Cerca de 20 gatos e 7 filhotes de capivara aparecem mortos em universidade no MT

Sete filhotes de capivara e aproximadamente 20 gatos foram encontrados mortos no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. ONGs de proteção animal suspeitam de envenenamento.

(Foto: Pixabay / Ilustrativa)

A universidade publicou nota por meio da qual repudiou casos de maus-tratos a animais e afirmou que está aberto ao diálogo com todos os setores para buscar soluções para o problema. As informações são do G1.

“As denúncias recebidas pela UFMT são transformadas em processo e, a partir do empenho de suas unidades administrativas, apuradas”, diz a UFMT.

O campus da UFMT é foco não só de mortes de animais, possivelmente envenenados, mas também de abandono. Em períodos de feriados prolongados, como o carnaval, o abandono de gatos aumenta no local.

Estimativas de ONGs e protetores indicam que existam entre 700 e 800 gatos vivendo em situação de abandono no campus atualmente. Número que tende a aumentar cada vez mais, já que muitos deles não são castrados e, por isso, acabam se reproduzindo. Além do abandono, que não para de ocorrer.

Diretora do projeto Lunnar, Yedda Fonseca Vivela afirmou que a entidade sente falta do apoio da universidade no trabalho de resgate e ajuda aos animais abandonados, já que a instituição possui um hospital universitário que poderia ser usado em prol desses animais. A ONG se sustenta com a ajuda da sociedade e a partir da venda de frascos de desodorante recolhidos pelos membros.

Seis gatos são encontrados mortos em universidade em Cuiabá (MT)

Seis gatos foram encontrados mortos na última semana no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. O caso foi denunciado por protetores de animais ligados ao Projeto Luta e União de Amigos para Animais em Risco (Lunaar), que cobrou um posicionamento da universidade.

(Foto: Reprodução / Olhar Direto)

A protetora Susielene Rodrigues Monteiro contou que não havia registros de envenenamento de animais na universidade desde o ano passado. “Isso já tinha parado de acontecer, mas só essa semana já encontramos seis gatos mortos lá no campus. As pessoas têm que saber que isso está acontecendo, são animais que estão sendo maltratados e mortos na UFMT. Gastamos em torno de R$ 2 mil por mês com ração e sabemos que tem gente lá dentro jogando as rações fora e olhando feio para os protetores que vão lá para ajudar os animais”, afirma.

Imagens feitas pelos protetores registraram corpos de gatos mortos no local. “No ano passado fizemos manifesto contra o envenenamento e inclusive pedimos uma ação da universidade em prol desses animais. Ação para tentar alimentar e castrar esses animais, ações em prol da adoção, contra o abandono e contra o envenenamento, mas não tivemos respostas, a reitora não quis se reunir conosco”, diz. As informações são do portal Olhar Direto.

Além dos casos de envenenamento e maus-tratos, muitos animais são abandonados na universidade, segundo a protetora. Na última semana, uma caixa com filhotes de gato foi deixada no local. “Diversos gatinhos recém-nascidos são abandonados lá, muitos morrem de fome por não terem a mãe para amamentar, é um desespero. Os que são abandonados junto com a mãe muitas vezes morrem atacados por gatos machos. Ficam na chuva, passam frio, é desesperador”, conta.

“Eles não fazem mal para ninguém, são abandonados lá, passam fome e sede, não merecem morrer. As pessoas precisam ter mais compaixão com os animais que não pediram para estar lá, essa gatinha preta que morreu envenenada era um amor, super dócil”, lamenta.

Além dos gatos mortos, a protetora lembrou que dois filhotes de capivara também foram encontrados sem vida na universidade. A suspeita é de que os animais tenham ingerido veneno. “É muito triste, olha essa mãe do lado do filhote morto. As pessoas precisam saber que isso está acontecendo e fazer alguma coisa, isso não pode continuar assim”, afirma.

A universidade se pronunciou sobre o caso e afirmou que as denúncias sobre crimes de maus-tratos contra animais dentro do campus serão apuradas. Confira a nota na íntegra:

“A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) repudia quaisquer atos de maus tratos aos animais, que se configuram crimes, com pena de detenção e multa previstas em lei, e devem ser denunciados às autoridades competentes. As denúncias recebidas pela UFMT são transformadas em processo e, a partir do empenho de suas unidades administrativas, apuradas.

