Testes realizados em beagles aumentam no Reino Unido

Por Rafaela Damasceno

Os testes de laboratório realizados em cachorros aumentaram no Reino Unido. Os números chegaram a quase 5 mil só em 2019, um aumento de 16% em relação ao ano passado. Apesar dessa elevação, a maior parte dos testes ainda é realizada em outros animais, como camundongos e peixes. Ao todo, 3,52 milhões de procedimentos foram realizados no país em 2017.

Um beagle preso em uma gaiola

Imagem ilustrativa | Foto: Getty

Os beagles são os cachorros mais explorados nos testes. A maior parte dos procedimentos (71%) visava experimentar a segurança de produtos medicinais, odontológicos e veterinários.

Gatos, cachorros, macacos e cavalos são normalmente considerados espécies protegidas e compõe ao todo 1% dos testes no mundo. O número de gatos explorados diminuiu em 20%, mas o número de macacos cresceu 8%.

Em 2017, cerca de metade dos procedimentos foram experimentais, mas 1,72 milhões de animais foram explorados para estudos envolvendo criação de espécies geneticamente modificadas.

Todos os lugares que fazem testes em animais recebem uma licença para isso. A maior parte, 51%, foram realizados em universidades de medicina.

Desde 2014, os testes são classificados de acordo com a quantidade de sofrimento que causa. Há cinco categorias: sublimiar, sem recuperação, leve, moderada e grave.

Lindsay Marshall, cientista da Sociedade Humana Internacional, afirma que as pesquisas médicas da Grã-Bretanha são ultrapassadas e irracionais. Já a Dra. Frances Rawle, diretora do Conselho de Pesquisa Médica, acredita que os testes em animais ainda são essenciais para a pesquisa progressiva.

“Essas figuras compõem um sistema ultrapassado, cujos experimentos drogam, envenenam, mutilam e matam certos animais apenas porque sempre fizeram isso”, declara a consultora política da PETA, Julia Baines. Ela ainda chama atenção para o fato de que camundongos, ratos e peixes têm menos proteção do que cachorros e gatos, mesmo tendo a mesma capacidade de sentir dor.

“O governo do Reino Unido tem uma obrigação moral de proteger os animais e podem continuar promovendo a saúde humana trocando os testes em seres vivos pelas tecnologias atuais, como os chips que recriam órgãos”, completou.


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Cachorra é encontrada com vida após ser enterrada

Por Rafaela Damasceno

Leialoha, uma valente cachorrinha, foi resgatada após sobreviver a momentos de terror. PAWS of Hawaii (PATAS do Havaí), organização de resgate de animais, foi informada sobre ela por uma pessoa anônima, que viu a cachorra ser enterrada por um homem na areia.

Leialoha enterrada apenas com sua cabeça de fora na areia

Foto: PAWS of Hawaii

Além de ser enterrada viva com apenas sua cabeça para fora, Leialoha tinha apenas 90% de sua pele quando foi resgatada. Ela tinha queimaduras de sol e cortes em sua pata esquerda da frente, que devem ter sido feitos por um facão enferrujado.

Após PAWS postar em seu Facebook as fotos chocantes da crueldade infligida a Leialoha, uma mulher se apaixonou pela cachorrinha e resolveu adotá-la. 

Leialoha, com a pele vermelha e coberta de areia, deitada em um cobertor depois de ter sido resgatada

Foto: PAWS of Hawaii

“Ela estava gravemente queimada, cheia de feridas e quase sem pele. Meu coração estava partido e eu sabia que ela precisava de nós para ajudá-la”, afirmou Amanda, a nova tutora de Leialoha. Segundo ela, a cachorrinha sangrou muito quando tomou seu primeiro banho e tinha medo de sair do canil, mesmo podendo conhecer sua casa nova.

