou repercussão na internet.