Proibição de animais em circo entra em discussão após morte de domador na Itália

Por Rafaela Damasceno

Quatro tigres reagiram sob intenso estresse e violência psicológica ao atacarem um domador de animais em Triggiano, na região italiana de Puglia. Ettore Weber tinha seu próprio circo e era reconhecido principalmente pelo seu trabalho com os tigres. Ele morreu antes que os médicos chegassem ao local.

O domador de animais de costas para a imagem, com um tigre indo em sua direção.

O domador de animais se apresentando em Budapeste | Foto: Attila Kisbenedek/AFP

Segundo o The Guardian, todos os oito tigres presentes no circo foram presos pela polícia, gerando protestos por parte das associações dos direitos animais.

O fato fez a pauta da proibição do uso de animais em circos voltar a ser discutida pelo parlamento italiano, após ser negada em 2017. Também há uma pressão feita pela Anti-Vivisection League (LAV), que pede para que os tigres envolvidos na morte não sejam punidos. “Os tigres devem ser salvos e realocados em um ambiente adequado às suas necessidades naturais”, disse a LAV em uma declaração.

A morte de funcionários de circos e similares causadas pelos animais não é novidade. Mesmo os animais capturados na natureza e criados em cativeiro são selvagens e possuem necessidade de liberdade. Além disso os maus-tratos são frequentes nesse tipo de ambiente, já que os animais são forçados a obedecerem e treinados para fazer coisas que nunca fariam naturalmente. Dessa forma, é comum que uma hora se rendam aos seus instintos e ataquem àqueles em volta.

Um tigre na natureza, sentado sobre uma pedra.

Foto: iStock

Este caso da Itália não é isolado. Em março deste ano um domador foi atacado por um leão na Ucrânia, quando se apresentava em um circo. A plateia, grande parte composta por crianças, assistiu a todo o ataque. Mesmo ferido, ele ainda insistiu em continuar a performance. Em 2015, três elefantes na Dinamarca fugiram de um circo após agressão e atacaram carros e pessoas na rua. Em junho do ano passado, um urso foi espancado após atacar seus treinadores em uma apresentação na Rússia.

Apesar dos riscos, tanto para os humanos quanto para os animais, a associação italiana circense ainda protesta a favor do uso dos animais para o entretenimento humano.

No Brasil, há diversas leis locais para a proibição da prática, mas a federação nunca emitiu uma lei válida para todo o país. Alguns estados que adotam a proibição são Rio de Janeiro, Pernambuco, São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiás, Paraná etc. O projeto de lei 7.291, que visa erradicar a prática em todo o Brasil, corre no Congresso desde 2009.

Cães que passaram a vida toda acorrentados buscam adotantes em MG

A operação para reprimir maus-tratos a cães em abrigo particular na zona rural de Sabará (MG), de propriedade de um policial civil do Estado de Minas Gerais, teve sua segunda etapa na tarde de ontem, 16 de julho, quando foram retirados 13 animais.

Foto: Divulgação

Médicos veterinários da UFMG e do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), apoiadores do MPMG, protetores de animais das ONGs Lobo Alfa e RockBicho e policiais militares do Meio Ambiente e policiais civis da Corregedoria da instituição integraram a operação desta terça-feira e encaminharam 13 animais para o Hospital Veterinário da FEAD.

Na primeira etapa, no dia 11 de julho, três cães em estado mais grave foram encaminhados para atendimento veterinário e seguem internados no Hospital Veterinário da UFMG.

Em geral, os animais estão muito magros, subnutridos, com alimentação inadequada , comendo suas próprias fezes, têm lesões de pele (feridas e cicatrizes) em várias partes do corpo, incluindo feridas recentes com sangramento e infecção; têm lesões oculares, estão acorrentados, o que impede movimentação porque são coleiras muito grossas e correntes muito pesadas, levando a lesões no pescoço devido à condição de aprisionamento; animais com comportamento de extremo medo frente às pessoas e, apesar do medo, buscam interagir e demandam carinho;
apresentam comportamento e vocalização que indicam sofrimento físico e emocional, recebem alimento totalmente inadequado e têm água suja; estão em local úmido, frio e, como estão acorrentados, não conseguem buscar local para se aquecer e manter uma temperatura corporal compatível com a vida. Há também animais em locais com muito sol, sofrendo estresse térmico.