Felizmente, agora Leialoha parece estar começando a se sentir mais confiante. “Ontem a noite, ela saiu para ver o que havia para o jantar enquanto tínhamos visitas e ficou em baixo da nossa mesa do café. Ela tem um longo caminho a percorrer, mas o pior já passou”, assegurou Amanda, certa de que o carinho e os cuidados começarão a dar resultado futuramente.

Leialoha, com a pele ainda vermelha, mas limpa. Ela está em sua nova casa

Leialoha em sua nova casa | Foto: PAWS of Hawaii 

A PAWS acredita que o homem que enterrou Leialoha é o responsável pelas suas feridas, mas ele infelizmente ainda não foi encontrado.


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Assembleia mantém proibida a alimentação de animais abandonados em Portugal

A Assembleia da República de Portugal manteve uma medida que proíbe que animais abandonados sejam alimentados e recusou um projeto de lei do partido político PAN que visava por fim à proibição vigente em muitos municípios do país.

Foto: Pixabay

A proposta recebeu votos contrários dos partidos PSD, do CDS e do PCP, abstenção do PEV e votos favoráveis do PAN, do PS e do BE. As informações são do portal Público.

O projeto foi apresentado à assembleia em junho de 2018. Na época, o PAN argumentou que “a grande maioria dos municípios em Portugal estabelece, através de regulamento próprio, a proibição de alimentar animais na via pública, ignorando quaisquer circunstancialismos pertinentes, como os casos das colônias de gatos controladas por programas de esterilização municipais”.

“O PAN defende que não faz sentido o Estado investir na esterilização e tratamento dos animais, determinando simultaneamente que os mesmos devem morrer de fome”. O projeto do partido previa a instalação de “abrigos e comedouros”.

“Não é moralmente defensável, na época que vivemos, ordenar uma população, que se quer mais sensível e compassiva, a abster-se de alimentar um animal, agindo contra uma das cinco liberdades básicas de bem-estar animal: a de não ter fome e sede”, salientou o partido.


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Égua explorada por carroceiro é forçada a carregar montanha de mato

Uma égua explorada por um carroceiro foi forçada a transportar uma montanha de mato em Urupês (SP). O caso aconteceu no Jardim Novo Mundo e foi flagrado por uma moradora, que se revoltou com a cena de maus-tratos e questionou o tutor do animal.

A moradora afirmou à TV TEM que um carroceiro colocou o mato sob a égua e que ao questioná-lo sobre o peso e a quantidade do material carregado pelo animal, recebeu a resposta de que a égua é idosa e que ele já iria descarregar os restos de podas.

Foto: Arquivo Pessoal

De acordo com a mulher, que não quis ser identificada, além de ser forçada a carregar o mato, a égua também estava com uma pata machucada.

A Polícia Militar foi procurada pela reportagem e afirmou que não recebeu nenhuma denúncia, mas que vai tentar identificar e localizar o carroceiro. De acordo com a PM, o homem pode responder pelo crime de maus-tratos a animais.

A Prefeitura de Urupês disse que o caso está sendo investigado e que providências serão tomadas. Ainda de acordo com a administração municipal, o carroceiro estava desrespeitando as leis que estabelecem regras para o trânsito de carroças na cidade.

Casos de maus-tratos promovidos contra animais podem ser denunciados pelos moradores de Urupês através do telefone (17) 3552-1282.


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Cachorro morre após ser baleado e queimado em Sobral (CE)

Um cachorro foi brutalmente morto no distrito de Jordão, em Sobral, no Ceará. Após ser alvejado com tiros de arma de fogo, o animal foi queimado. Ele era tutelado por um casal de idosos.

Totó era tutelado por um casal de idosos (Foto: Reprodução / Diário do Nordeste)

De acordo com moradores da comunidade sítio Croatá, onde o crime aconteceu, um homem teria armado uma emboscada para o animal nas proximidades da casa dos tutores dele, na segunda-feira (15), e o capturado.

Ao ser questionada, a Polícia Civil alegou que não está investigando o caso porque não foi feita uma denúncia na delegacia. Moradores da região, no entanto, contam que os tutores de Totó, como era chamado o cão, não denunciaram o crime por medo de sofrerem represália por parte do agressor. As informações são do Diário do Nordeste.