A Universidade também discute a temática, visando a promover conscientização e reduzir as ocorrências de violência, de qualquer espécie, contra animais. Como foi o caso da realização da palestra “Manejo de animais abandonados em campi universitários: o que fazer?”, ministrada por especialista convidado pela UFMT, que teve por objetivo ampliar a discussão e envolver a sociedade em geral nessa luta que é de todos. O referido evento foi resultado de grande mobilização da comunidade universitária, incluindo a Administração, o Hospital Veterinário (Hovet) da Faculdade de Medicina Veterinária, entidades e militantes de defesa dos animais.

A UFMT segue aberta ao diálogo com todos os setores – poder público, comunidade acadêmica e entidades não-governamentais – para buscar soluções para o abandono de animais no Câmpus de Cuiabá, uma vez que, além de um problema de responsabilidade social, é de saúde pública. Além disso, a Instituição pede a colaboração de todos para denunciar os maus tratos.”

Animais em busca de adoção participam de ensaio fotográfico em MT

Cachorros e gatos em busca de novos lares participaram de um ensaio fotográfico em Cuiabá, no Mato Grosso. As fotos foram produzidas no sábado (16) por dois professores e uma estudante universitária, em parceria com a ONG Cão Cuidado Cão Amor. O objetivo é facilitar a adoção dos animais.

Foto: ONG Cão Cuidado Cão Amor/ Divulgação

O projeto foi idealizado pelos professores do curso de fotojornalismo, Rogério Florentino Pereira e Vinicius Appolari, e contou com a participação da aluno do curso Vitória Sobral. As informações são do portal G1.

A ideia é, por meio da divulgação do curso de fotografia da instituição, ajudar a entidade a doar os cães e gatos. A sessão fotográfica durou quatro horas, produziu aproximadamente 200 fotos e cerca de 15 animais foram fotografados.

De acordo com Rogério, os direitos autorais das imagens serão cedidos à ONG para divulgação dos animais.

A fundadora da entidade, Ângela Furtado, elogiou o projeto e disse que ele contribui para divulgar os cachorros e gatos que estão à espera de um lar.

A ONG Cão Cuidado Cão Amor foi fundada há seis anos por Ângela, que é professora. O local abriga 200 gatos e 80 cachorros. A entidade já resgatou cerca de 600 animais e conseguiu adoção para mais de 300 desde a fundação.

Número de animais mortos sobe para 36 em Alta Floresta (MT)

O número de animais encontrados mortos, com sinais de envenenamento, em Alta Floresta, no Mato Grosso, subiu de 33 para 36 nos últimos dias. As mortes começaram a ser registradas no dia 10 de janeiro. De acordo com os tutores, os animais não apresentavam sintomas de doença e, antes de morrerem, tinham convulsões e saía uma baba espessa branca da boca deles.

Exame vai indicar causa da morte de animal encontrado morto (Foto: ONG Amamos Animais/ Divulgação)

Amostras foram colhidas de um dos animais e enviadas para análise. Até o momento, a causa das mortes não havia sido confirmada devido a problemas em um equipamento da Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense de Cuiabá, que realiza o exame toxicológico. Após manutenção, o aparelho voltou a funcionar e o resultado da análise deve estar pronto nos próximos dias. As informações são do portal G1.

Oito boletins de ocorrência foram registrados na Polícia Civil. Em um deles, uma moradora afirma que 15 cachorros foram encontrados mortos em apenas um bairro.

O grupo Animais está oferecendo recompensa de R$ 1,2 mil para informações precisas sobre o responsável por matar os animais. Além disso, mais R$ 2 mil está sendo dado por um empresário que se comoveu com o caso.

Empresário e ONG oferecem R$ 3,2 mil por informação sobre autor de matança de animais

Um empresário e uma ONG de proteção animal se uniram e estão oferecendo uma recompensa de R$ 3,2 mil a quem fornecer informações que levem à identificação do responsável por matar animais em Alta Floresta, no Mato Grosso. Desde o dia 10 de janeiro, 29 cachorros e um gato foram mortos. O caso é investigado pela polícia.

Foto: Arquivo pessoal

A entidade arrecadou, através de uma campanha na internet, 1,2 mil para destinar o dinheiro para a recompensa. O valor, no entanto, aumentou quando o empresário Rodolfo Hoffmann, de 53 anos, decidiu contribuir com R$ 2 mil.

“A única voz que os animais têm somos nós. Devemos mobilizar a sociedade para conseguir tirar essa pessoa do nosso meio”, disse o empresário. As informações são do portal G1.

As mortes ocorreram nos bairros Jardim das Flores, Jardim Guaraná, Setor industrial, Setor D, Jardim das Araras e nas proximidades do Cidade Alta.