“O que vimos lá no sítio é muito mais que crueldade. São vítimas de extrema covardia. Arrancaram a alma daqueles animais ao confiná-los com uma corrente de 12kg, 24 horas por dia, a vida inteira, desde que nasceram, sofrendo fome, frio, calor e com doenças. Mesmo assim são dóceis com humanos, nos pedem carinho e querem nos abraçar o tempo todo! É a pior situação que eu vi nos últimos anos”, relatou uma das protetoras integrantes da ação.

A retirada dos animais, que são mestiços de pit bulls dóceis, será gradual porque ainda não há para onde levar todos. Contudo, o autor firmou termo de compromisso com o MP para melhorar as condições dos animais que ainda estão no local até sua efetiva retirada.

“À medida em que formos conseguindo lares ou adotantes eles vão sendo retirados do sítio. Os custos com internações e manutenção desses 47 cães são altos e ainda não há fontes de custeio”, destacou Anelisa Ribeiro Cardoso, promotora de Justiça Cooperadora da Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna do MPMG.

Para que as ações tenham êxito é urgente que surjam adotantes ou pessoas que possam dar lares temporários
e também ração de boa qualidade para alimentar os que ficaram no sítio.

Interessados em adotar ou dar lar temporário devem enviar e-mail para cedef@mpmg.mp.br ou ligar para o telefone 3330-9911. Quem puder doar ração favor entregar na sede do Conselho Regional de Medicina Veterinária de MG na rua Platina, 189 – Prado e também nas unidades do Colégio Arnaldo:

  • Unidade Anchieta
    3524-5200
    Rua Vitório Marçola, 360 Anchieta – BH
  • Unidade Funcionários
    3524-5000
    Praça João Pessoa, 200 – BH

Entenda o caso

A primeira ação, no dia 11 de julho, foi organizada pela 2ª Promotoria de Justiça de Sabará, com o apoio da Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna (Cedef), do Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) e da Central de Apoio Técnico (Ceat) do MPMG.

A operação contou com o apoio da Polícia Militar de Meio Ambiente e da Corregedoria da Polícia Civil, uma vez que o investigado é policial civil. Para a ação, que cumpriu mandados de busca e apreensão autorizados pela Vara Criminal de Sabará, foram mobilizados 40 policiais civis e militares, duas promotoras de Justiça, quatro médicos veterinários do MPMG e três da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), além de quatro auxiliares de veterinária.

O investigado, um policial civil, compareceu ao MPMG, prestou declarações e assinou Termo de Ajustamento de Conduta preliminar por meio do qual se obrigou a adotar medidas emergenciais, sob a orientação de médico veterinário, para assegurar o bem-estar dos cães. Ele ainda se comprometeu a entregar os cães para adotantes indicados pelo Ministério Público.

A apuração dos fatos se deu através de procedimento Investigatório Criminal do MPMG, que teve início em 14 de novembro de 2018.


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Prefeito do RJ assina decreto que regulamenta Código de Defesa dos Animais

O prefeito Marcelo Crivella assinou um decreto que regulamenta o Código de Defesa dos Animais, instituído pela lei nº 6.435, de 27 de dezembro de 2018, de autoria do vereador Célio Lupparelli (DEM).

O Código estabelece regras para promover a proteção dos animais no Rio de Janeiro e proíbe, inclusive, que animais sejam mortos para comercialização de pele. A lei prevê ainda pagamento de multa para quem abandonar ou submeter um animal à crueldade. As informações são do Diário do Rio.