A Agência Municipal do Meio Ambiente (AMA) de Sobral, responsável pela “Política de Bem Estar Animal” da prefeitura, afirmou, por meio da assessoria de comunicação, ter tomado conhecimento do caso e iniciado buscas por mais informações.

O crime foi confirmado pela ONG de proteção animal Anjos de Patas. A entidade disse que está coletando informações para formalizar uma denúncia junto aos órgãos públicos.

A Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais (CDDA) da OAB-CE lembrou que o crime cometido contra Totó está previsto no Artigo 23 da Lei de Crimes Ambientais (9.605 de 1998) e tem como pena detenção de até um ano, além de multa. Caso o animal morra, a pena pode aumentar de um sexto a um terço.


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Cachorro é resgatado após ser encontrado com orelha decepada no RS

Um cachorro foi encontrado com a orelha esquerda decepada e ferimentos pelo corpo em Araricá (RS). O animal foi resgatado por uma ONG de proteção animal na última sexta-feira (12), mas o casos só foi denunciado à polícia três dias depois.

Foto: Reprodução / Jornal Repercussão

O tutor do animal pediu que o cachorro fosse devolvido, mas a ONG se negou a entregar o animal devido ao histórico de maus-tratos.

Voluntária da ONG SOS Animais, Kelly Emarine, esteve no local para ajudar o cachorro após o caso repercutir na internet. Luck foi encontrado no bairro Canoa.

“Quando encontramos o Luck, ele estava em um terreno baldio, muito sujo, com centenas de carrapatos, muitas bolas de pelo, e uma orelha completamente comida por larvas que já estavam comendo seu ouvido interno e sua cabeça. Além de um cheiro forte de carne podre”, relata Kelly, em entrevista ao Jornal Repercussão.

“O antigo tutor se apresentou e entrou em contato conosco, com uma postura bem agressiva, reivindicando a tutela do animal. Eu pessoalmente me neguei a devolvê-lo, devido à negligência nítida com a qual o animal foi tratado”, completou.

Luck recebeu cuidados veterinários e já apresenta melhora, tendo inclusive voltado a se alimentar.


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Conselho de Medicina Veterinária faz alerta sobre aumento do abandono de animais nas férias

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) faz um alerta sobre o aumento do número de animais abandonados durante o período de férias. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), há atualmente 30 milhões de animais abandonados no país, sendo 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães.

Foto: Pixabay

“Eu vejo como um grande problema o descaso das famílias que têm um animal dentro de casa, que dizem que criam um gato ou um cachorro, e aí chega num momento de viagem, simplesmente soltam o animal”, alerta a médica-veterinária Cristiane Schilbach Pizzutto, presidente da Comissão de Bem-Estar Animal do CRMV-SP.

Atualmente, serviços de hospedagem em hotéis para animais e de pet sitter – uma espécie de “babá” que cuida do animal na casa do tutor – são soluções viáveis para famílias que querem viajar e não têm com quem deixar o cachorro ou gato.

“Tem muitos animais que ficam doentes por problemas psicológicos, consequências do abandono, da falta, da tristeza, quase uma depressão. Então, o abandono é muito prejudicial para os animais”, afirma Thomas Faria Marzano, presidente da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP. As informações são do portal Itu.

Além disso, após ser resgatado e tratado, o animal pode sofrer algum tipo de dificuldade de adaptação ao novo lar, o que demanda paciência dos novos tutores. “Ele consegue se adaptar, mas existe realmente uma memória, uma lembrança do que ele passou no momento de abandono, que pode dificultar o processo em uma nova casa. E o que agrava demais é quando o animal é abandonado pela segunda vez. Aí, realmente, fica muito complicado. Ele tem uma grande dificuldade de se adaptar numa terceira família. É claro que é possível, mas o trabalho da família, que vai envolver toda esta adaptação, é maior”, explica Cristiane.