O empresário conta que ficou comovido com a situação e, por isso, decidiu contribuir. “Tenho animais em casa e vejo o quanto a minha filha os ama e o quanto ela fica triste e preocupada quando eles saem para rua. Depois dessas tragédias, fiquei imaginando a quantidade de crianças sofrendo pela perda dos seus animais. Isso me comoveu”, concluiu.

Sobe para 30 número de animais mortos com sinais de envenenamento em MT

Subiu para 30 o número de animais mortos com sinais de envenenamento em Alta Floresta, no Mato Grosso. Um cachorro foi encontrado morto na segunda-feira (28) e outros dois na terça-feira (29). As mortes começaram a ser registradas no dia 10 de janeiro.

(Foto: Pixabay / Imagem Ilustrativa)

De acordo com os tutores dos animais, eles não tinham sintomas de doença e, enquanto agonizavam, apresentavam convulsões e uma baba espessa de cor branca saía pela boca. As informações são do portal G1.

Foram confirmadas as mortes de 29 cachorros e de um gato. Porém, o presidente de um grupo de proteção animal, Leir Ribeiro, afirma que o número de animais mortos pode chegar a 40.

“A maioria dos moradores nos informam sobre as mortes e nós vamos até o local para registrar. Mas, apesar disso, muitos não chegam ao nosso conhecimento e nem da polícia, apenas ouvimos a população comentando”, disse Ribeiro.

Um dos cachorros encontrados mortos na terça-feira estava no quintal de casa. O outro morreu na calçada da Avenida Mato Grosso, nas proximidades do bairro Cidade Alta. As outras mortes ocorreram nos bairros Jardim das Flores, Jardim Guaraná, Setor Industrial, Setor D e Jardim das Araras.

“Um deles ingeriu algum alimento e morreu ainda na casa onde mora. Já o outro era da mesma casa, mas ele saiu para a rua, caminhou um pouco e morreu na calçada”, disse o presidente do grupo.

Amostras foram coletadas para exames (Foto: ONG Amamos Animais/ Divulgação)

Um pacote de carne foi encontrado no portão de uma casa por moradores do bairro Jardim das Flores. O produto foi encaminhado à polícia para análise. A tutora de um dos cães encontrados mortos afirmou também ter encontrado uma isca para matar animais no quintal de casa.

Um dos cães mortos no domingo (27) foi encaminhado a uma clínica veterinária, onde teve os órgãos retirados para que um laudo técnico seja feito para confirmar a causa da morte.

O caso é investigado pela Polícia Civil, que aguarda o resultado das perícias. Nenhum suspeito de cometer os crimes foi identificado até o momento.

Sobe para 26 o número de animais mortos com sinais de envenenamento em MT

Mais um cachorro foi encontrado morto no Mato Grosso. Já são 26 animais vítimas de suposto envenenamento. O último foi encontrado morto no quintal de casa na madrugada da última quarta-feira (23), no município de Alta Floresta. O tutor do cachorro também localizou pedaços de carne espalhados pelo terreno.

Foto: TVCA/Reprodução

Ao todo, foram 25 cachorros e um gato encontrados mortos em um período de apenas 15 dias. Os casos são investigados pela Polícia Civil, que recebeu os pedaços de carne encontrados perto do último cão morto. As informações são do portal G1.

Os exames que devem identificar se a carne está envenenada podem demorar a ser feitos, segundo a Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec). Isso porque o equipamento usado para fazer a análise está quebrado e a manutenção só sera feita no mês de fevereiro.

Uma entidade de proteção animal está oferecendo recompensa a quem apresentar informações que levem ao responsável pelas mortes. A ONG também tem colaborado com a polícia.

Cerca de 15 cachorros são envenenados em Alta Floresta (MT)

Duas ocorrências de crueldade contra animais foram registradas junto a Polícia Militar de Alta Floresta, Mato Grosso, ambas aconteceram no bairro Jardim das Flores.

Foto: Folha MT

De acordo com as mulheres de 53 anos e 25 anos, os seus animais domésticos foram envenenados. Uma das moradoras relatou que o seu cachorro não apresentava sinais de doença e amanheceu morto, ela relatou que ao menos 15 animais foram mortos da mesma forma no bairro.

Ao longo da semana, por meio de redes sociais a situação chegou a ser denunciada, mas desta vez, o caso foi comunicado a Polícia.

As ocorrências foram encaminhadas à Delegacia Municipal. Informações sobre quem estaria praticando o envenenamento dos animais podem ser repassadas via 190 ou 197.

Causar maus-tratos a animais é crime ambiental previsto do artigo 32 da Lei 9605/98 “leis dos crimes ambientais”, com agravante de aumento de pena em caso de morte do animal.