Foto: Pixabay

A lei também define normas para a criação e comercialização de animais. A prática, que trata animais como mercadorias, objetificando-os e desrespeitando o status de sujeito de direito de cada um deles, ainda é recorrente na sociedade. Casos de maus-tratos em canis e gatis que exploram animais para venda são comuns e não serão extintos com a regulamentação, que pode coibir casos específicos, mas não dará conta de resolver o problema, que só pode ser solucionado com a proibição definitiva de qualquer comércio de animais.

Outra prática comum na sociedade é a morte de animais para consumo humano. O legislação regulamentada por Crivella proíbe “a prática da morte lenta ou dolorosa a animais” explorados para consumo e define que eles devem ser mortos “nos moldes preconizados pela Organização Mundial de Saúde”. Assim como o caso do comércio de animais, esse trecho da lei também não será capaz de impedir a crueldade da indústria, que só terá fim se um dia a população deixar de consumir produtos de origem animal. Isso porque manter porcas presas em gaiolas minúsculas, sem espaço para que elas se movimentem, triturar pintinhos machos ainda vivos, cortar o bico das galinhas e castrar os filhotes de porcos sem anestesia, dentre outros horrores, são práticas comuns promovidas pela agropecuária e consideradas legais perante a lei.

“Proteger e cuidar dos animais é um dever de toda a sociedade. Por esse motivo, a regulamentação da lei é importante. E vale lembrar: maus-tratos devem ser denunciados. A Prefeitura do Rio abraça esta causa. Vamos proteger nossos animais: gatos, cães, toda a fauna. Vamos cuidar do nosso paraíso e dos nossos animais”, publicou o prefeito em rede social.

O Código define princípios básicos a serem seguidos, como o respeito integral, a necessidade de oferecer condições de subsistência ao animal e a proibição de qualquer topo de agressão. Estabelece também punições aos infratores, “sem prejuízo das sanções cíveis e penais cabíveis”, que vão desde advertência, multa simples e multa diária até interdição temporária, suspensão de financiamentos provenientes de fontes oficiais municipais de crédito e fomento e interdição definitiva, mediante cassação de alvará.

Para punir infrator reincidente no crime, “o valor da multa será duplicado, e o processo, encaminhado à Procuradoria Geral do Município para as providências cabíveis” – no caso de pessoa física. Para pessoa jurídica, “o valor da multa será calculado por animal abandonado, procedendo-se à cassação do alvará de funcionamento do estabelecimento e demais licenciamentos concedidos”.


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PETA acusa zoo da Califórnia de maus-tratos contra os animais após gambá morrer de fome

Por Rafaela Damasceno

Ativistas pelos direitos animais pedem uma investigação de crueldade em um zoológico em Bakersfield, na Califórnia, depois que três animais faleceram no local. Um gambá, que morreu de fome este ano, e duas martas pescadoras infestadas de pulgas, no ano passado.

Um gambá andando na grama

Imagem ilustrativa | Foto: Kirk McCabe

“Qualquer instalação de cuidado com animais perceberia que um deles estava faminto ao ponto de morrer ou que pulgas estavam comendo animais vivos”, comunicou Brittany Peet, diretora da execução da lei de animais em cativeiro da PETA. Ela pede que as autoridades responsabilizem o zoológico pela negligência que levou à morte lenta e dolorosa dos animais.

Na última quarta-feira (10), a diretora escreveu uma carta ao xerife do condado de Kern, afirmando que o local submeteu os animais a um sofrimento desnecessário, o que viola a lei que proíbe a crueldade contra os animais.

O zoológico se posicionou fortemente contra as acusações, alegando que trabalham incansavelmente para prover o melhor atendimento possível aos animais e consideram a saúde e bem-estar deles a sua maior prioridade.

O comunicado emitido pelo local ainda disse que a instalação cuidou de milhares de animais com carinho, mas as mortes de animais ocorrem naturalmente. O zoológico afirma ter aumentado os cuidados veterinários e chamado voluntários treinados.

O gabinete do xerife diz que vai conduzir uma investigação preliminar e encaminhar relatórios para as autoridades competentes para tratar do caso.