“Geralmente, abandonam os animais por agressividade, por exemplo, o animal que mordeu alguém da família. Ou que traz algum tipo de transtorno, como latir demais, ou que frustra as expectativas dos tutores. Às vezes, a pessoa compra, adota ou cria um animal tendo uma expectativa sobre aquela espécie, aquela raça, e quando vai ver, tem um comportamento completamente diferente e a pessoa não quer mais, abandona. Então, são vários os fatores pelos quais as pessoas ‘devolvem’, não somente um específico”, conta a profissional.

Animais doentes também são vítimas frequentes de abandono. No momento em que mais precisam dos tutores, eles são descartados. “A gente vê muito isso em universidades, principalmente naquelas que têm curso de Medicina Veterinária. As pessoas levam o animal ao hospital, pagam o médico-veterinário e descobrem alguma doença que vai exigir tratamento, às vezes mais oneroso, então preferem descartar o animal”, diz.

“Para quem está decidindo ter um animalzinho em casa, uma das coisas que tem que saber é que é um ser vivo, ele é dependente. Ele não vai pegar comida sozinho, não vai tirar o cocô sozinho, não faz xixi na privada. Ele precisa do ser humano. Então, é muito importante as pessoas terem consciência disso”, aconselha Marzano.

O profissional lembrou ainda que, ao resgatar um animal da rua, muitas vezes debilitado, é preciso ter cuidado para garantir a saúde do animal. “Sempre que se adota um animal ou pega da rua, de alguma ONG ou abrigo, é muito importante que leve a um médico-veterinário. Assim, mesmo não conhecendo o histórico, os tutores poderão saber, mais ou menos, a idade que o animal tem, fazer os exames, para aí sim poder cuidar bem dele. Muitas vezes, o animal pode estar desidratado, desnutrido, com alguma doença bacteriana ou até mesmo viral. Por isso, até mesmo antes de colocar ele para morar junto com outro animal, se já tiver um, ou alguma criança em casa, o ideal é ter esse cuidado”, orienta Thomas Marzano.


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Câmara de Manaus (AM) aprova PL que prevê multas para maus-tratos a animais

A Câmara Municipal de Manaus (AM) aprovou, na terça-feira (16), o projeto de lei 160/2018, que estabelece punição para maus-tratos a animais, com multas que variam de R$ 3.056 a R$ 4.110, dependendo da gravidade do crime. A proposta segue agora para análise do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, que optará pela sanção ou pelo veto.

Foto: Pixabay

O projeto é de autoria do então vereador João Luiz (PRB), atualmente deputado estadual, e foi subscrito pelo presidente da Casa, o vereador Joelson Silva (PSDB). As informações são do portal Amazonas Atual.

“Iniciamos essa luta ainda no ano passado, quando eu ocupava o cargo de vereador na CMM. E hoje, com a sensibilidade do presidente da Casa, que subscreveu a proposta, e dos demais vereadores, conseguimos avançar nesta questão. Essa lei chegou para impor limites aqueles que desrespeitam, maltratam e abandonam esses animais indefesos”, disse João Luiz.

O deputado acredita que, com a lei, as pessoas vão pensar antes de maltratar animais, já que a medida fará com que o agressor tenha prejuízo financeiro. “Além das multas previstas, o infrator também deverá arcar com todos os custos do tratamento veterinário e recuperação do animal maltratado”, explicou.

Caso o infrator reincida no crime, a pena da multa será aplicada em dobro em relação à última aplicada.


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ONG pede ajuda para cadela que sofreu mutilações ao ser brutalmente agredida

A Associação Protetora dos Animais de Teutônia (Apante), com sede em Teutônia (RS), resgatou a cadela Nina, de cerca de 3 anos, precisa de ajuda para que a entidade consiga arcar com os gastos do tratamento veterinário dela. A cadela foi brutalmente agredida e teve uma das patas e parte do rabo mutilados.