Fonte: Folha MT

dois cachorros deitados

Projeto de lei em Cuiabá (MT) é criado para investimento em programas de proteção aos animais

Um projeto de lei criado pela Prefeitura de Cuiabá, Mato Grosso, e divulgado na última sexta-feira (11) prevê aplicar recursos financeiros em programas de proteção aos animais. O Fundo de Bem Estar Animal (Funbea) será custeado, a princípio, pela própria prefeitura.

dois cachorros deitados

Foto: Mídia News

No entanto, segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Juarez Samaniego, o projeto deve ser ampliado e o dinheiro aplicado no Funbea passará a ser uma contribuição da população aplicado nas contas de luz, água, IPTU, entre outras.

“A partir da ampliação do projeto, que ainda não tem uma data prevista, não será mais necessário tirar dinheiro do fundo geral da prefeitura, pois o dinheiro arrecadado com a população será destinado diretamente ao Funbea”,

Para receber a ajuda do projeto, as ONGs de proteção animal devem procurar a diretoria do Bem Estar Animal e provar a legalidade da instituição. Além disso, Juarez disse que será feita uma avaliação de quantos animais a ONG possui e quais são as necessidades.

“Pode ser que uma ONG receba uma ajuda mensal com um valor mais alto que outra. Isso vai depender da necessidade e da quantidade de animais que o local possui”, ressaltou.

O projeto prevê ainda que o dinheiro do fundo possa ser utilizado para custear ações de controle e fiscalização de planos, programas e projetos especificamente voltados às políticas públicas em prol dos animais.

Fonte: Mídia News

montagem de quatro fotos de animais encontrados

Armadilhas fotográficas flagram onças e mais 13 animais

Uma pesquisa conduzida pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da Biodiversidade da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) conseguiu registrar ao menos 15 espécies de animais vivendo livremente em 43 pontos do perímetro do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Entre os animais encontrados estão alguns quase ameaçados de extinção como a anta, o tamanduá-bandeira e o lobo-guará, além de onças.

montagem de quatro fotos de animais encontrados

Foto: RD News

Segundo a professora Viviane Layme, que conduziu a pesquisa da mestranda Marina Lima, o objetivo do estudo é o de mapear exatamente as localidades onde os mamíferos que vivem em Chapada costumam se estabelecer e assim garantir a preservação das espécies.

O estudo foi feito durante os anos de 2013 e 2017, com uma pausa em 2014 e 2015, por meio de registros em fotos e vídeos dos animais, seguidos de testes estatísticos. Os trabalhos, conforme explica a professora, foram prejudicados por diversas vezes em razão da ação de caçadores que atuam na Unidade de Conservação, bem como pela falta de recursos financeiros ora providos pelo Governo Federal.

Foram registradas as presenças dos seguintes animais: anta, onça-parda, jaguatirica, cachorro-do-mato, lobo-guará, mão-pelada, quati, tamanduá-bandeira, tamanduá-mirim, capivara, cutia, paca, tatu-galinha, cateto e veado.

Com o mapeamento no perímetro do Parque também será possível contribuir com a exploração do turismo científico, pois o conhecimento dos locais onde os animais vivem e seus hábitos, isto é, a freqüência com que circulam em determinado espaço serão importantes para a realização de visitas guiadas, como já ocorre no Pantanal.

“Ter informações para o manejo do Parque, com mapeamento, gera informação que previne os animais de serem afetados pelo período de queimadas, além de atropelamentos. O Parque é atravessado por uma rodovia de alta velocidade. Com nossos dados, teremos recursos para ajudar o controle das travessias deles para que sejam feitas com segurança. A segurança para motorista e animais”, acrescenta.

Apesar das dificuldades, a pesquisa agora passa por análise dos dados, ainda sem previsão de quando deve ser publicada em revista científica.

Parque e ICMBio

De acordo com a pesquisadora, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, mais do que um local de beleza paisagística e de sua função para o ecoturismo, tem sido um refúgio para diversas espécies, como a anta, tamanduá-bandeira e carnívoros em geral (lobo-guará, onça parda e jaguatirica), que vem sendo constantemente ameaçados pela expansão urbana e rural do entorno do local.

A professora ainda ressalta a relevância do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), administrador do Parque Nacional, na conservação das espécies ameaçadas. “Mesmo as [espécies] que ainda não estão em estado de ameaça, às vezes estão caminhando para isso porque são populações consideradas em declínio. É por isso que a existência e o trabalho do ICMBio é tão importante. Lá elas ainda têm como sobreviver a longo prazo”, finaliza.

Fonte: RD News