Uma marta pescadora na natureza

Imagem ilustrativa | Foto: Mass Audubon

A PETA obteve e publicou o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Ele afirma que houve uma falha em tratar dos problemas de saúde dos animais, o que pode ter levado a eles uma dor desnecessária e causado suas mortes.

O relatório sobre a morte do gambá, em fevereiro deste ano, disse que uma revisão dos registros revelou uma taxa de mortalidade muito alta neste zoológico desde 2018. Também não havia comida ou fezes no trato intestinal do animal, o que pode ser um sinal de infecção viral.

O zelador e o curador do local declararam que não havia nenhum tipo de procedimento para garantir que todos os animais com compartimentos compartilhados estivessem se alimentando.

O relatório da morte das martas pescadoras concluiu que os funcionários falharam em tratá-las de uma grande infestação de pulgas. Além disso, o zelador também afirmou que encontrou muitos arranhões nos animais, mas nenhum remédio foi aplicado.

A PETA pediu para que o restante dos animais presentes no zoológico fosse transferido para instalações respeitáveis. A organização ainda ofereceu assistência para encontrar lugares mais adequados a eles, mas a ajuda foi negada.

O zoológico da Califórnia declarou que espera o apoio da comunidade local enquanto trabalha para melhorar sua instalação.


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Mulher é autuada por maus-tratos a dois jabutis e uma tartaruga no Paraná

Uma mulher de 63 anos foi detida pela Polícia Civil, na sexta-feira (12), por manter três animais silvestres em cativeiro sob condição de maus-tratos. O caso aconteceu no bairro Barreirinha, em Curitiba, no Paraná.

Foto: Polícia Civil do Paraná

Na casa da mulher havia dois jabutis e uma tartaruga da espécie tigre d’água. As informações são do Paraná Portal.

De acordo com a polícia, os animais silvestres foram maltratados. Resgatados, eles foram encaminhados ao Centro de Apoio à Fauna Silvestre de Curitiba para receber os cuidados necessários.

Foto: Polícia Civil do Paraná

Ao ser encaminhada para a delegacia, a mulher solicitou a presença de um advogado. Ela não se pronunciou sobre o caso. Autuada por crime ambiental, ela pode ser condenada a até um ano de detenção, além de multa.

Apesar da possibilidade de condenação, por se tratar de um crime classificado no ordenamento jurídico como de menor potencial ofensivo, a pena costuma ser revertida em punições alternativas, como prestação de serviços à comunidade.


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Cães são resgatados em estado severo de desnutrição em Joinville (SC)

Três cachorros foram encontrados em situação de maus-tratos em uma casa em Joinville, no estado de Santa Catarina. Além deles, duas aves silvestres eram mantidas em cativeiro no local. Os animais foram resgatados na segunda-feira (15).

Foto Divulgação / Polícia Civil

O resgate foi feito por uma equipe da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil, que também encaminhou o responsável pelos animais para a delegacia. Ele foi acusado de maltratar animais domésticos e silvestres. As informações são do portal OCP.

Os animais eram mantidos em uma residência no bairro Parque Guarani. Os cachorros foram encontrados em situação deplorável, com estado avançado de desnutrição e desidratação. De acordo com a polícia, os cuidados com alimentação e higiene eram negligenciados, o que colocou os cães em risco de morte.

Após a ação policial, os cachorros foram levados para o Centro de Bem-Estar Animal de Joinville e as aves foram encaminhadas, em caráter temporário, ao Zoobotânico.

Foto Divulgação / Polícia Civil


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Gorila de 30 anos permanece em zoo mesmo após protestos por sua liberdade

Por Rafaela Damasceno

Pata Zoo, o único zoológico da Tailândia localizado em uma loja de departamentos, foi condenado a fechar em 2015 por falta de documentações necessárias. Até hoje nada foi feito e o lugar permanece funcionando. Os animais, que deveriam ter sido soltos há quatro anos, continuam em cativeiro. Bua Noi, uma gorila de 30 anos, está presa há 27 e nunca saiu de sua gaiola desde que chegou ao local.