Foto: Reprodução / Jornal A Hora

O animal foi espancado por criminosos durante um furto a uma residência no bairro Canabarro. As informações são do Jornal A Hora.

A ONG afirmou que Nina tem se recuperado bem, recebe carinho no lar temporário e demonstra ter vontade de viver. “Ela retirou os pontos da perna na segunda-feira, restando apenas os do rabo”, comenta a voluntária Aline Taís Wiebusch.

A cadela ainda está tomando remédios e o tratamento dela já ultrapassou os R$ 3 mil. Inicialmente, os gastos chegaram a R$ 2,8 mil. No entanto, os voluntários já desembolsaram mais R$ 865 para pagar uma transfusão sanguínea, medicamentos e curativos.

Os criminosos agrediram Nina de forma brutal quando entraram numa casa, no dia 28 de junho, para furtar um forno elétrico e um micro-ondas. Apenas no dia seguinte, quando os tutores da cadela voltaram para casa, a agressão foi descoberta, o que fez com que Nina tenha sofrido por horas até ser socorrida.


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Burros são pintados de preto e branco para se parecerem com zebras em festa de casamento

Foto: Facebook/Angel Tomás Herrera Peláez

Foto: Facebook/Angel Tomás Herrera Peláez

Imagens de dois burros pintados como zebras para uma recepção de casamento com tema de safári em uma cidade espanhola causaram uma onda de revolta nas redes sociais.

Os animais foram filmados enquanto caminhavam na área ao redor de um bar por um morador local em El Palmar, uma cidade em Cádis, na Espanha, que denunciou o abuso à entidades de defesa dos direitos animais no sábado.

Ele classificou o ato como “vergonhoso” e registrou a cena para que a justiça pudesse ser feita.

Angel Tomás Herrera Peláez escreveu no Facebook ao lado do vídeo: “Os burros, espécie em perigo de extinção, usados para exploração turística”.

Os animais foram transportados no sábado durante a manhã, pintados e deixados no sol, sem sombra alguma para descansar, ao longo do dia todo, de acordo com a Andalucia Informacion.

O morador que denunciou o abuso à ONG Mother Earth Platform e a entidade levou o caso à atenção das autoridades locais e da guarda civil.

Foto: Facebook/Angel Tomás Herrera Peláez

Foto: Facebook/Angel Tomás Herrera Peláez

O OCA (Escritório Agrícola e Comercial) de Cádiz disse que havia iniciado uma investigação sobre o caso na segunda-feira.

A mídia local relata que o bar – conhecido como “chiringuito” – geralmente só é aberto para eventos privados como casamentos e celebrações familiares.

Relatos apontam que o local já recebeu outras reclamações e multas no passado e ganhou notoriedade por suas festas.

Injustificável

Esse tipo de abuso é um flagrante de maus-tratos resultado da crença (especismo) que vigora na sociedade de que os animais são inferiores aos seres humanos e podem ser explorados da forma como a humanidade bem entender.

Animais são seres sencientes, com sua capacidade de sentir, amar, sofrer e compreender o mundo ao seu redor comprovada pela ciência e atestada pela Declaração de Cambridge desde 2012.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Nada pode justificar os horrores a que esses seres são submetidos pela vaidade, ganância e crueldade humanas. Comidos, explorados, mortos, obrigados a correr, dançar, fazer truques, passar a vida encarcerados, separados de seus filhos, sem ver o sol ou a grama.

Esses burros espanhóis mostrados na matéria foram pintados para servir de “enfeite” em um casamento, já os burros na ilha grega de Santorini são obrigados a subir 500 degraus diariamente, carregando levas de turistas nas costas, sob um sol escaldante e na mira de chicotes dolorosos.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Essa rotina cruel e desumana tem custado lesões severas a esses animais, feridas expostas causadas pelas selas e pelo peso carregado, danos na coluna, e nas articulações. Quando não “servem” mais para a tarefa árdua eles são abandonados ou mortos.

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