O zoológico funciona dentro em um shopping, em Bangkok, e também abriga orangotangos, chimpanzés, répteis, leopardos, entre outros. Turistas relatam que os ambientes em que os animais vivem são imundos e insalubres, as jaulas são apertadas, há goteiras e calhas sujas e os animais parecem completamente desesperados e infelizes.

Imagens gravadas por um visitante chocado com a situação mostram a gorila puxando seus pelos, rolando pelo chão e até mesmo chorando. “Me senti muito triste. É horrível porque ela parece não ter mais esperança”, disse ele, em entrevista ao Daily Mail. “Muitas pessoas tentaram salvá-la e ela teve sua chance de liberdade, mas isso não aconteceu. Estou preocupado que as pessoas tenham se esquecido dela”, completou.

Bua Noi, presa, segurando as barras da sua cela com um olhar muito triste

Foto: Daily Mail

Bua Noi deveria ter sido libertada em 2015, quando pedidos foram feitos para que o zoológico fechasse. Mas, por algum motivo, nenhuma das duas coisas aconteceu, e a gorila não voltou a sentir a terra sob seus pés; sua jaula, com chão de concreto, é a única coisa que ela conhece desde os três anos de idade.

Acredita-se que Bua Noi é o único gorila presente na Tailândia. Ela foi comprada da Alemanha em 1992.

Quando ativistas dos direitos animais protestaram, há quatro anos, o Departamento de Parques Nacionais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas descobriu que o zoológico não tinha a documentação necessária para funcionar. Foi decidido, então, que os animais fossem removidos da instalação pelos donos do local. Ao invés disso, eles assinaram um acordo prometendo que cuidariam melhor de Bua Noi, e o local permaneceu aberto.

Bua Noi, presa, com o rosto triste. Parece ter lágrimas em seus olhos

Foto: Daily Mail

Kanit Sermsirimongkol, o dono do zoológico, afirmou que não há nenhum problema com os animais presentes na instalação e que a expressão triste no rosto de Bua Noi é sua expressão natural. A afirmação foi reforçada pelo diretor do local.

“Sei que um dia ela precisará ir embora, mas não é uma boa ideia devolvê-la imediatamente à vida selvagem sem ensiná-la a sobreviver sozinha”, disse Kanit.

Nenhuma providência está sendo tomada para que Bua Noi aprenda a viver por conta própria na natureza, onde ela verdadeiramente pertence.

 

Prefeito do RJ promete regulamentar Código de Defesa dos Animais

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), prometeu ao presidente da Comissão de Defesa dos Animais da Câmara dos Vereadores, o parlamentar Luiz Carlos Ramos Filho (Pode), que vai publicar nesta terça-feira (16) o decreto que irá regulamentar o Código Municipal de Defesa dos Animais.

Foto: Pixabay

Caso a regulamentação realmente ocorra, a lei 6.435/2018, que instituiu o Código, entrará em vigor. A legislação é de autoria do vereador Célio Lupparelli (DEM). As informações são do portal Extra.

O Código estabelece regras para promover a proteção dos animais no Rio de Janeiro e proíbe, inclusive, que animais sejam mortos para comercialização de pele. A lei prevê ainda pagamento de multa para quem abandonar ou submeter um animal à crueldade.

A promessa feita pelo prefeito ao parlamentar ocorreu durante uma reunião, realizada na segunda-feira (15). O subsecretário de Bem Estar Animal, Roberto de Paula, e o assessor especial da prefeitura Ailton Cardoso também participaram do debate.

“É um grande avanço para a proteção animal. Agora quem maltratar os animais vai sofrer no bolso”, comemora Luiz Carlos Ramos Filho.


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Cadela abandonada sem água e comida em casa vazia é resgatada em MS

Uma cadela trancada no quintal de uma residência, no município de Nova Andradina (MS), comoveu um trabalhador da concessionária de Energia Elétrica de Mato Grosso do Sul, que acionou um grupo de protetores de animais e a Polícia Militar Ambiental (PMA).

Foto: Reprodução / Conteúdo MS

O trabalhador, que preferiu não se identificar, disse que ficou comovido com a situação, já que a cachorra de aproximadamente 7 anos estava sem água, alimento e abrigo. Depois do resgate, os voluntários a batizaram de “Princesa” e ficaram sabendo que ela foi deixada para trás pelos tutores por ocasião da mudança de casa.

Conforme apurado pela equipe do Nova News, no momento do resgate, os voluntários confirmaram que o animal estava em visível estado de desnutrição, desidratação e infestada de carrapatos e pulgas. Além disso, algum tipo de fungo provocou a queda dos pelos em grande parte do corpo.

O primeiro passo foi encaminhar Princesa para uma clínica veterinária na qual obteve os primeiros atendimentos, além de ser alimentada. No dia seguinte tomou banho e segue em recuperação.

“Ela ficou dias sem água e comida numa casa abandonada, presa sem poder buscar alimentação e perto dali tinha várias pessoas que sabiam e não fizeram nada. Como alguém pode deixar isso acontecer?”, questionaram os voluntários.

Logo após Princesa se recuperar por completo, a ONG buscará uma família que tenha interesse em adotá-la. “Vamos lutar por ela e assegurar que tenha a melhor família que se possa encontrar”, confirmou um dos voluntários.

CRIME AMBIENTAL

Segundo a Polícia Militar Ambiental, a Lei 9.605/98 prevê os maus-tratos como crime com pena de três meses a um ano e multa de R$ 500,00 a R$ 3.000,00 conforme prevê o decreto 6.514/08. Já o decreto federal 24.645/34 determina quais atitudes podem ser considerados maus-tratos, sendo que outras práticas são consideradas crimes pela lei.

Como exemplos são citados o envenenamento, a agressão, o espancamento, a omissão de água e comida, a omissão de cuidados veterinários, o ato de obrigar o animal ao trabalho e até mesmo o atropelamento de animais sem que haja a prestação de assistência por parte do condutor do veículo.

Fonte: Conteúdo MS / Nova News


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Jovem mata cachorro com seis facadas em Campo Grande (MS)

Um jovem de 19 anos foi detido pela 6ª Companhia Independente da Polícia Militar no início da tarde deste sábado (13) por matar o cachorro dos avós com seis facadas depois de chegar em casa embriagado, na região do Vilas Boas, em Campo Grande (MS). Ele foi encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga, ouvido e liberado.

Foto: Divulgação

Segundo boletim de ocorrência, uma mulher de 60 anos acionou a PM informando que o neto havia matado o animal. Ela relatou aos policiais que o rapaz chegou por volta do meio dia, bastante alterado, aparentando estar embriagado ou sob efeito de drogas.

Ele teria ido para o quarto, onde chutou a porta do guarda-roupas. O cão estava próximo, se assustou com o barulho e instintivamente reagiu, mordendo o rapaz no calcanhar. O autor então deu um soco no animal, se armou com uma faca e desferiu vários golpes até matá-lo.

À polícia, o rapaz disse que não consumiu drogas e que havia apenas ingerido bebida alcoólica. Ele se justificou alegando que o cão era bravo e que foi mordido logo ao entrar no quarto. Diante dos fatos, os policiais apreenderam a faca usada na ação e conduziram o suspeito para a delegacia, pelo crime de maus-tratos a animais.

Antes, ele foi levado até à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Universitário, onde passou por atendimento médico por conta de uma lesão na mão em razão do soco e do pequeno ferimento provocado pelo animal. A responsável pelo cão foi orientada a encaminhar o corpo para o Centro de Zoonoses. Depois de prestar esclarecimentos, o jovem foi liberado pela Polícia Civil.

Fonte: Conteúdo MS


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